"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

outubro 23, 2014

BRASIL REAL SEM O MARQUETINGUE DOS VELHACOS E CANALHAS! NO brasil CAMISINHA maravilha DOS FARSANTES : Desemprego menor em setembro não reflete a realidade, avaliam analistas

A queda na taxa de desemprego, de 5% para 4,9%, entre agosto e setembro, não significa que o mercado de trabalho brasileiro esteja saudável. Segundo o sócio da Canepa Asset Management, Alexandre Póvoa, a variação não passa de um efeito estatístico, influenciado pelo aumento da inatividade.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta manhã de quinta-feira, o número de inativos subiu 3,7% em relação a setembro de 2013. Cerca de 690 mil pessoas entraram na inatividade neste período. No total, 19,2 milhões de brasileiros, nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, compõem a população não economicamente ativa. São inativas as pessoas que não têm trabalho e não tomaram nenhuma providência para encontrá-lo porque não têm interesse em trabalhar. Entram ainda na conta aposentados que deixaram de trabalhar e pessoas incapacitadas.

"A taxa de desemprego está em um ponto de inflexão e deve começar a piorar gradativamente, o que será mais visível em 2016", comenta Póvoa, da Canepa. Ele aponta que a indústria demitiu 59 mil pessoas em setembro, mostrando uma fragilidade muito grande. O setor de serviços, o grande empregador do país, também começa a fraquejar. Os serviços prestados a empresas, por exemplo, tiveram aumento de apenas 0,2% no contingente de trabalhadores de agosto para setembro. A expectativa do economista é que logo aparecerão o efeito do desemprego nos serviços

A estabilidade da massa de renda real habitual dos ocupados (48,4 bilhões de reais) em setembro ante agosto mostra ainda que muitas empresas estão já chegando no limite da manutenção de sua base de funcionários. Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe do Crédit Agricole Brasil, explica que, com as demissões vistas em alguns setores e a massa real estável, o número de vagas diminuiu e a população economicamente ativa também diminuiu.

Os dados dessazonalizados (sem interferências temporárias) do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) já apontam para uma forte queda na criação de empregos. Em setembro, o Brasil abriu 123.785 vagas formais de trabalho - o pior resultado para o mês desde 2001. O resultado corresponde à diferença entre 1.770.429 admissões e 1.646.644 desligamentos. 

"Uma hora isso deve se refletir nos números do IBGE", segundo Póvoa, da Canepa. "Em algum momento o denominador (número de pessoas procurando emprego) vai se estabilizar e o desemprego vai subir". A população economicamente ativa, formada por quem está empregado ou à procura de uma colocação no mercado (24,3 milhões de pessoas), recuou 1% em setembro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2013.

Assim, os economistas acreditam que a ligeira desaceleração da taxa de desemprego em setembro nas seis regiões metropolitanas do país é reflexo apenas de efeitos estatísticos e não indica que o mercado de trabalho esteja aquecido. "Isso não é sinal de força de trabalho", afirmou Caramaschi, do Crédit Agricole.

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego de setembro é a menor para o mês desde 2002. Para Caramaschi, o debate sobre o motivo do arrefecimento do nível do desemprego é amplo, mas pode ter algum reflexo dos programas sociais, que acaba por permitir que a pessoa tenha condições de se dedicar aos estudos, por exemplo. "É uma discussão em aberto, mas o que podemos perceber." 

O fechamento de vagas indica que a atividade econômica do país está mais fraca e acaba batendo no emprego. Para os especialistas, esse cenário não deve ser revertido tão cedo. "Independentemente de quem vença a eleição, alguns ajustes macroeconômicos terão de ser feitos no ano que vem e que possivelmente não devem trazer benefícios ao mercado de trabalho", finalizou Caramaschi.

Veja.com
(Com Estadão Conteúdo)

ENQUANTO ISSO NO JEITO DA ENGANAÇÃO PETRALHA DE "GUVERNÁ"... O QUE A GERENTONA 1,99 DESAVERGONHADA DO CACHACEIRO VIGARISTA TANTO ESCONDE?


Adiar ou manipular dados oficiais, subordinando descaradamente instituições de Estado a interesses de governo, tornou-se ação recorrente de governos do PT. É uma mistura indigesta de censura, falta de transparência e desrespeito aos cidadãos. O que a administração Dilma tanto esconde?

Por receio de que números negativos possam atrapalhar a campanha de Dilma Rousseff, o governo federal engavetou a divulgação de indicadores sobre economia e educação, informa hoje a Folha de S.Paulo. A prática tem se tornado recorrente: o que é ruim, o governo esconde. De preferência, até depois das eleições.

Depois de retardar a divulgação do Ideb relativo a 2013, com óbvia intenção de ocultar que Minas continua tendo o melhor ensino fundamental do país, o governo petista agora atrasa a publicação do desempenho dos alunos em português e matemática, que normalmente é apresentado até o mês de agosto. Já a divulgação de índices sobre o desmatamento da Amazônia, cujos números são divulgados todos os meses, foi postergada para novembro.

A censura do governo do PT às estatísticas também atinge dados econômicos. A previsão é de que o resultado da arrecadação de tributos de setembro, que não deve vir favorável ao governo, seja divulgado somente depois das eleições de domingo. Tradicionalmente os números mensais vêm a público até dia 25 de cada mês.

O Ipea também sofre com a excessiva ingerência do Planalto. Na semana passada, em decisão inédita, o órgão simplesmente proibiu a publicação de estudo sobre a evolução do número de miseráveis no país. Em resposta, um diretor do órgão pediu exoneração.

Não se trata da primeira pesquisa engavetada pelo Ipea. Em setembro, o órgão havia barrado a divulgação de estudo que mostrava o crescimento da concentração de renda no país desde 2006.

Há algumas semanas, funcionários do IBGE entraram em pé de guerra com o governo porque viram suas pesquisas serem cerceadas depois que os primeiros resultados da nova Pnad Contínua mostraram um retrato do desemprego mais feio do que o discurso oficial pinta. A pesquisa chegou a ser suspensa - depois o governo recuou.

O Brasil está às vésperas de eleger o governo que comandará o país pelos próximos quatro anos. Numa atitude inédita, a candidata oficial sequer apresentou seu programa de governo, embora prometa "novas ideias". Na realidade, oferece ao país um salto no escuro.

Ninguém sabe ao certo quais rumos Dilma Rousseff pretende dar ao país, se reeleita. Do jeito que as coisas andam, não dá sequer para saber como está o país hoje. O que é certo é que, com o PT, a censura a tudo que não seja favorável ao governo tornou-se a tônica, um tempo de muitas trevas e poucas luzes.


Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela
O que Dilma tanto esconde?

outubro 22, 2014

Mobilização pró-Aécio em SP reúne cerca de dez mil pessoas

Segundo a Polícia Militar, a manifestação de apoio ao candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) na capital paulista reúne cerca de 10 mil pessoas. A concentração começou no Largo da Batata, na zona oeste, e segue na Faria Lima. Jingles da campanha se misturam a gritos de ordem contra o PT. A cantora Wanessa Camargo cantou em cima do carro de som a música oficial da campanha, que já havia gravado para o programa de TV de Aécio. Ela cantou também o Hino Nacional.

Entre os gritos anti-PT, repetidos à exaustão pelos manifestantes, destacaram-se hostilidades contra o ex-presidente Lula. "Lula, cachaceiro, roubou o meu dinheiro", gritavam. Também ouviu-se:"Dilma vai embora, o Brasil não quer você, aproveita e leva o Lula e os vagabundos do PT"; "O PT roubou" e "Fora PT".
"É uma coisa impressionante, muito semelhante ao que aconteceu nas manifestações de junho do ano passado", disse Walter Feldman, que coordenou a campanha de Marina Silva e que agora se dedica à campanha do tucano, ao Broadcast Político, em meio à manifestação. Com nome #VemPraRuadia22, o movimento tenta reavivar o espírito das manifestações que causaram abalo à avaliação da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2013.

Foi anunciado no carro de som atividades simultâneas em mais de 15 cidades. O carro tocou o jingle da campanha e chamou para gritos de "Fora PT", "O PT roubou" e até uma marchinha de "Dilma vai embora, que o Brasil não quer você / aproveita e leva o Lula e os vagabundos do PT". A ideia é partir em seguida para uma caminhada pela Avenida Faria lima. O tom ufanista se vê em camisas e bandeiras do Brasil e se mistura a falas de revolta contra o PT.

Muitas pessoas trouxeram crianças e até cachorros. Misturam-se eleitores tradicionais do PSDB a eleitores que também já votaram no PT. "Sempre votei no PSDB, sou anti-PT desde a 'revolução de 64'", disse a confeccionista Acrisia Monteiro. Já Vitor Sanches, auxiliar de escritório, que votou em Dilma em 2010, diz hoje apoiar o tucano por ter ficado decepcionado com a capacidade de gestão do governo Dilma. "Nas manifestações, eu fui pra rua e não houve mudança, a mudança vai ser na urna."

Já subiram no carro de som, no Largo da Batata, o candidato presidencial do PV, derrotado no primeiro turno, Eduardo Jorge , o vereador do PV Gilberto Natalini e o jurista e ex- ministro do governo Lula, Miguel Reali Jr. "O PV foi o primeiro partido que decidiu apoiar Aécio no segundo turno", disse Jorge, que afirmou que o apoio se deve ao atual governo ser "avesso" ao povo e porque o governo "infiltrou até a medula" ministérios e agências reguladoras.

"Estamos indignados ou não estamos indignados? Vamos reagir no voto e vamos pôr o PT fora do governo", disse Reali Jr. Os famosos Juca Chaves e Ronaldo Fenômeno são esperados. Também foram citados os tucanos Jose Serra e Mara Gabrilli, que devem chegar em breve.

Ana Fernandes e Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo
Manifestação pró-Aécio

#VemPraRuadia22 ! A HORA É AGORA : FHC convoca população para ato em favor de Aécio e contra a 'podridão no Brasil'. Tucanos divulgaram vídeos chamando a população para participar de atos marcados pela internet que tentam explorar a indignação dos protestos de junho de 2013


Um movimento de apoio ao candidato Aécio Neves, nesta quarta-feira, 22, tenta reavivar o sentimento das manifestações de junho para estimular o apoio ao tucano. Segundo o PSDB, trata-se de um movimento suprapartidário e sem uma organização central.

 "A organização é difusa", disse um assessor da campanha. Membros do partido, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, contudo, divulgaram vídeos conclamando a população para participar do ato e pedindo voto para o candidato do PSDB. 

 "Sou neto de nordestino, tenho orgulho disso. Nós aqui de São Paulo precisamos estar juntos com vocês todos, nós todos juntos em indignação contra essa podridão que está havendo no Brasil", disse o ex-presidente em um dos vídeos.

A mobilização, que busca copiar as manifestações do ano passado, está sendo feita principalmente pelas redes sociais. A página do evento no Facebook conta 235 mil convidados e 14 mil confirmações. No Twitter, o engajamento é feito pela hashtag #VemPraRuadia22, que tinha há pouco cerca de 300 menções. 

O ato ocorre em meio à queda do candidato do PSDB nas últimas pesquisas de intenção de voto, que apontam para uma virada da presidente Dilma Rousseff, até então numericamente atrás do tucano no 2º turno. A última pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta indica que a presidente está ligeiramente à frente na disputa com 52% das intenções de voto, contra 48% de Aécio. Tecnicamente, contudo, eles estão empatados no limite da margem de erro que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Há atos previstos em várias cidades, mas com destaque para concentrações em São Paulo, no Largo da Batata; Brasília, na Esplanada dos Ministérios; Rio de Janeiro, na praia de Copacabana; Recife, no Marco Zero; Belo Horizonte, na Praça da Estação; Teresina, na Av. Dom Severino com Homero Castelo Branco; Fortaleza, no Espigão Beira-Mar e Ribeirão Preto, na Praça Fiúsa.

Aécio gravou vídeos que foram enviados pelo WhatsApp. Ele deve participar do ato em Belo Horizonte. Outros tucanos também gravaram chamando para os eventos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o coordenador de campanha, vereador Andrea Matarazzo. A página do Facebook também traz participações em vídeo de famosos conclamando a participação, como Juca Chaves, Fafá de Belém e Sandra de Sá.

Além do nome "Vem pra Rua" em alusão às manifestações de junho, os locais escolhidos tentam recriar a atmosfera dos protestos que levaram à queda mais expressiva da popularidade de Dilma Rousseff (PT) ao longo de sua gestão. Entre os locais mais simbólicos estão o Largo da Batata, na capital paulista, e a Esplanada dos Ministérios, na capital federal. As postagens fazem referências ao sentimento de indignação e trazem menções como do gigante levantando, que foi também um símbolo de junho de 2013.

"Nesta quarta-feira, a partir das 19h, o Brasil inteiro vai estar mobilizado pela mudança", diz Aécio em um dos vídeos. "Sou neto de nordestino, tenho orgulho disso. Nós aqui de São Paulo precisamos estar juntos com vocês todos, nós todos juntos em indignação contra essa podridão que está havendo no Brasil. É hora de protestar, votarmos juntos em Aécio 45", diz Fernando Henrique em uma das gravações. 

Em outro vídeo, o ex-presidente chama para união de diferentes classes sociais, repetindo a mensagem de "indignação": "Todos queremos mostrar agora indignação. O que está acontecendo no Brasil não dá mais para suportar. Temos que ser firme, temos que ter coragem. Dia 22, às 19h, todos nós, juntos, ricos, pobres, classe média, tudo junto em favor do Brasil". 

Ronaldo.
Um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, disse que o ato nesta noite no Largo da Batata, em São Paulo, "é um movimento cívico em defesa do Brasil" e deve reunir, além de militantes e simpatizantes da campanha tucana, artistas e jogadores. "O Ronaldo fenômeno acaba de me ligar e disse que vai estar presente", relatou Paulinho ao Broadcast Político.

O senador suplente de José Serra, José Aníbal, que também está na coordenação dos eventos da campanha tucana nos dias que antecedem o segundo turno, afirmou que a expectativa é reunir milhares de pessoas. Além do evento da noite, Aníbal afirmou que outros estão sendo realizados durante todo o dia na capital, como o bandeiraço na Praça do Forró, na zona leste, e o evento de mulheres tucanas em várias cidades do País.

Organizado pela presidente nacional do PSDB Mulher, Solange Jurema, os atos devem se contrapor às críticas feitas pela campanha petista de que Aécio não trata bem as mulheres. Segundo Solange, nesta quarta-feira, as mulheres que apoiam a candidatura do presidenciável tucano devem sair às ruas vestindo as cores da bandeira nacional, em atos que terão a participação da população com sugestões para a mudança do Brasil. Em São Paulo, os eventos acontecem em 20 cidades. Na capital, o encontro será em frente à Secretaria de Educação do Estado, na Praça da República, no início da tarde.

Apesar do engajamento virtual, FHC pode não comparecer ao evento. Sua assessoria disse que a participação ainda não está confirmada por motivo de agenda. Outros tucanos que têm participado da campanha, o governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador eleito no Estado, José Serra, também não confirmaram participação.


A Petrobras em declínio



Empresa mais endividada do mundo, a estatal estampa más notícias nas páginas de economia e polícia. Chegou a hora de recuperá-la e torná-la de novo orgulho dos brasileiros

A Petrobras, nossa maior empresa e uma das companhias mais importantes para o desenvolvimento do país, encontra-se hoje numa situação deplorável. São a enxurrada de escândalos, as perdas persistentes de valor, a produção que não reage, os investimentos que não acontecem na proporção necessária.

Ontem foi a vez de a agência de classificação de risco Moody's rebaixar a nota de crédito da estatal, e manter a perspectiva negativa para a companhia. Em comunicado, informou que a decisão se justifica pelo alto grau de endividamento da empresa, situação que só deve se reverter "bem depois de 2016", ao contrário das previsões oficiais.

Desde 2010, a dívida total da Petrobras quase triplicou e a dívida líquida quase quadruplicou, segundo levantamento feito pelo blog Achados Econômicos. A estatal é hoje a empresa mais endividada do mundo.

Embora a dívida tenha crescido, a produção não aumentou. Pelo contrário:
 a Petrobras viu a quantidade de barris que extrai cair duas vezes seguidas nos últimos dois anos - o que não acontecia desde o governo Sarney. Desde o começo da gestão Dilma, a companhia já perdeu cerca de 60% do seu valor de mercado em dólares.

Mas os problemas vão muito além de uma deterioração das condições financeiras. Há também os orçamentos estourados, os prazos nunca cumpridos. Obras sob responsabilidade da Petrobras estão na lista de irregularidades do TCU: a compra da refinaria de Pasadena, a construção de Abreu e Lima em Pernambuco e o Comperj.

Infelizmente, a Petrobras virou fonte de notícias ruins nos últimos anos. Investimentos mal orientados, loteamento de cargos e controle de preços de combustíveis minaram a rentabilidade da empresa. Tudo isso envolto em muita corrupção. Os danos impostos à companhia são parte da herança lastimável deixada pelo governo do PT.

Das páginas de negócios, a Petrobras foi parar nas páginas de polícia, levada pelo PT. Em depoimento à Justiça Federal, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, disse que 3% do valor dos contratos fechados na diretoria de Abastecimento era usado para pagar propinas. Deste valor, dois terços ficariam com o PT.

Durante todo este período, Dilma Rousseff comandou a companhia. Seja como ministra de Minas e Energia ou da Casa Civil, seja como presidente do Conselho de Administração ou como presidente da República. A debacle da empresa é o retrato da qualidade da gestão da candidata à reeleição.

A Petrobras é empresa importante para o desenvolvimento econômico e social do país. Seu corpo de funcionários é da maior qualidade. Este é um ativo que foi dilapidado pelos petistas nos últimos anos. Chegou a hora de recuperar a empresa e torná-la novamente um orgulho dos brasileiros.


Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

XÔ TRASTES ! O brasil DO CACHACEIRO VIGARISTA DESPUDORADO E SUA DESAVERGONHADA INCOMPETENTA E MENTIROSA : O fiasco dos investimentos

De fracasso em fracasso, a presidente Dilma Rousseff completará em dezembro quatro anos de fiascos no PAC 2, a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento. Até o réveillon, só terá conseguido inaugurar 2 de 11 grandes obras com conclusão prometida para o trimestre final de seu mandato. Neste ano, o governo até acelerou os desembolsos para investimentos, como ocorre em todo período eleitoral, mas sem desemperrar a execução da maior parte dos projetos. 

Desde a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, orçamentos e prazos têm sido rotineiramente estourados. Esse resultado é explicável por uma invulgar incompetência administrativa temperada com boas pitadas de corrupção. A faxina realizada em 2011 no Ministério dos Transportes e a longa saga de escândalos na Petrobrás são episódios importantes e instrutivos dessa história.

Com operação recém-iniciada, a Hidrelétrica de Santo Antônio do Jari, no Amapá, é um dos dois projetos com entrega atualmente prevista para este fim de ano. O outro é a Hidrelétrica Ferreira Gomes, no mesmo Estado. Deverá funcionar em breve, se nenhuma surpresa ocorrer. As duas usinas são empreendimentos privados.

Os outros nove projetos, com prazos alongados para os próximos dois anos, incluem a transposição do Rio São Francisco, grandes obras de saneamento no Nordeste, investimentos em rodovias e a famigerada Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Esta é uma das mais vistosas gemas da coroa de escândalos da Petrobrás.

Bastaria o estouro de seu orçamento - de US$ 2,4 bilhões na previsão inicial para cerca de US$ 20 bilhões nas últimas estimativas - para converter em personagens históricas dignas de estudo as principais figuras envolvidas no projeto. A lista incluiria, naturalmente, o presidente da República, o ministro de Minas e Energia e vários dirigentes da Petrobrás.

Em 2011, quando a presidente Dilma Rousseff iniciou seu mandato, ainda se previa o começo das operações da Abreu e Lima em 2012. No fim de 2014, a obra deveria estar completa. Um dia essa história poderá ser contada a estudantes de administração como exemplo da desastrosa mistura de irresponsabilidade, incompetência gerencial, asneira ideológico-diplomática (a aliança entre lulismo e chavismo) e corrupção.

O atraso dessas nove obras prioritárias é um capítulo especialmente interessante da história iniciada em 2003, com a chega do PT ao governo federal, e ainda sem conclusão. Mas é só isso, uma coleção de exemplos particularmente interessantes de ações desastrosas. Administração e investimento nunca foram pontos fortes dos três mandatos petistas.

Neste ano, o governo federal aplicou, até setembro, R$ 45,3 bilhões em obras e na compra de equipamentos. Investiu, portanto, 30,5% mais que nos nove meses correspondentes do ano anterior. Maiores desembolsos para investimentos têm ocorrido repetidamente em anos de eleições, tanto na administração federal como nos governos estaduais e municipais.

Nem assim o governo da presidente Dilma Rousseff conseguiu tornar muito melhor a execução de projetos dependentes da União. Boa parte das obras prometidas para a Copa do Mundo de Futebol ficou sem conclusão. O caso dos aeroportos é um exemplo muito claro. Até abril deste ano, só foi concluído um terço dos empreendimentos previstos para o setor no PAC 2, segundo o último balanço divulgado pelo governo. De acordo com esse levantamento, 23 das 108 obras programadas continuavam no papel.

Além disso, nos primeiros três bimestres de 2014 a Infraero investiu mais que no ano anterior. No quarto, aplicou menos que em julho e agosto de 2013. Explicação mais plausível: depois da Copa, as obras ficaram menos urgentes. "Pela primeira vez neste ano a Infraero reduziu o ritmo dos investimentos", noticiou a organização Contas Abertas, dedicada ao exame das contas públicas.

A política de investimentos vai mal em todo o setor de infraestrutura. O PAC continua sendo principalmente um programa de obras imobiliárias e de financiamentos habitacionais. Sem estes componentes, seria mais difícil atenuar o vexame em cada balanço periódico.

O Estado de São Paulo 

outubro 21, 2014

A má sina da Casa Civil‏. MÁ SINA? TÁ DE BRINCADEIRA.


Quase todos os que passaram pela Casa Civil ao longo dos últimos 12 anos se enredaram em falcatruas. É o microcosmo do que aconteceu de maneira disseminada na era petista

De tão repetitivo, quase cansa. Mas o assunto é inevitável: o assalto que os petistas perpetram na Petrobras. Inevitável porque a cachoeira de denúncias não para de jorrar, cada vez mais próxima do Palácio do Planalto. São denúncias novas quase diárias.

Para ser exato, as suspeitas de falcatruas já não rolam próximas, mas simplesmente inundam o centro do poder. Neste fim de semana, soube-se que Gleisi Hoffmann, ex-ministra-chefe da Casa Civil, pode ter recebido uma bolada de R$ 1 milhão do esquema criminoso que se instalou na estatal na era petista.

Gleisi parece confirmar uma triste sina do principal ministério da República na era petista. Quase todos os que por lá passaram ao longo dos últimos 12 anos se enredaram em falcatruas. Quase sempre das grossas.

José Dirceu foi o primeiro deles, tirado de lá pelas denúncias do mensalão. Julgado pelo STF, cumpre pena na penitenciária da Papuda em Brasília, condenado por corrupção ativa – do crime de formação de quadrilha, ele conseguiu se livrar na repescagem...

Foi sucedido por Dilma Rousseff, cuja missão era envergar o figurino de eficiente gerente e tornar-se a "mãe do PAC". Pelos pífios resultados que o governo dela, como presidente, produziu nestes últimos quatro anos, vê-se sem dificuldades o tamanho do engodo.

Sucedeu-a Erenice Guerra, cujas traficâncias na Esplanada dos Ministérios tinham proporções familiares. Reconhecida como "braço direito" de Dilma, não aguentou seis meses no cargo, apanhada em tenebrosas transações. Ainda hoje, contudo, vaga, assim como seus familiares, por gabinetes de Brasília...

Já no governo da atual presidente, Antonio Palocci mal aguentou seis meses no cargo. Caiu sem conseguir explicar como enriquecera tanto na condição de ex-todo poderoso ministro da Fazenda de Luiz Inácio Lula da Silva.

Gleisi Hoffmann foi até longeva no cargo, que ocupou por quase três anos. Eleita senadora pelo PT do Paraná e derrotada no início do mês quando tentava o governo do estado, pode ter tido sua campanha financiada pelo dinheiro sujo do esquema criminoso que se instalou na Petrobras, segundo afirmou Paulo Roberto Costa em depoimento à Polícia Federal.

No sábado, a presidente da República, que até então só dera crédito às denúncias do ex-diretor da Petrobras quando elas envolveram o nome de um ex-dirigente tucano, admitiu que houve desvio de dinheiro público na estatal: "Houve, viu?", afirmou, finalmente, ela. Ontem, em debate na TV Record, deu um passo atrás, dizendo que enxerga só "indícios".

A Casa Civil é apenas o microcosmo mais vistoso do que acontece de maneira disseminada no organograma petista. Dilma e Lula ficarão marcados na história como governos em que a corrupção comeu solta. O segundo gabinete mais poderoso da República poderá ter sido onde foram servidos os banquetes mais fornidos.

ITV

Números Imbatíveis

Na pior das hipóteses, Aécio e Dilma disputam a vitória cabeça a cabeça. Não há nenhuma indicação evidente de que a candidata à reeleição tenha, de fato, vantagem no momento

É evidente que a pesquisa do Datafolha divulgada ontem e publicada hoje nos jornais serve como luva à estratégia petista de tentar esfriar os ânimos dos eleitores de Aécio Neves. Mas há razões de sobra para acreditar que as chances de vitória tucana continuam presentes e elevadas. A votação é só no próximo domingo.

Para começar, a corrida eleitoral mantém-se na condição de empate técnico. Segundo o Datafolha, a petista alcança hoje 52% dos votos válidos e Aécio, 48%. Embora Dilma Rousseff apareça numericamente na frente, a margem de erro de dois pontos percentuais permite vê-los ainda pau a pau da disputa pelos 141 milhões de votos.

Se pesquisa decidisse eleição, Aécio não teria passado nem perto do segundo turno. Sua ascensão mal foi captada pelos institutos – todos os institutos – na véspera da votação de 5 de outubro. Quando as urnas foram apuradas, a candidatura tucana saiu-se muito melhor do que qualquer pesquisa previra.

O Datafolha mesmo foi um dos que errou mais feio. No dia anterior ao pleito, deu a Aécio 26% dos votos válidos e à petista, 44%. Apurados os votos, o tucano atingiu 34% e Dilma ficou com apenas 42%. Nenhuma margem de erro justifica isso. Os números não batem.

O viés comum às pesquisas é sempre o mesmo: 
tendem a superfaturar os votos favoráveis ao governo e sub-representar os votos da oposição. Uma das explicações técnicas para isso seria um desvio de amostra, a saber: na base pesquisada por institutos como o Datafolha há mais eleitores dos estratos que se identificam mais com Dilma e o PT – renda e escolaridade menores – do que com Aécio.

Segundo quem analisa a fundo pesquisas de intenção de voto, só este fator já é suficiente para prejudicar em até 4 pontos percentuais as intenções de voto em candidaturas que têm mais força entre os eleitores de renda média e alta e escolaridade maior, como a de Aécio.

Outro fator relevante é a abstenção, que as pesquisas não levam em conta. Ela tende a ser maior no Nordeste, onde o governo costuma ser mais forte, e nos estados onde não haverá segundo turno. Considerando as votações de primeiro turno, este componente também tende a pesar a favor da candidatura de Aécio.

Tudo considerado, resta evidente que a atual disputa pela presidência da República continua duríssima. A realidade indica que, na pior das hipóteses, Aécio e Dilma disputam a vitória cabeça a cabeça. Não há nenhuma indicação evidente de que a candidata à reeleição tenha, efetivamente, vantagem no momento.


Há, isto sim, sinais manifestados pelos brasileiros país afora de que querem um Brasil novo, melhor e diferente do que aí está. Diante disso, a candidatura oficial foi buscar forças na sua velha e suja estratégia de difamação, boataria e ódio. Quem está desesperado são eles.



ITV

A HORA DE A ONÇA BEBER ÁGUA OU : É isso aí, bichos... Se A DELINQUENTE DE RAPINA for eleita, teremos o início de um bolivarianismo “cordial”.

Dilma Rousseff: 
seu duro passado de militância e luta lhe deixou um viés de rancor e vingança, justificáveis. Ela foi uma típica “tarefeira” da VAR-Palmares e hoje, como tarefeira do PT, ela quer realizar o sonho de sua juventude. Por isso, quer estatizar o que puder na economia, restos de sua formação... (eu ia dizer “leninista”, mas é“brizolista”).

Seus olhos fuzilam certezas sobre como converter (ou subverter) a pátria amada. Petistas e brizolistas acham que democracia é “papo para enrolar as massas”, como já declarou um professor emérito da USP; ela idealiza o antigo “proletariado” e despreza a classe média“fascista”, como acha outra emérita professora.

Ela desconfia dos capitalistas e empresários, ela quer se manter no poder e virar o PT num PRI mexicano; ela finge ignorar a queda do muro de Berlim, o fim da Guerra Fria, ela ama o Lula, seu operário mágico que encarnou o populismo “revolucionário”.

Conheci muitas “Dilmas” na minha juventude. As Dilmas eram voluntariosas, com uma coragem irresponsável diante da muralha da ditadura. Professavam uma liberdade mais grave do que os hippies da época; era uma liberdade dolorosa, perigosa, sacrificial, suicida, sem prazer, liberdade e luta. Até respeitável.

Mas, para as “Dilmas” e os“Dirceus” do passado, a democracia era uma instituição “burguesa”. Ela se considerava e se acha ainda “membro” (ou “membra”?) de uma minoria que está “por dentro” da verdade, da chamada “linha justa” que planejava um outro tipo de“liberdade” (Lênin: “É verdade que a liberdade é preciosa; tão preciosa que precisa ser racionada cuidadosamente” ).

Ela se julgava e se julga superior— como outros e outras que conheci (inclusive eu mesmo — oh, delícia de ser melhor que todos; oh... que dor eu senti ao perder essa certeza...). Nós éramos os fiéis de uma “fé cientifica”, uma espécie de religião da razão que salvaria o mundo pelo puro desejo politico — éramos o “sal da terra”, os “sujeitos da História”. Toda a luta progressista de hoje se trava entre a esquerda que amadureceu e ficou social-democrata e a esquerda que continua na ilusão de 63. A velha esquerda brasileira existe como nostalgia de uma esquerda que desapareceu.

Dilma foi executiva da comissão de frente que organizou a aliança de Lula com a liderança sindicalista-pelega e com a direita mais vergonhosa do país, liderada por Sarney et caterva. Como ela era “trabalhadeira”, Lula se impressionava com ela (ele que odeia o batente) e transformou-a em um “poste” que se revelou persistente no erro, com a típica burrice dos teimosos.

E aí ela começou a governar com um medidas e táticas pretensamente “socialistas” em um país capitalista. Dá em bolivarianismo, esse terror contra o povo da Venezuela.

A “clique” sindicalista que subiu ao poder nunca desistiu de seus planos; suas mentes são programadas para repetir as mesmos táticas. A esquerda velha continua fixada na ideia de “unidade”, de“centro”, de Estado-pai, ignorando a intrincada sociedade com bilhões de desejos e contradições. 

Muitos riquinhos e mauricinhos hoje dizem que votam na Dilma porque ela seria “contra a pobreza”. Não sabem de nada, tinham 10 anos quando FHC fez o Plano Real contra a vontade do PT e seus aliados. Hoje, esses mauricinhos se dão ao luxo de se sentirem de “esquerda”antes de irem para a balada.

São absolutamente ignorantes sobre política e acham que o PT é um partido de “esquerda”, quando é claramente de“direita”.

(“É a economia, estúpidos!” —James Carville, assessor do Clinton contra Bush). O povão do Bolsa Família não pode entender isso, mas esses babacas que estudaram deviam ser menos primitivos. Os petistas dão graças a Deus que muitos de seus eleitores não sabem ler. Por exemplo, eles não têm ideia do que seja o escândalo da Petrobras e do aparelhamento do Estado cleptomaníaco que foi montado. Não entenderam nem o mensalão, pois, como disse o Lula, “povo pensa que dossiê é doce de batata”. Votarão no escuro de suas vidas. Como se explica isso?

Resposta: 
o país tem um movimento“regressista” vocacional. 
O verdadeiro Brasil é boçal, salvacionista, para gáudio dos seus exploradores. 
E o PT aproveita.

A crescente complexidade da situação mundial na economia e na política os faz desejar um simplismo voluntarista que rima bem com o fundamentalismo islâmico ou com a boçalidade totalitária dos fascistas:
 “complexidade é frescura, o negócio é radicalizar e unificar, controlar, furar a barreira do complexo com o milagre simplista”(Lênin: “Qualquer cozinheiro devia ser capaz de governar um país”).

O Plano Real, e uma série de medidas de modernização que abriram caminho para a economia mundial favorecer-nos, é tratado como se fosse uma política do governo atual, que só fez aumentar despesas públicas e inventar delírios desenvolvimentistas virtuais. Não houve um lampejo de reconhecimento pelo país que FHC deixou pronto para decolar e que foi desfeito (Stalin: “A gratidão é um sentimento de cachorros...”).

Nesta eleição, não se trata apenas de substituir um nome por outro. Não. 
O grave é que tramam uma mudança radical na estrutura do governo, uma mutação dentro do Estado democrático. Querem fazer um capitalismo de Estado, melhor dizendo, um “patrimonialismo de Estado”. 
Para isso, topam tudo: 
calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica.

Não esqueçamos que o PT não assinou a Constituição de 88, combateu a Lei de Responsabilidade Fiscal, foi contra o Plano Real para depois roubá-lo como se fosse obra do Lula. Alardeiam coisas novas que “vão” fazer, se eleitos de novo mas, pergunta-se: por que não fizeram nada durante 12 anos? 

É isso aí, bichos... Se Dilma for eleita, teremos o início de um bolivarianismo “cordial”. 

Arnaldo Jabor
É hora de a onça beber água.

ENQUANTO A DESAVERGONHADA TESTA DE FERRO CALUNIADORA ESTÁ NA GANDAIA COM OS PATIFES... Com alimentos mais caros, prévia da inflação sobe 0,48% em outubro


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do País, registrou alta de 0,48% em outubro, após subir 0,39% em setembro. O principal impacto veio do grupo Alimentação e Bebidas, que avançou 0,69%. 

O grupo teve impacto de 0,17 ponto na inflação final do IPCA-15. A prévia da inflação mostra que fazer churrasco ficou mais caro em outubro: além das carnes, que subiram 2,38%, outros produtos que apresentaram aumentos significativos de preços foram a cerveja (3,52%), o frango (1,75%) e o arroz (1,35%). 

O item carnes teve um impacto de 0,06 ponto na inflação. A forte alta das carnes ocorre no mesmo mês no qual o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, causou polêmica ao sugerir que, diante dos preços mais caros, o brasileiro trocasse carne por ovo. A título de curiosidade, o ovo de galinha caiu 2,07% no IPCA-15 de outubro e avança 5,95% no ano.

O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou perto do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado, que esperavam inflação entre 0,47% e 0,63%, com mediana de 0,51%. 

Com o resultado, o IPCA-15 acumula taxas de 5,23% no ano, taxa acima da registrada no mesmo período em 2013 (4,46%). No acumulado de 12 meses até outubro, a taxa se manteve em 6,62%.

Moradia. As despesas com Habitação aumentaram 0,80% em outubro. Em setembro, a alta tinha sido de 0,72%. O resultado foi puxado pelo encarecimento das tarifas de energia elétrica, com alta de 1,28% em outubro, e do gás de cozinha, que subiu 2,52%. 

No caso da energia elétrica, o maior resultado foi registrado em Goiânia (15,54%), onde as tarifas tiveram reajuste de 19% em 12 de setembro. Em Brasília, a alta foi de 5,99%, devido ao reajuste de 18,88% em vigor desde 26 de agosto. Nas demais regiões, houve variações na conta de energia decorrentes de alterações no PIS/PASEP/COFINS.

O resultado do grupo Habitação levou a uma contribuição de 0,12 ponto porcentual no IPCA-15 do mês, o segundo maior impacto de grupo, atrás apenas de Alimentação e Bebidas. Juntos, os dois grupos responderam por 0,29 ponto porcentual do IPCA-15 registrado em outubro (de 0,48%), o equivalente a 60,42% da inflação do mês. 

Empregados domésticos. As despesas das famílias com empregado doméstico aumentaram 0,73% no IPCA-15 de outubro. Após três meses de resultados estimados, devido à falta de informações da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), prejudicada pela greve de servidores no instituto, os economistas da Coordenação de Índices de Preços puderam enfim fazer o ajuste com os valores de fato apurados.

As informações de rendimentos da PME para as regiões metropolitanas de Porto Alegre e Salvador estiveram indisponíveis por três meses, o que levou a uma adaptação da metodologia de cálculo do IPCA e IPCA-15 nos índices de julho, agosto e setembro. Segundo o instituto, diante das informações divulgadas sobre os rendimentos nessas duas regiões, os cálculos do item empregado doméstico realizados nos meses anteriores "foram, excepcionalmente, refeitos através da metodologia normalmente adotada". 

Para obter o resultado mensal, foi calculada a variação acumulada pelo item de julho a outubro em cada uma das regiões, para em seguida serem descontados os valores acumulados na estimativa feita anteriormente nos meses de julho a setembro. No IPCA-15 de outubro, o item empregado doméstico teve alta de 1,25% em Porto Alegre e queda de 4,15% em Salvador.

O mesmo cálculo foi aplicado ao item mão de obra para pequenos reparos, do grupo Habitação. O resultado de outubro situou-se em 0,14% em Porto Alegre e 0,66% em Salvador. (Com informações da Agência Estado)