"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 07, 2013

BRASIL REAL E O " RISCO A MAIS PREPARADA"1,99 DO PARLAPATÃO CACHACEIRO.


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A presidente Dilma Rousseff ganhou ontem o reconhecimento pelo conjunto de sua obra. Diante do baixo crescimento do PIB, da perda de credibilidade da política econômica, da inflação e do descontrole das contas públicas, a perspectiva do Brasil foi rebaixada por uma agência de classificação.

É o "risco Dilma".

A Standard & Poor's (S&P) anunciou que decidiu colocar a nota dos títulos da dívida brasileira em perspectiva negativa. É o primeiro passo para cortá-la, o que pode ocorrer em até dois anos.

"Nós poderíamos rebaixar o rating de crédito do país nos próximos dois anos se continuar o crescimento econômico lento, os fundamentos fiscais e externos mais fracos e a perda de credibilidade na política econômica", informou a agência.

Notas de crédito podem parecer algo exótico para cidadãos comuns, mas são termômetro para quem tem que lidar com dinheiro. A perda de confiança encarece a captação de recursos, torna os financiamentos mais escassos, reduz a disponibilidade de crédito. O rating mais baixo enquadra o tomador do dinheiro na categoria de pagador duvidoso.

É a este caminho de dificuldades que a gestão Dilma está nos conduzindo.

O Brasil passou a gozar de melhor reputação financeira há apenas cinco anos, o que aumentou o interesse e o ingresso de investimentos estrangeiros no país.

Agora, a perspectiva é inversa e, assim como a S&P, outras agências de classificação de risco podem fazer o mesmo movimento. E não só quanto ao governo:
os ratings da Petrobras e Eletrobrás também já foram atingidos pela decisão divulgada ontem.

Quando Lula foi eleito, em 2002, cunhou-se no mercado financeiro a expressão "risco Lula". Era o temor de que, uma vez no poder, o PT fizesse o que passara a vida toda pregando: 
mudar tudo o que estava aí. 
Era o que os petistas chamavam de "ruptura necessária". 
Na época, o dólar foi às alturas e a inflação disparou.

Felizmente, um grupo mais ajuizado fez Lula e o PT converterem-se aos preceitos da responsabilidade, plasmados na "Carta aos Brasileiros" - que o ex-presidente revelou recentemente ter assinado muito a contragosto. Foi a decisão mais sábia que o partido jamais tomou.

Enquanto o PT rezou pela cartilha herdada do governo do PSDB, baseada em controle rigoroso da inflação, responsabilidade com as contas públicas e livre flutuação do câmbio, o Brasil foi bem - ajudado, ainda, por uma onda de prosperidade no mundo sem precedentes há décadas.

Mas foi só o PT fazer o que o PT acredita e defende para o caldo entornar.

Nos últimos anos, já a partir do fim do mandato de Lula, o cuidado no trato da coisa pública foi implodido. O país convive com orçamentos paralelos, contas fictícias, contabilidade desacreditada e fantasiosa, truques e salamaleques de toda ordem.

Ontem, numa nova leva de manobras deste tipo, BNDES e Valec receberam novos aportes bilionários para maquiar o cada vez mais catastrófico resultado fiscal - só para o banco já foram R$ 310 bilhões desde 2009...

Até as receitas do pré-sal, que nem leiloado foi, e que por lei deveriam ir para educação, já estão entrando na conta para fechar o superávit deste ano, revela hoje o Valor Econômico.

Tudo para permitir que o Estado se agigante.

O controle da inflação foi abandonado pela falácia de que precinhos um pouquinho mais altos não doem, numa imitação barata dos modelos argentino e venezuelano de eficiência e rigor.

Dilma passará seus quatro anos de mandato sem cumprir uma vezinha sequer as metas do Copom - desde 2009, aliás, não passamos nem perto. A presidente parece que não fazia ideia, mas com isso derrubou o consumo - motor da economia havia 38 trimestres - e inviabilizou investimentos.

O descontrole de preços segue tão persistente e disseminado que o Banco Central avisou, por meio da ata divulgada ontem, que provavelmente terá que continuar elevando os juros.

Também na política monetária, o Brasil de Dilma é uma autêntica jabuticaba:
entre 90 países, estamos entre os cinco que aumentaram suas taxas neste ano - nossos companheiros nesta façanha são Egito, Gâmbia, Gana e Tunísia.

Com a nova alta da taxa básica, prevista para julho, voltaremos ao topo dos rankings mundiais de juros reais.

O desarranjo conflui para um desempenho geral pífio na economia. Pelas previsões atuais, o Brasil será o país com o segundo pior crescimento na América do Sul, atrás apenas da Venezuela. Segurar a lanterna já se tornou um hábito no governo de Dilma - no ano passado, só ganhamos do Paraguai, que agora nos deixou para trás e deve liderar a expansão no continente.

Um conjunto tão vistoso não poderia passar incólume. Quem tem dinheiro aqui já começa a ficar muito ressabiado e a pôr as barbas de molho: no último mês, o custo de proteção contra um calote da dívida brasileira registrou a maior alta entre as principais economias do mundo, diz o Valor.

Dilma Rousseff chegou ao Planalto apresentada pelo PT como diligente gerente. Passados pouco mais de dois anos, mostra-se uma catastrófica governante. Sua gestão é grotesca, caótica, irresponsável, perdulária.

Se o temor quanto a Lula acabou mostrando-se, em boa medida, infundado, a ameaça de a atual presidente nos levar para o buraco vai se tornando cada dia mais presente.

O "risco Dilma" entrou no radar do mundo e todos querem distância dele.
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
O "risco Dilma"

PARA REGISTRO ! ENQUANTO ISSO NO BRASIL ASSENHOREADO PELA CANALHA E "IMPRENÇA" SUBSERVIENTE... Em Brasília, 70 mil pessoas pediram em coro cadeia para os mensaleiros e disseram “não” ao controle da mídia.


Neste post, há um vídeo com a intervenção do pastor Silas Malafaia no evento havido em Brasília na quarta-feira, que reuniu, segundo a PM do Distrito Federal, 70 mil pessoas.

O vídeo com a íntegra de sua fala está no YouTube. A seleção que segue foi feita por mim.

Entre outras coisas, milhares pediram, em coro, cadeia para os mensaleiros. A imprensa escondeu isso dos leitores, internautas, ouvintes e telespectadores — um capítulo, afirmei nesta manhã, vergonhoso escrito pelo jornalismo.

O vídeo editado tem 11min55s. Vale a pena vê-lo na íntegra. Destaco algumas frases:

CONTROLE DA MÍDIA – “Senhores da imprensa, nós, que somos chamados de fundamentalistas, queremos uma imprensa livre até para falar mal de nós. Nós não queremos cercear imprensa (…) Imprensa livre, sempre livre!” 
 
NOVO MINISTRO DO SUPREMO – “[o novo ministro] já deu um peruada aqui no Senado. [Ele falou] ‘Olha, o Supremo Tribunal foi muito duro com a questão do mensalão. Eu já começo a desconfiar por que ele está sendo mandado para o Supremo Tribunal Federal: para livrar vagabundo da cadeia”

MENSALEIROS NA CADEIA – “Eu quero avisar ao Supremo Tribunal e às autoridades: o povo brasileiro quer ver essa cambada do mensalão na cadeia”


MINISTÉRIO PÚBLICO –
“Eu queria dar um aviso aos deputados, com muito respeito: ‘Senhores, querem tirar poder do Ministério Público. Vocês vão dar tiro de escopeta na cabeça. Sabem por quê? Porque vão tirar um poder independente; vai passar para a Polícia Federal e para a Polícia Civil, e vocês vão ter de comer na mão do Executivo. Aí vocês vão ver o que é bom para tosse”.

INDEPENDÊNCIA DO SUPREMO – “Nós não queremos um Judiciário subserviente a ninguém. Os mensaleiros, no Congresso, queriam botar de joelhos o Supremo Tribunal Federal: fazer uma lei para o Supremo estar vinculado à sua decisão. Não! Não! Supremo Tribunal Federal forte, independente e última instância com guardião da Constituição.”

ABORTO – “Nenhum ser vivo pode se tornar pessoa se já não o for em essência. O embrião é uma pessoa porque não pode tornar-se outra coisa a não ser pessoa. Você sabe o que é o aborto? É a força dos poderosos contra os indefesos.”

POVO NA PRAÇA – “Só as Diretas-Já botaram mais gente, num dia de semana, em Brasília do que nós. “ Segue o vídeo e depois reflitam sobre o que foi noticiado pela grande imprensa.

Transcrito do original em :
Reinaldo Azevedo 
IMPRENSA 
 
 

E A "MAIS PREPARADA"1,99 EM NADA E COISA NENHUMA SEGUE "MUDANDO" O brasil : Brasil é reprovado na atração de investimento externo. Estudo mostra que país é ineficiente em 41 de 57 itens

 
O Brasil foi reprovado em 41 dos 57 itens avaliados em sete pilares econômicos analisados no relatório Charting a Steady Course (Traçando um Curso Estável, em tradução livre) realizado pela consultoria americana Boston Consulting Group.


Obtido com exclusividade pelo GLOBO, o levantamento analisa a capacidade brasileira de atrair empresas internacionais e se estabelecer como um importante ponto de investimentos estrangeiros em relação a outros 13 países divididos em (Hubs Internacionais) :
Hong Kong,
Cingapura,
Reino Unido e Estados Unidos,
(Nações Desenvolvidas) :
França,
Alemanha,
Japão e Coreia do Sul
e (Nações em Desenvolvimento) :
Chile,
China,
Índia,
México e Rússia.

Os 41 itens reprovados representam 71% dos dados analisados.

Segundo o estudo, a infraestrutura aérea está morrendo, a qualidade e o custo das telecomunicações são altamente onerosos, a burocracia é impeditiva e o apagão de profissionais bem qualificados em setores considerados essenciais atravanca projetos.

- Temos um país com economia sofisticada, estável e bastante pró-negócios, com legislação considerada sólida. Mas temos enormes desafios a transpor na infraestrutura, na educação e nos cenários de negócios - diz André Xavier, sócio do Boston Consulting Group.

Na quarta-feira da semana passada, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,6% no primeiro trimestre frente ao último trimestre de 2012.

As previsões são de que o país deve ter expansão em torno de 2% este ano. O consumo das famílias e do governo ficou estagnado e os investimentos ainda não decolaram: 
houve aumento de 3% entre janeiro e março, mas a taxa ficou em 18,4% do Produto Interno Bruto, abaixo da meta de 20%.

Para crescer de forma saudável, diz o estudo, o Brasil precisa reequilibrar a demanda, direcionando mais esforços ao investimento.

 Globo
(Sérgio Vieira)

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO II ! ANTES O brasil maravilha do parlapatão : "o Brasil que dava errado e o Brasil que está dando certo". HOJE O BRASIL REAL : O Brasil que não está dando certo


Na última campanha presidencial, o País foi conclamado pela candidata vitoriosa a escolher entre "o Brasil que dava errado e o Brasil que está dando certo". 

Passados pouco mais de 30 meses, o problema central do governo eleito em 2010 passou a ser evitar que se dissemine no eleitorado o sentimento de que o Brasil não está dando certo.

No início deste ano, já não havia dúvida de que o desempenho econômico do primeiro triênio do governo Dilma Rousseff estava fadado a ser muito medíocre.

E, como essa perspectiva havia deixado o PT bastante apreensivo, o lançamento da campanha presidencial foi antecipado, para conter o ceticismo do partido sobre o projeto da reeleição. Em entrevista ao GLOBO, em 28/4, o senador Jorge Viana, prócer inequívoco do partido, confirmou que a antecipação da campanha, patrocinada por Lula, em fevereiro, havia sido "um movimento interno para o PT.

Como alguns levantavam dúvidas, ele disse que ela era candidata.
Com isso liberou a presidente para ficar livre, leve e solta para governar". Se, de fato, era essa a intenção, o efeito tranquilizador sobre o PT durou pouco.


O País chega ao fim do primeiro semestre com um quadro inflacionário preocupante e perspectivas de expansão da economia cada vez mais desalentadoras.

O desempenho do nível de atividade no primeiro trimestre reforçou as previsões de mais um ano de crescimento pífio. A mediana das últimas expectativas de mercado coletadas pelo Banco Central já aponta para uma taxa de expansão do PIB de menos de 2,8% em 2013.

O que deixaria a taxa média anual de crescimento do primeiro triênio do governo Dilma Rousseff em pouco mais que 2,1%.

É natural que o PT esteja de novo alvoroçado e apreensivo com os riscos da reeleição. Há meses, o partido ainda alimentava a fantasia de que, em 2014, poderia tentar vender ao eleitorado um pacote fechado de 12 anos de governo petista, no qual o desempenho sofrível dos quatro anos de Dilma estivesse compensado pelo desempenho dos oito anos de Lula.

Mas já percebeu que isso não será tão fácil.
Há poucos dias, o próprio presidente do PT reconheceu que o legado dos anos Lula será "insuficiente para garantir a reeleição".

Na verdade, não é só o PT que vem acalentando a ideia de um Plano B. A antecipação da campanha presidencial vem obrigando toda a base aliada - governadores, senadores e deputados - a antecipar seu reposicionamento para as eleições 2014.

E é a incerteza sobre o projeto da reeleição que explica boa parte das notórias dificuldades que a presidente vem enfrentando para manter a base aliada sob controle.

Em longa entrevista publicada em livro sobre os 10 anos de presidência petista (http://www.flacso.org.br/dez_anos_governos_pos_neoliberais/archivos/10_ANOS_GOVERNOS.pdf), Lula relata de forma muito franca as dificuldades que teve de enfrentar para levar à frente a ideia de lançar Dilma Rousseff como candidata a presidente.

"Eu sei o que eu aguentei de amigos meus, amigos mesmo, não eram adversários, dizendo: Lula, mas não dá. Ela não tem experiência, ela não é do ramo. Lula, pelo amor de Deus."


É fácil imaginar, tendo em vista o que se viu nos últimos 30 meses, a pressão que esses mesmos interlocutores estarão fazendo, agora, para que o projeto da reeleição ceda lugar a um Plano B.

Em meio ao clima de desconfiança que vem marcando as relações do Planalto com o PT e a base aliada, a presidente, em atitude defensiva, vem tentando recuar para um círculo mais restrito de auxiliares, com quem teve oportunidade de construir relações mais sólidas.

Bem ilustra esse recuo a crescente ascendência que vem tendo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, sobre a presidente, graças à confiança mútua desenvolvida entre eles desde a época em que foram ambos secretários do governo Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul.

Nesse caso específico, é fácil perceber que o recuo da presidente para um círculo mais restrito de auxiliares não é sem custo. Implica grave perda adicional de racionalidade na condução da política econômica.

Rogério Furquim Werneck O Globo
O Brasil que não está dando certo