"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 09, 2013

Pisando no tomate


A inflação de Dilma já tem seu símbolo:
o tomate.
 
A hortaliça, que dobrou de preço em um ano, tornou-se a melhor tradução da alta generalizada que acomete a economia brasileira, atinge com força os alimentos e penaliza mais as famílias mais pobres. O governo petista parece não saber o que fazer para conter a praga.

Amanhã, o IBGE divulga o IPCA de março. Qualquer resultado superior a 0,40% no mês significará que o índice acumulado nos últimos 12 meses terá furado o teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, de 6,50%. A última vez que isso aconteceu foi em novembro de 2011. Ninguém mais acredita que o limite superior não será rompido agora.

A prévia da primeira quinzena do mês (IPCA-15) mostrou alta de 0,49% e o Boletim
Focus do Banco Central de ontem trouxe previsão de 0,50%. "O estouro da meta é um consenso. O problema é prever a inflação daqui para frente", lamentou um analista ouvido pelo Correio Braziliense.

Com a água já chegando ao pescoço, ontem Dilma Rousseff pediu socorro a seus conselheiros econômicos. Deve ter ouvido deles que a alta dos juros parece iminente, uma vez que o governo petista recusa-se a fazer o mais adequado: diminuir seus exorbitantes gastos públicos para abrir espaço para o investimento privado. Por falta de aviso é que não foi. 

 
Yoshiaki Nakano, um dos convidados de ontem do Planalto, escreve hoje no Valor Econômico:
"Se o governo não está disposto a fazer uma 'contração fiscal' que mereça este nome não resta senão o Banco Central elevar a taxa de juros. (...) Se o Banco Central e o governo não agirem convincentemente corremos o risco do hábito de reajustar os preços de acordo com a inflação passada voltar com toda a sua força."

Outro participante, o guru-mor do petismo Delfim Netto, também expressa sua visão em
artigo no jornal:
"O governo sabe que o namoro inflacionário duradouro com a banda superior da meta (5,8% nos oito anos de governo Lula e 6,2% nos dois anos do governo Dilma) é um convite à sua persistência. Isso deteriora as expectativas e reintroduz a incerteza na fixação dos salários.

 
Sabemos como isso termina". Segundo Delfim, nos últimos dez anos a média da taxa de inflação brasileira nunca saiu de perto dos 6%, o que é altíssimo. De acordo com a Folha de S.Paulo, para este ano as instituições mais certeiras do mercado já creem que o IPCA chegará a 6,15%, bem acima dos 5,7% que até o
BC já admite oficialmente.
 

Em dez anos, o PT só entregou inflação abaixo de 4,5% em três ocasiões; Dilma não conseguirá uma vezinha sequer em seu mandato. 
 
Tudo indica que a política de remendos praticada pela presidente não tem conseguido fazer mais do que água. Desonerações tributárias a granel, medidas emergenciais, decisões que vêm e vão, pacotes que se sucedem têm servido simplesmente para engolir dinheiro público.
 
 
No domingo, O Globo mostrou que R$ 315 bilhões foram despejados pelo governo petista na economia nos últimos dois anos, mas só conseguiram produzir um pibinho acumulado de 3,6%.

A desoneração da cesta básica, por exemplo, foi incapaz de impedir que o item continue aumentando - e muito. Apenas no mês de março, chegou a subir 6%, como no caso de Vitória. No trimestre, ficou mais cara em todas as 18 capitais pesquisadas pelo Dieese, com aumentos de até 23%, como em Salvador.
Em 12 meses, a média de reajuste beira os 30%.


  O caos logístico também colabora para encarecer a comida do brasileiro.

   Com o preço do frete em alta - seja pelas más condições de nossa infraestrutura, seja pelos reajustes de combustíveis ou por mudanças no regime de trabalho dos caminhoneiros - reduções de preços no atacado não chegam ao varejo. Transportar grãos, por exemplo, ficou 56% mais caro no país desde janeiro, informa O Globo
 
Trata-se de um quadro que inspira muita preocupação. Primeiro, porque a inflação penaliza justamente quem mais precisa:
os mais pobres.

A alimentação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos ficou 14% mais cara nos últimos 12 meses, algo que nenhum salário consegue acompanhar. Desde 2008, o preço da comida não subia tanto nesta base de comparação.


E este é um fenômeno legitimamente brasileiro: no Brasil, os preços do grupo alimentação e bebida têm subido todos os meses desde agosto de 2011, segundo o IBGE.

No mundo acontece o oposto:
conforme a FAO, os alimentos acumulam deflação de 9% nestes 19 meses, como mostrou
O Estado de S.Paulo ontem. 

 
Em segundo lugar, a inflação preocupa porque é generalizada. O IPCA de fevereiro mostrou que 72% dos preços que compõem o índice subiram, atestando uma alta disseminada como há muito não se via no país - normalmente, este percentual fica em torno de 60%.

Da mesma forma, o núcleo de inflação em alta é sinal que não são fatores excepcionais, sazonais ou circunstanciais - como é o caso do tomate - que estão elevando o nível geral de preços, mas, sim, que todo o conjunto da economia está ficando mais caro.


Há grande expectativa em relação ao resultado do IPCA de amanhã porque dele podem depender decisões imediatas importantes na condução da política econômica do país. Na semana que vem, o Banco Central define a nova taxa básica de juros.

Se se confirmar o pior, e a inflação estourar a meta, a Selic pode começar a subir. É o alto preço que a população brasileira paga pela má condução da economia pelo governo Dilma.

 
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Pisando no tomate

O HOMEM QUE VIVE HOJE O ANO DE 2015," empresário símbolo da prosperidade da economia brasileira". O "ESPELHO" DO brasil maravilha dos farsantes : Governo discute socorro a Eike Batista



A utilização do superporto do Açu (São João da Barra, cidade no litoral no norte do Estado do Rio) pela Petrobras vem sendo discutida reservadamente pelo comando da petroleira. Não há na costa fluminense nenhum porto disponível com capacidade apropriada para servir de base à produção do pré-sal da Bacia de Campos. O porto inicialmente previsto, a ser construído em Maricá, enfrenta objeções ambientais por parte de setores do governo estadual.

Além da questão logística - o porto do Açu é o mais próximo aos campos petrolíferos de Campos um outro fator, talvez mais importante até, aproxima a Petrobras ao futuro porto controlado pelo megaempresário Eike Batista: o governo Dilma Rousseff está preocupado que um eventual colapso das empresas do grupo X possa afetar a imagem do Brasil no exterior e minar a disposição dos empresários de investirem no País.

Há uma discussão interna quanto até onde o governo pode ir para ajudar o empresário a superar a crise. Uma proposta é a Petrobras assumir o Açu, o que, de acordo com a avaliação de alguns dos que estudam o assunto no governo, impulsionará os investimentos do grupo X.

Em 19 de março, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli Filho, sem dar detalhes da negociação, afirmou que o emprego do Açu como base do pré-sal está em estudos pela petroleira, assim como áreas no Espírito Santo, no litoral sul do Rio e na costa paulista.

Após dias seguidos de queda, as ações da OGX conseguiram ontem uma recuperação considerada excelente. As ações da OGX, a petroleira de Eike, chegaram a registrar queda superior a 13%, mas fecharam o dia com decréscimo de pouco mais de 1%. Em um ano, as ações da OGX caíram 88,5%. Em um mês, 46%.

Uma fonte do governo afirmou que ainda não está decidido o tipo de socorro às empresas do grupo X. "Não significa que o governo vai ajudar, mas de fato há uma preocupação grande do governo com o Eike. O problema dele pode afetar a imagem do Brasil, comentou.

Eike, por muito tempo, foi indicado pela imprensa nacional e estrangeira como empresário símbolo da prosperidade da economia brasileira. Mas as empresas do grupo têm sofrido forte queda no mercado por conta da desistência de parceiros estrangeiros em seus projetos.

Em 2012, a siderúrgica chinesa Wuhan Iron and Steel Corporation (Wisco), desistiu da parceria com a MMX no Açu, onde montariam um complexo siderúrgico. A estatal da China alegou que Eike não construiu a infraestrutura necessária (ferrovias e terminais portuários) para garantir o projeto.

Eike esteve em Brasília recentemente para conversar com Dilma. Este ano, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, foram acusados por parlamentares de tentar transferir o estaleiro da companhia Jurong (Cingapura), projetado para o Espírito Santo, para o Açu, como forma de ajuda a Eike.

Os portos mais importantes do Estado do Rio já estão saturados, como o de Macaé, Niterói e Rio. A proposta da Petrobrás de utilizar o terminal portuário da Baía de Sepetiba como base para o pré-sal foi vetado pelo setor ambiental do governo do Rio.

Queda livre

88,5% foi a queda das ações da petroleira OGX registrada em um ano.
46% foi a queda em um mês.

E NO brasil marvilha dos FARSANTES E FALSARIA PALANQUEIRA ... O "MODÊLO PT DE GOVERNAR" : Apagão em Brasília já dura mais de 6 horas e não há previsão para acabar


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Parte da capital federal está sem energia elétrica desde as 9h15 desta terça-feira (9). A CEB Distribuição, responsável pelo fornecimento em Brasília, informou que ainda não há previsão para o restabelecimento do serviço.

O motivo da interrupção, segundo a empresa, foi a inundação de uma caixa subterrânea de distribuição de energia, devido ao transbordamento da rede de esgoto.

O problema ocorreu na Asa Norte, área central da cidade, e deixa edifícios comerciais, hotéis, shoppings, ruas comerciais e avenidas da cidade sem luz ou sinalização.

A distribuidora diz que, por enquanto, ainda está sendo feita a limpeza do local. Apenas depois disso o serviço elétrico poderá ser feito.

Ainda segundo a CEB, não foi possível transferir carga de energia para essa região a partir de outras linhas de transmissão, o que prolonga o tempo de blecaute.

APAGÃO
 
 A assessoria de imprensa da CEB destacou que o caso de hoje não é um apagão tradicional, uma vez que a responsabilidade pela falha não foi da empresa.

A CEB destaca que desde o ano passado ocorreram três apagões na cidade: dois em outubro do ano passado e um ontem, afetando área pequena da cidade --o SIA (Setor de Indústria e Abastecimento), que ficou sem luz por pouco mais de meia hora após problema em subestação.
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Todos os dias a empresa de distribuição de Brasília recebe cerca de cem reclamações por problemas de falha de energia.

A companhia destaca que esse dado não pode ser utilizado como medida para a quantidade de interrupções que de fato ocorrem na cidade, uma vez que parte desses contatos são feitos por consumidores apenas para apontar falhas bastante pontuais, como os que ocorrem após acidentes de trânsito e interrompem o fornecimento por períodos curtos de tempo, até conserto do poste.

FOLHAS ANEXAS E AVULSAS DO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E GERENTONA FALSÁRIA DO brasil maravilha... O país das obras atrasadas

O Brasil vai continuar emperrado por muito tempo, se a aceleração do crescimento econômico depender das obras de infraestrutura tocadas pelo setor público ou entregues ao setor privado em regime de concessão ou de parceria. 

Atrasos nas obras de geração e de transmissão elevam o risco de apagões e de racionamento de energia elétrica nos próximos anos. 

Construções de aeroportos estão paradas, investimentos em mobilidade urbana vão mal e quem quiser viajar pelo Brasil para acompanhar a Copa do Mundo, no próximo ano, terá de enfrentar condições precárias em todos os tipos de transporte. 

O País, segundo prometem a presidente Dilma Rousseff e seus auxiliares, vai fazer bonito em 2014. 

É muito tarde para prometer algo semelhante para a Copa das Confederações, neste ano, mas nenhuma autoridade federal parece ansiosa para discutir detalhes desse tipo. 

É muito mais confortável discursar como se as obrigações assumidas pelo presidente Luiz Inácio da Silva em 2007 só valessem para o próximo ano e para a próxima Olimpíada, em 2016. Será quase impossível evitar o vexame internacional na Copa do Mundo, mas as piores conseqüências serão de outra ordem.

Por desleixo e inépcia do governo, os projetos concebidos para os grandes eventos esportivos serão concluídos com grande atraso - se forem - e
qualquer esforço para apressar sua conclusão implicará enormes custos adicionais. 

Além disso, o Brasil terá desperdiçado um monte de dinheiro e continuará com uma infraestrutura muito pobre e com padrão muito inferior ao mínimo necessário a um país extenso e com economia diversificada e exposta a uma concorrência internacional cada vez mais dura. 
 
Até o próximo ano os projetos do setor de energia deveriam acrescentar 6.149 mega-watts (MW) à capacidade nacional de geração. Se os atrasos persistirem, ficará faltando quase metade (48%) desse total. Também estão fora do crono-grama dois terços dos 80 projetos de transmissão previstos para ser concluídos até 2015. Os dados são da Aneel. 

As falhas de planejamento são evidentes. 

As autoridades do setor esqueceram-se, por exemplo, de compatibilizar os planos de geração e os de transmissão. Algumas conseqüências chegam a ser cômicas. Foi muito difundido o caso do parque eólico da Bahia, pronto para produzir eletricidade, mas impedido de funcionar por falta de linhas de transmissão.

No setor do transporte aéreo o quadro é igualmente desastroso. 

As obras do novo aeroporto de Goiânia, paralisadas há quase seis anos, são hoje apenas uma modesta estrutura de concreto no meio de muito mato. O tempo de paralisação das obras de Vitória, no Espírito Santo, é um pouco menor: o quinto aniversário será em julho, mas sem festa e sem bolo com velinhas. 

As empreiteiras alegaram rompimento do equilíbrio econômico-financeiro do projeto, abandonaram as obras e recorreram à Justiça. Em Goiânia, o velho aeroporto foi adaptado à maior demanda com um puxadinho. 

Pelo contrato original, a construção custaria R$ 257,7 milhões e seria concluída em três anos. Um aditivo elevou o preço para R$ 287,6 milhões, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades graves e os trabalhos foram interrompidos.

Em todas as modalidades vai muito mal a execução de projetos. 

No ano passado, o Ministério dos Transportes desembolsou R$ 10,5 bilhões para obras e compras de equipamentos, embora estivessem previstos R$ 23,2 bilhões no orçamento. Submetido a uma faxina moral e administrativa em 2011, o Ministério operou com muita dificuldade no ano passado.

Para 2013 o novo ministro, César Borges, dispõe de R$ 16 bilhões para investir, mas será uma surpresa se o Ministério apresentar, até dezembro, resultados muito melhores que os do último biênio. De modo geral, o setor de transportes, apesar de bem aquinhoado no Orçamento, tem desempenho limitado por problemas comuns à maior parte do governo. 

A ineficiência gerencial reflete a baixa capacidade de elaboração e de execução de projetos. Problemas com o TCU são uma das conseqüências mais notórias dessa incapacidade.

O Estado de S. Paulo