"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 25, 2012

O CACHACEIRO PARLAPATÃO, O FILHO... do brasil DANDO UMA DE CHUPA CABRA : promete 'morder as canelas dos adversários' para eleger Haddad

Em anúncio da aliança PT-PC do B em torno da candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o candidato do PSDB José Serra ao dizer que ele não tem “competência” e que foi um “equívoco” se lançar na disputa pela Prefeitura.

“Serra está patinando nas pesquisas, jogaram óleo na pista, ele vai perceber que foi um equívoco quem o convenceu a sair candidato”, disse Lula ao lado de Haddad e de líderes do PC do B na sede dos comunistas em São Paulo. O petista lembrou também que Serra, depois de eleito em 2005, ficou um ano e três meses na Prefeitura. “Ele foi eleito e, ao invés de governar, ficou um ano e 4 meses (sic) e saiu”, disse o ex-presidente, que completou: “Ele não pegou nem a primeira enchente e o bichinho já correu, ele saiu”.

Lula disse que está se recuperando do tratamento de saúde para combater um câncer e que, logo que estiver totalmente recuperado, pretende entrar de cabeça na campanha de Haddad, participando de comícios, gravações de TV e demais atividades.

“Logo vou estar batendo falta e fazendo gol”, afirmou.
“Se necessário, morderei as canelas dos adversários para eleger Fernando Haddad”, resumiu.


Julia Duailibi e Fernando Gallo, de O Estado de S. Paulo

POBRE brasil ASSENHOREADO PELOS CANALHAS : MPF denuncia desvio de R$ 100 milhões no TCE do Amapá

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou há dois meses um suposto esquema de corrupção no Tribunal de Contas do Amapá (TCE/AP). Nesta segunda-feira, a acusação foi tornada pública por causa do fim do sigilo de justiça no caso.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu a denúncia contra cinco conselheiros, três servidores e dois conselheiros aposentados do TCE/AP.


Eles teriam sido responsáveis por desviar mais de R$ 100 milhões do tribunal, entre os anos de 2001 a 2010. O esquema foi descoberto em 2010, pela Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal (PF). Entre as infrações incluem-se formação de quadrilha, peculato e ordenação de despesas não previstas em lei.

- A Operação Mãos Limpas foi iniciada e deu ensejo a várias denúncias. Inclusive esta, que foi a principal. Foram constatadas inúmeras irregularidades, desvio de dinheiro público, que estariam ocorrendo no estado do Amapá. Recebi a informação que esta é a operação que mais apreendeu bens por causa de desvio de dinheiro público entre todas as operações da História da Polícia Federal - disse o subprocurador-geral da República Eitel Santiago de Brito Pereira, responsável pela denúncia.

Segundo investigação da PF e do Ministério Público Federal, o esquema funcionava da seguinte forma: os envolvidos descontavam cheques da conta do tribunal, sempre em espécie, na "boca do caixa", geralmente em agência diferente daquela em que o TCE/AP possui conta corrente. Para justificar os saques no orçamento, servidores da área financeira os computavam como "outras despesas variáveis".

A prática de saques em espécie na conta da instituição não possui nenhum embasamento legal, pois não é permitida pela Lei de Finanças Públicas. Em um só dia, um dos conselheiros aposentados denunciado chegou a sacar R$ 100 mil, a título de "ajuda de custo".

A "orgia orçamentária", como se refere ao caso Eitel Santiago, causou prejuízos tão profundos que, após a deflagração da Operação Mãos Limpas, quando os saques foram suspensos, a economia nas contas do Tribunal permitiu ao TCE/AP quitar uma antiga dívida com o Instituto de Previdência do Amapá.

- Eu acho grave esta denúncia porque o órgão encarregado de fiscalizar tem gente ajudando a desviar. É muito grave. A quantidade de dinheiro desviada e constatada nessa operação é impressionante - disse o disse o subprocurador-geral, que completou: - Lamentavelmente, coisa ruim tem em todo canto. Como também tem coisa boa. O Tribunal de Contas é um órgão de controle e muito necessário ao funcionamento das instituições do país e dos estados. Mas, às vezes, há uma maçã contaminada no cesto de maçã.

Esquema de corrupção

A divisão de tarefas na quadrilha de desvio de recursos públicos era bem definida: a maior parte dos recursos desviados ficava com o comandante do esquema e os servidores da área financeira. Os conselheiros beneficiados se omitiam de fiscalizar ou questionar as contas do próprio tribunal, e por isso recebiam em troca altas somas. O esquema foi montado pelo conselheiro José Júlio de Miranda Coelho, quando este ocupou a presidência do Tribunal.

De todo o montante desviado, existe a comprovação de que Miranda Coelho realizou, pessoalmente, saques em espécie, na conta da instituição, no valor de R$ 7,5 milhões. Nenhum dos saques possui qualquer justificativa, pois não se referem ao pagamento de pessoal e também não serviram para o custeio do Tribunal. Além dos saques realizados, o conselheiro recebeu entre fevereiro e julho de 2001 uma "ajuda de custo" no valor de R$ 258 mil.

O valor do patrimônio registrado em nome de Miranda Coelho ultrapassa os R$ 10 milhões e para o MPF é uma das provas de enriquecimento ilícito. O conselheiro recebia, em agosto de 2010, subsídio de R$ 18.185,11. Com base nessa quantia, calcula-se que, desde dezembro de 1998, ele recebeu cerca de R$ 3,2 milhões em valores atualizados.

No entanto, somente em carros, embarcações e aviões, as posses de Miranda Coelho ultrapassam os R$ 10 milhões, sem contar os mais de 50 imóveis registrados em seu nome, no da esposa, dos filhos e no dos laranjas utilizados pelo conselheiro. Na busca e apreensão realizada na casa de Miranda Coelho, por determinação do STJ, durante o inquérito, foi encontrada uma folha de cheque em branco do TCE/AP, assinada pelo conselheiro.

Custeio de transplante e tratamento contra celulite

Dinheiro público também foi utilizado para custear o transplante de rim de um dos conselheiros aposentados denunciados pelo MPF. Ele utilizou recursos do erário para custear o transplante, a passagem e hospedagem da doadora do órgão, além dos honorários advocatícios desta. O conselheiro ainda pediu o ressarcimento das passagens aéreas da doadora, que foi autorizado pelo diretor de finanças do Tribunal.

Outra conselheira aposentada denunciada custeou todo o tratamento de saúde com valores do Tribunal de Contas, apesar de possuir plano de assistência médica particular. As despesas abrangem até mesmo tratamentos estéticos, como o de combate à celulite, além de medicamentos para esse tipo de tratamento.

Consta nos autos o registro de que, em setembro de 2009, a conselheira aposentada realizou três sessões de "Accent", equipamento utilizado no combate à celulite, sendo que cada sessão custa em média R$ 500. A conselheira pediu ainda o ressarcimento junto ao plano de saúde particular, no valor de R$ 48 mil pelo tratamento de saúde e também pediu ressarcimento junto ao TCE/AP, recebendo os valores dos dois lugares.

Entre 2006 e 2010 essa mesma conselheira aposentada recebeu reembolso que ultrapassou R$ 800 mil.

Todas essas restituições, inclusive para tratamento contra celulite, foram autorizadas pelo então presidente do Tribunal de Contas, José Júlio Miranda Coelho, e pelo então diretor da área orçamentária e financeira.

O esquema incluiu também um membro do Ministério Público estadual, que oficiava perante o TCE/AP e recebeu entre 2003 e 2005, R$ 39 mil, destinados a "reestruturação de gabinete". A quantia também foi descontada em espécie, na boca do caixa. Há registro ainda de pagamentos a servidores fantasmas, não integrantes do quadro do Tribunal.

Pressa na instrução

O Ministério Público Federal recomenda pressa na instrução criminal, caso a denúncia seja aceita pelo STJ. Os conselheiros deverão ser interrogados no STJ, mas o MPF requer que a realização dos demais atos de instrução sejam realizados por um juiz federal da seção judiciária do Amapá.

Além disso, o MPF também solicita uma nova decretação de afastamento de José Júlio de Miranda Coelho, pelo prazo de 360 dias, além do afastamento dos conselheiros da ativa e dos servidores denunciados. Miranda Coelho e os outros conselheiros na ativa foram afastados pelo STJ preventivamente em abril de 2012.

O Globo

Pendurados no crediário


O aumento do crédito e o estímulo ao consumo foram as alavancas usadas pelo governo brasileiro para enfrentar a crise econômica desde 2008. Num primeiro momento, funcionou, mas, repetida por anos a fio, a receita está conduzindo o país a um mau caminho. A desconfiança internacional com o Brasil já começou.

Neste fim de semana, o BIS, uma espécie de banco central dos bancos centrais do mundo, divulgou documento em que alerta para o excesso do crescimento do crédito no Brasil e em outros países emergentes, como China, Índia e Turquia.

Para a instituição, sediada na Basiléia, o risco de descontrole é iminente. Os banqueiros enxergam "desaceleração acentuada" na economia brasileira e, pior, a ameaça de que aqui se repita o estouro de crédito verificado nos EUA há quatro anos e que agora também arrasta a Europa para o buraco.

O BIS fez as contas e concluiu que, nos últimos três anos, o crédito no país cresceu 13,52 pontos percentuais acima do PIB brasileiro. Em outros momentos, uma arrancada desta magnitude no volume de empréstimos, descolando-se do resto da economia, redundou em ondas de quebradeira. Tomara que não seja o caso desta vez.

No entanto, o nível de endividamento - medido pela proporção do PIB que as famílias destinam ao serviço da dívida - já é tão alto no país quando em fins dos anos 1990. Sem contar financiamentos feitos via crediários em lojas, que não são contabilizados pelo Banco Central, o comprometimento mensal da renda das famílias brasileiras atingiu 22%.

Para se ter ideia, quando a crise das hipotecas foi detonada nos EUA este percentual estava em 16% por lá.


Segundo números da Serasa Experian, a inadimplência do consumidor pessoa física subiu 21% nos últimos 12 meses, na série sem ajuste sazonal. A provisão que os bancos têm de fazer para créditos podres, isto é, aqueles em que o devedor está com o pagamento da dívida atrasado há mais de 180 dias, aumentou 24% até abril.

A situação dos endividados é tão preocupante que os credores estão oferecendo condições especiais para tentar rever o dinheiro emprestado. Segundo O Globo, está em marcha em bancos, financeiras, varejistas e operadoras de cartão de crédito um movimento que só encontra precedentes na época do Plano Collor, quando o Brasil mergulhou numa de suas mais severas crises.

Mesmo com condições facilitadas, a inadimplência não cede. "Diferentemente da crise iniciada em 2008, em que a inadimplência foi causada por uma abrupta escassez de crédito na economia e depois caiu rapidamente quando o fluxo financeiro retornou, o novo patamar de calote foi causado pela expansão, por vezes desordenada, do crédito", avalia o jornal.

Muitos destes novos devedores entraram no mercado de crédito recentemente, incentivados pelo governo federal. Uma parte deste contingente simplesmente não tinha condições de tomar empréstimos, e agora se vê com a corda no pescoço - o mercado de automóveis é onde isso fica mais evidente, com as taxas de calote no nível mais alto desde 2000.

Os alertas quanto aos riscos da escalada do crédito e da inadimplência vêm sendo feitos já há algum tempo. Mas a reação do governo federal veio sempre na direção contrária: botar mais lenha na fogueira do consumo, incentivar o endividamento das famílias e postergar medidas realmente necessárias, como o estímulo ao investimento.

Constata-se, agora, que a "marolinha" que arrebenta as praias do mundo desenvolvido há quase quatro anos, também atinge o Brasil - ainda que, felizmente, em menor grau, por ora. Resta ao governo Dilma Rousseff acordar para a gravidade do problema e deixar de insistir numa estratégia esgotada.

E torcer para que o pessoal que cuida da dinheirama no mundo esteja equivocado.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Pendurados no crediário

Síndrome do Patropi


Nem o corte da Selic, nem a redução dos juros bancários, nem as isenções fiscais, nada do que foi tentado até agora pelo governo para estimular a economia trouxe o resultado esperado. Ao contrário, os últimos indicadores dão forma a uma autêntica ave de mau agouro, como a linguagem popular denomina aqueles que anunciam desgraças.

Com a Europa amargando uma grave crise e parceiros importantes, como a China, engatando a marcha lenta no comércio com o Brasil, analistas e instituições refazem os cálculos e já admitem um crescimento abaixo de 2% para 2012.

A revisão só não encontra eco no comando da Fazenda, onde o discurso continua sendo o do crescimento pujante. Mesmo com um avanço de apenas 0,2% no primeiro trimestre, o titular da pasta, Guido Mantega, ainda mantém a previsão de um salto em torno de 4% no PIB de 2012.

Para o ministro, tudo será diferente no próximo semestre — que começa em menos de uma semana, é sempre bom lembrar.


Não é o que sinaliza o cenário, a começar pela realidade lá fora. A Zona do Euro patina na tentativa de encontrar solução para o caos financeiro que há cinco anos atormenta a Grécia, já bateu na Irlanda e vai chegando de mansinho à Espanha, Portugal e Itália, numa demonstração clara de que, como um vírus que ataca a família inteira, a ameaça se irradia pelo bloco.
E não apenas lá.

Em uma economia globalizada, os efeitos já atingiram em cheio os Estados Unidos, que veem a geração de empregos estagnar, reduzindo as chances de recuperação daquele que hoje é seu maior problema. A falta de vigor do mercado de trabalho levou o FED (banco central dos EUA) a revisar para baixo a projeção de crescimento do PIB, e para cima a do desemprego.


Cautela
Com tantas notícias ruins, empresários e investidores se recolhem, na tentativa de proteger seu capital. Cautela é a palavra de ordem, o que os leva a fugir como nunca do risco. Este é o principal motivo da falta de investimentos no setor produtivo. Sem garantia de retorno, nada de ampliar ou instalar unidades fabris. Aliás, a capacidade ociosa da indústria aumentou, assim como aumentaram os estoques.

Queda, mesmo, só no índice que mede a confiança do setor, como mostraram números divulgados na semana passada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV). "O cenário para a indústria é de estagnação. Há entre os empresários um sentimento de frustração, de que as coisas não estão melhorando", disse ao Correio o economista Marcelo de Ávila, da CNI.


Desemprego à vista
A semana também trouxe números pouco animadores sobre a geração de empregos formais. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou uma redução de 51,6% na criação de vagas em maio, frente ao mesmo período do ano passado. O nível do desemprego, porém, foi de 5,8%, melhor resultado para o mês de maio em dez anos.

Seria um dado tranquilizador, não fosse a opinião de analistas, que atribuem o resultado ao fato de que os empresários ainda aguardam algum resultado das medidas de estímulo antes de demitir. Em outras palavras, se não houver uma reação rápida, o desemprego pode, sim, voltar a atormentar a vida dos brasileiros.


O PIB nacional cresceu nos primeiros meses de 2012. Muito pouco, mas cresceu. O problema é que foi, mais uma vez, escorado no consumo das famílias, que continuam indo às compras, agora estimuladas pelo barateamento do crédito. Mas o resultado desse apetite já começa a aparecer. O percentual de cheques devolvidos em maio é o mais alto para o mês desde 2009.

De acordo com a Serasa, o aumento está relacionado diretamente ao endividamento, ao comprometimento da renda e à inadimplência crescente do consumidor. Não são necessários exercícios complexos para enxergar que, cada vez mais endividadas, as famílias vão colocar o pé no freio e reduzir o consumo.

Resta saber, então, quem vai assumir o papel de força motriz do crescimento.


O ideal, o real e a utopia
O mercado já juntou as peças e percebeu que não há possibilidade de se atingir a meta do governo. O relatório Focus, divulgado na semana passada pelo Banco Central, mostrou que os analistas reduziram a previsão de crescimento de 2,53% para 2,30%.

O Credit Suisse foi ainda mais pessimista. Em relatório também divulgado na semana passada, a instituição reduziu a projeção de 2% para 1,5%, o que foi considerado uma piada por Mantega.


Apesar da opinião do chefe, técnicos da equipe econômica já admitem, nos bastidores, que é quase impossível alcançar um avanço superior a 2,5% neste ano, mesmo que haja novas reduções na Selic. Os resultados das medidas de estímulo só devem aparecer mesmo em 2013, isso se a crise global não trouxer nenhum reflexo mais severo para o país.

É compreensível que, oficialmente, o governo mantenha o discurso do alto crescimento. Afinal, se o dono do cofre jogar a toalha, o resultado pode ser ainda pior. Mas é preciso argumentos consistentes para comprovar a teoria.

Discurso, por si só, não se sustenta. O Patropi, célebre personagem dos humorísticos televisivos, já mostrava isso com seus chavões que, no fim das contas, não diziam nada.

Débora Diniz Correio Braziliense

Saldo comercial volta a ficar negativo na 4ª semana de junho, déficit soma US$ 119 milhões

O saldo da balança comercial brasileira voltou a ficar negativo na quarta semana desde mês. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o déficit na semana é de US$ 119 milhões, após ter ficado positivo em US$ 389 milhões na semana anterior.

O saldo semanal resulta de exportações de US$ 4,075 bilhões, e importações de US$ 4,194 bilhões, ambas as menores apuradas neste mês, pelo critério da média diária.

No mês, o saldo está negativo em US$ 55 milhões, com embarques de US$ 14,135 bilhões e compras de US$ 14,190 bilhões. Em comparação a junho de 2011, as exportações caem 16,5% e as importações crescem 3,2%.

Nas exportações realizadas neste mês, em comparação ao mês de junho do ano passado, houve retração das exportações das três categorias de produtos. A maior queda foi apurada entre os semimanufaturados, com retração de 27,2%. As vendas de manufaturados caem 19,8% e de básicos se reduziram 11,0%, na mesma comparação.

No acumulado do ano, o saldo da balança comercial tem superávit de US$ 6,211 bilhões, valor 48,7% menor que o registrado no mesmo período de 2011. No período, as exportações chegaram a US$ 111,996 bilhões e as importações atingiram US$ 105,785 bilhões

Dívida pública cresce 2,2% em maio e atinge R$ 1,92 trilhão

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A dívida pública federal atingiu R$1,92 trilhão em maio, um aumento de 2,2%, ou R$ 42 bilhões, na comparação com o mês anterior. Em abril, ela somava R$ 1,88 trilhão, de acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional divulgados nesta segunda-feira.

Nas contas do governo, o rombo cresceu em abril por causa, sobretudo, da emissão líquida de papéis, no valor de R$ 19,9 bilhões. Além disso, as despesas com juros totalizaram R$ 18,4 bilhões.

A expectativa do governo é que, no fechamento do ano, a dívida pública cresça entre R$ 83,6 bilhões e R$ 183,6 bilhões, atingindo um patamar entre R$ 1,95 trilhão e R$ 2,05 trilhões. Em 2011, a dívida subiu 10%, para R$ 1,86 trilhão.

Total de investidores pessoa física na dívida cresce 24% em 12 meses

O programa de compra de títulos da dívida pública por pessoas físicas, o Tesouro Direto, ganhou 4,5 mil investidores em maio. O total de cadastrados chegou a 300,8 mil, uma alta de 24,3% nos últimos 12 meses.

O coordenador-geral de Operações da Dívida, Fernando Garrido, disse que o crescimento pode refletir uma procura por opções mais rentáveis que a poupança, que teve suas regras modificadas no mês passado.


- No ambiente de queda das taxas de juros, observamos uma migração das aplicações, uma busca por opções mais rentáveis e também seguras. Inclusive, temos visto uma busca por aplicações com taxas prefixadas ou aplicações que seguem algum preço - observou.

As vendas de títulos públicos por meio do Tesouro Direto atingiram o montante de R$ 303,5 milhões em maio. Com isso, o volume total de títulos somou R$ 8,41 bilhões no mês passado, ante R$ 8,11 bilhões em abril. Os títulos mais procurados foram os indexados a índice de preços, que representaram 70,77% do total.

A participação de prefixados, por sua vez, foi de 25,50%, enquanto os títulos indexados à taxa básica de juros (Selic) representaram 3,72%.

O Globo

brasil maravilha SEM "MARQUETINGUE" : Real figura entre "piores" moedas

Graças ao salto de 21% no preço do dólar em relação ao real desde a cotação mínima registrada em fevereiro até o pregão de sexta-feira, no acumulado de 2012 a moeda brasileira figura como destaque mundial de baixa em diversas linhas de comparação.

É a pior moeda entre os países dos Brics, entre os principais vizinhos da América Latina e outros emergentes comparáveis, como Austrália,
México,
Polônia
e Hungria.


No ano, o real cai 9,66%, segundo dados da "Bloomberg", enquanto o iene, segundo pior em uma cesta com 16 moedas, recua 4,38%. Em 12 meses, o quadro é ainda menos favorável, o real tem queda de 23%.

Como nada é simples no mercado de câmbio, não há apenas um fator que explica como o real saiu de destaque mundial de alta até o fim de fevereiro para destaque de baixa. Entre eles, certamente é preciso mencionar a forte queda da taxa de juros básica no país.

Para o professor da PUC-RJ, Márcio Garcia, o país estava supervalorizado no mercado internacional. O crescimento forte de 2010, as perspectivas de investimento, bem como o calendário esportivo alçaram o país à condição de "queridinho" do capital internacional.

No entanto, diz Garcia, parece que os investidores se deram conta de que há aspectos negativos a considerar. Apesar de fazer parte dos Brics, o Brasil, assim com o a Rússia, está longe de apresentar a dinâmica de crescimento de Índia e China. Agora em 2012, as revisões para baixo nas previsões de crescimento foram quase que constantes, e a chance de o PIB crescer ainda menos que os 2,7% de 2011 é cada vez mais real.

A deterioração nas perspectivas de crescimento se alia a um ativismo do governo no "front" cambial. Algo que faz diferença, na visão de Garcia. "Quando você trata o estrangeiro mal, e tem países tratando bem, é natural que você seja deixado de lado", diz.

Segundo o professor, mesmo que o governo retire todos os controles cambiais, pode ser que seja observado um fenômeno de "fadiga", de quebra de confiança, pois o investidor fica desconfiado com as constantes mudanças nas regras.

Isso ocorre mesmo com as restrições sendo impostas aos ingressos, algo que não é tão agressivo quanto o controle de saídas.

"A maioria dos investidores não gasta muito tempo estudando o Brasil. Se tem dificuldades e muita burocracia, ele pode desistir."

Se o governo quer crescer a taxas de 4% a 5% ao ano, precisa de poupança externa, pois essas taxas de crescimento não se sustentam com a poupança interna de no máximo 18% do PIB. "Entre não crescer e crescer com a poupança externa, o melhor é crescer", diz o especialista.

Além do fator crescimento e da recente piora da crise externa, que tira atratividade dos ativos de risco, Garcia aponta as "barbeiragens" do governo como mais um fator a pesar na taxa de câmbio.

Para Garcia, existe uma ignorância do governo com relação ao mercado de derivativos. Ao manter o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1% sobre a ampliação de posição vendida, o governo mantém os agentes privados fora da ponta de venda, ou seja, ele não tem "parceiro" para conter a valorização acentuada do dólar.

"Quanto se quer evitar a apreciação, a medida é boa, mas, quando se está na ponta contrária, ela é péssima. E essa é uma possibilidade para a qual o governo não estava preparado", diz.

Para Garcia, a equipe econômica parece desconhecer a importância do mercado de derivativos no Brasil. É lá que o preço é formado, particularidade inerente ao mercado brasileiro. Não adianta olhar o fluxo de dólar à vista.

Ainda de acordo com Garcia, o Brasil está migrando para uma política de banda informal no câmbio. O modelo de pisos e tetos para o dólar parece funcionar bem enquanto a inflação não representa um problema. Mas, quando o mundo voltar a crescer e as commodities tomarem fôlego, são outros os problemas que vão aparecer, avalia ele.

"Tem de se começar a pensar nesses cenários para se montar uma estratégia. Mas a estratégia por aqui parece ser a seguinte: peça para frente que xadrez é sorte", conclui Garcia.

De visão semelhante, o professor da FEA-USP, Carlos Eduardo Gonçalves, acredita que a lua de mel do investidor externo com o Brasil está acabando. Para ele, o grau de intervenção do governo Dilma Rousseff na economia é bem maior do que nos mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva. Há a sensação de ingerência em grandes empresas como Petrobras e Vale e a "pirotecnia" foi longe demais no mercado de câmbio.

No curto prazo, diz Gonçalves, o câmbio é a variável mais difícil de se explicar com qualquer tipo de modelo. Feita essa ponderação, o professor aponta que, considerando o diferencial de juros do mercado local e externo, a volatilidade do mercado e o comportamento das commodities, a taxa de câmbio está acima do que seria considerado justo. A taxa de câmbio seria mais para R$ 1,95 do que para os atuais R$ 2,05.

"Pode ser erro estatístico, mas minha interpretação é que essa diferença reflete a mão do governo no mercado cambial."

Para o professor, mesmo com uma forte melhora de quadro externo, o dólar não deve voltar à linha de R$ 1,90 no curto prazo.

Eduardo Campos/Valor Econômico

PETEBRAS : REDUÇÃO DE metas de produção para NÍVEIS REALISTA, afirma Graça Foster


As metas de produção da Petrobras estão agora mais realistas, disse nesta segunda-feira a presidente da estatal, Maria das Graças Foster.

A empresa não conseguiu cumprir os objetivos projetados nos anos anteriores porque eles eram muito ousados, afirmou ela durante o detalhamento do novo plano de negócios da companhia, para o período entre 2012 e 2016.


A petrolífera prevê agora uma redução de 1 milhão de barris de petróleo na nova curva de produção, anunciou Foster. A projeção anterior era de uma queda de 700 mil barris por dia. A baixa eficiência da bacia de Campos, de onde provém a maior parte do petróleo extraído no Brasil, é uma das principais causas da redução da curva de produção projetada pela Petrobras para os próximos anos.

Os investidores receberam mal os anúncios da companhia, e as ações da Petrobras despencaram 7,5% na manhã desta segunda-feira. O desempenho da empresa acabou arrastando para baixo o índice Ibovespa, da Bolsa de São Paulo, onde tem peso de 11%.

A empresa pretende manter seu nível de endividamento abaixo de 35% em relação ao seu capital.


O novo plano de negócios detalhado hoje foi anunciado no último dia 14 e é o primeiro sob o comando de Graça Foster, que chegou à presidência da estatal em fevereiro.

Companhia espera paridade de preço de combustível no médio prazo

Se não resolve todos os problemas de caixa da empresa, o reajuste dos preços dos combustíveis anunciado na última sexta-feira pela Petrobras traz um alívio para a companhia, disseram executivos da estatal.

Segundo eles, a empresa buscará agora trabalhar com uma paridade com as cotações internacionais.


Uma revisão dos preços dos combustíveis abaixo das expectativas já nos dá a luz para trabalharmos de forma continuada. Mas trabalhamos com a paridade internacional e ponto disse a presidente.

O diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, disse que o realinhamento se dará no longo prazo.

O preço da gasolina o óleo diesel ficaram respectivamente 7,83% e 3,94% nas refinarias nesta segunda-feira, mas os aumentos não serão repassados ao consumidor porque o governo zerou a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), tributo cobrado sobre combustíveis.

Segundo cálculos do economista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, a medida aumentará o caixa da Petrobras em torno de R$ 420 milhões por mês.


Graça Foster prevê que o preço do petróleo do tipo Brent seja de US$ 110,82 por barril em 2012, na média, e caia para um patamar de US$ 90 no longo prazo.

Segundo o diretor de Exploração e Produção da estatal, José Formigli, a empresa tem 19 novos projetos de produção de petróleo até 2016 e 38 projetos previstos até 2020. No curto prazo, entretanto, a companhia terá que lidar com atrasos nas entregas das sondas.

Metade das 14 sondas esperadas pela Petrobras para este ano estão atrasadas, disse o diretor de Exploração e Produção.


Graça Foster afirmou que o fato de haver menos projetos em etanol no plano da estatal para os próximos quatro anos ocorre em função de poucas oportunidades efetivas de investimento na área.

O Globo