"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

março 17, 2010

CPI/DÍVIDA PÚBLICA-CONVOCA MEIRELLES

http://2.bp.blogspot.com/_h8kF4dIEcs4/StXBH2pX--I/AAAAAAAAAGo/qXHvYXjAUAg/s320/charge_lula_dividas.jpg
O total da dívida pública federal em 2009 ficou em R$ 1,497 trilhão, um crescimento de 7,16% em comparação a 2008, segundo informou o Tesouro Nacional.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, será convocado pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Dívida Pública para falar sobre a dívida brasileira. A convocação foi aprovada na comissão nesta quarta-feira, segundo informações da Agência Câmara.

Os integrantes da comissão já tinham aprovado o requerimento para convidar Meirelles e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas decidiram transformar o convite em convocação e ouvi-los separadamente.

O motivo apontado para a mudança foi a dificuldade de estabelecer contato com os dois ministros. Para que Meirelles compareça à comissão, devem ser apresentadas três datas até o fim do mês.

Os parlamentares temem que o presidente do Banco Central deixe o cargo, até o fim do mês, para concorrer a algum cargo eletivo. Se isso ocorrer, caberá ao novo presidente da instituição atender à convocação.

Os trabalhos da comissão foram prorrogados por mais 60 dias, a partir do dia 29 de março, com o objetivo de ouvir Mantega e Meirelles.

O objetivo da comissão é esclarecer a sociedade e avaliar o impacto da dívida sobre a economia brasileira. O deputado não descartou eventuais investigações financeiras, mas ressaltou que o objeto central será uma ampla radiografia da dívida.

FANTOCHE HIPÓCRITA

http://3.bp.blogspot.com/_PaeGFK5b1uQ/Sd3zhSYu4PI/AAAAAAAAawk/BMcAIXmhWAg/s400/dilma%2Breportagem%2BPiau%25C3%25AD.jpg
Gustavo Porto- Agencia Estado

Pré-candidata do PT à Presidência da República, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, relembrou esta noite, em discurso durante a assinatura de contratos do programa Minha Casa, Minha Vida, sua origem mineira e seus laços com a cidade de Uberaba (MG).

Dilma lembrou que sua mãe, quando tinha quatro anos de idade, veio para Uberaba, cidade onde viveu e onde conheceu e se casou com o pai da ministra.

Após uma maratona de visitas no Triângulo Mineiro, a ministra lembrou que nasceu em Belo Horizonte e deixou a cidade com cerca de 20 anos de idade.

"Deixei Minas, mas Minas não saiu do meu coração", afirmou.

O prefeito de Uberaba, Anderson Adauto - ex-ministro dos Transportes -, pediu à ministra a duplicação do trecho da rodovia BR-262, que liga o Triângulo Mineiro a Belo Horizonte, e lhe prometeu uma festa caso a obra seja incluída na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Dilma disse que a obra tem todas as condições de ser considerada, uma vez que a estrada é uma rodovia "estruturante".

E arrematou: "Anderson, espero que a festa que você prometeu você cumpra."

BC : POLÍTICO E OBEDIENTE !

http://olicruz.files.wordpress.com/2008/10/lulamarques-henriquemeirelles.jpg

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao presidente do BC, Henrique Meirelles, que tente evitar uma alta de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros na reunião de hoje e amanhã do Copom (Comitê de Política Monetária).

Política em primeiro lugar :

Ao que tudo indica, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não quer se candidatar para um cargo público sob a pecha de freio do crescimento econômico.

Em uma decisão conturbada tanto no mercado quanto no próprio Comitê de Política Econômica (Copom), o BC manteve a taxa básica de juros da economia em 8,75% ao ano.
Foi a quinta reunião consecutiva de manutenção da taxa.

Segundo a nota divulgada pelo Banco Central, o Copom ainda está atento as perspectivas para a inflação. "O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária", afirma a nota.

O placar da reunião, no entanto, aponta que a próxima reunião do Copom, marcada para os dias 27 e 28 de abril, deverá decidir por um aumento na Selic.

Os três votos contrários à manutenção foram de diretores que preferiam ver a taxa de juros ser aumentada em 0,5 ponto percentual - bem acima do comum em momentos tranqüilos, quando a definição é pelo 0,25 ponto percentual.

Análise

Para o economista Roberto Padovani, do WestLB, a decisão do Copom foi acertada. Em primeiro lugar, o adiamento no aumento da Selic serve para pôr fim aos exageros do mercado sobre os rumos da inflação.

Além disso, a espera permitirá ao BC ver o real ritmo da atividade econômica e identificar o que realmente é inflação ou apenas reajustes sazonais de preços, como nas tarifas públicas e em produtos agrícolas cujas safras foram prejudicadas pelo clima.

Dos três votos pela alta na Selic, ao menos dois são claramente identificados pelo mercado.
São de Mário Mesquita, atual diretor de Política Econômica e possivelmente demissionário, e de Carlos Hamilton, diretor de Assuntos Internacionais.


Segundo analistas, são votos já combinados que deverão mostrar ao mercado que, em abril, o aumento dos juros será líquido e certo.

BELO MONTE

SOFIA FERNANDES
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou nesta quarta-feira em votação simbólica o preço máximo para a energia gerada pela usina de Belo Monte, de R$ 83 o megawatt/hora.

O valor foi resultado de uma revisão feita pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) sobre estimativa anterior de R$ 68 o MW/h.

O tribunal aprovou também a revisão dos custos do empreendimento, agora estimados em R$ 19 bilhões, em contraponto aos R$ 16 bilhões calculados anteriormente.

As exigências contidas no licenciamento ambiental do Ibama, com 40 condicionantes, foram o fator preponderante para a revisão. A grande quantidade de acampamentos que terão de ser construídos para os funcionários da obra também afetou o orçamento, segundo o estudo da EPE.

O ministro do TCU José Jorge afirmou que o preço aprovado hoje está mais próximo da realidade de outras usinas, como Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. No primeiro caso, o preço-teto era de R$ 122 por MW/h, e o valor final ficou de R$ 78,37. No leilão de Jirau, o teto era de R$ 91, e o final ficou de R$ 71,40.

No entanto, Jorge criticou o relatório da EPE, afirmando que os cálculos da entidade são vagas estimativas sem detalhamento, feitas "na base do chute", segundo suas palavras. "Vamos rezar para que quando chegar na licitação, esse seja mesmo o preço-máximo", disse.

UM ABSURDO, UMA IGNORÂNCIA.



A menina de um ano retirada dos braços da mãe após uma decisão judicial em Jundiaí, no interior de São Paulo, permanece em um abrigo nesta quarta-feira.

As imagens do cumprimento judicial, feitas por guardas municipais, causaram comoção na cidade. Dervana Dias, integrante de uma família de ciganos, foi alvo de uma denúncia anônima: ela estaria usando a menina para pedir esmolas nas ruas da região.

O juiz da Vara da Infância e Juventude de Jundiaí decidiu que a criança deveria ser levada a um abrigo por estar exposta a riscos. Agora, ele vai investigar a família para saber se a menina tem condições de voltar para os cuidados da mãe.

Dervana, que chegou a ser detida junto com o grupo de ciganos, nega as acusações. Ela teve a filha retirada dos braços quando saía da delegacia

Solange Giotto, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, lamentou a situação mas alegou que não havia outro jeito de cumprir a decisão da Vara da Infância.

A funcionária do abrigo onde a menina está informou em entrevista à "Rede Globo" que ela não para de chorar desde que chegou e que está preocupada com um possível trauma psicológico.

SENADORES VISITAM PRÉDIO DA BANCOOP.

Tirem logo Vaccari daí
Um grupo de senadores da Comissão de Direitos Humanos do Senado decidiu nesta quarta-feira (17) fazer uma visita a prédios não concluídos da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop).

A decisão de ver pessoalmente o problema foi tomada após uma audiência em que cooperados da entidade pediram ajuda dos senadores para reaver dinheiro pago à Bancoop. Segundo os cooperados, três mil famílias sequer receberam os imóveis. Ao todo, cerca de 8,5 mil famílias tiveram problemas com a cooperativa, como a não entrega da escritura.

Um dos cooperados chegou a chorar durante a audiência. Ele fez críticas ao tesoureiro do PT: “O Vaccari dorme de consciência limpa. Dorme mesmo, não tem consciência.”

A visita aos prédios não concluídos foi proposta pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e um requerimento neste sentido foi aprovado pela comissão. A intenção é que a visita aconteça antes das audiências com o procurador e com o Vaccari.

Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo" na semana passada, Vaccari responsabiliza os próprios cooperados por não terem obtido as chaves dos imóveis que adquiriram.

Senadores vão visitar prédios não concluídos da Bancoop

QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER.

http://3.bp.blogspot.com/_CWPimZ2Js2E/Sg7y-mYkHpI/AAAAAAAAHxY/xqGIVZD_KRE/s400/indecis%C3%A3o.jpg
Ibope - 17/03/2010 - Primeiro Turno
José Serra -35%
Dilma Rousseff - 30%
Ciro Gomes - 11%
Marina Silva - 6%

Ibope - 17/03/2010 - Segundo Turno

José Serra - 44%

Dilma Rousseff - 39%

José Serra precisa intensificar seus passos e consolidar(ou oficializar) sua candidatura ao cargo de presidente.

A das trevas vem avançando de forma contínua e muito perigosa na corrida presidencial, acho que Serra chegou no limite de ficar camuflado, já é hora de pôr o bloco na rua e conquistar os 42% que estão sem candidatos definidos.

Pesquisa espontânea feita pela CNI/Ibope aponta que 42% dos entrevistados não sabem em quem votar nas eleições presidenciais de 2010. Para o diretor de operações da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Rafael Lucchesi, a alta margem de indecisos deve-se à distância do processo eleitoral e à ausência de propaganda gratuita na televisão.

Segundo Lucchesi, a tendência é que as pesquisas se tornem mais objetivas na medida em que houver maior exposição da corrida eleitoral na mídia. "Na medida em que os candidatos se definirem, o quadro eleitoral ficará mais preciso", afirmou.

IPC-S - 4 DE 7 CAPITAIS SUBIU

http://www.caicaradoriodovento.rn.gov.br/images/news/juros.gif
Inflação semanal sobe em 4 das 7 capitais pesquisadas, diz FGV
O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) apresentou acréscimo nas taxas de variação de quatro das sete capitais pesquisadas na quadrissemana encerrada em 15 de março, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

A taxa de inflação geral atingiu 0,93%, 0,05 ponto percentual acima da taxa da semana anterior.

Brasília (de 0,40% para 0,44%),
Recife (0,74% para 0,79%),
Rio de Janeiro (1,14% para 1,30%)
e São Paulo (0,81% para 0,87%) tiveram acréscimo nas taxas de variação da inflação semanal.

Já as taxas de Porto Alegre (1,37% para 1,36%),
Salvador (0,42% para 0,34%)
e Belo Horizonte (0,85% para 0,81%) registraram decréscimo.

C O P O M - A V A L I A Ç Õ E S :

A avaliação de alguns economistas, é de que o objetivo do governo deve ser o centro da meta e que seria menos custoso para a economia agir "de forma preventiva".
"Há consenso no mercado de que os juros precisam subir.
A questão é quando. E se a questão é essa, por que esperar?

Por que correr o risco de a situação se deteriorar?", questiona o economista-chefe da Máxima Asset, Elson Teles, que prevê uma alta de 0,5 ponto percentual nesta quarta.

Manutenção dos juros
O principal argumento é de que o aumento da inflação verificado no início do ano seria apenas sazonal, ligado por exemplo ao reajuste das mensalidades e à alta de alguns alimentos. A inflação, portanto, seria apenas "pontual", o que descartaria a necessidade de uma nova elevação dos juros.

A avaliação da consultoria Tendências, que aposta na manutenção da Selic, é de que haverá uma "acomodação" da economia brasileira nos próximos meses.
"Esperamos um bom crescimento do PIB, mas não vemos esse vigor se mantendo ao longo do ano", diz o economista Bernardo Wijuniski. Para ele, a retirada dos estímulos fiscais, que impulsionaram o consumo no ano passado, vai permitir uma recuperação "mais gradual

Implicações políticas da decisão
Com a proximidade das eleições presidenciais, a decisão sobre os juros ganha uma relevância política ainda maior. No Palácio do Planalto, as opiniões estão divididas, segundo um assessor. Parte da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende que ainda não há embasamento técnico suficiente para uma alta da Selic nesta semana.

Além disso, aumentar a Selic no momento atual seria "delicado", em função das discussões sobre alianças e anúncios de candidatura. Um outro grupo, porém, prefere um "pequeno aumento" de 0,25 ponto percentual para já. Nesse caso, o argumento é de que a decisão diminuiria as expectativas de inflação, sem grande impacto eleitoral.

Consequências de juros mais altos
O aumento dos juros é um dos principais instrumentos para o controle da inflação, mas tem seus efeitos colaterais. A taxa básica de juros da economia, a Selic, funciona como uma referência para todo o sistema de crédito no País. Com isso, se a Selic sobe, a tendência é de que os bancos acompanhem esse movimento, cobrando mais caro pelo crédito oferecido a seus clientes.

Mesmo com a Selic a 8,75% ao ano, a menor da história brasileira, ainda assim o país tem a taxa de juros reais (descontada a inflação) mais alta do mundo. Além disso, quanto mais altos são os juros, maiores são as chances de real se valorizar em relação ao dólar, o que prejudica principalmente os grandes exportadores.

Trajetória dos juros em outros países
Durante a fase mais aguda da crise financeira global, a partir do final de 2008, diversas economias, entre ricas e emergentes, entraram em um processo de corte de juros como forma de estimular o consumo. Alguns países, no entanto, já entraram em uma fase de franca recuperação e passaram a se preocupar mais com o fantasma da inflação do que com as consequências da crise.

Entre os países do G20, o primeiro a adotar o aperto monetário no período pós-turbulência foi a Austrália. O processo começou em setembro passado e taxa do país atualmente é de 4% ao ano. Em dezembro foi a vez de Israel e Noruega anunciarem a elevação dos juros. De acordo com a previsão de analistas, países como Índia e Malásia devem seguir o mesmo caminho ainda esse ano.

Já as principais economias ricas ainda sofrem com os efeitos da crise continuam preocupadas em estimular seu consumo interno. Na terça-feira, o banco central americano anunciou que as taxas de juros nos Estados Unidos continuarão baixas "por um longo período", até que existam "claras evidências" de uma recuperação econômica.
A taxa de juros americana é de 0,25% ao ano.

Matéria...