"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 22, 2013

DE(s)CÊNIO NO brasil maravilha DOS FARSANTES E FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) III : US$ 1,08 bilhão saem do Brasil em três dias, informa BC

 
Para um ano que começou com o temor de um "tsunami monetário" na economia brasileira, 2012 tende a registrar a menor entrada de dólares no Brasil em quatro anos.

Segundo números divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (3), a forte entrada esperada de dinheiro vindo de países desenvolvidos – que aumentaram o volume de moeda em circulação para combater os efeitos da crise financeira e estimular o nível de atividade – não aconteceu.

Faltando contabilizar somente um dia útil para o fim de 2012 (segunda-feira, dia 31 de dezembro), os dados do BC mostram que entraram US$ 16,75 bilhões na economia brasileira no ano passado – uma queda de 74,3% em relação a 2011, quando a entrada de dólares foi de US$ 65,27 bilhões, ou US$ 48,5 bilhões a mais.

O resultado de 2012 é o menor desde 2008, período em que a economia mundial foi chacoalhada pela primeira etapa da crise financeira, marcada em setembro daquele ano pelo anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers. Em 2008, houve a saída de US$ 983 milhões da economia brasileira.

Em 2009 e 2010, houve ingresso, respectivamente, de US$ 28,73 bilhões e de US$ 24,35 bilhões no Brasil.

Impacto na cotação do dólar

 A entrada de recursos no país registrada em 2012, segundo analistas, teoricamente favoreceria a queda do dólar. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tenderia a ficar menor. O que se viu no ano passado, entretanto, foi um movimento inverso.

No início de 2012, o dólar estava sendo negociado a R$ 1,86, passando para o patamar de R$ 1,90 em maio e acima de R$ 2 em junho. Permaneceu na faixa de R$ 2,03 a R$ 2,04 entre agosto e novembro, mas em dezembro avançou para um patamar acima de R$ 2,10. No fim do ano, porém, fechou em R$ 2,04. Todos os valores têm por base a Ptax (cotação média do dia) do BC.

A explicação para o fato do dólar ter subido em 2012, mesmo com uma oferta maior de moeda norte-americana, foi a influência do governo federal.

Além de ter comprado US$ 11 bilhões no mercado à vista no ano passado e outros US$ 7 bilhões no mercado a termo, o governo tomou várias medidas, ainda nos primeiros meses de 2012, para impedir que os dólares que estavam ingressando naquele momento no país tivessem impacto na cotação.

Depois do ingresso de US$ 25 bilhões no Brasil nos quatro primeiros meses deste ano, o volume de ingresso, com as medidas anunciadas pelo governo brasileiro naquele momento, começaram a ficar menos intensos e os dólares também passaram a sair do Brasil. Entre maio e dezembro, houve a retirada de US$ 8,5 bilhões do Brasil.

Mais recentemente, no mês passado, quando a cotação superou a barreira dos R$ 2,10, o governo começou a reverter essas medidas, favorecendo um ingresso maior de moeda norte-americana no Brasil - aplacandou um pouco a pressão de alta do dólar. O BC também atuou com leilões no mercado futuro (que tem correlação com o preço do dólar a vista).

Um valor mais alto para o dólar gera melhores condições de competitividade para as empresas brasileiras, uma vez que suas exportações ficam mais baratas. As compras do exterior, por sua vez, ficam mais caras. Um aumento na cotação do dólar, porém, também têm outros efeitos, como gerar mais pressões inflacionárias.

Contas comercial e financeira
O fluxo cambial brasileiro possui duas contas: a comercial, na qual são fechados os contratos de câmbio para operações de exportação e importação; e a conta financeira – que inclui as demais operações, como os investimentos estrangeiros diretos e os recursos para aplicações financeiras, além das remessas de lucros e dividendos e empréstimos tomados no exterior, entre outros.

Os números do BC mostram que o fluxo comercial registrou entrada de divisas de US$ 8,3 bilhões na parcial de 2012, até 28 de dezembro (faltando somente contabilizar o dia 31 do mês passado). Ao mesmo tempo, foi contabilizado o ingresso de outros US$ 8,3 bilhões por meio da conta financeira no acumulado do ano passado.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

DE(s)CÊNIO NO brasil maravilha DOS FARSANTES E FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) II : Contas públicas - País tem pior resultado em transações comerciais e de serviços em 66 anos

 
O Brasil registrou em janeiro o maior deficit em suas transações comerciais e de serviços e rendas com o exterior desde pelo menos 1947, início da série histórica do Banco Central.

Impactado pelo deficit da balança comercial, pelo aumento dos gastos dos brasileiros em viagem e o crescimento das remessas feitas por empresas, o chamado deficit em conta corrente chegou a US$ 11,4 bilhões.

E, diferentemente do que ocorreu no ano de 2012, quando esse deficit foi inteiramente coberto pelo fluxo de investimentos estrangeiros na produção, considerados menos voláteis, o rombo de janeiro foi bem superior ao investimento estrangeiro direto, de US$ 3,7 bilhões.

O restante do deficit foi financiado por investimentos em ações e renda fixa, além de empréstimos.

"Tivemos um déficit significativo em janeiro, acima até do que havíamos estimado há 30 dias", reconheceu o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

Segundo ele, a expectativa é que, a partir de fevereiro e março, o resultado da balança comercial melhore sob o impacto do aumento das receitas com minério de ferro e soja.

Mas, para fevereiro, a projeção do BC ainda é de um novo descasamento entre o deficit em conta corrente e o IED. Segundo Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico, as transações correntes devem ter deficit de US$ 5,7 bilhões, enquanto o investimento estrangeiro direto somará US$ 3,5 bilhões.

TURISMO

No mês passado, os brasileiros deixaram US$ 2,29 bilhões fora do país em viagens, crescimento de 14,6% frente a dezembro de 2012. Já os gastos de turistas que vieram para o Brasil cresceram menos, 4,4%.

Ao somar os resultados da conta de viagens --gastos dos brasileiros fora do país com o dos turistas estrangeiros no Brasil--, o deficit atingiu US$ 1,6 bilhão, valor recorde para o mês e 19,7% superior ao registrado há um ano.

"Isso reflete o crescimento da renda do brasileiro nos últimos anos, da massa salarial real, do emprego. Mesmo com o câmbio, que já foi menor em 2011", disse Maciel. "Muitos dos destinos desses brasileiros são economias que ainda seguem fragilizadas pela crise", acrescentou. 

JULIA BORBA / Folha
DE BRASÍLIA

DE(s)CÊNIO NO brasil maravilha DOS FARSANTES E FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) : País tem o pior número de geração de empregos em janeiro nos últimos 4 anos

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O Brasil criou em janeiro deste ano 28,9 mil empregos com carteira assinada, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas nesta sexta-feira (22) pelo Ministério do Trabalho. 

O número, por sua vez, representa uma queda consecutiva se compararmos o mesmo mês nos quatro últimos anos.

Dados disponíveis no Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) mostram que comparando janeiro de 2012 com janeiro de 2013 houve uma queda de 75,7%. No ano passado, foram criadas 118.895 vagas formais de trabalho. Ou seja, mais de 90 mil vagas a mais.

Em 2010, segundo dados do PDET, foram abertas 181.419 vagas para trabalhadores de carteira assinada. Isto é, seis vezes mais empregos do que este ano.

Ainda de acordo com informações do Ministério do Trabalho, mesmo com a queda em comparação com os últimos anos, houve crescimento de 0,07% em relação ao estoque do mês anterior. 

Em janeiro, foram declaradas 1.794.272 admissões e 1.765.372 desligamentos no mês, maiores números para o período. País registrou queda no número de empregos oferecidos

Nos últimos 12 meses, foram abertos 1.163.847 postos de trabalho, expansão de 3,03% no nível de emprego. Entre janeiro de 2011 a janeiro de 2013, tomando como referência os dados da Relação Anual de Informação Social (RAIS), que abrange os celetistas e servidores públicos federais, estaduais e municipais, e do Caged, foram criados 3.586.753 empregos formais.
(...)


Jornal do Brasil
Com informações do Ministério do Trabalho

Candidata em pele de presidente



Dilma Rousseff deve achar natural passar a maior parte de seu tempo em cima de palanques. Afinal, desde o início do segundo mandato de Lula este tem sido seu lugar preferido. O problema é ela simplesmente relegar as obrigações de presidente da República em favor de suas pretensões eleitorais. Não foi para isto que foi eleita.

Desde que o PT ascendeu ao poder, o Brasil convive com uma espécie de campanha eleitoral permanente. O mau hábito vem de Lula, que, antes de chegar à Presidência, passara mais de 20 anos só montado em cima de palanques fazendo política partidária. Eleito, transferiu a prática para o exercício cotidiano do poder.

Foi neste ambiente desvirtuado que o ser político de Dilma foi gestado. Desde que, ao longo de 2007, ela foi sendo transformada em "mãe do PAC", este se tornou seu ambiente natural. Seus passos são sempre articulados dentro de uma lógica eleitoral, suas ações são moldadas pelo marketing e suas iniciativas costumam carregar nas tintas do embate político.

Faltando 20 meses para a próxima eleição presidencial, o que antes era feito de maneira algo dissimulada vai se tornando agora francamente explícito. Dilma vestiu o figurino vermelho do petismo e assumiu de vez a retórica sectária do partido dos mensaleiros. Rasgou a fantasia de presidente e assumiu a vestimenta de candidata em tempo integral. Loba em pele de cordeiro.

Assim foi na festa de louvação aos dez anos de (des)governo do PT. Em meio a 50 minutos de desvarios e proselitismos, Dilma, a candidata, afirmou, entre outras coisas, que os governos petistas "não herdaram nada", mas sim "construíram" um novo Brasil. Desdenhou de 500 anos de história, lutas e conquistas de toda uma nação.

Nunca antes na história, se viu a arrogância chegar a níveis tão estratosféricos. Nunca antes na história, a desonestidade foi tão flagrante. Nunca antes na história, o desrespeito a brasileiros que dedicaram suas vidas a construir um país melhor - para todos, e não só para alguns - foi tão abjeto. O Brasil não foi descoberto em 1° de janeiro de 2003!

Os que agora se dizem os verdadeiros "construtores" do país foram os mesmos que se recusaram a tomar parte no processo de redemocratização que redundou na eleição de Tancredo Neves. Os mesmos que se recusaram a assinar a Constituição em vigor. Os mesmos que se opuseram à estabilização da moeda. Os mesmos que defenderam a irresponsabilidade fiscal e ora praticam a farra do boi com o dinheiro do contribuinte.

"Não se governa de cima do palanque. (...) A presidente Dilma faria muito melhor se, em vez de ves­tir vermelho e recitar num palanque as frases de efeito que lhe são dita­das por seu marqueteiro, se dedicas­se a governar bem, que é o que dela se espera", comenta O Estado de S.Paulo em editorial de sua edição de hoje.

É legítimo Dilma postular mais quatro anos de governo. É acintoso fazê-lo tendo cumprido pouco mais da metade do mandato para a qual foi eleita em outubro de 2010. O que importa aos brasileiros é a mandatária honrar os deveres reservados a quem foi escolhida para enfrentar os problemas reais do país. Mas terá Dilma feito isto nestes dois anos?

A presidente desperdiçou a força política que acompanha os anos iniciais de governo sem promover mudanças significativas na estrutura do país. Consumiu um ano só tentando debelar focos de corrupção herdados de Lula, mas gostosamente acolhidos por ela. Gastou o segundo tentando remendar as convicções estatizantes do petismo, para, ao final, ter que adotar como solução tudo o que seu partido renegara por décadas.

Em seus dois anos de governo, Dilma Rousseff não chegou a lugar nenhum, mas quer que os brasileiros lhe deem mais quatro, provavelmente para ir a parte alguma. Se para a petista é natural dedicar seu dia a dia a suas pretensões eleitorais, para os cidadãos as jornadas deveriam ser reservadas a trabalho árduo e honesto. 

O país tem problemas demais para serem resolvidos de cima de palanques. Precisa de presidente, não de candidata.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela