"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 09, 2010

SELIC- A 10,25%, JUROS/CONSUMIDOR FICAM EM 123,21%aa.

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Por InfoMoney, InfoMoney
Dando continuidade ao período de aperto monetário, o Copom (Comitê de Política Monetária) optou, no encontro encontro encerrado nesta quarta-feira (9), por um aumento de 75 pontos-base na Selic, que passa de 9,50% para 10,25% ao ano.

Assim, a taxa média anual cobrada nas operações de crédito ao consumidor fica em 123,21% (6,92% mensais), segundo dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Para as empresas, a taxa média fica, com a alta, em 55,19% ao ano (3,73% mensais).

Pouco impacto no bolso

De acordo com a Associação, a alta na Selic deve exercer pouco impacto nas taxas de juros das operações de crédito.

De acordo com o economista Miguel Ribeiro de Oliveira, com a queda nos índices de inadimplência e a maior competição do sistema financeiro, “é possível até mesmo que, com a elevação da Selic, as taxas de juros das operações de crédito não venham a ser elevadas, como algumas instituições financeiras já anunciaram".

No bolso

As tabelas abaixo mostram as taxas de juros nas várias modalidades de crédito ao consumo, assim como nas linhas de crédito para empresas.

Fonte: Anefac

OperaçãoTaxa Anterior(% a.m.)Taxa Atual(% a.m.)
Pessoa física
Comércio5,83%5,89%
Cartão de crédito10,69%10,75%
Cheque Especial7,43%7,49%
CDC Bancos2,45%2,51%
BancosEmpréstimo Pessoal4,85%4,91%
FinanceirasEmpréstimo Pessoal9,93%9,99%
Empresas
Capital de Giro3,15%3,21%
Desconto de Duplicata3,17%3,23%
Desconto de Cheque3,26%3,32%
Conta Garantida5,10%5,16%

.SELIC : 10,25%aa. 2º NO MUNDO EM TX/NOMINAL/JURO.

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Por InfoMoney, InfoMoney

O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, elevou em 0,75 ponto percentual a taxa Selic, na reunião que terminou nesta quarta-feira (9). Diante disso, o Brasil continuará a liderar o ranking mundial de juros reais.

Com a Selic elevada, o Brasil passa a deter uma taxa de juros real projetada para os próximos 12 meses de 5,2% ao ano.

Os dados foram coletados pelo analista internacional da Apregoa.com – Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, com a colaboração do gerente financeiro da Weisul Agrícola, Thiago Davino.

Juros reais e nominais

Conforme os dados, com a elevação da Selic para 10,25% ao ano, a taxa real brasileira fica à frente de países como a China (2,4% ao ano), a Indonésia (2,2% ao ano) e a Rússia (1,7% ao ano).

Outra lista elaborada, que também conta com 40 países, contém as nações com maiores taxas nominais de juros. Nela, o Brasil está na segunda posição. Na tabela abaixo, estão exemplificados os cinco primeiros e os cinco últimos colocados.

Veja:

Fonte: Uptrend

Taxas nominais
ColocaçãoPaísColocaçãoPaís
Venezuela(17,15%)36ºEstados Unidos(0,25%)
Brasil(10,25%)37ºSuécia(0,25%)
Argentina(9,65%)38ºSuíça(0,25%)
Rússia(7,75%)39ºJapão(0,1%)
África do Sul(6,50%)40ºCingapura
(0,06%
)

Muita lenha na fervura pode dar queimadura.

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Depois de amargar no ano passado a primeira recessão desde o governo Collor, a economia brasileira voltou a crescer no primeiro trimestre.

Não é ainda um ritmo efetivamente chinês: enquanto lá a expansão foi de 11,9%, cá foram 9%, ambos calculados sobre igual período de 2009.

Trata-se de um resultado a ser saudado, embora emprenhado de sinais preocupantes.

A primeira constatação a fazer é que a impressionante marca - a maior para este tipo de comparação desde 1996 - foi obtida sobre uma base de comparação deprimidíssima.

No primeiro trimestre do ano passado, auge da crise econômica, a economia brasileira recuara 2,1%. Ponderados estes dois extremos, o resultado alcançado agora ficaria mais ou menos no nível do início de 2008.

Ainda assim bom, embora não tão exuberante.

(...)

Em paralelo, o nível dos investimentos ainda continua baixo para ancorar uma economia que queira crescer em velocidade efetivamente asiática: com toda a alta deste início de ano, aquilo que o economês chama de "formação bruta de capital fixo" ou FBCF corresponde agora a 18% do PIB.

Bom? Vejamos:

No início do bombástico 2008, os investimentos estavam em 18,1%. Ou seja, apenas voltaram ao mesmo patamar de dois anos atrás e, retroagindo um pouco mais, encontram-se também no mesmo nível de 2001, ano reconhecidamente difícil para a economia mundial.

(Em todos os demais anos do governo Lula, o percentual esteve abaixo deste padrão. Nunca é demais lembrar que a promessa do PAC era elevá-lo a 25% do PIB...)

Resultado é que a economia do país roda hoje num ritmo maior do que sua estrutura produtiva comporta. Tenta ser Ferrari com carcaça de fusquinha.

O problema é que, se não há investimento suficiente, os gargalos afloram, os preços sobem, a inflação recrudesce (basta olhar os alimentos, com a terceira maior alta desde 1995 para os cinco primeiros meses do ano, conforme divulgado há pouco).

Onde se veem estes contratempos com total clareza?

Olhe ao redor e não será difícil perceber: estradas cada vez mais abarrotadas e perigosas; aeroportos em petição de miséria; transportes públicos de qualidade insuficientes ou mesmo inexistentes; dificuldade para encontrar mão-de-obra para tocar qualquer obrinha ou serviço.

Para complicar a equação, há também a insuficiência da nossa poupança. No trimestre, a sua correlação com o PIB foi a 15,8%, bem abaixo, também, do nível anterior à crise, quando oscilou em torno de 17,5%, chegando ao pico de 18,2% em 2004.

Como o Brasil, principalmente o setor público, poupa pouco (o paradigma chinês neste quesito alcança 40% do PIB), vê-se obrigado a recorrer a dinheiro de fora.

Com isso, fica dependente do humor do capital externo, nem sempre seguro.

Isso fica claro no descompasso entre o crescimento das importações e das exportações no trimestre. Enquanto as primeiras subiram 13% ante o último trimestre de 2009, as nossas vendas ao exterior expandiram-se apenas 1,7% no mesmo período.

Disso resulta uma necessidade de financiamento externo da economia (via ingresso de dólares) que deve chegar a US$ 48,5 bilhões este ano, a maior da história.

Tudo considerado, a expansão do crédito, de benefícios assistencialistas e dos gastos públicos aponta para a continuidade do ritmo de crescimento do consumo, com a geração de potenciais desequilíbrios.

Trata-se de uma bomba H de demanda, que eleva a temperatura da economia e exige do Banco Central doses mais cavalares de juros já altos - como deve sair da reunião de hoje do Copom.
O risco é derraparmos na curva do superaquecimento e tocar fogo no que pode dar muito certo.


Fonte Pauta em Ponto :

Íntegra : Muita lenha na fervura pode dar queimadura

Mahmoud Ahmadinejad :SANÇÕES = LENÇO USADO QUE VAI PARA O LIXO, BEM AO ESTILO DO EBRIOSO.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta quarta-feira (9) que as novas sanções da ONU ao país "não valem um centavo" e "devem ser jogadas no lixo".

"Essas resoluções não têm valor... É como um lenço usado que deveria ser jogado na lata de lixo", disse ele a jornalistas quando questionado sobre o assunto, minutos após a aprovação das sanções.

Ahmadinejad falou sobre o assunto durante a visita a Duchambe, capital do Tadjiquistão.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou a quarta rodada de sanções ao programa nuclear iraniano nesta quarta, por 12 votos a 2, com 1 abstenção.

A resolução passou após cinco meses de difíceis negociações. O Brasil e a Turquia, que firmaram um acordo com o Irã para enriquecimento de urânio iraniana em território turno, votaram contra. Leia a justificativa do voto brasileiro. O Líbano absteve-se.

Mais cedo, uma autoridade nuclear iraniana disse que, apesar das sanções, o país continuará enriquecendo urânio para uso nuclear.

Mais cedo, um porta-voz da chancelaria iraniana disse que o país rejeitava as medidas.

As potências ocidentais temem que o Irã use seu programa nuclear para produção de armas. Teerã nega ter essa intenção.

Do G1, com agências internacionais

A VULNERABILIDADE DAS CONTAS EXTERNAS.

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Agencia o Globo/Henrique Gomes Batista e Cássia Almeida
O forte aumento dos investimentos, a crise internacional e o longevo crescimento do consumo das famílias - mesmo que em patamar um pouco inferior - acabou por afetar as contas externas do Brasil.

Segundo o IBGE, a necessidade de financiamento da economia nacional no primeiro trimestre foi de R$25 bilhões, R$10,8 bilhões a mais que no mesmo período de 2009. Esta situação amplia a vulnerabilidade externa da economia, segundo economistas.


Segundo o IBGE, enquanto as exportações cresceram 1,7% no primeiro trimestre de 2010 em relação ao último trimestre de 2009, as importações avançaram 13,1%.
Na comparação dos primeiros três meses do ano com igual período do ano passado a situação se repete: as exportações registraram um crescimento de 14,5%, enquanto as importações deram um salto de 39,5%.


De acordo com a Convenção Corretora, o forte aumento das importações, que superou em muito o avanço das exportações, foi responsável por uma redução de 2,9 ponto percentual do PIB.
Ou seja, a contribuição externa foi negativa para a economia brasileira. Essa situação piora ainda mais a necessidade de financiamento da economia.


- De certa forma, as contas externas refletem o círculo virtuoso da economia doméstica, que se contrasta com a debilidade que outros países ainda vivem - disse Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV

NO PAÍS SEM LEI E VERGONHA, A POLÍTICA É TERRRITÓRIO DE CRÁPULAS..


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Gustavo Ribeiro/Veja -

Pivô do escândalo no Senado, ex-diretor-geral busca um mandato para voltar a reinar em Brasília

O ex-datilógrafo Agaciel Maia é um personagem-chave da crise que sacudiu o Senado no ano passado. Diretor-geral da instituição durante catorze anos, Agaciel perdeu o cargo quando se descobriu que era dono de uma mansão, avaliada em 5 milhões de reais, nunca declarada à Receita Federal. A casa, soube-se depois, era apenas um detalhe em sua biografia.
Agaciel era o principal operador da máquina que produzia contratos superfaturados e nomeava funcionários-fantasma, por meio de atos secretos, em benefício de um seleto grupo de políticos. Seu poder era tão incontrastável que, mesmo sendo um mero burocrata, era tratado como o 82° senador.

Apesar dos escândalos em que estava metido, Agaciel conservou o emprego de servidor e o salário de 23 000 reais.

Mas não ficou totalmente satisfeito. Agora, depois de um ano de recolhimento, o ex-diretor está decidido a entrar de vez no mundo da política universo que, em duas décadas de convivência com o poder, aprendeu a conhecer como poucos.

Tratando-se de Agaciel Maia, o risco de isso acabar dando certo para ele não é desprezível.
As negociações em torno do novo projeto estão adiantadas. Agaciel já decidiu que disputará um mandato pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC), sigla que elegeu o ex-deputado Clodovil Hernandes em 2006.

Só está em dúvida em relação ao cargo.


O mais provável é que dispute uma das 24 cadeiras da Câmara Distrital de Brasília, cujos parlamentares se notabilizaram por esconder propinas em lugares exóticos, como meias. O PTC estima que seu mais novo candidato possa conquistar cerca de 10 000 votos.

Seu sistema propulsor seria formado por servidores do Senado casta que Agaciel sempre privilegiou e da qual é uma espécie de ídolo.

"É a minha turma", confirma o ex-diretor.

A direção do PTC não se importa com a biografia tisnada de seu novo pupilo. "Acredito que ele pode nos trazer muitos votos. Às vezes as pessoas tomam certas atitudes por necessidade", justifica o presidente da sigla em Brasília, Divino Omar Nascimento.
Com o sinal verde do partido, Agaciel já está em campanha. Ele mandou pintar em muros da periferia o seu endereço na internet, uma maneira disfarçada de fazer campanha eleitoral antecipada.

"É só para que os servidores do Senado não percam o contato comigo", explica. Havia jeito mais fácil e barato. Bastava comparecer ao trabalho, onde raramente é visto. Apesar das dificuldades de uma campanha, sua carreira é promissora.

Com dinheiro, amigos influentes e vasta experiência política, ele tem tudo para criar sua própria dinastia.