"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

janeiro 14, 2013

SETOR ENERGÉTICO : "uma voz técnica e independente" - Risco de racionamento é real e pode estar subestimado

http://4.bp.blogspot.com/-dY6IGxRS2bI/UN3pv3uRSQI/AAAAAAAAVSM/mAd5BuvVV2g/s1600/amarildo.jpg

Em meio a notícias sobre uma possível crise no setor energético, uma voz técnica e independente fez semana passada um alerta ao mesmo tempo elucidativo e assustador: 
a reserva de energia do país está superestimada. 

O autor da advertência não é um aventureiro ou um parlamentar da oposição ao governo, mas Mário Veiga, uma das maiores autoridades do setor elétrico nacional, especialista que goza, inclusive, da confiança da presidente Dilma Rousseff.

Em entrevista reveladora ao Valor, Veiga afirmou que, ao contrário do que afirmam as autoridades, há, sim, risco de o governo decretar racionamento de energia neste ano. Ele estima esse risco em 9%, diz que só se vai saber ao certo em maio, mas avisa que seu cálculo pode estar subestimado. A situação é mais séria do que parece.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal criada pelo governo Lula para fazer o planejamento estratégico do setor, calculou que, em 2012, havia folga de 2.500 MW médios na oferta de energia no Brasil. Trata-se de um volume considerável, equivalente a mais da metade da energia a ser gerada pela usina de Belo Monte, em construção no rio Xingu.

Mário Veiga acredita que essa folga não existe. Ele e sua equipe usaram a metodologia do governo e concluíram que, no fim de novembro, os reservatórios das hidrelétricas estavam, em média, com 55% de armazenamento. No entanto, ao observar depois a operação real dos mesmos, eles constataram que os reservatórios alcançaram nível médio de apenas 33%.

Veiga está analisando as possíveis razões para esse descasamento entre modelo e realidade. Já chegou a algumas conclusões. Uma delas é que as hidrelétricas estão operando com elevado nível de ineficiência (11%). Usinas estão operando com equipamentos descalibrados e os reservatórios sofrem as consequências do assoreamento dos rios. 

O especialista aponta um problema institucional para lidar com essas questões: 
o Operador Nacional do Sistema (ONS) não tem autoridade para fiscalizar as usinas e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não possui técnicos que entendam tanto do sistema quanto os do ONS.

Uma outra deficiência é o gargalo existente hoje no setor de transmissão - nos últimos anos, o país aumentou a capacidade instalada de geração, mas os projetos de transmissão estão atrasados graças a dificuldades com o licenciamento ambiental.

Há outras explicações para a perda de eficiência, como o fato de a usina de Itaipu, a maior do país, enviar menos energia para o sistema durante períodos de chuva no Paraná, alegadamente por questões de segurança, e a queda da vazão de água no Nordeste, provocada por um possível uso excessivo do rio São Francisco em projetos de irrigação.

Um dado impressiona. 

O ano de 2012 começou com o maior nível de armazenamento de água dos últimos 12 anos. Ocorre que, apesar de ter chovido o equivalente a 87% da média histórica, os reservatórios chegaram ao fim do ano com o pior nível de armazenamento desde o período anterior ao racionamento de 2001. 

Ninguém sabe explicar ao certo por que os reservatórios esvaziaram tão rapidamente e isso, claro, preocupa.  Se o fenômeno se repetir em 2013, a probabilidade de racionamento poderá ser ainda maior.

Valor Econômico 

E no brasil maravilha... "Por que um casal recém-casado precisa de um fogão de seis bocas?". BANCOS REVEEM A OFERTA DE CRÉDITO À BAIXA RENDA


Você emprestaria dinheiro para um desconhecido? 
A resposta não é tão óbvia assim. 

De meados de 2005 até o fim de 2012, segundo dados do Banco Central, passaram a fazer parte do sistema financeiro brasileiro 42,5 milhões de novos clientes, um dos processos mais velozes de bancarização de que se tem notícia no mundo. 
 
Foi uma multidão de "ilustres desconhecidos", com demandas reprimidas de consumo e que viu sua renda se multiplicar no espaço de poucos anos, que tomou de assalto os bancos do país. Uma multidão que chegou querendo crédito.

Agora, com a bancarização acontecendo mais lentamente, sobrou no balanço das instituições financeiras a conta desse processo: a inadimplência. Em maior ou menor grau, os bancos estão tendo que reformular os modelos de concessão de crédito ou a estratégia de atuação com as classes de menor renda, recém-chegadas ao sistema bancário.

Até uma das "regras de ouro" da concessão de crédito no país, que prevê um teto informal de até 30% de comprometimento da renda mensal do tomador com dívidas precisou ser revista.

"Há alguns anos, não havia histórico ou o comportamento desse cliente. Agora começamos a separar o joio do trigo", afirma Octavio de Lazari Junior, diretor da área de empréstimos e financiamento do Bradesco. O índice de inadimplência do banco na pessoa física encerrou o terceiro trimestre em 6,2%. "Não tinha outro jeito. Era algo pelo qual tínhamos que passar."

Com mil agências abertas só em 2011, o Bradesco tem na população de baixa renda um público-chave para a concessão de crédito. "É um percentual importantíssimo da população economicamente ativa", afirma Lazari. "Ele pode ser baixa renda hoje, mas há ainda uma janela fantástica de boom demográfico no país para os próximos anos."

O banco foi um dos primeiros a perceber que, na baixa renda, a monitoração do gasto mensal com dívida do cliente precisa ser mais estrita. Enquanto tradicionalmente estima-se de 25% a 30% do orçamento mensal comprometido com dívida como um percentual adequado, para o cliente de baixa renda o "número mágico" é algo entre 10% a 12%, afirma Lazari. Passado esse nível, a oferta de crédito é feita com muito mais cautela.

"A inadimplência ainda elevada no Brasil deve ser traduzida como um "custo social", decorrente da própria velocidade do processo de inclusão bancária", escreveu o diretor do departamento de pesquisas e estudos econômico do Bradesco, Octavio de Barros, em relatório aos clientes do banco. 
"Estamos assistindo a um processo de "desbancarização temporária" de segmentos que ainda não estavam preparados em termos de renda para ingressar no mercado de crédito", escreveu ainda.

A inadimplência da pessoa física fechou novembro em 7,8%, apenas 0,1 ponto abaixo da máxima histórica, segundo dados do Banco Central. O índice está praticamente estável nesse percentual desde maio. Já as concessões de crédito à pessoa física acumuladas em 2012 avançaram 8,2% na comparação com 2011.

Boa parte das estratégias adotadas pelos bancos para a baixa renda diz respeito a aumentar a precisão dos modelos estatísticos de concessão de crédito para esse público. Esses modelos usam diferentes informações do cliente (consultas a bancos de dados negativos, ao Banco Central, endereço de residência etc), combinado com o histórico de outras operações semelhantes da instituição, para tentar antecipar a chance de o candidato a devedor não pagar. Com base nesse resultado - e no apetite de risco da instituição - sai a aprovação do crédito.

A arte no meio dessa matemática toda está em calibrar corretamente quais são as informações que o banco coleta e os pesos que o modelo atribui a cada uma delas. Isso explica, por exemplo, o esforço do Banco do Brasil em fazer com que os clientes pessoa física tragam seu salário para o banco, acenando com juros menores.

"Hoje nossa operação é muito focada em correntista. Não operamos no "mar aberto", com clientes que não conhecemos", afirma Marcelo Labuto, diretor de empréstimos e financiamentos do BB. "Os proventos que o cliente traz para o banco enriquecem minha percepção dele e de sua capacidade de pagamento". As dívidas com atraso acima de 90 dias representam 2,17% da carteira do banco, incluindo pessoa física e jurídica.

Para Labuto, além da bancarização, clientes que já tinham algum relacionamento bancário também passaram a tomar financiamentos. "Isso pode ter trazido um efeito estrutural para a inadimplência do sistema, mas não acho que é motivo para sérias preocupações."

No caso do Santander, melhorias nos modelos de concessão vêm sendo feitas desde 2008, mas ganharam um reforço extra no ano passado, quando a inadimplência da instituição começou a piorar. Oscar Herrero, vice-presidente de risco do Santander Brasil, destaca dois esforços feitos pela instituição nessa linha: 
primeiro, uma ampliação da equipe de matemáticos e estatísticos que trabalham na operação de varejo, embora não detalhe a magnitude desse crescimento.

Segundo, o banco passou a atualizar mais frequentemente os modelos de concessão de crédito à pessoa física. As atualizações hoje são trimestrais em todos os modelos, sendo que antes alguns ajustes eram feito só semestral ou anualmente. Na linha do que tem feito o BB, o Santander também vem dando prioridade à captura de clientes no ponto de trabalho, onde as informações disponíveis sobre o perfil do tomador são mais amplas.

O Itaú Unibanco fez mudanças na sua estratégia de captura de clientes. Desde o fim de 2010, o banco vem desmontando as parcerias que tinha com varejistas para oferecimento de produtos e serviços financeiros. Foram cerca de 300 acordos encerrados, entre eles Lojas Americanas e a rede de supermercados Sonda. A mudança, segundo pessoas próximas do banco, tem relação com o "perfil" do cliente trazido por essas parcerias e afetou alguns dos principais canais de contato do banco com a baixa renda. 
Procurado, o banco não se pronunciou.

Rodrigo Del Claro, presidente da Crivo TransUnion, empresa que desenvolve modelos de crédito para bancos e financeiras, diz que, na ausência de um histórico tradicional, há uma série de outras informações que ajudam numa modelagem mais acurada. "O gasto na conta de luz tem uma correlação altíssima para predizer a inadimplência", afirma.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, combinados com o endereço do cliente e até mesmo sua zona eleitoral também ajudam a compor um quadro mais preciso, diz Del Claro.

Na Losango, promotora de vendas do HSBC que opera financiamentos em parcerias com o varejo, o problema não era tanto o modelo de concessão em si, mas sim a coleta de informações do tomador feita no ponto de venda. A promotora reverteu a piora na qualidade do crédito no começo do ano passado intensificando o treinamento de quem concede o crédito na ponta. "
É isso que explica porque lojas com perfis semelhantes tinham inadimplência tão distinta", afirma Hilgo Gonçalves. "É uma questão de conhecer o cliente e ver se o produto que ele financia está adequado ao seu perfil. Por que um casal recém-casado precisa de um fogão de seis bocas?"

Felipe Marques | De São Paulo Valor Econômico

brasil maravilha LOJINHA DE 1,99 : Balança comercial tem déficit de R$ 878 milhões na 2ª semana de janeiro. No acumulado das duas primeiras semanas do mês, o déficit é de US$ 978 milhões


A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 878 milhões na segunda semana de janeiro, entre os dias 7 e 13, informou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 

O resultado vem da diferença entre exportações de US$ 4,027 bilhões e importações de US$ 4,905 bilhões no período. No acumulado das duas primeiras semanas de janeiro, o déficit é de US$ 978 milhões.

Na primeira semana, o déficit era de US$ 100 milhões.No acumulado das duas primeiras semanas, as exportações somaram US$ 6,27 bilhões. A média diária foi de US$ 784,6 milhões, um aumento de 6,9% com relação à média de janeiro de 2012. No que diz respeito às importações, que somaram US$ 7,25 bilhões nas duas primeiras semanas, a média foi de US$ 906,9 milhões por dia útil, aumento de 14,3% com relação à média do mesmo mês de 2011.

No ano passado, o superávit da balança comercial ficou em US$ 19,43 bilhões, o pior resultado em 10 anos. Em 2011, ele havia totalizado US$ 29,79 bilhões.

POBRE BRASIL ASSENHOREADO! NUNCA ANTES NA HIST.... REPÚBLICA TORPE, POLITICALHA,CANALHICES,"INTIMIDADES", CORRUPÇÕES GENERALIZADAS... TSE gasta R$ 3,8 mi em hora extra em um mês e paga a servidor até R$ 64 mil.


Dados inéditos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os salários de seus funcionários demonstram um descontrole no pagamento de horas extras no período eleitoral de 2012. Só em novembro, segundo dados obtidos pelo Estado, o gasto com esses adicionais foi de cerca de R$ 3,8 milhões para pagamento dos 567 funcionários que alegam ter dado expediente fora de hora.

 Entre setembro e novembro, essas horas extras totalizaram R$ 9,5 milhões.

Somados aos salários, os valores adicionais permitiram a esse grupo de funcionários receber, no fim de novembro, mais do que os próprios ministros. Apuração feita pelo Estado indica que, naquele mês, 161 servidores do TSE receberam de R$ 26.778,81 a R$ 64.036,74. 

Uma averiguação preliminar foi aberta por ordem da presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia. Por enquanto, dois assessores próximos à presidente deixaram seus cargos. Há registros de funcionários que tiveram de devolver parte do dinheiro recebido como hora extra. Outros casos estão sob análise.

No topo da pirâmide dos beneficiados pelas horas extras estão 50 pessoas que, só naquele mês, receberam juntas R$ 907,8 mil - um acréscimo médio aos salários de R$ 18,1 mil mensais. Quando se observam apenas os 10 mais bem remunerados, essa média sobe a R$ 23,8 mil.

Os valores foram praticamente os mesmos em outubro. 
Há casos em que o servidor contabilizou R$ 29 mil de horas extras num único mês. Embora em alguns casos tenham ocorrido pagamentos eventuais (férias, por exemplo), os valores, de modo geral, crescem sobretudo por causa das horas extras. Superam com folga o teto máximo salarial estabelecido pela Constituição para os Três Poderes, de R$ 26.723,13 - o equivalente ao ganho de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Esse era o valor máximo no ano passado. Agora, subiu para R$ 28.059,29.

Afastados. 

Há relatos não oficiais sobre servidores que iam ao tribunal no fim de semana de bermuda e camiseta só para registrar o ponto da hora extra. Voltavam no fim do dia para nova marcação. No TSE, o registro é feito por meio do método biométrico, com a digital do funcionário.

Para fazer o cálculo da hora extra, o salário do servidor deve ser dividido por 175 e acrescido de 50% se for dia útil e sábado - ou 100% em domingo ou feriado. Ou seja, um funcionário que recebe um salário de R$ 5 mil terá uma hora extra de R$ 42,8 nos dias úteis e R$ 57 nos fins de semana. Para esse servidor conseguir dobrar o salário são necessárias 116 horas extras em dias úteis num mês - ou 88 horas extras aos domingos e feriados.

Descontrole. 

O pagamento de horas extras a funcionários do TSE é autorizado no período eleitoral, que compreende os meses de julho a dezembro. Mas a partir de 2012, por ordem da cúpula da Corte, além de o trabalho extra ter de ser autorizado previamente pelo superior, quem recebeu o adicional teve de justificar posteriormente em relatório detalhado.

Esse descontrole nos pagamentos de horas extras e penduricalhos diversos é generalizado no serviço público federal. Cada departamento, autarquia, fundação, ministério, tribunal - e até mesmo o Congresso Federal - tem um sistema remuneratório particular.

A entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, em maio de 2012, ajudou a desvendar um pouco as anomalias nas folhas salariais do funcionalismo. 

No caso do TSE, depois de o Estado requerer, as informações e os dados com os nomes e valores recebidos foram postos à disposição na internet no endereço:  
www.tse.jus.br/transparencia/remuneracoes-e-beneficios.

MARIÂNGELA GALLUCCI /BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

JUSTIÇA SEJA FEITA! "ELA" TÁ MUDANDO O brasil. BRASIL REAL : Projeção de inflação em 2013 sobe pela segunda semana consecutiva


A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2013 subiu pela segunda semana consecutiva, de 5,49% para 5,53%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada na manhã desta segunda-feira pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,42%. Para 2014, a projeção segue em 5,50% há nove semanas.

A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses subiu de 5,52% para 5,53%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,46%. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2013 no cenário de médio prazo subiu de 5,52% para 5,73%.

 Para 2014, a previsão dos cinco analistas passou de 5,25% para 5,85%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,57% e de 5,25% para cada ano, respectivamente.

Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em janeiro de 2013 subiu de 0,75% para 0,78%, acima do 0,69% previsto há um mês. Para fevereiro de 2013, passou de 0,41% para 0,45%. Há quatro semanas, estava em 0,43%.

PIB

A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,26% para 3,20% na pesquisa Focus. Para 2014, a estimativa de expansão caiu de 3,75% para 3,60%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 3,40% e 3,81%.

A projeção para o desempenho do setor industrial em 2013 passou de 3,00% para 3,24%. Para 2014, economistas preveem avanço industrial de 3,90%, acima da projeção de 3,75% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 3,70% para 2013 e de 3,75% em 2014 para o setor.

Analistas mantiveram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013 em 34%. Para 2014, a projeção segue em 33%. Há quatro semanas, as projeções eram as mesmas para esses dois anos.

Selic

Os economistas mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) seguirá inalterada na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana, em 7,25% ao ano.

Esperam ainda que os juros encerrem 2013 no patamar atual, de 7,25% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das projeções segue em 8,25% ao ano há três semanas. Quatro semanas antes, estava em 8,50%.

A projeção para Selic média em 2013 segue em 7,25% ao ano. Para 2014, recuou de 8,38% para 8,35% ao ano, ante 8,50% há quatro semanas.

Câmbio

A projeção para a taxa de câmbio no final de 2013 recuou nas estimativas dos analistas consultados na última pesquisa Focus. Para o fim deste ano, a mediana das projeções passou de R$ 2,08, mesmo valor projetado quatro semanas antes, para R$ 2,07. Para o fim de 2014, segue em R$ 2,05.

Na mesma pesquisa, o mercado financeiro reduziu a previsão de taxa média de câmbio de R$ 2,07 para R$ 2,06 em 2013. Para 2014, caiu de R$ 2,05 para R$ 2,04. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,08 neste ano e R$ 2,03 no próximo.

A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2013 caiu de R$ 2,12 para R$ 2,06. Para 2014, recuou de R$ 2,10 para 2,07.

IGP-DI

A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2013 subiu de 5,37% para 5,39%.

Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa passou de 5,31% para 5,35%. Quatro semanas atrás, o mercado previa altas de 5,27% para o IGP-DI e de 5,29% para o IGP-M.

Para 2014, a projeção para o IGP-DI segue em 5% há 23 semanas. Para o IGP-M, segue há 13 semanas também em 5%.

A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2013 caiu de 4,88% para 4,86%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 4,95% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Para 2014, segue em 5% há cinco semanas.

Economistas elevaram ainda a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - para 2013 de 3,30% para 3,34%. Para 2014, a projeção caiu de 4,50% para 4,35%. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 3,50% e 4,50%.

Déficit

O mercado financeiro elevou a previsão de déficit em transações correntes em 2013. Pesquisa semanal Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano subiu de US$ 62,10 bilhões para US$ 63,05 bilhões. Há um mês, estava em US$ 65,00 bilhões. Para 2014, a previsão de déficit nas contas externas segue em US$ 70 bilhões há 18 semanas.

Na mesma pesquisa, economistas elevaram a estimativa de superávit comercial em 2013 de US$ 15,00 bilhões para US$ 15,43 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 15,60 bilhões. Para 2014, segue em US$ 15,00 bilhões. Há quatro semanas, essa estimativa estava em US$ 16,00 bilhões.

A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões para 2013 e para 2014, mesmos valores de quatro semanas atrás.

EDUARDO CUCOLO

UM TAL "BANHO DE REALIDADE" . NO brasil maravilha dos FARSANTES : 'Berço' do Fome Zero não muda com programas sociais.

As gêmeas Raíssa e Raiane Chaves tinham apenas 4 anos quando foram levadas ao colo do recém-empossado presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele anunciou, há dez anos, a construção de uma ponte para ligar as duas partes do município de Itinga, no Vale do Jequitinhonha, norte de Minas Gerais. 

Hoje, ao atravessarem a ponte, elas comemoram o cumprimento da promessa - pois já podem ir até o centro da cidade sem arriscar a vida nas pequenas canoas usadas para a travessia. Ao mesmo tempo, no entanto, notam que pouca coisa mudou à sua volta.

Difícil não pensar naquela ponte como um símbolo de uma década das políticas de combate à miséria dos governos Lula e Dilma Rousseff, que ampliaram os benefícios de transferência de renda à maioria das famílias mais necessitadas, garantindo alívio imediato, mas que ao mesmo tempo ainda não aumentou as oportunidades de inclusão social dos beneficiados. 

Como o Estado mostrou ontem, um estudo encomendado pela Christian Aid, instituição de igrejas protestantes do Reino Unido e da Irlanda que financia organizações não governamentais empenhadas em combater a miséria, a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres no País ainda é uma das mais altas do mundo e a oportunidade de mobilidade social ainda é muito reduzida.

Com um dos mais baixos níveis no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no País, Itinga, a 642 quilômetros de Belo Horizonte, foi um dos locais escolhidos por Lula para levar todo o seu ministério em 2003 para tomar um "banho de realidade", como definiu o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Ali, acompanhado do recém-eleito governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), Lula anunciou, além da construção da ponte, o início do programa Fome Zero. 

O programa acabou sendo lançado no mês seguinte em Guaribas, no Piauí.

Mas o benefício - mais tarde substituído pelo Bolsa Família - pouco mudou a vida do lugar. Com seus 14,4 mil habitantes, segundo o Censo do IBGE de 2010, a cidade tem 3.457 famílias inscritas no Cadastro Único do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, aptas a receber algum tipo de benefício. 

Desse total, 2.194 recebem o Bolsa Família, com benefício médio de R$ 158,43 em outubro do ano passado, mês em que o governo desembolsou R$ 347,6 mil com o programa no município.

Uma dessas famílias é a das gêmeas, chefiada pela mãe, a empregada doméstica Maria Cláudia Chaves. No seu trabalho ela ganha apenas R$ 150 mensais, renda que é complementada com os R$ 120 do Bolsa Família.

"Antes, a gente dependia da ajuda de vizinhos até para comer", lembra Raíssa. A menina observa que "um salário mínimo mudaria a vida" da família, mas nem mesmo as jovens enxergam perspectiva de um ganho desses na cidade. Hoje, elas estudam e dizem que frequentam assiduamente a escola - uma das exigências do programa -, mas garantem que não é apenas por causa do benefício. 

"Temos que estudar para ter um futuro melhor", pondera Raiane.

As duas fazem parte de um contingente de 3.107 pessoas matriculadas nas 31 escolas que funcionam na cidade. Apesar de serem parte expressiva da população, os estudantes são insuficientes para mudar o perfil educacional de Itinga. O Censo de 2000 apontou que 31,02% da população itinguense era analfabeta. 

Já o levantamento de 2010 mostrou que, das 11.949 pessoas com 10 anos ou mais, 8.767 (73,37%) não tinham nenhuma instrução ou só tinham o ensino fundamental incompleto.

Esse baixo nível de escolaridade se reflete na renda da população, segundo o secretário de Governo do município, Marcos Elias Neto. Em 2000, a renda per capita na cidade era de R$ 328,52. Hoje, esse valor caiu para R$ 314,81. "A prefeitura é a principal empregadora da cidade. E, quem estuda e tem condição, vai embora. Quem não tem condição, fica pelas ruas", observou.

Foi a falta de perspectiva que levou o motorista de ônibus Rogério Gusmão, de 46 anos, a trocar Itinga por São José dos Campos, em São Paulo. Hoje, ele vive entre São José e Recife, mas continua passando pela cidade natal, "apenas por causa dos amigos". 

Ele não tem como viver em Itinga:
 "A cidade não oferece nada. Só volto se for aposentado, para curtir a vida". 

Estadão

A REPÚBLICA É TORPE, LOGO, NA CASA DAS NULIDADES E POLITICALHA II... AS DIFERENTES " NECE$$IDADE$" DA POLITICALHA



Um gastou menos de R$ 20 mil; outro, mais de R$ 700 mil. 

A diferença entre as despesas dos deputados federais que fizeram o menor e o maior uso da cota destinada ao custeio da atividade parlamentar é de milhares de reais. Os três que mais colocaram a mão nos recursos referentes à verba indenizatória e às cotas postal, telefônica e de passagens aéreas gastaram, juntos, mais de R$ 2,3 milhões entre fevereiro de 2011 e dezembro de 2012. 

Já o trio que mais economizou, consumiu R$ 257 mil. No período, o contribuinte teve de pagar uma conta salgada de R$ 284,5 milhões para arcar com as despesas dos 513 deputados federais. E o valor ainda deve crescer, já que os parlamentares têm até 90 dias para pedir o reembolso dos gastos à Câmara.

O deputado Johnathan de Jesus (PRB-RR) foi o que mais usou a cota (R$ 778.665,55), seguido de perto por Paulo César Quartiero (DEM-RR) e Wellington Roberto (PR-PB). O parlamentar mais econômico foi Reguffe (PDT-DF), com despesa de R$ 19,4 mil. A segunda colocada foi Nice Lobão (PSD-MA) e o terceiro, Miro Teixeira (PDT-RJ).

O Correio tentou localizar os três mais gastadores: 
Johnathan de Jesus e Paulo César Quartiero não foram localizados. 

"Eu fui o terceiro que mais gastou do estado (da Paraíba) ou do Brasil?", perguntou Wellington Roberto ao ser informado sobre o levantamento. Quando soube que ficou no pódio geral, o deputado justificou os custos com o tamanho da base política.
"Temos 223 municípios. A coligação da qual faço parte elegeu mais de 50% dos prefeitos", disse Wellington Roberto, acrescentando que a maior parte das despesas feitas dizem respeito ao pagamento de pesquisas. "A maioria foi para saber como estão chegando os recursos que destinei aos municípios e o que o povo está achando. Faço pesquisas de três em três meses, seis em seis ou de mês em mês, depende da necessidade."

O deputado declarou que, apesar de não ter concorrido na eleição municipal do ano passado, apoiou candidatos a prefeito. Ele admite a possibilidade de ter solicitado pesquisas em algumas dessas cidades, mas negou ter feito uso eleitoral dos resultados. "Tenho que ter conhecimento da situação dos municípios. Estou fazendo um grande trabalho", comenta Wellington Roberto.

Segundo as normas da Câmara, os recursos da cota parlamentar podem ser usados para custear pesquisas socioeconômicas de auxílio a atividade parlamentar. O cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer critica a flexibilidade.

 "Deveria haver uma regra que proibisse certos tipos de pesquisa", disse, referindo-se a sondagens que possam ser usadas para beneficiar candidatos em disputas eleitorais.

Com base em notas fiscais apresentadas pelos parlamentares nos pedidos de reembolso, o Correio mostrou, na edição de ontem, que o dinheiro que deveria ser usado exclusivamente para custear a atividade parlamentar também é usado para pagar despesas de campanha. Assis Melo (PCdoB-RS), por exemplo, encomendou pesquisa de opinião sobre a avaliação do eleitor de Caxias do Sul sobre seu desempenho. Meses depois, se lançou candidato na cidade — ele ficou em terceiro na disputa.

Primeiro secretário da Câmara, Eduardo Gomes (PSDB-TO) afirma que a Casa tem adotado medidas para reduzir a possibilidade de uso indevido da verba indenizatória, como a limitação do gasto mensal com combustível. "O ideal era que cada gabinete fosse equivalente a uma unidade orçamentária e cada deputado fosse uma espécie de prefeito."

Segundo Gomes, com a alteração, a fiscalização dos gastos ficaria a cargo de órgãos de controle externo à atividade da Câmara, como o Tribunal de Contas da União (TCU), evitando corporativismo. 

"Nesse modelo, o deputado teria de responder pelas irregularidades e sofreria punições.

JULIANA COLARES e AMANDA ALMEIDA Correio Braziliense

A REPÚBLICA É TORPE, LOGO, NA CASA DAS NULIDADES E POLITICALHA... Denúncias contra Alves expõem racha no PMDB. Candidato a presidir Câmara é acusado de enriquecimento ilícito


A sucessão de denúncias contra o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), surgidas no fim de semana, expõe um racha no partido, na avaliação de políticos peemedebistas, e é fruto de fogo amigo. Henrique Alves é candidato a presidir a Câmara dos Deputados a partir de fevereiro.

As denúncias, na avaliação desses peemedebistas, também agradariam ao PT e ao grupo palaciano, que enxergam na fritura de Henrique Alves a justificativa para romper o acordo de elegê-lo e lançar um nome próprio Arlindo Chinaglia (PT-SP) é o mais cotado para suceder a Marco Maia (PT-RS).

A denúncia que mais compromete Henrique Alves, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, revela que parte das emendas parlamentares do líder do PMDB beneficiou Aluizio Dutra de Almeida, tesoureiro do partido no Rio Grande do Norte e assessor do deputado na Câmara desde 1998. Almeida é sócio da Bonacci Engenharia e Comércio, empresa contratada para fazer pelo menos três obras no estado nordestino financiadas por emendas do líder do PMDB.

Em 2009, o deputado destinou recursos do Ministério do Turismo para a construção de praça em Campo Grande (RN), no valor de R$ 200 mil. Do Ministério das Cidades, Henrique Alves mandou R$ 192 mil para São Gonçalo do Amarante e R$ 137 mil para Brejinhos, ambos para pavimentação de ruas. Essas obras foram tocadas pela Bonacci. Almeida disse à Folha que a empresa participou de licitações e ganhou.

Já a revista "Veja" informou que Henrique Alves alugou carros da empresa Global Transportes, do Distrito Federal, que teria por trás o ex-assessor do PMDB César Cunha. A empresa está registrada no nome da ex-vendedora de tapetes Viviane dos Santos, que disse ter emprestado o nome à tia Kelen Gomes, responsável por emitir as notas para o gabinete do líder do PMDB.

Aí tem fogo, e é fogo amigo

Em nota, a assessoria de imprensa do líder informa que, apesar de a Global Transporte estar legalmente constituída e haver apresentado toda a documentação exigida para fornecer o serviço, o deputado determinou a apuração rigorosa da existência de possíveis irregularidades.

Quem era para estar apanhando era Renan (Calheiros, que disputa a presidência do Senado), mas, de repente, o mundo de Henrique é que desabou. Aí tem fogo, e é fogo amigo. Quem ia saber de emendas e locação de carros de Henrique? Geddel e Henrique nunca se bicaram, e ele, como ministro, sabia de todo o trâmite de emendas do PMDB avalia um dos interlocutores de Henrique Alves, relacionando as denúncias à guerra que se trava no partido pela liderança, envolvendo o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com apoio do grupo de Geddel Vieira Lima.

O PMDB está unido no mesmo propósito e não faria fogo amigo contra o Henrique. O mais provável é que seja fogo contra o PMDB. Talvez de quem não quer o PMDB no comando das duas Casas afirmou Eduardo Cunha, jogando a suspeita para o PT, onde setores do partido nunca esconderam uma articulação para lançar Chinaglia.

O jornal O Estado de S.Paulo também divulgou que Henrique Alves estaria protelando, com recursos, investigação em curso no Ministério Público Federal que apura denúncia de enriquecimento ilícito numa ação de improbidade administrativa. Segundo o Ministério Público, o deputado manteve ilegalmente dinheiro fora do país.

O jornal informa que há dois meses Henrique Alves recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região e conseguiu postergar uma decisão sobre a quebra de seus sigilos bancário e fiscal e de suas empresas. O processo corre em segredo de Justiça na 16ª Vara Federal, em Brasília.

No processo de separação judicial do deputado, sua ex-mulher Mônica Infante de Azambuja o acusou de manter US$ 15 milhões no exterior. Em 2002, quando essa acusação foi publicada, Henrique Alves perdeu o cargo de vice na chapa do tucano José Serra, que perdeu a eleição presidencial para o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Há um embate interno no PMDB, e as denúncias envolvem pessoas de dentro da liderança do partido. Eu venho justamente para mudar essas práticas. Quem está no dia a dia com ele é quem sabe disso tudo diz Júlio Delgado, candidato do PSB contra Henrique Alves.

Temer-Alves x Geddel-Cunha

Na essência, o motivo da divisão que colocou de um lado o vice-presidente Michel Temer e Henrique Eduardo Alves e, do outro, Geddel e Eduardo Cunha é uma divergência sobre o tipo de relação que a bancada do partido na Câmara deve manter com o governo da presidente Dilma Rousseff. Cunha e Geddel tentam ganhar espaço entre a grande maioria de deputados insatisfeitos, que perderam cargos e verbas federais desde o fim do governo Lula.

Após Henrique Alves avisar Eduardo Cunha, em uma dura conversa na liderança do PMDB da Câmara, de que não iria apoiá-lo na disputa pelo posto de líder pois havia restrições do Planalto a seu nome , o deputado fluminense aproximou-se dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima.

Ao longo dos dois primeiros anos da atual legislatura, Henrique Alves, que tinha Cunha como aliado, afirmou reiteradas vezes que os Vieira Lima eram os maiores críticos internos de sua gestão na liderança.

Eduardo Cunha e seu grupo não perdoam Henrique Alves pelo apoio nada velado a Sandro Mabel (GO), considerado cristão novo no partido. Já haveria um acordo: se o outro candidato Osmar Terra (RS) for para o segundo turno, Eduardo Cunha o apoia, e vice-versa, para derrotar Henrique Eduardo Alves.

O problema de Henrique é político. Ele se isolou de quem sempre foi dele. Ele, Eduardo Cunha e Michel viveram nestes três anos em regime de comunhão de bens e, de repente, ele cospe no prato em que comeu? E o problema não é discutir se as denúncias são plantação, é discutir o mérito das denúncias diz um dos interlocutores do grupo de Eduardo Cunha. 

 Paulo Celso Pereira/O Globo