"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

maio 22, 2010

MAIS UMA CONTA DE R$1,2bi PARA OS COFRES PÚBLICOS.

Congresso Nacional: é ruim, mas não muda
Congresso Nacional: é ruim, mas não muda

Em ano eleitoral, o Congresso está ávido para aumentar o pacote de bondades.

Depois de aprovar projeto que reestrutura a carreira de funcionários da Câmara, o Senado prepara-se para votar, na próxima semana, o aumento salarial de seus servidores, numa jogada que tem o potencial de gerar uma despesa combinada aos cofres públicos de R$ 1,2 bilhão no ano que vem.


O reajuste para cerca de 3,5 mil servidores e 1,2 mil ocupantes de cargos de natureza especial (CNEs) que trabalham na Câmara passa a valer a partir de 1° de julho. O aumento foi aprovado durante votação a toque de caixa de uma série de matérias legislativas, aproveitando a análise do projeto Ficha Limpa, que tinha apelo da sociedade.

Apesar de estar sendo guardada a sete chaves, a reestruturação da carreira do Senado traz um reajuste médio de 30%, com um custo de R$ 300 milhões esse ano e R$ 600 milhões a partir do ano que vem.

Segundo fontes ouvidas pelo Correio, há pressão de servidores para que a proposta inclua bonificações nos salários-base.
Esse seria o motivo de ter sido postergada a votação.


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A REALIDADE DO CARRO ELÉTRICO NO BRASIL.

Palio elétrico
Palio Elétrico é desenvolvido em parceria com a Itaipu Binacional (Foto: Divulgação)

Em poucos anos, o consumidor brasileiro – acostumado com motores movidos a etanol, gasolina e GNV – terá mais uma opção: carros elétricos. A novidade movimenta o mercado. Não apenas o automobilístico, mas também os setores que serão beneficiados por esses novos veículos. Embora eles devam começar a chegar em 2015, um empreendimento de alto luxo em Alphaville, na Grande São Paulo, já tem previsto no projeto uma garagem adaptada para receber modelos elétricos.

A construtora do imóvel, a BKO, afirma que esse diferencial é pioneiro no mercado da construção, o que confirma duas realidades. Primeiro, que o setor energético do país viverá uma autêntica revolução muito em breve. Segundo, que a menos de cinco anos de começar a vender automóveis elétricos, as grandes capitais brasileiras estão atrasadas em relação à infraestrutura para receber a tecnologia.

No Brasil, as montadoras que mais investem em veículos elétricos são Fiat, que desenvolve o Palio elétrico em parceria com a Itaipu Binacional — e a Mitsubishi, cujo modelo i-MiEV já roda em São Paulo para testes.

Matéria completa :
Brasil se prepara para a chegada dos carros elétricos

ENTENDA O "FATOR PREVIDENCIÁRIO".

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O fim do fator previdenciário foi aprovado nesta semana pelo Senado; a mudança na regra para o cálculo da aposentadoria já tinha passado pela Câmara e agora depende de sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor.

O surgimento da expressão "fator previdenciário" no noticiário deixou muita gente em dúvida. Ele é uma regra que, na maioria dos casos, reduz o valor da aposentadoria de quem para de trabalhar mais cedo e se aposenta por tempo de contribuição.

Com ajuda de um especialista, o G1 mostra como o fator previdenciário muda o valor da aposentadoria em um caso fictício de um homem que se aposenta com 35 anos de contribuição pelo teto permitido. Mostra também o possível impacto nas contas públicas, ou seja, quanto o governo terá de gastar a mais no pagamento de aposentadorias se o fator previdenciário deixar de existir.

Veja:

Fator previdenciário pode reduzir a aposentadoria

MEGALONANICO "CORRENDO ATRÁS" PELO EBRIOSO MEGALOMANÍACO.

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Do UOL Notícias* Em São Paulo
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, conversa neste sábado (22) com os representantes da Alemanha no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), dando continuidade à série de contatos feitos nos últimos dias para explicar a posição do Brasil e da Turquia sobre o acordo assinado em Teerã no início desta semana.

A Alemanha integra o chamado "grupo 5+1", que tem mandato do Conselho de Segurança da ONU para negociar o programa nuclear iraniano. Os demais são os membros permanentes do Conselho (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido).

Amorim acredita que no máximo até segunda-feira o governo do Irã enviará carta à Agência Nacional de Energia Atômica (Aiea), ratificando o acordo assinado com o Brasil e com a Turquia.
O envio da carta é um dos detalhes que faltam para completar o compromisso iraniano em relação à negociação.

Acesse : Arsenal estimado dos países(Infográfico)

PROFISSÕES : AS DEZ MAIS EM FALTA.

Marceneiro
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Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios
Estadão

Se você é carpinteiro ou eletricista já tem um motivo a mais para comemorar. Segundo uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Manpower, estas profissões estão entre as de maior falta de profissionais adequados no País (Veja quadro completo abaixo).
Segundo o diretor comercial da Manpower no Brasil, o principal problema não é exatamente o número de candidatos, mas a incompatibilidade de talentos.
"Não há pessoas habilitadas para realizar as tarefas demandadas", diz.
No Brasil, 64% dos quase mil entrevistados apontaram que faltam profissionais adequados para preencherem as vagas disponíveis – o segundo maior índice, somente atrás do Japão, com 76%.
No mundo todo, 31% dos pesquisados disseram ter problemas para contratar por falta de mão-de-obra apropriada, um ponto percentual acima do resultado de 2009.
O levantamento foi feita com 35 mil empresas de 36 países.
No Brasil, foi a primeira vez que o tema foi pesquisado.

148 DIAS PARA "ALIMENTAR" A CARGA TRIBUTÁRIA.

Folha online

Os brasileiros terão de trabalhar até a sexta-feira da próxima semana, dia 28 deste mês, apenas para cumprir suas obrigações tributárias com os fiscos federal, estaduais e municipais.

Serão 148 dias de trabalho no ano, um dia a mais do que os trabalhados em 2009 e o mesmo número de 2008.

O cálculo faz parte do estudo sobre os dias trabalhados para pagar tributos, divulgado ontem pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Segundo o estudo, hoje os brasileiros trabalham quase o dobro do que trabalhavam na década de 1970 (76 dias) apenas para os fiscos.

Os brasileiros estão entre os que mais pagam tributos no mundo, perdendo apenas para os suecos (185 dias) e os franceses (149 dias).

Os espanhóis (137), os norte-americanos (102), os argentinos (97), os chilenos (92) e os mexicanos (91) trabalham menos do que os brasileiros.

Com base no estudo, o IBPT diz que 40,54% da renda bruta dos contribuintes estará comprometida neste ano com tributos.

Nesses 148 dias, os três fiscos arrecadarão quase R$ 500 bilhões , ontem, o Impostômetro (painel na capital paulista que registra, em tempo real, a carga tributária no país) já marcava mais de R$ 460 bilhões.

Os 148 dias foram calculados para o rendimento médio mensal. Para a baixa renda (até R$ 3.000), são 141 dias trabalho (de 1º de janeiro até hoje). Para a média renda (R$ 3.000 a R$ 10 mil), são 157 dias, ou seja, até 6 de junho. Para a renda alta (mais de R$ 10 mil), serão 152 dias -até 1º de junho.

O IBPT também calculou quanto os brasileiros comprometeram de sua renda bruta para pagar tributos sobre a renda, o patrimônio e o consumo.

Na média, 40,54% da renda de cada cidadão estará comprometida neste ano com os três níveis de governo. Em 2009, foram 40,15%, e, em 2008, 40,51%.

AFRICANOS NÃO QUEREM VENDA DA VUVUZELA.

Torcedor sul-africano toca a vuvuzela no estádio de Nespruit
Torcedor sul-africano toca a vuvuzela no estádio de Nespruit (Foto: Reuters)
A menos de um mês do início da Copa do Mundo, uma empresa da África do Sul, que se autointitula produtora oficial da vuvuzela, corneta com 1 metro de comprimento usada em estádios de futebol, quer mobilizar o consulado do seu país em São Paulo e autoridades brasileiras para tentar impedir uma rede de lojas a vender o brinquedo.

A vuvuzela, um dos símbolos do futebol sul-africano, ganhou visibilidade no Brasil e no mundo após a transmissão pela TV da Copa das Confederações disputada no país africano em junho de 2009. Naquela ocasião, a seleção do técnico Dunga foi campeã em meio ao barulho das cornetas.

Em novembro daquele mesmo ano, a brasileira Ri Happy Brinquedos Ltda entrou com um pedido no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) para registrar a palavra vuvuzela como marca de uma corneta de 60 centímetros que será lançada aqui durante o Mundial.

“Eu quero a garantia de usar o nome vuvuzela no Brasil e outro não me impedir de usar. Tivemos uma experiência desagradável no passado. Acho que usamos o nome de uma marca: minigames. Era um brinde e foi preciso retirar. As vuvuzelas serão agora brindes”, explicou ao G1 o pediatra Ricardo Sayon, que largou a medicina para se tornar sócio fundador da Ri Happy, em 1988, com o administrador Roberto Saba.

Empresário africano quer impedir o Brasil de chamar corneta de Vuvuzela...

COPA DO MUNDO MOEDAS COMEMORATIVAS

BC lança  moeda comemorativa para a  Copa do  Mundo  - (Divulgação/Banco Central)

O Banco Central lançou nesta sexta-feira (21/5) moeda comemorativa da Copa do Mundo da Fifa - África do Sul 2010. A moeda de prata tem valor de face de cinco reais.

A tiragem máxima da moeda será de 25 mil peças, que serão comercializadas no Brasil e no exterior. A Fifa ainda definirá as empresas autorizadas a vender a moeda fora do país.

O Brasil foi um dos países convidados pela Fifa para integrar o programa de emissões numismáticas da Copa do Mundo, ao lado de Portugal, França, Espanha, Alemanha, Austrália e diversos outros, além da própria África do Sul.

As emissões especiais são uma prática internacional que tem como principal objetivo difundir a história e a identidade cultural da nação, consolidando o padrão monetário no país e no exterior.

O Banco Central registrou em moedas comemorativas eventos esportivos de interesse nacional, como os lançamentos relativos ao Tetracampeonato Mundial de Futebol (1994), ao Pentacampeonato (2002) e aos XV Jogos Pan-americanos (2007).
Matéria e onde adquirir...

É OU NÃO UM MODUS OPERANDI?

O governo usa atraso nas obras da Copa para justificar regras mais frouxas em licitações e despejar 5 bilhões de reais em estatal que já promoveu desvios de meio bilhão

Por Gustavo Ribeiro, na VEJA:

Fotos Wilson Pedrosa/AE e Adauto Cruz/CB/D.A Press

A URGÊNCIA E A PRUDÊNCIA
O ministro do Esporte, Orlando Silva (à esq.), comemora as regras mais frouxas,
enquanto o procurador Marinus Marsico, do TCU, pede cautela: a pressa às vezes é
companheira da corrupção

Em outubro de 2007, na Suíça, a Fifa anunciou que o Brasil sediaria a Copa do Mundo de 2014. Era notícia boa, mas previsível. Único candidato a hospedar um dos maiores espetáculos esportivos do planeta, já se sabia pelo menos seis meses antes que o país entraria para a reduzida galeria das cinco nações com o direito de receber pela segunda vez uma Copa.


Passada a euforia, foram selecionadas as cidades-sede dos jogos, elaborados os projetos de modernização dos estádios, elencadas as obras de infraestrutura necessárias, mas quase nada se fez para resgatar tudo isso do universo das intenções.

Com os prazos cada vez mais exíguos, a única alternativa para evitar o vexame de perder o direito de sediar o campeonato é acelerar o cronograma. Na semana passada, o governo anunciou a liberação de 5 bilhões de reais para realizar obras nos aeroportos.

Calcula-se que mais de 500 000 turistas visitarão o país durante a Copa. Construir e ampliar os terminais hoje já saturados, portanto, é imperativo.

Ciente de que está numa corrida contra o tempo, o governo também enviou ao Congresso uma lei que agiliza o processo licitatório. As medidas parecem positivas, mas têm cara, jeito e cheiro de problema.

Em tese, eliminar parte da burocracia, espécie de irmã siamesa da corrupção, e dar mais agilidade ao governo para executar as obras são decisões elogiáveis sob o ponto de vista administrativo.

A dúvida começa a surgir quando se observam os personagens envolvidos no processo e as experiências recentes.

A bolada liberada pelo governo vai ser gerida pela Infraero, a estatal que cuida dos aeroportos brasileiros.

Em 2007, a CPI que investigou o setor aéreo descobriu desvios de 500 milhões de reais em contratos da estatal com empreiteiras - as mesmas, aliás, que vão participar desta nova etapa de obras.