"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

setembro 13, 2013

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO ! A apoteose da mediocridade

A economia brasileira continua sua trajetória de mediocridade. 
A atividade econômica voltou a cair em julho, prenunciando que o crescimento vistoso do PIB no segundo trimestre foi mesmo apenas um espasmo. Dilma Rousseff caminha para ser um dos três presidentes da República com pior desempenho neste quesito em mais de um século de história.

Nesta manhã, o Banco Central divulgou seu índice de atividade econômica (IBC-Br). O resultado veio mais ou menos dentro do esperado: 
a economia brasileira caiu 0,33% em julho. 
Tudo indica que, quando os resultados oficiais do trimestre que acaba daqui a duas semanas forem conhecidos, o PIB do país terá sofrido retração no período.

O IBC-Br de julho espelha retração de 2% verificada na indústria naquele mês, queda apenas em parte compensada pelo bom resultado do varejo, que cresceu 1,9%, conforme divulgou o IBGE ontem. 
Foi a terceira queda mensal do indicador do BC neste ano: 
em fevereiro, já havia caído 0,39% e, em maio, 1,48%.

O IBC-Br funciona como espécie de antecedente do índice oficial das contas nacionais, aferido pelo IBGE e divulgado a cada três meses. Segundo o indicador do BC, a economia brasileira cresceu 2,11% nos últimos 12 meses, na série dessazonalizada. 
É bem próximo à previsão média dos analistas de mercado para o desempenho da nossa economia neste ano: 
2,35%.

Para o próximo ano, a estimativa é praticamente a mesma (2,28%).
 A se confirmarem estes prognósticos, o Brasil terá crescido uma média de exatos 2,06% ao ano durante o período do governo da presidente Dilma. Será um dos piores desempenhos no mundo e também em toda a história republicana do país.

Segundo
estudo feito pelo professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, numa lista de 30 presidentes da República, somente Fernando Collor de Mello e Floriano Peixoto saíram-se pior que Dilma. 
Aquele, primeiro presidente a sofrer impeachment na nossa história, dispensa explicações; este, que governou entre 1891 e 1894, enfrentou séria crise institucional e política.
No topo da lista elaborada por Gonçalves aparece Garrastazu Médici, que não é exemplo para nada nem para ninguém. 
Mas no quinto lugar está Juscelino Kubitschek, cujo governo democrático levou o Brasil a crescer 8,1% ao ano. 
Para se ter ideia do que isso representa, significa dizer que, mantido o ritmo do fim da década de 50, o PIB brasileiro teria duplicado em oito anos; com Dilma, levaria 35.

A presidente petista não faz feio apenas no cotejo com a história brasileira. Faz papel ainda pior quando o desempenho econômico de seu governo é comparado ao resultado que outros países vêm obtendo neste exato momento.


Enquanto o Brasil avançará somente 2% ao ano durante o mandato de Dilma, o mundo crescerá 3,5% em média, de acordo com levantamentos do Fundo Monetário Internacional. 
Os países em desenvolvimento – grupo de economias com padrão similar ao do Brasil – crescerão mais ainda: 
5,4%. Em todos os anos do período 2011-2014 foi ou será assim: estaremos sempre para trás.

"Na perspectiva histórica o governo Dilma é a apoteose da mediocridade. O crescimento econômico é medíocre pelos padrões internacionais atuais e pelos padrões históricos brasileiros”, escreve Gonçalves. "Durante este governo o Brasil fica para trás e isto não se explica pelo que acontece no mundo.” 
Não precisa dizer muito mais.

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Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica
estão disponíveis na página do
Instituto Teotônio Vilela

brasil maravilha da GERENTONA 1,99 : IBC-Br - Prévia do PIB aponta queda de 0,33% da economia em julho.Resultado do IBC-Br mostra uma virada de tendência, pois em junho o indicador havia registrado alta de 1,03%; baixa é a terceira do ano, segundo o Banco Central

http://1.bp.blogspot.com/-aEgnikfyPnU/UPRTR7r_jAI/AAAAAAAAPk4/YkS5uQlzXIU/s320/dilmaPIB%25C3%2583O.jpg
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,33% em julho ante junho, após registrar alta de 1,03% em junho ante maio (dado revisado), na série com ajuste sazonal.

É a terceira queda no ano.
De acordo com dados divulgados pelo BC, o número passou de 146,29 pontos em junho para 145,81 pontos em julho, na série dessazonalizada.


Analistas ouvidos pelo AE Projeções esperam uma queda maior no mês. O resultado ficou maior do que a mediana das estimativas deles, de -0,60%. O intervalo das estimativas ia de -0,20% a -1,00%.
Na comparação entres os meses de julho de 2013 e de 2012, houve expansão de 3,38%.
Com os dados observados, o IBC-Br de julho terminou em 149,77 pontos. O indicador em base anual ficou acima da mediana de 2,70% - as previsões dos analistas do mercado financeiro iam de 2,10% a 3,30%.

Nos 12 meses encerrados em julho de 2013, o crescimento está em 2,11%. No acumulado do ano até o mesmo mês, houve alta de 2,97%. O IBC-Br registrou estabilidade (0,007%) na média do período de maio a julho na comparação com os três meses anteriores (fevereiro a abril), na série com ajuste sazonal.

O índice passou de uma média mensal de 145,54 pontos para 145,63 pontos nessa base de comparação. Revisão O Banco Central revisou alguns dados do índice de atividade econômica calculado pela instituição, o IBC-Br, na série com ajuste.

Para junho de 2013, por exemplo, a taxa passou de 1,13% para 1,03%. 
Para maio de 2013, o dado foi revisado de -1,50% para -1,48%.
Para abril deste ano, passou de 0,93% para 0,94%.
Para os primeiros meses de 2013 também houve mudanças.
Para março, a taxa passou de 1,10% para 1,08%.
Para fevereiro, foi revista de -0,38% para -0,39% e, para janeiro, de 1,15% para 1,13%. 

Célia Froufe, da Agência Estado