"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

julho 07, 2011

MUITA CRISE, POUCO GOVERNO.

Antonio Palocci demorou 23 dias para cair. Alfredo Nascimento levou só cinco para perder o cargo no Ministério dos Transportes.

Foram duas baixas em um mês.
Quatro cadeiras na Esplanada dos Ministérios já mudaram de dono em seis meses de gestão e um monte de ministros já se viu metido em encrenca.

É muita crise para tão pouco governo.


Dilma Rousseff está se deparando com o fardo pesado que o ex-presidente Lula lhe legou. Há toda uma herança maldita deixada pela antiga gestão, com um um detalhe fundamental:
a atual chefe de Estado foi engrenagem importante da estrutura anterior.
Também colaborou, portanto, para parir o monstro.


A criatura é fruto do modo PT de governar:
não há um projeto para o país, mas um estratagema de poder, dedicado a perpetuar a exploração da máquina pública para fins partidários e interesses privados. Exatamente como foi no mensalão; exatamente como é no Ministério dos Transportes.


Agora, até a eleição da presidente está sob suspeita.
Segundo a Folha de S.Paulo, parte dos aditivos (aumentos nos valores dos contratos) em obras tocadas pelo Dnit "foi feita para alavancar a candidatura presidencial de Dilma".

Quem diz isso é o exonerado, mas ainda no cargo, presidente do órgão, Luiz Antonio Pagot.
Na campanha, ele recebia ordens, entre outros, de Paulo Bernardo, então ministro do Planejamento e hoje nas Comunicações.


Isto ajuda a explicar por que Dilma não tem força - nem interesse - suficiente para fazer uma escolha realmente adequada para ocupar o posto ontem deixado por Alfredo Nascimento.

Terá de continuar compactuando com o PR, seus 40 deputados, seis senadores e uma ficha corrida de dar medo. Nesta lógica perversa, cuidar bem dos transportes brasileiros é o de menos.


"Dilma agiu desta feita com maior rapidez, mas de pouco adiantará a troca da cúpula se não houver disposição do Planalto para escorraçar a cultura quadrilhesca que se encastelou no ministério. Não é concebível que uma área da administração com tamanha importância estratégica para o desenvolvimento do país esteja sequestrada pelo que há de pior nos hábitos políticos brasileiros", defende a Folha de S.Paulo, em editorial.

Nascimento se foi envolto em denúncias de corrupção, com uma família notável por rápidos e bem-sucedidos negócios, como mostra O Estado de S.Paulo. O PR, que ele preside, tomou o ministério de assalto logo no início do primeiro governo Lula e lá vem praticando a farra do boi com o dinheiro público.
(...)
As ligações do PR com as principais contratadas pelo Ministério dos Transportes é umbilical. Segundo o Valor Econômico, dos R$ 27,5 milhões arrecadados pelo partido no ano passado, 79% vieram de empresas que prestam serviços para a pasta.
(...)

Numa demonstração de quanto o governo petista depende do distorcido esquema, o mesmo PR deverá continuar comandando o Ministério dos Transportes.
Mudam as cabeças, remanescem os tentáculos.

Em nota oficial divulgada no sábado, tão logo vieram à tona as denúncias, os "republicanos" escancararam seu modus operandi.


"Despachos e reuniões de trabalho" entre representantes do partido, do ministério e seus órgãos vinculados "buscam garantir benfeitorias federais para as regiões representadas por lideranças políticas do PR, (...) são regulares".

Ontem, sobre a turbulência atual, o secretário-geral e manda chuva do PR, Valdemar Costa Neto, declarou a O Globo:
"Quando eu achava que já tinha vivido tudo nesta República, acontece de novo. Mas tudo passa!"


Nos Transportes, o PR chegou a requintes, como mostra o Valor.
Em 14 de março, o agora ex-ministro assinou a portaria nº 36.
Por ela, o controle sobre os recursos de todos os órgãos e entidades vinculadas ao ministério, incluindo o Dnit, foi concentrado em seu gabinete.

É o domínio total sobre boca do caixa e a certeza de que o duto por onde escorre dinheiro público continuará jorrando.


AQUI - ORIGINAL/ÍNTEGRA/ ITV

MURRO EM PONTA DE FACA : Ministério Público pretende derrubar MP da farra da Copa.

O grupo de trabalho criado no Ministério Público Federal (MPF) para acompanhar os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 deve entregar na sexta-feira uma representação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sugerindo a derrubada de menos quinze artigos da Medida Provisória que cria o Regime Diferenciado de Contratação (RDC).
O texto, aprovado na noite de quarta-feira pelo Senado, é considerado inconstitucional pelos representantes do MPF.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, é quem analisará se os questionamentos procedem e,
se for preciso, apresentará uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os pontos questionados pelos procuradores está a possibilidade de que uma licitação seja feita com base apenas num anteprojeto da obra, sem detalhes sobre o empreendimento.

O mecanismo permite uma estimativa errônea dos custos da obra. Isso, combinado com o sigilo do orçamento na fase de licitação, pode causar duas consequências, na avaliação dos procuradores:
ou as empresas concorrentes apresentarão preços acima do real, para evitar surpresas, ou a companhia vencedora da licitação vai solicitar aumentos nos valores sob a justificativa de "adequação técnica", prevista no projeto.

"É lógico que sem objeto da licitação, a proposta sendo feita no escuro, adequação técnica é um argumento fácil de ser usado", diz o procurador Athayde Ribeiro, coordenador do grupo de trabalho da Copa.
Ou seja:
embora não permita a criação de termos aditivos, o RDC dá brechas para o aumento no valor da obra.

Outros pontos questionados no texto são a falta de critérios para a definição de quais obras poderão ser feitas sob o RDC e a criação do processo de pré-qualificação permanente, o que permitirá ao governo manter um cadastro constante de companhias em condições de participar de licitações.

O objetivo é agilizar o andamento da concorrência.

Mas Athayde não acredita que o RDC, criado para acelerar o ritmo das obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, vai cumprir o papel esperado: "A ideia na elaboração desse projeto foi realmente acelerar, mas não acredito que ele vai ter esse poder. Ele vai simplesmente provocar mais problemas", opina o procurador.

A Medida Provisória que cria o Regime Diferenciado de Contratação (RDC) foi aprovada pelas duas casas do Congresso Nacional e agora depende apenas da sanção da presidente Dilma Rousseff para entrar em vigor.

Veja.

NO BALAIO DO GOVERNO A SINUCA DE BICO COM SEUS GATOS :PR ameaça abandonar a base aliada.

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O clima entre o Planalto e a cúpula do PR esquentou nesta quinta-feira. Parlamentares da legenda estão insatisfeitos com o fato da presidente Dilma Rousseff querer emplacar Paulo Sérgio Passos definitivamente para o Ministério dos Transportes -e já ameaçam até retirar o apoio ao governo.

O senador Blairo Maggi (PR-MT), que é um dos mais cotados para assumir a vaga de Alfredo Nascimento, é um dos mais revoltados com a posição do Planalto.

Nascimento deixou o cargo na esteira do escândalo provocado pela revelação, por VEJA, de um esquema de corrupção operado na pasta.


Segundo Maggi, representantes da legenda se reunirão ainda nesta quinta para decidir se o PR continua ou não como integrante da base aliada do governo.

O senador não quis informar o horário e o local do encontro.
O partido vai criar uma comissão para tratar desse assunto com a presidente Dilma. Depois de reunido, o PR vai tomar uma posição a respeito, inclusive, da permanência ou não como aliado do governo”, ameaçou.


As declarações têm como objetivo convencer a presidente a aceitar o nome que o partido pretende emplacar. Dilma, porém, quer efetivar o ministro interino, Paulo Sérgio Passos.

A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse nesta quinta-feira que a escolha levará em consideração os nomes indicados pelo PR, mas que a palavra final será do Planalto.


Maggi saiu indignado de uma reunião com Ideli, na quarta-feira. Criticou especialmente a demissão do então diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luís Antônio Pagot, - que era uma indicação sua.

O senador também não gostou do fato de Nascimento não ter participado do encontro, ocorrido horas antes de sua exoneração. Maggi admitiu que está entre os cotados para assumir o cargo de ministro, mas disse que não recebeu nenhum convite da presidente Dilma.


O deputado Anthony garotinho (PR-RJ) também criticou a postura do governo.
E duvidou do fato de Paulo Passos desconhecer o esquema de propina na pasta dos Transportes, revelado por VEJA.


O secretário- executivo era o segundo homem na hierarquia do ministério. Por isso ainda não consegui captar como podem acusar o número um, sem que o número dois soubesse de nada. Parece estratégia politica contra o PR.”, observou.

Luciana Marques e Gabriel Castro/Veja

Inflação de serviços não dá trégua e sobe 8,74% (12 meses)

Os números divulgados hoje pelo IBGE mostram que a inflação de serviços é a vilã da vez, não dá trégua, como os brasileiros já perceberam, apesar de o IPCA de junho ter desacelerado por conta da queda dos preços dos alimentos e dos transportes, que também já pressionaram bastante.

Enquanto a inflação geral acumula alta de 6,71% em 12 meses, os serviços subiram 8,74% - taxa ainda maior que a registrada até maio (8,54%).
Como representam 25% do IPCA e sobem quase 9% em 12 meses, metade da meta de 4,5% é consumida pelos serviços, segundo o economista Luis Otávio Leal, do Banco ABC Brasil.

Para se ter uma ideia, só no primeiro semestre deste ano, os serviços avançaram 5,86%, bem mais do que o IPCA, que acumula alta de 3,87% (60% do teto da meta na metade do ano).

O aluguel, por exemplo, já subiu 5,87% nesses seis primeiros meses, segundo o IBGE. Empregado doméstico (5,48%),
estacionamento (9,56%),
manicure (5,94%),
colégio (7,97%)
e cabeleireiro (5,13%) são outros exemplos que mostram a pressão dos serviços na inflação do primeiro semestre.

Enfrentar a alta desses preços é o grande desafio do BC, na opinião do economista Luis Otávio Leal:
- O que está pressionando a inflação para cima é o salário, refletido nos preços dos serviços, que permaneceram praticamente estáveis com relação aos níveis de maio (0,60% contra 0,59%), mesmo com a queda de 0,32 p.p. do índice geral.

Isso demonstra que a pressão desse grupo, que tanto preocupa economistas e o próprio BC, não parece arrefecer - diz o economista.

Valéria Maniero/Globo

Os Escandalos do PT nesses 09 anos. É muito roubo, cumpanhêro??????


Caso Pinheiro Landim
* Caso Celso Daniel
* Caso Toninho do PT
* Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
* Escândalo do Propinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha)
* CPI do Banestado
* Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
* Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
* Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
* Irregularidades do Fome Zero
* Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
* Escândalo do Ministério do Trabalho
* Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
* Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
* Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)
* Operação Anaconda
* Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
* Caso José Eduardo Dutra
* Escândalo dos Frangos (em Roraima)
* Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
* Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
* Expulsão dos Políticos do PT
* Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula) (ou Caso Waldomiro Diniz)
* Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
* Escândalo da ONG Ágora
* Escândalo dos Corpos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
* Caso Henrique Meirelles
* Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
* Caso Cássio Caseb
* Caso Kroll
* Conselho Federal de Jornalismo
* Escândalo dos Vampiros
* Escândalo das Fotos de Herzog
* Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
* Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
* Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
* Escândalo do IRB
* Escândalo da Novadata
* Escândalo da Usina de Itaipu
* Escândalo das Furnas
* Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
* Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
* Escândalo da Secom
* Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
* Escândalo do Valerioduto
* Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
* Escândalo da CPEM
* Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
* Caso Marka/FonteCindam
* Escândalo dos Dólares na Cueca
* Escândalo do Banco Santos
* Escândalo Daniel Dantas - Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
* Escândalo da Interbrazil
* Caso Toninho da Barcelona
* Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
* Caso dos Dólares de Cuba
* Doação de Roupas da Lu Alckmin (esposa do Geraldo Alckimin)
* Doação de Terninhos da Marísia da Silva (esposa do presidente Lula)
* Escândalo da Nossa Caixa
* Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
* Escândalo das Cartilhas do PT
* Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
* Escândalo do Proer
* Escândalo dos Fundos de Pensão
* Escândalo dos Grampos na Abin
* Escândalo do Foro de São Paulo
* Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
* Escândalo do Mensalinho
* Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
* 69 CPIs Abafadas pelo Geraldo Alckmin (em São Paulo)
* Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
* Crise da Varig
* Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
* Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
* CPI da Imigração Ilegal
* CPI do Tráfico de Armas
* Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
* Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
* Operação Confraria
* Operação Dominó
* Operação Saúva
* Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
* Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
* Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
* Escândalo dos Grampos no TSE
* Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula)
* ONG Unitrabalho
* Escândalo dos Fiscais do IBAMA do Rio de Janeiro
* Escândalo da Renascer em Cristo
* Crise no Setor Aéreo Brasileiro
* CPI das ONGs
* Operação Testamento
* CPI do Apagão Aéreo (Câmara dos Deputados)
* CPI da Crise Aérea (Senado Federal e Câmara dos Deputados)
* Operação Hurricane (também conhecida Operação Furacão)
* Operação Navalha
* Operação Xeque-Mate
* Operação Moeda Verde
* Caso Renan Calheiros
* Operação Sétimo Céu
* Operação Hurricane II (também conhecida Operação Furacão II)
* Caso Joaquim Roriz (ou Operação Aquarela)
* Operação Hurricane III (também conhecida Operação Furacão III)
* Operação Águas Profundas (também conhecida como Caso Petrobras)
* Escândalo do Corinthians (ou caso MSI)

Da veja :
Seis meses de gestão foram suficientes para quatro trocas ministeriais; nomes do primeiro time da presidente se envolveram em situações comprometedoras

Em seis meses de governo, a gestão da presidente Dilma Rousseff se notabilizou pela profusão de escândalos - mais do que por medidas concretas de governo. Dois ministros foram demitidos. Outros dois trocaram de lugar. Dois se safaram por pouco. Outros dois ainda devem explicações.

Antonio Palocci, chefe da Casa Civil, comandava uma consultoria bem-sucedida antes de ingressar no governo. O crescimento patrimonial espantoso levantou suspeitas de que o braço-direito da presidente autou como lobista. Quando resolveu se explicar, Palocci já era um cadáver político.

Sem o principal articulador político do governo, a presidente se viu novamente em apuros. Luiz Sérgio, ministro de Relações Institucionais, tinha poderes limitados. Dilma Roussef evitou mais uma demissão: preferiu rebaixar o petista a ministro da Pesca. Luiz Sérgio trocou de cargo com Ideli Salvatti.

A paz aparente durou pouco tempo.

Aloizio Mercadante, responsável pela pasta de Ciência e Tecnologia, também ficou exposto por uma revelação feita por VEJA. Foi ele quem ordenou a compra do falso dossiê contra o então candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra, em 2006. O episódio também respingou em Ideli Salvatti: então senadora, ela ajudou a espalhar o material para a imprensa.

Mercadante e Ideli continuam sob fogo da oposição. O primeiro deve ir à Câmara dos Deputados se explicar. A segunda é alvo de requerimentos de convocação, mas os governistas atuam para blindar a petista.

O último escândalo teve um desfecho nesta quarta-feira. Alfredo Nascimento, ministro dos Transportes, deixou o cargo depois que VEJA revelou o funcionamento de um grande esquema de corrupção na pasta. Dilma ainda protelou a demissão por quatro dias.

Motel -

Houve também episódios que não chegaram a derrubar ministros. Ana de Hollanda, da Cultura, foi flagrada usando verba pública para passar o fim de semana no Rio de Janeiro, onde tem casa. Devolveu o dinheiro e ficou no cargo.

Pedro Novais havia aproveitado verba da Câmara dos Deputados para custear uma farra coletiva em um motel de São Luís. Devolveu o dinheiro e ficou no cargo.

Fernando Haddad, campeão de trapalhadas também no governo Lula, manteve a média na nova gestão. Defendeu a distribuição de um livro que ensina crianças a falar errado e se contradisse ao tentar justificar a distribuição do chamado "kit-gay".

Leia também: A fila da degola

PERDA DE R$ 3 bilhões : POUPANÇA TEM PIOR RESULTADO EM 5 ANOS.


A caderneta de poupança teve no primeiro semestre deste ano retirada líquida de R$ 3 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central.

Foi o pior resultado desde o primeiro semestre de 2006, quando as retiradas superaram os depósitos em R$ 8,17 bilhões. Em igual período de 2010, a aplicação financeira teve captação líquida de R$ 12,24 bilhões.


Considerando somente o mês passado, os depósitos superaram os saques em R$ 220,4 milhões, quase um vigésimo dos R$ 4,18 bilhões de junho do ano passado.

A taxa mensal de captação da poupança no primeiro semestre foi sofrível e uma das explicações mais plausíveis para esse fenômeno tenha sido o processo de alta na taxa de juros básica, que já subiu neste ano 1,5 ponto porcentual e atualmente está em 12,25% ao ano, enquanto a poupança paga ao aplicador pouco mais de 6% anuais - sem Imposto de Renda.


Outra explicação para a retirada de R$ 3 bilhões da caderneta no semestre é a necessidade dos poupadores de quitar dívidas. Segundo economistas, a inflação corroeu a renda dos trabalhadores e foi preciso sacar mais dinheiro da poupança.

Fabio Graner/O Estado de S. Paulo

CRISE NO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES FOI PAUTA NA SESSÃO PLENÁRIA DO TCU E SUSCITA IRONIA AO ÉBRIO(VULGO LULA).

A crise no Ministério dos Transportes também foi pauta na última sessão plenária do ministro Ubiratan Aguiar no Tribunal de Contas da União (TCU).

Além de elogios ao trabalho do cearense, que irá se aposentar no segundo semestre, o ministro José Jorge, ex-senador pelo então PFL-PE, criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em meio à leitura de processos em que técnicos do TCU encontraram irregularidades em obras realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), José Jorge ironizou as declarações feitas pelo ex-presidente nos últimos anos de seu mandato.


"O tribunal foi explícita e injustamente atacado pelo presidente da República da época. Não foi uma vez, foram diversas (...). Ocorrem alguns fatos que vêm exatamente comprovar o que o Tribunal de Contas da União dizia na época", afirmou aos colegas da Casa no plenário.

No fim da gestão de Lula, o Planalto reagiu contra a atuação do TCU de recomendar a paralisação de obras com indícios de irregularidades graves, incluindo empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

TUDO SOB "CONTROLE"! CONSUMIDOR COM A CORDA NO PESCOÇO : INADIMPLÊNCIA CRESCE 6,9%.


O consumidor brasileiro continua com a corda no pescoço e, mesmo raspando as economias, com dificuldades em honrar suas dívidas.

A inadimplência subiu pela quinta vez seguida, em seis meses e atingiu 6,9% em junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o indicador do SPC Brasil.

A Confederação Nacional dos Dirigentes Logistas (CNDL) atribuiu o aumento dos calotes ao arrocho promovido na taxa básica de juros Selic, somado ao peso da inflação no período.

As vendas a prazo no varejo avançaram 8,66%, enquanto o número de pessoas que conseguiram limpar seus nomes teve alta de 4,25%.
A quantidade de cidadãos endividados crescendo em maior proporção aos que conseguem quitar suas parcelas tem causado preocupação à CNDL.

"A inadimplência continua nos deixando apreensivos, apesar da recuperação do crédito. Isso mostra que o varejo ainda está aquecido, e que as medidas adotadas pelo governo não funcionaram da forma prevista (de modo a reduzir o aquecimento do mercado)", disse o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior.

Na comparação com maio, o índice de calote registrou recuo de 10,09%.

Desejo
O representante dos lojistas acredita que mudar o comportamento dos consumidores será uma missão muito difícil, principalmente pela mobilidade social conquistada por milhões de brasileiros ao longo dos últimos anos.
"Os cidadãos precisaram segurar seus desejos por muito tempo. Tirar isso da pessoa não é fácil", ressaltou Pellizzaro.

Para ele, como o cidadão não pensa duas vezes antes de ir às compras, ele opta por parcelar suas aquisições, calculando apenas se consegue pagar as prestações no curto prazo.
"O brasileiro não está fazendo muitas contas na hora de comprar, essa é a realidade", constatou.

Em função desse comportamento, Pellizzaro diz acreditar que não haverá uma queda nos atuais níveis de inadimplência, ao contrário da previsão do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
O chefe da autoridade monetária avaliou ser possível que os índices se estabilizem em um futuro próximo.

"Não consigo ver essa diminuição, por causa de toda essa demanda reprimida", analisou Pellizzaro.

Fábio Monteiro Correio Braziliense