"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

março 18, 2013

ENQUANTO A GERENTONA FALSÁRIA FICA "FAZENDU CUM U DIABU", NO brasil maravilha... Emprego na indústria tem recuo de 1,1% em janeiro - Este é o 16º resultado negativo consecutivo na comparação com janeiro de 2012.

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De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, do IBGE, em janeiro de 2013, o recuo de 1,1% frente a janeiro de 2012 foi reflexo das demissões em dez dos 14 locais pesquisados. 

O principal impacto negativo ocorreu na região Nordeste (-4,8%), onde 14 dos 18 setores investigados demitiram mais do que contrataram.

Os maiores impactos ocorreram nas indústrias de alimentos e bebidas (-7,0%), calçados e couro (-5,7%), 
refino de petróleo e produção de álcool (-14,0%),
 vestuário (-4,3%), 
indústrias extrativas (-9,9%) 
e têxtil (-4,8%). 

As indústrias de São Paulo (-1,0%), 
Rio Grande do Sul (-3,1%), 
Pernambuco (-9,0%) 
e Bahia (-4,2%) registraram taxas negativas no nível de ocupação.

A pesquisa do IBGE mostra que o valor da folha de pagamento real caiu 5% em janeiro deste ano, na comparação com dezembro de 2012. Foi a segunda taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, acumulando, segundo o instituto, perda de 6,9%. 

Agência Brasil

Reforma eleitoral


O mais notável na mais recente mudança ministerial do governo Dilma talvez tenha sido a data em que os novos ministros assumiram seus cargos. Em Brasília, sábados não costumam combinar com cerimônias oficiais. Afora esta esquisitice, nada vai mudar na Agricultura, no Trabalho ou na Aviação Civil. 
O que já era ruim não tem risco de melhorar.

Não se consegue identificar nenhum critério de mérito que justifique os nomes escolhidos pela presidente da República para cuidar da área que rende o maior volume de divisas para o comércio exterior do país, para a pasta que deveria zelar pela manutenção dos empregos dos brasileiros ou para o órgão que deveria impedir que um apagão nos aeroportos leve o país a dar vexame na Copa do Mundo.

Mas, obviamente, é fácil ver que dar um ministério mais parrudo ao PMDB, voltar a abrigar a ala mais poderosa do PDT no governo e incluir mais um mineiro na Esplanada tem tudo a ver com as aspirações eleitoreiras de Dilma Rousseff. O único objetivo é distribuir nacos de poder, garantir apoios e tempo de TV na disputa do ano que vem. 
Governar bem é o que menos importa.

"Nessa perspectiva é que se enquadram as mudanças que equivocadamente são chamadas de reforma. Não mudam coisa alguma, não visam à melhoria de desempenho, não atendem a um projeto delineado de país e a maioria das pastas não tem importância", comentou Dora Kramer n'O Estado de S.Paulo de ontem.

Pergunte-se, por exemplo, o que esperar de Antônio Andrade. Sua pasta tem a função de administrar a colheita da maior safra de grãos da história, mas mostra-se incapaz de garantir a armazenagem dos estoques e não tem a mais vaga noção do que fazer para enfrentar o apagão logístico que toma conta do país.

O que será que Manoel Dias tem em mente para fazer com que o país passe a gerar oportunidades de trabalho melhor remuneradas e não só empregos que pagam menos de dois salários-mínimos? 
Teria o preposto de Carlos Lupi alguma proposta para evitar que o FAT continue a ser sangrado para financiar empresas escolhidas pelos donos do poder?

E Moreira Franco: 
terá desenvolvido na sua antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos planos tão mirabolantes para ajudar o país que agora o credenciam a ser escalado para dar um jeito nos aeroportos que não funcionam? Será que sua missão será inventar um novo jeito de privatizar sem dizer que está privatizando e depois rasgar o modelo para nunca mais usar porque só atraiu operador de quinta categoria?

Todas estas perguntas podem parecer meras provocações, mas se justificam num governo que atingiu o assombroso número de 39 ministérios, uma "burrice", uma "loucura", uma "irresponsabilidade"que já foi longe demais, como disse Jorge Gerdau à Folha de S.Paulo na sexta-feira.

Para manter esta mastodôntica estrutura, incluindo a da Presidência, só neste ano serão gastos R$ 212 bilhões apenas em salários e outras despesas de custeio, como viagens, alimentação e material de escritório, de acordo com a edição da revista Veja da semana passada.

Não há a menor sombra de dúvida que o governo petista age, única e exclusivamente, para perpetuar-se no poder. Uma máquina de 39 cabeças que engole duas centenas de bilhões de reais todos os anos para existir não se presta a servir melhor à população. 
Presta-se a produzir votos, apoios partidários e a manter o domínio de um grupo político sobre o país. 
Custe o que custar.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
 Reforma eleitoral

E NO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E GERENTONA FALSÁRIA : A FÁBULA DA "ROUPA NOVA DO IMPERADOR" OU " OS NÚMEROS SÃO COMO BAIONETAS.PODE-SE FAZER TUDO COM ELES, MENOS SENTAR EM CIMA."


Na fábula de Hans Christian Andersen apenas as pessoas inteligentes poderiam ver o tecido especial (que não existia) com o qual se faria a "roupa nova do imperador". Mas sem ser avisada, uma criança notou que o imperador estava sem roupa.

Desde a sua criação em 1990, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) tem feito o papel da criança na fábula ao chamar a atenção das sociedades para como elas estão "vestindo-se" com as peças básicas do desenvolvimento humano.

Com a notícia oficial de que o Brasil continua estável no ranking do IDH, parece que o imperador continua vestido, mas uma olhada mais detalhada nos números trazidos pelo IDH e sua nova metodologia sugere pelo menos a existência de três conjuntos de razões para preocupar-nos com a roupa do imperador, mesmo correndo o risco de parecermos pouco inteligentes para a corte.

O primeiro conjunto de razões é sobre a tendência agregada do ranking do Brasil no longo-prazo.


Quando comparamos a evolução do IDH desde a sua criação notamos que o Brasil já esteve muito melhor posicionado no ranking, por exemplo 51º em 1990, 58º em 1996 e 63º em 2005.

De fato, desde esse último ano, o ranking do Brasil no IDH vem caindo, atingindo o seu ranking mais baixo de toda a história justamente em 2012. Pode-se contra-argumentar que em outros anos não foram incluídos 187 países como em 2012 e 2011 (a média histórica é de 175 países), mas o fato é que a maior parte das inclusões ao longo do tempo foram abaixo do Brasil.

Enquanto o país não investir pesadamente em saúde e educação, não haverá evolução relativa no ranking. Nos últimos 10 anos, o Peru ultrapassou o Brasil no ranking e em 2012 o Brasil ultrapassou o Equador.

Outros países, aparte das quedas da Argentina e Costa Rica, se mantiveram estáveis no ranking, o que não é uma boa notícia para o Brasil:
a desaceleração do crescimento do IDH do país é mais significativa do que a de outros países latino-americanos e não se vislumbra possibilidades do Brasil alcançar o IDH de países como Chile,
Argentina,
Uruguai,
Cuba,
Panamá,
México,
Costa Rica e mesmo Venezuela no médio prazo.

Argumentos do tipo "a taxa de crescimento do IDH brasileiro de 1990 a 2012 foi de 24%, maior que a do Chile, Argentina e México" infelizmente ignoram que se considerados outros períodos, por exemplo nos últimos 5 anos, a taxa de crescimento do IDH da Argentina e de outros 7 países latino-americanos é superior a do Brasil.

O problema não é que o Brasil não tenha melhorado no longo-prazo, o problema é a desaceleração recente do crescimento do IDH brasileiro, principalmente levando-se em consideração que países como o Brasil na 85º posição deveriam crescer mais do que países como Chile (40º) e Argentina (45º) pela simples razão que têm mais espaço para crescer dentro da escala zero a um do IDH.

O segundo conjunto de razões é sobre as deficiências estruturais que seguem no país, principalmente nas áreas da saúde e da educação. Dentro de um conjunto de 12 países latino-americanos que estão no mesmo grupo de desenvolvimento do Brasil, mais Chile e Argentina, pode-se notar que o Brasil é o país que tem a taxa de expectativa de vida mais baixa de todos.

Enquanto vivemos em média 74 anos, pessoas que vivem no Chile vivem 79,3 anos, na Argentina 76,1 anos, no Uruguai 77,2 anos, etc.

O Brasil é um dos países latino-americanos onde a distribuição da expectativa de vida é mais desigual, com perdas de 14,4% no IDH-saúde.

Também é o país com o pior índice de satisfação com a saúde, com apenas 44% de aprovação. Na educação, temos a maior taxa de abandono do primário (24,3%) e uma das menores taxas de matrícula no terciário (36,1%) dentre os países latino-americanos no mesmo grupo de desenvolvimento.

O dados do IDH revelam que enquanto o país não investir pesadamente em saúde e educação, não deve haver evolução relativa no ranking do IDH.
Associado ao primeiro conjunto de razões, não deve haver convergência também em relação aos países latino-americanos melhor posicionados no ranking.

O terceiro conjunto de razões é metodológico.
Atualmente há muita dificuldade para se entender e interpretar o índice.
Existem dois problemas principais que explicam essa dificuldade:
o IDH passou a ser calculado em 2010 a partir de "postos variáveis", isto é, com base nos valores máximos e mínimos observáveis anualmente para todos países.

Com isso, o valor absoluto per se do IDH deixou de ter valor.
É preciso agora um recálculo do índice para que ele possa ser comparado ano a ano. E aí vem o segundo problema.

Quando esse recálculo é feito, grande parte da variação do IDH que poderia ser observada esse ano (já que não foi registrada no ano anterior), fica computada no ano contra-factual, ou seja, no ano ajustado, que de fato nunca existiu e nem vai existir. O recálculo do valor absoluto do índice em si não é o problema, mas o do ranking sim.

Com isso passa desapercebida a queda do Brasil no ranking do IDH no longo prazo. Por que não dizemos que caímos uma posição no ranking em 2012 e caímos 11 posições em 2011? (parcialmente pela entrada de 7 novos países a frente do Brasil?) Fica o medo talvez de dizermos que o imperador está sem roupa.

Seria injusto qualificar os programas sociais brasileiros de uma "linda roupa" feita com o tecido especial do alfaiate de Christian Andersen. Há muita coisa boa feita no país e elogios são devidos às várias políticas públicas nacionais, principalmente as que se preocupam com as pessoas mais pobres.

A questão não parece ser "o quê", mas o "como" dessas políticas, porque vistas sob a ótica do IDH elas têm produzido o impacto do imperador sem roupa. Possivelmente os programas sociais focam demais na renda como critério de seleção e avaliação de impacto dos mesmos.

Moral da história:
olhe, olhe de novo, olhe de novo, de novo, precisamos da coragem das crianças e do que é dito pelo IDH para que enfrentar o óbvio e para que todos tenhamos um futuro melhor no nosso país.


O IDH e o conto do imperador sem roupa

Flavio Comim Valor Econômico
Flavio Comim é professor de economia da UFRGS e da Universidade de Cambridge.

brasil maravilha da GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) : Inflação semanal sobe para 0,63% na segunda prévia de março

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Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,63% na segunda prévia de março. Essa variação é 0,11 ponto percentual maior do que a anterior (0,52%).

Dois dos oito grupos pesquisados apresentaram acréscimos:
habitação (de -0,58% para 0,04%),
com influência da tarifa de eletricidade residencial (-9,95% para -4,99%),
e vestuário (de -0,06% para 0,51%),
com os preços mais elevados da nova coleção outono/inverno cujas peças de roupas estão 0,58% mais caras ante um recuo de 0,18%.

O grupo alimentação teve alta de 1,39%, a mesma elevação da primeira prévia do mês. Essa estabilidade foi motivada pelos movimentos opostos nos preços dos produtos. Enquanto as frutas ficaram 2,2% mais caras ante uma oscilação de 0,04%, os preços das carnes bovinas caíram 1,44% ante uma diminuição de 1,1%.

Nos demais grupos, os índices indicaram elevações, porém com menos intensidade em relação à pesquisa anterior:
transportes (de 1,02% para 0,78%),
com destaque para a gasolina (de 3,89% para 2,88%);
educação, leitura e recreação (de 0,48% para 0,31%),
como reflexo da passagem aérea (de -1,51% para -3,83%);
saúde e cuidados pessoais (de 0,58% para 0,53%),
influenciada pelos artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,89% para 0,62%); comunicação (de 0,5% para 0,4%),
sob o efeito da tarifa de telefone residencial (de 1,25% para 0,95%)
e despesas diversas (de 0,39% para 0,26%),
com acomodação de preços dos cigarros (de 0,2% para 0,07%).

Os itens que mais contribuíram para que a inflação ganhasse força foram: gasolina (de 3,89% para 2,88%); refeições em bares e restaurantes (de 1,25% para 0,93%); tomate (de 9,97% para 9,31%); empregada doméstica mensalista (de 1,56% para 1,35%) e aluguel residencial (de 0,65% para 0,68%).
Agência Brasil