"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

agosto 27, 2013

JEITO PETRALHA DE "GUVERNÁ" : Percepção de risco da Petrobras dobra no ano e é a maior do mundo


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Custo para proteger dívida da Petrobras por 5 anos usando CDS quase dobrou neste ano para 280 pontos-base, maior nível entre 20 petrolíferas integradas no mundo, segundo dados da CMA.

Dívida líquida/Ebitda de 3x é a maior entre petrolíferas com valor de mercado acima de US$ 50 bi, segundo dados compilados pela Bloomberg. 

“Nós vemos o CDS como provavelmente o comentário mais em tempo real sobre como os credores estão vendo o risco”, diz Thomas Coleman, analista da Moody’s Investors Service, por telefone de Nova York. “Há muita pressão sobre o rating. O momentum é mais negativo agora”.

Petrobras preferiu não comentar sobre o aumento de seus gastos e dívida ou sobre a percepção de risco dos investidores e seu rating.


NOTA: 
Moody’s tem rating A3 para Petrobras com perspectiva negativa para possível rebaixamento.

NOTA:
 Fitch disse semana passada que contratos indicam rating BB+, um nível abaixo do grau de investimento e 2 abaixo da nota BBB da Petrobras.

Apertando a tecla SAP para os mais leigos em linguajar de mercado financeiro: O CDS (Credit Default Swap) mede o risco de default dos títulos emitidos pela empresa. Ele é uma espécie de seguro que investidores compram, e bancos vendem, para o caso de algum evento de crédito no futuro.

Se a empresa deixar de efetuar um pagamento em seus títulos, quem comprou o CDS se protege em parte, ou quem apenas especulou, apostando no pior sem ter os papéis, coleta um bom lucro. Foi o que fez John Paulson ganhar bilhões na crise de 2008.

O CDS, portanto, é um bom indicador da percepção de risco de um ativo por parte dos investidores. Se ele começa a subir muito, ou seja, se o prêmio para contratar esse seguro ou apostar na catástrofe fica mais caro, isso é sinal de que há muito nervosismo entre os investidores. Quanto maior o prêmio do seguro, maior a percepção de risco de sinistro.

A Petrobras perde credibilidade perante os investidores, tanto de renda fixa como variável, dia após dia. A empresa sofre forte ingerência política, não tem liberdade para praticar preços de mercado, não consegue crescer sua produção, e ainda tem um gigantesco programa de investimentos à frente. O endividamento sobe sem parar.

Em bilhões de reais. Fonte: Bloomberg

Os riscos são grandes e crescentes. 
É o que mostra o termômetro do CDS.
 Ou a Petrobras muda o rumo de sua gestão e o governo libera o preço do combustível, ou as chances de um problema no pagamento de seus títulos serão cada vez maiores.

Via :  
Rodrigo Constantino

Herói tratado como delinquente

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A demissão do chanceler Antonio Patriota em razão da transferência do senador boliviano Roger Pinto Molina de La Paz para território brasileiro ilustra a pequenez que orienta nossa diplomacia na era petista. Também demonstra que, nestes tempos bicudos, Brasília preza mais a ideologia do que direitos fundamentais e humanitários – algo que o tratamento dispensado aos médicos cubanos já havia revelado.

Molina foi transferido no último fim de semana a Brasília pelo encarregado de negócios da embaixada do Brasil na Bolívia, o diplomata Eduardo Saboia. Estava há 452 dias confinado num cômodo da representação brasileira em La Paz depois de ter obtido asilo do governo brasileiro. Aguardava, desde então, que o governo Evo Morales lhe concedesse, como preveem as boas regras de conduta do direito internacional, salvo-conduto para poder deixar o país. Sem sucesso.

As condições em que vinha vivendo o senador – o mais aguerrido político de oposição ao governo Morales – eram precárias. Ele não via a luz do sol, não saia do quarto (na realidade, uma sala sem ventilação onde fica o telex da embaixada) e mal encontrava pessoas. Da família, só teve contato com a filha mais nova, Denise, ao longo destes 15 meses. Sua saúde estava em estado deplorável.

"Você imagina ir todo dia para o seu trabalho e ter uma pessoa trancada num quartinho do lado, que não sai? (...) O senador estava havia 452 dias sem tomar sol, sem receber visitas. Eu me sentia como se fosse o carcereiro dele, como se eu estivesse no DOI-Codi. O asilado típico fica na residência, mas ele estava confinado numa sala de telex, vigiado 24 horas por fuzileiros navais”, relatou Saboia à Folha de S.Paulo.

Há uma semana, Molina foi examinado por um médico, depois que Saboia informara o Itamaraty que seu quadro de saúde piorava a olhos vistos. O laudo apontou uma série de problemas, como candidíase (infecção que indica enfraquecimento do sistema imunológico), taquicardia, hiporexia (perda de apetite), taquicardia, dificuldade respiratória, pressão alta e síndrome depressiva, como informa o Valor Econômico.

O governo Dilma, porém, continuou sem agir. Foi aí que Saboia, fortemente movido por valores cristãos, levou adiante a transferência do senador boliviano para solo brasileiro. Deixou de lado regulamentos frios e optou por princípios que nossa diplomacia sempre prezou, em especial a defesa dos direitos humanos, mas que claramente vinham sendo violados no caso de Molina.

Para levar seu intento a bom termo, o diplomata teve que cruzar 1.600 km de estradas, cortar áreas dominadas pelo tráfico de drogas e, finalmente, desembarcar em Corumbá (MS) depois de uma epopeia quase heroica. Por sua postura valorosa e ousada, Saboia receberá como retribuição do governo brasileiro um processo administrativo e deverá ser "severamente punido” por "grave quebra de hierarquia”, segundo O Estado de S.Paulo.

Entre ficar com valores que historicamente orientam nossa diplomacia e agradar um governo pouco afeito à democracia, o governo da presidente Dilma Rousseff ficou com a segunda opção. Sacrificar o chanceler Patriota e punir Saboia com rigor transformou-se em gesto de mesura de Brasília junto ao governo de Evo Morales, ao qual, mais uma vez, a gestão petista se curva – numa tradição que vem desde a desapropriação acintosa de um bilionário ativo da Petrobras logo no início do mandato dele, em 2006.

O que Eduardo Saboia fez é o que qualquer pessoa de bem faria: ajudar um cidadão a não sucumbir à tentação de desistir da vida. Entre praticar o que os preceitos humanitários indicam e defender a liberdade de um homem ou dizer amém a um governo insensível e despótico, ficou com suas convicções cristãs. Deveria ser tratado com honrarias, mas, para a apequenada e pusilânime diplomacia brasileira, ele não passa de um delinquente.

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Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica
estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

"Que bom", diz o senador

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O senador Roger Pinto Molina, que chegou ao Brasil na madrugada do último domingo, comemorou a demissão do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

“Que bom, estamos no caminho certo”, disse, ao ser informado da saída do diplomata brasileiro do cargo.

O parlamentar boliviano passoua segunda-feira na casa do seu advogado, Fernando Tibúrcio Pena, no Lago Norte. Em boa parte do tempo, falou com a família pela internet. Molina ainda recebeu a visita do senador brasileiro Sérgio Petecão (PSD-AC), que já mantinha contato antes da vinda dele ao país.

Ele o abraçou longamente e ficou emocionado. 
O ex-deputado estadual do Acre Fernando Melo também o visitou. No fim da noite, jantou comida chinesa e se reuniu com mais amigos.
À tarde, o senador apareceu por três vezes na parte externa para registro de i
magens da imprensa.


“Eu amo o Brasil”, disse, bem humorado, ao lado de um dos quatro cachorros da residência.

Ele evitou, porém, responder as pergunt
as feitas pelos jornalistas.
Molina dará, hoje, uma entrevista coletiva na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Segundo relatos da defesa, ele está muito feliz por chegada ao Brasil. “Foi duro ficar sem ver o sol. Nem prisioneiro passa o que passei”, afirmou Molina ao Correio.

Molina permaneceu 455 dias na embaixada do Brasil em La Paz, que lhe concedeu asilo. A Bolívia se recusava a dar autorização para que ele viajasse para território brasileiro. Na última sexta-feira, ele saiu da embaixada em um carro diplomático, escoltado por militares brasileiros.

A cada parada para passar por revista no trajeto de 22 horas de viagem até chegar a Corumbá (MS), ele achava que seria impedido de chegar ao destino. Mas, como estavam em carro diplomático, a comitiva era liberada. Havia o receio de que narcotraficantes que atuam na região o reconhecessem. O advogado do parlamentar, Fernando Tibúrcio Pena, afirmou que “não existe a possibilidade” de o boliviano ser extraditado.


Outros casos

 Nome: Cesare Battisti
Situação: refugiado
Quando: janeiro de 2009
Caso: 
O ex-militante político italiano foi condenado em seu país por homicídios entre 1978 e 1979. Os advogados de Battisti alegam que ele foi condenado à revelia e sem direito de defesa. Na decisão de conceder refúgio, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, citou o Estatuto dos Refugiados, de 1951, e a Lei nº 9.474, de 1997, que traz como um dos motivos para o abrigo o “fundado temor de perseguição por motivos de raça (...) ou opinião política”. Para Genro, a Itália reconheceu a conotação política dos crimes, uma vez que a sentença de Battisti traz o trecho: “com a finalidade de subverter o sistema econômico e social do país”.
 
Nome: Guillermo Rigoundeaux e Erislandy Lara
Situação: 
extraditados
Quando: 
agosto de 2007
Caso: 
Os dois boxeadores cubanos abandonaram a delegação do seu país durante o Pan 2007, com a intenção de se instalarem no Brasil, mas acabaram deportados poucos dias depois da fuga. Na época, a Polícia Federal informou que eles estavam sem documentos e que isso já era “motivo suficiente” para a extradição.  
Nome: Lúcio Gutiérrez
Situação: 
recebeu asilo, mas “renunciou”
Quando: 
desde abril de 2004
Caso: 
O ex-presidente do Equador, Lúcio Gutiérrez, chegou ao Brasil três dias depois de ser deposto da presidência, em 24 de abril de 2004, em meio a protestos populares. Após pedir e obter asilo político no país, renunciou ao “status” dias depois.
 
Nome: Raúl Cubas Grau
Situação: 
ficou asilado no país durante sete anos e depois voltou ao Paraguai
Quando: 
entre 1999 e 2006
Caso: 
O ex-presidente do Paraguai foi tirado do poder sete meses depois de assumir a presidência do país por um “golpe parlamentar” de seus adversários políticos, em março de 1999. Conseguiu asilo político no Brasil, mas surpreendeu seu país e, em 2006, apresentou-se a um juiz paraguaio para responder a processos.
 
Nome: Lino Oviedo
Situação: 
ficou asilado no país e depois voltou ao Paraguai
Quando: 
entre 2000 e 2004
Caso: 
O ex-candidato à Presidência do Paraguai em 1998 foi condenado a 10 anos de prisão em 1999. Ele foi acusado pelos aliados do ex-presidente Juan Carlos Wasmosy (1933-1998) pelo assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, também inimigo político de Oviedo. Em 2001, conseguiu asilo político no Brasil depois de pedido do Paraguai para que fosse deportado. Voltou ao seu país em 2004. Morreu este ano em acidente de helicóptero na província de Chaco. Ele concorria novamente à Presidência do Paraguai.
 
Nome: Alfredo Gustavo Stroessner
Situação: 
recebeu asilo
Quando: 
1989
Caso: 
Em 1954, Stroessner proclamou-se presidente do país, tendo sido reeleito por sete mandatos consecutivos em eleições consideradas fraudulentas, com um governo marcado pela repressão ferrenha a qualquer oposição. Foi derrubado por um golpe militar em 1989, quando recebeu asilo do Brasil, onde viveu até os 94 anos. Morreu em 2006, de complicações pós-cirúrgicas depois de uma operação de 
hérnia inguinal.

PAULA BITTAR e LEANDRO KLEBER Correio Braziliense

Era uma vez o juro baixo...


Mercado encara o BC e faz a moeda norte-americana aumentar 1,3%, para R$ 2,384. Amanhã, Selic deve passar para 9%, mas instituições que mais acertam projeções veem a taxa básica chegando a dois dígitos em janeiro

Os investidores deram ontem uma amostra consistente de que não será fácil a vida do Banco Central para controlar os preços do dólar, que já impactam a inflação. Apesar de a autoridade monetária ter mostrado um arsenal de mais US$ 60 bilhões a ser usado até o fim do ano, a moeda norte-americana voltou a subir ontem e a romper os R$ 2,40, refletindo toda a insegurança dos investidores em relação aos rumos da economia brasileira, que combina baixo crescimento e custo de vida elevado.

A divisa dos Estados Unidos encerrou a segunda-feira cotada a R$ 2,384 para venda, com alta de 1,3% no dia e de 16,6% no ano.

Diante do fracasso do BC, que cumpriu a promessa de vender dólares no mercado futuro, a onda de desconfiança se espraiou. Tanto que as cinco instituições que mais acertam as projeções colhidas semanalmente pela autoridade monetária, os Top 5, passaram a prever que a taxa básica de juros (Selic), hoje de 8,50% ao ano, voltará à casa dos dois dígitos até janeiro de 2014, puxada pelo dólar e pela constante inflação próxima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5%.

Para esse grupo, a Selic chegará a 10% e, na melhor das hipóteses, permanecerá nesse patamar ao longo de todo o ano em que a presidente Dilma Rousseff tentará a reeleição.




No entender dos especialistas, o novo patamar de câmbio — e a baixa garantia de eficácia do plano em vigor do BC — dificultará ainda mais a missão da instituição de controlar a escalada dos preços. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne hoje e amanhã e a aposta quase unânime é que os dirigentes da autoridade monetária decidirão por uma alta de 0,50 ponto percentual nos juros, com a Selic passando de 8,5% para 9% ao ano.

Ainda restarão dois encontros até dezembro, nos quais a taxa básica terá novos aumentos.



Reajustes

Por mais que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, diga que o governo não permitirá “o contágio do câmbio na inflação”, a desvalorização do real ante a moeda norte-americana já provocou reajustes de até 12% nas tabelas de setores como os de informática e de alimentos e bebidas.

“Há uma alta probabilidade de subida mais rápida da taxa de juros”, comentou o economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn. A inflação, no entender dele, está longe de dar trégua.

Não à toa, o mercado financeiro, de acordo com o Boletim Focus, voltou a elevar a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2013, algo que não ocorria há sete semanas. A estimativa do indicador oficial de inflação saiu de 5,74% para 5,80%.

“O governo deixou de lado o crescimento para segurar o custo de vida, mas acabou ficando sem nada”, avaliou a professora de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Virene Macedo. A carestia continua no teto da meta e a expansão da atividade, apontando para o chão.


Com discurso semelhante ao adotado pela maior parte dos empresários, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), Fabio Arruda Mortara, criticou duramente o governo. O provável aumento dos juros é considerado “remédio amargo para segurar a inflação”. “O governo ficou refém da Selic em decorrência de erros da política econômica”, atacou ele, que prevê imediata retração da demanda, da rentabilidade das empresas e do nível de emprego no segmento.

Em entrevista ao Correio, Mortara lembrou, ainda, que o menor patamar de juros da história — de 7,25% ao ano, registrado em outubro de 2012 — não se sustentou por inoperância do governo. “Foi uma alegria que durou pouco”, disse. A equipe econômica, acrescentou o presidente da Abrigaf, deu vários “tiros no pé” ao insistir em equívocos, como não reduzir os gastos públicos e segurar indefinidamente os reajustes dos combustíveis, que agora só potencializam a “minicrise” de Mantega.

Com juros mais altos e a pressão do dólar sobre os preços, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2013 segue despencando. Em janeiro, o mercado previa alta de 3,26% no ano. Ontem, com o registro de mais um recuo pelo Focus, o índice esperado pelos analistas caiu para 2,20%. O cenário pode piorar depois que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar, na próxima sexta-feira, o PIB do segundo trimestre. No primeiro, o Brasil avançou pífio 0,6%.

O maior problema para o governo, disse economista e ex-diretor do BC Carlos Thadeu de Freitas Gomes, é o impacto do câmbio no custo de vida. “Inflação alta e baixo crescimento é tudo o que a presidente Dilma não queria”, sobretudo com a campanha eleitoral batendo à porta do Palácio do Planalto.

“Está difícil cravar para onde vai o dólar. Ainda há muita volatilidade no mercado”, completou ele, que chefia a divisão econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Pelas suas contas, o PIB deste ano deverá fechar ao redor 1,8%. No mês passado, ele ainda acreditava em um resultado acima de 2%. Em janeiro, falava em 3%.

Mão pesada
Para o economista e ex-diretor do BC Carlos Thadeu de Freitas Gomes, a autoridade monetária terá de ir além dos arsenal de US$ 60 bilhões anunciados na semana passada para segurar a desvalorização do real e acalmar o mercado.

“O desempenho do dólar neste começo de semana mostra que o BC será obrigado a agir mais. Talvez, até tenha de elevar, amanhã, os juros acima do 0,50 ponto percentual previsto inicialmente pelo mercado”, apostou.

DIEGO AMORIM » ROSSANA HESSEL Correio Braziliense