"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 13, 2013

LEGIFERÂNCIA

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O governo do PT e seus aliados estão aplicando a argamassa que engessará toda a nação. Uma nação engessada é uma nação submissa ao totalitarismo. Só não enxerga quem não quer ou quem está engajado na ideologia. 
Está sendo implantada uma ditadura civil totalitária sob os aplausos de uma nação míope e alienada que não percebe que ela própria está construindo a sua prisão sem grades. 
Tudo está sendo controlado de uma forma ou de outra, tal como o Big Brother, não o da TV Pravda, Ops! Globo, mas o de Orwell.

Veja, como exemplo, a figura acima: 
é possivel conhecer mais de 200 mil artigos, mais de 400 mil parágrafos, mais de 1,3 milhões de incisos? 
É possivel viver sob quase 5 milhões de normas que regem a vida dos cidadãos brasileiros? 
Considerando que a ninguém é dado o direito alegar o desconhecimento da lei, então é impossível não ser enquadrado pelo fisco ou pelas normas em algum ato ilícito, mesmo que involuntário.

Você já parou para pensar o que isso significa?

Se levar mais que 5 segundos para perceber o que está implícito, então está na hora de rever conceitos e certificar-se em que mundo está vivendo.

Você não acha que está na hora de dar um basta nisso?

Não estou falando somente da legislação tributária, embora a tenha usado como exemplo. Estou falando da quantidade de leis existentes no país, do exército de legisladores nas três esferas governamentais e na compulsão dessa gente em produzir leis. 
Transcrito de : 

BRASIL DECENTE : PRECISA-SE DE OPOSICIONISTA

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...Voltemos mais uma vez aos nomes. 
São os de sempre - os que sobreviveram ao tempo que se passou desde a fundação do PSDB. Só que um partido não vive eternamente da inércia, das vitórias de outras épocas. 
A militância foi esquecida. 
Franco Montoro, Sérgio Motta, Mário Covas deixaram espaços... 

Tenho 30 anos, sou filiado ao PSDB desde 1998. 
Já naquele ano aconteceram duas campanhas memoráveis e antagônicas (preste atenção no nome dos candidatos tucanos. Retornaremos a eles daqui a pouco). 

Eleger Fernando Henrique, depois de quatro anos de uma estabilidade desconhecida à época, foi fácil, primeiro turno com 53% dos votos. 

Em São Paulo a história foi outra: 
o governador Mário Covas, ao final do primeiro mandato, começou a campanha em quarto lugar nas pesquisas. 
Dois dias antes da eleição estava em terceiro, dois pontos atrás de Francisco Rossi. Maluf liderava. No segundo turno, Covas foi reeleito com 55% dos votos.

Logo no início do segundo mandato perdemos Sergio Motta e Franco Montoro. Nas eleições municipais de 2000, o então vice-governador Geraldo Alckmin ficou em terceiro lugar com 17% dos votos. Em 2001, Alckmin assumiu o governo de São Paulo após a morte de Covas.

Voltemos aos nomes: 
Fernando Henrique, 
Covas, 
Alckmin (Serra já tinha sido candidato a prefeito em 88, sendo derrotado pela então petista Luiza Erundina). 

Veja os nomes de hoje: 
Fernando Henrique, 
Alckmin, 
Serra. 

Dos nomes de mais de 20 anos atrás, só não está quem já morreu.

Em 2002, na primeira eleição federal e estadual sem Covas, Montoro e Sérgio Motta, com FHC já não tão bem avaliado, nosso candidato virou candidato "dele mesmo". Serra teve 38% dos votos no segundo turno, derrota de todos nós. 

Alckmin se reelegeu em São Paulo com 58% dos votos, batendo José Genoino no segundo turno.

Fomos para a oposição ao governo federal. 
A economia crescia pouco, atingida pela crise mundial. 
Nas eleições municipais de 2004, Serra ganhou com 54% dos votos. 
A economia dava aos tucanos condições de ser oposição. 
Em 2005 explodiu o escândalo do Mensalão. 

A estratégia do PSDB, de omitir-se, de não confrontar a crise do adversário "em nome da República", até poderia ter dado certo. Mas a economia cresceu 5,7% em 2005 e 3,2% em 2006 e sufocou as possibilidades de êxito daquela estratégia. 

Perguntas: 
quem era o líder da oposição? 
Quais os nomes do PSDB que o público poderia identificar com a oposição ao Governo?

Chega 2006, Serra e Alckmin lutam pela indicação para disputar a presidência. 

Em um jantar no Massimo, um dos restaurantes mais luxuosos de São Paulo, com Fernando Henrique, 
Tasso Jereissati, 
Aécio Neves, 
Serra e a imprensa, 
fica definido que o candidato à presidência seria Alckmin. 

Serra sai candidato a governador e se elege no primeiro turno com 57% dos votos. Algum nome novo no jantar? 

Não: 
tanto Tasso quanto Aécio são fundadores do PSDB e amigos-inimigos de Alckmin, Serra e tucanos paulistas em geral. Aécio está disposto a apoiar o candidato indicado pelo partido, desde que seja ele. Não sendo ele, está disposto a lutar com fervor, durante a campanha, para manter os braços cruzados.

Alckmin perde a eleição presidencial no segundo turno com 39% dos votos. 
No segundo ciclo como oposição, a economia cresceu 3,2% em 2006, 
4% em 2007, 
6,1% em 2008 e 5,2% em 2009. 

A economia já não favorecia os oposicionistas e o eleitorado não ligou para o Mensalão.

Nas eleições municipais de 2008, Alckmin ficou em terceiro lugar. O esquema tucano se manteve no poder com Gilberto Kassab, um aliado que logo mudaria completamente de lado e está a pique de ganhar um Ministério de Dilma.

Em 2010, após perder duas eleições seguidas, Alckmin deixa o caminho livre para Serra se candidatar à presidência (atropelando Aécio, que também queria disputar, e levando-o a cruzar os braços mais uma vez). 

Alckmin ganha o Governo paulista no primeiro turno. Serra perde para Dilma no segundo turno - a segunda derrota em eleição presidencial.
Vem a eleição para prefeito de São Paulo - e quem é o candidato? 
Serra, de novo. 

É como se o PSDB só tivesse Serra e Alckmin para disputar qualquer eleição. Serra perdeu de novo, para uma novidade petista: 
o ex-ministro Fernando Haddad, em sua primeira experiência eleitoral.

As próximas eleições são as presidenciais, em 2014. 
Hoje, o ministro Joaquim Barbosa, que jamais manifestou qualquer interesse em ser candidato, que não é filiado a partido algum, que é conhecido do eleitor apenas por ter comandado o julgamento do Mensalão, aparece nas pesquisas de intenção de voto. 

O governador tucano de São Paulo não aparece nessas pesquisas. Eduardo Campos, governador de um Estado menor, Pernambuco, integrante de um partido muito menor que o PSDB, o PSB, aparece. 
O eterno candidato tucano, José Serra, não aparece.

E Aécio, que fez dois governos elogiados em Minas Gerais, que elegeu facilmente um tecnocrata, Alberto Anastasia, para seu sucessor, tem chance? 

Depende: 
Aécio manobra para conseguir o apoio de Eduardo Campos, para buscar o apoio de alguma dissidência, quem sabe, na base governista, para então definir seu caminho. Nas eleições da Câmara e do Senado, o PSDB votou com os candidatos do Governo - os altamente discutíveis Henrique Alves e Renan Calheiros - para garantir uns carguinhos na Mesa Diretora.

No Senado, o mais provável candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, discursou. Justificou seu apoio à candidatura de Renan Calheiros, em nome da tradição de montar chapas lideradas pelo partido majoritário? 

Talvez tenha feito um discurso de oposição, dizendo que o Brasil merece respeito, que o Senado merece respeito, que o PSDB não poderia conformar-se em votar num candidato que, há cinco anos, teve de renunciar ao cargo para não ser cassado, diante de uma sucessão de escândalos?

Nada disso: 
Aécio Neves falou sobre a Petrobras. 
Não ficou sequer em cima do muro: 
preferiu fazer de conta que o muro nem existia.

O grande baluarte tucano, o Governo paulista, nas mãos do PSDB desde 1994, será alvo de chumbo grosso no ano que vem. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de S. Paulo, é candidato, e já tem o lendário Duda Mendonça a seu lado. 

Aloízio Mercadante (ou Alexandre Padilha, ou quem Lula mandar) terá o apoio do Governo Federal e do prefeito paulistano Fernando Haddad. Há Kassab, ainda, político extremamente hábil, capaz de compor um poderoso arco de alianças. 

Todos contra Alckmin - juntos ou separados, mas mesmo separados podendo unir-se no segundo turno para derrubar as muralhas do tucanato.

E Aécio, se acabar mesmo sendo candidato, precisará do apoio de Serra e Alckmin, a quem não se dedicou com grande fervor quando eram eles que necessitavam de seu prestígio.

Voltemos mais uma vez aos nomes. 
São os de sempre - os que sobreviveram ao tempo que se passou desde a fundação do PSDB. Só que um partido não vive eternamente da inércia, das vitórias de outras épocas. 

A militância foi esquecida. 
Franco Montoro, 
Sérgio Motta, 
Mário Covas deixaram espaços que até hoje não foram ocupados. 
O espaço para quem quiser fazer oposição continua vago.

* Felipe Mayer - É engenheiro

PRECISA-SE DE OPOSICIONISTA

Pega na mentira

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Quem vê as notícias hoje divulgadas no Brasil é informado de que Carlos Marighela, 
José Genoíno, 
Carlos Lamarca, 
Aloysio Nunes Ferreira Filho e tantos outros que, de armas na mão, lutaram contra a ditadura militar, queriam implantar a democracia no país 
(não, não queriam: seu objetivo era derrubar a ditadura existente, mas defendiam o comunismo e a ditadura do proletariado). 

São informados também de que a opinião pública e a imprensa resistiram bravamente à ditadura, contribuindo poderosamente para derrubá-la.

Quem lia as notícias divulgadas no Brasil de 1962 até recentemente era informado de que os comunistas, aliados ao presidente João Goulart, já estavam implantando seu regime por aqui, e que a opinião pública e a imprensa, unidas, uniram-se às Forças Armadas para, num movimento civil-militar, restabelecer a democracia no país (não, não era bem assim: ninguém pode acusar os civis Gama e Silva,Alfredo Buzaid, Carlos Medeiros da Silva, ou militares como o almirante Rademaker, o brigadeiro Burnier e o general Sylvio Frota de querer outro regime que não fosse uma ditadura em que toda e qualquer oposição fosse esmagada). 

Eram informados também de que no Brasil jamais houve uma ditadura: 
o regime, nas palavras imortais do general-presidente Ernesto Geisel, era uma democracia relativa. 

Falou-se também numa tal "democracia à brasileira", o que mereceu uma resposta notável de uma pessoa inatacável, o advogado Sobral Pinto: 
o que ele conhecia era peru à brasileira. 
Democracia era democracia, ponto.

Não deixa de ser notável como os meios de comunicação se adaptam rapidamente às novas modas, esquecendo as antigas, das quais participaram e que ajudaram a criar e consolidar. 

Boa parte dos atuais veículos apoiou entusiasticamente a deposição do Governo Goulart; alguns discordaram de determinadas posições dos governos militares; outros, em número menor, foram aos poucos rompendo com a ditadura e foram perseguidos por ela.

Isso faz parte do jogo político: 
pessoas e órgãos de comunicação podem evoluir para outras posições, à medida que a situação se modifica. O que não podem é fingir que nunca tiveram nada a ver com nada, e se alinhar às patrulhas dominantes. 
O que não podem é exigir que todos os acompanhem nas mudanças de posição. 

Como criticar quem chama o movimento de 1964 de "revolução", em vez de "golpe", quando os próprios veículos o chamaram de "revolução" por tantos anos?

E não era proibido usar a expressão "golpe". 
Jornais como Movimento, 
O Pasquim, 
Bondinho, 
Coojornal, 
Opinião, 
Versus, Ex, sempre chamaram de "golpe" o que ocorreu em 1964 (e, aliás, fizeram a mais dura oposição, dentro do que era possível, ao regime militar). 

Quem usava a expressão "revolução" a usava porque queria, não porque fosse obrigado. O cronista Stanislaw Ponte Preta, ironizando a expressão "revolução redentora", chavão nos discursos de apoio ao poder, passou a chamá-la apenas de "a Redentora". 

A Censura proibia publicações, proibia opiniões, proibia até mesmo notícias de fatos (como, por exemplo, a epidemia de meningite em São Paulo), mas este colunista não soube de caso algum em que um veículo fosse obrigado por ela a publicar alguma coisa.

O pior é que absurdos desse tipo não são novidade nos meios de comunicação. 

Na época de Elizabeth 1ª, a Rainha Virgem, o que havia de forte em comunicação era o teatro. O grande Shakespeare traçou então um retrato tenebroso de Ricardo 3º, o rei deposto pela família da rainha; e esse retrato, sabe-se agora, quando foi encontrado o esqueleto de Ricardo 3º, era tendencioso até na descrição física.

O episódio clássico da era da imprensa é do jornal parisiense Le Moniteur, noticiando a fuga de Napoleão Bonaparte da ilha de Elba, onde estava preso, e sua volta para a França (onde retomou o poder e governou por cem dias, até ser derrotado por uma aliança de Exércitos europeus, liderada pela Inglaterra, e exilado novamente, desta vez para a ilha de Santa Helena, de onde jamais conseguiu fugir).

A primeira manchete do Le Moniteur noticia a fuga, as manchetes seguintes os passos do retorno de Napoleão:

1 - O monstro fugiu do local do exílio

2 - O ogro desembarca em Cabo Juan

3 - O tigre está em Gap

4 - O monstro avança até Grenoble

5 - O usurpador está a 60 horas da Capital

6 - Bonaparte adianta-se em marcha acelerada mas é impossível que alcance Paris

7 - Napoleão chega amanhã às portas de Paris

8 - O Imperador Napoleão Bonaparte está em Fontainebleau

9 - Sua Majestade o Imperador entra solenemente em Paris


A primeira manchete do Le Moniteur é de 9 de março de 1815.
Faz quase 200 anos - e a postura oportunista não mudou. 

Carlos Brickmann

CAMPEÃ, COMO NOS BONS TEMPOS ! DEPOIS VOLTAMOS À LUTA...


A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo – ‘Água no feijão que chegou mais um
Festa no arraiá,
é pra lá de bom
ao som do fole, eu e você
a Vila vem plantar
felicidade no amanhecer"

Festa no arraiá,
é pra lá de bom
ao som do fole, eu e você
a Vila vem colher
felicidade no amanhecer"

O galo cantou
com os passarinhos no esplendor da manhã
agradeço a Deus por ver o dia raiar
o sino da igrejinha vem anunciar
preparo o café, pego a viola, parceira de fé
caminho da roça, e semear o grão...
saciar a fome com a plantação
é a lida...
arar e cultivar o solo
ver brotar o velho sonho
alimentar o mundo, bem viver
a emoção vai florescer

Ô muié, o cumpadi chegou
puxa o banco, vem prosear
bota água no feijão já tem lenha no fogão
faz um bolo de fubá

Pinga o suor na enxada
a terra é abençoada
preciso investir, conhecer
progredir, partilhar, proteger...
cai a tarde, acendo a luz do lampião
a lua se ajeita, enfeita a procissão
de noite, vai ter cantoria
e está chegando o povo do samba
é a Vila, chão da poesia, celeiro de bamba
Vila, chão da poesia, celeiro de bamba

Festa no arraiá,
é pra lá de bom
ao som do fole, eu e você
a Vila vem plantar
felicidade no amanhecer

Festa no arraiá,
é pra lá de bom
ao som do fole, eu e você
a Vila vem colher
felicidade no amanhecer