"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

março 28, 2013

E NO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA 1,99 NA INCUBADORA do brasil maravilha COMEÇA A SURGIR PATINHO FEIO.



Bolsas de valores costumam ser associadas apenas ao universo de investidores e especuladores que querem ganhar dinheiro rápido. Nada mais falso. São, na realidade, um bom termômetro da confiança de que a economia de um país desfruta e servem para antever rumos. 
Neste sentido, o desempenho da nossa bolsa, a Bovespa, tem sido de dar medo.

A bolsa brasileira é uma das três com pior desempenho em todo o mundo neste ano. Isso tem lá seus significados: 
sugere que o Brasil tornou-se um país pouco atraente para quem quer investir e pouco confiável aos olhos dos empreendedores. 
Cada vez mais, quem tem dinheiro para empreender e investir parece querer manter distância daqui.

Depois de cinco quedas seguidas, ontem o Ibovespa subiu um pouco. Mesmo assim, desde o pregão de 2 de janeiro acumula baixa de 8,66%. Em todo o mundo, apenas os mercados acionários da Jamaica e do Chipre saem-se pior, segundo o Brasil Econômico
"A ingerência política, o receio dos estrangeiros, a fuga das pessoas físicas, além da expectativa de aumento da taxa básica de juro têm penalizado a bolsa de valores brasileira", analisa o jornal.

Na outra ponta, a bolsa japonesa sobe 20% no ano e a da Venezuela - talvez por alguma esperança dos investidores de que, sem Hugo Chávez, as coisas por lá melhorem - lidera os ganhos em todo o mundo, com 31,5% neste 2013. 
É fácil notar que, também nesta seara, o Brasil tornou-se um patinho feio.

Quando o otimismo com determinado país vai em alta, é comum o mercado acionário acompanhar o clima favorável e subir junto. 
 O mesmo se dá na direção contrária: 
os mergulhos das bolsas indicam quando o país é olhado com desconfiança. Quando o Brasil se ombreia com ilhas como o conflagrado Chipre, alguma coisa vai muito mal.

Em extensa reportagem publicada na segunda-feira, o Financial Times mostra que o mundo passou a ver o Brasil com receio da crescente intervenção do governo na economia e das medidas discricionárias que beneficiam alguns setores em detrimento de outros, distorcendo o ambiente econômico como um todo.

Assusta a miríade de ações tomadas por Brasília para corrigir rumos e tentar remendar uma economia que, estruturalmente, apresenta sérias dificuldades para crescer. "A infinidade de mudanças criou tanta incerteza que investidores nacionais e gestores de fundos estrangeiros começaram a tirar seu dinheiro", diz o jornal britânico.

Quem quer que se aventure a investir num determinado país conta com algumas pré-condições mínimas. Entre elas estão transparência nas decisões e estabilidade de regras. É tudo o que não tem sido visto no Brasil nos últimos meses.

Intervenções intempestivas e muitas vezes atabalhoadas tomadas pelo governo petista têm posto abaixo a perspectiva de setores inteiros da nossa economia, comprometendo investimentos e, como consequência, a geração de novos empregos e oportunidades de trabalho.

Os exemplos vão do setor elétrico, hoje absolutamente desequilibrado, ao de exploração de petróleo, em que o mau desempenho da Petrobras acaba constrangendo os demais concorrentes. E passa pelos setores regulados, como a telefonia, que vira e mexe são alvos de espasmos punitivos do governo - até justificáveis no conteúdo, mas inadequados na forma.

Hostilizar o investimento privado não parece ser a melhor alternativa para um governo que tem uma carteira de empreendimentos - principalmente em infraestrutura - prontos para serem concedidos, e dos quais a economia brasileira depende bastante para conseguir soerguer-se.

A postura adotada pelo governo brasileiro, também marcada pela visão ideológica que a presidente da República tem da economia, não colabora para que o país reconquiste a confiança de quem pretende investir aqui. 
Enquanto as ações das nossas empresas não inspirarem o apetite dos investidores, muito provavelmente o Brasil não sairá do lugar. 
E isso não é especulação.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Patinho feio

NO BUMBO ! Déficit primário chega a R$ 3 bilhões pela primeira vez em fevereiro

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O setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e as empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 3,031 bilhões, em fevereiro, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quinta-feira (28/3). O resultado negativo veio depois do superávit primário recorde de R$ 30,251 bilhões em janeiro.
 
 Em fevereiro de 2012, houve superávit de R$ 9,514 bilhões.

É a primeira vez que se registra déficit primário no mês de fevereiro, desde o início na série histórica do BC em 2001. O resultado primário é a diferença entre as receitas e as despesas, excluídos os juros da dívida pública.

Em 12 meses encerrados em fevereiro, o superávit primário ficou em R$ 96,641 bilhões, o que representa 2,16% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). A meta do governo para este ano é R$ 155,9 bilhões.

Em fevereiro, a maior contribuição para o resultado negativo veio do Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social), que registrou déficit de R$ 7,144 bilhões. As empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, também registraram déficit primário, de R$ 130 milhões.

Os governos estaduais anotaram superávit primário de R$ 3,281 bilhões, e os municipais, R$ 961 milhões.

O esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os gastos com os juros que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 20,251 bilhões, em fevereiro, contra R$ 18,269 bilhões de igual período do ano passado.

Com isso, foi registrado déficit nominal, formado pelo resultado primário e as despesas com juros, ficou em R$ 23,282 bilhões, no mês passado, contra R$ 8,755 bilhões de igual mês de 2012.

Dívida do setor público sobe para 35,7% do PIB em fevereiro. O resultado veio acima do esperado pelo Banco Central, que era 35,2%

A dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,593 trilhão em fevereiro, informou nesta quinta-feira (28/3) o Banco Central (BC). Esse resultado correspondeu a 35,7% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB), com aumento de 0,5 ponto percentual em relação a janeiro. 
O resultado veio acima do esperado pelo BC, que era 35,2%.

De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o aumento da dívida deve-se “fundamentalmente ao primário abaixo do esperado”. Em fevereiro, o setor público registrou déficit primário de R$ 3,031 bilhões. O resultado primário é a diferença entre as receitas e as despesas, excluídos os juros da dívida pública. Outro fator foi a valorização cambial de 0,64%, registrada no mês passado.

Neste mês, o BC espera que a relação entre dívida líquida do setor público e o PIB caia para 35,3%. Para este ano, o BC revisou a projeção de 33,2% para 34,1%. Em 2012, a dívida correspondeu a 35,1% do PIB.

A projeção para o ano leva em consideração a expectativa de cumprimento da meta cheia do superávit primário de 3,2% do PIB. O BC também considerou a projeção para o crescimento do PIB em 3,1%, este ano, e as estimativas de mercado para o dólar (R$ 2), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, em 5,71%), para o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI, em 4,87%), e a taxa básica de juros, a Selic, em 7,81%.

Outro indicador divulgado pelo BC é a dívida bruta do governo geral (governos federal, estaduais e municipais), muito utilizado para fazer comparações com outros países.

No caso da dívida bruta, em que não são considerados os ativos em moeda estrangeira, mas apenas os passivos, a relação com o PIB é maior. Em fevereiro, ficou em R$ 2,640 trilhões, o que corresponde a 59,1% do PIB, resultado praticamente estável em comparação a janeiro (59,2%).

Para este ano, o BC espera que a dívida bruta represente 57,2% do PIB, contra 56,1% estimados anteriormente. Em 2012, a relação ficou em 58,6%.

DISPOIS DA PETEBRAS E A VEIS DA ELETROBRAIS - A "DISTORCIDA" ECONOMISTA/GERENTONA/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA/FALSÁRIA/ITINERANTE E A MAIS PREPARADA NO brasil DO CACHACEIRO PRODUZ : Nova lei de energia faz Eletrobras ter o maior prejuízo da sua história

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A lei de redução das tarifas de energia elétrica atingiu em cheio a Eletrobras, estatal que controla a maior parte do parque gerador de energia do país. A empresa apresentou prejuízo de R$ 6,8 bilhões em 2012, o maior da sua história.
O resultado vem depois de sucessivos anos positivos da companhia, que em 2011 lucrou R$ 3,7 bilhões.

O Ebitda (lucro antes do pagamento de juros e impostos) da empresa também foi negativo no ano passado:
 R$ 6,1 bilhões contra R$ 6 bilhões positivos em 2011.

Segundo comunicado da empresa, ambos "os resultados foram fortemente afetados pela MP 579, transformada na Lei 12.783/2013".

A Medida Provisória do Setor Elétrico foi editada pelo governo em setembro do ano passado. Foi determinado que as companhias que tinham contratos a vencer de concessões de usinas hidrelétricas e linhas de transmissão poderiam renová-los contanto que reduzissem os preços cobrados pelo que produziam.
A Eletrobras renovou todos os seus contratos.

Companhias de energia dos Estados de Minas Gerais e São Paulo optaram por não fazê-lo.

EFEITOS

Segundo comunicado da companhia, "os efeitos atípicos, provocados pela Lei (12.783/2013), que influenciaram o resultado consolidado e o Ebitda" foi da ordem de R$ 10 bilhões.

De acordo com a Eletrobras, sem a MP, a companhia teria lucro antes do pagamento de impostos de R$ 5,5 bilhões.

A Receita Operacional Líquida (ROL), da Eletrobras subiu 16,6%, de R$ 29 bilhões para R$ 34 bilhões. Já as despesas com Pessoal, Manutenção, Serviços e Outros cresceu 10%.

Com menor encargo dos acionistas, o resultado financeiro ano passado foi melhor do que em 2011, quando foram pagos dividendos atrasados. Em 2012, o resultado financeiro subiu para R$ 633 milhões, contra R$ 234 milhões no ano anterior.

A diretoria da companhia vai conceder uma entrevista coletiva hoje em Brasília para explicar os resultados.

CELESC

A Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) divulgou também hoje ter registrado prejuízo líquido de R$ 258,366 milhões em 2012, ante lucro líquido de R$ 323,887 milhões em 2011.

A receita operacional líquida cresceu 8,44% em 2012, para R$ 4,545 bilhões, ante R$ 4,191 bilhões do ano anterior, conforme demonstrações financeiras consolidadas.

O Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 336,107 milhões em 2012, comparado a um resultado positivo de R$ 585,049 milhões em 2011.

 
 Com o "Valor"

" O ABRE ALAS" ! PARA US QUI ACREDITA NU CRETINU : UM POUCO SOBRE A "INTREVISTA" DO CACHACEIRO PARLAPATÃO AO VALOR.

O VALOR publicou uma longa entrevista com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. A entrevista foi concedida as jornalistas Vera Brandimarte, Maria Cristina Fernandes e Cristiane Agostine (clique aqui para assinantes). Independentemente de concordar ou não com as opiniões do ex-presidente vale a pena ler a entrevista.

O ex-presidente Lula continua ativo no cenário político e mostra disposição para participar ativamente da campanha eleitoral e subir nos palanques. E ainda mostra disposição para disputar uma nova eleição em 2018.

Vou destacar os seguinte trechos da entrevista para fazer alguns rápidos comentários:


“Nunca esse país teve uma pessoa que chegou na Presidência tão preparada como a Dilma. Tudo estava na cabeça dela, diferentemente de quando eu cheguei, de quando chegou Fernando Henrique Cardoso.”

“Passamos por algumas dificuldades em 2011 e 2012 em função das políticas de contração para evitar a volta da inflação. Foi preciso diminuir um pouco o crédito e aí complicou um pouco, mas Dilma tem feito a coisa certa.”

“Acho que os empresários brasileiros, e eu vivi isso oito anos assim como Fernando Henrique também viveu, precisam compreender que uma economia vai ter sempre altos e baixos. Não é todo dia que a orquestra vai estar sempre harmônica.”

“O que faz um presidente da República? Como é que viaja um Clinton? A serviço de quem? Pago por quem? Fernando Henrique Cardoso? Ou você acha que alguém viaja de graça para fazer palestra para empresários lá fora? Algumas pessoas são mais bem remuneradas do que outras. E eu falo sinceramente: 
nunca pensei que eu fosse tão bem remunerado para fazer palestra.”

Primeiro
Com todo o respeito à nossa presidente, acho que o ex-presidente exagera quando fala que esse país nunca teve alguém tão bem preparada quanto a presidente Dilma. O governo nesses dois primeiros anos cometeu uma série de erros ao intervir de forma excessiva na economia e o investimento público como % do PIB caiu, algo que ninguém acreditava dado a fama de “gerente” da presidente Dilma. Apenas depois de dois anos o governo reconheceu que precisará fazer concessões para destravar a agenda de investimento.

A ex-Ministra Marina Silva em entrevista no domingo ao Estado de São Paulo (clique aqui) falou que a presidente Dilma ainda não tem uma marca de governo, como teve o governo FHC (estabilização) e o governo Lula (politicas sociais), e que a lógica das medidas do governo ainda é de curto-prazo. Isso não seria compatível com alguém com um plano de governo bem estruturado ao chegar a presidência da República.

Segundo
 As dificuldades de 2011 e 2012 estão longe de serem consequências de uma política de combate à inflação. O governo, em 2012, foi muito expansionista no front fiscal e monetário e a inflação passou a ser secundária pelo menos até o momento. O cientista político André Singer em conference call ontem na GOAssociados falou, ao responder uma pergunta do economista Samuel Pessoa sobre o excesso de intervenção do Estado na economia, que é possível que esse excesso de intervenção agora entre em pausa pelo menos até 2015. O governo Dilma precisará olhar com mais atenção para inflação porque é isso o que mais pode prejudicar sua popularidade e não um crescimento entre 3% e 3,5% neste e no próximo ano. Singer até apostou que se a inflação não ceder até maio, o BACEN aumentará a taxa de juros.

Terceiro
Empresários nunca vão compreender que a economia tem altos e baixos. Mas quem deveria compreender muito bem isso é a equipe econômica. No entanto, a equipe econômica tem dificuldades de aceitar um baixo crescimento e até mesmo aceitar esse baixo crescimento não é mais resultado de problemas de demanda. É fato que o governo hoje fala de “restrições do lado da oferta” e tem convidado professores da UNB para falar sobre produtividade em palestras nos Ministérios. Mas o arsenal de medidas econômicas ainda é muito voltado para o crescimento de curto-prazo e baseado na ideia de que o setor público pode microgerenciar a economia.
 
Quarto
O ex-presidente Lula está correto ao afirmar que não há nada errado em viajar bancado por empresas privadas e cobrar por palestras e defender interesses dessas empresas. O que se questiona, no entanto, é se essa relação vai além disso, i.e. se o ex-presidente teria poder de influenciar a agenda do governo para favorecer empresas específicas como foi a tentativa de transferir o estaleiro Jurong do Espirito Santo para o porto de Açu no Rio de Janeiro a pedido do empresário Eike Batista. O problema não é cobrar por palestras, mas sim usar eventualmente seu poder junto ao governo para favorecer empresa “A” ou “B”. 

E aqui as empresas têm também culpa no cartório, pois utilizam do seu poder econômico para tentar comprar acesso privilegiado ao governo, qualquer que seja o governo.

Transcrito do original :
http://4.bp.blogspot.com/-lCgwyZVb4A8/UVBFARkfNPI/AAAAAAAACsY/WEO13iDcyhY/s1600/Rico+ri+%25C3%25A0+toa.jpg