"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 26, 2013

0S CANALHAS SÓ "TRABALHAM NO ARRANCO" : Copa perde R$ 43 milhões

Pressionada pelas passeatas que questionaram os investimentos públicos com o Mundial de 2014, a Câmara dos Deputados derrubou ontem a destinação de R$ 43 milhões para atender a Lei Geral da Copa e permitir a contratação de serviços de tecnologia da informação. 

Os recursos constavam da Medida Provisória 611, conhecida por "MP da Seca" por destinar recursos a produtores e municípios do Nordeste.

O PT foi o único a defender a manutenção dos recursos, mas acabou perdendo a votação do destaque, apresentado pelo PPS.

O setor de tecnologia tem sido muito criticado na Copa das Confederações, por causa de celulares mudos e redes 4G instáveis, apesar de um investimento de R$ 200 milhões feito pelo Ministério das Comunicações.

Estadão

Baratas tontas


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Dilma Rousseff está completando dois anos e meio no cargo. Nunca antes se mostrou tão inapta para a cadeira que ocupa. Nunca antes exibiu tamanha ignorância quanto ao que fazer e tanta indefinição a respeito de que rumos tomar. 

Fazer e desfazer medidas, tomar decisões e logo voltar atrás tornou-se uma lastimável rotina na gestão da petista. 
Nunca antes o país pareceu tanto estar sendo governado por uma equipe formada por tantas baratas tontas.

Dilma Rousseff está completando dois anos e meio no cargo. Nunca antes se mostrou tão inapta para a cadeira que ocupa. Nunca antes exibiu tamanha ignorância quanto ao que fazer, tanta indefinição a respeito de quais rumos tomar. Nunca antes o país pareceu tanto estar sendo governado por uma equipe formada por tantas baratas tontas.

Fazer e desfazer medidas, tomar decisões e logo voltar atrás tornou-se uma lastimável rotina na gestão da petista. Em muitas ocasiões, a inépcia foi relevada, numa espécie de gesto de boa vontade com a presidente. Mas isso torna-se simplesmente inaceitável quando acontece no momento em que o país está em crise, mergulhado em protestos e envolto em insatisfação generalizada.

Dilma voltou ontem atrás na esdrúxula proposta de convocar uma constituinte para fazer uma reforma política, lançada por ela apenas um dia antes. Resta a pergunta: a constituinte com cheiro de golpe bolivariano foi apenas uma tentativa de desviar o foco da pressão das ruas ou foi, na realidade, a mais rematada comprovação de que a presidente não sabe o que faz?

O bater de cabeças no governo dela é sonoro. 
As propostas para enfrentar a crise, se é que podem ser chamadas assim, passam longe do que a população realmente clama para enfrentar suas dificuldades cotidianas. 
A impressão que fica é de uma gestão devotada à empulhação: 
Surgiu um problema?
 Desvie-se a atenção, quem sabe ele desaparece?

Depois que a lambança da constituinte foi ampla, geral e irrestritamente rechaçada, os ministros mais próximos à presidente tentaram empurrar ao distinto público a história de que Dilma não disse o que disse. 
Pelo jeito, 120 milhões de pessoas estavam erradas e só ela e seus sábios estavam certos...

O recuo teria sido, segundo gente como Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo, resultado de uma "má interpretação” das palavras – sempre clarividentes, aliás – de Dilma. O vice-presidente Michel Temer chegou a afirmar que tudo não passou de um "problema redacional”. 
Quer dizer que a presidente da República também não lê o que assina? Fala sério!

Dilma é habituée em expressar-se mal.
 Suas frases são desconexas; suas palavras, imprecisas; suas reais intenções, uma incógnita. 
Enquanto foi apenas uma questão de má comunicação, muita patacoada dela foi perdoada. Mas o problema ganha outra dimensão quando se constata que tais fragilidades exprimem e sintetizam a total incapacidade de Dilma para o exercício do cargo de presidente da República.

No afã de desvencilhar-se do beco sem saída em que sua gestão enfiou o país, e para o qual o Brasil agora acordou, Dilma e seus auxiliares lançam mão da primeira ideia que lhes vem à cabeça. 
É a política do "se colar, colou”. 
 
E é, também, uma velha prática do PT: 
mudar de assunto para tentar se livrar dos abacaxis, como aconteceu na época do mensalão. A questão é que, na dura vida real, problemas não somem com passes de mágica ou truques de marketing.

A proposta da constituinte – para a qual Mercadante ontem se deu conta de que "não há tempo hábil” e o próprio vice-presidente considerou "rompimento da ordem jurídica” – deu em nada. Mas o governo petista insistirá em seu arremedo de democracia direta: 
a ideia agora é fazer a reforma política por meio de plebiscito. 
Por quanto tempo a nova tese irá perdurar?

O que é preciso deixar claro é que qualquer reforma política, por melhor que seja, não resolverá o que, cobertos de razão, os brasileiros pedem nas ruas. Não acabará com a corrupção – a derrubada da PEC 37 é apenas um bom começo – e com a má gestão do dinheiro público, marcas indeléveis da gestão Dilma. 
Não melhorará os serviços de saúde, a qualidade da nossa educação, a precariedade da segurança pública.

A presidente faz o país perder tempo precioso discutindo o que não é o mais relevante. Reforma política é até importante, mas não é a panaceia na qual o PT quer, desesperadamente, transformá-la, a fim de fugir dos protestos e das reivindicações oriundas das ruas.

 Uma coisa é certa:
 tratar um assunto quase incompreensível para o grosso da população – que inclui, entre outros temas, adoção de voto distrital e voto em lista – por meio de plebiscito está longe de ser a forma adequada de enfrentar os graves problemas do país.

"Se fosse perguntar num plebiscito se as pessoas querem ou não reforma política, muitas iriam dizer que apoiam sem entender do que se trata. O plebiscito não se aplica. É uma questão muito séria, da qualidade do voto, para ser tratada dessa forma”, comenta Maria Celina d'Araújo n'O Globo. "O povo nas ruas não está falando de constituinte.”

Em poucas horas, Dilma Rousseff conseguiu uma façanha: 
piorar muito o que já parecia ter chegado ao limite do insuportável. Apresentou uma proposta que, no fim das contas, visava mesmo era ludibriar o desejo de participação popular expresso pelos brasileiros nas últimas semanas. 
Conseguiu, assim, produzir um atestado de que seu governo, além de ser composto por um monte de baratas tontas, é um verdadeiro barata-voa.

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Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA 1,99 II :Rombo 34% maior

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O deficit da Previdência Social chegou a R$ 23,850 bilhões de janeiro a maio deste ano, conforme relatório divulgado ontem pelo Tesouro Nacional. Esse prejuízo é 34% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando as contas da seguridade fecharam negativasem R$ 17,802 bilhões.

Somente em maio passado, o regime geral ficou no vermelho em R$ 3,001 bilhões, uma redução de 51,4% em relação a abril.


Felipe Salto, especialista em finanças públicas da Tendências Consultoria, avaliou que esse resultado é fruto de uma política de desonerações fiscais ineficiente, que pretendia alavancar a economia com a redução de custos trabalhistas para as empresas.

Ele detalhou que a decisão do governo de zerar a alíquota de 20% sobre a folha de salários para que as companhias paguem entre 1% e 2% sobre o faturamento bruto gerou um descompasso no fluxo de caixa da Previdência Social.

Outro fator que também contribui para aumentar o prejuízo é a desaceleração do mercado de trabalho. Com a diminuição do ritmo de criação de empregos, menos pessoas contribuem com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“O governo fez uma renúncia de R$ 5,3 bilhões de janeiro a maio, enquanto no mesmo período d2 2012 abriu mão de
R$ 846 milhões”, analisou Salto.
 
ANTONIO TEMÓTEO Correio Braziliense 

DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA 1,99 : Petrobras e Vale têm as maiores perdas . Perda supera R$ 100 bilhões.


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As duas empresas cujas ações têm maior peso no Ibovespa, principal índice da Bovespa, foram as que mais perderam valor de mercado nos últimos 12 meses, até ontem, entre os papéis do índice.

A perda das duas supera R$ 100 bilhões.


O valor da Petrobras recuou R$ 51,6 bilhões, de R$ 250,5 bilhões para R$ 198,9 bilhões. No caso da Vale, a perda é de R$ 48,7 bilhões. O valor da mineradora caiu de R$ 199,5 bilhões para R$ 150,1 bilhões, segundo cálculo do analista Rodolfo Amstalden, da Empiricus Research, parceira do Investmania.

Em junho do ano passado, as ações PNA da Vale eram negociadas a R$ 39,16. Hoje, saem por R$ 26,89, desvalorização de 40,7%. Os papéis PN da Petrobras, que eram negociados a R$ 18,26, agora valem R$ 15,92, perda de 12,8%. 


Além dos problemas do país, como crescimento pífio do PIB e saída de investidores da Bovespa em direção a investimentos mais seguros, as duas empresas, que estão entre as mais negociadas do pregão, são afetadas por outras questões, como a queda global das commodities .

- A Petrobras é afetada pela alta do câmbio,pois tem despesas em dólar. Além disso, vem sofrendo com ingerências do governo federal. E precisa de investimentos gigantescos para aumentar sua produção - diz Bernardo Dantas, sócio da Edge Investimentos.

Desde 2010, a estatal registra perdas com a venda de combustíveis no país, por causa da política de contenção de preços do governo. Além disso, a valorização do dólar - já subiu mais de 9% neste ano - ocorre em um momento em que o consumo de gasolina subiu 58% entre 2008 e 2012 no Brasil, com o aumento da frota.

Para a Vale, o grande fator de preocupação é o menor crescimento chinês. Com a perspectiva de redução do crédito para o consumo dos chineses, o crescimento de 7,5% previsto para este ano fica ameaçado.

- Embora a Vale seja beneficiada pela alta do câmbio, já que é exportadora, o preço das matérias-primas minerais e metálicas está em queda no mercado internacional - avalia Paulo Bittencourt, diretor da Apogeo Investimentos.

Pedro Galdi, estrategista da corretora SLW, lembra que tanto Petrobras quanto Vale são "portas" de saída da Bovespa nos momentos de crise.

- Os dois papéis estão entre os mais negociados do pregão. Nos momentos de crise, são os primeiros a serem vendidos pelos investidores.

 João Sorima Neto O Globo