"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 05, 2013

A Petrobras aderna


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São horrorosos os resultados divulgados ontem pela Petrobras.
Há muito tempo não se via tantos recordes negativos enfileirados como no balanço da companhia referente a 2012.

Sob o peso da má gestão petista, a maior estatal brasileira continua adernando e só não naufragou de vez em razão da musculatura que conseguiu acumular depois da abertura do mercado nacional à concorrência privada, na década de 1990.

Onde quer que se analise o balanço da companhia, os resultados são ruins. O lucro caiu 36% em relação a 2012, na maior queda anual em quase seis décadas de história da empresa, segundo a Folha de S.Paulo:
o valor apurado, de R$ 21,2 bilhões, é o menor desde 2004.

Mesmo o lucro alcançado no quarto trimestre - que foi até comemorado pelos analistas - é o pior desde 1999 para meses de outubro a dezembro, quando corrigido pela inflação.

A produção de petróleo da Petrobras caiu 2% no ano passado.

É apenas a terceira vez que isso ocorre nos 59 anos de história da companhia. Assim, Dilma Rousseff agora faz parte do panteão onde estão Fernando Collor, que levou a empresa a uma queda em 1990, e Luiz Inácio Lula da Silva, que conseguiu a proeza em 2004.
Eles se merecem.

Desde que o PT chegou ao poder, há dez anos, a Petrobras nunca cumpriu as metas de produção a que se propôs. Em 2012, mesmo com a revisão, para baixo, dos objetivos determinada em junho pela nova presidente da companhia, Graça Foster, o resultado não foi alcançado.

Neste ano, a produção da empresa deve manter-se estagnada.

Em decorrência, a despeito das gigantescas reservas do pré-sal - ou até pelas estapafúrdias regras que o governo do PT determinou para sua exploração -, a produção de petróleo no Brasil é cadente:

foram 14 milhões de barris a menos no ano passado, com queda de 2,07% em comparação com 2011, segundo divulgou ontem a Agência Nacional do Petróleo.

Com participação compulsória na operação do pré-sal, a Petrobras paga o pato. Seu nível de endividamento aproxima-se do limite estipulado pelas agências de avaliação de risco para concessão de grau de investimento. A relação entre dívida líquida e geração de caixa da companhia já estourou a barreira de 2,5 observada pelos investidores.

Como consequência, a Petrobras deverá ter crescentes dificuldades para capitar dinheiro para fazer frente a seu bilionário plano de investimentos - são US$ 236,5 bilhões para o período 2012-2016. Só em 2012, a dívida líquida cresceu 43%, para R$ 147,8 bilhões.

A tendência é os empréstimos à companhia ficarem cada vez mais caros e os projetos serem abandonados, como os das refinarias Premium do Maranhão e do Ceará, ou postergados, como o do Comperj, no Rio.

Uma das razões mais evidentes para o mau desempenho da Petrobras é o uso que o governo petista faz da empresa como âncora da inflação. Os combustíveis passaram anos sem sofrer reajuste na bomba, à custa de prejuízos da Petrobras - que paga por eles no exterior mais do que cobra no mercado interno.

Em 2012, o rombo foi de R$ 22,9 bilhões, ou mais de duas vezes os R$ 9,9 bilhões registrados no ano anterior.

No ano passado, a empresa que por décadas foi a maior do Brasil passou a valer menos que a Ambev. É incrível, mas, no país do pré-sal, fabricar cerveja dá mais dinheiro do que produzir petróleo. Recorde-se que, no segundo trimestre, a Petrobras já alcançara a proeza de registrar prejuízo de R$ 1,34 bilhão, o primeiro em 13 anos.

No ranking mundial, a Petrobras também segue mar abaixo. Dois anos atrás, a estatal brasileira chegou a ser a terceira maior petroleira do planeta em valor de mercado; hoje é apenas a oitava, de acordo com O Globo. 

Desde outubro de 2010, a empresa perdeu US$ 106,7 bilhões, a maior queda entre as empresas mundiais do setor.
A queda das ações alcança 36% desde então.
Significa dizer que praticamente todo o valor aportado na maior capitalização da história (US$ 120 bilhões) simplesmente evaporou.

A Petrobras vai mal num segmento da economia em que suas concorrentes vão muito bem. No ano passado, o barril de petróleo cotado a mais de US$ 100 permitiu a companhias como Exxon Mobil, Royal Dutch Shell e Chevron apresentarem aumento de lucro de 6%, 3% e 41%, respectivamente.

As perspectivas da estatal brasileira não são boas, penalizando também os pouco mais de 32 mil trabalhadores que ainda mantêm parte do seu FGTS aplicado em ações da Petrobras - em 2000, quando a operação foi realizada, eram 310 mil. O valor aplicado caiu 70% em cinco anos, registra o Correio Braziliense.

A própria empresa admite que a recuperação não virá em 2013. 
A Petrobras continuará sujeita aos mesmos percalços que lhe garroteiam o desempenho: 
a demanda de combustíveis continuará subindo, forçando mais importações 
(a alta em 2012 foi de 12%), com preços no varejo defasados em relação ao exterior para que o governo Dilma segure a inflação.

A Petrobras está adernando porque as políticas adotadas pelas gestões petistas para o setor de petróleo são equivocadas. As regras estatizantes do pré-sal e a exigência de conteúdo nacional impuseram custos adicionais à operação da empresa, além de terem levado a adiamentos de projetos.

A ingerência política atingiu níveis nunca antes vistos, conforme denunciou recentemente o representante dos trabalhadores no conselho de administração da companhia.

Parafraseando o que disse Graça Foster logo depois de ter assumido a estatal há exato um ano, a história recente da Petrobras é algo para ser aprendido e nunca repetido.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
A Petrobras aderna

Queda na produção de bens de capital não é bom sinal


Apesar dos estímulos distribuídos pelo governo, a indústria teve um desempenho decepcionante em 2012. A produção industrial caiu 2,7%, o pior resultado desde o tombo de 7,4% em 2009, ano em que o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 0,6%, no auge do impacto da crise internacional na economia brasileira.

A desoneração da folha de pagamentos, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o corte dos juros, o aumento da oferta de crédito e a desvalorização cambial não foram suficientes para reanimar a indústria, que havia crescido apenas 0,4% em 2011. 

Nos raros setores em que ocorreu, a recuperação foi errática e não contagiou outras áreas.

Estoques elevados, dificuldade para exportar, queda na confiança do empresariado, além do alto endividamento e da inadimplência das famílias afetaram a produção industrial. O desempenho decepcionante da indústria em 2012 alimentou as previsões pessimistas para a economia daquele ano e também as deste ano.

 A indústria tem um peso de 27,5% no PIB.

A indicação mais negativa foi a queda de 11,8% na fabricação de bens de capital, o que aponta investimentos fracos pela frente, embora tenha havido alguma importação. Os investimentos não mostram sinais de retomada e devem ter completado em 2012 seis trimestres seguidos de queda.

A queda de 36,2% na fabricação de caminhões e ônibus, que fazem parte dos bens de capital, teve grande influência. A produção de caminhões despencou com a introdução obrigatória de novos motores com tecnologia menos poluente e mais cara a partir de 2012, o que levou a uma onda de antecipação de compras no fim de 2011, criando uma base mais elevada de comparação e esvaziando a demanda do ano passado.

A fim de reativar a demanda, o governo baixou os juros da linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o financiamento de caminhões e permitiu sua depreciação acelerada, reduzindo o imposto a pagar. Mas o resultado desses incentivos foi fraco.

Houve também recuo na produção de outros tipos de bens de capital, como material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicação, 13,5%; e de máquinas e equipamentos, 3,6%. A única exceção foi nos bens de capital para a agricultura, que fechou o ano com crescimento de 3,5%.

O desastre no setor de caminhões também foi responsável pela queda de 13,5% da produção de veículos automotores - setor que tem peso de 11% na indústria -, o pior resultado desde 1998, quando desabou 19,3%. Fazem parte desse grupo os automóveis, cuja produção fechou o ano em queda de 1%, apesar da reação no segundo semestre, após a redução do IPI e a facilitação do financiamento. 

A fabricação de automóveis aumentou 8,5% no terceiro trimestre e 11,4% no quarto, mas não compensou o mergulho do início do ano, de 18,6% no primeiro trimestre e 2,9% no segundo.

Há o receio, com fundamento, de que a retirada gradual do benefício fiscal e o endividamento elevado das famílias possam levar a nova desaceleração na fabricação de veículos, o que também pode acontecer com os eletrodomésticos da linha branca. Ruim com eles, pior sem eles.

Um fato positivo é a redução dos estoques elevados, que influenciaram negativamente o desempenho de vários setores em 2012. De acordo com levantamento da FGV, os estoques caíram no segmento de bens duráveis, mas estão ainda elevados em bens de capital. Outro fator positivo é o aumento das consultas por crédito junto ao BNDES.

O consumo doméstico continua avançando, com emprego e salários elevados. Mas isso não é garantia para a indústria nacional porque a demanda tem sido em parte atendida pelos importados dada a baixa competitividade nos produtos domésticos causada pelas distorções tributárias, logísticas e mão de obra cara. 

O desempenho deste ano vai depender da solução de vários desses problemas antigos. A desoneração da folha de pagamento e a redução do custo da energia vão nessa direção, mas estão longe de representar uma solução definitiva para os problemas de competitividade da indústria nacional. 

Setores pioneiros na desoneração da folha tiveram desempenho ruim, como demonstram a indústria de vestuário, cuja produção diminuiu 10%, e o de calçados, que caiu 3,6%.

Valor Econômico

brasil maravilha da GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) : PETEBRAS,Valor da companhia ficou US$ 106,7 bi menor desde a capitalização E Estatal cai para 8º lugar.


Pressionada por fracos resultados e pelo mau desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a Petrobras perdeu neste ano mais uma posição no ranking das maiores petroleiras globais, pelo critério de valor de mercado, desta vez para a francesa Total.

Ontem, a empresa brasileira ocupava a oitava posição no ranking, com US$ 117,8 bilhões de valores de mercado, atrás da empresa francesa, que valia US$ 122,9 bilhões. No fim de 2012, a estatal já tinha perdido uma posição para a colombiana Ecopetrol, que vale atualmente US$ 130 bilhões, segundo a base de dados da agência Bloomberg News.

Desde que realizou a maior capitalização da História, em outubro de 2010, a Petrobras perdeu US$ 106,74 bilhões em valor de mercado, a maior queda entre as petroleiras. Com a capitalização, a empresa tinha passado a ocupar o terceiro lugar entre as maiores petroleiras do planeta, com um valor de US$ 223,54 bilhões, o que foi amplamente comemorado pelo governo na época. Desde então, a queda das ações da companhia chegam a 36%.

Segundo Luiz Otávio Broad, analista de petróleo da Ágora Corretora, o ano foi positivo para a maioria das petroleiras pelo mundo, ajudadas pelo valorização do preço do barril de petróleo no mercado global.

- As empresas no exterior repassam as oscilações do preço do barril de petróleo. Então, quando o petróleo fica mais caro, isso ajuda as empresas - explica Broad. - Na Petrobras, no entanto, esse efeito é contrário, já que a companhia não repassa o preço do combustível para distribuidoras.

O ranking segue liderado pela americana Exxon Mobil (US$ 410,5 bilhões). Logo atrás vem a Petrochina, com US$ 272 bilhões; a americana Chevron, com US$ 228 bilhões; e a anglo-holandesa Royal Dutch Shell, com US$ 223 bilhões. Em seguida, em quinto lugar no ranking, está a britânica BP.

Entre as grandes petroleiras que divulgaram seus resultados do quatro trimestre de 2012, os resultados foram positivos na Exxon Mobil, Royal Dutch Shell e Chevron, que tiveram crescimento de lucratividade de 5,8%, 3% e 41%, respectivamente.

Bruno Villas Bôas O Globo

E NO "CONGREÇU" DA REPÚBLICA DOS TORPES, AS NULIDADES SAIRAM DO ARMÁRIO.

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O congressista bateu no peito e me disse, em alto e bom som:
Vocês não sabem o que é a mente de um deputado ou senador.

Durante muito tempo, fomos criticados como os mais corruptos soldados do atraso nacional, porque os brasileiros vivem angustiados, com sensação de urgência. Problema deles:
apressadinhos comem cru.
Nosso conceito de tempo é outro.

E doce morar lentamente dentro dessas cúpulas redondas, não apenas para "maracutaias" tão "coisas nossas", mas porque temos o direito de viver nosso mandato com mansidão, pastoreando nossos eleitores, sentindo o "frisson" dos ternos novos, dos bigodes pintados, das amantes nos contracheques, das imunidade s para humilhar garçons e policiais.

Detestamos que nos obriguem a "governar".

Inventaram as tais "fichas limpas", nos xingavam de tudo, a ponto de nossa credibilidade ficar realmente abalada.
Pensamos muito no que fazer para limpar o nome do Congresso.
Mas a pecha de traidores colou em nós.

Não podíamos ficar expostos à chacota da opinião pública, nem ser admoestados pelo Supremo Tribunal Federal, que resolveu se meter em política, principalmente depois que aquele negão pernóstico (bons tempos em que chamávamos mulatos cultos de "pernósticos"), resolveu pegar em nosso pé.

Tivemos então a grande ideia, graças a nosso eterno líder Sarney, de fazer algo impensável! Ele já tentara votar 3.000 MPs em um só dia, lembram?

Aquilo nos inspirou e resolvemos então:
vamos sair do armário! Resolvemos assumir o que dizem de nós.
Vocês não imaginam o alívio que isso despertou em todos nós.
A gente andava cabisbaixo nos corredores, humilhados nas ruas, vaiados em restaurantes, até que veio a ideia genial.

A vitória de Renan e Henrique Alves será uma bofetada na cara dos moralistas de direita, essa UDN difusa como bem denunciou nosso companheiro Dirceu. Como foi simples a ideia!

Foi oriunda do próprio Renan, e apoiada pelos companheiros peronistas do PT.

É isso mesmo, qual é?
Não somos santos coisa nenhuma.
Somos cobras criadas.
Nós somos escolhidos entre os mais espertos dentre os mais rombudos.

A estupidez nos fornece uma estranha forma de inteligência, uma rara esperteza para golpes sujos e sacos puxados. Nós somos fabricados entre angus e feijoadas do interior, em favores de prefeituras, em pequenos furtos municipais, em conluios perdidos nos grandes sertões.

Nós somos a covardia, a mentira, a ignorância.

Nós somos a torta escultura feita de gorjetas, de sobras de campanha, de canjica de aniversários e água benta de batismos.
Somos mesmo, e daí?
Para nós, "interesse nacional" não existe.
Estamos aqui para lucrar - se não, qual a vantagem da política?
Vocês não imaginam a delícia de sermos chamados de "canalhas", o prazer de se sentir acima da ridícula moralidade de classe média.
O PMDB está de parabéns - assumiu que nossa bandeira eterna é a visão de mundo do Sarney, nosso guia.

Vocês viram como ele chorou no dia em que passou a presidência para o Renan?
Ele chorou por sua vida de lutas para manter nossa doce paralisia, a cordial tradição de patrimonialistas e oligarcas.
Ele não chorou pelo Maranhão, que domina há 60 anos - chorou por si mesmo. Que alívio!

Não lutaremos mais para demonstrar boa conduta.
Ao contrário, queremos o descrédito popular para sempre.
Assim, esses jornalistas metidos a vestais terão o que merecem, pois o povo vai desistir de nós. Não julgarão mais nossos atos, pois saberão que é inútil.

Queremos que o público perca qualquer esperança de mudanças.
Queremos a desesperança do povo, queremos uma opinião pública angustiada e enojada de nós. Assim, teremos o sossego da irresponsabilidade total!

E o inesperado poder que isso nos deu?
É maravilhoso.

Estamos unidos por nossa verdade, como um movimento de minorias, como gays, sei lá. Podemos apoiar e bloquear o Executivo sem hesitar, principalmente porque contamos com o apoio incondicional de nossos companheiros peronistas do PT. Como não pensamos nisso antes?

Por exemplo, outro dia, o companheiro Gilberto Carvalho, da Casa Civil de d. Dilma Rousseff disse:
"Em 2013, o bicho vai pegar!"
Que será que ele quis dizer?
Vai pegar em quem?
E que bicho?
A cobra urutu-cruzeiro, o bicho de sete cabeças ou o chupa-cabras?

Eu acho que ele deu uma dica de que o bicho vai pegar na liberdade de expressão... Por quê?
Porque nos últimos dias, houve indícios de um desejo antigo dos companheiros do PT:
o controle da mídia.

Isso.
Para eles é uma questão "ideológica", mas, para nós, um feriado luminoso. Imaginem o descanso de Jucá, Lobão Pai e Filho, Renan - que brilhantemente glosou a máxima de que "fins justificam meios" com a frase imortal:
"Ética é um meio, não um fim" ou a bela bravata do Lobinho:
"O último que quis serves- tal aqui foi desossado!"
(assim como os bois imaginários do Renan e Jucá).

Eles querem a imprensa?
Nós topamos tudo.
Podem levar.

Aliás, houve várias mensagens cifradas do PT.
Em Cuba, o nosso Lula, que foi lá para ver se o Chávez ainda está vivo, declarou na ilha que a imprensa é inimiga do povo, que ele é atacado pelos capitalistas do mal, etc...

O Rui Goethe Falcão repetiu a lengalenga. No outro dia, o Dirceu fez um discurso conclamando a "militância" a lutar contra a direita da imprensa e o heróico ex-jornalista Franklin Martins está se encontrando com a presidente.

Se for esse o bicho que vai "pegar", contem conosco.
Seria maravilhoso não só para os comunas esse muro de Berlim, mas para nossos malandros da "mão grande", melhor ainda.

A Dilma andou dizendo que nunca permitirá a censura à imprensa...
Vamos ver.

Ela é brava, mas não vai resistir ao cerco político de seus stalinistas e de nossos puxa-sacos bem treinados, num país onde a oposição se suicidou por burrice e preguiça, o bicho pode mesmo pegar.

Estamos às ordens.
Parabéns Renan e Henriquinho, vocês são nossos vingadores.

Arnaldo Jabor
O Congresso saiu do armário 

LÁ E CÁ ! Ética, política e álcool

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Uma discussão interessante ganhou corpo entre nossos irmãos portugueses. Flagrada em uma blitz da lei seca no início de janeiro, a deputada socialista Glória Araújo encontra-se no furacão de uma polêmica que envolve ética, política e responsabilidade civil.

Às 3h20, no centro de Lisboa, os policiais da Operação Stop pararam o veículo conduzido pela parlamentar, que naquela madrugada retornava da festa de aniversário de 37 anos.

Ao que consta, Glória Araújo não se recusou a soprar o bafômetro, medida largamente utilizada por muitos motoristas brasileiros, sob a alegação de que não se deve produzir prova contra si próprio. O teste no etilômetro acusou 2,41 gramas de álcool no sangue, medida que configura crime segundo o Código da Estrada português.

Esta semana, Glória Araújo comentou o episódio ao jornal i. E lançou sua defesa. Admite que cometeu um erro, mas entende que um flagrante de crime de trânsito não é suficiente para perda de mandato parlamentar.

“A análise que faço do que se passou e do erro que cometi não me leva a concluir que isso me obrigue a renunciar ao meu mandato ou a tomar qualquer outro tipo de atitude para além daquela que já tomei.(...) Serei julgada e a sentença que me for atribuída, cumpri-la-ei como qualquer outro cidadão”, disse Glória Araújo. Não é assim que pensam os leitores do Público.

Em enquete proposta pelo site do jornal, até ontem à tarde, 65% dos internautas afirmavam que a deputada deve renunciar, por dois motivos:
a) Cometeu um crime;
e b) Quem votou no Partido Socialista poderá não se sentir representado pela senhora deputada.

Na outra ponta, 35% dos participantes não viam razão em haver uma punição na esfera política para Glória Araújo.

É de se perguntar se os políticos brasileiros — e os deputados e senadores em particular —, enfrentariam esse gênero de debate por conta de um delito que não tem relação direta com a atividade parlamentar.

Na Câmara dos Deputados que acabou de eleger Henrique Eduardo Alves, segue forte a pressão para a casa legislativa confrontar a sentença condenatória do Supremo Tribunal Federal contra três parlamentares envolvidos no mensalão.

E o novo presidente do Senado acredita que a ética é tão somente um instrumento para se buscar um bem maior, chamado interesse nacional.

Eis aí mais uma das peculiaridades do nosso país.

Carlos Alexandre Correio Braziliense