"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

maio 05, 2010

FT - O RISCO DA AMÉRICA LATINA


A América Latina tem novos motivos de se orgulhar, principalmente depois que a revista Time elegeu o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva como a personalidade mais influente do mundo, mas não deve cair numa atitude complacente, advertiu nesta quarta-feira o jornal econômico Financial Times (FT).

Além de Lula, o FT destaca uma declaração recente do presidente da divisão América do Banco Santander, Francisco Luzón, que afirma que a América Latina "tem o melhor sistema financeiro do mundo e uma boa recessão", que, com exceção da Venezuela, foi seguida por uma boa recuperacão.

"O que seria equivocado é acreditar que tudo se deve a seus próprios esforços. E mais que isso, o maior perigo financeiro que a América Latina enfrenta agora é a complacência, especialmente o Brasil", afirma o jornal financeiro em um editorial.

"Depois de tudo, as piores quedas acontecem quando a pessoa se vangloria", sentencia


O desafio é saber dar um banquete sem se empanturrar", afirmou o prestigioso jornal londrino.

Resta resolver, além disso, a questão da valorização de divisas como a brasileira e a colombiana, que pode reduzir os investimentos estrangeiros.

O rápido aumento dos créditos e do preço da moradia no Brasil são "dois pequenos avisos da dor de cabéca pós-boom que o espera", conclui.

Financial Times alerta América Latina para risco de cair na complacência

FGV/SENADO VERBA SEM FIM PARA NADA.DESDE 1995.

Adriano Ceolin, iG Brasília

SARNEY SEGUE, SEGUINDO...

Mais de um ano após a crise do Senado e sem ter seu projeto colocado em prática, a FGV(Fundação Getúlio Vargas) acaba de apresentar uma nova proposta de reforma administrativa para a Casa alvo de escândalos em 2009. Desta vez, porém, o preço é mais salgado: R$ 800 mil.

Segundo o iG apurou, a proposta foi levada ao conhecimento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na semana passada. Ele foi orientado por assessores a não aceitá-la caso contrário enfrentará críticas da opinião pública.

Em entrevista ao iG pouco antes de entrar no plenário para presidir a sessão nesta terça-feira, Sarney disse que não vai se envolver na reforma administrativa. “Agora esse assunto é com a comissão escolhida para tratar do tema”, disse.

Em fevereiro deste ano, o CCJ do Senado criou uma subcomissão para analisar o projeto de reforma administrativa apresentado no fim de 2009. O texto final teve como origem um documento produzido pela FGV em março do ano passado, ao custo de R$ 250 mil.

FGV pede mais R$ 800 mil para concluir reforma

DÉFICIT EXTERNO : PREVISÃO DE US$ 42 bilhões

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Autor(es): Fernando Travaglini, de Brasília
Valor Econômico
O Ministério da Fazenda já trabalha com uma projeção para o déficit em transações corrente de US$ 42 bilhões, o equivalente a 2,2% do PIB, disse ontem o ministro Guido Mantega. O valor é inferior à projeção do Banco Central (US$ 49 bilhões) e também à mediana de mercado pesquisada pelo Boletim Focus, do BC (US$ 50 bilhões). Para 2011, a Fazenda estima novamente um cenário de déficit de US$ 50 bilhões, cerca de 2,5% do PIB, conforme apresentação feita pelo ministro.

Apesar do patamar elevado e da expectativa de crescimento, Mantega reiterou que o quadro não expõe o país a vulnerabilidades externas. "Traria (vulnerabilidade) se tivéssemos dívida externa elevada e baixas reservas", como no passado, disse o ministro durante apresentação no seminário sobre os 10 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal, no Instituto Brasiliense de Direito Público, em Brasília.

"Praticamente não temos vulnerabilidade, mas não é bom alimentar esse déficit. É preciso dar competitividade ao setor exportador", ponderou o ministro. Conforme antecipou o Valor, o governo deve anunciar hoje um pacote de incentivos à exportação que deve incluir ampliação do Simples, queda nos prazos para devolução de PIS-Cofins e a criação de um banco de financiamento ao comércio exterior. "As medidas terão impacto imediato ao baratear os custos."

Ainda ontem, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que o déficit como proporção do PIB é financiável com investimento externo e menor do que em épocas passadas. "O governo se preocupa, mas não é crítico para este ano", disse durante o seminário Câmbio e Juros, na Câmara dos Deputados.

MUITO CUIDADO COM QUE ELA E ELES DIZEM..


DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A candidata do ebrioso usa insistentemente a tática falaz nas suas avaliações e considerações, essa senhora não sabe nunca o que fala, pois, na verdade, "eles" não deixam sequer que ela possa pensar, coitada.

A infeliz só proporciona ao eleitorado um festival de informações decoradas e tendenciosas que vão a cada dia aumentando as desconfianças sobre a sua capacidade e evidenciando ser uma candidata de pouca credibilidade.

Ao comparar as gestões de FHC e Lula, petista Dilma Rousseff usou em ao menos três entrevistas um dado que sua assessoria diz que obteve de um livro ainda não publicado do senador Aloizio Mercadante (PT).

Ela afirmou que no governo Lula, desde de 2003, a Polícia Federal fez 1.012 operações especiais, contra 29, da gestão tucana (1995-2002).

A Folha questiona a assessoria de Dilma sobre o número de 29 operações atribuídos por ela à gestão de FHC. Anteontem, a assessoria enviou carta ao jornal.
"Quanto à comparação com o dado de 29 operações especiais da PF realizadas no governo anterior ao do presidente Lula, é bom esclarecer que ela consta do livro do senador Aloizio Mercadante ("Brasil: a construção retomada"), que brevemente estará nas bancas. Este número foi repassado, segundo o próprio senador, pelo Ministério da Justiça", diz a carta.

Ontem, o Ministério da Justiça reafirmou desconhecer o dado. Mercadante disse que o comparativo está no livro "Brasil, Primeiro Tempo", de 2006, cujos dados atualizados serão usados em seu novo livro. Segundo ele, a fonte é a pasta da Justiça.
A Folha voltou a questionar a assessoria de Dilma, que disse que o PT está solicitando informações à PF e ao Ministério da Justiça.