"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

março 28, 2010

BELO MONTE - A COMICHÃO POR $$$$

Leilão de Belo Monte será em 21 de dezembro

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Dias atrás, correu na praça o boato de que um dos dois consórcios de empresas interessados na hidrelétrica de Belo Monte tinha desistido do leilão. Um grupo é encabeçado pela Andrade Gutierrez. O outro, pela Camargo Corrêa e pela Odebrecht.

Não se sabe como a história começou, mas ela se espalhou rapidamente. "Parece que o outro consórcio está fora", disse ao Estado um alto executivo de um dos consórcios. No grupo rival, outro executivo foi mais sutil: "Ouvi também. Mas aqui não foi".

Alimentado pelos dois lados, o boato tem um pouco de provocação contra os adversários. Mas serviu, principalmente, para manter o governo sob pressão.

A 22 dias do leilão, a guerra de nervos é uma prévia do que promete ser a competição por Belo Monte. A divulgação do edital, primeira etapa da disputa, detonou uma descarga elétrica em alguns dos maiores grupos privados do País.

Eles querem sair do leilão do dia 20 de abril carregando embaixo do braço a concessão para explorar a terceira maior hidrelétrica do mundo. Detalhe: as duas maiores usinas, a chinesa Três Gargantas e Itaipu, são estatais.

Belo Monte será, portanto, a maior usina hidrelétrica do mundo controlada por empresas privadas.

O primeiro embate, no entanto, é com o governo. As empresas dizem que a tarifa máxima fixada para a usina, de R$ 83 o megawatt/hora, não remunera o investimento e pedem compensações para fazer frente ao preço que, segundo elas, é baixo.

Na quinta-feira à noite, executivos da Camargo e da Odebrecht trataram o assunto em Brasília com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. Para hoje está marcada uma nova rodada de negociações, mas entre técnicos do governo e das empresas.

Com custo estimado em R$ 19 bilhões pelo governo e em cerca de R$ 30 bilhões pelas empresas interessadas, Belo Monte interessa a uma gama enorme de empresas. São grandes grupos econômicos com investimentos no setor elétrico, indústrias que têm na energia um dos seus principais insumos e as construtoras, que cobiçam a obra.

Se Belo Monte entrasse em operação hoje, com a tarifa-teto de R$ 83 por megawatt-hora fixada pelo governo, proporcionaria uma receita mínima de R$ 3,3 bilhões a seus donos.

No pico da construção, Belo Monte deverá empregar cerca de 20 mil pessoas, usar 2.800 equipamentos entre caminhões, gruas e guindastes, e deslocar 230 milhões de metros³ de terra, mais do que o Canal do Panamá.
É um sonho para empreiteiros e fornecedores.

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VEM O 2 DO CALOTE 1

Cena do calote eleitoral 1
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Vera Rosa - O Estado de S.Paulo

Muita promessa e nenhuma vergonha na cara :

Preparada para impulsionar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência, a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) mira o eleitor das grandes cidades, apresenta um pacote de verbas para saúde e educação e faz promessas de cunho "municipalista", como construir 6 mil creches e postos de polícia comunitária.

Com fatia de recursos e projetos herdados do primeiro plano, o PAC 2 será lançado amanhã, a dois dias da despedida de Dilma da Casa Civil, embalado por previsões de investimentos que somam a astronômica quantia de R$ 1 trilhão.

A cifra inclui estimativas de desembolsos do governo, das estatais e de empresas privadas para o período de 2011 a 2014, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já estiver fora do Palácio do Planalto.

Na tentativa de conquistar o voto feminino - faixa do eleitorado em que o desempenho de Dilma ainda está aquém das expectativas -, o Planalto também tratou de encaixar no PAC 2 o Proinfância, programa do Ministério da Educação que existe desde 2007. A ideia é investir R$ 7,1 bilhões na construção de 6 mil creches destinadas a crianças de zero a cinco anos até 2014.
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A fraude e o calote :
Prioridade.

O governo promete custear as novas matrículas em creches e pré-escolas do programa. O valor, por aluno, é de R$ 2.745 em 12 meses e a estimativa é de atendimento de 324 mil crianças por ano. O Nordeste terá prioridade nesse capítulo por apresentar mais regiões com baixo índice de desenvolvimento da educação básica.

"Vamos ampliar e disseminar por todo o Brasil a rede de creches, pré-escolas e escolas infantis", disse Dilma, no mês passado, ao ser aclamada candidata do PT à sucessão de Lula, no 4.º Congresso do partido. "E vamos resolver os problemas da saúde, pois temos um incomparável modelo institucional, o SUS.

Embora a segurança seja da competência dos Estados, o governo propõe ações integradas para investir, por exemplo, em postos de polícia comunitária. A projeção de crescimento anual até 2014, no cenário otimista traçado pelo Planalto, é de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Mais : PAC 2 com PAC 1 pela metade