"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

julho 13, 2010

A CARA DO PATRIMONIALISMO LULISTA.


Mal começou a campanha eleitoral e os petistas mostram a que vieram. Isto é, vieram para culminar a obra de desmonte das instituições democráticas, mediante a definitiva consolidação do Estado patrimonial, submetido ao peleguismo lulista.

Demétrio Magnoli identificou muito bem essa realidade :
O lulismo não é a política macroeconômica do governo, tomada de empréstimo de FHC, mas uma concepção sobre o Estado.
A sua vinheta de propaganda, divulgada com dinheiro público pelo marketing oficial, diz que o Brasil é um país de todos.


Eis a mentira a ser exposta. O Estado lulista é um conglomerado de interesses privados. Nele se acomodam a elite patrimonialista tradicional, a nova elite política petista, grandes empresas associadas aos fundos de pensão, centrais sindicais chapa-branca e movimentos sociais financiados pelo governo.

Lula e seguidores são caras de pau ao pretenderem vender aos eleitores uma continuidade patrimonialista com o falso nome de "democracia para todos".

A candidata Dilma Rousseff não teve a menor vergonha em afirmar que o programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral em 5 de julho não era para valer, tendo-o substituído por novo texto.

Isso é fazer de todos nós, eleitores, um bando de ingênuos.
Será que vamos engolir mais essa?

Lula já tinha feito coisa semelhante quando revogou o programa do partido em 2002, a famosa Carta do Recife, substituindo-o, a toque de caixa, pela memorável Carta ao Povo Brasileiro, com base na qual desenvolveu a sua campanha.


O problema é que Lula, Dilma e demais confrades não acreditam nas instituições democráticas.
Guardaram dos seus anos de militância o menosprezo pelas denominadas "instituições burguesas", que, como ensinavam Marx e Lenin, deveriam simplesmente ser destruídas para erguer sobre as suas ruínas uma ditadura personalista.


Lula acrescentou, sobre essa herança perversa do marxismo-leninismo inserida na ideologia petista, o componente populista.
Para essa forma de fazer política o que importa é estabelecer uma espécie de "convívio emocional" entre o líder e o povão que ele diz representar, prescindindo das instituições.


O líder populista é um demagogo cínico que apregoa a salvação do povinho destruindo as instituições democráticas.

Isto é, nem mais nem menos, o que Lula tem feito:
desmoralizar as instituições de direito, a começar pela representação política, pela Justiça, pela imprensa livre, pelos Tribunais de Contas e pela vida político-partidária, para, sobre as cinzas da anomia, erguer a sua figura de salvador da Pátria.

(...)
Como muito bem esclareceu o candidato José Serra, as diretrizes de um programa de governo são "a alma" do que se quer, e alguns pontos que constavam da primeira versão da equipe de Dilma são o que o PT realmente defende, "como a facilitação de invasão de terras".

Ele citou, ainda, o controle da imprensa. "É tema em que a gente sabe o que eles pensam. Sempre que podem, isso é dito, depois eles vêm e corrigem." O que os adversários mostram, frisou Serra, "não são duas caras, são várias caras".
(...)
Como questionou Demétrio Magnoli, terá Serra, neste momento, a coragem de apresentar a sua cara de estadista e denunciar a farsa petista que pretende dar continuidade, no Brasil, ao abjeto patrimonialismo, que pratica a privatização do Estado pela elite clientelista tradicional, pela nova elite sindical, pelas grandes empresas associadas aos fundos de pensão e pelos movimentos sociais financiados pelo governo?

Ricardo Vélez Rodríguez
COORDENADOR DO CENTRO DE PESQUISAS ESTRATÉGICAS DA UFJF

OITO ANOS ATRÁS ERA UM CRÍTICO, HOJE É DEPENDENTE!

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O Estado de S. Paulo

Oito anos depois do então candidato à presidência da República, que reclamava em campanha das compras de plataformas de petróleo no exterior
O ébrio e a sua extraordinária administradora, a coisa, a ninguém, ratificam a "alta capacidade de planejamento".

Cada país tem uma atividade-chave que impulsiona o setor industrial. No Brasil, nos últimos anos, esse papel foi desenvolvido pela construção civil, que apresentou no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2009, um crescimento de 14,5%, ante 9% do PIB.


Poder-se-ia pensar que os grandes investimentos da Petrobrás, calculados em US$ 40 bilhões por ano, dariam a essa empresa o papel de impulsionar a indústria.

Mas não é o que se verifica, pois a Petrobrás vem exibindo uma balança comercial deficitária em virtude das suas encomendas de equipamentos no exterior.


Na década de 80, a Petrobrás tinha um papel mais importante do que hoje nas compras à indústria nacional.

Sem dúvida, a Petrobrás se destaca no mundo pela exploração de petróleo em águas profundas, desenvolveu uma tecnologia toda especial e formou técnicos especializados nesse tipo de exploração.

No entanto, parece ter-se esquecido de estimular a indústria nacional no fornecimento dos equipamentos necessários a essa atividade.
Entre 2002 e 2010 a Petrobrás encomendou 15 plataformas no exterior, das quais 7 tiveram seu casco produzido no Brasil, com equipamentos importados.


Alugou 15, num período em que era particularmente difícil encontrar plataformas a preço razoável, e os compressores de gás e geradores de energia sempre foram importados.


Essas importações são estranhas num país como o Brasil, que há muitos anos constrói geradores gigantes para suas usinas hidrelétricas.

O caso das sondas é pior, pois todas são importadas, e a Petrobrás explica que os equipamentos produzidos no Brasil são mais caros e não respondem às exigências técnicas.

Pode-se entender que a Petrobrás se mostre exigente em relação à qualidade que esses equipamentos devem apresentar, mas é lícito perguntar se se pensou em desenvolver no País, que produz todos os tipos de aços especiais, uma tecnologia nacional não apenas para economizar divisas estrangeiras, mas também para colocar o Brasil em condições de oferecer produtos de alta qualidade no mercado externo.

A dependência externa para a produção de petróleo ainda mais no caso de uma empresa tão nacionalista como a Petrobrás ilustra com clareza o problema da falta de planejamento de nossa economia.

"MUI AMIGOS?" SAUDAÇÕES POLÍTICAS.

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Senadores que se expuseram no caso Renan e na crise dos atos secretos estão sendo obrigados a tentar cadeira na Câmara ou até ficar fora da eleição

Um grupo especial vai enfrentar as urnas em outubro com uma campanha eleitoral em tom de lamúria. São senadores que se expuseram ao longo de uma legislatura sacudida por pelo menos dois grandes escândalos: o caso Renan Calheiros (2007) e o caso dos atos secretos (2009).

Dentro da tropa de choque que trabalhou para barrar investigações há senadores se dizendo "traídos" e "injustiçados".

Alguns se dizem obrigados a disputar vaga na Câmara e há até quem tenha perdido a vaga para disputar a eleição.

Serys Slhessarenko (PT-MT)

terá de se contentar com a elementar tarefa de fazer campanha para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Serys acusa o presidente do PT local, deputado Carlos Abicali, de ter lhe tomado a vaga do Senado para disputar em seu lugar. .

Almeida Lima (SE) e Leomar Quintanilha (TO)

O sentimento de "injustiça" também é carregado pelos peemedebistas, que se dizem preteridos pelo partido na distribuição das vagas do Senado. Segundo ele(Almeida), não tiveram alternativa senão a de disputar uma vaga na Câmara. "Eu sobrei", admite Almeida. "Acho que o partido poderia ter sido mais correto comigo".

O protesto é endossado por Quintanilha. "Meu partido poderia ter lutado mais por mim." Ambos se declaram "traídos" pela decisão do PMDB de ignorar o trabalho que tiveram para impedir a cassação dos colegas envolvidos nos escândalos.

Wellington Salgado (PMDB-MG)
que sempre encarou os escândalos como fatos corriqueiros da vida política, admite que a eleição para deputado será "muito difícil".

Renan Calheiros
A assessoria de Renan diz que só no decorrer do horário eleitoral gratuito é que avaliará se o fato de ter protagonizado um escândalo repercutirá em sua campanha.

Romeu Tuma (PTB-SP)
avalia que não tem do que se queixar e que vai se reeleger sem abandonar a imagem de "xerife" que já lhe assegurou dois mandatos na Casa.

Ideli Salvatti (PT-SC)
admite ter sofrido "muito desgaste" no seu Estado por conta das crise, mas diz que a situação se reverte e que vai se eleger governadora, mesmo ocupando o terceiro lugar nas pesquisas.
Como?
Com a ajuda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
(SIC)

BALANÇA COMERCIAL SALDO ACUMULADO É 41% MENOR AO PERÍODO 2009.

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A balança comercial registrou um superávit de US$ 722 milhões na segunda semana de julho. No período, as exportações somaram US$ 4,161 bilhões e as importações, US$ 3,439 bilhões.

No ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 8,825 bilhões.

O saldo acumulado é 41,8% menor que o verificado em igual período de 2009, quando a balança apresentava saldo de US$ 15,164 bilhões.

A FACE OCULTA DO PRENÚNCIO DA DESGRAÇA.

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Rodrigo Constantino O Globo

"Ninguém pode usar uma máscara por muito tempo: o fingimento retorna rápido à sua própria natureza" (Sêneca)


De olho nos eleitores mais moderados, a candidata Dilma Rousseff tem alterado seu discurso, vestindo uma embalagem mais atraente.
Não foi apenas o cabelo que passou por uma transformação radical.


Agora, Dilma já fala em reduzir a dívida pública para 30% do PIB, em imposto zero para investimentos, em combater as invasões ilegais do MST e na defesa da liberdade de imprensa.

Entretanto, este discurso soa estranho na boca da petista. A nova personagem não combina nada com a figura histórica.

Para começo de conversa, o governo Lula teve oito anos para fazer as reformas estruturais, reduzir os impostos, atacar as invasões do MST etc. Não só deixou de fazer isso tudo, como muitas vezes agiu à contramão do desejado.

A carga tributária aumentou, ocorreu uma escalada de invasões do MST, que recebe cada vez mais verbas públicas, e a liberdade de imprensa se viu inúmeras vezes ameaçada.

Foram diversas tentativas de controle dos meios de comunicação.

A participação de Dilma em alguns destes projetos foi direta. O Programa Nacional de Direitos Humanos, com viés bastante autoritário, saiu de seu gabinete.
Além disso, Dilma sempre deixou claro que acredita num Estado centralizador como locomotiva da economia.


Foi durante a gestão de Luciano Coutinho que o BNDES se transformou numa espécie de "bolsa empresa", torrando bilhões dos pagadores de impostos em subsídios para grandes empresas.
O Tesouro teve que emitir dezenas de bilhões em dívida para bancar os empréstimos do BNDES.


Coutinho é cotado como possível ministro no governo Dilma. Como acreditar no discurso de redução da dívida pública?
As palavras recentes dizem uma coisa, os atos concretos dizem outra, bem diferente.


O passado de Dilma também levanta suspeita sobre esta nova imagem "paz e amor". Dilma foi guerrilheira e lutou para implantar no país um regime comunista.

Com este "nobre" fim em mente, ela se alinhou aos piores grupos revolucionários, aderindo à máxima de que os fins justificam quaisquer meios.

Colina e VAR-Palmares foram organizações que praticaram os piores tipos de atrocidades, incluindo assaltos, ataques terroristas e sequestro.

Claro, devemos levar o contexto da época em conta: Guerra Fria, muitos jovens idealistas iludidos com a utopia socialista, e dispostos a tudo pela causa.

Mas o tempo passou, e vários colegas colocaram as mãos na consciência e fizeram um doloroso mea-culpa, reconhecendo os erros do passado. Dilma, entretanto, declarou com todas as letras numa entrevista à revista "Veja":
"Jamais mudei de lado."


Sabendo-se que este lado nunca foi o da democracia, e sim o lado que aponta para Cuba, resta perguntar: qual Dilma pretende governar o país?

"Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa", alertou o filósofo Schopenhauer.

A História está repleta de casos em que a crença nas lindas promessas de políticos autoritários se mostrou fatal. Dilma apresenta ao público sua nova face, com um discurso bem mais moderado.

Mas é a outra face que não sai de minha cabeça, aquela que acompanhou a candidata por toda sua vida.

MANIPULADA PELO PARTIDO TORPE E UM MANDATO TERCEIRIZADO É "ELA".

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Paulo Peixoto /Catia Seabra/Folha

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou ontem que sua adversária petista Dilma Rousseff é “mais fraca do que o PT” e que, numa eventual vitória dela, quem daria as cartas no governo federal seria “o PT com suas contradições”.

Lula é mais forte do que o PT. Dilma é mais fraca do que o PT.

Se ela ganhasse, quem iria estar por cima era o PT, com todas aquelas contradições, todas aquelas dificuldades que sempre enfraquecem um presidente, disse.

“O Lula foi fundador [do PT], é um homem mais forte. No caso [da Dilma], ela é mais fraca”, afirmou.

“Mas a opção brasileira não vai ser essa, com toda a franqueza e modéstia, se me permite.”

A declaração de Serra foi dada durante gravação, em Belo Horizonte, para a rádio Itatiaia. A entrevista deve ir ao ar na manhã de hoje. Segundo Serra, Lula não conseguiria influir num eventual governo de Dilma.

“Ninguém consegue terceirizar mandato executivo.”