"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

maio 03, 2010

O DÉFICIT PÚBLICO MARÇO/10


Valor Econômico

O déficit fiscal do setor público consolidado em março, no valor de R$ 216 milhões, foi o pior resultado para o mês na série histórica apurada pelo Banco Central desde dezembro de 2001. O desempenho mensal ruim afetou o acumulado no primeiro trimestre, superavitário em R$ 16,8 bilhões, equivalente a 2,11% do PIB, mas também o pior da série.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, reiterou que a pressão mais forte foi o pagamento de sentenças judiciais no valor de R$ 6,8 bilhões. Isso afetou o resultado do governo central (União, BC e Previdência), deficitário em R$ 3,912 bilhões em março. Os governos regionais garantiram superávit primário de R$ 3,342 bilhões, enquanto as empresas estatais, sem a Petrobras, fizeram economia de R$ 475 milhões.

Além do peso dos precatórios, Lopes destacou como um dos pontos que contribuíram para o superávit primário menor no trimestre o aumento dos investimentos em R$ 5,1 bilhões, o equivalente a 116% de expansão em relação ao primeiro trimestre de 2009.

Os gastos com custeio, principalmente pelo reajuste de 9,68% do salário mínimo, contribuíram para piorar as contas. Essas despesas cresceram R$ 8,9 bilhões no trimestre, em relação a igual período do ano passado. No acumulado em 12 meses até março, o superávit ficou em R$ 62,5 bilhões, equivalente a 1,94% do PIB, para meta de 3,3% do PIB este ano. Segundo Lopes, há boas chances do governo ter resultados melhores em abril e maio, por conta de indicativos de aumento nas receitas. Ele ponderou que 2009 foi atípico pelas receitas mais fracas dada a crise.

"Até agora, estamos longe da meta. Mas, a partir das possibilidade de arrecadação melhor, há uma boa expectativa de cumprimento da meta em 2010. É preciso esperar os próximos meses para uma análise mais criteriosa", disse Lopes.

De acordo o departamento de estudos econômicos do Bradesco, tem chamado a atenção o crescimento acentuado da dívida bruta, que passou de 56,3% do PIB em dezembro de 2008 para 63% do PIB no fim do ano passado. Parte disse, ressalta o banco, se deve principalmente ao aumento das operações compromissadas, por conta da redução do depósito compulsório no fim de 2008 e aos empréstimos concedidos ao BNDES.

Em março, já houve redução da dívida bruta para 60,4% do PIB, justamente pela recomposição de parte das alíquotas do compulsório bancário, dentro da estratégia do BC de retirada dos estímulos dados durante a crise. Com isso, as operações compromissadas recuaram algo em torno de 2,2% do PIB no mês, para 13,4% do PIB. Já a dívida líquida deve recuar para 42% do PIB no mês de abril, segundo estimativa do BC, vindo de 42,4% em março, beneficiado pelo aumento sazonal na arrecadação de impostos no período.

A CRISE DO JORNALISMO

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Leitores não se contentam em só ler, querem participar, querem escrever! Aquela velha idéia dos profissionais de mídia produzirem para a massa simplesmente ler já era.

Hoje, também escrevemos (massa), na maioria com até mais credibilidade, alguns então, chegam a ser mais especializados do que aqueles que passam quatro anos dentro de uma universidade aprendendo, e algumas vezes não apreendendo, a escrever.
Abaixo uma transcrição de uma opinião sobre o modo de fazer o jornalismo :

Recentemente, Juan Luis Cebrián, fundador do “El País”, foi entrevistado por Laura Greenhalgh, editora-executiva do jornal “O Estado de S. Paulo”.

A entrevista, saborosa e inteligente, foi uma sincera reflexão sobre avanços e recuos do nosso ofício. A crise que fustiga nossa atividade é flagrada na radiografia do escritor.
Está em jogo o modo de fazer jornalismo. Cebrián intui a gravidade do momento. “A internet é um fenômeno de desintermediação”, diz ele.

“E que futuro aguarda os meios de comunicação, assim como os partidos políticos e os sindicatos, num mundo desintermediado?”

Só nos resta uma saída: produzir informação de alta qualidade técnica e ética.

Ou fazemos jornalismo de verdade ou seremos descartados por um leitorado cada vez mais fascinado pelo aparente autocontrole da informação na plataforma virtual.

Existe, sim, uma grave crise no modo de fazer jornalismo.


Reproduzimos, frequentemente, o politicamente correto.

Não apuramos. Não confrontamos informações de impacto com fontes independentes.

Ficamos reféns de grupos que pretendem controlar a agenda pública. Mas o jornalismo de qualidade não pode ficar refém de ninguém: nem da Igreja, nem dos políticos, nem do movimento gay, nem dos ambientalistas, nem dos governos.

Devemos, sim, ficar reféns da verdade.

CARLOS ALBERTO DI FRANCO é diretor do Master em Jornalismo.

maio 02, 2010

O CHORO DO DÉSPOTA FRUSTADO DIANTE DO FIM

LULA chora ao lado de uma Dilma à beira do êxtase.
A grande vítima é a legalidade (Foto: Marcos Alves/O Globo)


Mais um texto impecável de Reinaldo Azevedo, cujo raciocínio compartilho de A/Z, estamos caminhando a passos CERTOS para um desfecho final de uma eleição como nunca antes na história deste País, eu particularmente já me declarei do lado dos que não se sentem seguros no que se refere à segurança das urnas.

Temos hoje no poder um partido composto por uma corja desonesta e comparsas de uma base aliada abjeta, covil de tudo o que foi e é a política suja e imoral.

O parlapatão, que na medida que vê o final de seu desgoverno imoral, caminhando para uma derrota legítima nas urnas, e ele pressentindo que a sua subjetividade não está acima de tudo e todos, pelo menos até o presente momento, acrescida ao vexame humilhante que lhe rendeu a sua prepotência ao fazer da sua vida um filme se auto intitulando ser o Filho... do Brasil, deu no que não deu.

Pode causar no seu "interior" uma mistura de frustração com uma forte revolta que para uma pessoa afeita ao uso diário de bebidas fortes e com poder nas mãos somado ao seu caráter obscuro, pode se exceder e ultrapassar os limites de tudo e transformar a nossa harmonia num pandemônio.

As minhas observações aos gestos , falas e atitudes do ebrioso, não me deixa nenhuma dúvida que o cujo já está entrando num processo de deteriorização da sua própria auto confiança e arrogância, observem que tem intensificado a já cansativa cantilena de seus feitos e conquistas, o que não se justifica e até incompreensível, pois, o guia deles não é o candidato.

O que quer dizer isto? Que o próprio criador não acredita na sua "criatura", aí estamos vivendo esse círculo vicioso, que é ele se auto promovendo na ilusão que com isso sua "criatura" será beneficiada, e a
dita na mesma toada de cantar os feitos do seu senhor, enfim, pelas vias normais esta eleição para o partido torpe está perdida, para quem dizia e diz que a "opozisão" não tem discurso, o deles é o mesmo, ou seja, viva o nosso guia, "deles".

E para encerrar, no desfecho do governo da cachaça, ficará a certeza de que o País esteve nas mãos de um ilusionista, um palanqueiro de primeira linha imbatível, falastrão, um final deprimente para o Filho...do Brasil que teve a desfaçatez de "ofertar" ao País que um dia ele se disse filho, a tentativa de empurrar goela abaixo uma criatura vinda do mundo imaginário das rodadas de bebidas fortes, onde as irracionalidades são o rumo.
Pior que ainda existe o risco, que se não fizerem prevalecer as leis, a malandragem sairá vitoriosa.

Abaixo vai a parte final do texto do sempre impecável Reinaldo Azevedo :

Prosseguindo na sua orgia de ilegalidades, Lula afirmou, no comício da CUT, esperar que o convidem para 1º de Maio de 2011:

“Se for alguém ruim (na Presidência), a gente vem aqui meter o pau. Se for alguém bom, a gente vem aqui ajudar e acompanhar” E os cutistas gritaram “Dil-má/Dil-má”.

Ora, “alguém ruim”, é evidente, seria Serra (afinal, como ele próprio disse, tod mundo sabe o que ele quer). Eis aí revelado, em frase tão curta, o que há de intolerável nessa gente. Lula está anunciando que, caso Dilma perca a eleição, o caminho do partido já está traçado: tentar sabotar o governo de maneira metódica, sistemática, cotidiana. E o PT fez ou faz outra coisa quando na oposição?

Por que diabos um presidente popular, que fez um governo bem-avaliado pela maioria dos brasileiros, não pode se manter nos limites das leis que o elegeram e que garantiram o seu poder? Porque isso vai contra a natureza do PT e do próprio Lula, que vêem no arcabouço legal não os instrumentos de seu triunfo, mas empecilhos a seus delírios de poder absoluto.

Lula só inventou uma candidata do nada porque pretende, como já deixou claro tantas vezes, o terceiro mandato por procuração. E só por isso tenta fazer uma disputa contra FHC, tática até agora rejeitada pelo eleitorado: precisa desesperadamente, na sua imaginação, vencer o ex-presidente ao menos uma vez.

Está chegando a hora de Lula deixar o governo.

E ele já se prepara para ser ou o condestável do próximo ou o líder da sabotagem.

Por enquanto, ele está sabotando apenas as leis.


Ou os tribunais se encarregam de pôr limites neste senhor, ou as eleições brasileiras têm tudo para ser as mais sujas de nossa história.

E não por causa da Internet.

Íntegra...

TREM BALA DE R$19bi JÁ ESTÁ EM R$34,6bi. COISAS DE BRASIL.

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Assim como candidatos em busca de votos, ele aparece a cada quatro anos, sempre às vésperas das eleições, vendendo sonhos, fazendo promessas.

Nada vira realidade. Estamos falando do trem-bala Rio-São Paulo, um projeto em estudo há quase 15 anos. Nesta pré-campanha, saiu da gaveta mais encorpado.

Em quatro anos, o custo pulou de R$ 19 bilhões para R$34,6bilhões(coreanos fazem por menos, não deve ser um bom negócio para o governo, lembram dos RAFALES?). O financiamento seria 100% da iniciativa privada.

Agora, a União vai injetar R$ 20 bilhões, por meio do Banco Nacional do Desenvolvimento(BNDES), para viabilizar o empreendimento. O governo tem pressa para lançar o projeto, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) resiste e pede prazo para analisar os detalhes.

Teme aprovar mais uma futura obra inacabada.


Afinal, o Trem-Bala está sendo lançado a oito meses do fim do governo, que teve oito anos para preparar o projeto.

Modelo novo

Figueiredo também responde por que o custo do projeto cresceu tanto.
“Porque agora teve um estudo. Naquela época (2006), não teve. A segunda razão é que o nosso projeto é diferente daquele.
Aquele era uma ligação direta Rio-São Paulo, o nosso tem passagem nas cidades e vai até Campinas.”

Questionado se o governo fez um “chute” em 2006, respondeu:
“Não, era uma estimativa sem ter um estudo de engenharia que a respaldasse.
E aquele não era um projeto do governo, era um projeto da Valec”.
Continua : Trem-bala

UM GOVERNO DESREGRADO/PERDULÁRIO.E DESONESTO.

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Me desculpem, mas se isso não for compra de votos, PQP.
Essa corja não tem escrúpulos , se com todo o uso dos recursos do poder, não conseguirem uma vantagem de votos, esses aprendizes de déspotas vão fraudar as urnas, alguém duvida?

Lisandra Paraguassú / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Em ano eleitoral, o governo federal está acelerando a inclusão de pelo menos 3,2 milhões de pessoas aos programas sociais. Em alguns casos, a meta estabelecida para 2010 é 70% maior do que todos os benefícios distribuídos em anos anteriores.

Os novos beneficiados dos programas Agente Jovem Adolescente (Desenvolvimento Social) e Segundo Tempo (Esportes) somam, ao lado do Bolsa Família, um contingente de "segurados sociais" equivalente ao total de eleitores dos Estados de Alagoas e Sergipe.

Voltado para os adolescentes que não completaram a escola e são de famílias pobres, o Agente Jovem Adolescente terá, neste ano, um crescimento que nunca teve desde sua criação, em 2008.

Serão incluídos mais 383 mil jovens, um aumento de 78% em apenas um ano. No Segundo Tempo, que oferece atividades no contra-turno escolar para crianças e jovens, o crescimento será, apenas neste ano, de 47,6%.

Nos dois casos, os ministérios justificam que os programas deveriam ter crescido muito mais, mas não explicam por que esse crescimento se concentrou justamente no último ano do governo.

Por e-mail, a assessoria do Ministério do Desenvolvimento Social explica que a previsão era chegar ao final do governo com 1 milhão de jovens atendidos e, mesmo com a expansão deste ano, a meta não será alcançada.

No Segundo Tempo, o ministro do Esporte, Orlando Silva, diz que o programa ainda precisa crescer mais e que haverá uma tentativa de chegar a 3 milhões de vagas, em convênios, até o final do ano. Silva não vê relação entre a eleição e os novos beneficiados:

"Não podemos fazer política pública pensando em eleição. Temos de fazer política pública pensando no benefício da população".

Ao incremento desses programas sociais soma-se o Bolsa Família que, no ano passado, já havia definido a inclusão de 600 mil novas famílias (o equivalente a 2,4 milhões de pessoas) até junho - prazo máximo permitido pela legislação eleitoral.

No Ministério do Desenvolvimento Social, a preparação para as inaugurações de restaurantes populares - unidades que servem refeições por R$ 1 ou R$ 2 - começou em 2009.

Se traz benefícios diretos para a população, o crescimento de todas essas ações sociais no último dos oito anos de governo não deixa dúvidas de que a contrapartida eleitoral está bastante clara na cabeça do presidente.

Mais detalhes dos "programas sociais"
COMUNISMO NUNCA MAIS
Coturno Noturno

maio 01, 2010

FIFA: PLANO B - COPA/14 NA INGLATERRA.

O Brasil desrespeitou todos os prazos fixados até agora para iniciar as obras. Em retaliação, a entidade máxima do futebol avisou que já estuda uma alternativa para 2014
Wembley (à esq.) demorou quatro anos e meio para ser reerguido.
As obras do Mané Garrincha, em Brasília, ainda nem começaram
Em oitenta anos de Copa do Mundo, dezesseis países já sediaram o evento.

Apenas quatro experimentaram a oportunidade de fazê-lo de novo. Em outubro de 2007, o Brasil foi escolhido como o quinto país a ter o privilégio de receber pela segunda vez o maior espetáculo esportivo do mundo.

Em dois anos e meio de preparação, porém, o que deveria ser motivo de euforia aos poucos vai se transformando numa fonte crescente de preocupação.
A quatro anos do início do campeonato, a única realização concreta até hoje foi a escolha das doze cidades-sede – e nem isso ainda está devidamente definido.

As obras de infraestrutura não começaram e os estádios só existem nas maquetes. Pelo cronograma imposto pela Fifa, as arenas já deveriam estar sendo erguidas desde janeiro passado.

Como nenhum tijolo foi movido, prorrogou-se o prazo para março. Mas, de novo, nada aconteceu. O derradeiro "limite" – também não levado a sério pelos organizadores – termina nesta semana.

A Fifa, preocupada, enviou um alerta ao governo sobre a existência de um plano de contingência.
Se o Brasil continuar descumprindo as metas e os prazos estabelecidos pela entidade, a Inglaterra já estará pronta e preparada para receber a Copa de 2014.

Transcrito/Parte de :
Comunismo nunca mais
Íntegra : Nunca antes na história das copas do mundo

UM EBRIOSO, INTENSÃO x INTENÇÃO, A ECONOMIA , RESULTADO?

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqR60Lu53JGWGvSkkBeKhwRFT2wAi9FvQCBQJyPXA8Dvp82yfdlRilINANKcgyeyZAcdjXeYZTWzwZ1EAnv-MuasNAgYIgh7QuvKXOx72-OwIdL1UDMnw9pBQQGgqvl5fOvFAJUjDKWaU/s400/lula_caricatura.jpg

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, na noite desta sexta-feira (30), que não deixará que as eleições presidenciais influenciem o rumo dos juros e do controle da economia.

Ele participou, em São Paulo, da cerimônia de posse do novo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, que passa a ocupar o cargo deixado por Jackson Schneider.

"Nós atingimos um grau de maturidade em que a gente não pode, por conta de uma eleição, afrouxar o controle da economia e deixar a coisa desandar, senão não controla mais", disse o presidente sobre a elevação da taxa de juros anunciada na quarta-feira (28) pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

"Não há eleição que me faça jogar fora o que nós acumulamos nesse período."

O presidente ressaltou que manter a inflação controlada é prioridade da política monetária do governo.

( E a dele, uma questão de honra, eleger a sucessora, como já foi dito pelo cujo em outras oportunidades. A questão é : a "honra" dele ou a política monetária? qual é a que mais pesa? Nós sabemos qual, não é mesmo? )

"Quem tiver que ganhar as eleições vai ganhar e vai receber um país arrumado",disse o presidente, que apoia Dilma Roussef (PT).

Antagonismo' com montadoras

Lula também relembrou sua relação de "antagonismo" com as montadoras na época em que era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, há três décadas. "Naquela época eu não seria nem convidado para a posse", brincou o presidente.

AS TARIFAS BANCÁRIAS

http://blogs.diariodepernambuco.com.br/economia/wp-content/uploads/2009/06/lucro-dos-bancos.jpg

VERENA FORNETTIda Redação/Folha

Segundo pesquisa da Pro-Teste (associação de defesa do consumidor), dos 35 pacotes de serviços bancários monitorados no último ano, 13 ou 37% tiveram aumento de preço acima da inflação. Já no pacote padronizado pelo Banco Central, que todas as instituições devem ofertar, incluindo os mesmos itens, houve queda ou estabilidade nos valores em todos os bancos pesquisados.

Para a entidade, a pesquisa, realizada nos nove maiores bancos do país, mostra que o consumidor foi penalizado. Já a Febraban, que representa os bancos, contesta essa avaliação.

Hessia Costilla, economista da ProTeste, afirma que os bancos só abaixaram os preços no pacote padrão, que é o menos procurado pelos clientes. "Já fizemos testes, mandando pesquisadores para os bancos como se fossem clientes. Eles não informam que existe a opção padronizada."

Por outro lado, a ProTeste diz que os dados também mostram que a regulamentação feita pelo governo há dois anos foi positiva para o setor, que ficou mais transparente com a criação do pacote padrão. A determinação facilitou o acompanhamento dos serviços.

Para a Febraban, os bancos não têm interesse em omitir os direitos dos consumidores.

A ÍNDOLE PELA FASIFICAÇÃO.

O presidente do PT diz que cabe aos profissionais criar uma marca própria para Dilma, admite que Lula comandará a campanha e define seu partido como de esquerda
Por Otávio Cabral e Daniel Pereira, na VEJA:

Cristiano Mariz

“Acho errado produzir uma Dilma artificial.
O problema são as inevitáveis comparações com o Lula”

José Eduardo Dutra assumiu a presidência do PT há quase três meses com a missão de coordenar a campanha presidencial de Dilma Rousseff. Missão difícil, como ele mesmo define.

Dilma jamais disputou uma eleição, e essa inexperiência tem provocado entre os próprios petistas muitas indagações neste início de campanha.

Para contornar os problemas, Dutra conta como poderoso trunfo a popularidade recorde do presidente Lula e sua influência dominadora sobre o partido.

Mas esse trunfo também é motivo de preocupação diante da constatação de que Lula talvez seja praticamente o único patrimônio ponderável do partido e de sua candidata.

Questionado sobre qual marca Dilma deve buscar para não ser apenas um subproduto de Lula, Dutra pensa, coça a cabeça, olha para o chão e responde: “É difícil!”.
Reinaldo Azevedo
A cara vai ser de Dilma