"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

novembro 16, 2012

E NO brasil maravilha DOS FARSANTES... "CRIATIVIDADE" ! "caviar e champanhe"(grelhados e saladas) (feijão com arroz) E "pão e água" : Eletrobrás abandona sonho de virar uma 'Petebrás' e já fala em demissões


Após pacote de energia do governo, ambição de crescimento rápido vai sendo substituída por medidas de contenção de custos

Em menos de três anos, a Eletrobrás saiu da condição de candidata a "Petrobrás do setor elétrico" a uma empresa em crise. A estatal tinha a ambição de crescer rapidamente, até mesmo fora do País, e se tornar o equivalente da Petrobrás no setor elétrico. Mas, com o pacote de energia recém-anunciado pelo governo, se tornou o principal instrumento na campanha pela redução das tarifas de energia.

A empresa terá perdas bilionárias e, no lugar dos planos de expansão, prepara medidas para cortar fortemente os custos. Estuda até mesmo a adoção de um plano de demissão incentivada.

Cálculos preliminares da empresa indicam que ela terá um corte anual de receita em torno de R$ 8 bilhões para ajudar a reduzir a conta de luz. Além disso, a Eletrobrás calculava que o governo teria de pagar uma indenização de R$ 30 bilhões por investimentos em usinas e linhas de transmissão. 
 
O governo, porém, se dispôs a pagar R$ 14 bilhões, ou R$ 16 bilhões a menos do que o esperado pela Eletrobrás.

A companhia apelou para a criatividade dos funcionários para tentar equilibrar as contas. Eles apresentaram um pacote com 50 sugestões de medidas que poderão aumentar as fontes de receita ou reduzir os custos. Apesar dos esforços, entre as medidas em análise pela diretoria está até mesmo a de incentivo às demissões.

Os sinais apontam para um encolhimento do Sistema Eletrobrás.
Em setembro, a direção de Furnas, uma de suas principais subsidiárias, anunciou um programa de desligamento voluntário para reduzir em 28% o quadro de empregados. Para quem tinha planos de cruzar fronteiras e buscar uma internacionalização ao estilo da Petrobrás, essa é uma mudança drástica de rota.

Cardápios.

Até a divulgação da MP 579, nas apresentações ao mercado do plano estratégico 2010-2020, a Eletrobrás dizia ter um ambiente favorável de atuação.
 

O documento apresenta quatro cenários de referência.
O mais otimista, no qual a empresa afirmava se inserir até setembro deste ano, previa expansão incentivada e, por isso, foi descrito como "caviar e champanhe". 

Esse é um ambiente de oferta de capital abundante e no qual "as intervenções governamentais sobre o Sistema Eletrobrás são quase que exclusivamente de cunho estratégico, podendo este assim cumprir sua função empresarial com mais autonomia". 

O planejamento considera ainda os cenários de concorrência
na escassez (grelhados e saladas); 
de crescimento limitado  (feijão com arroz), 
e o de luta pela sobrevivência, batizado de "pão e água". 

A situação atual da empresa tende a se aproximar dos cardápios mais pobres.

O ajuste das contas proposto agora, com colaboração dos funcionários da estatal, tem como pano de fundo garantir a continuidade dos investimentos. O grande receio, contudo, é com a capacidade da empresa de agregar novos projetos a médio e longo prazos.

Sobre a possibilidade de a MP 579 enterrar o projeto de modernização de sua estrutura interna, condição para posicioná-la como âncora do setor tanto no mercado interno como na América Latina, a empresa responde apenas que "em princípio, não".

O argumento usado para evitar falar em fracasso do plano de internacionalização, porém, parece frágil.


A empresa sustenta não ser possível afirmar que esses projetos serão revistos porque "a rigor, ainda não existem como projetos". Com raras exceções, estão todos em fase de estudos de pré-viabilidade econômica e técnica, como informou a Eletrobrás, em resposta à Agência Estado, por e-mail.
 
No dia a dia, enquanto aguarda pela aprovação das novas regras de atuação no Congresso, a Eletrobrás recorre ao ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, para tentar sensibilizar a presidente Dilma.

Ao contrário da presidente da Petrobrás, Graça Foster, executiva com acesso direto à Presidência, José Carvalho da Costa Neto, responsável pela Eletrobrás, não negocia diretamente com Dilma.Tanto que, segundo fontes, Neto não foi informado com antecedência sobre o teor das novas regras e se surpreendeu com a linha-dura adotada pelo governo. 

Na sede da Eletrobrás, no Rio de Janeiro, dois grupos de técnicos permanecem dedicados ao estudo de alternativas para que os investimentos nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia, previstos no planejamento estratégico até 2020, sejam mantidos.

Há uma tranquilidade maior com os projetos que já estão em carteira, pois possuem financiamento contratado e, por isso, são menos suscetíveis a cortes.
O esforço maior é com os novos negócios.

FERNANDA NUNES, MÔNICA CIARELLI O Estado de S. Paulo

"CAIXINHA"? QUE NADA ! ISSO É RECIPROCIDADE, CORRELAÇÃO E INTERDEPENDÊNCIA : Partidos da base estão reticentes em ajudar o PT a pagar as multas aplicadas aos petistas condenados no STF

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Na quarta-feira, o PT reuniu a Executiva Nacional para soltar a mais dura nota contra o Supremo Tribunal Federal (STF) desde que o julgamento começou, em 2 de agosto. Apesar dos ataques a um "julgamento político e a uma condenação sem provas concretas", em nenhum momento o documento oficial fala de "caixinha" para o pagamento das multas. Quem levantou a tese foi o secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi.

Ele confirmou ao Correio que o partido não poderia arcar com o pagamento das multas, já que existem leis específicas para definir como as legendas podem utilizar seus recursos. Mas que os filiados, na qualidade de pessoas físicas, poderiam contribuir. "Eu serei o primeiro a contribuir e toda direção nacional fará o mesmo. Tenho certeza de que contaremos com o apoio de companheiros de outras legendas aliadas e dos movimentos sociais", completou o dirigente petista.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) lembra que as multas aplicadas até o momento pelo STF ainda poderão ser revistas pelo plenário. E que ainda não está definida também a maneira como esses pagamentos serão feitos. O futuro líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), já adiantou que seu irmão, José Genoino, não tem condições de arcar com o ônus imposto pelo Supremo. "Bens da família não podem ser penhorados. Então, é melhor esperar como isso vai desenrolar para depois definir as ajudas", acrescentou Teixeira.

O presidente nacional da Força Sindical e um dos dirigentes nacionais do PDT, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SP), também afirmou ao Correio não ter sido procurado por dirigentes petistas pedindo auxílio para o pagamento das multas. Mas que, se isso ocorrer, ajudará prontamente. "Tenho uma relação histórica e muito próxima com o Dirceu e o Genoino", completou.

R$ 325 MIL
Valor da multa aplicada ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. Ele pegou ainda oito anos e 11 meses de prisão

R$ 676 MIL
Total das multas que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu terá que pagar pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. Foi condenado também a 10 anos e 10 meses de cadeia

R$ 468 MIL
Somatório das multas aplicadas ao ex-presidente do PT José Genoino. O petista pegou ainda seis anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha 

PAULO DE TARSO LYRA e LEANDRO KLEBER Correio Braziliense 

"Ô, povo apático - cidadão-eleitor-consumidor "


Às vezes, sinto que está surgindo no Brasil uma espécie de cidadão-eleitor-consumidor. Ele tem convicções ideológicas meramente consumistas e escolhe seus governantes olhando rótulos e verificando gorduras trans. Sempre está de olho no prazo de validade, na origem, se foram usados agrotóxicos ou produtos sustentáveis no plantio ou na confecção. 
Mas, sinceramente, azeite tem que ser português e a idade física importa na política? Bem, ninguém consome ideologia; apenas vive-se.

De qualquer forma, faço esse preâmbulo para levantar outra vez um questionamento: por que, nas relações de consumo, continuamos tão apáticos, indolentes, insensíveis ou, para sermos um pouco mais duros, covardes? Esta semana, alguns fatos mostram que ainda estamos na pré-escola da cidadania.

Em São Paulo, o Proteste divulgou o resultado das provas de segurança automotiva realizadas pelo Latin NCAP, programa que avalia os carros novos da região. Tristeza: os veículos populares, principalmente os brasileiros, estão uns 20 anos atrasados em relação aos padrões adotados nos países "mais desenvolvidos", abaixo dos padrões globais. 
Dois populares — um de origem francesa e outro importado da China — conseguiram apenas uma estrela em cinco possíveis! Isso não pode existir mais, gente. Até quando seremos tão parvos assim?

Aliás, para elencar aqui as perversidades que empresas e governos praticam contra o consumidor-eleitor eu necessitaria de 15 artigos. Mas prefiro me ater às duas últimas semanas. Um leitor escreveu quarta-feira ao Correio contando como foi maltratado no jogo Santos e Atlético Goianiense, no Bezerrão, no Gama. Sou solidário — afinal, estava lá. 

 Como pode ocorrer o infame overbooking, tão desgraçadamente comum nas companhias aéreas, num dos mais importantes campeonatos de futebol do mundo? 
 Sem complexo de vira-latas: 
começo a entender quem questiona se estamos mesmo preparados para organizar uma Copa do Mundo.

E mais: 
a indignação nossa deve se estender, obviamente, a determinadas decisões dos "nossos" servidores (e seus chefes), sejam do GDF ou do Judiciário. 
O feriado de 2 de novembro foi, para a turma da Justiça, bastante "justo": 
ela também folgou na quinta, 1º/11. 
O feriado do dia 15 foi, para a galera do GDF, funcional, digamos assim: 
ela folgou na sexta, 16/11. 
Dá para ficar calado?

Renato Ferraz Correio Braziliense

CANTA GALERA ! COM A GERENTONA/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA DE NADA E COISA NENHUMA O brasil NÃO(?) VAI... PARAR(?) : Alto endividamento atinge 38% das indústrias, aponta CNI


O endividamento alto é um problema para quatro em cada dez indústrias. Segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 38% dos empresários do setor entrevistados afirmam que estão no limite ou acima do limite de endividamento. De acordo com a pesquisa, 16% disseram estar acima do limite de dívida.
 O estudo aponta que mais da metade das empresas (53%) não pode mais se endividar.

Além disso, quase um terço dos empresários que buscaram financiamento no segundo trimestre deste ano conseguiu aprovar menos do que precisava. A sondagem especial feita pela CNI aponta que o motivo principal para isso, segundo 47% daqueles que buscaram crédito para suas indústrias, é a falta de linhas de crédito adequadas, o que dificultou a obtenção dos valores.

As reduções nas taxas de juros, acompanhando o movimento feito pelo governo de queda da taxa básica de juros e pressão aos bancos pela redução das taxas ao longo do ano passado, foram percebidas pela indústria no segundo trimestre de 2012. 
Embora 48% das empresas tenham dito que os juros estavam iguais nos empréstimos de curto prazo, 43% relataram juros menores, índice que sobe para 45% no crédito de longo prazo.

A pesquisa também trouxe informações apenas da indústria da construção, onde o percentual de empresas que estão acima ou no limite de endividamento é menor: 45%. Esse percentual cai para 35% considerando-se apenas as grandes empresas.

Segundo a CNI, a sondagem ouviu 2.363 empresas entre 1º e 13 de agosto, das quais 843 de pequeno porte, 920 médias e 600 grandes.