"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

março 05, 2010

LULA/DILMA E O ELEFANTE(BRANCO)

A PRESIDENTA DO BRASIL
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O Brasil começou a mudar e isso incomoda muita gente", afirmou o presidente Luís Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (5).
Lula discursou durante a visita a uma obra de um sistema de irrigação para produtores rurais em Juazeiro (BA).
"Se eles pudessem, eles cantavam todo dia:
'um(ELEFANTE )Lulinha incomoda muita gente, uma Dilminha(ELEFANTE) incomoda muito mais", brincou o presidente.

IMPORTAR MAIS GASOLINA? UAI!

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(Reuters) - "(Por Denise Luna)

A Petrobras poderá realizar importações adicionais de gasolina para atender a demanda no Brasil se o nível de consumo se mantiver elevado como tem sido nas últimas semanas, afirmou nesta sexta-feira o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

A estatal importou 1,2 milhão de barris de gasolina desde o início do ano.

Costa disse que a demanda pelo produto que concorre diretamente com o etanol continua forte, e que por este motivo as exportações de gasolina da empresa estão suspensas desde janeiro.

Em média, a Petrobras exportava entre 40 e 60 mil barris diários de gasolina.

"O consumo de gasolina em fevereiro (2010) subiu 31 por cento sobre fevereiro de 2009 com a opção do consumidor pelo preço na bomba e a redução de 25 para 20 por cento da mistura do álcool na gasolina", explicou Costa.


LULA E A SUA CANTILENA!

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Agência Brasil

Ao falar sobre as eleições de outubro, em entrevista a rádios da Bahia e de Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a estratégia de comparar as realizações de seu governo com as do governo anterior na campanha da pré-candidata à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff.

Minha tese é de que deveríamos fazer uma confrontação programática e uma confrontação de realizações dos dois governos para o povo poder escolher com muito mais sabedoria.

É muito asqueroso, se "acha" o que nunca foi, ele e seu governo de ptralhas são copistas:
Estou tranquilo porque acho que o meu governo mudou o paradigma do Brasil, quem vier governar depois de mim não pode mais pensar pequeno, disse nesta quinta-feira, 5, ao chegar a Juazeiro (BA).

Segundo o presidente, aquilo que cada governo tiver feito melhor irá aparecer, uma vez que os números não mentem.

"Nós tivemos oito anos, eles tiveram oito anos, então acho que precisamos comparar qualquer coisa, em qualquer área, e se eles fizeram melhor, vai aparecer, porque os números não mentem."

Na cidade de Juazeiro, onde participa da inauguração de um projeto de irrigação, o presidente foi questionado sobre a disputa pelo governo da Bahia que pode se dar entre integrantes de dois partidos da base aliada do governo, o atual governador do estado, Jaques Wagner (PT), e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB).

Lula, que já declarou que não subirá em palanque em cidades onde houver disputa entre partidos da base aliada, disse que seria importante haver uma chapa única na Bahia e observou que ainda há tempo para mudanças até que ocorram as convenções dos partidos.

"Temos tempo ainda de construir muita coisa, não dou nada por encerrado até o prazo fatal". Wagner e Geddel, acompanhavam Lula na entrevista.

FINANCIAMENTOS COPA 2014 - VAI SER "MARA"

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LARISSA GUIMARÃES
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Essa combinação de obra, financiamento, verba pública, com carimbo de urgência e num momento pré eleitoral, é um convite aos desvios da finalidade.

Não há dúvida que muito dinheiro vá seguir os caminhos do "caixa" (e não contabilizado) de partidos e sustentar campanha de candidatos.

Os financiamentos de campanha com certeza serão priorizados, pois a irresponsabilidade mais a impunidade reinante neste país, da´suporte a todo o tipo de irregularidades, a dinheirama à disposição de prefeituras vai ser uma festa, primeiro os interesses partidários e futuramente dá-se um jeito no que ficou por fazer.( Infelizmente, é assim no Brasil)

Uma bomba relógio em fase final de montagem :

O governo cobrou ontem das das 12 cidades-sedes da Copa-2014 que adiantem suas obras, pois a lei eleitoral proíbe contratações e assinatura de convênios a partir do dia 3 de julho.

O alerta foi dado pelo ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., durante a primeira grande reunião entre todas as cidades-sedes da Copa, em Brasília.

No mês passado, o ministro já havia apontado que o cronograma de obras do Mundial merecia "sinal amarelo", pois só parte das cidades-sedes havia começado, timidamente, a dar algum andamento às reformas e construções de estádios.

Na semana passada, a Fifa fez duros ataques sobre o atraso nas obras dos estádios brasileiros para o Mundial de 2014.

"Temos uma data fatal para assinaturas de contratos e convênios, de modo que seja possível o repasse de recursos para as obras de infraestrutura de 2014. Quem não contratar até lá só poderá contratar em 2011", declarou Silva.

Continua : Copa-2014

INFALÇÃO OFICIAL DÁ UMA ACELERADA.

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, do Rio

A inflação oficial usada pelo governo, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), voltou a acelerar, e teve alta de 0,78% em fevereiro, informou nesta sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em janeiro, o índice havia registrado alta de 0,75%.

Trata-se da maior alta desde maio de 2008, quando a inflação havia subido 0,79%.

Os custos com educação pressionaram fortemente o índice, e subiram 4,53%, contribuição de 0,32 p.p (ponto percentual). Somente as mensalidades escolares ficaram 5,38% mais caras, contribuição de 0,26 p.p.

Os produtos não-alimentícios tiveram aceleração e registraram inflação de 0,73%, ante 0,64% em janeiro. Além dos custos com educação, o aumento das tarifas de ônibus urbano seguiram impactando o IPCA em fevereiro, com alta de 2,50%, ante 3,90% no mês anterior.

Os alimentos continuaram subindo, em intensidade menor. Em fevereiro, houve avanço de 0,96%, contra variação positiva de 1,13% em janeiro. As maiores pressões vieram dos açúcares refinado (10,90%) e cristal (10,48%), tomate (17,26%), leite pasteurizado (2,84%) e arroz (4,45%).

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado entre as famílias com renda mensal até seis salários mínimos, teve elevação de 0,70% em fevereiro, ante 0,88% observados no mês anterior.

Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o indicador acumula elevação de 4,77%, acima/abaixo dos 4,36% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.

Saiba sobre os principais índices de inflação

BRASIL - UMA DESINDUSTRIALIZAÇÃO?

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Há algo estranho no comércio exterior brasileiro.

Sabemos que estamos nos transformando cada vez mais em exportador de commodities - as exportações representam 36,4% da nossa balança -, mas não sabíamos ainda que a indústria está importando cada vez mais matérias-primas e bens duráveis.

Isto é, estamos importando produtos de consumo que também produzimos no País.

Em outras palavras, lembra editorial no caderno de Economia do Estado de ontem,

"isso parece indicar que nossa indústria está se transformando cada vez numa atividade de montagem, importando mais bens e insumos para vender no País, sem chegar a ter uma produção competitiva nos bens de alta tecnologia".


Estamos em parte abastecendo o mercado interno não mais com produtos "fabricados", mas montados com itens importados. Leia-se, produtos da China, entre outros.

Não é uma desindustrialização, como se poderia dizer, mas um empobrecimento relativo da indústria nacional.
É o que revelam os números da balança comercial no primeiro bimestre do ano anunciados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.


COMMODITIZAÇÃO

Há explicações para isso, mas não convincentes.
Afirma-se que é um processo decorrente do excepcional aumento dos preços das commodities nos anos dourados da economia mundial que antecederam à crise.

Houve um crescimento extraordinário nas exportações de produtos agrícolas e minerais, que desde então passaram a dominar a pauta do comércio exterior.

As vendas industriais também cresceram, mas em ritmo bem menor.
O setor de commodities era mais bem estruturado que o setor industrial.


Outro motivo:
a crise atingiu mais duramente a demanda de produtos industriais do que o agrícolas.


São argumentos válidos, mas não explicam totalmente esse aumento das importações (vejam bem, "importações" e não exportações de bens industriais, neste momento em que a economia mundial começa a se recuperar).

CÂMBIO, ETC.

Há ainda o argumento da desvalorização do dólar que favorece as importações, e até ajuda no controle da inflação.
Mas esse é um fenômeno que afeta toda a pauta comercial, desde produtos como commodities a produtos industriais.

Sei que é mais difícil exportar bens acabados, com alto valor agregado, que produtos primários, principalmente num mercado mundial ainda em recuperação.

Isso, porém, não explica nem justifica o aumento das importações de bens intermediários do setor industrial.


No fundo, tudo indica estar havendo uma falta de política industrial integrada, difícil de se obter quando os ministérios não se entendem.

A manter esse clima, a tendência é de que não só a agricultura continuará superando a indústria na área do comércio exterior, como a própria indústria caminha para o que poderíamos chamar de "terceirização".

É um processo ainda incipiente, mas perigoso por ser indolor.


1 BILHÃO DE FAMINTOS

Jamil Chade, correspondente do Estado em Genebra, está lançando hoje, no Shopping Higienópolis, a partir das 19h30, o seu livro O Mundo não é Plano.
A tragédia silenciosa de 1 bilhão da Famintos.

Um livro-análise-reportagem bem documentado sobre o drama da fome no mundo. Destaque especial para suas viagens à África e à Itália, onde viu de perto o desespero dos imigrantes ilegais que tentam fugir da fome.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.