"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

agosto 08, 2013

DOIS EM UM ! AOS CRÉDULOS ÚTEIS DO MARQUETINGUE brasil maravilha DOS FARSANTES : (I)Trégua na inflação? Cedo demais para comemorar… (II)“A inflação está completamente sob controle”


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(I)
Trégua na inflação? 
Cedo demais para comemorar

A presidente Dilma, disposta a “fazer o diabo” para vencer as eleições, parece só ter olhos para as urnas em 2014. Aproveitou um bom dado de inflação para sair da toca e bradar:
 “A inflação está totalmente sob controle”. 
Será mesmo?

O IPCA, que teve alta de apenas 0,03% em julho, ainda acumula uma alta de 6,27% em 12 meses (ver gráfico abaixo), bem acima da meta de 4,5% do Banco Central. A média móvel de 24 meses ainda está acima de 6%. Além disso, esse baixo índice no mês se deve a três fatores: 

sazonalidade favorável, 
queda de alimentos, 
e redução da tarifa de ônibus. 
Nada parece sustentável.

IPCA 12 meses. Fonte: Bloomberg

A sazonalidade, como o nome já diz, muda.

 A tarifa administrada de transportes terá que subir mais cedo ou mais tarde. E os alimentos oscilam mesmo, mas é preciso lembrar que o dólar está em alta (ver gráfico abaixo). Essa alta do dólar, aliás, exercerá alguma pressão inflacionária, sem dúvida.

Dólar x Real. Fonte: Bloomberg

O agrupamento de serviços manteve o ritmo de alta do mês anterior ao elevar-se 0,64%, mantendo a taxa de variação acumulada em 12 meses no patamar de 8,5%. Como os serviços são menos manipuláveis ou voláteis, eles apresentam uma tendência mais clara – e preocupante. Estando o país em situação de quase pleno-emprego ainda, essa pressão não deve arrefecer tão cedo.

O índice de difusão caiu bastante, de 73% para 58%. Isso mede a proporção de preços que estão em alta. Como podemos ver, ainda são mais da metade dos preços calculados que estão subindo. Não há motivo algum para alívio sustentável ou para soltar fogos de artifício.

A presidente Dilma deveria manter uma postura mais sóbria diante do quadro. A inflação brasileira não foi domada, e ainda se encontra em patamar muito elevado. A queda recente foi, ao que tudo indica, um alívio temporário, nada mais. Nenhum governo deveria dormir tranquilo com uma taxa de inflação perto de 6% ao ano!


Seu discurso de que a inflação está completamente sob controle fez com que eu até acreditasse que, de fato, Varginha costuma receber a visita de ETs

Via :
(II)
“A inflação está completamente sob controle”

O título desse post é uma declaração da Presidente da República depois da divulgação que a inflação de julho foi de 0,03%. Será que isso significa que a inflação de fato está completamente controlada? Claro que não. Quem fala isso é porque não entende de economia e/ou não olhou os dados.


O que me impressiona é que bastava a Presidente ligar para o presidente do Banco Central ou algum dos diretores do Banco Central que qualquer um deles esclareceria que o fato da inflação de julho ter sido próxima de zero não significa que uma perspectiva positiva de redução da inflação neste e no próximo ano em direção ao centro da meta.

Vamos aos números. 
Aqui vou utilizar dois relatórios. 
O relatório de hoje do Santander para os seus clientes é taxativo:

Entretanto, mesmo com a atual tendência de queda na inflação, o índice de difusão da inflação ex-alimentos se mantem acima de 50% (o índice caiu de 59,2% registrado em junho para 57,3% em julho), o que indica que o processo de inflação generalizada, definitivamente, não acabou….. a desvalorização do real deve começar a pressionar o IPCA a partir de setembro, o que exige que a abordagem mais rígida do Banco Central deve continuar tendo em vista o controle da inflação como prioridade mesmo que isso custe um menor crescimento econômico. 


Mas a explicação mais didática, curta e excepcionalmente bem escrita vem da equipe do economista Afonso Celso Pastore (AC Pastore) que produz um relatório, assinado por Marcelo Gazzano, que até quem não sabe economia consegue entender. AC Pastore lembra que no mês de julho tivemos o que ele chama de “perfeito alinhamento (dos astros) com baixíssima probabilidade de ocorrência”. 

 
A baixa inflação de julho pode ser explicada, segundo AC Pastore por três fatores: 

(i) revogação do aumento das tarifas de ônibus urbano em diversas capitais, 
(ii) fraca demanda de produtos de vestuário devido ao inverno mais curto; 

e (iii) a sazonalidade da queda dos preços de alimentos e bebidas.
Mas quais são os fatores de risco?
A desvalorização do Real foi maior do que se esperava e isso deve aumentar a inflação a partir de setembro, e (ii) um eventual reajuste dos preços de combustíveis, pois como já mostrei aqui a defasagem está perto de 30%.

Um ponto que me chamou atenção no relatóriodo AC Pastore é a inflação reprimida nos preços dos produtos administrados. A inflação de 12 meses nos preços livres está em 7,9% e dos preços administrados está em 1,3%. 
 
Vamos combinar o seguinte. o governo fará de tudo para que a taxa de desemprego não aumente, o gasto público continue crescendo muito acima do crescimento do PIB e vai continuar postergando reajustes nos preços dos produtos administrados e, em algum momento, o dique vai explodir.

Assim, não há nada ainda que indique que a “inflação está completamente sobre controle”, a não ser que a meta seja 6,5% e não 4,5% ao ano. Mas se o governo realmente pensa isso, que a inflação está totalmente controlada, temos um grande problema pela frente. 

Via :

PAU QUE DÁ EM CHICO DÁ EM FRANCISCO ? VIDA QUE SEGUE ! Alstom investiu R$ 30 milhões na nova fábrica de Canoas. Renúncias fiscais milionárias garantiram o investimento.

 
A Alstom está envolvidíssima nas denúncias de corrupção ligadas à construção e manutenção dos metrôs de SP e Rio, junto com a Siemens.

A cadeia de energia eólica do Rio Grande do Sul ganhou nesta quarta-feira um importante reforço com a inauguração da fábrica da Alstom, que vai produzir torres metálicas para aerogeradores. A empresa passou pela Sala do Investidor e recebeu apoio do Governo do Estado para instalação.

"Hoje inauguramos nossa 11ª unidade no país e a segunda no segmento eólico,fonte que mais cresce no Brasil. A importância do RS neste mercado não se deve só ao potencial eólico, mas às condições que oferece para a instalação de indústrias", disse o presidente da Alstom Brasil, Marcos Costa.

 
O governo Tarso Genro promoveu renúncias fiscais milionárias para beneficiar a Alstom, porque através do protocolo de intenções, assinado em 1º de outubro de 2012, a empresa francesa recebeu benefícios que abrangem a desoneração de 100% nas compras locais e importação de bens de capital, quando feita pelo Rio Grande do Sul, e a desoneração parcial (cerca de 1/3, dependendo do valor agregado) nas compras de insumos gaúchos para produção.

Os benefícios na importação são concedidos somente quando o produto não tem similar local. Nas vendas a outros estados, há isenção de impostos.
 

Transcrito do original/íntegra : 

brasil maravilha SEM MARQUETINGUE : Desemprego em serviços é o mais alto desde 2009

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As atividades de comércio e de serviços registraram em junho deste ano as mais altas taxas de desemprego para o mês, desde a crise global em 2009, segundo dados do IBGE. Para economistas consultados pelo Valor, o cenário acende sinal de alerta para o mercado de trabalho como um todo, porque esses dois setores respondem por mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e representam cerca de 75% dos empregos formais.

Segundo analistas, a piora no desempenho dos dois segmentos -os que respondem pela maior parte das vagas abertas - pode ser o prenúncio de trajetória ascendente na taxa de desemprego, atualmente em 6%.


Embora a taxa de desocupação de junho deste ano tenha sido superior a maio (5,8%), o IBGE não considera o avanço significativo. Mas as disparidades nas taxas deixam de ser tênues quando se analisa a desocupação por atividade.

A taxa de desemprego para comércio, reparação de veículos e de objetos pessoais e domésticos foi de 4,1%, a mais alta para o setor na comparação com meses de junho, desde 2009 (4,7%). Em serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, a taxa foi de 3,9% em junho, também a maior desde 2009 (4,3%).

Cauteloso, o economista Cimar Azeredo, economista do IBGE, diz que essas taxas foram influenciadas por um ritmo menor de efetivação de temporários, nos dois setores. Já para José Marcio Camargo, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio e economista da Opus Gestão de Recursos, "há tendência de aumento na taxa de desemprego". Segundo Camargo, o peso expressivo de comércio e de serviços na economia real torna mais preocupante a deterioração do mercado de trabalho nesses setores. Ele não descarta a possibilidade de que a taxa de desemprego suba para 6,5% até 2015.

O economista-chefe da SulAmérica, Newton Rosa, diz que. "as vendas do comércio estão estagnadas desde o fim de 2012", ao falar sobre os números do desemprego. Lembrou também o ainda elevado endividamento das famílias e o patamar expressivo de inadimplência. Rosa também projeta taxa de desemprego de 6,5% em um ano.

Caso as vendas do comércio varejista se mantenham fracas, com continuidade de atividade econômica menos aquecida, isso desestimulará novas contratações no comércio e serviços nos próximos meses, disse o ex-diretor do Banco Central e economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas. "Se o comércio não vende, também não contrata." Para Freitas, ainda é cedo para dizer se o atual desemprego em alta em comércio e em serviços vai continuar. 

Segundo Freitas, é preciso esperar os resultados no terceiro trimestre, quando são contratados temporários para atender a demanda do fim de ano. "Esses segmentos efetivam em torno de 20% a 30% dos temporários. Caso fique abaixo disso, seria sinal mais claro de deterioração do emprego." Segundo o economista, a procura por temporários este ano será bem menor que em 2012. "As vendas em datas como Dia das Mães e Dia dos Namorados foram menores do que as do ano passado."


Alessandra Saraiva | Do Rio Valor Econômico

EM TEMPOS DE VIOLAÇÃO DE PRIVACIDADE... 'Fiquei pasmo', critica vice-presidente do TSE . "Esse fato revela que precisamos de correção de rumos"

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, disse ontem ter ficado "pasmo" ao saber que o TSE firmou convênio para dar a Serasa acesso a dados dos eleitores. O ministro defendeu que a privacidade das pessoas deve ser preservada e disse que causa estranheza a assinatura do acordo.

- Estamos todos muito atônitos. E esse fato revela que precisamos de uma correção de rumos - disse o ministro.
Marco Aurélio afirmou que o acordo não poderia ter sido assinado pela Corregedoria do TSE e que o sigilo dos dados eleitorais só pode ser aberto mediante decisão da Justiça:

- Tempos muito estranhos nós estamos vivendo no Brasil. O TSE é depositário de dados cobertos pelo sigilo. E esse sigilo só pode ser afastado mediante ordem judicial para efeito de investigação criminal ou instrução de inquérito. Fiquei pasmo com a notícia, liguei imediatamente para a presidente, que também estava surpreendida. Porque, inclusive, no tocante a pedidos individuais formulados por juízes, essa matéria sempre foi levada a plenário. E o cadastro não pertence à Corregedoria, pertence à Justiça Eleitoral - disse.

O ministro Marco Aurélio também destacou que os dados do TSE seriam repassados a uma empresa privada:

- Eu não conheço essa permissão no sítio do tribunal quanto a dados de eleitores, que são cidadãos e têm direito à cidadania e a cidadania envolve a privacidade. A privacidade precisa ser preservada. E em direito, o meio justifica o fim, não o fim ao meio. Não podemos potencializar o fim para termos como válido o meio. E o repasse foi a uma pessoa jurídica de direito privado, o que mais estarrece.
A notícia da assinatura do convênio também causou reação na Câmara. A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou requerimento do deputado Ivan Valente (PSOL-SP) para convocação do presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro, para prestar esclarecimentos sobre o convênio. O TSE também será chamado para prestar informações, provavelmente representado pela corregedora do órgão.

- Trata-se de compartilhamento de informações cadastrais dos eleitores por um órgão público para uma empresa privada, sem a autorização dos eleitores, o que atenta contra o direito à privacidade - afirmou Valente.
A informação sobre a liberação de dados dos eleitores também deixou os parlamentares surpresos:

- A Serasa é uma empresa privada. Isso é uma vergonha. É invasão de dados, imagina dar meus dados para uma empresa privada de interesse comercial. Vou fazer um requerimento questionando o TSE - disse o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO).

Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), é preciso que o TSE faça apuração interna para apurar responsabilidades:
- O contrato é de entrega de dados fiscais a uma empresa privada, que só teria acesso se o cidadão, voluntariamente, o fizesse ou por ordem judicial. A revogação tem que ser imediata, isso é indiscutível, mas isso não basta. É preciso investigar e a conclusão provocar as punições necessárias, mostrar à população o que ocorreu. Pode ter havido erro de boa-fé.

Deputados petistas também demostraram perplexidade e criticaram o convênio:
- São dados repassados pelo cidadão ao TSE para fins de organização da eleição no Brasil. Não é possível favorecer uma instituição privada fornecendo dados que são tutelados pelo poder público - disse Ricardo Berzoini (PT-SP).
Em nota, a associação de consumidores Proteste disse que vai enviar ofício à corregedora-geral da Justiça Eleitoral, Laurita Vaz, pedindo a suspensão do acordo entre o TSE e a Serasa. A Proteste alega que o repasse de informações pessoais de 141 milhões de eleitores só pode ser validada com autorização do consumidor.
"Trata-se de violação à privacidade do consumidor e desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor", explicou a coordenadora da associação, Maria Inês Dolci.

A situação reforça a preocupação de entidades de defesa do consumidor com o compartilhamento de dados do consumidor com o cadastro positivo, que entrou em vigor no início de agosto. Entre as informações que serão repassadas pelo TSE estão dados pessoais, como número e situação de inscrição eleitoral, nome da mãe, data de nascimento e até registros de óbitos.
 
O Globo