"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

março 03, 2010

LULA O ...

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O Brasil mantém sua posição.
O Brasil tem uma visão clara sobre o Oriente Médio e sobre o Irã.
O Brasil entende que é possível construir outro rumo.
Eu já disse para o Obama:
Não é prudente encostar o Irã na parede.
O que é prudente é estabelecer negociações.
Eu quero para o Irã o mesmo que quero para o Brasil:
utilizar o desenvolvimento da energia nuclear para fins pacíficos.

Se o Irã tiver concordância com isso, terá apoio do Brasil.
Se quiser ir além disso, o Irã irá contra o que está previsto na Constituição brasileira e, portanto, não podemos concordar.

HILLARY - DEFENDE CAÇAS BOEING

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Em visita a Brasília, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, defendeu nesta quarta-feira a escolha dos caças fabricados pela Boeing como a melhor alternativa para o Brasil no projeto FX-2. http://2.bp.blogspot.com/_VoabGNCjIxg/RpJpXA5Fd1I/AAAAAAAAAU0/PIb78eh4cMo/s320/EA-18G_Underside_lg.jpg
O Brasil teria tomado a decisão política em favor dos franceses Rafale, mas a compra das 36 novas aeronaves ainda não foi oficialmente divulgada pelo governo.

A principal demanda do Brasil para escolher o vencedor entre os três finalistas estaria na possibilidade de transferência de tecnologia e na chance de empresas brasileiras poderem fabricar as novas aeronaves e as exportar.

Em prol da Boeing, por fim, contam argumentos como a possível superioridade técnica dos FA-18 Hornet, além da disposição da empresa americana de desenvolver com a Embraer o cargueiro militar KC-390, a ser vendido para a FAB.

A fabricante não garantiria, no entanto, uma ampla transferência de tecnologia, vetando potenciais transações brasileiras com países não alinhados aos Estados Unidos.

DIILLMAAA - BIP/BIP/ZIP/REC/PAC/PAC/PAC

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A ANDRÓIDE
As obras de melhoria de infraestrutura em aeroportos e portos no País previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão com atrasos de até 41 meses.
Alguns problemas identificados no início do plano ainda não foram solucionados.

A avaliação do ritmo dessas obras é relevante porque os aeroportos são uma das bases da infraestrutura da Copa de 2014.
A situação dos portos também ajuda a determinar o ritmo do crescimento da economia.

A recuperação e revitalização do sistema de pistas e pátio no Aeroporto do Galeão, no Rio, por exemplo, deveriam ter sido concluídas em julho do ano passado, de acordo com o primeiro balanço do PAC.

Até o mês passado, porém, só 51% das obras haviam sido concluídas e o comitê gestor do programa não incluiu em seu último levantamento uma previsão para terminar o empreendimento.

O PAC foi lançado em janeiro de 2007 e previa R$ 638 bilhões em investimentos até o fim de 2010, com base em recursos do Orçamento da União, dos Estados e municípios, estatais e empresas do setor privado.

O programa é considerado o carro-chefe da campanha da ministra da Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência. Lula até apelidou a ministra de "mãe do PAC".

DÓLARES- SAÍDA MAIOR QUE ENTRADA EM FEV.

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Agência Brasil
O país registrou saída líquida (já descontada a entrada) de US$ 399 milhões no mês de fevereiro, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quarta-feira (3/3). No mesmo mês do ano passado, houve entrada líquida de US$ 841 milhões.

O resultado negativo do mês passado foi influenciado pela saída líquida de dólares nas operações comerciais (exportações, importações e financiamentos ao setor) de US$ 2,285 bilhões. No segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) houve entrada líquida de US$ 1,886 bilhão.

No acumulado do ano, houve entrada líquida de US$ 676 milhões.
No mesmo período do ano passado, houve saída de US$ 2,177 bilhões.
No período, as operações comerciais registraram saída líquida de US$ 2,425 bilhões, enquanto as financeiras apresentaram entrada de US$ 3,101 bilhões.

O BC também informou que as compras de dólares no mercado à vista elevaram as reservas internacionais em US$ 350 milhões, em fevereiro deste ano.
Em janeiro, esse resultado foi de US$ 1,709 bilhão.

O QUE TODOS SABEM: PT NÃO CRIA, NÃO FAZ, COPIA !

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Camuflados :
Ô parlapatão cachaceiro! Você conhece essa ? O HOMEM QUE DIZ SOU NÃO É!
Ouvimos a cantilena repetida pelo boçal milhões de vêzes: "nunca antiz naistória deztepaíz", "eu estou convencido". Esse partideco de vagabundos e da andróide feita de sucata vivem e sobrevivem assim :

Lula na Anfavea: “Tive que provar todos os dias que podia fazer muito por esse país”.

Ele e todos os seus antecessores “tiveram de provar”.

Ou não se cobrou nada de seu antecessor porque, afinal de contas, ele era professor universitário?

Ora… Se formos medir as ousadias, quem terá sido o homem verdadeiramente ousado?

FHC, que lançou um plano de estabilização que resumia, sem dúvida, racionalidade e expertise técnica, mas cuja composição e operação era inédita no mundo, ou Lula, que se limitou a seguir as balizas que herdara daquele que, agora, ele diz não ter feito nada pelo Brasil e pelos pobres?

Quem dera Lula falasse a verdade, e seu partido, de fato, renunciasse à prática do terrorismo eleitoral, que deseduca o país.

Mas isso não vai acontecer.

Não demora, e ele estará repetindo as coisas de sempre.

A célebre frase “Nunca antes na história destepaiz”, diga-se, é a divisa por excelência do terrorismo eleitoral.

- Trecho extraído de : ELEIÇÃO E TERRORISMO(Reinaldo Azevedo);

Claudia Andrade/Direto de Brasília


Em discurso nesta terça-feira, durante cerimônia de homenagem a Tancredo Neves, o governador de São Paulo, José Serra, disse que o governo do PT é beneficiário de políticas de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

"O PT acabou por ser, por paradoxal que pareça, um dos principais beneficiários da eleição do primeiro presidente civil e das conquistas sociais e culturais da nova Constituição, soube, posteriormente, colher bons frutos de mudanças institucionais e práticas como o Plano Real, como o Proer e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Soube colher bons frutos ao longo de seus períodos de governo", disse. O Proer foi um programa de recuperação de instituições financeiras que durou até 2001.

O discurso foi proferido diante da cúpula do PSDB, que compareceu à sessão solene em homenagem ao centenário do ex-presidente Tancredo Neves. Entre os presentes estava o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que em entrevista voltou a negar qualquer intenção de ser vice de Serra em uma eventual chapa puro sangue.

Em sua fala, Serra repetiu a essência de um artigo publicado recentemente na imprensa.

Com algumas mudanças, como o trecho em que ressaltou não haver garantias de sustentabilidade das conquistas econômicas a médio e longo prazos.

"Nenhuma conquista é definitiva, nenhum progresso, no Brasil e no mundo, é garantido e irreversível. Assim como não somos escravos dos erros do passado, tampouco devemos crer que a eventual sabedoria dos acertos de ontem e de hoje se repetirá invariavelmente hoje e amanhã", disse.

"É necessário ter isso presente porque a estabilidade, o crescimento, os ganhos de consumo, ainda não têm garantidas as condições de sustentabilidade no médio e no longo prazos", afirmou.

Redação Terra

$ONDA$ PRÉ-$AL -LICITAÇÃO BILIONÁRIA

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Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro
A entrega das propostas para a licitação das 28 sondas de perfuração encomendadas pela Petrobras foi adiada para maio, informou ao iG o diretor de Serviços da estatal, Renato Duque.

A data inicial da Petrobras para receber os envelopes das empresas convidadas a participar da concorrência era 4 de março.
Os investidores terão mais 60 dias para enviar os preços estimados para as sondas.

“Estamos atendendo a uma solicitação dos participantes, que precisavam de mais tempo para entregar as propostas. É razoável que tenham dificuldade, pois é uma licitação pioneira”, afirmou Duque.

É a primeira vez que a estatal encomenda sondas de perfuração com foco em águas ultraprofundas para serem construídas no País.

O mercado estima que cada unidade custe à Petrobras US$ 1 bilhão, mas o valor não foi confirmado pelo executivo.

As sondas vão atender prioritariamente às atividades de exploração do pré-sal, na Bacia de Santos.

A licitação começou em 16 de outubro, com o envio de cartas-convite a dezenas de empresas. A Petrobras não revela quantas, nem o nome das concorrentes.

O iG apurou que todos os estaleiros em atividade, que costumam participar das licitações da estatal, foram convidados, bem como empresas de outros ramos que decidiram entrar no negócio de construção de navios e plataformas.

Das 28 sondas que a Petrobras está encomendando, nove serão construídas para a venda e outras 19 para afretamento (aluguel).

A estatal, portanto, não será dona da maioria delas. A vantagem para o construtor desta modalidade de afretamento é a garantia dos contratos de aluguel das sondas.

A construção de sete navios-sonda que serão comprados pela Petrobras deverá ser realizada por um único grupo ou consórcio, de acordo com as regras do edital da licitação.

A primeira sonda deverá ser entregue 48 meses depois da assinatura de contrato com a Petrobras. Outras duas unidades podem ser erguidas por empresas diferentes, segundo explicou Duque.

março 02, 2010

SERRA: PRIMEIROS PASSOS.

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Não há candidato, mas já começa a ser construído o embrião da campanha.
Aos poucos, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), vai escolhendo a dedo seus principais colaboradores.

São amigos pessoais e auxiliares de longa data.
Os movimentos reforçam a impressão de que não haverá recuo.
A decisão, porém, só deve ser tomada - e anunciada - no último minuto.

Segundo duas fontes do Executivo paulista, o pré-candidato já pediu ao seu secretariado e assessores diretos um levantamento de todas as suas realizações à frente do Estado. Os dados estão sendo tabulados para uso eleitoral e prestação de contas de sua gestão.

Pelo menos três de seus interlocutores já estariam de malas prontas para ajudar na campanha. São eles:

José Henrique Reis Lobo (secretário estadual de Relações Institucionais),

Felipe Soutello (presidente do Centro de Estudos e Pesquisas da Administração Municipal)

e o vereador Floriano Pesaro, que deve ajudar a construir o programa de governo na área social.

A trajetória de Serra nas pesquisas de opinião e sua recusa em anunciar seu nome contra a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), aumentou a ansiedade na oposição a ponto de, muitos, duvidarem da sua disposição em disputar o Planalto.

Contra esse prognóstico, o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PT), deu sua garantia.

"Aposto que ao término desta semana, todo mundo vai estar convencido de que ele é o candidato", afirmou, enigmático, o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE).

Ninguém prevê uma antecipação do anúncio, mas um gesto claro de que está no páreo.

Há outros nomes nesta escalação inicial do time. A posição dos jogadores, porém, ainda não está completamente definida.

Entre eles:

José Roberto Afonso, que trabalhou no PSDB e no BNDES,

e Gustavo Maia Gomes, economista.

Segundo uma fonte do partido, deve cuidar das questões regionais da campanha.

Andrea Matarazzo, ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, no governo Fernando Henrique Cardoso, e amigo pessoal do governador, tem papel ainda incerto.

Outro que deve fazer parte da equipe é o deputado Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA). Amigo de Serra e um de seus conselheiros políticos, sua atuação pode ser direta ou indireta.

Reuters

UMA MUDANÇA DE ESTRATÉGIA?

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Enfim, o parlapatão, começa a fazer uma nova comparação de governos passados, não é mais o antecessor, agora são os últimos trinta anos.

Declaração feita no evento desta terça -feira.

Foi só FHC aceitar o desafio para a comparação das gestões dele,FHC, com a do parlapatão, e o "guia" deles mudou o discurso.

A herança da qual o manguaça foi beneficiado, que até bem pouco tempo a definia como "maldita", hoje ao dizer que em política não há espaço para invenções, que tudo deve ser simples, faz indiretamente uma confissão de que não realizou nada, não inventou e nem complicou, só teve a esperteza de manter e seguir tudo que havia herdado, que lhe deu muitas glórias, e que a "herança" não foi maldita e sim uma DÁDIVA.

E não foi só a economia, todos os programas sociais, foram "incorporados", literalmente, e se "transformaram" no bolsa família, o pac também tem o protagonismo de estados e municípios.

Esperto, antevendo que em uma comparação de gestões, o tiraria da camuflagem em que se protegeu nos dois mandatos, muda seu discurso radicalmente, muito esperto.

EL RONCAGLIA/Folha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que o melhor tipo de governo é que o que faz o óbvio.

"Na política, a gente não inventa", afirmou o presidente, durante a inauguração de uma fábrica de tratores em Sorocaba (SP).

O evento contou com a participação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), os dois principais pré-candidatos à Presidência.

Segundo Lula, a política não se aprende na universidade e que fazer o óbvio pode ser difícil. "A arte de governar é exatamente fazer as coisas simples", disse.

Para o presidente, os governos anteriores não agiam com simplicidade.

"O Brasil estava naquela época como o time do Corinthians hoje: pesado. Time que ficou assustado com a leveza dos meninos do Santos", afirmou.

No domingo, o Santos venceu o Corinthians por 2 a 1 pelo Campeonato Paulista.

O presidente voltou a defender a continuidade da política econômica do seu governo. "Uma empresa, como essa, se não houver sequência ao que vem acontecendo no Brasil para que essa empresa possa vender mais, da mesma forma que abriu, ela fecha como outros momentos da história do país", disse.

Para Lula, a inauguração de uma fábrica, como a nova unidade da CNH (Case New Holand), da Fiat, é como o "nascimento de uma criança".

DISCURSEIRA DO ME ENGANA QUE EU GOSTO !

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GIULIANA VALLONE
da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que as eleições não podem mais causar qualquer cenário de terrorismo no Brasil.

Segundo o presidente, independente que quem será eleito em outubro, não existe a possibilidade de se "estragar" o que está construído no país. "A tendência natural é que o próximo governo faça mais e melhor", disse.

A DAS TREVAS, RECITADORA DE TEXTOS E NÚMEROS, DEITOU DISCURSEIRA E A MENTIRA :

A pré-candidata do PT à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que também participou do evento, afirmou, por sua vez, que o governo Lula vai deixar um conjunto de projetos muito claros para a continuidade do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

"O grande problema que nós tivemos com o PAC é que ele não estava no papel. E quando não se tem projeto, não se tem norte".

Segundo Dilma, atualmente 51% do investimento realizado pelo setor público no Brasil foram destinados ao programa.

O outro lado :

Reportagem publicada hoje pela Folha afirma que o governo federal maquiou balanços para encobrir um mega atraso nas principais obras do PAC.

Confrontando o primeiro balanço do programa com os seguintes, houve atraso em 75% das obras algumas cujo cronograma foi estendido mantiveram carimbos com a palavra "adequado".

Há metas que passaram de conclusão da obra a "entrega do projeto" e ações atrasadas que sumiram de balanços.

O blábláblbla :

Segundo o governo, a avaliação do PAC concentra-se nos riscos à realização das obras, e o cronograma é só um dos elementos.

Os atrasos são atribuídos a fatores como fortes chuvas.

A realidade :

O tamanho do PAC VALOR TOTAL ANUNCIADO
PARA O PLANO, ATÉ 2010
646 bilhões de reais

QUANTO FOI PAGO ATÉ AGORA PELO GOVERNO FEDERAL,

POR MEIO DO ORÇAMENTO
22,5 bilhões de reais, ou3,5% do total

Um levantamento feito por VEJA, com 41 dos maiores projetos do PAC
(veja quadros), exibe um quadro menos animador. Apenas 30% deles estão dentro do prazo.


A impressão de que o governo edulcora números foi confirmada por visitas de nossos repórteres aos locais onde as obras estão sendo realizadas (veja reportagem).
Via reinaldo Azevedo

MEXE COM TODOS - ISSO EM 2006! E AGORA?

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Até outubro, as eleições para deputados, senador, governador e presidente serão o principal assunto do país.
É preciso valorizar esse momento:
cada cidadão é responsável pelo Brasil que sairá das urnas

Por: Vitor Nuzzi

Publicado em 01/08/2006

A Justiça Eleitoral do país abriu, em julho, mais uma temporada de caça ao voto. Candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República terão o desafio de convencer 126 milhões de pessoas de que são os melhores para representá-las no exercício do poder.

O número de eleitores é 9% maior que há quatro anos. Mas se o tom naquele ano foi de mudança, agora não há como disfarçar o sentimento de, no mínimo, apreensão.

Há um festival de denúncias assolando o país e a opinião pública tem de se desdobrar para distinguir o que é sério do que é espetáculo.

“Infelizmente, vivenciamos tempos muito estranhos”, afirmou, ao tomar posse, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello.
“Não passa um dia sem depararmos com manchete de escândalos”, observa.

A estudante paulistana Amanda Talhari completou 19 anos em julho e ainda não usou seu título eleitoral.

O vasto noticiário sobre corrupção desestimula a jovem para a sua estréia na urna, mas não a ponto de fazê-la desistir.

“Esse tipo de coisa sempre existiu”, afirma. Reserva mesmo ela demonstra em relação à campanha.

“Procuro não acompanhar muito, porque em geral é um discurso vazio, com um xingando o outro, e isso me irrita”, explica Amanda, acendendo um sinal amarelo para quem faz do debate político um espetáculo.

Uma pesquisa da CNT/Sensus divulgada em julho acendeu outro:
praticamente 40% dos eleitores não estão interessados na eleição para presidente da República.

O fenômeno não é de agora:
em julho de 2002, o porcentual de desinteressados era de 40,5%.
Os que se mostraram muito interessados em 2002 somavam 20,2%; agora, são 23%. Mas afinal – fora o fato de ser compromisso obrigatório – por que votar?

A pergunta é corriqueira na boca das pessoas avessas a política. E a resposta é simples:
o resultado das eleições mexe com a vida de todo mundo.

Os eleitos é que vão administrar os recursos públicos, aprovar ou derrubar leis, executar ou não obras, melhorar ou piorar a vida das pessoas, de todas as pessoas, gostem ou não.

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