"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 19, 2013

PETEBRAS : Alta de importações quadruplica déficit comercial da Petrobras no 1.º trimestre

O déficit comercial da Petrobras quadruplicou no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a US$ 7,396 bilhões (R$ 14,8 bilhões, no câmbio de ontem). 
O número é resultado direto do aumento das importações de derivados, já que, com a produção estagnada, a estatal não tem conseguido suprir o aumento da demanda doméstica.

De janeiro a março, a Petrobras elevou em 40,2% as compras e viu encolher em 50,3% suas vendas para fora do País. O problema é que os preços internacionais estão em nível mais elevado, o que sacrifica ainda mais o caixa da companhia. 
Mesmo o reajuste de 6,6% no preço da gasolina e de 5,4% no diesel no fim de janeiro foi insuficiente para equilibrar essa conta.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, as importações da estatal somaram USS10,166 bilhões de janeiro a março. 
As exportações totalizaram US$ 2,77 bilhões. 
Em 2012, o saldo da Petrobras no primeiro trimestre também foi negativo, mas bem inferior, de US$ 1,679 bilhão. 
 
A Petrobras tem registrado, na verdade, até queda na produção.
O último dado divulgado pela empresa é relativo a fevereiro: 
foram 1,92 milhão de barris por dia de óleo e de gás natural liquefeito, 2,25% menos que em janeiro, quando também houve queda, de 3, 3%. 
A produção no Brasil, como já informou a presidente da companhia, Graça Foster, só deve voltar a subir em 2014. 


Além disso, uma questão contábil eleva ainda mais o déficit comercial da estatal este ano. 
 A Petrobras atrasou os registros de importações em 2012, por conta de uma nova instrução normativa da Receita Federal, que concedeu mais prazo à estatal Por conta disso, foram registradas até agora US$ 2,6 bilhões em importações que deveriam ter sido contabilizadas em 2012. 
Ainda faltariam outros US$ 1,9 bilhão para serem computados.

Os dados da balança da Petrobras e das maiores exportadoras do País foram divulgados ontem pela Secex. No caso da estatal, consideram apenas as operações da holding, excluindo controladas como a Petrobras Distribuidora. 
Os números do ministério diferem dos informados pela Petrobras por causa de critérios metodológicos. No próximo dia 29, a estatal vai divulgar o balanço do primeiro trimestre, também com os dados de sua balança comercial.

Com a queda das vendas externas, a Petrobras se distanciou da Vale no ranking das exportadoras. A mineradora encerrou o trimestre com alta de 3,8% nas exportações, com US$ 5,566 bilhões. 
A diferença entre as duas ficou em quase US$ 3 bilhões a favor da Vale. 
No primeiro trimestre de 2012, a Petrobras estava na liderança, com US$ 5,572 bilhões, ante US$ 5,363 bilhões da Vale. A mineradora, porém, já era a maior exportadora líquida, porque importa pouco.

André Magnabosco O Estado de S. Paulo

A INFLAÇÃO É UMA CONQUISTA "DUS GUVERNUS" DO CACHACEIRO PARLAPATÃO E DA GERENTONA QUEBRA 199 : IPCA-15 acelera em abril e supera em 12 meses teto da meta

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A inflação brasileira acelerou o passo em abril, com nível elevado de disseminação da alta dos preços e afetada pelos alimentos e gastos com habitação, em mais um sinal de resistência da inflação em patamar elevado apesar das medidas adotadas pelo governo para segurar os preços.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,51 por cento em abril, ante alta de 0,49 por cento em março, acumulando em 12 meses 6,51 por cento, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado de abril, a prévia da inflação oficial superou o teto da meta do governo, de 6,50 por cento pelo IPCA, e ficou acima dos 12 meses imediatamente anteriores (6,43 por cento).

O IPCA, referência para a meta de inflação, já havia superado o teto em março, ao acumular alta de 6,59 por cento em 12 meses.

"O quadro não mostra sinal de arrefecimento (do preços)", resumiu o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa. Ele destacou que, embora a difusão tenha passado de 70 por cento nos últimos meses para 68 por cento em abril, "mostra um patamar elevado de disseminação da alta e um quadro de resistência da inflação".

O resultado mensal de abril do IPCA-15 igualou a projeção mais alta em pesquisa realizada pela Reuters, que apontou expectativa de alta de 0,46 por cento segundo a mediana de 26 analistas. As projeções variaram de 0,42 a 0,51 por cento.

Apesar da aceleração da inflação, os juros futuros continuaram caindo nesta sexta-feira, dando continuidade ao movimento iniciado na véspera, por conta da sinalização do BC de que o aperto monetário pode ser menor do que o esperado.

Camila Moreira
(Reuters)

abril 18, 2013

Na contramão


Na contramão do mundo, o Brasil teve ontem que aumentar sua taxa básica de juros. Foi o remédio amargo que restou à gestão petista como forma de sinalizar alguma preocupação com a inflação.

 Tímida, a elevação da Selic não deve ser suficiente para moderar a persistência da alta de preços no país. 

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu subir a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 7,5% ao ano. É a primeira alta desde julho de 2011. A taxa vigorará até o fim de maio, quando, segundo preveem analistas, deverá voltar a aumentar, provavelmente para 7,75%.

Há quem diga que a escalada só irá parar quando a Selic chegar a 8,5%, ainda ao longo de 2013.


Com a alta, o Brasil continuou a figurar entre os cinco países com mais altos juros reais do planeta, com 1,7% ao ano, atrás de Argentina, China, Rússia e Chile. Entre as 40 economias monitoradas pelo site Moneyou, 22 praticam taxa negativa. Na média, o juro real no mundo é hoje de -0,3%. 

 
O Brasil se viu forçado a aumentar seus juros básicos no mesmo momento em que o mundo todo caminha na direção contrária: 
desde o fim do ano passado, nenhum banco central ao redor do planeta subiu sua taxa e oito a reduziram.

É lamentável.
Mas por que chegamos a esta situação?

O aumento dos juros tornou-se a única arma de que o governo petista dispõe para tentar controlar a ascensão disseminada dos preços no país.

A gestão Dilma alimentou por muito tempo a sensação de leniência com a inflação, flertou com teorias furadas de crescimento econômico e desdenhou de medidas que poderiam ter minorado a alta dos preços e, consequentemente, tornado a elevação da Selic desnecessária.

Com essas atitudes, a administração petista permitiu que as expectativas quanto à continuidade dos reajustes se disseminasse na população. Se o governo não consegue demonstrar que preza pela estabilidade da moeda, tão arduamente alcançada 20 anos atrás com o Plano Real, ninguém haverá de crer que os preços ficarão comportadinhos.

O efeito manada detona reações em cadeia, do investidor ao supermercadista, passando pela dona de casa e a manicure.
Neste ambiente, a inflação namora o risco de disparada. 

 
Sendo realista, felizmente o processo inflacionário no Brasil ainda não resvala na ameaça de descontrole, que já se abate sobre países como a Argentina e a Venezuela - cujos modelos econômicos os petistas tanto amam adorar.

Mesmo assim, exige combate decidido, convincente, claro do governo.
Algo que não temos visto. 

 
Há, além dos juros, alternativas para tentar segurar a inflação, mas todas são indigestas para um governo que só pensa e age eleitoralmente.
É o caso da restrição ao crédito e da valorização do real. 

 
Outras, a gestão petista não tem mostrado a menor capacidade de realizar, como é o caso da diminuição dos gastos da máquina pública - ao contrário, o que temos agora no horizonte é a possível redução do superávit fiscal deste e do próximo ano.

Empreender melhorias estruturais no país, então, nem pensar. 
Mudanças que reduzissem a carga tributária global e não apenas a de setores escolhidos; aperfeiçoamentos institucionais que destravassem negócios e implodissem a burocracia; recuperação imediata das condições de infraestrutura e logística?

Com o PT, esquece.


Com a má condução do país, a gestão Dilma já colheu dois péssimos resultados na economia em seu biênio inicial, ombreando-se ao desempenho medíocre do governo Fernando Collor.

Transformou o Brasil num caso ímpar na conjuntura internacional, com crescimento pífio e inflação elevada. 

 
Neste beco sem saída, acuado pela inflação e com seus juros básicos em alta, o país pode agora ter que se deparar também com nova piora nas condições globais, para a qual o FMI alertou ontem e que também pesou na decisão do Copom.

Se o vento já não era favorável, imagine agora...
Com o PT, o Brasil parece estar sempre andando na direção contrária.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela 

Na contramão

AOS CRÉDULOS ! É DO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA 1,99 E PETEBRAS PRA 2014 ? É LOGRO DA ETERNA EXPECTAVIVA x REALIDADE : País deve recuperar autossuficiência em petróleo em 2014, diz Petebras

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O Brasil deve voltar a ser autossuficiente na produção de petróleo já a partir do ano que vem, prevê a Petrobras, conforme antecipou reportagem do jornal "O Globo" nesta quinta-feira (18). 
Voltar a ser autossuficiente em termos de volume não significa, no entanto, pôr fim às importações de petróleo, devido às características das refinarias brasileiras.

Na quarta-feira (18), por exemplo,
a estatal confirmou que voltou a importar petróleo da Venezuela, depois de ficar nove anos sem realizar compras com origem no país.

A Petrobras lembra que o país atingiu a autossuficiência em 2006, quando a produção de petróleo equiparou-se ao volume de derivados consumidos à época.

Entre 2007 e 2012, no entanto, a demanda por derivados cresceu 4,9% no Brasil, contra um incremento de 3,4% na produção de petróleo.

“A partir de 2014, a produção de petróleo no Brasil voltará a atingir a autossuficiência volumétrica, ou seja, volumes iguais de petróleo produzido e de derivados consumidos, contando a produção da Petrobras, mais parceiros e terceiros”, diz a empresa, em nota.

No começo deste mês, a Petrobras informou ter reduzido a importação de derivados de petróleo entre 10 mil e 15 mil barris por dia no primeiro trimestre, por conta do aumento do refino para patamares recordes, em um movimento que poderá melhorar o desempenho do setor de abastecimento da estatal.

A empresa está importando cerca de 245 mil barris por dia de diesel e gasolina – patamar que deve ser mantido até o fim do ano.

Pré-sal

Há um mês, durante apresentação do Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 para investidores e analistas, a presidente da estatal, Graça Foster, disse que a
produção de petróleo no pré-sal deve superar a marca de 1 milhão de barris por dia nos poços operados pela Petrobras em 2017.

CNI: índice de produção industrial é o menor para março desde 2010

A pesquisa Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quinta-feira, indica que a produção industrial do país cresceu em março, em comparação ao mês anterior, atingindo 52,9 pontos contra 46,1 pontos em fevereiro. 
 Mas o índice foi o menor para o mês de março, desde o início da série mensal, em 2010.

Os indicadores da pesquisa variam de 0 a 100 e, abaixo de 50, indicam variação negativa. Economistas da entidade dão entrevista neste momento para detalhar o resultado.

Agência Brasil

MASTIM PETRALHA : Gilmar Mendes acusa ator José de Abreu de difamação e injúria

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes entrou com uma queixa-crime na qual pede que o ator José de Abreu seja punido pelos crimes de injúria e difamação.

No microblog Twitter, o ator afirmou que o ministro do STF contratou um "araponga" que tem relações com o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Após saber do processo, José de Abreu afirmou que seu advogado estuda o processo e que é alvo de "perseguição".

Pelo Código Penal, o crime de difamação tem pena prevista de três meses a um ano e multa. Para o crime de injúria, a pena é de um a seis meses de prisão e multa.

No pedido, protocolado no fim de fevereiro no Juizado Especial Criminal do Rio de Janeiro e que tem 14 páginas, o ministro pede ainda que a punição seja agravada em razão de a suposta injúria ter sido divulgada na internet e ter provocado, segundo ele, "diversos prejuízos morais (dignidade) e sociais (decoro)".

Em seu Twitter, Abreu comentou nesta quarta-feira (17) o processo. "Um tweet com 140 toques resultou num inquérito que, até agora, já com a inicial, ja tem 601 páginas. [...] Ainda não conversei com o advogado, está estudando a inicial que tem 601 páginas", afirmou.

É a segunda vez que Gilmar Mendes e José de Abreu entram em conflito por conta de uma declaração no Twitter. Da primeira vez, o ator citou que o ministro era "corrupto". Segundo a nova ação protocolada, daquela vez José de Abreu pediu desculpas.

Antes da sessão desta quarta, Gilmar Mendes comentou o tema e afirmou que o ator se vale do fato de ser uma personalidade pública. "Tenho a impressão que há muito tempo ele é utilizado como uma caixa de ressonância no Twitter, faz brincadeira e se valendo do valor que se dá para personalidade pública."

Para o ministro, o ator pediu desculpa da primeira vez com argumentos que mostram "irresponsabilidade" ou "inconsciência"

"Há algum tempo ele fez uma afirmação nessa linha de exagero, entrei com uma interpelação e achou por bem dizer que não era nada disso, que ele nem sabia o que significava o termo corrupto, o que chega a ser engraçado e mostra o grau de irresponsabilidade ou até do grau de inconsciência que às vezes ele é acometido. 

Agora, recentemente, ele voltou à tona depois de ter se humilhado naquela outra ação para dizer que eu tinha contratado o Dadá, que ele foi condenado e por que que eu não tivera sido. Na verdade, nunca houve isso."
'Araponga'

O suposto "araponga" mencionado por José de Abreu é o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, que foi preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo e apontado como espião particular de Cachoeira.

No Twitter, o ator escreveu no dia 10 de dezembro do ano passado:
 "E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato."

Dadá tinha acabado de ser condenado pela Justiça Fedral de Goiás pelos crimes de formação de quadrilha e violação de sigilo funcional.

A queixa-crime argumenta que ao fazer a ligação entre Gilmar Mendes e Dadá, o ator demonstra "claramente a intenção do querelado em denegrir a sua honra objetiva e subjetiva".

"É importante enfatizar que o querelante [ministro] nunca teve qualquer contato com o condenado Idalberto Martins de Araújo [Dadá], seja pessoal, institucional ou profissional, o que comprova a ausência de qualquer contrato pactuado e demonstra a intenção deliberada em ofender a imagem e reputação do ofendido."

PARA MANTER O "NEGÓCIO" DO QUERIDINHO DA CANALHA "EM PÉ" : MMX terá R$ 935 milhões do BNDES de suplementação de financiamento

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A MMX, empresa de mineração do grupo EBX, do empresário Eike Batista, concluiu com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a última etapa do processo de contratação da suplementação do financiamento de longo prazo para o Superporto Sudeste, informou nesta quinta-feira (18) o diretor-presidente e de Relações com Investidores, Carlos Gonzalez, em nota ao mercado.

O valor total da suplementação, na modalidade Finem, é de R$ 935 milhões com prazo final de 10 anos, a contar de janeiro de 2013, e já considerados os 12 meses de carência para pagamento de juros e principal. Após carência, os pagamentos de juros e amortização de principal se darão mensalmente, explicou a MMX.
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A empresa espera sacar a primeira parcela ao longo do segundo trimestre de 2013, quando forem encerradas todas as etapas para formalização e constituição das garantias. "Este desembolso permitirá à MMX o alongamento de parcela significativa de seu endividamento de curto prazo", diz a nota.

Segundo Gonzalez, a contratação representa mais uma importante etapa do projeto do Superporto Sudeste, que tem o início das operações previsto para dezembro de 2013.

"A entrada em operação do Superporto Sudeste é foco prioritário da diretoria da MMX. O acesso de longo prazo a uma infraestrutura adequada para exportação permitirá à MMX participar, de forma eficiente e competitiva, do mercado transoceânico de minério de ferro, obtendo melhores margens e trazendo mais robustez para sua estrutura de capital", diz a nota do executivo.

DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA 1,99 : Número de famílias com dívidas sobe a 62,9% em abril, aponta CNC

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O número de famílias que declararam ter alguma dívida subiu em abril de 2013, chegando a 62,9% dos entrevistados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com a Peic, divulgada nesta quinta-feira (18), em março a pesquisa mostrou que 62,9% das famílias declararam ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

Em março, o patamar estava em 61,2%. Também houve alta na comparação anual: em abril de 2012, 56,8% haviam declarado ter tais dívidas, segundo a pesquisa.
( ... )
Entre as famílias com contas em atraso, o percentual passou de 19,5%, em março, para 21,5% em abril. Já as famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas mostrou trajetória semelhante, alcançando 6,7% em abril de 2013, ante 6,3% em março de 2013 e 6,9% em abril de 2012.

Do G1, no Rio

abril 17, 2013

Moinhos de vento



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Energia é insumo básico para o desenvolvimento de qualquer país. Por isso, desperta tanta atenção, principalmente quando começa a se mostrar escassa ou sob risco. 
Não são pessimistas os que olham com preocupação o futuro da oferta energética no Brasil. Irrealista seria pensar que nossos problemas, tais como moinhos de vento, não existem.

O país caminha hoje no fio da navalha em termos de disponibilidade energética. 
Nunca dependemos tanto das caras e poluentes usinas termoelétricas e até poderemos ser forçados a voltar a usar o fuliginoso carvão para levar eletricidade para residências, comércio e indústrias.

Para complicar, a expansão dos bem-vindos parques eólicos também claudica.

A oferta está apertada. 
Em números gerais, que a Aneel divulga sistematicamente, praticamente metade (48%) da energia prevista para entrar em operação em 2014, ano da Copa do Mundo, enfrenta impedimentos.

São entraves de ordem legal, operacional e/ou ambiental. Há atrasos nas obras de geração (construção de novas usinas), transmissão e distribuição.

"Dos 80 principais projetos do país previstos para o período de 2013 a 2015, 53, ou 66%, estão com atrasos. Além disso, 27% das obras consideradas obrigatórias nas 12 cidades que vão sediar os jogos [da Copa] não serão concluídas no prazo previsto", resumiu o jornal O Globo em reportagem publicada na semana passada. 

 
Uma das consequências é o aumento da possibilidade de faltar energia no país. Segundo levantamento publicado pelo jornal, com os atrasos e o insuficiente ritmo de obras, o risco de um racionamento em 2014 atinge 9% ou quase o dobro da média histórica com a qual o setor energético brasileiro está acostumado a conviver. 

 
O governo federal se apressou em desacreditar estes prognósticos, e anteontem a presidente da República dobrou a aposta, quando participava de mais um dos inflamados encontros petistas. 

 
Para ela, não passam de "pessimistas" os que receiam do que pode acontecer com a disponibilidade de energia no país nos próximos meses.

Dilma Rousseff confunde preocupação legítima com crítica destrutiva, talvez porque assim era quando seu partido militava na oposição. Os alertas, seja de seus adversários políticos, seja de analistas independentes, servem justamente para tentar evitar que o pior aconteça. 


Mas, de cima do palanque em que subiu há uns cinco anos e de onde nunca mais saiu, a presidente, infelizmente, não enxerga isso. 

 
Mas basta ter olhos para deparar-se com motivos de sobra para apreensão. Vejamos, por exemplo, o que está acontecendo com a geração eólica no país, para tomar o pulso dos descaminhos.

Nos últimos anos, a produção nacional de energia a partir dos ventos ganhou força, com mérito para o governo petista - que soube aproveitar a queda dos custos no mundo gerada pelo excesso de oferta dos outrora caríssimos equipamentos para esta área.

Ocorre que parte dos parques eólicos hoje instalados no país não gera um mísero megawatt, simplesmente porque não dispõe de linhas de transmissão para escoar a energia. 

 
Atualmente, há 622 MW parados à espera de linhões, o que representa 25% da capacidade eólica disponível no Brasil. Mas o volume inoperante de energia gerada a partir dos ventos pode mais que dobrar até o fim deste ano, chegando a 1,3 mil MW, segundo a agência especializada Canal Energia.

As deficiências na expansão do parque eólico apenas complicam um pouquinho mais a já crítica oferta de energia no país. A Folha de S.Paulo informa hoje que o país chegará à Copa de 2014 com seus reservatórios no limite do limite .

Como já estamos queimando tudo o que as termoelétricas podem gerar - com custos adicionais de R$ 400 milhões para os consumidores ao mês - um pouquinho menos de chuva ao longo deste ano pode ser catastrófico.
 Um último aspecto a considerar é a depauperada situação a que foram levadas as empresas do setor elétrico brasileiro, a partir da revisão intempestiva de seus contratos de concessão feita em fins de 2012.

No ano passado, segundo a consultoria Economática, o lucro delas caiu 61%, fazendo evaporar R$ 12 bilhões. Obviamente, sua capacidade de investir e expandir a oferta de energia no país restou bastante comprometida.

 
O Brasil exibe um imenso potencial de geração hídrica, vem investindo em novas fontes, mas depara-se com um dramático descasamento entre o que o país precisa consumir e a capacidade que tem de produzir energia.

Ser quixotescamente otimista não é atitude que colabore para enfrentar tamanho desafio.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela

Moinhos de vento

SEM BEIJINHOS "TEATRAIS BUCAIS" URROS/RELINCHOS/ROSNADOS E BABAS RAIVOSAS, MAS COM DECÊNCIA À UMA JUSTA CAUSA : Grupo pró-Feliciano protesta contra mensaleiros na CCJ

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Cerca de 40 fiéis da Igreja Assembleia de Deus de Madureira fizeram protesto silencioso na manhã desta quarta-feira contra a participação dos deputados José Genoino (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP), condenados no mensalão, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. 
om cartazes “Cristão protesta com educadão”, “Fora Genoino” e “Sim à família”, o grupo acompanhou a sessão da comissão.

O deputado Genoino participava da reunião, mas preferiu não comentar.

Evangélicos protestam contra a presença do deputado federal José Genoino (PT-SP) durante seu discurso na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados
Foto: Ailton de Freitas / O Globo
Manifestantes pró-Feliciano protestam com cartazes contra a permanência de mensaleiros na CCJ da Câmara Foto: Ailton de Freitas/O Globo

— Não respondo a provocação — disse.

O pastor Mauro César disse que o protesto foi organizado pelo também líder religioso Egmar Tavares, de Brasília. Ele informou que a Assembleia de Deus de Madureira tem 20 mil igrejas em todo país. E que os manifestantes são do Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

— Nós estamos aqui porque o deputado Genoino foi condenado em todas as instancias (sic) no STF. E ele é contra o deputado Feliciano, que é ficha limpa. Todos os pastores do campo estão voltados para a defesa do pastor Feliciano para que ele não renuncie porque ele nos representa — disse o pastor.

Na semana passada o presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), afirmou em reunião com líderes partidários que só deixaria o comando do colegiado se os dois petistas deixassem a CCJ.

Genoino foi condenado a 6 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto por corrupção ativa e formação de quadrilha no julgamento do mensalão. João Paulo Cunha deverá cumprir 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção.

MODO PETRALHA DE PROTESTAR