"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

julho 24, 2013

R$ 1,985 trilhão - Dívida pública federal sobe 2,6%(R$ 50 bilhões) de maio para junho



A dívida pública federal cresceu 2,6% de maio para junho, somando R$ 1,985 trilhão, informou nesta quarta-feira o Tesouro Nacional.

O aumento foi impactado pelo repasse de R$ 23 bilhões da União para o BNDES e a Caixa Econômica Federal em títulos públicos.

O valor respondeu por mais da metade do total de emissão líquida de títulos no mercado interno, que foi de R$ 39,01 bilhões em junho.

Já o efeito dos juros significou um aumento de R$ 18,65 bilhões da dívida federal no mês passado.

A expansão do débito federal só não foi maior porque houve um regaste líquido de R$ 7,27 bilhões de papéis no mercado externo.

Dos R$ 23 bilhões emitidos para os bancos públicos, R$ 15 bilhões foram para o BNDES e R$ 8 bilhões para a Caixa.

A justificativa dos repasses é capitalizar os bancos para que se enquadrem nas regras internacionais de exigências mínimas de patrimônio (Basiléia 3) ou para fazer frente às necessidades de expansão dos empréstimos.

Ao mesmo tempo, porém, o governo retira capital de Caixa e BNDES com o recolhimento de dividendos.

As operações são alvo constante de críticas de economistas que consideram que seria menos custoso para o governo não recolher os dividendos em vez de aumentar sua dívida. 
MARIANA SCHREIBER
DE BRASÍLIA/Folha  

CHARGES

 

PETEBRAS SEM O MARQUETINGUE DA TV : "Há campos que produzem cinco barris por dia" . Petrobras para parte da operação em terra

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A Petrobras decidiu parar sondas terrestres e outras operações na Bahia, no norte do Espírito Santo e no Rio Grande do Norte dentro de seu Programa de Otimização de Custos Operacionais (Procop), que visa 
economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016.

A empresa precisa aumentar o fluxo de caixa, que até 2016 deve ficar abaixo de sua necessidade de investimentos de US$ 236,5 bilhões (2013-2017). Hoje, a produção de petróleo em terra perfaz 10% de sua produção total, de 208 mil barris diários.


Na avaliação do ex-diretor de exploração e produção da Petrobras
Wagner Freire, a decisão vem com atraso.

"Há campos que produzem cinco barris por dia não é econômico para ela, mas pode ser para pequenos produtores que invistam na produção", diz, sugerindo a devolução dos campos à Agência Nacional do Petróleo.


A redução dessas operações pode significar 5.000 demissões, afirma José Maria Ferreira Rangel, do Conselho de Administração da empresa e coordenador do Sindipetro no Norte Fluminense.

"Não são apenas os terceirizados, há uma série de outras atividades que são ligadas ao petróleo", diz. Segundo ele, 500 pessoas já foram demitidas na Bahia.


Na semana passada, Rangel se reuniu no Estado com a presidente da Petrobras, Graça Foster, e obteve a suspensão por 30 dias das demissões por firmas terceirizadas que operam as sondas, além da reversão da transferência de 430 empregados dos setores financeiro, contábil e tributário para a sede, no Rio.

"Na reunião, a presidente se comprometeu a conversar com as empresas para segurar as demissões", disse.

Ele acrescentou que há pressão de parlamentares para evitar a paralisação de operações. Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), reuniu-se com Foster no Rio acompanhado da bancada do seu Estado. 


 DENISE LUNA
DO RIO/FOLHA

ENQUANTO ISSO... Desemprego sobe em junho e indica tendência de alta

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Ainda que de modo lento, o desemprego deu sinais mais claros em junho que há em curso uma tendência de alta. A taxa subiu para 6%, após ter ficado em 5,8% em maio. Em junho de 2012, o percentual havia sido de 5,9%. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira.

É o patamar mais alto desde abril de 2012. A taxa vem subindo desde o início do ano, quando estava em 5,4%.

Os motivos do aumento do desemprego são a freada do consumo e do PIB neste ano, que já se traduzem num desempenho pior do comércio (um dos setores que mais emprega) e em outros ramos de atividade.

Segundo o IBGE, a população desocupada (1,5 milhão de pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas) também apresentou estabilidade tanto em relação a maio de 2013 quanto a junho de 2012.

Já a população ocupada (23 milhões) também não variou significativamente frente aos meses de maio de 2013 e junho de 2012. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,5 milhões) ficou estável em relação a maio de 2013 e cresceu 3,2% na comparação com junho do ano passado --ou 359 mil postos de trabalho a mais com carteira assinada.

Entre as atividades, destaca-se queda de 3,3% na indústria, único grupamento que mostrou variação importante de maio para junho.


RENDA

O rendimento médio real dos ocupados (estimado em R$ 1.869,20) não apresentou variação na comparação mensal, mas teve aumentou 0,8% frente a junho de 2012 (R$ 1.854,13).

A massa de rendimento real totalizou R$ 43,4 bilhões e ficou estável em relação a maio, embora tenha crescido 1,5% frente a junho de 2012.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. 


PEDRO SOARES
DO RIO/Folha 

brasil maravilha COM "presidenta" DE NADA E COISA NENHUMA 1,99 E UM ministro BOBO DA CORTE, RESULTA EM : Financial Times diz que Mantega virou alvo de piadas.Segundo jornal, todas as previsões dele são fictícias

O jornal inglês Financial Times destacou em sua edição desta terça-feira (23/7) que o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega virou alvo de piadas.

De acordo com o periódico, nenhum veículo da imprensa brasileira deu muita atenção à redução anunciada por ele da previsão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano que cairia de 3,5% para 3%.



Esse descaso, afirmou o jornal, se deve ao fato do mercado já trabalhar com uma previsão em torno de 2,2%, o que estaria mais dentro da realidade.

 
O FT lembra que até maio do ano passado Mantega sustentou que o crescimento para 2012 seria de 4,5% e ao final do período verificou-se um crescimento de apenas 0,9%.


Mantega ainda teria ironizado o questionamento dos repórteres sobre a previsão otimista afirmando que não se pode mudar as previsões do PIB tão facilmente como se muda de roupa.


A mídia estrangeira especializada vem colocando Guido Mantega em evidência com noticiário negativo a seu respeito, ressaltando seu desempenho à frente do Ministério da Fazenda.


Jornal do Brasil

JEITO PT II (TRAMÓIA/TRAMBIQUE/TRAPAÇA/ILUSIONISMO/FARSA...) ! PASTEL DE VENTO : Corte no Orçamento provoca dúvidas

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O economista-chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero, fez as contas e concluiu: 
o corte adicional de R$ 10 bilhões nas despesas de 2013 anunciado pelo governo anteontem é inexequível. 

Para que as projeções do governo se concretizem, será necessário que a arrecadação, as receitas previdenciárias e os gastos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) deem uma guinada na segunda metade do ano.

Além disso, mais da metade da redução de despesas é, na realidade, adiamento de gastos. Isso se aplica aos R$ 4,4 bilhões a menos que o Tesouro entregará ao INSS para cobrir perda de receitas por causa da desoneração da folha salarial e aos R$ 2,5 bilhões de corte em subsídios e subvenções.

Até mesmo uma mudança que vai na direção que vinham recomendando os especialistas, a transformação dos gastos para manter as tarifas de eletricidade baixa em despesa primária, "carece de substância". Embora essa medida reverta um dos muitos itens da contabilidade criativa e aumente a transparência das contas públicas, o governo não anunciou quanto haverá de despesa adicional. A rigor, o corte de R$ 10 bilhões poderá ser anulado em parte por esse novo gasto, que ainda não se sabe de quanto será.

Para que as receitas cheguem este ano a R$ 1 trilhão como previsto pelo governo, será necessário que elas cresçam, no segundo semestre, 18,2% acima do observado em 2012. Será uma forte aceleração, considerando-se que na primeira metade do ano a taxa foi de 8,1%. O governo conta, porém, com as receitas de concessão de infraestrutura, como o leilão do pré-sal.

Na Previdência, ele observa que foi feito um jogo de empurra-empurra cujo resultado foi uma melhoria do saldo em R$ 1,4 bilhão. Foi anunciado que o Tesouro pagará R$ 4,4 bilhões a menos para o INSS porque, segundo explicou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, "há uma defasagem" na necessidade desses repasses. 
Ou seja, eles serão feitos posteriormente.

Sem sentido. 
Mas, se a despesa do Tesouro ficará R$ 4,4 bilhões menor, o mesmo deveria acontecer com a receita da Previdência, observa Montero. No entanto, o governo só cortou a previsão de arrecadação previdenciária em R$ 3 bilhões. Isso, afirma ele, faria sentido se a arrecadação previdenciária estivesse bem, mas o quadro é o oposto.

Para o governo estar certo em suas projeções, é preciso que as receitas previdenciárias tenham um crescimento de 15% sobre 2012 no período de junho a dezembro, o que seria uma aceleração em relação ao que se viu de janeiro a maio, quando as receitas aumentaram 11%.


Por outro lado, as despesas do INSS teriam de crescer a um ritmo de 7,8% no restante do ano, quando na verdade elas vêm com uma aceleração de 14,3% de janeiro a maio. Portanto, seria necessária uma freada forte. "Isso não tem lastro na realidade."

Outra despesa empurrada para 2014 são os R$ 2,5 bilhões de subsídios e subvenções. O governo vem represando esses pagamentos desde 2011, para melhorar o saldo fiscal.

Se não fossem essas postergações, porém, haveria o risco de as despesas crescerem, em vez de cair. Isso porque o governo acomodou R$ 4,4 bilhões em novos gastos, para atender aos apelos das ruas.

É também de R$ 4,4 bilhões a economia que o governo promete fazer em gastos de custeio como passagens, diárias e aluguéis.

"Esses são itens para economizar R$ 1 bilhão, R$ 2 bilhões ao longo de um ano", disse Montero. Ele afirmou não fazer ideia de como o governo fará uma contenção tão forte, em tão pouco tempo, em cima de um grupo de despesas que é relativamente pequeno.
 
LU AIKO OTTA / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo