"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 28, 2013

Maus conselhos


Dilma Rousseff aproveitou ontem uma plateia classe A para destilar, mais uma vez, o veneno de seu discurso sectário. Apropriou-se, de novo, de feitos que não são exclusividade sua, fez previsões temerárias e celebrações tão apressadas quanto extemporâneas. 
Exercitou, novamente, a desonestidade e a arrogância que marcam o PT, o partido dos mensaleiros. 
 
A ocasião exigia sobriedade, mas a candidata-presidente engatou o ritmo de campanha que move seus passos desde que se aboletou em cima de um palanque, cinco anos atrás, e de lá nunca mais saiu. 

Foi a nona vez que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social reuniu-se nesta gestão, mas apenas o terceiro encontro do qual Dilma participou. 
Óbvio: queria ribalta.

A presidente da República deveria ter aproveitado a presença da nata do PIB brasileiro no encontro de ontem para discutir seriamente os problemas que afligem o país - amanhã, por exemplo, seremos oficialmente apresentados ao pibinho que Sua Excelência produziu em seu segundo ano de mandato, deixando-nos na vice-lanterna do continente... 

 
Mas ela usou o espaço e o tempo valioso para, novamente, fazer proselitismo político. Desancou, raivosamente, as ações sociais da gestão tucana e enalteceu, talvez precipitadamente, a política energética de seu governo - num momento em que, neste ano de poucas chuvas, nem São Pedro é capaz de garantir o suprimento de energia. 

 
Na reunião de ontem, a presidente da República avocou ao PT todo e qualquer mérito por ter montado a rede de proteção social que hoje existe no país. Em linhas gerais, mimetizou sua abjeta declaração de uma semana atrás, em que desdenhou o esforço dos brasileiros ao longo de 500 anos de história: 
"Não herdamos nada; construímos". 
 
Desta vez, ela apegou-se a um aspecto acessório para desmerecer a criação, pelo governo Fernando Henrique, dos programas sociais posteriormente enfeixados sob o Bolsa Família. 
Alegou aos empresários que coube ao PT criar o cadastro que permite identificar os beneficiários:
 "É conversa que tinha cadastro", destrambelhou-se. 
Passou longe da verdade.

O Cadastro Único para Programas Sociais foi criado ainda em julho de 2001, por meio do decreto n° 3.877. Naquela época, os programas sociais ainda eram fragmentados, mas já existiam.
 Posteriormente, o PT unificou-os e, obviamente, ampliou progressivamente seu alcance, dando sequência natural a um legado que poderia até ser incipiente, mas que não se pode negar que existisse. 
Ou seja, herdaram, não construíram.

Se sua apreciação sobre os programas sociais é maldosa e falsa, a abordagem da presidente sobre a questão energética é temerária. Aos empresários classe A que lá estavam, Dilma não poderia ter dito, se agisse honestamente, que "não vai haver racionamento" neste ano. 
Não quando transcorreram apenas dois meses do ano e os reservatórios ainda penam.

A questão que se coloca é: a que preço esta suposta segurança energética está sendo obtida? E, dois: são verdadeiras as premissas nas quais a presidente se baseia para dar aos empresários uma garantia que não existe?

O racionamento só não veio - ainda - por duas razões: o péssimo desempenho da economia em 2012 e o acionamento recorde do parque termoelétrico gestado na época da crise energética de 2001 e legado ao governo petista. Há um custo alto nisso, além de uma estiagem acima da desejada no horizonte. Vejamos.

O acionamento das térmicas em razão do baixo nível de armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas está implodindo as contas das empresas do setor elétrico. As geradoras já estão arcando com um gasto extra de R$ 4 bilhões e as distribuidoras, de R$ 1,5 bilhão por mês.

O aumento exponencial dos custos da energia termelétrica já foi suficiente para anular o ganho que as indústrias teriam com a redução tarifária.

 A associação dos grandes consumidores de energia calcula que a tarifa da indústria tenha caído R$ 24 por megawatt-hora em razão da lei, mas o custo das térmicas comeu R$ 22, informa hoje a Folha de S.Paulo.

Infelizmente também talvez seja muito, muito cedo para Dilma cantar vitória contra o racionamento. Os reservatórios da região Centro-sul, onde se concentra o grosso do parque gerador nacional, terminarão março com nível de armazenamento de apenas 54% e os do Nordeste, com 41%, segundo o Valor Econômico

Para aquilatar: 
chegaram ao fim do verão de 2012 com 78% e 82%, respectivamente.

Além disso, Dilma voltou ontem a repetir que o país ganhará mais 10 mil MW de energia neste ano - no discurso em rede nacional feito em janeiro, havia dito que seriam 8,5 mil novos MW. "Esse país tem segurança energética. Nunca tivemos isso na vida". 

Será? 
Ocorre que, em 2012, o governo petista partira da mesma premissa - agregar 8,7 mil novos MW ao longo do ano - mas chegou a dezembro passado tendo cumprido apenas 40% da promessa, segundo a agência Canal Energia.

Percebe-se que, mais uma vez, faltou serenidade à presidente e sobrou destemperança à candidata. Não será fazendo de cada compromisso de governo um ato de campanha que Dilma Rousseff conseguirá enfrentar as questões que interessam para melhorar a vida dos brasileiros. 

Ontem, a presidente deu um novo soco na verdade e mais um salto no escuro.
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Maus conselhos

DE(s)CÊNIO DO CACHACEIRO ASQUEROSO/PARLAPATÃO O FILHO... do brasil E SEUS FARSANTES E FALSÁRIOS : Produção da Petrobras continua a cair


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A produção de petróleo da Petrobras em janeiro caiu 6,9% em comparação a janeiro de 2012, de acordo com fontes oficiais.

Em relação ao mês anterior, dezembro, o desempenho também foi frágil: queda de 3,3%. É um percentual de queda maior do que o esperado pelo mercado.

Em 24 de abril de 2006, fanfarrão, Lula dizia em alto em bom som que a autossuficiência do Brasil havia, enfim, chegado. 

Fala Lula:

- A autossuficiência significa que somos donos do nosso nariz. A Petrobras conseguiu o seu intento que o povo brasileiro buscou durante cinqeenta anos: 
ser autossuficiente. 

Por Lauro Jardim

DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIOS : Inadimplência das empresas aumenta 10,3% em janeiro, diz Serasa


A inadimplência das empresas cresceu 10,3% em janeiro, ante dezembro, de acordo com a Serasa Experian, em levantamento divulgado nesta quinta-feira (28). Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 4,9%.

Em janeiro, o fluxo de caixa das empresas foi pressionado por fatores como pagamento do IPVA de frota, reposição de estoques após o período de Natal, inflação de custos e o aumento do salário mínimo, diz a Serasa.

"Com mais obrigações para honrar, as empresas que não contam com disponibilidade financeira extra enfrentaram dificuldade para pagar em dia seus compromissos", avaliou a empresa por meio de nota divulgada hoje.

A Serasa ponderou que a alta da inadimplência tem arrefecido nas comparações anuais desde o segundo semestre de 2012. "Com a recuperação econômica, essa trajetória deve continuar", diz.

De acordo com a Serasa, os títulos protestados tiveram aumento de 34,3% em janeiro, ante dezembro, enquanto a inadimplência nas dívidas não bancárias das empresas cresceu 2,7%. A emissão de cheques sem fundos subiu 7% no período. A inadimplência com os bancos aumentou apenas 0,1%.

Valor médio das dívidas

Em janeiro de 2013, as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) tiveram valor médio de R$ 774,04, queda de 3,7% ante igual mês de 2012.

As dívidas com bancos, por sua vez, tiveram, no primeiro mês do ano, valor médio de R$ 5.159,49,10, recuo de 1,1% na relação com janeiro do ano anterior.

Quanto aos títulos protestados, o valor médio verificado foi de R$ 1.881,76, com elevação de 3,2% sobre janeiro de 2012.

Por fim, os cheques sem fundos apresentaram, em janeiro de 2013, um valor médio de R$ 3.047,13, representando um aumento de 42,2% quando comparado com o primeiro mês de 2012. 

Do G1, com informações do Valor Online 

Bolsa Família paga mais de R$ 1,9 bilhão em fevereiro


Em fevereiro, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) está investindo mais de R$ 1,9 bilhão no pagamento de benefícios do Bolsa Família.

Esse valor atende a 13.557.535 famílias, com valor médio de R$ 144,87. O pagamento começou no dia 15 e segue até esta quinta-feira (28).

A região com maior transferência de recursos é o Nordeste, que receberá mais de R$ 1 bilhão (52% do total). 

Lá são atendidas 6,9 milhões de famílias, com benefício médio de R$ 148,18.
Já o Norte tem o benefício médio mais alto, chegando a R$ 164,47.
 
Jornal do Brasil

DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIOS : Aumenta preocupação com emprego, inflação e dívidas, diz CNI

O brasileiro está menos otimista com o emprego e a inflação. Também está mais endividado, informa pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quinta-feira.

A confiança do consumidor caiu 0,9% entre janeiro e fevereiro, de acordo com o Inec (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor). Foi o terceiro mês consecutivo de queda no indicador.

No acumulado desde novembro de 2012, último mês de crescimento da confiança, a queda foi de 2,9%.

Em relação a fevereiro do ano passado, o índice, no entanto, avançou 0,7%.

A CNI pondera que, apesar da queda, a confiança do consumidor segue maior que a registrada na maior parte do período entre o segundo trimestre de 2011 e o terceiro trimestre de 2012.


MEDO DE INFLAÇÃO

Dentre os componentes do Inec, o índice de expectativa de inflação caiu 1,7% entre janeiro e fevereiro, refletindo maior pessimismo dos brasileiros em relação a esse tópico. Foi a quarta queda consecutiva desse item do indicador.

O indicador aponta que a maioria dos consumidores (51% dos 2.002 entrevistados em 141 municípios) acham que a inflação irá aumentar.

Os indicadores de endividamento e de situação financeira também pioraram: quedas de 0,4% e de 0,6%, respectivamente, entre janeiro e fevereiro. Metade dos entrevistados acha que a renda pessoal não irá se alterar.

O brasileiro também ficou mais pessimista em relação ao mercado de trabalho. O índice de expectativa de desemprego caiu 1,1% no período, mostrando que menos entrevistados esperam queda no desemprego.

A expectativa para os próximos seis meses em relação à renda e o indicador de expectativa de compra de bens de alto valor ficaram estáveis entre janeiro e fevereiro, de acordo com a CNI. 


DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
DE SÃO PAULO 

Títulos do Tesouro perdem mais de 6% nos últimos 30 dias

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O Banco Central ainda não mexeu nos juros, mas as taxas negociadas pelos investidores já tiveram alta considerável nas últimas semanas apenas com a expectativa de elevação da Selic, a taxa básica da economia brasileira, que só será definida na próxima quarta-feira.
 
 Para o investidor, o resultado já se materializou como uma das maiores sangrias já vista nos títulos prefixados do Tesouro Direto desde 2010.

Também perderam os CDBs (Certificado de Depósito Bancário) prefixados e os fundos de renda fixa e de índices de inflação, que são os que mais sofrem em época de aumento de juros.

A maioria dessas aplicações deve fechar fevereiro com rendimento negativo.

No Tesouro Direto, alguns papéis chegaram a perder mais de 6% apenas nos últimos 30 dias. Foi o caso das NTN-B com vencimento em agosto de 2050, que caíram 6,20% nos últimos 30 dias.

O rendimento negativo costuma assustar os investidores mais conservadores da renda fixa, que têm dificuldade de entender por que uma aplicação com taxa de juros positiva pode levar a perdas como essa, em tão pouco tempo e mesmo antes de um fato (no caso, o aumento dos juros pelo BC) se materializar.

Isso acontece porque, apesar de as taxas prefixadas serem positivas, os títulos já emitidos sofrem um "deságio" em seu valor, para se adaptarem à nova realidade de juros. Ou seja, quando os juros sobem, o valor do título cai e vice-versa.

Se isso não acontecesse, não haveria estímulo para um investidor comprar um papel já emitido com juros menores do que compraria com os novos juros.

No Tesouro Direto, sente esse impacto quem resgatar a aplicação antecipadamente ou consultar o saldo, que é marcado segundo o valor do dia do extrato. Quem deixar até o vencimento recebe aquilo que foi combinado.

"O melhor é ficar quieto para não realizar o prejuízo. Quem aplica em longo prazo ganhou bastante e se protegeu da inflação; quem entrou no final da festa, em outubro e novembro do ano passado, perdeu dinheiro, mas ficará protegido em longo prazo", diz Fabio Colombo, administrador de investimentos.

"Esses títulos renderam 20% no ano passado; não iria continuar assim. O investidor deve se preocupar agora em não perder para a inflação", afirma William Eid, professor de finanças da FGV.

Para novas aplicações, a recomendação é preferir os investimentos pós-fixados, como as LFTs, os fundos DI e os CDBs atrelados ao CDI.

Hoje, a taxa Selic está em 7,25% e a maioria dos analistas aposta em alta para 7,75%.

Os investidores negociam juros para janeiro de 2014 em 7,75%, embutindo um aumento de 0,5 ponto percentual até o fim do ano.

"Sempre que tem aumentos inesperados da Selic, o preço cai. Estamos falando de expectativa contra realidade", diz o também professor da FGV Samy Dana.

Editoria de arte/Folhapress  
Original :

SERÁ SEMPRE FÁCIL OBEDECER A UM CANALHA... : O SOM DO SILÊNCIO


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A posse na presidência do Senado de Renan Calheiros, que já havia sido afastado do mesmo cargo por denúncias de corrupção em 2006, não é crível em um país que se orgulha de ter construído uma democracia sólida. Mais incrível ainda é o modo que usou para se esquivar dessas denúncias - apresentando notas fiscais "frias". 
 
O silêncio com o qual o Senado trata o movimento de 1,6 milhão de assinaturas articulado pela internet pelo impeachment de Renan é ensurdecedor. 
 
Já a festa de dez anos do PT no poder trouxe de presente ao país uma cartilha aparentemente saída da máquina de propaganda de Stalin - o que não é de assustar, a julgar pelos entorpecentes discursos de Rui Falcão. 
O teor fascista e de divisão do país entre o "nós" e o "eles", além da total incongruência de críticas à gestão tucana de FHC (imprescindível esta para os grandes avanços empreendidos desde 2003), demonstra um governo cuja preocupação é o projeto de poder, e não o país.

Em meio a tudo isso, a blogueira cubana Yoani Sánchez vem ao Brasil buscando espaço para fazer aquilo que não pode fazer em sua terra natal - exercer seus direitos e expressar sua opinião - e é impedida por manifestantes selvagens, que não aceitam ouvir críticas a um regime ditatorial apenas pelo fato de ser socialista.

Os três episódios podem parecer distintos e aparentemente isolados. 
Entretanto, existe entre eles um fio condutor que nos permite compreender - infelizmente - bem as tristes perspectivas do Brasil atual. 
 
Temos um Congresso alheio aos clamores populares pelo valor mais básico da democracia - a ética -, uma máquina governista montada para manter o status quo de seu partido, e um ex-presidente que se considera chefe de Estado e que lidera uma facção intolerante, atrasada e ideológica que dá as cartas no país - e que condecora, ainda por cima, criminosos condenados pelo STF.

Mas não temos ninguém para ir às ruas contra esse estado de calamidade ética. Quem vai às ruas hoje é para cercear a liberdade de expressão de uma cidadã cubana cujo único pecado foi ser contra uma ditadura. Onde estavam esses manifestantes quando da palestra de Zé Dirceu, chefe de quadrilha, na ABI? 
 
Onde estavam quando da entrega da petição pela renúncia de Renan no Congresso? Onde estavam, onde estão todos? 
 
Como estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro, me pergunto: 
onde está a UNE, que no passado era a primeira a se manifestar contra os descalabros? 
Também faz parte da máquina do governo?

Em meio às frequentes perversões morais e à subversão de valores no seio da nossa jovem democracia, os únicos protestos que ocorrem no país são de cidadãos que nem ao menos foram a Cuba, para calar uma voz contrária ao regime esquerdista da terra de Fidel. 
 
Com o seu barulho, deixaram o recado claro:
 o fato de ser de esquerda justifica a ditadura. 

Com seu silêncio, deixam outro: 
o fato de ser de esquerda justifica Renan, 
justifica o mensalão, 
justifica o PT.

Pedro Rychter O Globo

Cadastro da miséria : "Trata-se de assunto revestido da maior gravidade, impondo tratamento correto, sério, respeitoso. "

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Tive o privilégio de receber do deputado Ricardo Berzoine elegante refutação ao meu artigo “Erradicar a miséria”, publicado em 22 de janeiro.

Não pretendo medir forças com o parlamentar petista, cuja trajetória política conheço, e a quem admiro desde que dirigiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo. As variações da presidente Dilma Rousseff, em torno do tema miséria, me estimulam, porém, a continuar na análise de problema de extrema relevância, cuja solução desejamos em benefício dos mais pobres.

Miséria é vocábulo com diversos significados. 

Tanto expressa estado de grande sofrimento, como carência absoluta de meios de subsistência, penúria, indigência. Além da material, existe miséria moral, de sensibilidade, de caráter, infelizmente comuns na vida pública.

O discurso presidencial procura criar diferenças formais entre miséria real e miséria cadastrada, aquela para a qual o governo voltou atenção. 
A exigência do cadastro não deixa de ser, por si só, fator excludente para ampla quantidade de miseráveis, sem acesso a informações federais, estaduais e até municipais, que os tornem aptos ao cadastramento.

Não nos iludamos. 

Temos, sobretudo na Região Norte, municípios de exageradas dimensões, em grande parte cobertos por florestas protegidas, onde será quase impossível cadastrar os habitantes necessitados. 
Continuarão ainda, e por muito tempo, fora do alcance do governo. 

Veja-se o caso de Oriximiná, do qual tratou o jornal O Estado, no caderno Planeta (20/2/2013). Sua área é de 107.604,4km2, superior à de diversos estados da Federação. Revela a matéria, cujo título é “Floresta rica, população pobre”, a situação dos quilombolas de Cachoeira Pereira “que passam três meses no extrativismo (de castanha) e o restante do ano no ócio”.

O país possui 5.564 municípios, distribuídos entre 27 estados, além do Distrito Federal. Em Minas Gerais, são 853; no Acre, 22; no Piauí, 224. 

O portal “cidades”, do IBGE, revela nomes como Acauã, 
Alvorada do Gurguéia, 
Aroreira do Itaim, 
Barro Duro, 
Peritoró, 
Sambaíba, 
Zé Doca, 
Gurjão, 
Água Nova, 
Bodó, 
Venha Ver, 
Peixe Boi, 
Xupinguará, 
Riachão do Poço, 
Quixabá, 
Cruzeta, 
Encanto, 
Vilaflor, 
Zabelê, 
Mataraca, 
Malta, 
Abaiara, 
Caapiranga, 
Uricuituba, 
Coqueiro Seco, 
Ererê, 
Pindoba, 
Arataca, 
Barro Preto, 
Tanquinho, 
Veredinha, 
Uiramutã, 
Malhada dos Bois, 
Telhas, 
Acaicá. 
São pequenas comunidades, com reduzida população e atividades econômicas de mera subsistência, sem hospitais, 
médicos, 
boas escolas, 
estradas, 
e pouquíssimas pessoas ocupadas e empregadas. 

O governo dispõe da logística para recensear rapidamente os necessitados, fazendo-lhes chegar a bolsa cadastrada dentro dos prazos anunciados?

O projeto de extinção da miséria se ressente do vício que afeta a bolsa família. Oferece algum dinheiro, não muito, nem o suficiente, sem conseguir a inclusão dos beneficiados no mercado de trabalho. Objetiva saciar a fome de famílias com renda per capita mensal inferior a 70 reais, o que é positivo. 

Nada tem a ver, entretanto, com oferta concreta de postos de trabalho. 

Quem é empregado tem direito a salário mínimo, 13º terceiro, fundo de garantia, previdência, vale-transporte. Como estamos em situação análoga à do pleno emprego, é paradoxal que 10% da população, cerca de 19 milhões, continuem à margem do mercado de trabalho, e 2,9 milhões recebam 70 reais.


Conforme diz Luc Ferry, no livro A tentação do cristianismo (Ed. Objetiva, 2011), é através do trabalho que o homem se valoriza e adquire dignidade. Inteligência, beleza, memória, vigor físico, são insuficientes, eis que podem ser colocados a serviço do bem, ou do mal. 

Bolsa família e bolsa miséria devem ser pagas como benefícios transitórios. 

Ao governo cabe agir de forma enérgica, rápida e competente, mas no sentido de levar o desenvolvimento ao interior distante e colocar trabalho remunerador ao alcance de todos. 
 Entrevistado pelo O Estado (20/2/2013) o economista e professor da Unicamp Cláudio Dedecca lembrou que Lula garantiu que a bolsa família erradicaria a miséria. Errou. Na Presidência, a presidente Dilma ficou ciente de que a miséria resiste em escala superior à imaginada.

Milhões continuam sem saúde, água, educação e trabalho. 
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O problema não é retórico para ser resolvido em palanque, com discursos. Trata-se de assunto revestido da maior gravidade, impondo tratamento correto, sério, respeitoso.

Almir Pazzianotto Pinto Correio Braziliense

fevereiro 27, 2013

O PT faz história : criou a Buracobrás.

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A máquina petista de fabricar prejuízos produziu mais uma vítima. Depois de abater a Petrobras e praticamente inviabilizar a operação da Eletrobrás, agora é a vez de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ir para o buraco. Sua estratégia de produzir "campeões nacionais" está se mostrando ruinosa.

Na segunda-feira, o banco divulgou seu balanço relativo a 2012.

Seu lucro caiu quase 10%, na segunda queda consecutiva, segundo
O Globo

Não fosse um artifício contábil, da lavra da infindável criatividade da equipe econômica do PT, a perda teria sido ainda maior, com redução de 36% na lucratividade. 
 
Mas o pior desempenho se deu mesmo foi no BNDESPar, o braço responsável pelos negócios da instituição. A subsidiária obteve como resultado em 2012 um lucro de R$ 298 milhões, isto é, 93% menor que o de 2011, que fora de R$ 4,3 bilhões.


Ou seja, foram R$ 4 bilhões a menos de um ano para o outro - e isto é grave.

O balanço explicita os maus negócios em que o BNDES tem se metido, menos por gosto, mais por imposição de Brasília. Sua carteira de ações caiu de quase R$ 90 bilhões para cerca de R$ 78 bilhões no ano passado. As provisões para créditos de difícil recuperação somaram R$ 3,3 bilhões.


Trata-se de dinheiro que o BNDES admite que possivelmente não irá reaver - e isto é grave.


Os recursos que o banco empresta não caem do céu, não dão em árvore, não vêm na enxurrada. Vêm em parte de empresas e trabalhadores - uma das fontes é o Fundo de Amparo ao Trabalhador - ou dos contribuintes em geral, que bancam os bilionários aportes feitos pelo Tesouro - neste caso, apenas nos últimos quatro anos foram R$ 285 bilhões.

A lista de operações duvidosas bancadas pelo BNDES é longa. Começa pela fusão da Oi com a Brasil Telecom, passa pela união de Perdigão e Sadia, inclui o frigorífico JBS, a VCP, a Aracruz e mais uma série de companhias eleitas pelo governo petista para serem agraciadas com dinheiro público.


No total, o banco tem em carteira ações de 142 empresas.

Em novembro passado, o Tesouro calculou quanto os empréstimos subsidiados concedidos pelo BNDES custam aos cofres públicos. Chegou, oficialmente, à cifra de R$ 20 bilhões até 2015, conforme publicou a
Folha de S.Paulo à época. 



São, na prática, transferências de renda de toda a sociedade para os setores beneficiados. É de se questionar:
quanto o consumidor e o contribuinte brasileiro ganha - ou, mais provavelmente, perde - com isso? 


Quais benefícios efetivos a estratégia de produzir "campeões nacionais" bancados por dinheiro público rende aos cidadãos brasileiros?

No ano passado, dois terços dos recursos liberados pelo banco foram destinados a grandes conglomerados. Um dos negócios mais ruinosos em que o BNDES se enfiou foi o da LBR Lácteos, resultado da fusão de dois laticínios tradicionais, entre eles a Parmalat. Em janeiro de 2011, lá aportou R$ 700 milhões para ficar com 30,3% da nova empresa.


Mas, em lugar de leite, a LBR produziu prejuízos e, agora, dois anos depois, o BNDES reconhece que perdeu R$ 865 milhões no negócio micado. 

 
"Como acionista e como financiador, o BNDES tem-se notabilizado pela seleção de maus negócios ou, simplesmente, pela escolha de prioridades com escasso ou nenhum significado estratégico para o desenvolvimento econômico e social do país. (...) 


O BNDES claramente perdeu o rumo e se afastou de suas tradicionais funções estratégicas", opina O Estado de S.Paulo em editorial em sua edição de hoje.

O que também vem ocorrendo é que a carteira do BNDES, por meio do BNDESPar, está cada vez mais exposta aos mandos e desmandos do próprio governo. O banco experimenta, assim, do veneno destilado por Brasília, com sua concepção equivocada do que seja o capitalismo.


Com seu balcão de negócios, o governo do partido mais adepto do Estado forte está produzindo bancarrotas em série com o dinheiro do contribuinte.

 
O PT faz história:
criou a Buracobrás. 

 
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
BNDES é nova vítima da 'Buracobrás' 

E NO DE(s)CÊNIO DA FARSA E FALSIFICAÇÃO... Inadimplência em banco público bate a de banco privado. Banco do Brasil contesta.

Os balanços dos bancos relati­vos ao exercício 2012 deixa­ram uma dúvida no ar: por que a inadimplência das institui­ções públicas encerrou o ano em níveis tão inferiores aos dos bancos privados, levando em conta que as primeiras foram muito mais agressivas na concessão de crédito?

Um trabalho elaborado pelo economista Samuel Pessôa, pes­quisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, indica que a resposta está na composição da carteira de empréstimos de cada grupo de instituições. 
 
Mais: 
o levantamento mostra que os índices de calote nos bancos pú­blicos são mais elevados.

Fazendo a ressalva de que não se trata de duvidar da veracidade dos dados dos bancos públicos, Pessôa explica a hipótese sobre a qual trabalhou. 
O crédito no Bra­sil é composto por recursos li­vres (de mercado) e direciona­dos (dinheiro do governo volta­do para algum segmento especí­fico, como, por exemplo, em­préstimos imobiliários).

Historicamente, a taxa de ina­dimplência no crédito com re­cursos direcionados é bem infe­rior à taxa com recursos livres. Como os bancos públicos têm em suas carteiras um peso maior de crédito direcionado, a conclu­são de Pessôa é de que "a inadim­plência geral nessas instituições é mais baixa por um efeito de composição".

Quando a comparação se res­tringe apenas ao crédito concedi­do com recursos livres, os núme­ros apurados por Pessôa mos­tram inadimplência mais alta nos públicos do que nos priva­dos. Na hipótese em que a ina­dimplência do crédito com re­cursos direcionados é de 1%, o índice de calote nos recursos li­vres ficaria em 6,8% nos bancos públicos em dezembro, ante 5,2% nos privados.

"Aparentemente, os bancos públicos são menos eficientes do que os privados quando ope­ram com recursos livres", disse o pesquisador. Ele observa que não é possível afirmar categori­camente que essa conclusão é verdadeira porque os dados di­vulgados pelo Banco Central (BC) não permitem uma avalia­ção mais profunda da situação.

Os dados do trabalho de Pes­sôa englobam, entre as institui­ções públicas, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A taxa de inadimplên­cia de 1% nos créditos com recur­sos direcionados utilizada na hi­pótese do pesquisador foi obtida justamente a partir de números dos balanços do BNDES.

Ao final do quarto trimestre de 2012, a inadimplência acima de 90 dias no Itaú estava em 6,9% nas operações para pes­soas físicas. 
No Bradesco, era de 6,2%, e no BB, em 2,6%.

Ontem, em sua primeira nota de crédito de 2013, o BC informou que a inadimplência do sis­tema financeiro caiu de 8% em dezembro para 7,9% em janeiro nas pessoas físicas.


Posição do BB. 
O Banco do Bra­sil e a Caixa Econômica Federal contestam as conclusões de Pes­sôa. "A afirmação não procede no caso do BB, que divulga a ina­dimplência por segmentos de mercado (pessoa física, pessoa jurídica e agronegócios) e em to­dos eles os índices situam-se abaixo da média do mercado, mesmo considerando apenas créditos livres", afirmou o ban­co, em nota.

O BB diz ainda que não teve acesso à metodologia utilizada na pesquisa e está à disposição para analisá-la.
 
Leandro Modé O Estado de S. Paulo 

Saída de dólares do país supera entrada em US$ 2,840 bilhões

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As saídas de dólares do país continuam a superar as entradas. Em fevereiro, até o dia 22, a saída líquida (descontada a entrada) ficou em US$ 2,840 bilhões, informou hoje (27) o Banco Central (BC). Na semana passada, saíram do país US$ 2,022 bilhões. Somente na sexta-feira, US$ 1,538 bilhão deixaram o país.

No mês, as saídas ocorrem tanto no fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações), com US$ 895 milhões, quanto no financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), com US$ 1,945 bilhão.

De janeiro até 22 deste mês, a saída líquida está em US$ 5,226 bilhões, por influência do fluxo comercial. Nesse segmento, a saída registrada é US$ 5,650 bilhões. No caso do fluxo financeiro, há maior entrada do que saída em US$ 425 milhões.

Agência Brasil

E NA TRILHA DO BNDE$... Depois de queda no lucro, BNDES deve ser capitalizado em até R$ 8 bi

 
A capitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em negociação desde o ano passado, ganhou o consenso no governo com a queda do lucro da instituição em 2012. 


Para manter o ritmo de crescimento da carteira de crédito e dos desembolsos, o banco deve ter um reforço no patrimônio no segundo semestre.
Segundo fontes do governo, o aporte deverá ficar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões.

A capitalização faz parte de uma "conversa permanente" entre o banco e seu acionista integral, o Tesouro. Ao anunciar o resultado de 2012 anteontem, o BNDES revelou que um "plano de capital" de longo prazo estava em discussão com o governo.

O valor da capitalização pode parecer pequeno diante dos recentes repasses do Tesouro ao banco (R$ 285 bilhões de 2009 a 2012), mas tem função e efeitos diferentes. Os repasses são empréstimos do Tesouro ao banço. E servem como fonte de recursos para o BNDES, criando uma alternativa ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Já uma capitalização é uma injeção direta de recursos no patrimônio líquido (soma de todos os bens, descontadas as obrigações da instituição), cujo saldo em 2012 foi de R$ 52,2 bilhões. O reforço, uma contribuição direta, não um empréstimo, permitiria ao banco manter uma base financeira sólida. 


Ou seja, o índice de Basileia, indicador internacional que mede a proporção de capital próprio e recursos emprestados, continuaria estável.

Lucro. O BNDES informou lucro de R$ 8,183 bilhões em 2012, 9,55% abaixo de 2011. O recuo foi puxado pelas participações acionárias do banco. Com a queda no lucro e no patrimônio líquido, o índice de Basileia do BNDES ficou em 15,4%, ante 20,6% no fim de 2011. Quanto maior o índice, melhor. Nesse quadro, o Tesouro já concordou com a capitalização. 


A discussão é sobre como será feita. 
Ao comentar anteontem sobre o "plano de capital", o superintendente da Area Financeira do BNDES, Selmo Aronovich, disse que estão em discussão "todas as alternativas".

Segundo fontes, as opções incluem desde a transferência de ações de estatais ou de outros ativos até uma redução no repasse de dividendos. No fim do ano passado, o BNDES obteve do Tesouro créditos a receber (recebíveis) de Itaipu, Ao mesmo tempo, pagou R$ 12,9 bilhões em dividendos ao Tesouro, incluindo antecipações do lucro de 2012.

Capital. Além do recuo no índice de Basileia, o economista João Augusto Salles, da consultoria Lopes Filho, destacou a baixa participação, comparado com bancos privados, de fontes de recursos mais estáveis (capital nível 1) na composição do Patrimônio de Referência. 
"Quanto maior o capital de nível 1, mais bem-visto é o banco em termos de risco", disse Salles.

Considerando apenas capital de nível 1, o índice de Basileia do BNDES está em 8,35%. O Itaú tem 10,9%; o Bradesco, 11%; e o Santander, 19,3%. Nos bancos públicos, considerando só o nível 1, o Banco do Brasil (BB) tem 10;55% e a Caixa, 6,6%. "O melhor seria alcançar 11% apenas com o nível 1", disse Salles.

O mínimo de índice de Basileia exigido pelo Banco Central é 11%, considerando os dois níveis. Por isso, para o professor de Finanças da Faculdade de Economia e Administração de Ribeirão Preto, da USP, Alberto Borges Matias, não há problemas quanto à solidez do BNDES. 


"O patrimônio do banco está em níveis bem acima dos exigidos."

Porém, no longo prazo e mantida a tendência de crescimento dos bancos públicos para "gerar desenvolvimento no País", disse Matias, "é natural que o índice (de Basileia) seja reduzido e haja necessidade de capitalizações".

Irany Tereza O Estado de S. Paulo 

fevereiro 26, 2013

O fardo dos impostos

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Nunca antes na história, o brasileiro pagou tanto tributo. A carga de impostos cresce na mesma medida em que o governo federal aumenta seus gastos e exibe cada vez menos eficiência na execução do Orçamento e de suas atividades.

Será que o brasileiro está disposto a carregar um fardo tão pesado?

A Receita Federal
informou ontem que a arrecadação de tributos em janeiro foi a maior da história. Em apenas um único mês, os brasileiros recolheram ao fisco nada menos que R$ 116,066 bilhões.

O valor não tem precedentes na série estatística iniciada há 28 anos.

Os técnicos da Receita disseram que a antecipação do pagamento de tributos incidentes sobre o lucro das empresas, como a CSLL e o imposto de renda, poderia explicar o resultado.

Importam menos as razões do que o fato em si.

Em um mês, o crescimento real, ou seja, já descontada a inflação, foi de 6,59%.
Algumas comparações permitem analisar o tamanho da escalada tributária depois que o PT chegou ao poder, há dez anos.


Quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência da República, em janeiro de 2003, o governo federal arrecadava o equivalente hoje a R$ 45 bilhões por mês, já considerado o IPCA do período.

Isto significa que, em termos reais, o total recolhido pela Receita Federal junto aos contribuintes brasileiros cresceu quase 160%.

É de se questionar:
alguém aí conseguiu ver os serviços prestados pelo governo melhorarem na mesma proporção?
Ou, por outra:
alguém percebeu a qualidade dos serviços públicos melhorar pelo menos um pouquinho?

O jornal
Estado de Minas calcula que, apenas em tributos sobre a renda, os brasileiros tenham pago R$ 3 mil no ano passado - o valor, claro, é uma média. Isso representaria o dobro do que era recolhido por cada contribuinte dez anos atrás.

Como o número de declarantes cresceu menos (65%) no período, "isso significa que houve aumento real na mordida do Leão".

Mas a carga é ainda mais pesada quando se consideram os impostos sobre consumo e sobre patrimônio. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro paga cerca de R$ 8 mil ao ano em tributos, o que equivale a, em média, cinco meses de trabalho dedicados só a honrar as dívidas com o fisco.

Uma das razões para o aumento da carga tributária individual é a defasagem da tabela do imposto de renda. Nos últimos seis anos, o governo vem aplicando reajuste anual de 4,5%, mas o custo de vida tem andado sempre um passo à frente da recomposição.

Desde 2002, a tabela foi reajustada em 14,33% abaixo da inflação, segundo o Sindifisco.

Assim, cada vez mais brasileiros têm tido que recolher impostos. No domingo, o jornal
O Globo mostrou que, dez anos atrás, um terço das pessoas que declaravam imposto de renda precisava recolher mais na hora de fechar a declaração de ajuste anual.

Agora, metade precisa pagar mais imposto de renda ao Leão.

Na próxima sexta-feira, 26 milhões de brasileiros começarão a prestar suas contas à Receita pela renda auferida em 2012. É um momento em que muitos se darão conta de quanto são obrigados a deixar nos cofres do governo. 
Também será uma oportunidade em que muitos se questionarão se vale a pena continuar bancando a gastança de um Estado perdulário e ineficiente.

A vigilância tributária também poderá ser bastante amplificada, a partir dos próximos meses, em razão de uma importante conquista da sociedade, alcançada por meio de projeto de lei aprovado no Congresso em fins do ano passado:
a discriminação, nas notas fiscais, dos impostos e contribuições pagos em cada operação de consumo de mercadorias e serviços.

A discussão que importa fazer é sobre o tamanho do Estado que a sociedade está disposta a suportar. Conhecer o desempenho da administração tributária permite ao cidadão avaliar como o governo aplica o dinheiro que lhe é repassado, assim como quanto nossos tributos contribuem para tornar o Brasil um país tão caro.

Trata-se de um aspecto da cidadania que a "contabilidade criativa" da gestão petista ainda não foi capaz de burlar.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
O fardo dos impostos

E NO brasil maravilha DOS CANALHAS/FARSANTES E FALSÁRIOS E POVO FESTEIRO... Mais de 30 dias depois da inauguração, apenas pedreiros circulam por hospital


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Fechado para obras

Com uma barriga de quase sete meses, Diana Torres Matos, de 27 anos, assistiu com o marido ao show que Ivete Sangalo fez no último 18 de janeiro em comemoração ao que seria a inauguração do Hospital Regional Norte, em Sobral, no interior do Ceará.

Deixou de lado o cansaço que teve durante a gestação para dançar. Saiu da apresentação feliz e voltou para a casa de três cômodos, perto do hospital. Menos de uma semana depois, a pressão subiu muito e ela teve de ser internada às pressas com sinais de pré-eclâmpsia na Santa Casa da cidade.

Por um momento, Diana pensou que usaria as instalações novinhas em folha. Mas, ao ser levada de carro para a Santa Casa, viu que o hospital ainda estava em obras. No dia do show de Ivete, autoridades foram ao local comemorar a entrega da unidade.

Internada, ela soube que as condições da UTI neonatal para onde foi levada eram precárias. Diana teve um parto complicado. O pequeno Jonas não resistiu e morreu menos de 24 horas após nascer. Meias, macacões e touquinhas de diversas cores estão guardados num dos armários sem porta de seu quarto.

O berço e o guarda-roupa ela conseguiu devolver para a loja.
Ao lembrar o rosto do menino, Diana chora.

- Não paro de pensar que, se o Regional estivesse pronto, talvez meu filho estivesse aqui comigo, e não só em foto, ainda assim tirada quando ele já havia falecido -diz ela, amparada por uma amiga, também grávida e ansiosa para que o hospital seja entregue até o mês que vem, quando nasce seu primeiro bebê.

movimento de pedreiros
 
 O GLOBO percorreu ontem o interior do Hospital Regional Norte, propagandeado em 50 mil folhetos, segundo o governo, e no microfone também usado por Ivete como o maior hospital do interior nordestino. Mais de um mês após o show, a população não pode contar com seus serviços.

Nada funciona.
Nem a UTI neonatal que poderia ter salvado Jonas.
Os equipamentos estão nas salas, desligados, macas fora do lugar, balões de gás empilhados.

O único movimento nos corredores é de pedreiros, pintores, colocadores de pastilha e piso, engenheiros e poucos funcionários da prefeitura e do governo. Alguns homens trabalham também na recolocação da marquise da entrada do prédio, que não resistiu à chuva e desabou uma semana depois do show de inauguração.

Uma parte do chão também cedeu, mas na área externa.
O complexo tem 57 mil metros quadrados e ocupa o espaço onde funcionou um parque de exposições.

"A coisa aqui está complicada"

O governo informou ontem que, na verdade, o cronograma de entrega dos serviços começaria apenas nesta quinta-feira, quando a população poderia começar a agendar cirurgias eletivas. Só agendamento. Tudo vai ser em etapas. O ambulatório, por exemplo, só será entregue em abril.

As internações começam em abril. 
Quem precisar de emergência terá que esperar até 20 de maio, quatro meses depois do show de inauguração do hospital, em que o governo bancou cachê de R$ 650 mil à cantora, transação agora investigada pelo Ministério Público do Ceará.

Ontem, cerca de cem homens se dividiam nas tarefas, desde pintura de rodapé à instalação elétrica dos equipamentos da Unidade de Terapia Intensiva. Havia quem distribuísse máquinas copiadoras pelas salas da administração, muitas sem interruptor, e buracos para colocação de spots de luz e ar-condicionado.

A área que servirá para atender a emergência - apenas em maio, lembra a Secretaria estadual de Saúde - resume-se a um amontoado de cadeiras de roda, caixas de papelão com equipamentos lacrados e pilhas de cadeiras.

O governo não abriu mão da limpeza. O GLOBO observou 15 mulheres varrendo, passando pano no chão e limpando as janelas, de onde se observam salas vazias ou só com uma cadeira. Técnicos faziam testes na central de ar-condicionado.

- A coisa aqui está complicada - disse um dos engenheiros antes que o repórter se identificasse.

Do lado de fora, no humilde bairro de Junco, os moradores acompanham à movimentação. A cabeleireira Claudiane Sabino Viana, de 22 anos, grávida, espera o nascimento de João Arthur para maio. Diz que reza todos os dias para que o Regional já esteja funcionando.

Segundo o cronograma, o centro de obstetrícia deve começar a funcionar apenas no fim de de abril.

- De nada adianta um prédio tão bonito como esse se não tem serventia, né? - diz ela, ao lado do marido, Francisco Portela, fazendo figa para que o filho nasça em instalações melhores que as da Santa Casa.

O Globo

"CONTABILIDADE" DA FOICE E MARTELO ! CARTILHA DO "DE(s)CÊNIO" II : Manobra contábil infla lucro do BNDES em R$ 2,38 bilhões

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Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) no fim de dezembro de 2012 elevou contabilmente o lucro anual do BNDES em R$ 2,380 bilhões. 

Mesmo assim, o ganho foi de R$ 8,183 bilhões, 9,6% inferior ao de 2011 
(R$ 9,048 bilhões), na segunda queda consecutiva. 
Se a regra contábil do BNDES fosse a mesma dos demais bancos, o lucro teria sido de R$ 5,803 bilhões, 35,9% menor.

"O lucro líquido individual e consolidado do exercício e semestre, findos em 31 de dezembro de 2012, está aumentado em R$ 2.380 milhões, após os efeitos tributários", diz nota da KPMG, que fez a auditoria do resultado do BNDES, considerando a regra geral. 

Mas a instituição afirma que, pela nova norma, os números do banco são corretos.

Com a resolução do CMN, 25% das ações que o BNDES tem em caixa e são classificadas como "disponíveis" não precisarão mais ter valores de referência atualizados quando houver variação grande nas cotações na Bolsa - o banco tem papéis de Petrobras e Eletrobras, que sofreram muito em 2012. 

As ações disponíveis são investimentos a longo prazo, não negociadas no dia a dia do banco, mas servem para o cálculo do patrimônio líquido do BNDES e de referência para seus empréstimos.

Selmo Aronovich, superintende da Área Financeira do banco, lembra que o BNDES atende às normas do CMN e que a resolução se aplica só ao banco pois ele tem características diferentes dos demais, por focar a longo prazo. Ele diz que os papéis, que sempre representaram 40% dos lucros, geraram só 6% do resultado no ano passado.

- O resultado da BNDESPar (subsidiária de participações acionária), que não é afetado pela resolução do CMN, caiu de R$ 4,307 bilhões em 2011 para R$ 298 milhões no ano passado.


Senador quer explicação de Mantega

O banco passou de um lucro de R$ 700 milhões para um déficit de R$ 320 milhões na rubrica provisões financeiras, apesar da inadimplência cair de 0,14% para 0,06%, a mais baixa da história.

- Em 2011 tivemos forte recuperação de valores e na classificação de ativos. Em 2012 fizemos provimentos normais - disse Carlos Frederico Rangel, chefe do Departamento de Contabilidade do BNDES. Segundo ele, o resultado baseado em operações de crédito e repasse subiu 26% sobre 2011, atingindo R$ 9,5 bilhões antes de impostos.

Aronovich disse, ainda, que o BNDES repassou ao Tesouro R$ 12,4 bilhões como dividendos em 2012. Além de parte do lucro auferido em 2011, houve R$ 4,5 bilhões de antecipação do resultado de 2012. O BNDES pagou ao governo dividendos do ano enquanto o resultado final ainda não havia sido calculado, com base no lucro do primeiro semestre. 

Os recursos entram no caixa do governo e melhoram o seu superávit primário. 
E o Tesouro emitia dívida para capitalizar o banco, que no ano passado desembolsou R$ 156 bilhões.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) quer que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, explique as medidas para alcançar a meta de superávit. Ele protocolou ontem requerimento de convite ao ministro para, na Comissão de Assuntos Econômicos, falar sobre a "contabilidade criativa", como o repasse antecipado de dividendos de bancos públicos ao Tesouro, uso do Fundo Soberano Brasileiro e dedução de recursos do PAC.

Henrique Gomes Batista O Globo 

Consignado dispara com aumento das dívidas no início do ano. Concessões cresceram 32,9% em janeiro na comparação com dezembro.


O aumento das dívidas no início do ano fez a procura pelo crédito consignado disparar em janeiro. De acordo com dados do Banco Central, para a linha destinada a aposentados e pensionistas do INSS, a alta foi de 57% na comparação com dezembro.

No caso dos trabalhadores do setor privado, o aumento foi de 38,6% no mesmo comparativo, e dos servidores públicos, de 22,3%. Com isso, o resultado total foi de alta de 32,9% no período.

Os dados de janeiro revelam que o mês foi atípico, já que no trimestre encerrado no primeiro mês de 2013, a alta dessas concessões para beneficiários do INSS é bem menor, de 13%. Nos demais casos, há quedas nessa base de comparação: de 11,7% para servidores; de 13,6% para trabalhadores do setor privado e de 6% no total.

 "O início de ano é período de compromissos de pagamento para as famílias", disse o chefe do departamento econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel. Ele citou como exemplo gastos com educação, pagamento de impostos como IPTU e IPVA e "algum excesso com as férias".

Apesar do argumento de Maciel, foram registradas altas expressivas também em janeiro deste ano ante o mesmo mês de 2012. No caso de servidores públicos, a alta foi de 36%; no de beneficiários do INSS, de 23,9%, e no de trabalhadores do setor privado, de 20,1%. No total, o aumento foi de 30,5%.

Neste caso, para Maciel, o resultado pode estar relacionado à queda de juros ao longo de 2012.

Cheque especial.

O BC também detectou, ainda que em menor grau, um aumento nas concessões de crédito no cheque especial. A alta foi de 4,4% em janeiro na comparação com dezembro; de 0,5% no trimestre encerrado no primeiro mês do ano e de 3,6% ante janeiro do ano passado. 

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado 

QUANTO CUSTA O ANTRO(congresso) NACIONAL ?

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A democracia não tem preço, mas o Legislativo brasileiro tem custo elevado. 

No ano passado, as despesas da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU) atingiram R$ 9 bilhões, montante equivalente aos dispêndios integrais de seis ministérios: 
Cultura, 
Pesca, 
Esporte, 
Turismo, 
Meio Ambiente e Relações Exteriores.

Neste ano, somente os gastos das duas Casas Legislativas, excluindo o TCU, deverão alcançar 8,5 bilhões. Assim sendo, chova ou faça sol, trabalhem ou não suas Excelências, cada dia do parlamento brasileiro custará R$ 23 milhões, ou seja, quase um milhão por hora!

Estudo realizado no ano passado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com a União Interparlamentar revelou que o congressista brasileiro é um dos mais caros do mundo. No campeonato de 110 países, o Brasil ganhou a medalha de prata no ranking dos custos por parlamentar, atrás apenas dos Estados Unidos. Na classificação dos custos por habitante, ocupamos a 21ª posição.

Dentre as Casas, a vilã do momento é a Câmara que custou aos contribuintes R$ 4,3 bilhões em 2012, montante superior em R$ 400 milhões à média de R$ 3,8 bilhões dos últimos dez anos. 

Já no Senado, em função dos escândalos de 2009, as despesas vêm caindo e, no ano passado, foram as menores desde 2010, totalizando R$ 3,4 bilhões.

Considerando os 15.647 servidores da Câmara e os 6.345 do Senado, o Congresso é uma "cidade" com quase 22.000 funcionários efetivos e comissionados. A título de comparação, dentre os 5.570 municípios do País, apenas 27% possuem mais habitantes. 

Em 2012, o custo de "pessoal e encargos sociais" no Congresso Nacional foi de R$ 6,4 bilhões, o que correspondeu a 84% da despesa global. A conta inclui salários, gratificações, adicionais, férias, 13º salário e outras vantagens. 

Só pelo trabalho noturno, Câmara e Senado pagaram R$ 4,5 milhões em 2012.

Comparativamente, o Legislativo é o campeão de salários médios entre os Poderes. Em dezembro de 2012, segundo o Ministério do Planejamento, a média salarial do Legislativo foi de R$ 16,3 mil, mais do que o dobro dos R$ 6,7 mil que ganham os servidores do Executivo. No Judiciário, a média é de R$ 13,5 mil.

Por vezes, as despesas do Parlamento são extravagantes e curiosas. No ano passado, somente com horas extras foram pagos R$ 52 milhões. A Câmara dos Deputados foi responsável por R$ 44,4 milhões desse montante. O Senado comemorou a economia de R$ 35 milhões que obteve após implementar o "banco de horas". A ideia poderia ser adotada pelos vizinhos. 

Outro absurdo é a existência de 132 apartamentos funcionais vazios, aguardando uma reforma que não tem data para começar, enquanto são gastos R$ 8,3 milhões/ano com os pagamentos de auxílio-moradia a parlamentares.

Na semana passada, pressionado por manifesto popular com 1,6 milhão de assinaturas, o presidente do Senado anunciou corte de R$ 262 milhões nas despesas da Casa, a começar por 500 funções de chefia e assessoramento. Já era tempo. 

A gastança é tal que no último ano as gratificações por exercício de cargos e funções totalizaram R$ 683,1 milhões, quase três vezes o montante dos salários, que alcançou R$ 249,2 milhões. 

Ao que parece, o Senado, além de muitos índios, tem centenas de caciques.

Além disso, o novo presidente afirmou que reduzirá gastos com serviços médicos e terceirizados. Apesar das boas intenções, até o momento a contenção de despesas limitou-se à demissão de duas estagiárias. A intenção de Renan Calheiros é, por meio da transparência, reaproximar o Senado da sociedade brasileira.

É bom que comece pelo próprio gabinete, informando, por exemplo, quais os serviços que lhe presta escritório de advocacia em Alagoas que recebe há mais de um ano R$ 8 mil mensais da chamada "verba indenizatória".

Enfim, há muito o que melhorar no Congresso Nacional. A redução das despesas é necessária, mas não é o mais importante. Urgente é que os princípios constitucionais de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência sejam aplicados tanto pelas Casas quanto pelos deputados e senadores. 

O Judiciário pode auxiliar julgando os quase 200 parlamentares que respondem a inquéritos ou ações penais no Supremo Tribunal Federal. Na pauta, crimes contra a administração pública, homicídio, sequestro e tráfico. 

O saneamento do Legislativo é essencial para conter o desgaste progressivo de sua imagem. Afinal, a democracia não tem preço. 
Pior do que o atual Congresso Nacional só a sua ausência.

Gil Castello Branco O Globo
 Quanto custa o Congresso Nacional?

CARTILHA DO "DE(s)CÊNIO" : Perdas com estatais e "campeãs nacionais" derrubam lucro do BNDES. QUEDA DE 93,1% NO ANO PASSADO.


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O lucro do BNDESPar - que administra as participações em empresas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - caiu 93,1% no ano passado. 
Essa queda se deve aos problemas enfrentados pelas companhias que receberam investimentos do banco.

Em 2012, o BNDESPar lucrou R$ 298 milhões. 
Em 2011, o resultado chegou a R$ 4,308 bilhões. 
Essa queda foi determinante para o resultado geral do BNDES.

O lucro do BNDES caiu 9,55%. 
O resultado de 2012 ficou em R$ 8,183bilhões, em comparação aos R$ 9 bilhões de 2011.

A carteira de ações do BNDES, que inclui 142 empresas, caiu de R$ 89,694 bilhões, em 2011, para R$ 78,215 bilhões, no ano passado. 
Mas o lucro foi menor também porque as principais fontes de dividendos - parte do lucro que as empresas negociadas em Bolsa repassam para os acionistas - tiveram um ano marcado por dificuldades. 
O principal tripé dos dividendos repassados ao banco é formado pelas gigantes Vale, Petrobrás e Eletrobrás.

O superintendente da Área Financeira do BNDES, Selmo Aronovich, aposta na recuperação. "Quando o mundo passapor dificuldades, é inevitável que o ciclo de negócios das empresas seja afetado, e isso afeta nosso fluxo de rendimentos. Mas contamos com esses ativos. A perspectiva para o futuro é bem favorável."

Além disso, a BNDESPar registrou baixa contábil de R$ 3,325 bilhões, numa provisão para perda de valor de ativos cuja recuperação a empresa admite ser difícil. O BNDES confirmou que R$ 865 milhões dessa provisão deve-se ao investimento na LBR-Lácteos, que entrou com pedido de recuperação judicial neste mês.

O banco se tornou sócio da companhia, com 30,28%, quando ela foi criada, com a fusão entre Bom Gosto, do empresário Wilson Zanatta, e Leitbom, com um faturamento de R$ 3 bilhões. 
A BNDESPar aportou R$ 700 milhões numa empresa : 
escolhida para ser uma "campeã nacional", líder do mercado de leite. 
Especula-se no mercado que uma parte importante do restante da provisão para perdas deve-se à Eletrobrás, cujo valor na bolsa encolheu em R$ 8,3 bilhões, 46% apenas no quarto trimestre de 2012.

O recuo no lucro seria ainda maior não fosse a Resolução 4.175, editada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 27 de dezembro. Com ela, o BNDES não precisa fazer a baixa contábil em ações transferidas pela União. Segundo Aronovicn, ações de Petrobrás, Eletrobrás e da ex-estatal Vale são a grande parte dos ativos nesse caso - e respondem por 3% a4% da carteira de ações.

Lucro em queda. Para Maurício Canêdo, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, a queda no lucro chama a atenção para os investimentos em ações do banco. Mas o fundamental é questionar se as operações beneficiam a economia como um todo. 
"Ainda que a Petrobrás estivesse bombando de dar dinheiro, por que investir na empresa?", questionou Canêdo. Para o economista, somente operações que não se viabilizariam de outra forma, cujo retorno social é maior do que o privado, deveriam receber apoio do BNDES. Vale e Petrobrás podem financiar-se no mercado, destacou.

O mau desempenho da empresa de participações foi compensado pelo resultado das operações de crédito e repasse, de R$ 9,5 bilhões, alta de 26% em relação a 2011. A carteira de crédito expandiu-se 15,5%, turbinada pelo número recorde de 990 mil operações no ano passado.

Apesar da redução no lucro, Aronovich destacou que a situação financeira do banco é sólida, com inadimplência (0,06%) em níveis historicamente baixos: "Estamos com índice de Basiléia superior a 15%". 
O índice mede a relação no capital de um banco com o total de recursos que ele empresta. Quanto maior, mais sólida a instituição. Embora os 15,4% de 2012 estejam acima dos _ 11% exigidos pelo Banco Centrai, o índice encerrou 2011 em 20,6%.

Mesmo enfatizando a solidez, ele revelou que o BNDES discute um plano para reforçar o capital no longo prazo.

Parte da queda no lucro global deveu-se também a um efeito estatístico. 
Em 2011, houve receita extraordinária de R$ 717 milhões, em recuperação de créditos, que não houve em 2012.
Vinícius Nader O Estado de S. Paulo

fevereiro 25, 2013

NO LIXO ! ANEXO AVULSO DA CARTILHA DO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIOS : O emprego em risco

O mercado de trabalho, infelizmente, começou a ser afetado pela má gestão da economia por parte do governo Dilma Rousseff. 

A geração de empregos vem perdendo vigor e, a continuar assim, tende a comprometer também a popularidade da presidente. São os trabalhadores sofrendo as consequências da inépcia do partido que diz representá-los.

A criação de empregos caiu 75,7% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi o pior resultado para o mês desde 2009, quando tanto o Brasil quanto todo o resto do mundo estavam mergulhados em severa recessão. 


 Entre admissões e demissões, foram abertos apenas 29 mil postos de trabalho no mês, de acordo com números do Caged, do Ministério do Trabalho, divulgados na sexta-feira. Em janeiro de 2012, o saldo havia sido de 119 mil vagas e, em janeiro de 2010, chegara ao recorde de 181 mil. Desde então, só piorou, e muito.


O resultado frustrou as expectativas tanto do governo - que apostava na abertura de 100 mil novas vagas no mês - quanto de analistas econômicos. A média para meses de janeiro é de 37 mil novas vagas abertas e, neste ano, o mercado esperava algo em torno de 46 mil novos empregos gerados, de acordo com a Reuters.

Segundo especialistas, o índice de emprego é, habitualmente, um dos últimos a refletir o enfraquecimento da economia. Assim, os dados conhecidos na sexta-feira podem "indicar fraqueza na recuperação da atividade econômica" brasileira, conforme avaliou a agência internacional de notícias.

O governo traçou como meta para 2013 gerar 1,7 milhão de novos postos, o que nem de longe o resultado de janeiro permite chancelar. Para atingir o alvo, a média mensal de geração de empregos até dezembro terá que crescer 40% em comparação com a do ano passado. Difícil.

Setores que até aqui vinham assegurando o dinamismo do mercado de trabalho agora passaram a demitir. É o caso do comércio, que fechou mais de 67 mil postos no mês. Janeiro é época em que tradicionalmente o setor esfria, mas o resultado foi o pior para o mês em 21 anos, ou seja, desde 1992, quando se inicia a série histórica.

O setor de serviços como um todo - que, em 2012, respondeu por 51% das vagas abertas no país - só criou 14,8 mil novos postos no mês. Também houve queda, embora menos numerosa, na agricultura - mas vale ter presente que, nos últimos 12 meses, o setor já fechou cerca de 14 mil empregos. Em 16 unidades da Federação, as demissões superaram as contratações em janeiro.

A situação do mercado de trabalho só não piorou mais porque a indústria surpreendeu e criou 43 mil postos de trabalho em janeiro. Mas as dificuldades do setor secundário da economia para gerar empregos são consideráveis. 

 
Ontem, O Estado de S.Paulo mostrou que os custos do trabalho na indústria subiram 6,6% em 2012, retirando-lhe mais um naco de competitividade.

Uma análise mais detida do mercado de trabalho brasileiro revela que, a despeito do desemprego nas mínimas históricas e do avanço do rendimento real dos ocupados, a economia brasileira limita-se hoje a gerar empregos mal remunerados. 


  "Assim como nos últimos quatro anos, a geração de postos de trabalho [em 2012] foi sustentada por empregos com baixa remuneração, que pagam até dois salários mínimos", informou o Valor Econômico há dez dias. Em todas as demais faixas salariais, o saldo entre admitidos e demitidos foi negativo no ano passado - repetindo o desempenho de 2011.

Na sexta-feira, o IBGE deve confirmar que a economia brasileira cresceu quase nada e o PIB per capita estagnou no ano passado. 


O comportamento recente do mercado de trabalho é a evidência mais saliente de que a condução do país está equivocada e não tem gerado os benefícios que a sociedade espera. 

Fonte: Instituto Teotônio Vilela 
O emprego em risco

"DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) : O balanço inflado do PAC


Com a fanfarra de sempre, o governo divulgou mais um balanço triunfal da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), muito mais bem-sucedido como empreendimento imobiliário do que como esforço de modernização e ampliação da infraestrutura econômica e social.

Foram investidos R$ 472,4 bilhões nos dois primeiros anos da nova fase, segundo anunciou em Brasília a ministra do Planejamento, Míriam Belchior.

O valor aplicado corresponde a 47,8% do total previsto para o período 2011-2014. Isso deve indicar, segundo o discurso oficial, um desempenho satisfatório, especialmente porque a soma investida em 2012 foi 31% maior que a do ano anterior.

Não se pode menosprezar esse ponto, embora alguma melhora entre o primeiro e o segundo ano do governo da presidente Dilma Rousseff fosse quase obrigatória. O balanço fica bem menos entusiasmante, no entanto, quando se examinam alguns detalhes do relatório e outros obtidos em fontes diferentes.

Como nos balanços anteriores, o resultado geral foi consideravelmente favorecido pelos valores aplicados na política habitacional. Só os financiamentos para compra de casas e apartamentos absorveram R$ 151,6 bilhões. Isso corresponde a 32,1% - quase um terço - dos R$ 472,4 bilhões investidos no biênio.

Note-se o pormenor:

trata-se de financiamentos, isto é, de liberação de recursos, algo diferente da aplicação direta de verbas na realização de obras ou na compra de equipamentos.

Quando se considera o valor dos empreendimentos concluídos, o peso dos projetos imobiliários se torna ainda mais notável. O dinheiro destinado ao programa Minha Casa, Minha Vida (R$ 188,1 bilhões) equivaleu a 48,9% dos R$ 384,9 bilhões de investimentos concluídos.

Não se pode negar o valor social dos gastos em habitação, nem menosprezar a demanda de mão de obra, materiais e equipamentos gerada pela construção civil. Mas é preciso discriminar:

os grandes entraves ao crescimento brasileiro são de outra natureza e incluem deficiências no sistema de transportes, na geração e na distribuição de energia e no sistema de comunicações.

Basta pensar nos investimentos necessários à ampliação e ao melhoramento de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos para perceber a diferença entre cuidar da infraestrutura e financiar o acesso à habitação.

Para avançar nos detalhes, é preciso distinguir o PAC orçamentário, financiado diretamente pelo Tesouro, e o PAC dependente das estatais e de outros agentes. A execução da parte prevista no Orçamento-Geral da União continua, como de costume, bem abaixo dos valores autorizados.

O total desembolsado em 2012, de R$ 39,3 bilhões, correspondeu a 69,3% da dotação prevista para o ano, de R$ 56,7 bilhões, de acordo com o relatório.

No ano anterior, os pagamentos efetivos haviam ficado em 69,3%. Dos R$ 39,3 bilhões pagos em 2012, no entanto, só R$ 18 bilhões saíram da verba prevista para o exercício. A maior parte do dinheiro (R$ 21,3 bilhões) foi formada por restos a pagar - também uma tradição na vida financeira do governo central.

Também os investimentos das estatais continuaram de acordo com o padrão bem conhecido nos anos anteriores. As empresas controladas pela União aplicaram nos dois anos R$ 128,9 bilhões, de acordo com o relatório. Também de acordo com o costume, cerca de 90% foram realizados pela Petrobrás, apesar da piora de suas condições financeiras.

As proporções são praticamente as mesmas quando se considera o investimento geral das estatais, dentro e fora do PAC. Em 2011 e 2012 foram investidos, em valores atualizados, R$ 185,2 bilhões, de acordo com números do Ministério do Planejamento coletados pela organização Contas Abertas.

A Petrobrás aplicou R$ 161,4 bilhões, 87% do total.

A empresa é uma grande investidora há muito tempo. Seria obviamente um abuso atribuir aos formuladores do PAC qualquer mérito por esse desempenho. Mas pode-se perfeitamente fazer o contrário e atribuir à intervenção do Palácio do Planalto, normalmente desastrada, a deterioração das finanças da empresa.

Sem isso, a Petrobrás poderia investir muito mais e com muito mais eficiência. 


Estadão