"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

março 24, 2010

ROYALTIES - INOPORTUNO

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Ivan Iunes

A iminência de uma crise entre partidos aliados a pouco mais de seis meses das eleições presidenciais fez o governo federal recuar no discurso e nas atitudes para discutir a essência do projeto que muda as regras de divisão dos royalties do petróleo.

A estratégia antes anunciada pelo Palácio do Planalto, de manter distância dos debates, teve de ser revista para evitar estragos maiores ao marco regulatório do pré-sal e à aliança entre PT e PMDB na corrida presidencial.

Ontem foi a vez do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, tentar articular um consenso com senadores dos estados produtores.

O ministro esteve com Francisco Dornelles (PP-RJ) e Renato Casagrande (PSB-ES), além do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Os senadores disseram a Padilha que topam costurar uma solução de meio termo entre o modelo de redistribuição.

“Aceitamos abrir mão de parte do que seria destinado aos estados e municípios produtores pela proposta do governo desde que seja mantida uma compensação justa. O ponto de partida tem de ser o modelo sugerido pelo governo e não pode atingir áreas já licitadas”, defende Casagrande.

Sem chances
No Senado, uma outra proposta, de a União tirar uma fatia de sua cota nos royalties para ressarcir estados e municípios produtores, parece natimorta. A emenda protocolada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi solenemente desconsiderada na reunião de Lula com os líderes partidários, na segunda-feira.

As cifras da discórdia

Proposta original de divisão dos royalties apresentada pelo governo

União - 22%

Estados e municípios produtores - 34,5%

Municípios e estados não produtores - 44%


Emenda Ibsen/Souto, que acaba com a divisão privilegiando estados produtores

União - 50%

Estados - 22,5%

Municípios - 22,5%

Chororô consciente

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