"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

janeiro 31, 2013

brasil maravilha da GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) - EFEITO CASCATA SEM CADEIA DE RÁDIO E TV ! Problemas de caixa da Petrobrás começam a contaminar parceiros

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A Petrobrás tem atrasado pagamentos a fornecedores e provocado dificuldades financeiras na cadeia de prestadores de serviços, após ter adotado uma política de redução de custos em meio a prejuízos na sua divisão de Abastecimento, aumentos de custos e produção estagnada.

Há também o atraso de pagamento para fundos de recebíveis criados para financiar esses prestadores de bens e serviços, disseram fontes à Reuters, observando que a estatal alterou sua política de pagamentos recentemente e vem olhando com mais rigor os contratos.

Com isso, tem demorado mais tempo para liberar os recursos. Em uma espécie de efeito dominó, os prestadores de serviços também atrasam seus compromissos financeiros.

"Não vou dizer que a Petrobrás é inadimplente, mas que está em atraso. Enquanto algumas companhias estão sofrendo, estou confiante que os pagamentos serão feitos", disse à Reuters Fernando Werneck, gestor de um portfólio de fundos creditórios na BI Invest, exclusivos de fornecedores da Petrobras.

Alguns dos fundos de investimento dedicados exclusivamente aos fornecedores da Petrobras registraram aumento da inadimplência.

Os pagamentos em atraso em cinco Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) saltaram 58,6%, para R$ 18,4 milhões, em 31 de dezembro, ante R$ 11,6 milhões em setembro, segundo uma pesquisa da Reuters junto à Comissão de Valores Mobiliários.

O FIDC existe para ajudar a Petrobrás a terceirizar o negócio de financiamento aos fornecedores. Fundos de investimento fazem empréstimos às empresas que possuem contratos com a estatal utilizando como garantia os recebíveis junto à Petrobras.

Ao longo dos últimos dois anos a Petrobras aportou cerca de 7 bilhões de reais para ajudar os fornecedores.
Pedidos de falências

Problemas financeiros já empurraram algumas empresas menores fornecedoras da estatal, como a GDK, a um processo de recuperação judicial. Grandes empresas, tais como a Lupatech, tiveram que vender ativos e levantar capital novo para evitar o pior.

Preocupações sobre como fazer negócios no Brasil, onde a Petrobrás é responsável por mais de 90% da produção de petróleo, levaram a uma queda de 34% nas ações da italiana Saipem na quarta-feira.

A empresa prestadora de serviços e equipamentos offshore disse que os problemas do Brasil poderiam ajudar a cortar o seu lucro em 80% em 2013. As concorrentes Subsea 7 e Technip França, ambas também fornecedoras da Petrobras, chegaram a cair mais de 6% na quarta-feira.

O programa de redução de despesas, que visa cortar custos de R$ 32 bilhões no período de 2013 a 2016, foi anunciado no final do ano passado, após a Petrobrás ter acumulado nos nove primeiros meses de 2012 mais de R$ 17 bilhões em prejuízo na área de Abastecimento (combustíveis), ao mesmo tempo que tem um plano de cinco anos de investir mais de R$ 200 bilhões.

Nessa conjuntura que favorece o crescimento do passivo, a agência de classificação de risco Moody's alterou em dezembro para negativo o rating da dívida da companhia.

Dificuldade de receber

Segundo fontes de empresas que prestam bens e serviços à estatal, a Petrobrás tem demorado mais tempo para liberar os aditivos aos contratos.

Nas licitações, as empresas ganhavam oferecendo um orçamento abaixo do valor de mercado e depois recorriam aos aditivos, uma prática comum, já que depois esses aditivos eram liberados com mais facilidade.

"Agora há um rigoroso processo de avaliação por parte da estatal e sempre há a necessidade de mais e mais documentos. Enquanto isso, o dinheiro não sai", disse uma fonte de uma empreiteira de médio porte que presta serviço à Petrobrás.

Com a demora na liberação dos pagamentos, as empresas precisam tomar empréstimo de curto prazo, disse a fonte, a custos altos, gerando um desequilíbrio nas contas.

"Em geral tem demorado uns meses a mais. Como dois terços do nosso faturamento depende de contratos com a Petrobrás, há um desajuste", disse à Reuters o executivo, na condição de não ter seu nome divulgado.

Algumas empresas têm quase a totalidade das receitas atreladas aos contratos com a Petrobrás e podem acabar falindo com o atraso dos pagamentos.

É o caso da Tenace Engenharia, que com 90% de faturamento oriundo da estatal pediu falência no fim do ano passado.

A empresa tinha um grande contrato de construção de uma unidade de gasolina e diesel no Polo de Guamaré, no Rio Grande do Norte. Também prestava serviços para a estatal em Urucu, no Amazonas.

Segundo uma fonte da empresa, a Petrobrás não concordou em renegociar aditivos aos contratos. A Tenace enviou um comunicado aos seus credores responsabilizando a estatal pelo seu fechamento, segundo a fonte, que preferiu não ser identificada.

A construtora GDK, também grande fornecedora da estatal, teve o seu pedido de recuperação judicial aprovado no dia 10 de janeiro pela Justiça da Bahia, segundo nota enviada pela empresa à Reuters.

E a construtora Egesa, responsável por parte das obras de uma unidade de fertilizantes da Petrobras, também anunciou recentemente aos seus funcionários e credores que "está passando por uma reestruturação financeira em função do cenário econômico atual".

Segundo a Petrobrás, os pagamentos de seus compromissos "reconhecidos" são realizados de acordo com os prazos estabelecidos contratualmente.

Procurada pela Reuters, a estatal disse em nota que os eventuais pleitos de pagamentos adicionais aos contratados por parte dos fornecedores são submetidos a uma avaliação técnica por uma comissão constituída para este fim, bem como a uma avaliação jurídica.

"Após a conclusão deste processo, que está de acordo com contrato e com a legislação vigente, a negociação é submetida à aprovação das instâncias corporativas competentes. Dessa forma, eventuais pleitos não representam a existência de dívida por parte da Companhia", disse a estatal.

Reuters

NO brasil maravilha da GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) : Contas públicas têm o segundo pior resultado


Mesmo com manobras contábeis, União, Estados e municípios cumpriram apenas 75% da meta de economia para pagar juros da dívida no ano passado.

As contas públicas fecharam 2012 com o segundo pior resul­tado das estatísticas oficiais, apesar de todas as manobras contábeis utilizadas pelo go­verno federal para inflar suas receitas.

União, Estados e mu­nicípios fizeram uma econo­mia de R$ 104,95 bilhões no ano passado para pagar os ju­ros da dívida (superávit primá­rio), o equivalente a 2,38% do PIB e apenas 75% da meta para o ano.

Na comparação com o PIB, o porcentual supera ape­nas o verificado em 2009, de 2%, na série calculada pelo Banco Central desde 2001. A meta de superávit das con­tas públicas em 2012 era de R$ 139,8 bilhões. Do ponto de vista legal, o resultado foi alcançado, pois a lei permite descontar des­se valor os gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Esses investimentos so­maram R$ 39,3 bilhões, valor su­perior aos R$ 34,9 bilhões que fal­tavam para chegar à meta. Para garantir esse abatimen­to, no entanto, o governo lançou mão de um remanejamento de despesas do Orçamento, faltan­do quatro dias para o fim de 2012, e incluiu novos projetos no PAC.

O Tesouro não informa o valor da manobra, mas os núme­ros indicam que, sem ele, a meta não seria alcançada.

Além de usar a meta reduzida, o governo ainda precisou sacar R$ i2,4bilhoes do Fundo Sobera­no do Brasil (FSB) - uma espécie de poupança criada em 2008 - e usar outros R$ 28 bilhões em divi­dendos das estatais para engor­dar suas receitas.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o superávit de 2,38% do PIB é "excelente", um dos mais altos do mundo, e atribuiu a queda de 18% em rela­ção a 2011 às desonerações anun­ciadas para estimular a econo­mia, como o IPI reduzido para veículos.

Também contribuiu a desaceleração da economia e seu efeito sobre a arrecadação. Em relação às manobras contá­beis, criticadas até no próprio go­verno, o ministro afirmou que o País faz uma das políticas fiscais mais transparentes do mundo.

"Hoje em dia temos um rigor dez vezes maior do que no passado.

No passado,faziam-se? digamos, talvez, manipulações que nós não fazemos", afirmou. "Tudo que fazemos é transparente, sai no Diário Oficial e está dentro da lei."

Mantega reafirmou que a lei prevê a possibilidade de abati­mento da meta e o uso do fundo :
soberano é totalmente legítimo.

Dívida.
O ministro destacou que o superávit permitiu reduzir a dívida pública líquida para o menor nível das estatísticas do BC, 35,1% do PIB.

A dívida bruta, utilizada nas comparações internacionais, por outro lado, subiu de 54,2% em 2011 para 58,6% em 2012. Pa­ra Mantega, o aumento do endividamento já foi um problema pa­ra o País, mas hoje o valor a pagar é menor.

A maior parte da queda no su­perávit em relação a 2011 se deu no resultado de Estados e muni­cípios, que foi 35% menor. A con­tribuição da União, inflada por manobras fiscais, recuou 7%.

Os juros da dívida caíram para o me­nor patamar da série (4,85% do PIB).

O Estado de São Paulo  

Nem com toda criatividade, OU : "O nome certo da contabilidade criativa do P artido T orpe é irresponsabilidade. "

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Nem com toda a criatividade do mundo a gestão petista conseguiu evitar que as contas públicas degringolassem em 2012. O superávit fiscal foi o segundo pior já registrado no país e ficou aquém das metas estabelecidas para o ano.

 O governo federal continua gastando muito, investindo pouco e esfolando o contribuinte com uma alta carga de tributos.

O superávit fiscal foi de 2,38% do PIB para uma meta de 3,11%, apesar de todas as manobras feitas pela equipe econômica no apagar das luzes de 2012. Como elas não foram suficientes, para cumprir formalmente o objetivo fixado o governo ainda teve que inventar investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e incluí-los de última hora no esforço fiscal.

Faltando quatro dias para o fim de 2012, a equipe econômica simplesmente inflou o rol do PAC com novas obras, em mais uma amostra de que o programa criado por Luiz Inácio Lula da Silva para servir de bandeira de campanha de Dilma Rousseff não passa de uma lista desconjuntada de ações sem nexo entre si.

Mas não foi só. O governo também sacou R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano (FSB), criado há quatro anos para ser uma espécie de "poupança" que servisse, entre outras coisas, para permitir a realização de projetos estratégicos de interesse do país. Bastou um primeiro aperto para que o dinheiro fosse usado, numa postura nada condizente com uma gestão de longo prazo e responsável das finanças nacionais.

Além do abatimento de valores do PAC e do uso do FSB, o governo antecipou R$ 7,6 bilhões em dividendos de empresas estatais e jogou para este mês R$ 5 bilhões em pagamentos que deveriam ter sido feitos em dezembro. Delfim Netto, superaliado petista, classificou tudo isso como "uma deplorável operação de alquimia", em artigo publicado no
Valor Econômico há duas semanas.

O governo central gastou R$ 80 bilhões a mais no ano passado, sem incluir despesas com juros (que chegaram a R$ 213,9 bilhões no ano). Deste total, apenas R$ 6,8 bilhões foram investimentos, e mesmo assim por causa dos subsídios ao Minha Casa Minha Vida. 

Sem o programa habitacional, a alta teria sido de meros R$ 648 milhões, calcula Mansueto Almeida.  "Isso significa que faltou 'espírito animal' ao setor público e que o brutal aumento de gasto público foi permanente. Não tem como voltar atrás nos próximos anos", analisa ele.

No cômputo geral, as despesas públicas aumentaram 11% em 2012 e as receitas apenas 7,7%, por causa do frustrado crescimento da economia e das desonerações tributárias. Para bancar a escalada dos gastos do governo, a carga de tributos cobrada dos brasileiros não parou de crescer: 
no ano passado, só o que a gestão federal arrecada superou, pela primeira vez na história, a marca de R$ 1 trilhão.

O governo argumenta que, no frigir dos ovos, a relação dívida líquida/PIB até caiu no ano passado. É verdade: 
passou de 36,4% para 35,1% do PIB. Mas toda a redução nada tem a ver com algum suposto esforço extra do governo, mas sim à alta da cotação do dólar.

 "O resultado é menos confortável do que parece", expõe a Folha de S.Paulo.

Como a contabilidade criativa foi definitivamente incorporada ao modus operandi do governo do PT, os analistas de contas públicas sugerem que se passe a olhar cada vez mais para a relação dívida bruta/PIB, indicador que é efetivamente adotado na maior parte das economias. 

"Faz todo o sentido olhar a dívida bruta porque ela incorpora todos os truques que o governo quis fazer", alerta Sergio Vale, da MB Associados, no Valor. 
Deste ângulo, a situação piorou muito em 2012: a relação subiu de 54,2% do PIB em 2011 para 58,6% no ano passado.

A responsabilidade fiscal foi uma das heranças benditas deixadas pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso às gestões petistas - e contra a qual, recorde-se, o PT bateu-se raivosamente não apenas no Congresso, como também no Supremo por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade. 

A cada ano, tal legado vai se esvaindo.

As autoridades petistas não gostam que sua criatividade no trato das contas públicas seja considerada manobra. Tudo bem, podemos chamá-la de maquiagem. Na essência, dá no mesmo: 
significa usar mal o dinheiro do contribuinte, inflar gastos muitas vezes desnecessários e implodir as condições para que o país possa ter um ambiente mais estável e robusto para se desenvolver. 

O nome certo da contabilidade criativa do PT é irresponsabilidade.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Nem com toda criatividade

A Petrobras perdeu até o senso

Sabe qual a melhor coisa que poderia acontecer para a Petrobras? Uma forte queda do preço internacional do petróleo. Isso derrubaria também as cotações da gasolina e do diesel, produtos que estão quebrando a estatal brasileira. 

Como não há produção interna suficiente desses combustíveis, a companhia tem que importá-los. 

Como o governo Dilma segura os preços internos para conter a inflação, a Petrobras se vê na situação esdrúxula de comprar caro e vender barato - que perdura mesmo depois do reajuste anunciado na última terça. 
Prejuízo na veia.

Logo, se o governo não deixa aumentar mais o preço interno, resta torcer pela queda da cotação internacional.

Pode?
 Uma companhia petrolífera, dona de reservas elevadas, dependendo de uma queda no preço de seu principal ativo!

Acrescente aí uma forte valorização do real e o quadro "melhoraria" ainda mais para a estatal. Se o dólar voltasse, digamos, para R$ 1,70, a Petrobras economizaria cerca de 15% nas suas compras externas de combustível.

Claro que, nesse caso, também cairia o valor das reservas da Petrobras. De novo, pode? Uma companhia precisando de queda no valor de seu patrimônio.

Por outro lado, que sempre tem, a queda do preço internacional de petróleo colocaria em risco a operação no pré-sal. Ainda não se sabe o custo exato, pois a tecnologia está em desenvolvimento, mas certamente será muito caro retirar o óleo lá do fundão do oceano. Assim, se a cotação global cair muito, o pré-sal torna-se economicamente inviável.

Consequências: 
a Petrobras não conseguiria financiamento para as novas operações e os estados e municípios perderiam os royalties pelos quais tanto brigaram.

Ou seja, é uma ideia de jerico torcer pela queda dos preços internacionais do óleo e dos combustíveis.

De outro lado, ainda, um dólar mais barato facilitaria as importações de equipamentos para extração e refino. Bom, não é mesmo?

Seria, se as políticas para o setor tivessem alguma lógica. Ocorre que a Petrobras é obrigada pelo governo a dar preferência ao produtor nacional, mesmo pagando mais caro, até um certo nível. Ora, com o real valorizado, a diferença de preços entre o local e o estrangeiro ficará bem maior, de modo que a estatal não terá como justificar a compra do equipamento made in Brasil.

Isso destruiria a política do governo para estimular a indústria nacional ou, caso o modelo fosse mantido, aumentaria os custos da Petrobras em reais.

Ou seja, é outra ideia de jerico torcer pela valorização do real neste caso.

Voltamos assim ao senso comum, pelo qual uma companhia de petróleo deve se dar bem quando o preço do petróleo está em alta. Esta lógica não mudou. O que a subverte é a gestão do governo brasileiro. Um desastre de grande competência: não é fácil fazer uma petrolífera perder dinheiro.

Outra coisinha: l
embram-se de toda aquela campanha do governo Lula comemorando a autossuficiência em petróleo? 
Pois é, foi só marketing eleitoral. 
Só não, porque a estatal, que não pertence só ao governo, muito menos ao PT, pagou por aquela fraude. 

Custo na veia da população.

Carlos Alberto Sardenberg O Globo 

E "QUERIDINHO" DA CANALHA, AQUELE QUE LÊ OS JORNAIS DE 2015 HOJE... Eike perde mais 1 bilhão de reais

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O pregão da Bovespa caminha para o seu final  hoje com uma espécie de repetição do horroroso dia vivido ontem por Eike Batista (leia mais em Perda bilionária).
Neste momento, a OGX cai 9,15% (ontem caiu 7,31%), a LLX está em baixa de 5,78% (ontem 4,66% de queda), a MPX tem queda de 4,30% (ontem – 1% ); e a MMX de 2,6% (ontem – 4,90%). 

E nem dá para dizer que é uma dia ruim na Bovespa. 

A Bolsa paulista sobe neste momento 0,18%.
Novamente, algo como 1 bilhão de reais  de Eike vai pelo ralo. 
São 2 bilhões de reais em apenas dois dias.

Por Lauro Jardim

"NÓS E ELES" III : NO brasil maravilha da GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) ... Inadimplência das empresas fecha 2012 com alta de 10,4%

O Indicador de Inadimplência das Empresas, divulgado nesta quinta-feira pela Serasa Experian, subiu 10,4% em 2012 ante 2011. 

Em nota, os economistas da Serasa Experian disseram que a alta na inadimplência das empresas em 2012 decorre da maior inadimplência do consumidor, que afeta as contas a receber das empresas. 

Para eles, o avanço da inadimplência também é reflexo da menor capacidade de geração de receitas, em um cenário de baixa atividade, "além das dificuldades em honrar financiamentos tomados para a expansão do negócio e para pagar fornecedores responsáveis pela reposição de estoques". 

Os economistas alegam ainda que a inflação, que elevou vários custos, também pesou para as empresas na gestão do caixa no ano passado.

Em 2012, as dívidas não bancárias - cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços, como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água - registraram um valor médio de R$ 760,96, alta de 2,3% ante 2011. 

Já as dívidas com bancos tiveram em 2012 um valor médio de R$ 5.250,10, avanço de 1,6% sobre o ano anterior. 

Quanto aos títulos protestados, o valor médio verificado foi de R$ 1.954,82, alta de 8,4% na mesma base de comparação. Os cheques sem fundos registraram um valor médio de R$ 2.347,49, avanço de 12,3%. 

AE

"NÓS E ELES" II - É VAPT E VUPT ! "ACENDE A LUZ E DESLIGUE O CARRO" : Consumidor já paga até R$ 3 por litro de gasolina

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O reajuste dos combustíveis já foi repassado para o consumidor com um acréscimo nas bombas entre R$ 0,10 e R$ 0,12 por litro. Nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, o preço por litro chegou a superar os R$ 3. O aumento fez com que os motoristas corressem até os postos para aproveitar os preços antigos.

Por volta do meio-dia, o taxista Antônio Fernando de Lima, de 65 anos, abasteceu o tanque do seu carro antes que um posto da Avenida Sumaré, em São Paulo, reajustasse os preços. "Preciso aproveitar. Não tenho como aumentar o valor da corrida para o cliente", disse ele, taxista há 28 anos.

Naquele posto, a economia de Lima foi de R$ 0,10 por litro - o preço da gasolina comum passou de R$ 2,699 para R$ 2,799 - uma alta de 3,7% - duas horas mais tarde. "O problema, agora, é que só Deus sabe quando vou poder aumentar a tarifa da corrida", disse. "Por enquanto, vou ficar com o prejuízo", afirmou.

O governo federal autorizou a Petrobrás a aumentar o valor dos combustíveis nas refinarias na terça-feira. A gasolina foi reajustada em 6,6%, e o óleo diesel, 5,4%. Em alguns postos, porém, a alta superou o reajuste permitido. Na região de Pinheiro, em São Paulo, o preço do litro aumentou 7,6% em um posto, de R$ 2,599 para R$ 2,799.

Na Bahia, os postos de combustíveis também podem reajustar os valores da gasolina e do óleo diesel acima do previsto pelo governo. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Bahia (Sindicombustíveis-BA), José Augusto Melo Costa, os reajustes nas bombas de combustível devem ficar em torno de 6,7%, no caso da gasolina, e por volta de 5,9%, no do óleo diesel.

Nas duas principais cidades da Bahia, Salvador e Feira de Santana, os novos preços começaram a ser registrados na manhã de ontem. Segundo o sindicato, o preço médio do litro da gasolina em Feira de Santana passou de R$ 2,76 para R$ 2,94. Em Salvador, os aumentos ainda não atingem a maioria dos postos, mas já há estabelecimentos cobrando R$ 3,06 pelo litro da gasolina comum.

Diluir a alta

Para não espantar os clientes e por causa da concorrência, alguns donos de postos tentam diluir a alta, repassando um valor menor do que o reajuste já anunciado. "Ainda não sabemos de quanto vai ser o reajuste, mas só vamos repassar aquilo que vier da distribuidora", disse Fernando Sobral, gerente de outro posto na Avenida Sumaré.

No Estado de São Paulo, segundo o Índice de Preços Ticket Car, o preço médio do litro da gasolina encerrou o ano passado em R$ 2,689. No País, a média foi de R$ 2,884. "É difícil prever de quanto será o aumento, tem a ver com a questão de mercado", afirmou Eduardo Lopes, coordenador de produto Ticket Car.

É possível, diz ele, é que os donos de postos possam, inicialmente, absorver parte do impacto. Além disso, a política dos reajustes diluídos pode se confirmar porque o preço do etanol tende a subir até maio por causa da entressafra da produção de cana-de-açúcar.

Aumentos hoje

Em Cuiabá, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo) informou que o preço médio da gasolina aditivada deve sofrer reajuste entre 3% e 3,5%. Os aumentos vão ser praticados a partir de hoje. Há postos que recebiam o diesel a R$ 2,17 e passaram a pagar pelo mesmo produto R$ 2,25.

A gasolina custava R$ 2,50 e, agora, passou para R$ 2,61 e o etanol de R$ 1,52 subiu para R$ 1,60.

LUIZ GUILHERME GERBELLI, COM A COLABORAÇÃO DE TIAGO DÉCIMO E FÁTIMA LESSA
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

E NA REPÚBLICA DE TORPES DO "NÓS E ELES" : DESCONTO PROMETIDO PELA GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) NA CONTA DE LUZ NÃO É REAL.

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Os consumidores da distribuidora de energia CPFL no interior de São Paulo ficaram confusos ao saber que 4 regiões receberam autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para reajustar o valor da conta de luz. 

A dúvida de cerca de 320 mil clientes residenciais era compreensível: como um aumento é possível se a presidente Dilma Rousseff havia anunciado em rede nacional de televisão, na semana passada, um desconto médio de 18% para todas as casas brasileiras?

O desconto anunciado pela presidente é válido para todo o país desde a quinta-feira 24 de janeiro – a redução é garantida pelo aporte de 8,4 bilhões de reais do Tesouro Nacional, com a retirada de encargos da tarifa e da antecipação da renovação das concessionárias que aconteceria entre 2015 e 2017. 

Portanto, um consumidor que pagou 100 reais pelo último consumo de energia desembolsará 82 reais, em média, na próxima data de vencimento.
A confusão em relação ao reajuste de tarifas acontece porque as 63 distribuidoras de energia do país passam anualmente por uma revisão tarifária para corrigir, basicamente, perdas com a inflação ocorridas no ano anterior. A Aneel segue um calendário que prevê a revisão das tarifas a partir de fevereiro. 

O ciclo dura o ano todo e vai até dezembro. Isso significa que todos os brasileiros sofrerão, em algum momento, um novo ajuste na conta de luz, independentemente das promessas da presidente.
A partir do novo valor (os 82 reais médios já com o desconto), as distribuidoras poderão acrescentar os reajustes previamente autorizados pela Aneel. Essa conta pode fazer com que o desconto prometido pela presidente seja, na prática, menor do que o valor bradado em rede nacional, com tom de discurso político.

A Aneel informou que o desconto real de todas as distribuidoras varia de 18% a 25,94%, dentro da proposta de redução do governo. 

Mas, na região atendida pelas distribuidoras de Mococa e do Leste Paulista, por exemplo, já haverá um aumento de 3,35% e de 1,83%, respectivamente, de acordo com os reajustes programados. Por isso, é preciso consultar a situação de cada empresa para ver o índice de redução oferecido pelo governo e o porcentual de reajuste aprovado pela Aneel.

No caso da Leste Paulista, por exemplo, o cliente que pagava 100 reais passa a pagar 76,62 reais (redução de 23,38%, segundo a tabela da Aneel). Sobre esse novo valor, haverá um acréscimo de 1,83%, o que levará a conta para 78,02 reais.

Mas também pode ocorrer o inverso: 
nem sempre a revisão é um peso a mais na carteira. 

É o caso dos consumidores residenciais da CPFL Jaguari, que receberam uma redução adicional de 3,51% aos 18% já cortados pela presidente. Situação idêntica aos da CPFL Santa Cruz, que terão um desconto adicional de 5,7% na conta de luz.

Antes de qualquer reajuste entrar em vigor, a Aneel realiza uma consulta pública para verificar se o pedido da distribuidora é legítimo. A Cemig, por exemplo, pleiteia um reajuste de 11,2% para os consumidores residenciais. O valor será decidido até abril. Enquanto isso, os 7 milhões de consumidores terão um desconto imediato de 18,14%. 

Estranho será se a Aneel chancelar o aumento de 11,2% pedido pela Cemig, que foi uma das duas empresas que não aceitou os termos propostos pelo governo federal para antecipar a renovação das concessões. 

Desta forma, ficará evidente que o discurso da presidente Dilma Rousseff de "energia mais barata para todos" separou, realmente, o Brasil em “nós” e “eles”

SEM CADEIA DE RÁDIO E TV - E A GERENTONA FALSÁRIA CONTINUA "MUDANDO" O brasil : CAINDO DA SEGUNDA PARA A QUARTA POSIÇÃO : Petrobrás perde 40% de valor em 3 anos e cai em ranking de petrolíferas

A Petrobrás perdeu 40% do seu valor de mercado em três anos e passou da segunda para a quarta posição no ranking das maiores empresas de gás e petróleo dos Estados Unidos e da América Latina, segundo levantamento da consultoria Economatica para o Estado.

A estatal valia US$ 199,3 bilhões no dia 1º de janeiro de 2010, valor que despencou para US$ 119,9 bilhões nesta quarta-feira - uma diferença de quase US$ 80 bilhões. 

Em 2012, a Petrobrás foi ultrapassada pela primeira vez pela Ecopetrol e a diferença agora se amplia. A empresa colombiana está avaliada hoje em US$ 130,1 bilhões e ocupa o terceiro lugar no ranking.

Com trajetória oposta à da concorrente brasileira, a Ecopetrol viu o seu valor de mercado disparar 165% no mesmo período, roubando o posto da Petrobrás de maior empresa latino-americana. As norte-americanas ExxonMobil e Chevron, que atualmente lideram o ranking do setor, também se valorizaram entre 2010 e 2013, com altas de 27,7% e 47,5%, respectivamente.

Para o professor de finanças do Insper Ricardo Almeida, o principal fator que explica o descolamento da Petrobrás é a decepção dos acionistas minoritários com a bilionária capitalização da companhia, realizada em setembro de 2010.

"O governo fez a cessão onerosa de uma forma que as regras ficaram muito questionáveis. Houve um desequilibro entre as condições do governo e a dos outros investidores", explica Almeida.

A chamada cessão onerosa foi uma troca feita entre a União e a Petrobrás. O governo "cedeu" barris de petróleo do pré-sal para a estatal e, em troca, recebeu ações da empresa. Nessa operação, na visão do mercado, o governo aumentou a sua participação na companhia com base em um valor superestimado do barril.
"Temos ainda um componente de incerteza que é a revisão dessa cessão onerosa, quando teremos as mesmas dúvidas que ocorreram em 2010 em relação ao preço do barril", destaca Almeida. Para ele, enquanto a revisão estiver pendente, o papel da empresa seguirá pressionado. A nova leitura está marcada para setembro de 2014.

Interferência

Para o analista-chefe da corretora SLW, Pedro Galdi, prevalece a sensação de que o governo está interferindo fortemente na Petrobrás, destruindo seu valor. "Lá na frente, a empresa pode ficar sufocada por prejuízos e não conseguir nem mesmo tocar o pré-sal."

Na visão de Galdi, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) impulsionou a produção de carros no País, sem que o refino de combustíveis tenha crescido na mesma proporção. "Por esse motivo, a companhia precisa importar e paga um preço maior lá fora do que vende aqui dentro."

O reajuste de 6,6% para a gasolina e de 5,4% para o diesel, anunciado pela estatal na última terça-feira, não foi suficiente para mudar o ânimo dos investidores. Apenas no pregão desta quarta-feira, as ações ON da Petrobrás recuaram 5,12%, enquanto as PN caíram 4,76%. Grande parte dos analistas esperava um reajuste maior, entre 7% e 10%. 

Segundo Galdi, mesmo com a alta nos preços, ainda resta uma defasagem de 6% no valor da gasolina.

Ânimo

A perda de valor de mercado da Petrobrás nos últimos três anos também é reflexo da frustração dos investidores com a empresa, afirma o analista da corretora Coinvalores Bruno Piagentini. "O ânimo com o pré-sal foi minado ao longo do tempo com números de produção abaixo da meta e atrasos em projetos, que elevaram os custos." 

Segundo ele, o mercado agora está apenas precificando a forte ingerência do governo na empresa.
Piagentini destaca, contudo, que a troca de comando na companhia - agora presidida por Graça Foster - trouxe mais transparência, além de um planejamento mais realista. "Não acredito que os papéis vão despencar muito mais. Agora os investidores estão de olho nos números de produção." 

Os dados financeiros e de produção serão publicados na próxima segunda-feira, dia 4. 

 Bianca Pinto Lima, do Economia & Negócios

janeiro 30, 2013

É DA ÍNDOLE II ! P artido T orpe COVIL DE DÉSPOTAS FRUSTRADOS : Rui Falcão chama imprensa de oposição sem cara e diz que é preciso combatê-la


Ao participar nesta quarta-feira da primeira reunião da bancada do PT na Câmara este ano, o presidente da legenda, Rui Falcão, criticou setores da mídia e do Ministério Público e avisou que o partido irá se dedicar à luta pela democratização dos meios de comunicação este ano.

Segundo ele, é preciso regulamentar os artigos de 220 a 222 da Constituição Federal, garantindo a desconcentração do mercado, a produção cultural regional, a valorização da produção independente, a universalização da banda larga, e o direito de resposta, entre outros pontos.

Falcão criticou ainda o que chamou de antecipação da campanha eleitoral por parte da oposição e disse que o PT não cairá neste jogo que encurtaria o mandato da presidente Dilma Rousseff.

Segundo o presidente do PT, a democratização dos meios de comunicação é fundamental para a liberdade de expressão. Rui Falcão afirmou que no Brasil, além da oposição parlamentar, existe uma outra oposição formada por setores da mídia e setores do Ministério Público que tem agido para tentar desqualificar a política. Falcão afirmou ainda que representantes da associações de empresários da mídia já assumiram o papel de oposição no país.

- Sejamos francos:
quem é oposição no Brasil hoje?
Temos a oposição parlamentar, mas há uma oposição mais forte, extrapartidária que não mostra a cara, mas se materializa em declarações como a de Judith Brito (vice-presidente da Associação Nacional de Jornais - ANJ) que disse :"como a oposição não cumpre o seu papel, nós temos que fazê-lo" - disse Rui, acrescentando:
 Vamos às redes sociais e aos partidos lutar pela liberdade de expressão. Esses a quem eu nominei, que tentam interditar a política no Brasil, essa oposição extrapartidária que quer fazer com que se desqualifique a política e quando a gente desqualifica a política, abre campo para aventuras golpistas que levaram ao nazismo, fascismo e devemos afastar do nosso país. Combater essa oposição sem cara, mas com voz é um dos objetivos do PT nessa conjuntura.

Depois, em entrevista à imprensa, os jornalistas indagaram se Falcão incluía entre os que integram a "oposição sem cara" o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Depois da fala de Falcão, o nome de Gurgel foi citado pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE), que defendeu ainda levar adiante na Câmara uma proposta de fiscalização e controle de atos de Gurgel.

- Há setores do Ministério Público que têm tido atuação partidária. Agora inclusive, toda essa manipulação em torno do presidente Lula, deixa evidente que há uma ação deliberada no sentido partidário, de oposição - disse Falcão, acrescentando que é uma prerrogativa da Câmara a proposta de fiscalização de atos do Gurgel.

Mensaleiros participam do encontro

O ex-presidente do PT, José Genoino (SP), condenado no processo do mensalão, participou deste encontro, o primeiro realizado depois que ele tomou posse como suplente. Ele fez questão de cumprimentar os colegas e assessores e, quando seu nome foi citado pelo líder da bancada e seu irmão, José Guimarães (CE), recebeu muitos aplausos. O ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), também participou da reunião, mas apenas durante o início.

Rui Falcão afirmou que a oposição mudou o foco dos ataques ao governo do PT, deixando de lado os ataques relativos ao mensalão e passando para criticar pontos como o PIB menor, a possibilidade de racionamento de energia e desentendimentos entre Dilma, o PT e o o presidente Lula, que, segundo ele, nunca existiram. Ele afirmou ainda que Lula não está em campanha e apoiará Dilma em 2014.

- A oposição, desesperada com o sucesso do governo e medidas populares adotadas lança mão de seus ataques. Mas nestes 10 anos o Brasil mudou para melhor. Como os ataques contra a Ação Penal 470 não produziram resultados que esperavam, a oposição abriu a metralhadora giratória: Pibinho, racionamento de energia, má gestora, desentendimentos entre ela (Dilma) e o PT que nunca existiram, entre ela e Lula, a restrição de investimentos (...) Não nos precipitaremos, significaria encontrar o mandato da presidente Dilma, de um governo bem sucedido. Não vamos entrar nesse jogo, mas vamos rebater _ disse Falcão.

O presidente do PT disse ainda que o partido fará um movimento de coleta de assinaturas populares para fazer a reforma política.

Líder minimiza críticas do presidente do PT

Depois do encontro da bancada do PT, o líder do partido na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), procurou minimizar o impacto das críticas à imprensa feitas pelo presidente do PT, Rui Falcão.

O líder disse que não há uma posição de bancada sobre a questão da regulamentação da mídia e que era uma posição do presidente PT. Mas não considerou as críticas pesadas.

- Essa é uma discussão mais ampla. Mas ele (Rui Falcão) não fez crítica pesada (contra a imprensa). Mas ele é o presidente do PT, por que não perguntou para ele? Essa foi a primeira reunião da bancada. Estamos num momento de unidade interna, de manter a sintonia com a direção nacional. Só temos uma disputa: a defesa do partido nacional - disse Guimarães.

Guimarães disse também que o comando da Câmara será do PMDB, mas que os petistas farão valer o poder de maior bancada da Casa. Guimarães disse que o PT está fechado com a candidatura de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a Presidência da Câmara, mas disse qua qualquer discussão importante na Casa, como royalties ou Fundo de Participação dos Estados (FPE), terá que passar pelo PT, por ser a maior bancada.

- Qualquer discussão tem que passar pela bancada do PT: 
royalties, vetos, FPE. Nâo tem pacote para lá ou pacote para cá. Somos a maior bancada. Ou é assim, ou a gente vira a mesa - disse Guimarães.

 Isabel Braga /O Globo

Puxado por Petrobras, Bovespa cai ao menor nível em 7 semanas

A frustração do mercado com o reajuste dos combustíveis para a Petrobras, dados desanimadores dos EUA e o mau desempenho das gigantes Vale e OGX empurraram o principal índice da Bovespa para o mínima em sete semanas.

O Ibovespa fechou em baixa de 1,77 por cento, a 59.336 pontos, no fechamento desde 13 de dezembro. O giro financeiro do pregão foi de 9,2 bilhões de reais.

Segundo João Pedro Brugger, analista de renda variável da Leme Investimentos, em Florianópolis, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA abaixo das expectativas e a queda em ações de peso no Ibovespa foram as principais fatores de pressão.

"O PIB dos EUA veio bem abaixo das expectativas. A Petrobras veio com um reajuste, mas as declarações do governo de que a médio prazo não vai ter reajuste pesou e o mercado entrou forte (na venda), em uma reação um pouco exagerada", disse.

A Petrobras anunciou na véspera alta do preço da gasolina de 6,6 por cento e do diesel em 5,4 por cento nas refinarias a partir desta quarta-feira.

A ação preferencial da estatal petrolífera caiu 4,76 por cento, a 18,20 reais, enquanto a ordinária recuou 5,12 por cento, a 18,35 reais.

Em Brasília, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, evitou dizer se o aumento será o único do ano, afirmando que novos reajustes vão depender do preço internacional do petróleo. "No ano passado demos mais de um aumento, não significa que este ano faremos o mesmo", disse.

Também entre as blue chips, a preferencial da Vale cedeu 2,2 por cento, a 37,29 reais, enquanto OGX, petrolífera de Eike Batista, recuou 7,81 por cento, no pior desempenho do índice, a 4,37 reais.

Outras companhias do empresário caíram forte. A mineradora MMX caiu 4,9 por cento, enquanto a empresa de logística LLX recuou 4,66 por cento.

Outro destaque de queda ficou com a Gol. A empresa disse que não foi informada sobre mudanças operacionais no aeroporto de Congonhas, após a coluna Radar, do site da revista Veja, afirmar mais cedo que o governo estuda mudar regras no aeroporto, reduzindo slots das empresas em 30 por cento.

A Agência Nacional de Aviação (Anac) negou que esteja planejando um teto para tarifas em Congonhas. Mas isso não evitou um recuo de 4 por cento da ação da Gol, a 14,40 reais.

Na outra ponta, a ação ordinária da Oi fechou em alta de 6,97 por cento, a maior alta do índice, seguida pela elétrica Cteep, com ganhos de 4,27 por cento.

No plano internacional, a economia dos Estados Unidos se contraiu em 0,1 por cento no quarto trimestre, no primeiro declínio desde a recessão de 2007/09, com empresas reduzindo o nível de estoques e os gastos do governo caíram.

Socorro tardio à Petrobras

 
Os combustíveis ficarão mais caros a partir de hoje. Não é uma boa notícia para consumidores, mas é crucial para que a Petrobras não continue sua trajetória ladeira abaixo patrocinada pela insana gestão que lhe foi imposta pelo PT. 

 O socorro chega com atraso e não deve evitar que os maus resultados da maior empresa pública do país continuem a ocorrer.

O reajuste autorizado ontem é de 6,6% para o preço da gasolina e de 5,4% para o do óleo diesel, ambos nas refinarias. Para o consumidor final, a alta deve ser um pouco menor, em razão, por exemplo, da mistura de álcool: 
estima-se que, nas bombas, o aumento será de 4% para a gasolina e de 3% para o diesel.

Não é de hoje que o reajuste tornou-se premente. 

Usada pelo governo como instrumento de controle da inflação, a Petrobras vem sendo obrigada a importar gasolina - também se tornou uma mega-compradora de etanol nos últimos anos - e vendê-la a preços bem mais baixos no mercado interno. 

Há quase oito anos, o preço desse combustível ao consumidor não era alterado.
Só no ano passado, a defasagem entre o que paga lá fora e o que recebe aqui dentro rendeu prejuízo de R$ 25 bilhões à estatal. As perdas não irão desaparecer: mesmo com a correção dos preços a partir de hoje, a companhia deve continuar amargando rombo de R$ 1,2 bilhão por mês. 

A gasolina continuará com defasagem de 11,8% em relação aos valores internacionais e o diesel, de 12,2%, de acordo com o Valor Econômico.

O reajuste dos combustíveis terá impacto na inflação, porém modesto: 0,3 ponto percentual, segundo analistas. Mas o aumento só será possível em razão da redução das tarifas de energia e a postergação de reajustes nos transportes públicos de cidades como São Paulo. 

Ou seja, tanto num quanto noutro caso, com apoio de governos de oposição ao PT.

O aumento chega às vésperas da divulgação do resultado da Petrobras em 2012. Os números serão conhecidos na segunda-feira e devem ser bem ruins, com queda de cerca de 15% no lucro e de 2% na produção, segundo a Folha de S.Paulo.  

O governo antecipou-se para tentar evitar reações ainda mais amargas dos investidores, já desiludidos com a companhia.

A outrora maior empresa brasileira tem trilhado trajetória descendente nas garras do PT. A legenda de Lula, Dilma e José Dirceu transformou a estatal num verdadeiro feudo político, dobrando-a a frequentes investidas partidárias. Em dez anos, a Petrobras vergou sob o peso da exploração petista.

A expectativa é de que, daqui a cinco dias, a empresa anuncie a terceira queda anual de produção de seus 59 anos de história. Até agora, só Fernando Collor de Mello, em 1990, e Luiz Inácio Lula da Silva, em 2004, conseguiram a proeza. 

Com os resultados de 2012, Dilma Rousseff deve juntar-se a este nada memorável time:
até novembro, a Petrobras produziu 2,3% menos do que em 2011.
Nos últimos 12 meses, a empresa perdeu R$ 86 bilhões em valor de mercado, anulando praticamente todo o valor capitalizado em 2009, por ocasião da operação de reforço de caixa feita com vistas à exploração do pré-sal. 

Ou seja, o que lá puseram, acreditando em boas perspectivas, os acionistas perderam.

"O caminho tomado até chegar a este ponto foi pavimentado por projetos com custos subestimados, investimentos de necessidade discutível, falta de manutenção em equipamentos estratégicos - dos quais depende a produção, em queda - e uma longa e desastrosa defasagem entre o preço interno de combustíveis e o custo de importação, mantida por Brasília", analisou
O Globo ontem em editorial.

A Petrobras tem um plano de negócios de US$ 236,5 bilhões estabelecido para o período 2012-2016. Dele depende, por exemplo, a expansão da exploração das reservas brasileiras do pré-sal. Mas a má gestão e o uso da companhia como instrumento partidário têm atrapalhado os investimentos nesta nova fronteira de produção, prejudicando o futuro do país como um todo. 
 
Garrotear os preços dos combustíveis tem sido mais um dos artificialismos de que o governo petista tem tido de lançar mão para impedir que a inflação, já alta, saia do controle. Mas a incúria desta política está custando a saúde e a solvência da maior empresa pública do país. 

O socorro de agora pode ter chegado tarde: 
à Petrobras é impossível suportar os descalabros da gestão petista.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Socorro tardio à Petrobras

É DA ÍNDOLE ! SEM SURPRESAS : GAMBÁ CHEIRA GAMBÁ : Líder do (P) ARTIDO (T) ORPE afirma que apoio é de 100%



Com o aval do Planalto, o PT se mantém fielmente abraçado à candidatura de Renan Calheiros pela Presidência do Senado. 

O partido se mantém indiferente à denúncia da Procuradoria-Geral da República, à mobilização de parte dos senadores por candidatos alternativos e às declarações contrárias dos governadores e futuros presidenciáveis Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB-PE). 

Segundo o futuro líder dos petistas na Casa, Wellington Dias (PI), "o PT está 100% fechado com a decisão que o PMDB tomar, seja qual for o nome indicado". A eleição acontece nesta sexta-feira.
O PT age conforme orientações do Palácio do Planalto, que vê em Renan um candidato "fiel" aos interesses da presidente Dilma Rousseff e segue referendando o pacto PT-PMDB, que colocou o deputado Marco Maia (PT-RS) na presidência da Câmara na gestão passada, por exemplo. 

Além disso, esse pacto torna a chapa presidencial, composta pelos dois partidos, cada vez mais forte diante do enfrentamento, em 2014, com a oposição ou com eventuais dissidentes da base, como Eduardo Campos.
 
Para Dias, não há racha na legenda que justifique quebrar a tradição de eleger o parlamentar indicado pelo partido majoritário. Além disso, Dias também diz esperar uma contrapartida por seu apoio.

 "Assim como os apoiaremos, também esperamos ter respeitada a indicação do nosso candidato Jorge Viana (PT-AC) para a vice-presidência". 

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

E NA CASA DAS "NULIDADES"... 'É um mergulho no imponderável; é uma coisa negra’


Dissidente do PMDB, Jarbas diz que eleição de Renan Calheiros fará o Senado"viver momentos muito ruins" Dissidente do PMDB alinhado à oposição, Jarbas Vasconcelos (PE) defendeu ontem que Renan Calheiros (AL) desista de disputar a sucessão para a presidência da Casa. 

Para Jarbas, a candidatura do atual líder do PMDB não tem condições de ser levada adiante após a denúncia da Procuradoria-Geral da República.

Ele diz que a eleição do correligionário pode levar o Senado ao "imponderável", a "uma coisa negra". 
E sentenciou: 
"Não voto no Renan em hipótese nenhuma". 

0 que o senhor achou da proposta do senador Aécio Neves para que Renan desista de disputar a presidência do Senado? 

Acho uma boa proposta. 
A parte do PMDB mais sensata tem de trocar o Renan por uma pessoa como o senador Luiz Henrique e torná-lo candidato do partido por consenso. Queremos restaurar a candidatura do Luiz Henrique e mostrar que o Renan está denunciado pelo Ministério Público. Um candidato como Renan pode trazer momentos muito ruins para o Senado, como aconteceu no passado. 

É um mergulho no imponderável; é uma coisa negra. 

Luiz Henrique já foi consultado sobre sair candidato? 

Ainda não conseguimos falar com ele. Mas ele só sairá candidato, se for por consenso. E isso dificilmente vai ocorrer até porque os comandados pelo Sarney não aceitam isso. 

Por que nem o senhor nem Pedro Simon são candidatos? 

Nós seriamos candidatos de protesto. 
E já existem dois candidatos assim: 
os senadores Randolfe Rodrigues, do PSOL, e Pedro Taques, do PDT. 
Defendo que os dois candidatos alternativos se entendam e lancem uma candidatura única.

 0 senhor vai votar no Renan? 

Não voto no Renan em hipótese nenhuma. 
Eu acompanhei, vivi de perto todas as denúncias contra ele. Denúncias feitas no outro dia, mas que quase dois terços do Senado não viveram porque não estavam aqui. 
É demais admitir a candidatura de Renan calado. 

 O Renan imaginou que, se apresentando com o candidatado só na véspera da eleição para a presidência do Senado iria escapar das denúncias. Isso é uma bobagem.

Eugênia Lopes O Estado de S. Paulo

ENQUANTO ISSO NO brasil maravilha dos FALSÁRIOS... Aposentados fazem R$ 31 bi em dívidas




Apesar de registrar queda nos últimos meses, o crédito consignado contratado por aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com os bancos fechou 2012 com um crescimento de 11,5%. 

No período, os segurados pegaram R$ 31,6 bilhões com as instituições financeiras — mais de quatro vezes o valor obtido no primeiro ano de funcionamento desse tipo de crédito, em 2006, de R$ 7,4 bilhões. Em 2011, eles se endividaram em R$ 28,4 bilhões. Os dados foram divulgados ontem, pela Previdência Social.

Em dezembro do ano passado, no entanto, os empréstimos com desconto em folha totalizaram R$ 2,2 bilhões, queda de 3,17% em relação ao mesmo mês de 2011. Em comparação com novembro de 2012, quando os aposentados e pensionistas pegaram R$ 2,61 bilhões nos bancos, a redução foi de 14,97%. 

O recuo no financiamento de novembro para dezembro pode ser explicado, em parte, pelo recebimento do 13º salário. Com mais dinheiro no bolso, os segurados precisaram menos dos financiamentos.

Quando se fala em quantidade de contratos, a diferença é pequena de um ano para o outro. 

Foram 10.267.233 acordos em 2012 ante 10.536.119, no ano anterior — o que representa encolhimento de 2,62%. Mas, enquanto esse número diminuiu, o valor deles aumentou R$ 3,2 bilhões no período de 12 meses, o que se justifica na ampliação do poder de compra dos segurados ao longo do ano. 

Só o salário mínimo subiu 14% em 2012, percentual que foi acompanhado pelo piso previdenciário.

Por faixa salarial

Em número de operações, foram registrados no último mês do ano 613.211 contratos, 12,33% menos que o verificado no mês de novembro (699.211). Comparando com dezembro de 2011, houve diminuição de 13,81% (711.467 empréstimos).

Segundo a Previdência Social, os segurados que ganham até um salário mínimo por mês conseguiram, em dezembro, R$ 920 milhões nos bancos. Em média, cada um contratou R$ 2,6 mil de empréstimo pessoal. 

Os aposentados e pensionistas com renda de um a três salários mínimos se endividaram, no mês, em mais de R$ 733 milhões. 
O valor médio individual foi de R$ 3,9 mil.

Já na faixa de renda mais alta, acima de três salários mínimos, o financiamento médio foi de R$ 7 mil, com os segurados pegando nos bancos R$ 569 milhões.

Quase 85% dos empréstimos referem-se a parcelados entre 49 e 60 meses. 

Os segurados com idade entre 60 e 69 anos foram responsáveis por 38,97% das solicitações aprovadas.

VÂNIA CRISTINO Correio Braziliense

SEM "MARQUETINGUE" ! MENOS DE UMA SEMANA DEPOIS NO brasil maravilha dos FALSÁRIOS E GERENTONA 1,99 E SEUS CRÉDULOS : Após a queda da luz... Gasolina sobe hoje na bomba


Menos de uma semana depois de a presidente Dilma Rousseff anunciar uma queda de 18% nas tarifas residenciais de energia, a Petrobras comunicou ontem que vai reajustar em 6,6% o preço da gasolina, e em 5,4% o do óleo diesel, nas refinarias, a partir de hoje. 
Para o consumidor, segundo analistas, a gasolina deve ter alta nas bombas da ordem de 4%; e o diesel, de 3%. 
 Desde 2005, um aumento no preço da gasolina não chegava ao consumidor final. A falta de reajustes vinha prejudicando o caixa da Petrobras.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Município do Rio (Sindcomb), Manuel Fonseca da Costa, cerca de 30% dos 900 postos já terão os preços reajustados hoje. 
Segundo ele, o repasse ocorre devido ao baixo nível de estoques.

- Historicamente, a distribuidora repassa o aumento para os postos - diz Costa.


Especialistas em inflação estimam que, com o reajuste da gasolina e do diesel, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado nas metas do governo, poderá ter um acréscimo de até 0,27 ponto percentual. Mas este impacto será compensado pela queda na tarifa de energia, que deve reduzir o IPCA em 0,75 ponto percentual. Na semana passada, o Banco Central estimou que os preços da gasolina subiriam apenas 5% este ano.

Em entrevista ao GLOBO, no fim de dezembro, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, informara que a defasagem entre o preço praticado pela empresa para a gasolina e as cotações do produto no exterior era da ordem de 6%. No diesel, segundo Graça, essa defasagem seria de 4%.

Esta é a primeira vez desde setembro de 2005 que o reajuste da gasolina será repassado aos consumidores. Em 2008, 2011 e 2012, o governo usou a Cide, taxa que incide sobre o combustível, para anular o impacto nas bombas. Com isso, hoje, a Cide está zerada. Em julho de 2012, houve alta de 6% no diesel, repassada para os consumidores.

Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBI), calculou que o reajuste reforçará o caixa da estatal em torno de R$ 650 milhões mensais. Mas destacou que não será suficiente para eliminar a atual defasagem, que é da ordem de 15% na gasolina e 24% para o diesel:
- Não elimina a defasagem, mas ajuda muito. Finalmente o governo federal se sensibilizou para os problemas de caixa da empresa.

A falta de reajuste nos combustíveis vinha prejudicando os resultados da Petrobras, que chegou a registrar prejuízo no segundo trimestre do ano passado, de R$ 1,34 bilhão. As ações da estatal vinham sofrendo fortes perdas e, nos últimos 12 meses, o valor de mercado da companhia encolheu de R$ 337 bilhões, para R$ 250,9 bilhões, levando a Petrobras a perder o posto de maior empresa da América Latina.

Segundo Eduardo Velho, economista-chefe da corretora Planner, o aumento nos preços dos combustíveis vai ter um impacto de 0,23 ponto percentual no IPCA, considerando que a alta da gasolina nas bombas será de 5,5%. O impacto, diz, foi compensado pela queda nas tarifas de energia, cujo efeito será uma redução de 0,75 ponto percentual no IPCA.

Carlos Thadeu de Freitas, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e ex-diretor do BC, acrescenta que a alta nos combustíveis será compensada pela a redução das tarifas de energia e a desvalorização do dólar, que, ontem, fechou abaixo de R$ 2:
- Pouco deve mudar nas expectativas de inflação do mercado, que trabalhava com um possível reajuste de 7% no preço da gasolina.

Postos dizem que repasse será imediato

O também ex-diretor do BC José Márcio Camargo diz que a gasolina tem um impacto relevante sobre os preços. Mas acredita que haverá pouca mudança para a política de juros.

- É um impacto razoável, que faz diferença na inflação, mas o que vai determinar um aumento dos juros neste ano é o comportamento dos preços de serviços. Essa é a principal fonte de pressão - explica Camargo.

Paulo Miranda, presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), ressalta que, neste primeiro momento, o aumento anunciado pela Petrobras será um pouco menor para o consumidor final. 

Mas lembra que até o fim de fevereiro o repasse será integral na bomba.

- Isso vai ocorrer no fim do próximo mês, pois os governos estaduais vão estimar o preço médio ponderado para definir o valor do ICMS por litro. E, como esse valor vai subir, também haverá incidência maior do imposto. Por isso, esse reajuste será integal para o consumidor no fim das contas - afirma Miranda.

Ele pondera que as margens brutas dos postos hoje são muito pequenas, em torno de 9% e 10%. Por isso, completa, os revendedores não terão como segurar o aumento:

- O repasse será imediato. Um posto ou outro pode reajustar o preço da gasolina acima dos 6,6%, mas, como os preços são livres, a concorrência acaba balizando os valores.

O presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), Alísio Vaz, também diz que as distribuidoras deverão repassar integralmente o aumento para os postos, mas ainda não tem o percentual.

- Esse reajuste era já era esperado. O aumento de preços nas bombas será menor do que esse percentual nas refinarias, pois tem outros componentes no preço final, incluindo 20% de álcool - destacou Alísio Vaz.

Ramona Ordoñez, Bruno Rosa e Bruno Villas Bôas O Globo

janeiro 29, 2013

‘Os sinos de Santa Maria’

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Um grande poeta britânico, John Donne, escreveu no século 16 que nenhum homem é uma ilha. “A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano”.

As mortes de Santa Maria nos diminuem; e nos obrigam a agir para evitar novas tragédias, que nos diminuiriam ainda mais.

Punir os responsáveis, claro.

Mas sem esquecer que tirar um alvará é um procedimento que pode levar anos, e que empresário nenhum tem condições econômicas de aguardar.


E por que leva anos?

Porque há maneiras de contornar as dificuldades e comprar facilidades.
Alvará de botequim, por exemplo, sai mais rápido que o de restaurantes; por isso muitos restaurantes funcionam com alvarás de botequim.

Há materiais acústicos que retardam as chamas; mas são mais caros.
Bote-se um material parecidíssimo, porém muito mais inflamável, e parte da diferença de preço ajudará alguém a ajudá-lo. 

Superlotação? Nada que um agrado às pessoas certas não consiga transformar em coisa das mais normais.

Há um esquema (que não depende de partidos) para redistribuir a renda obtida com o desprezo à segurança.
Pode ser desmontado?
Pode:
imagine equipes (cujos integrantes se alternem, para evitar cumplicidades) que visitem um estabelecimento a inaugurar e decidam de uma vez se está tudo em ordem.

Por que não?

Porque, se houver problema, quem morre não é o dono, nem o fiscal, nem as autoridades. Somos nós, nossos irmãos, nossos filhos. 
Citando John Donne mais uma vez, não pergunte por quem os sinos dobram.

Eles dobram por nós.

Mata, esfola
A opinião pública quer cabeças ─ seria difícil esperar algo diferente. 
O delegado de Santa Maria prendeu alguns dos possíveis responsáveis pelo incêndio. Mas por que algemar o sócio da boate? 
Qual a necessidade das algemas? 

O risco foi alto: 
se houvesse tentativa de linchamento, as algemas impediriam o preso de se proteger. Aliás, diz um advogado, a prisão para interrogatório foi inadequada. 
Veja em www.conjur.com.br/2013-jan-28/justica-gaucha-bloqueia-bens-socios-boate-santa-maria.
Não briguem com este colunista: 
a opinião é do advogado.

Palavras, palavras…

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou a operação Prevenção Máxima, com 300 equipes fiscalizando boates. 
Ótimo: 
poderia começar com uma das mais requintadas casas paulistanas, a Número, que tem uma porta só, com acesso por uma passarela estreita, e já teve um bar no subsolo. 
Em frente, um estacionamento tem uma só porta, para entrada e saída, contra a lei. Ambos foram denunciados “n” vezes, sem resultado. 
 Ambos ficam em área elegante.

E o Rio? 
Também inseguro. 
O ex-deputado federal Milton Steinbruch lembra que as casas da Lapa são antigas, com janelas pequenas e só uma porta ─ lá estão as boates. 
Numa delas, aliás, é hábito soltar buscapés nos shows. 
Casas velhas, com madeira seca, espuma isolante, buscapés.

Depois, a culpa é do destino.

…e mais palavras

Frase do deputado federal (e ex-governador do Rio) Anthony Garotinho, sobre a posição de seu partido, o PR: 
“Não vamos fazer oposição, nem ser situação”.

Aliás, o PR não será oposição, nem situação, nem muito pelo contrário.

CARLOS BRICKMANN
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E O brasil maravilha DOS FARSANTES SEGUE "MUDANDO" COM A GERENTE FALSÁRIA : Projeção para inflação em 2013 segue em alta

A projeção do mercado para a inflação em 2013 subiu pela quarta semana consecutiva, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central, que apura estimativas junto a cerca de cem analistas. A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saiu de 5,65% para 5,67%. 

Há um mês, a projeção era de 5,47%. 

As apostas para a inflação em 2014 foram mantidas em 5,50%. 
A mediana do IPCA em 12 meses, contudo, teve ligeira queda, de 5,56% para 5,53%.

Na semana passada e ontem, índices de inflação ao consumidor mostraram deterioração em janeiro. A Fipe informou que o IPC registrou aceleração de 0,96% para 1,04% na passagem da segunda para a terceira quadrissemana do mês. O indicador, que mede a inflação na cidade de São Paulo, foi puxado principalmente por educação e alimentação.

De acordo com economistas consultados pelo Valor, a inflação em janeiro ficaria até 0,12 ponto percentual mais baixa devido ao desconto da energia que vigora desde a quinta-feira.

A projeção para a atividade segue caindo. 
A mediana para o PIB em 2013 caiu (pela quarta semana) de 3,19% para 3,10%, acompanhando o recuo da previsão para a expansão industrial, de 3,24% para 3,10%. 

Para 2014, a mediana do PIB foi na direção contrária, ao subir de 3,60% para 3,65%, enquanto a da produção da indústria cedeu de 3,90% para 3,70%.

Ana Conceição | De São Paulo Valor Econômico

LENIÊNCIA TEM PREÇO ! AOS "BRASILEIROS" QUE SÃO SÓ SOLIDÁRIOS NO CÂNCER : Boate Kiss e o 'lado b' do Brasil


As consequências imediatas da tragédia de Santa Maria devem se dar no terreno mesmo das providências para apurar causas e responsabilidades da catástrofe. 

Neste sentido, o poder público, em todas as instâncias cujos órgãos se relacionam com o incêndio na Boate Kiss, deve dar curso à imperiosa obrigação, moral e legal, de levar às últimas consequências o inquérito sobre o episódio.

Nele, irresponsabilidades, leniência e falta de senso se misturaram para provocar uma madrugada de horror em que mais de 230 jovens morreram, e na qual outra centena está entre o risco de falecer e carregar pelo resto da vida sequelas físicas e/ou psicológicas.

Inquéritos são uma obrigação policial, mas provê-los não é iniciativa suficiente para dar respostas a uma tragédia que ficará marcada na história do país.

Primeiro, e o mais óbvio, porque nenhuma providência, em termos de medidas legais ou administrativas, que se tome agora será capaz de reparar a dor das famílias dos jovens que tiveram a vida interrompida de forma tão estúpida e dolorosa.

Segundo, porque a gravidade da tragédia, e de todas as circunstâncias que a ela parecem ter levado, impõe que se avance muito além da formal apuração de culpas e, mesmo, da condenação dos responsáveis.

É preciso haver consciência, para além do que aconteceu na madrugada de domingo, que há no país uma rede - em que se entrelaçam inépcia administrativa, 
corrupção, 
omissão do poder público 
e conformismo do cidadão comum - responsável por enlutar o país. 
Muitas vezes, no varejo, como nos acidentes de estrada nos feriadões. 

A tragédia de Santa Maria impõe à sociedade uma séria reflexão sobre a cultura nacional da leniência, do descaso, da corrupção (em suas duas faces, a do corruptor e a do corrompido, bem como em todas as suas dimensões, desde a propina com que se compra o perdão do guarda da esquina até os grandes golpes contra o Erário).

É preciso partir do princípio de que, nessa questão, o mea culpa cabe a todos: agentes públicos, proprietários de estabelecimentos que rebarbam normas de segurança, cidadãos comuns que igualmente as desprezem (inclusive em atentado contra seus direitos).

Um ponto a ser liminarmente refutado é que teria havido uma "fatalidade" em Santa Maria. 
Não houve. 

O noticiário está cheio de evidências de que diversas causas, no terreno das responsabilidades humanas, contribuíram para o desastre. 

Crer em "destino" não ajuda o país a rever procedimentos danosos, enraizados na cultura nacional, que contribuíram para fazer da Kiss o emblema de um acontecimento que se alinha entre os mais funestos do mundo, comparável a incêndios como o que em 2004 matou quase 200 pessoas na Argentina, e o que provocou a morte de outras 300 na China, em 2000 - ambos também em boates.

Em tudo, das causas às consequências, Santa Maria é a trágica expressão do "lado b" do Brasil.

O Globo
Boate Kiss e o 'lado b' do Brasil