"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 01, 2010

RESULTADO DA BALANÇA COMERCIAL

http://4.bp.blogspot.com/_WH4orNJDJqw/SZ29_SCDUxI/AAAAAAAAAdE/r66zshZfky0/s320/balan%C3%A7a.jpg

Agência Brasil

O superávit comercial registrado de janeiro a março é de US$ 895 milhões, saldo 70% menor do que o registrado no mesmo período de 2009 (US$ 2,988 bilhões), informou nesta quinta-feira (1º/4) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Neste ano até o mês passado, as exportações somaram US$ 39,229 bilhões e as importações, US$ 38,334 bilhões.

Em março, o superávit comercial foi de US$ 668 milhões, contra US$ 1,756 bilhão registrado no mesmo mês de 2009.

O resultado do mês passado foi alcançado depois do déficit comercial na última semana do mês, de US$ 20 milhões. Na terceira semana também foi registrado déficit, de US$ 48 milhões.

Na primeira, na segunda e na quarta semanas do mês foi registrado superávit comercial de US$ 500 milhões, US$ 82 milhões e US$ 154 milhões, respectivamente.

No mês passado, as exportações somaram US$ 15,727 bilhões e as importações, US$ 15,059 bilhões.

EM TEMPO DE ELEIÇÃO MPs ABREM CRÉDITO R$ 3bi..

http://4.bp.blogspot.com/_HmkOkiJKO-4/SMiCkcZkHCI/AAAAAAAACJ8/O9EMXKx7nhA/s400/olho+no+dinheiro+p%C3%BAblico.jpg

Foram publicadas no Diário Oficial da União, em edição extra no dia 30, duas medidas provisórias (MPs) abrindo créditos para órgãos do governo de mais de R$ 3 bilhões.

Os recursos serão distribuídos entre os ministérios da Integração Nacional, da Saúde, da Defesa, das Relações Exteriores, da Cultura e da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República.

A MP 485 destina R$ 1,429 bilhão para ações emergenciais, como atendimento às vítimas das enchentes na Região Sudeste e da estiagem na Região Nordeste; para a expansão da vacinação contra a influenza A (H1N1) - gripe suína; para ajuda financeira ao Haiti e para a recuperação do patrimônio histórico da cidade de São Luiz do Paraitinga (SP), destruído pelas chuvas.

O Ministério da Integração Nacional vai ficar com a maior parte dos recursos, cerca de R$ 530 milhões, para atendimento às vítimas das enchentes e da estiagem. Já o Ministério da Saúde ficará com cerca de R$ 450 milhões para ações de combate a influenza A (H1N1) - gripe suína, com a inclusão de pessoas de 30 a 39 anos de idade e para despesas de logística.

O Ministério da Defesa receberá R$ 337 milhões para o preparo, equipagem e o envio ao Haiti de contingente adicional para ajudar a enfrentar a situação naquele país em virtude do terremoto. O restante do dinheiro será destinado aos ministérios das Relações Exteriores e da Cultura e à Secretaria de Portos.

A MP 486 abre crédito extraordinário de R$ 1,6 bilhão para o Ministério da Educação, destinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação (FNDE) e para o fortalecimento do ensino médio, e para transferências a estados, ao Distrito Federal e a municípios.

Pelos próximos 14 dias, as duas MPs ficarão no Congresso Nacional para o recebimento de emendas dos parlamentares, para então ter início à tramitação na Câmara dos Deputados. Depois de votadas, serão encaminhadas à apreciação do Senado Federal.

(Agência Brasil)

ALERTA CONTRA A INFLAÇÃO


- O Estado de S.Paulo

A inflação tende a subir e o risco de ultrapassar o limite superior da meta, em 2010, deixou de ser desprezível, segundo o Banco Central (BC).

A atividade econômica é intensa e a demanda está mais aquecida do que se imaginava até há pouco tempo, disse nessa quarta-feira o novo diretor de Política Econômica da instituição, Carlos Hamilton Araújo, ao apresentar o novo Relatório de Inflação.

O documento é publicado a cada três meses pelo BC e contém, sempre, uma análise ampla da economia brasileira, uma boa descrição do quadro internacional e projeções para um período de dois anos.

Mesmo sem o relatório, um aumento de pelo menos 0,5 ponto porcentual da taxa básica de juros, no fim de abril, não causaria surpresa. Se há alguma novidade, é a maior preocupação revelada pelos autores do informe.

O Copom, responsável pela fixação dos juros básicos, vai continuar, tudo indica, agindo sem levar em conta as pressões de outras áreas do governo. Mas o presidente da República poderá capitalizar politicamente essa independência.

Terá um bom argumento: num ano de eleições, o governo não deixará de dar prioridade à estabilidade dos preços, essencial ao bem-estar das famílias.

Dois indicadores de grande importância tendem a piorar, segundo o relatório. No cenário de referência, com juros básicos de 8,75% e câmbio de R$ 1,80 por dólar, o BC elevou de 4,6% para 5,2% a inflação prevista para 2010 e de 4,3% para 4,9% a estimada para 2011.

O outro indicador é a conta corrente do balanço de pagamentos: o déficit projetado para este ano aumentou de US$ 40 bilhões para US$ 49 bilhões.

Essa piora será uma das consequências do crescimento econômico: as importações crescerão mais que as exportações e, além disso, crescerão os gastos com viagens e a remessa de lucros. Mas não se demonstra preocupação com essa tendência.

O descompasso entre o crescimento de importações e o das exportações deverá reduzir o superávit comercial para US$ 10 bilhões (US$ 15 bilhões no relatório anterior). Nenhum desses dados indica uma tragédia, mas apostar em operações financeiras para equilibrar as contas externas pode ser um jogo arriscado.

Um pouco mais de preocupação com o assunto seria saudável, mas a responsabilidade, nesse caso, cabe muito mais aos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento do que ao BC.
Mais : Alerta contra a inflação

A DIFERENÇA ENTRE, À SERVIÇO E A SERVA.

http://www.itevaldo.com/wp-content/uploads//2008/12/dilma-e-lula.bmp
Quanta diferença.
Enquanto temos em JOSÉ SERRA. um candidato disposto a servir o Brasil, a outra, a banhada na garapa, se compromete a ser servil aos mandamentos do cachaça, o parlapatão.

Como é deprimente, ver uma figura de fachada como essa senhora, eu, sinceramente, tenho uma mistura de indignação e ao mesmo tempo de muita dó, de ver o desempenho patético da candidata escolhida pelo "senhor dela", o ebrioso, à sua sucessão.

É muita desfaçatez, analisando rigorosamente, chega a ser uma ofensa do megalomaníaco "disponibilizar" uma candidata desse nível para o País, a delinquente de rapina (DR) é uma incompetente, uma laranja, é menosprezar e querer subjugar o Brasil.

Reinaldo Azevedo :

EM DISCURSO, DILMA EXALTA LULA E O CHAMA DE “SENHOR” 28 VEZES


Abaixo, trechos do discurso com que Dilma se despediu da Casa Civil para disputar a presidência da República por uma coligação encabeçada pelo PT.

SE IMPROVISAR, ESQUECE E CHORA

Queria dizer para vocês que eu fiz um imenso esforço para falar de improviso, mas se eu falar de improviso, presidente, vai acontecer uma coisa, ou duas coisas: uma parte eu vou esquecer. E a outra parte eu vou chorar muito. Então, vou seguir um roteiro, pode ser que continue esquecendo e chorando, mas pelo menos eu tenho roteiro aonde eu vou me segurar.

“O GOVERNO DO SENHOR”

O governo do senhor é um momento muito importante porque é um momento de ápice, um momento de vitória, talvez o mais longo momento de vitória que todos esses que lutaram experimentaram ao longo de suas vidas. Sim, presidente, com o senhor nós vencemos. E vamos vencendo a cada dia. Vencemos a miséria, a pobreza, ou parte da miséria e da grande pobreza desse país. Vencemos a submissão, vencemos a estagnação, vencemos o pessimismo, vencemos o conformismo e vencemos a indignidade. Talvez nós tenhamos vencido, inclusive, esse pesado resquício da escravidão que esse país carrega, ou que carregou tão forte. E aí o ministro da Integração Racial, ele sabe do que eu estou falando, porque nesse processo nós continuamos vencendo mais de 400 anos de peso e de exclusão que pesa e que oprime o nosso país. Vencendo, sim, porque esse país aprendeu que a melhor forma de crescer é distribuir. Que a melhor forma de desenvolver é fazer com que todos participem dos fruto do desenvolvimento.

“APRENDEMOS COM O SENHOR”

Vencemos, presidente, e nesse processo aprendemos muita coisa com o senhor, com esse encontro que o senhor, o mais autêntico dos líderes populares desse país, propiciou que nós tivéssemos com o povo brasileiro. E o povo brasileiro, ele sempre nos ensina a ser forte, mas no governo nós aprendemos também a ser persistentes. Com a alegria do nosso povo, nós aprendemos muito. Com o senhor, nós aprendemos que temos que ser otimistas. Nós aprendemos também com o nosso povo que nós temos que ter resistência, e com o senhor nós aprendemos que temos que ser corajosos.

EMISSÃO DE GASES

Também, presidente, nós que amamos o nosso planeta, que temos consciência da importância do Brasil na questão da mudança do clima, estamos orgulhosos por temos reduzido a emissão de gases de efeito estufa no Brasil nos últimos períodos. Aliás, na Amazônia, o desmatamento foi reduzido como nunca depois que se começa a fazer a medição nos últimos 22 anos. A presença do Brasil em Copenhague nos orgulha a todos. Mas presidente, nós aprendemos uma coisa com o senhor que, por trás de cada obra, edifício, de cada projeto de infraestrutura, de cada uma das nossas ações, estavam pessoas, suas vidas privadas e seus dramas.

O SENHOR NO MUNDO

Se o presidente convive com líderes mundiais, discute problemas complexos da crise econômica, a questão relativa à crise financeira do mundo, os problemas da crise financeira do mundo, se discute toda a questão de infraestrutura do nosso país, o problema do desenvolvimento produtivo, ele nunca abandonou esses desvalidos, os catadores de papel. Os hansenianos, os portadores de deficiências, a importância que o senhor deu aos cegos e aos seus cães guias, não só em termos de recebê-los aqui no Palácio, aliás, ali em frente no Palácio, mas também todas as ações de afirmação, cidadania e dignidade que o governo sempre reconheceu a eles. Por isso, presidente, eu repito: o povo brasileiro nos ensinou a acreditar no futuro. Mas, com o senhor, nós juntos, aprendemos a construí-lo.

“ATÉ BREVE”

Nós nos despedimos, mas não somos aqueles que estão dizendo adeus, somos aqueles que estamos dizendo até breve. Nós não vamos nos dispersar. Nós, cada um dos ministros aqui presentes, temos um legado a defender, onde quer que estejamos, exercendo a militância que tivermos que exercer. Sob a sua inspiração, presidente, quem fez tanto está pronto para fazer muito mais e melhor. Estamos simplesmente dizendo até breve. Hoje sabemos que o Brasil é um país pronto para dar um novo passo de prosperidade ao desenvolvimento econômico e social, trilhando rotas já abertas, explorando novas riquezas, como o pré-sal. Sempre buscando gerar milhões de novos empregos.

“O SENHOR DIALOGA”

No seu governo criamos uma base sólida. Com ela, nós podemos erradicar a miséria e nos tornar a quinta economia do mundo dentro de alguns anos. É mais do que a minha geração podia sonhar. Não que a minha geração não sonhasse alto, mas é mais do que ela podia sonhar olhando para as possibilidades reais sob as quais nós vivemos. Mais uma vez eu repito, presidente, o senhor nos deu, pela primeira vez, aquele gosto de vitória que se tem só depois não da vitória fácil, mas da vitória que só se tem depois de muito suor, muito esforço e muita dificuldade. É a crença também no diálogo que nós aprendemos. O senhor sempre dialoga, é a crença no acordo, é a crença na democracia Como o senhor sempre disse, e sempre eu gostei muito dessa síntese que o senhor faz: que a democracia não é a consolidação do silêncio, mas a manifestação de múltiplas vozes. É por tudo isso que nós podemos dizer em alto e bom: nós nos orgulhamos de ter participado do seu governo. Eu falo por todos os ministros, os que saem e os que estão entrando e os que estão ficando.

“O SENHOR É ALEGRE”

Querido presidente, o senhor também é uma pessoa alegre, afetiva, com senso de humor, que mostra que acima de tudo a gente pode enfrentar os revezes, as dificuldades. Na hora que a coisa endurece, como diz os jovens, o bicho pega, nós temos que ter coragem e alegria de enfrentar a vida, a política e achar sempre as soluções. Eu tive o privilégio de conviver com o senhor, de privar dos momentos duros e dos momentos de vitórias e conquistas. Ser honrada por sua confiança. E quero dizer que eu, como os outros ministros, saímos maiores e melhores do que entramos.

OBRIGADA, SENHOR!

Para finalizar, presidente, eu gostaria de agradecer também a todos aqueles que nos ajudaram a realizar essa travessia e que eu vejo aqui presentes. A base aliada, os movimentos sociais, os empresários, os trabalhadores que acreditaram que era possível construir o novo Brasil. Em meu nome, e em nome de todos os ministros que participaram e participam desse processo, só tenho a dizer: obrigado, presidente Lula, pela oportunidade de nos fazer parceiros do maior projeto de transformação econômica e social que esse país viu nas últimas décadas. Obrigado também por permitir esse encontro com o povo brasileiro, que fez o Brasil mais próximo do seu povo, por provar aquilo que sempre acreditamos, que o nosso povo é um povo extraordinário, que só precisava de apoio, oportunidade e atenção para mostrar do que é capaz, para mostrar a sua capacidade, a sua inventividade, a sua criatividade, o seu empreendedorismo. Este é o principal sentimento que nós levamos conosco, o de ter lutado ao lado de um grande líder, em favor de um grande povo. Obrigada, presidente.

Íntegra do discurso aqui