"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 04, 2010

O S H O

Somente a compaixão é terapêutica, porque tudo o que é doença no homem é causado pela falta de amor. Tudo o que está errado com o homem, está de alguma forma associado ao amor. Ele não tem sido capaz de amar ou ele não tem sido capaz de receber amor. Ele não tem sido capaz de compartilhar o seu ser. Essa é a miséria. Isso cria toda sorte de complexos internamente."

"Vida é insegurança. Cada momento é um mover-se para uma insegurança cada vez maior. É um jogo. Nunca se sabe o que vai acontecer. E é belo que não se saiba. Se fosse previsível não valeria a pena viver. Se tudo fosse como gostaríamos, se tivéssemos certeza de tudo, não seríamos absolutamente homens, seríamos máquinas. Somente para as máquinas tudo é certo e seguro."

"Se quando usa maconha você sabe quem você é, isto não tem qualquer importância. Você tem que saber quem você é quando está alerta, consciente, completamente natural, sem pressão alguma criando coisas em você. É aí que você tem que saber quem você é."

"E a coisa mais incrível é que você tem medo daquelas pessoas e elas têm medo de você – todo mundo tem medo de todo mundo. Não se permite a ninguém seus sentimentos, sua realidade, sua autenticidade – mas todo mundo quer isso, porque é um ato muito suicida continuar reprimindo a sua face original."

URNA BIOMÉTRICA -

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Agência Brasil
 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou para 61 o número de municípios que usarão a urna biométrica nas eleições deste ano. 
O TSE anunciou hoje (4/2) que mais 11 municípios de quatro regiões terão que fazer a revisão do eleitorado para cadastrar as impressões digitais.

De acordo com o TSE, o uso de urnas biométricas diminui os riscos de fraude na hora do voto. 
Os eleitores cadastrados nesse sistema terão a urna liberada para votação por meio da impressão digital.

Nas eleições municipais de 2006, as urnas biométricas foram utilizadas em apenas três municípios brasileiros.

Dos novos municípios escolhidos para utilizar o sistema, quatro são do Rio Grande do Norte e três do Maranhão. Também há um município dos estados do Piauí, Mato Grosso, Acre e São Paulo. O cadastramento deve começar até o próximo dia 18.

A revisão do eleitorado é feita periodicamente e ocorre em municípios onde o número supera 65% da população projetada para aquele ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quando o total de transferências de eleitores ocorridas no ano em curso é 10% superior ao do ano anterior ou nas situações em que o eleitorado é superior ao dobro da população entre dez e 15 anos, somada à de idade superior a setenta anos.

DEM / PT / PSDB - DOAÇÕES CAMUFLADAS

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Agência Brasil
Os partidos DEM, PT e PSDB se uniram contra a tentativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de pôr fim às chamadas doações ocultas para financiamento de campanhas. A resolução do TSE, que está em consulta pública, pretende impedir a doação de recursos eleitorais que não permitam a identificação dos doadores e dos candidatos beneficiados.


Na ação, encaminhada hoje (4) ao Tribunal, os partidos alegam que a exigência de identificação dos doadores e de que candidatos receberam o dinheiro “é missão ingrata e impossível”.


“A captação de recursos de diversos doadores e os eventuais repasses a diversos donatários não se dá a um só tempo e em quantias coincidentes, de modo a possibilitar dizer qual candidato recebeu especificamente de qual doador”, afirmam na ação.


No documento, DEM, PT e PSDB também pedem mudanças na proposta do TSE de obrigar os partidos a criar uma conta bancária específica para movimentação de recursos de campanhas eleitorais. Pelas regras atuais, os candidatos e os comitês financeiros têm que ter contas para essa finalidade, mas não os partidos.


Para os autores da ação, a mudança contraria a Lei de Eleições ao tornar os partidos políticos “agentes de campanha eleitoral”, obrigados a prestar contas à Justiça Eleitoral.


Na contramão dos grandes partidos, o P-SOL encaminhou ao presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, uma manifestação de apoio às propostas. O partido argumenta que a iniciativa poderá “tornar mais transparentes as doações feitas aos candidatos no período eleitoral”.
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DE/PUTA/DOS E A VERBA DE "EVENTOS"

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Denise Rothenburg
Correio Braziliense
Os deputados voltaram das férias dispostos a promover uma rebelião por causa das mudanças nas regras para a liberação de emendas parlamentares destinadas à promoção de eventos de “divulgação do turismo interno”, um guarda-chuvas que abriga desde shows de artistas famosos a todo o tipo de festas ou de feiras que possam ser caracterizadas como tal dentro do orçamento do Ministério do Turismo. 
Muitos ficaram irritadíssimos com o fato de o governo engessar o setor depois que o Orçamento já estava aprovado.
Ira
As novas regras deixaram parte dos deputados irados porque atrelaram a quantidade de recursos para eventos custeados com emendas individuais dos deputados aos dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por exemplo, uma cidade com até 20 mil habitantes poderá receber, por ano, até R$ 200 mil. 

Ocorre que muitos deputados destinaram mais recursos a pequena cidades e não querem, como eles dizem nos bastidores, “desperdiçar a emenda”. 
A proposta de Mabel, de transferir as emendas da área de eventos para infraestrutura turística, não é pacífica dentro do governo e nem mesmo entre técnicos do Congresso Nacional. Precisaria, por exemplo, de um crédito suplementar pedido pelo Poder Executivo para tirar recursos de uma área para outra. Isso levaria tempo, com o risco de comprometer o cronograma de liberações anterior ao calendário eleitoral.
Proibição
O calendário eleitoral divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral estabelece que, a partir de 3 de julho, o governo está proibido de realizar transferências voluntárias de recursos da União para estados e municípios, a não ser em casos de obras já em andamento ou em casos de calamidade pública. Isso significa que os R$ 156 milhões previstos para desastres, dizem os técnicos, têm muito mais chances de liberação dos que os R$ 798 milhões reservados para eventos.

"Realmente, existe um movimento, mas as regras dificilmente serão alteradas. Entretanto, como os deputados fizeram as emendas pelas normas antigas, há essa sugestão de troca de evento por infraestrutura para não ver desperdiçados os recursos das emendas individuais"
Deputado Sandro Mabel (GO), líder do PR

P E C 451/09


Agência Câmara
Tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 451/09, do deputado Francisco Tenório (PMN-AL), que institui o unicameralismo no Brasil.
A proposta extingue o Senado e a Câmara dos Deputados, substituindo-os por um Congresso Nacional unificado, composto por congressistas federais, eleitos pelo sistema proporcional, em cada estado e no Distrito Federal, com mandato de cinco anos.

O número total de congressistas fica para ser estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população de cada estado, de modo que nenhum deles tenha menos de 11 ou mais de 73 representantes (ou seja, mantém os atuais limites mínimo e máximo de deputados e senadores).

Rapidez nas deliberações Segundo Francisco Tenório, o sistema parlamentar baseado em duas Casas torna a produção legislativa muito lenta. Além disso, devido à incapacidade de o Congresso Nacional oferecer pronta resposta aos grandes temas nacionais, surge como subproduto a dominação do Legislativo pelo Executivo e também a judicialização da política, com os tribunais passando a legislar no vácuo da lei.

"Como o Legislativo não legisla, os vazios são preenchidos ora pelo Executivo, por meio da legislação de urgência, ora pelo Judiciário, por meio de sentenças extensivas dos limites da lei; esse desvirtuamento das funções típicas de cada Poder é uma afronta à Constituição", sustenta o deputado.
Custo excessivo

Outro ponto, acrescenta o autor da proposta, é o custo excessivo de manter duas Casas Legislativas "para realizar o que uma só poderia fazer com mais eficiência". Os orçamentos da Câmara e do Senado superam, cada qual, os RS 3,5 bilhões ao ano. 
"Mudar a matriz decisória do Congresso Nacional para um modelo unicameral é realçar os princípios da economicidade, da eficiência, da razoabilidade e da celeridade", argumenta ele.
Tramitação

A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.

LULA E O HAITI - AI ! DE TI, JUVENTUDE CARENTE DO BRASIL

 
A vaidade sobre os compromissos das políticas sociais. 
O empenho do filho...do Brasil em doar R$ 375,95 milhões,  mais 1.300 militares ao Haiti que vão se somar a outros 1.300 que já estão lá, sustentados por nós, porque a ONU só fêz reembolso de  31% dos R$ 464 milhões gastos em quatro anos da operação.

O custo da missão, em 2008, ultrapassava R$ 500 milhões. Isso representa 60% de todo o investimento do governo do parlapatão em segurança no ano de 2007.
O objetivo é também presidir um gabinete de crise lá, para “melhorar o fluxo de informações e definir as prioridades para a ajuda humanitária aos haitianos.

Lançado  pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) o livro “Juventude e Políticas Sociais no Brasil” não teve o mesmo suporte da ajuda humanitária aos haitianos. 

Sabem por quê? Porque revela que um outro exército, de 49,8 milhões de jovens de 15 a 29 anos, vive abandono semelhante, e que o desgoverno do parlapatão nada faz para mudar as suas vidas. 

Mas, pensando bem, convenham , na verdade não lhe rende ganhos políticos, e principalmente votos, dar dinheiro pelo bolsa voto, digo, família é mais "produtivo" e "lucrativo".

Quase 30% desses jovens são pobres, vivem em famílias com renda per capita de até meio salário mínimo. São também as maiores vítimas das mortes por causa violenta: 
a faixa etária entre 15 a 24 anos representou, em 2007, 67,7% de todas as mortes violentas no País, segundo informações do IBGE publicadas no livro.

A pesquisa diz, ainda, que só 47,9% dos jovens com idade entre 15 e 17 anos cursavam o Ensino Médio naquele ano. 

Quase cinco milhões estavam desempregados. Constituíam 60,74% do total dos sem trabalho, uma taxa de desemprego três vezes maior do que a dos adultos. Outros 19,8% não trabalhavam nem estudavam.

Seria muito  nobre o gesto de ajudar o Haiti. Se antes disso, o parlapatão resolvesse primeiro as carências dos brasileiros.

Mas, isso não sensibiliza o megalomaníaco, agindo assim sua "cadeira" na ONU ficaria muito mais distante do que já está.

IRÃ / BRASIL = A UNIÃO DA MERDA COM A TITICA

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A declaração :
O diretor da agência iraniana de energia atômica, Ali Akbar Salehi, incluiu ontem o Brasil entre os países que o governo do Irã aceitaria enviar urânio para ser enriquecido a 20% e, com isso, evitar suspeita sobre seu possível uso militar, conforme proposta feita pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU.

Salehi disse que a preferência para enriquecer o urânio iraniano seria por um país da Ásia (possivelmente o Japão), mas citou a França e o Brasil como opções. "Estamos negociando com esse países", disse Salehi à agência oficial Ilna.

A "surpresa"

A afirmação de Salehi causou surpresa em Brasília.
"Em nenhuma das conversas mantidas pelo governo brasileiro com o Irã foi tratada a possibilidade de enriquecimento do minério iraniano no País", afirmou o chanceler Celso Amorim, por meio de sua assessoria de imprensa.

O presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Alfredo Tranjan Filho, também rejeitou a possibilidade de um convênio nesse sentindo, lembrando que a produção atual da INB ainda não é capaz de atender nem sequer a demanda brasileira.

AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E A CRISE

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Portal Terra
DA REDAÇÃO - 
As micro e pequenas empresas ainda são afetadas pela falta de crédito e não se recuperaram completamente da crise econômica mundial. 

É o que revela o indicador de falências e recuperações da Serasa Experian divulgado nesta quinta-feira. Dos 132 requerimentos de falência feitos em janeiro de 2010, 68% (90 pedidos) foram feitos por micro e pequenas empresas. Foi a maior incidência proporcional desde novembro de 2008.

O total de pedidos de falência também registrou aumento no último mês quando comparado com o mesmo período de 2009. Ao todo, foram 132 pedidos em todo País, frente a 124 no primeiro mês do ano passado.

Segundo a Serasa, houve 69 falências decretadas em janeiro deste ano em todo País, número superior às 61 falências decretadas no mesmo mês de 2009. Entre as empresas que fecharam as portas no mês passado, 63 eram micro e pequenas e as outras seis eram empresas de médio porte.

As médias empresas exportadoras foram bastante prejudicadas "devido ao baixo crescimento e recessão no exterior, além da valorização do real e da crescente concorrência no mercado de importação". 

Por outro lado, as grandes empresas, de acordo com a Serasa, demonstram terem saído "definitivamente da crise".

Apesar dos números de pedidos de falências e falências decretadas terem subido entre 2009 e 2010, os economistas da Serasa apontam que as dificuldades das empresas serão menores daqui para frente, "com um avanço mais acelerado do crédito para os negócios, acompanhado de uma inadimplência menor".

C O P O M

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 Agência Brasil
BRASÍLIA -
O Banco Central continua preocupado com a inflação e indica que está disposto a conter as pressões inflacionárias neste ano de retomada do crescimento da economia. 
O Comitê de Política Monetária do BC (Copom), avalia que, “diante dos sinais de retomada da demanda doméstica podem aumentar os riscos para a concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual a inflação seguiria consistente com a trajetória das metas”.

Segundo a ata do comitê, divulgada nesta quinta-feira, a demanda pode provocar a redução da margem de ociosidade dos fatores de produção, evidenciada por indicadores de utilização da capacidade na indústria e do mercado de trabalho, e do comportamento recente das expectativas de inflação.

- Nesse ambiente, cabe à política monetária manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos - registra a ata.

O documento destaca que os técnicos do Banco Central entendem que as perspectivas para a evolução da atividade econômica doméstica continuam favoráveis. 
Eles se basearam em dados do comércio, da utilização da capacidade na indústria e do mercado de trabalho, “bem como pelos sinais de continuidade da expansão da oferta de crédito, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas”.

Outro dado considerado é a confiança de consumidores e empresários que, segundo o Copom, tem demonstrado sinais consistentes de recuperação.

- Nessas circunstâncias, o ritmo da atividade depende, de forma importante, da evolução da massa de rendimentos reais, dos efeitos das medidas de estímulo fiscal e do incremento das transferências governamentais que ocorrerão nos meses à frente - diz a ata.

Na ata consta ainda que o comitê levou em consideração a estabilidade nos preços da gasolina e do gás de cozinha em 2010. Nesta quarta-feira, o governo anunciou que a partir de sexta-feira, dia 5, a Contribuição de Intervenção no 

Domínio Econômico (Cide) ficará menor para a gasolina. A alíquota cairá de R$ 0,23 para R$ 0,15 por litro.

No caso das tarifas de telefonia fixa, a ata mostra que a estimativa para este ano é de alta de 1,6%, enquanto a taxa de energia elétrica fecharia com aumento de 3,3%. No conjunto dos preços administrados, a projeção de alta foi mantida em 4,0%.

A MÃO QUE NÃO SE RESSENTE DA FALTA DE UM DEDO

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Está oficalizado. 
O parlapatão, megalomaníaco e déspota, depois de fazer a política do me engana que eu gosto, quando pediu parecer da  Aeronáutica, e humilhá-la ignorando o resultado final,  o "cara" , o homem do ano, do mundo, de Davos, salvador do Haiti, mãe da Bolívia, chefe dos 40 ladrões ptralhas, e doador  dos recursos da nação, para obter ganhos políticos.

Oficializou, com a Dassault e vai mesmo comprar os Rafales, os caças franceses.
O que custaria algo em torno de R$ 10 bilhões, era falso, uma cortina de fumaça! Eram R$ 15,1 bilhões! 

E no "esquema" do me engana que eu  gosto, fizeram um desconto e deixaram os 36 aparelhos por apenas R$ 11,4 bilhões (US$ 6,2 bilhões).
Com o desconto, ficou R$ 1,4 bilhão mais caro do que os ptralhas divulgaram.

É típico da mão do Lula, quando está à mostra são quatro dedos, mas em "serviço", tem desempenho de cinco.

E a "sereia" ainda dirá que economizou US$2 bilhões, pois, o orçamento inicial era de US$8 bilhões.
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CHARGE

OSHO

 Existe vida após a morte ?
Essa é uma pergunta errada, sem sentido. A pessoa nunca deve saltar à frente de si mesma; há toda a chance de ela cair de cara no chão.

É preciso fazer a pergunta básica, começar do começo. Minha sugestão é que se faça uma pergunta mais básica.

Por exemplo, você pode perguntar: "Existe vida após o nascimento?"

Isso seria mais básico, porque muitas pessoas nascem, mas poucas têm vida. Só o fato de nascer não é o bastante para você ter vida.  Você existe, certamente, mas a vida é mais do que mera existência.

Você nasceu, mas, a menos que renasça em seu ser, você não vive, nunca vive.


Osho, em "O Livro do Viver e Do Morrer"
Imagem por lunar causti

Sem morte não há vida
A vida é dialética, e por isso não é lógica. A lógica significa que o oposto é realmente oposto, e a vida sempre implica o oposto em si mesmo.

Na vida, o oposto não é realmente oposto, mas complementar. Sem ele, nada é possível. Por exemplo, a vida existe por causa da morte. Se não houvesse morte, não poderia haver vida.

A morte não é o fim e não é inimiga; pelo contrário, por causa da morte, a vida se torna possível. Assim, a morte não está em algum lugar no final; ela está presente aqui e agora.

Cada momento tem sua vida e sua morte; senão, a vida seria impossível.

Osho, em "Tao - Sua História e Seus Ensinamentos"
Imagem por atomicshark

A USINA BELO MONTE


A Advocacia-Geral da União divulgou nesta quarta-feira (03/02) Nota Pública na qual rechaça ameaças feitas por membros do Ministério Público Federal em relação a liberação da licença para a construção da Usina Hidroelétrica de Belo Monte.

A licença prévia que autoriza a realização de leilão para construção da usina foi emitida na segunda-feira (01/01). 
Porém, antes mesmo que seus fundamentos fossem conhecidos e analisados, membros do MPF no estado do Pará anunciaram que vão pedir a anulação da licença e pretendem processar os técnicos do Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama) que assinaram o documento.

De acordo com a Advocacia-Geral da União, ações infundadas movidas contra os agentes públicos serão rebatidas, inclusive por meio de representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que é o órgão de controle dos membros do Ministério Público.  
(Com Ascom AGU).....

Saiba mais :

 O Brasil se prepara para iniciar a construção da terceira maior hidrelétrica do mundo. Trata-se da hidrelétrica de Belo Monte, localizada no rio Xingu, próximo à cidade de Altamira, oeste do Pará, a 740 quilômetros de Belém.

Belo Monte terá capacidade de gerar o equivalente a 10% do consumo energético brasileiro. A maior hidrelétrica do mundo é chinesa. Chama-se Três Gargantas e foi construída no rio Yang-Tsé, a 900 quilômetros de Xangai. A segunda é Itaipu, responsável pela geração de 20% da energia nacional.

Os ânimos estão acirrados no Paquiçamba, área indígena que será afetada pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, oeste do Pará. Uma das mais importantes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está causando revolta entre os índios da aldeia, que não querem mais seu cacique. Ele não participa da mobilização contra a usina.

“Estão com raiva de mim, querem que eu deixe de ser o cacique. Dizem que eu sou a favor da hidrelétrica. Eu cansei dessa história, não quero participar de reunião, de audiência. Só quero trabalhar na roça e garantir meu sustento,” diz Manuel Juruna.

Em 1989, Juruna participava do encontro em Altamira, oeste do Pará, que reuniu lideranças indígenas e ONGs em um protesto contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte – na época chamada de Kararaô. A discussão sobre a usina é antiga. Foi nessa ocasião que o músico americano Sting e o kaiapó Raoni se conheceram. Era o Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em que a índia Tuíra encostou seu facão no rosto do então presidente da Eletronorte, Jose Antonio Muniz Lopes.



Janduari Simões
Manuel Juruna
Manuel Juruna e sua mulher: revolta na área indígena do Paquiçamba
 Aos 66 anos, Manuel Juruna vive na aldeia com a mulher, Maria Feles, de 58. Planta mandioca, batata, melancia e cacau. Além de uso para consumo próprio, vende o que produz na roça para complementar a renda que recebe da aposentadoria, R$ 466 por mês.

Ele tem sete filhos. A maioria trabalha na roça e vive na aldeia. Uma filha trabalha como agente de saúde. Nenhum fez faculdade, apesar de terem estudado em Altamira para completar os estudos que tiveram na aldeia, que vão apenas até a quarta série. A mulher ajuda no trabalho da roça.

“Se me dessem um dinheiro, ia investir na plantação, comprar uma casinha em Altamira para ter um lugar onde ficar na cidade e uma voadeira (pequeno barco), para ir da aldeia para lá”, diz Juruna.

Para Ozimar Juruna, de 41 anos, nascido em Paquiçamba, a área indígena precisa de um cacique que faça mais pelos índios. “Vamos tirar o Manuel. O motivo principal é Belo Monte. Ele é a favor da construção da usina e a maioria aqui é contra.” Segundo sua mulher, Maria Vieira, de 37, Juruna “é um cacique de cabeça dura”. Os índios, inclusive, já escolheram um substituto para ser o cacique: Giliard, de 25 anos.
Paquiçamba e Arara da Volta Grande

A reportagem do iG esteve em duas áreas indígenas, Paquiçamba e Arara da Volta Grande, ou Maia, localizadas na chamada Volta Grande do Rio Xingu. Ambas serão impactadas pela usina, com a diminuição do volume de água do rio. Elas ficam abaixo da barragem que será construída quando a hidrelétrica sair do papel. A maioria dos índios é contra a usina.

“A barragem é a ‘treva’”, diz a juruna Lidice de Souza Oliveira, de 22 anos. As maiores preocupações dos índios em relação à hidrelétrica são com o transporte, já que o acesso à aldeia é pelo Rio Xingu, com a pesca e com aumento do número de um mosquito chamado carapanã. Para o cacique de Arara da Volta Grande, José Carlos, de 30 anos, Belo Monte “vai trazer problema e prejuízo para os índios”. “A vida vai mudar completamente”, diz.

Saindo de Altamira a bordo de uma voadeira são cerca de duas horas até Paquiçamba pelo Rio Xingu e mais uma até Arara da Volta Grande. Na maior parte do trajeto, o rio é calmo e perfeito para apreciar a paisagem. Mas há trechos que se tornam mais agitados por causa dos pedrais, grande incidência de pedras. Nada que o barqueiro Balão, ou José Balão Rodrigo, de 44 anos, não tire de letra, com seus 20 anos de experiência navegando pelo Xingu.
Janduari Simões


Paquiçamba
Maria e os filhos em sua casa no Paquiçamba; redes e TV
Arara da Volta Grande tem 255 quilômetros quadrados. Lá vivem cerca de 100 índios de diferentes etnias como Xipaya, Juruna, Pataxó e Xavante. O grupo predominante é Arara. Paquiçamba tem área de 43,4 quilômetros quadrados e cerca de 80 índios. A maioria é Juruna.

As casas são de madeira e palha e têm TV, DVD, aparelho de som e fogão. Há energia elétrica e água encanada, mas os moradores lavam louça, roupa e tomam banho no rio. A maior parte das casas tem um cômodo só e os índios dormem em redes. À noite, normalmente a energia é desligada depois da novela dos oito – ou mais tarde, quando tem rodada de futebol.

No Paquiçamba a roça é importante fonte de renda. Lá se planta mandioca, cará, milho, batata. Além do consumo próprio, os índios comercializam o que produzem. Em Arara da Volta Grande, a pesca é importante atividade econômica, além de ser usada para consumo próprio. Nas duas áreas indígenas, em cada uma há um posto de saúde e uma escola, o dinheiro dos aposentados é fundamental para o sustento das famílias.

Janduari Simões
Lidice
Lidice sonha em ser pedagoga
O que não é produzido no local, os índios buscam na cidade. Fazem a chamada feira, a cada mês, para adquirir outros produtos como café, açúcar, sal e óleo. “Depois que o índio se acostumou com a cultura do branco, precisa de coisas que não produz e pra isso precisa de dinheiro”, diz Maria Vieira, do Paquiçamba.



De olho em uma vida melhor, e em não depender do dinheiro dos mais velhos, a jovem juruna Lidice sonha em ser pedagoga. Ela perdeu o emprego de professora, cujo salário era de R$ 838, por não ter magistério. Fã de hip hop e Beyonce, tem medo de que, apesar do aquecimento do mercado com a chegada da usina, faltem vagas para quem não é formado. “Se tiver oportunidade de emprego na cidade, vamos para a cidade.” Enquanto isso, ela aproveita o tempo livre para terminar de ler seu livro, “Tróia”. Ribeirinhos e agricultores

A construção da hidrelétrica de Belo Monte também é assunto em Altamira, principal cidade da região. Com cerca de 100 mil habitantes, a estimativa do Rima (Relatório de Impacto Ambiental) é que 20 mil pessoas sejam afetadas pela usina – entre população urbana e rural. Cerca de 17 mil são ribeirinhos e vivem entre os igarapés (pequenos rios) Altamira, Ambé e Panelas. 
Durante o período de cheia, a população já é remanejada do local por conta do alagamento. Com a hidrelétrica, o alagamento ficará maior e os ribeirinhos vão ser deslocados para outra região definitivamente. Várias das casas possuem esgoto a céu aberto e os moradores vivem na pobreza.

Janduari Simões
Maria Vieira
Maria Vieira Santos: receio de ser removida


Maria Vieira Santos mora há dez anos em uma das palafitas. Tem quatro filhos. O marido trabalha em uma olaria. Ela é dona de casa. Durante quatro, às vezes cinco, meses por ano, toda a família vai morar em um abrigo por causa da cheia. Sua preocupação com a construção da usina é a garantia de que receberá uma casa quando for remanejada do local em que vive. “Só tenho medo que se esqueçam da gente, ou que levem para muito longe”, diz.
Já o vendedor Raimundo Nonato, de 29 anos, está otimista com a construção da hidrelétrica: “Estou querendo que a usina saia logo, para gerar emprego e fazer dinheiro correr na cidade”. Segundo ele, tem vivido com apenas R$ 100 por mês, para sustentar a mulher e três filhos. Montado em uma bicicleta antiga, ele percorre as palafitas vendendo de frango a chocolate.
O casal Hamilton Bastos, 68, e Ivanda Pereira Bastos, 63, mora em uma das palafitas há quatro anos. Colocaram o barraco à venda, por R$ 10 mil. “Mas por esse preço ninguém quer comprar”, diz ele. Para o aposentado, “tanto faz sair ou ficar aqui”. “Sei que a mudança vai acontecer e não sei ainda para onde vamos”, conta.

A Elabore, empresa terceirizada contratada pela Eletrobras, é responsável pelo trabalho de comunicação social junto à população que será afetada pela hidrelétrica. O trabalho é realizado desde 2007 com ribeirinhos e agricultores. Vinte agentes da empresa fazem visitas aos moradores, para explicar o projeto de Belo Monte e falar dos impactos socioambientais.

O coordenador da Elabore, Humberto Ortiz, conta que a primeira reação dos moradores é de descrença no projeto. Só a partir da segunda ou terceira visita é que começa um processo de interação com os agentes. Segundo ele, os moradores que serão remanejados se preocupam principalmente com a indenização que vão receber e para onde serão removidos.
“Pode parecer difícil entender por que pessoas que vivem em situação tão precária têm medo de mudar de vida. Mas aquilo é o melhor que elas têm, apesar de ser muito pouco”, diz. “Mas todas serão remanejadas para áreas melhores e terão sua casa.”



Janduari Simões
Palafita
Crianças circulam pelas palafitas: condição de vida é precária
Além dos ribeirinhos, agricultores da região também discutem a construção da usina. No município de Vitória do Xingu algumas áreas serão alagadas. Gedeão Pereira Lobo, de 24 anos, mora com mais cinco parentes em uma terra de sete alqueires. Lá ele planta cacau, arroz, milho, feijão. Vendendo o que produz, tem uma renda de R$ 2 mil por mês. “Minha família levou a vida trabalhando nessa terra”, diz.  “Sair daqui significa começar do zero”.

Não é o que pensa o comerciante Adoniran Alves, de 59 anos. Morador da Ressaca,  vilarejo que pertence ao município  Senador José Porfírio e será impactado com a diminuição da vazão do Rio. Para ele, que tem um mercado no vilarejo e é pai de seis filhos, a usina vai trazer desenvolvimento para a região. “Sou a favor da hidrelétrica.
Acho que é a solução. Ela vai trazer dinheiro para a região e melhorar as condições de vida por aqui”, aposta.