"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 03, 2010

A BOLA DA VEZ : IMPOSTOS

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Tem gente que é contra baixar os juros; tem gente que é a favor. Tem gente que é contra expandir o Bolsa Família; tem gente que é a favor.

Muita gente é favorável a reduzir os impostos; ninguém, exceto dona Dilma, é contra.
A escorchante carga tributária brasileira é quase uma unanimidade nacional. Diminuí-la é bandeira que interessa a todos, menos à candidata do PT, que quer ressuscitar a CPMF. O Brasil tem 83 tributos, taxas e contribuições.

Para piorar, nosso sistema é perverso e penaliza quem mais necessita: de acordo com o Ipea, famílias que ganham até dois salários mínimos pagam 54% de tributos, em média. Para quem ganha mais de 30 salários mínimos, a carga é um pouco menor, mas nem por isso baixa: 29%.


Como a maior parte dos tributos arrecadados vem camuflada nos preços que pagamos por mercadorias e serviços, nos últimos anos foram inventadas maneiras didáticas de se ilustrar a montanha de dinheiro que deixamos nos cofres do governo. Uma delas é o impostômetro, criado pela Associação Comercial de São Paulo.

O placar, que fica no centro de São Paulo, alcançou a marca de R$ 500 bilhões pagos pelos brasileiros em tributos desde 1º de janeiro.
Cada vez mais, a cifra simbólica é atingida mais cedo: em 2009, esse valor só foi alcançado em 24 de junho, ou seja, 22 dias mais tarde. Em 2008, foi em 25 de junho.

A previsão para este ano é de que o Brasil registre um novo recorde de arrecadação de impostos: R$ 1,2 trilhão, ante R$ 1,09 trilhão no ano passado. A carga tributária representa algo em torno de 35% do PIB.
E não para de crescer: entre janeiro e abril, a arrecadação federal subiu 12,5% acima da inflação.

Trocando em miúdos, em média, de cada R$ 1.000 que ganha, o brasileiro paga quase R$ 400 em impostos. Xô!
Outra forma ilustrativa de mostrar quão altos são os tributos que destinamos ao governo é transformá-los em quantidade de dias trabalhados.


Hoje, o brasileiro labuta 148 dias do ano para sustentar a máquina pública
.

Pelo "padrão-calendário", nos anos Lula os governos apropriaram-se de mais 13 dias de trabalho do contribuinte.


De acordo com sondagens do
Instituto Análise, 75% dos brasileiros que recebem o Bolsa Família votariam em um candidato que reduzisse os impostos incidentes sobre os alimentos. O índice sobe para 84% entre os que não ganham o benefício.
Já 67% dos brasileiros acreditam que "é melhor para os pobres que o governo reduza impostos, tenha menos funcionários públicos e, com isso, os produtos fiquem mais baratos".
Cortar impostos não é uma elucubração teórica, nem conversa de sonegador.

Num país em que os serviços públicos são que qualidade sofrível, o peso dos tributos manieta as possibilidades de poupança e crescimento individual e dificulta investimentos e o desenvolvimento empresarial:
o governo ficou com 45% da renda gerada pelas 100 maiores empresas abertas do país em 2009, conforme mostrou o
Valor Econômico em sua edição de segunda-feira.

Tributação é o principal empecilho para o aumento dos negócios, segundo pesquisa feita entre empresários. Incomoda mais, muito mais, que juros e créditos. .
Uma continha rápida ilustra por quê.
Sobre um contracheque de R$ 2 mil de um trabalhador brasileiro, uma empresa paga R$ 596 a título de INSS, Sistema S, salário-educação, contribuição para acidentes de trabalho, Sebrae e até para o Incra! Já o trabalhador tem R$ 241 descontados do contracheque para INSS e imposto de renda.

Ou seja, do salário de R$ 2 mil, o governo recebe R$ 837, calculou
Carlos Alberto Sardenberg.
Até agora, na campanha eleitoral, a única proposta de aumentar tributos foi feita pela candidata do PT.


Para ela, foi um erro ter acabado com a CPMF, que até 2007 rendia polpudos R$ 40 bilhões anuais ao governo federal: "Não houve resultados práticos no que se refere ao bolso do consumidor".


Em contraponto, José Serra prometeu zerar PIS e Cofins de investimentos em obras de saneamento básico.
Dizia Nelson Rodrigues que toda unanimidade é burra. Como dona Dilma não nos deixa ser unânimes, resta claro que diminuir a carga de impostos praticada no Brasil é medida inteligente.
E urgente.


Fonte: ITV : (Íntegra)Impostos, uma quase unanimidade nacional

Veja também :
Brasil Real: Retrocessos no programa brasileiro de aids

NÃO POSSO DEIXAR DE REGISTRAR UMA SÁTIRA DE VERDADE.

BRASIL : NO MATO SEM CACHORRO

Um país com magistrados, instituições e sociedade que se deixaram dominar por lenidade ou corrupção por um ser desprovido de caráter, sem os princípios básicos da boa educação e conduta, com uma formação comunista e, pior, prisioneiro dos vícios da bebida só poderia resultar no momento em que vivemos bem definido no pensamento abaixo :

"O processo ditatorial, o processo autoritário, traz consigo o germe da corrupção. O que existe de ruim no processo autoritário é que ele começa desfigurando as instituições e acaba desfigurando o caráter do cidadão."


Ninguém mais dá bola

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já avisou muitas vezes que não irá poupar esforços para eleger Dilma Rousseff sua sucessora.

Há quatro anos, Lula foi multado em 900.000 reais por distribuir uma cartilha que foi considerada propaganda antecipada. Em uma nova eleição, o governo repete o método: começou a distribuir no mês passado um caderno com 43 páginas que exalta programas governamentais e faz elogios à gestão Lula.

A publicação é chamada “BRASIL 2009 - Estamos vivendo um novo Brasil. Feito por você. Respeitado pelo mundo”. Em todas as páginas o bordão “estamos vivendo um novo Brasil” é repetido.

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Logo na apresentação, o texto diz que “o Brasil está no caminho certo”. A conclusão é ainda mais laudatória e aponta para o futuro, em um ano eleitoral em que Dilma é candidata.

Diz o texto:

“As principais conquistas do povo brasileiro em 2009 e suas projeções para os próximos anos são apresentadas nesta publicação, que é uma prestação de contas do governo federal, mas também uma demonstração de que o Brasil sabe enfrentar os desafios e encarar o futuro”.

cartilha-apresentacao

A Secretaria de Comunicação da Presidência, responsável pela publicação, diz que imprime o texto todos os anos e que, em 2010, foram produzidos 1,2 milhão de exemplares, ao custo total de 2,195 milhões de reais.

A entrega do material ocorreu em 207 mil escolas municipais, estaduais e federais, universidades, federações, sindicatos, bibliotecas, governos estatuais,prefeituras, embaixadas, deputados, vereadores e ONGs.

Ninguém mais dá bola : transcrito de Reinaldo Azevedo /Íntegra aqui