"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 27, 2010

DATAFOLHA DE A/Z


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O voto e a escolaridade

FUNDAMENTAL
Serra - 31%
Dilma - 26%
Ciro - 12%
Marina - 7%
MÉDIO
Serra - 33%
Dilma - 30%
Ciro - 13%
Marina - 9%
SUPERIOR
Serra - 36%
Dilma - 29%
Marina - 13%
Ciro - 10%
O voto e a renda: na faixa até 2 mínimos, há empate; nas demais, Serra lidera

Até 2 mínimos
Serra - 30%
Dilma - 29%
Ciro - 12%
Marina - 8%
De 2 a 5 mínimos
Serra - 34%
Dilma - 29%
Ciro - 14%
Marina - 8%
De 5 a 10 mínimos
Serra - 36%
Dilma - 27%
Ciro - 13%
Marina - 11%
Mais de 10 mínimos
Serra - 44%
Dilma - 25%
Ciro - 12%
Marina - 9%
Maior vantagem de Serra está entre eleitores de 16 a 24 anos; Dilma tem pequena vantagem entre os de 45 a 59

De 16 a 24 anos
Serra -38%
Dilma - 28%
Ciro -10%
Marina -8%

De 25 a 34 anos
Serra - 33%
Dilma - 29%
Ciro - 15%
Marina - 8%

De 35 a 44 anos
Serra - 32%

Dilma - 29%
Ciro - 12%
Marina - 9%
De 45 a 59 anos
Dilma - 29%
Serra - 26%
Ciro - 14%
Marina -10%

60 ou mais
Serra - 31%
Dilma - 24%
Ciro - 12%
Marina - 6%


Dilma só lidera no Nordeste, mas cresce em todas as regiões
A distribuição de votos por região. Os números entre parênteses são referentes a dezembro.

SUDESTE
Serra - 38% (41%)
Dilma - 24% (19%)
Ciro - 12% (12%)
Marina - 9% (9%)

SUL
Serra - 38% (39%)
Dilma - 24% (19%)
Ciro - 9% (12%)
Marina - 6% (7%)

NORTE/CENTRO-OESTE
Serra - 32% (38%)
Dilma - 29% (24%)

Marina - 13% (9%)
Ciro - 11% (13%)

NORDESTE
Dilma - 36% (31%)
Serra - 22% (28%)
Ciro - 15% (14%)
Marina - 6% (7%)
Serra lidera entre mulheres; entre os homens, empate

MULHERES
Serra - 33%
Dilma - 24%
Ciro - 12%
Marina - 9%
HOMENS
Serra e Dilma - 32%
Ciro - 13%
Marina - 8%
Em quem os eleitores não votariam?
Os números entre parênteses são de dezembro.
Reparem que praticamente todos ficam embolados na casa dos 20%

Serra - 25% (19%)
Dilma - 23% (21%)
Ciro - 21% (18%)
Aécio - 20% (17%)
Marina - 19% (17%)
Não sabe - 16% (19%)
Não rejeita nenhum - 10% (12%)
Rejeita todos - 4% (3%)


DILMA, AGORA, JÁ É MUITO CONHECIDA TAMBÉM


Os eleitores conhecem o candidato?

Serra - 96%
Ciro - 92%
Dilma - 86%
Aécio - 78%
Marina - 56%


E SE O CANDIDATO TUCANO FOR AÉCIO?
Os resultados são estes (números entre parênteses são referentes a dezembro):

COM AÉCIO E CIRO

Dilma - 30% (26%)
Ciro - 21% (21%)
Aécio - 13% (16%)
Marina - 11% (11%)

COM AÉCIO, SEM CIRO
Dilma - 34% (31%)
Aécio - 18% (18%)
Marina - 15% (16%)


E SE CIRO GOMES NÃO FOR CANDIDATO?
O resultado é este (os números entre parênteses são da pesquisa de dezembro):
Serra - 38% (40%)
Dilma - 31% (26%)
Marina - 10% (11%)


Dilma mais perto de Serra: 28% a 32%

Primeiro turno
Serra - 32% (37%)
Dilma - 28% (23%)
Ciro - 12% (13%)
Marina - 8% (8%)

Segundo turno
Serra - 45% (49%)%
Dilma - 41% (34%)

1ER EPISODIO DE ISLA PRESIDENCIALS/PRA RELAXAR!

CANDIDATOS/2010 - NA INTERNET

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O sucesso da campanha de Barack Obama na internet em 2008 nos EUA criou uma comoção entre políticos para ampliar sua presença nas redes sociais como Twitter, Facebook, Orkut e afins.

Em ano de eleição, essa moda está ainda mais popular.

Candidatos e partidos montam não apenas seus sites institucionais, mas criam outras plataformas para fazer propaganda de si próprios ou, principalmente, atacar os adversários.

Uma das vantagens para os políticos e partidos ao usar as redes sociais e os fóruns de debates online é que eles podem veicular ataques anonimamente, atingindo o alvo sem necessariamente receber os efeitos negativos, o efeito bumerangue das críticas.

Por isso é interessante acompanhar a presença dos presidenciáveis nas redes sociais. Tome-se o caso do Twitter, o microblog que virou febre nos EUA e no Brasil.

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Na semana passada, Dilma Rousseff (PT) teve o maior volume de citações no sábado e no domingo, por conta do congresso do PT que lançou sua candidatura.

No meio da semana, Ciro Gomes (PSB) ganhou espaço e ultrapassou os rivais graças à entrevista em que cutucou José Serra (PSDB) e que provocou notícias sobre sua eventual candidatura a governador de São Paulo.

Até que na sexta-feira, Marina Silva (PV) passou à ponta pela repercussão da série de entrevistas que deu na RedeTV!, na rádio CBN e no Programa do Ratinho.

Ela é uma usuária recente: @silva_marina, com 5,7 mil seguidores apenas 166 posts.

Dos quatro presidenciáveis, o usuário mais frequente é Serra (@joseserra_): já postou 1.573 vezes.

O candidato tem cerca de 170 mil seguidores e costuma publicar notas sobre temas variados ao longo do dia e, principalmente, durante a madrugada.

FIM DO MST E BOLSA FAMÍLIA ?

A poucas semanas do aniversário de 25 anos do fim da ditadura militar que governou o Brasil por duas décadas, o ex-soldado e hoje advogado Mário de Oliveira Filho prepara-se para lançar o programa de governo de sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Partido Trabalhista do Brasil, o PTdoB.

O documento de 89 páginas é uma compilação de propostas e conceitos ideológicos polêmicos que, antes mesmo de ser divulgado oficialmente, tem aglutinado em torno do pré-candidato simpatizantes do golpe de 1º de abril de 1964, militares da ativa e da reserva, policiais que tiveram participação direta nos órgãos de repressão e empresários que admiram a história e a capacidade intelectual de Oliveira, um filho de ferroviário que atingiu o auge de sua carreira como executivo da área internacional da Construtora Norberto Odebrecht.

Oliveira tem cativado a atenção desse grupo heterogêneo por defender posições marcadamente conservadoras.

Entre suas principais propostas está a implantação imediata da pena de morte, da prisão perpétua, o fim do ensino público gratuito, a extinção das cotas para negros e índios nas universidades federais e a manutenção da jornada de trabalho de 44 horas.

“Vivemos uma situação de guerra.
Essa alternativa é para acabar já com a violência que tomou conta do País”, diz Oliveira. “Governarei sob o império da lei.”

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O pré-candidato do PTdoB também é contra o principal programa de distribuição de renda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Bolsa Família.

Para ele, é um erro grave do governo conceder benefícios financeiros a pessoas que não trabalham.
“Vou colocar esse pessoal para trabalhar em frentes de reflorestamento que pretendo abrir no Nordeste.”

Em seu governo a reforma agrária seria extinta e o MST seria tratado como uma quadrilha.

“Não há necessidade de reforma agrária no Brasil e o MST é composto por bandidos”, afirma ele, pausadamente, em um tom de voz sereno.

As propostas de Oliveira têm encontrado eco junto a uma parcela da população brasileira que não se vê mais representada pela crescente polarização partidária do cenário político brasileiro.

Saiba tudo : Direita, volver

O MAIOR LOBISTA DO BRASIL, OU SERIA, SALAFRÁRIO!

Eliaria Andrade/Ag. O Globo

DO OUTRO LADO DO BALCÃO
Dirceu abandonou a militância e só pensa em sua "consultoria"

De tempos em tempos, o governo Lula se vê obrigado a explicar ne-gócios obscuros, lobbies bilionários, maletas de dinheiro voadoras e beneficiamento a grupos privados. Já é uma espécie de tradição petista. E o que une todos esses casos explosivos?

José Dirceu, o ex-militante de esquerda e ex-ministro-chefe da Casa Civil que se transformou no maior lobista da República. Onde quer que brote um caso suspeito incluindo gente do PT e dinheiro alto, cedo ou tarde o nome de Dirceu aparecerá.

Ele tem se esgueirado nas sombras, como intermediador de negócios entre a iniciativa privada e o governo desde 2005, quando foi expurgado do cargo de ministro por causa do escândalo do mensalão. Sem emprego, argumentou que precisava ganhar a vida e se reinventou como "consultor", o eterno eufemismo para "lobista".

Passou a oferecer, então, duas mercadorias: informação (dos tempos de Casa Civil, guarda os planos do governo para os mais diversos setores da economia) e influência (como o próprio Dirceu adora dizer, quando ele dá um telefonema para o governo, "é O telefonema"). Em ambos os casos, cobra bem caro por seus serviços.

Na semana passada, um dos serviços do "consultor" José Dirceu causou um terremoto em Brasília.

Os jornalistas Marcio Aith e Julio Wiziack revelaram que ele está metido até a raiz dos cabelos implantados em uma operação bilionária para criar a maior operadora de internet em banda larga do país.

O negócio está sendo coordenado pelo governo desde 2003 e vai custar uma montanha de dinheiro público – fala-se em até 15 bilhões de reais.

Deverá fazer a alegria de um grupo de investidores privados que, ao que tudo indica, tiveram acesso a informações privilegiadas e esperam aproveitar as ações do governo para embolsar uma fortuna. O Plano Nacional de Banda Larga – nome oficial do projeto sob suspeita – começou a ser gestado no início do governo Lula, quando Dirceu ainda era ministro.

A ideia era criar uma estatal para oferecer internet em alta velocidade a preços subsidiados em todo o país – uma espécie de "Bolsa Família da web".

Dirceu passou a defender a ideia de que a nova empresa fosse erguida a partir de outras duas, já existentes, mas que estavam em frangalhos:

a Telebrás, que depois da privatização do sistema de telefonia, em 1998, ficou sem função, e a Eletronet, dona de uma rede de fibra óptica que cobre dezoito estados.

A Eletronet era uma parceria da Eletrobrás e da americana AES, mas, por ser deficitária, estava em processo de falência. O projeto de Dirceu era capitalizar as duas companhias e fazer com que a Telebrás oferecesse internet em alta velocidade usando a rede da Eletronet.

O presidente Lula aprovou a proposta – afinal, não é todo dia que se antevê uma estatal inteira, pronta para ser aparelhada. Apesar de o projeto ter sido desenhado em 2003, só começou a se tornar público em 2007.

E este foi o pulo do gato: quem ficou sabendo dos planos oficiais com antecedência teve a chance de investir nas ações das duas empresas e, agora, poderá ganhar um bom dinheiro com o desenlace do plano.

O maior beneficiário em potencial atende pelo nome de Nelson dos Santos – lobista, como Dirceu, mas de menor calibre. Em 2004, Santos (ainda não se sabe por qual canal) tomou conhecimento da intenção do governo de usar a Eletronet para viabilizar o sistema de banda larga.

A maior parte do capital da Eletronet (51%) estava nas mãos da AES. Santos conhecia bem a companhia: em 2003, havia feito lobby para renegociar uma dívida de 1,3 bilhão de dólares da AES com o BNDES, e teve sucesso.

Quando descobriu que a falida Eletronet poderia virar ouro, convenceu a direção da AES a lhe repassar suas ações na empresa pelo valor simbólico de 1 real. A AES topou. Achou que estava se livrando de um problemão, pois a Eletronet acumulava dívidas de 800 milhões de reais.

Na reta final do negócio, Santos foi surpreendido por três outros grupos que também se interessaram pela compra – o GP Investimentos, a Cemig e a Companhia Docas, do empresário Nelson Tanure –, mas o lobista venceu a disputa.

Por orientação dele, as ações da AES na Eletronet foram transferidas à Contem Canada. VEJA descobriu que a Contem de Canadá só tem o nome.

Ela é uma offshore controlada por brasileiros que investem no setor de energia. Como está fora do país, ninguém sabe ao certo quem são seus cotistas.

Posteriormente, metade dessas ações foi repassada à Star Overseas, outra offshore, das Ilhas Virgens Britânicas, pertencente a Santos. Offshore é a praia de Dirceu.

Com essa negociação amarrada, Santos e seus companheiros da Contem passaram a viver, então, a expectativa de que parte do dinheiro público a ser investido na Eletronet siga diretamente para seus bolsos.

Para se certificar de que as iniciativas oficiais confluiriam para seus interesses, contrataram os serviços de quem mais entendia desse tipo de operação no país: José Dirceu, o "consultor".

Entre 2007 e 2009, Santos lhe pagou 20 000 reais por mês, totalizando 620 000 reais. O contrato entre os dois registra o seguinte objeto: "assessoramento para assuntos latino-americanos".

Se tudo corresse como o planejado, a falência da Eletronet seria suspensa e a empresa, incorporada pela Telebrás. Santos e os outros cotistas da Contem seriam, assim, ressarcidos.

O lobista calculava sair do negócio com 200 milhões de reais. O que Dirceu fez exatamente por seu cliente é um mistério. O que se sabe é que em 2009 o governo tentou depositar 270 milhões de reais em juízo para levantar a falência da Eletronet e passar a operar sua rede.

O caso embolou porque os credores da empresa alegaram que, se algum dinheiro pingasse, deveria ser deles, que forneceram os materiais usados na rede de fibras ópticas, e não do grupo do lobista. O imbróglio segue na Justiça.

Joe Pugliese/Corbis Outline/Latinstock

OMAIS RICO

O mexicano Carlos Slim pagou
pela consultoria do ex-ministro

Paralelamente, houve quem ganhasse na outra ponta do negócio, a da Telebrás – que está cotada para operar o sistema de banda larga e, portanto, também pode vir a valer muito dinheiro.

Antes de o PT chegar ao poder, o lote de 1 000 ações valia menos de 1 centavo de real. No decorrer do primeiro mandato de Lula, o preço subiu para 9 centavos por lote.

No segundo mandato, veio o grande salto. Figuras de proa do governo começaram a fazer circular, de forma extraoficial, informações sobre o resgate da Telebrás. As ações dispararam com a especulação.

Sua valorização já chega a 30 000%, sem que nenhuma mudança concreta tenha sido realizada. Tudo na base do boato. O caso é tão estranho que levantou a suspeita da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão responsável por manter a lisura no mercado de ações.

A CVM quer saber quem se beneficiou desse aumento estratosférico e, principalmente, se esses investidores tiveram acesso a informações privilegiadas saídas de dentro do Palácio do Planalto. A explosiva criação da estatal de banda larga é só mais um dos muitos negócios em que Dirceu está metido.


Desde que foi defenestrado do governo, o ex-militante de esquerda foi contratado por alguns dos empresários mais ricos do planeta para "prestar consultoria".

O magnata russo Boris Berezovsky, proibido pela Justiça de seu país de voltar para casa, contratou Dirceu para tentar receber asilo político no Brasil e facilitar suas operações financeiras por aqui.

O terceiro homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim, dono da Claro e da Embratel, pagou a Dirceu para que ele defendesse seus interesses junto aos órgãos reguladores da telefonia brasileira.


No Brasil, sua lista de "clientes" inclui a empreiteira OAS, a Telemar (que o contratou quando precisava convencer o governo a mudar a legislação brasileira para viabilizar sua fusão com a Brasil Telecom), a AmBev, e muitos outros pesos-pesados. A atuação tão animada de Dirceu vem causando arrepios no governo.

"Fazer lobby e aproveitar contatos no exterior para ganhar dinheiro, tudo bem.

as fazer tráfico de influência com informação privilegiada do governo é um risco enorme", avalia um dirigente petista.
As "consultorias" de Dirceu podem se tornar uma bomba para o PT durante as eleições deste ano.

Fotos O Globo e Mario Souza e Bertrand Langlois

LISTA EXTENSA
Daniel Birmann, rei do biodiesel de mamona, e o russo Boris Berezovsky também
são clientes do petista

VIA VEJA