"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

agosto 02, 2013

brasil maravilha da FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA GERENTONA DE NADA E COISA NENHUMA : Protestos e crise tiram do país investidor estrangeiro. Fundos estão voltando para Wall Street, diz chefe da Bolsa de NY

A insatisfação do brasileiro expressa nas manifestações iniciadas em junho, e o cenário econômico mais nebuloso estão espantando os estrangeiros da bolsa brasileira. 

Em vez de manter ações de empresas do Brasil em carteira, o investidor está realocando seus recursos, sobretudo no mercado nova-iorquino, que bateu recordes com o registro de 72 ofertas públicas iniciais de ações (IPO), e de US$ 28,5 bilhões em captação no primeiro semestre. O cenário é descrito por Alex Ibrahim, vice-presidente da Bolsa de Nova York (Nymex) para a América Latina.

O investidor está reavaliando suas alocações. Ele tem começado a olhar o Brasil com outros olhos. E, como o dinheiro que está no mercado brasileiro é muito especulativo, o investidor prefere não correr tanto risco e apostar em um lugar com retorno mais garantido — disse ele, ao GLOBO.


Mas a perspectiva para o futuro é otimista. Ibrahim estima que quando “o barulho” dos protestos passar, o Brasil retomará a atratividade, assim como o americano retomou neste ano a avidez pelos investimentos.


Nymex brasileira

O aquecimento do mercado acionário americano também é sinal da retomada da economia do país, o que amplia a confiança do investidor nos EUA, e colabora com a decisão da alocação de recursos. Um sinal de que este aquecimento está em andamento é o número de IPOs feitos no segundo trimestre: 
do total de 72 entre janeiro e junho, 46 foram promovidos de abril a junho.

— Os investidores estão voltando para o mercado e estão em busca de oportunidades novas, de empresas novas para comprar. A demanda de negociação aqui em Nova York tem sido excelente — afirmou o brasileiro radicado nos Estados Unidos há duas décadas.

A ideia de a Nymex ter uma espécie de filial no Brasil, para concorrer com a soberana Bovespa, também ainda está de pé. Apesar de não ter detalhado o negócio, porque está “fora da alçada” do vice-presidente, Ibrahim explicou que a bolsa tem uma parceria com uma consultoria carioca para a elaboração de um novo sistema de negociação de ações.
— Mas a ideia não é uma competição com a Bovespa. Queremos entrar no Brasil para criar liquidez no mercado.

O Globo

E NA REPÚBLICA DOS FARSANTES DEVOTOS DO CACHACEIRO PARLAPATÃO... A RAINHA ESTÁ NUA

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Nada traduz melhor o atual estado e a fraqueza da chefe da nação para lidar com as questões do país do que a pesquisa que o Ibope divulgou ontem sobre a confiança dos brasileiros nas instituições e grupos sociais. Dilma Rousseff conseguiu enxovalhar, como nunca antes na história, a reputação da Presidência da República.

O levantamento mostra que o grau de confiança da população na instituição "presidente da República" caiu de 63 em 2012 para 42 neste ano. Foi a maior queda medida pelo Ibope, tanto em termos absolutos (21 pontos), quanto relativos (33%), nesta rodada - a quinta desde que a pesquisa anual passou a ser feita, em 2009.

A brutal queda na percepção positiva que os cidadãos têm sobre a figura da presidente da República também representa o triplo da redução média verificada na confiança que os brasileiros nutrem pelas instituições do país em geral, que foi de 7 pontos ou 13%: 
passou de 54 para 47 pontos, numa escala que vai de 0 a 100.

Desde que Dilma assumiu o governo, há dois anos e meio, a confiança dos brasileiros na figura da presidente já caiu quase 40%. Até a gestão passada, a Presidência era considerada a 3ª instituição mais confiável, atrás apenas dos bombeiros e das igrejas. Hoje, é apenas a 11ª mais respeitada.

"No primeiro ano de governo de Dilma Rousseff, seu índice de confiança caiu de 69 para 60. Recuperou-se para 63 no ano seguinte, e despencou agora para 42 - uma nota 'vermelha'. Em um ano, saiu da 4ª posição no ranking para a 11ª. Nenhuma outra instituição perdeu tantas colocações em tão pouco tempo", informa O Estado de S.Paulo, que divulgou os resultados da pesquisa em sua edição de hoje.

(A íntegra do levantamento feito pelo Ibope, chamado Índice de Confiança Social, não está disponível para consulta na internet.)

Em regiões e grupos sociais específicos, a presidente goza de ainda menos confiança junto aos brasileiros. No Sudeste, seu índice caiu de 60 para 34 em um ano. Entre as classes A e B, chegou a 36. Só o Nordeste e as classes D e E continuam salvando Dilma de uma avaliação ainda mais amarga.

Entre 2012 e 2013, a queda de confiança foi generalizada e atingiu todas as 18 instituições pesquisadas. Mas as únicas com desempenho tão negativo quanto a presidente da República são o governo federal, com queda de 23% desde 2012, e o sistema público de saúde, com
perda de 24%.

Ou seja, também estão intimamente relacionadas ao desempenho da atual gestão. Todas as demais instituições perderam menos de 20% entre um ano e outro.

O levantamento vem se somar às pesquisas de opinião pública mais recentes, que demonstram a ascendente desaprovação da população brasileira ao jeito Dilma de governar. Fica cada vez mais evidente sua incapacidade para enfrentar os crescentes problemas que o país atravessa. Fica cada vez mais nítida sua falta de talhe para o cargo.


A rainha está nua.


Cada vez mais, os brasileiros vão se apercebendo que estão diante de um governo sem norte, sem comando, sem outros propósitos que não seja unicamente preservar, a todo o custo, o poder conquistado e exercido ao longo de uma década.

O governo Dilma está se notabilizando por conduzir o país a um grau alarmante de paralisia e de preocupante desorientação. Suas propostas e decisões não conseguem sobreviver ao choque da realidade. Suas ideias não correspondem aos fatos. Suas intenções esbarram na inépcia de quem não consegue transformar o que é papel e saliva em realidade.

Suas muitas promessas continuam sem ser cumpridas - vide o que acontece em qualquer uma das áreas de infraestrutura, das ferrovias aos aeroportos e estradas. Sua incapacidade para enxergar o óbvio chega a cegar - veja-se o risco ascendente que agora rondam as privatizações que o governo federal pretende levar adiante nos próximos meses.

A indústria definha, num ziguezague que só tende a levá-la ainda mais fundo para o buraco. O comércio exterior nunca esteve tão mal, abatido por importações cavalares de petróleo num país que até outro dia se dizia autossuficiente. Os serviços públicos continuam em petição de miséria - na pesquisa do Ibope, o sistema de saúde só não é mais mal avaliado que o Congresso e os partidos políticos.

É inegável que a perda de confiança da população na figura que exerce a função mais importante no país acaba respingando nas demais esferas. Com sua péssima atuação à frente do governo, a presidente está conseguindo erodir não apenas o seu capital político, mas também depreciar ainda mais todas as instituições da República.

A dose de malefícios que ela está impondo ao Brasil já ultrapassou os limites. A pesquisa feita pelo Ibope é o retrato mais fiel de que o tempo de Dilm
a Rousseff passou.



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Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica
estão disponíveis na página do
Instituto Teotônio Vilela

RETOMADA OU FATO ISOLADO ? Crescimento na produção industrial divide opiniões entre economistas

O crescimento de 1,9% da produção industrial brasileira em junho, em relação ao mês anterior, gerou opiniões diversas entre economistas brasileiros. O diretor do curso de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Frederico Leão Rocha, e o economista e doutor em Engenharia de Produção, Carlos Cova, acreditam que esse resultado é apenas um fato isolado, que pode não se repetir e que não chega a causar um impacto positivo.

Já Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, defende que o acréscimo representa uma retomada do crescimento econômico brasileiro.


De acordo com o Carlos Frederico, a indústria brasileira tem sido por muitas décadas um reflexo do crescimento econômico do país, não um motivador. Em relação aos bens de capital, que tiveram o maior crescimento, de 6,3%, a avaliação para o mês de junho seria otimista, ele diz. Ao considerar todos os meses deste ano, todavia, o resultado seria ruim. O acréscimo dos bens de consumo, por sua vez, poderia ser reflexo de uma elevação na renda dos brasileiros.

"Os setores que mais cresceram foram os setores que tiveram taxas negativas no mês anterior. Isso traz um certo ceticismo. O crescimento pode ter sido motivado apenas por um atraso do consumo", declarou. Um exemplo disso, para ele, seria o que aconteceu no setor automobilístico, quando consumidores resolveram adiar a compra, motivando uma variação muito grande no mês seguinte no início deste ano.

Carlos Frederico reforça que, desde 1994, a indústria tem acompanhado o PIB, não impulsionado, mesmo no período do governo Lula, quando teve um crescimento robusto. Somente entre as décadas de 1950 e 1980, ele afirma, a indústria teria liderado o crescimento da economia, com a entrada de novos setores. Na última década, no entanto, ele reforça, não tivemos entrada de novos setores e alguns deles até ficaram mais fracos.

"Essa pequena tendência de alta acompanha o crescimento do PIB. Pode ser que seja uma coisa que acontece uma vez, muda o patamar, mas não se repete. Esse nível deve perdurar ou crescer fracamente junto com o PIB, que deve crescer entre 2% e 3,5% neste ano. A indústria será um reflexo disso, não um motor", ressaltou.

Carlos J.G. Cova, economista e doutor em Engenharia de Produção e diretor de Pós-graduação da Aleph Educacional, acredita que o crescimento se trata de um fato isolado diante de um quadro ruim de indicadores. "A alta da atividade industrial é pouco relevante para desencadear mudanças significativas de humor no empresariado e no seu grau de confiança. O País está precisando muito de boas notícias na área econômica, mas esta parece apenas um fato isolado, que não pode ainda ser considerado como uma reversão de tendência".

Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, no entanto, vê uma retomada do ciclo de investimentos do Brasil. O acréscimo, ele aponta, seria um reflexo da demanda de vários setores. Os investimentos do país em infraestrutura para receber os megaeventos, por exemplo, garantiriam a 2014 um crescimento maior para a indústria. "O dinamismo econômico deve estimular diversos setores da indústria. Tudo depende da velocidade do crescimento, que está abaixo do esperado, mas que é sólido", concluiu Rossi.

Jornal do Brasil

PADRÃO 1,99 : Metade das obras em aeroportos da Copa está atrasada

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A menos de um ano da Copa de 2014, metade das obras programadas para os aeroportos que servirão à competição a partir de junho engatinha ou nem começou.

Balanço feito pela Folha mostra que 10 obras não alcançaram 30% da execução. A lentidão afeta sobretudo capitais que sediarão o evento: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Cuiabá, Fortaleza, Curitiba e Natal. (O cronograma em Manaus e Salvador, em contrapartida, está adiantado.)

Seis dos casos graves estão nas mãos da estatal Infraero.

Em Confins (MG) há três obras previstas, mas a mais adiantada delas, a ampliação do terminal de passageiros, está com 26% executados.

Já a construção de um novo terminal foi suspensa após o TCU (Tribunal de Contas da União) vetar o reajuste dos preços mínimos da concorrência, o que afastou todos os interessados. A Infraero começou a construir um terminal provisório em julho.

Em Porto Alegre (RS), a maior parte das obras de ampliação do terminal, do pátio e da pista não começou.

Pouco das expansões planejadas para Cuiabá (18%), Fortaleza (27%), Rio (22%) e Curitiba foi executado. As últimas começaram em maio deste ano, mas as do Rio se arrastam desde 2008.

PRIVADOS

A Infraero já reviu mais de uma vez o cronograma final de entrega das obras

Os dados oficiais apontam que mesmo o aeroporto privado de Natal, a primeira concessão do governo para obras aeroportuárias, está atrasado. A construção começou só em janeiro, quase um ano após o leilão.

O consórcio vencedor, Inframérica, afirma que 27,5% da obra havia progredido até o fim de junho -menos que os 31% prometidos no plano original entregue ao governo.

Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), responsável por fiscalizar a concessão, a companhia já foi notificada sobre atrasos. Mas, afirma a agência, embora a Inframérica tenha se comprometido a concluir as melhorias em Natal antes da Copa, ela só será punida se não entregá-las até janeiro de 2015, extrapolando os 36 meses previstos em contrato.

As obras de acesso viário ao aeroporto, de responsabilidade do governo estadual, também estão atrasadas e, após a troca da empreiteira, devem ser concluídas em maio, a um mês do evento.

Outros três aeroportos concedidos à iniciativa privada estão com os reparos mais avançados. Brasília alcançou 35%, Campinas, 36%, e Guarulhos, 50%. As concessionárias responsáveis por eles estão sujeitas a multa caso não concluam as obras até maio. 
Editoria de arte/Folhapress
 

 DIMMI AMORA
RENATA AGOSTINI

A "BATUTA" GERENTONA 1,99 E O SEU brasil maravilha II : Balança comercial tem deficit de US$ 1,9 bilhão, pior resultado para o mês em 20 anos

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A balança comercial brasileira, que mostra a diferença entre as importações e as exportações do país, registrou deficit de US$ 1,9 bilhão em julho, o pior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1993.

Com isso, o saldo comercial no acumulado do ano ficou negativo em US$ 5 bilhões, também um recorde histórico. Antes, o maior deficit havia sido registrado em 1995, quando o saldo ficou negativo em US$ 4,2 bilhões nos primeiros sete meses do ano.

No mesmo período do ano passado, o saldo ficou positivo em US$ 9,9 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

O país já iniciou o ano com perspectiva de deficit nos primeiros meses diante do atraso no registro de importações de combustíveis da Petrobras no valor de US$ 4,5 bilhões.

As operações de compra da estatal foram feitas ao longo do segundo semestre de 2012, mas contabilizadas apenas este ano devido a uma mudança nas regras de registro da Receita Federal.

Apesar do deficit expressivo nos primeiros sete meses, o governo segue apostando em superavit para o ano.

"Nossa avaliação está mantida com a previsão de um saldo positivo, ainda que bastante inferior ao verificado no ano passado. A despeito do deficit acumulado de US$ 5 bilhões, há uma série de fatores positivos que apontam para recuperação", afirmou Tatiana Prazeres, secretária de comércio exterior do Mdic.

Segundo ela, o mês de julho foi "atípico", principalmente pelo comportamento da chamada "conta petróleo", que mede as importações e exportações do produto. O deficit nesta conta alcançou US$ 15,4 bilhões nos primeiros sete meses do ano. O governo aposta, no entanto, que haverá recuperação na produção de petróleo no segundo semestre.

"Seguimos com patamar elevado de exportações a despeito do resultado da conta petróleo. Não há variável mais importante para a compreensão do comércio exterior brasileiro do que a conta petróleo", disse.

Especialistas de comércio exterior apontam para a possibilidade de deficit comercial no ano.

A AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) revisou para baixo este mês as perspectivas para a balança comercial e previu saldo negativo de US$ 2 bilhões em 2013. Caso confirmado, este seria o pior resultado em 15 anos.

EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES

As exportações em julho chegaram a US$ 20,8 bilhões, queda de 5,2 % frente ao mesmo mês de 2012 pela média diária.

Houve queda nas vendas de básicos (-4,4%) e semi manufaturados (-24,5%), enquanto as de manufaturados subiram marginalmente (+0,6%).

No acumulado do ano, houve queda de 1,5% ante o mesmo período de 2012, com as vendas ao exterior alcançando US$ 135,2 bilhões.

Já as importações em julho somaram US$ 22,7 bilhões, alta de 19,7% em relação ao verificado em julho do ano passado pela média diária.

Cresceram as compras em todas as categorias: bens de consumo (+11%), bens de capital (+12%, matérias-primas e intermediários (+10,4%) e combustíveis e lubrificantes (+67,5%).

Nos sete primeiros meses do ano, as compras do exterior foram de US$ 140,2
bilhões, alta de 10% frente ao registrado no mesmo período de 2012.

DESTINOS DOS PRODUTOS BRASILEIROS

De janeiro a julho, o Brasil conseguiu aumentar as vendas para Argentina (+9,1%) e China (+8,5%) entre seus principais mercados.

Por outro lado, houve retração nas exportações para Estados Unidos (-14,2%) e União Europeia (-6,4%).

BALANÇA NO PRIMEIRO SEMESTRE

Em junho, a balança comercial registrou superavit de US$ 2,4 bilhões, o triplo do verificado no mesmo mês do ano passado.

Apesar do resultado positivo no mês, o saldo comercial no semestre ficou negativo em US$ 3 bilhões, o mais baixo desde 1995, quando registrou deficit de US$ 4,2 bilhões. 

RENATA AGOSTINI/Folha

A "BATUTA" GERENTONA 1,99 E O SEU brasil maravilha : Importações brasileiras de petróleo mais que dobram em julho; exportações caem 50%

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As importações de petróleo do Brasil aumentaram mais de 140% em julho na comparação anual, enquanto as exportações caíram pela metade, uma vez que a produção brasileira da commodity não tem conseguido acompanhar nos últimos anos o crescimento do consumo do mercado interno.

As importações de petróleo subiram para 3,124 bilhões de dólares no mês passado, ante 1,233 bilhões de dólares em julho de 2012. Já as exportações recuam para 692,2 milhões de dólares no mês passado, contra 1,348 bilhão de dólares em julho de 2012, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) divulgados nesta quinta-feira (1).

Importações maiores e exportações menores de petróleo têm afetado não somente as contas do país o déficit comercial no acumulado do ano é de 5 bilhões de dólares, mas também as contas da Petrobras.

No acumulado do ano até julho, a importação de petróleo e combustíveis soma o equivalente a 25,8 bilhões de dólares, ante 21,68 bilhões de dólares no mesmo período do ano passado, quando o Brasil já estava importando elevados volumes.

Considerando somente petróleo, as importações no acumulado do ano somaram 10,5 bilhões de dólares, enquanto as compras externas de combustíveis, incluindo gasolina, somaram 15,28 bilhões de dólares.

Já as exportações de petróleo atingiram no acumulado do ano até julho quase 6 bilhões de dólares, ante 11,8 bilhões de dólares no mesmo período do ano passado.

IMPACTO

"A conta petróleo está deixando de faturar tanto na exportação quanto na importação algo como 10 bilhões a 12 bilhões (de dólares) aproximadamente" disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira.

O ministro, que é presidente do Conselho de Administração da Petrobras, acredita que a situação negativa da balança de petróleo e combustíveis é provisória, já que espera aumento da produção da estatal.

"Mas nós estamos aumentando a produção de derivados e a produção da Petrobras está aumentando", disse o ministro, citando dados de junho que mostram aumento da produção da estatal, após paradas para manutenção de plataformas em meses anteriores no ano.

Para a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, 2013 é um "ano atípico" para a balança comercial do país em função da chamada conta petróleo.

DA REUTERS