"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 13, 2011

CAINDO NA REAL! A FICÇÃO DO "ESPETÁCULO DO CRESCIMENTO" DO CACHAÇA PARA A ELEIÇÃO DA "NADA E COISA NENHUMA".

O Brasil aparece em uma matéria de capa da edição impressa desta segunda-feira, 13, do jornal The Wall Street Journal (WSJ), com o tema:
o risco inflacionário trazido pelo estímulo do crédito no País.

Segundo o jornal, “o mecanismo que ajudou a nação a se tornar um player global em carnes, petróleo e mineração está colidindo com outra política imperativa:
a de combate à inflação”.


De acordo com a matéria, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Central estão indo em direções opostas.

Enquanto o BNDES segue com força nos financiamentos, o BC teve que subir os juros na semana passada pela quarta vez este ano, para 12,25%, o nível mais alto entre as principais economias do mundo.


O governo está tentando esquentar e esfriar o Brasil ao mesmo tempo”, disse Marcos Mendes, economista e conselheiro do Senado, ao WSJ.

O debate sobre a abordagem do BNDES aumenta conforme o Brasil começa a ver números de crescimento econômico menos favoráveis, diz o jornal, com projeções do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano sendo reduzidas para a faixa de 3,5% a 4,%.

O jornal questiona ainda quanto do financiamento do BNDES acaba sendo utilizado para ajudar companhias brasileiras a adquirirem empresas fora do País.

Como o Brasil se beneficia quando a JBS compra uma empresa americana que vende comida para consumidores americanos?
Isso não impulsiona nossas exportações”, questionou o economista Mansueto Almeida na entrevista ao WSJ.

Em contrapartida, o texto reconhece que ficará difícil o BNDES reduzir muito seu papel, tendo pela frente a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. “Estádios e outras facilidades terão que ser construídos. O governo também quer modernizar energia, estradas e ferrovias”, observa o jornal, citando ainda o projeto para o trem-bala entre São Paulo e Rio.

Luciana Antonello Xavier/Agência Estado

SEM RESOLUÇÃO ADEUS HIERARQUIA : POBRE BRASIL.

Está faltando alegria na vida da presidente Dilma.
Está faltando sorriso.
Não se pode exigir alegria, claro, de quem passou por uma crise como a das últimas três semanas.


Mas a questão não é de hoje.
Desde o início do mandato temos uma presidente reclusa e calada.
A princípio foi um alívio.
O antecessor expunha-se e falava além da conta.


Com o tempo, a reclusão e o silêncio se acentuaram.
Em parte, sem dúvida, a questão é de temperamento. Em outra parte, pode expressar o natural trem de vida de alguém que, descasada há muito tempo, se habituou à solidão, e talvez mesmo encontre prazer nela.
Ninguém tem nada com isso.


O caso se politiza, e passa a ter interesse público, se a esses fatores somar-se um certo desgosto por ocupar o posto que ocupa. O cenho fechado, a expressão preocupada, em suas raras aparições, fazem suspeitar que Dilma não esteja feliz na Presidência.

Pode ser falta de costume da nossa parte. Os dois últimos ocupantes do cargo mostravam-se felizes, até escandalosamente felizes, na peje de presidente. A exuberância do presidente Lula na fruição da condição em que estava constituído está fresca na memória.

O presidente Fernando Henrique Cardoso também gostava, e como gostava, da condição presidencial, embora o expressasse de modo mais sóbrio.
Os dois tinham em comum o fato de terem cobiçado o cargo por décadas, e o terem atingido pelos próprios méritos, reunidos seus perfis e suas bagagens a cerras circunstâncias favoráveis.


Dilma, como se sabe, trilhou caminho diverso.
Só começou a imaginar-se presidente pouco mais de dois anos antes de a imaginação tomar-se realidade.
E só se imaginou como tal depois de ter sido imaginada por outrem. Eis um fator que talvez constranja, e não permita o pleno desfrute da posição em que se encontra.


Há outro, e mais inquietante, problema.
Dilma pode não se sentir plenamente na pele de presidente porque outros disputam a mesma pele. Um dos que o fazem já se sabe quem é. O antecessor.


Na crise do ministro Palocci, ele operou tanto às claras quanto às escondidas, como se ainda lhe coubesse fazê-lo, ou como se faltasse à sucessora capacidade para tal. Esse estorvo já se sabia desde sempre que esperava Dilma na primeira esquina.

O outro candidato a aconchegar-se à pele presidencial é mais inesperado.
Abrem-se as cortinas, e entra em cena Sua Excelência Reverendíssima o vice-presidente Michel Temer.

Para surpresa geral, o PMDB, notório pela desunião, conheceu o milagre da união, tão logo raiou a era Dilma.

Hoje essa união se expressa e toma corpo na figura do vice.

Michel Temer apresenta-se cada vez mais des...Não, "desenvolto" não seria a palavra. Não combina com sua expressão corporal. Temer é homem de gestos pausados e passos medidos.

As mãos ora se esfregam uma à outra, ora se cruzam, ora marcam encontro, as -pontas dos dedos de uma nas -pontas dos dedos da outra.
O ritmo é estudado.
Cada pequeno movimento se reveste de eclesiástica solenidade - daí o tratamento de "Sua Excelência Reverendíssima" que fez por merecer no parágrafo anterior.


Se desenvolto não é a palavra, seria...com perdão da verdadeira ocupante(?) do cargo "presidencial".
Presidencialmente, Temer reúne no Palácio do Jaburu a cone de homens de cabelos pintados ou traanplantados em que consiste a fina flor do PMDB.


Presidencialmente, vai ao encontro da presidente Dilma como quem vai a uma conferência de cúpula, potência contra potência.
Ao contrário de mansos aliados, como foram os vices José Alencar, para Lula, e Marco Maciel, para FHC,
Sua Excelência Reverendíssima lidera uma facção rival.


Semelhante situação decorre de um desentendimento grave, que queiram os céus não venha a se revelar fatal, quanto à natureza da coligação entre PT e PMDB. O PT entende que ao PMDB devem caber alguns ministérios em troca de votar com o governo no Congresso.

Já o PMDB se pretende sócio do poder, ao mesmo título que o PT.
Nesse atrito, Dilma é criticada pelas virtudes - como a de resistir à ganância por cargos e verbas - e engambelada por eufemismos como "articulação política", apelido do balcão de negócios em que se desferirão as facadas.
Haja estômago para digerir tal gororoba.


Para o da presidente, visivelmente, está difícil.
Nunca é bom ter alguém infeliz, não importa em que cargo. Pior se for na Presidência. Disfarce, presidente. Soma.

As condições são adversas, mas, se acharem que a senhora está satisfeita, muito à vontade e dona de si, avançarão com mais cuidado.

Roberto Pompeu de Toledo
Sorria. A senhora está sendo filmada

Ó DOCE ESQUERDA! MP 517 : ESPETADA DE BILHÕES NO BOLSO DO CONSUMIDOR QUE TRNSFORMA BANQUEIRO QUEBRADO EM RICAÇO.

A Medida Provisória n° 517, aprovada pelo Congresso no último dia 1°, recebeu o apelido de Frankenstein, por tratar de dezenove temas.
Nenhum deles é tão ruinoso para os brasileiros quanto o que dispõe sobre o parcelamento de dívidas com autarquias federais.


Dois parágrafos dessa MP transformam banqueiros que faliram nos anos 90 em bilionários. O monstro envolveu suas vítimas - os contribuintes - em um ardil arquitetado silenciosamente.

Em 2010, a Lei n° 12249, sancionada pelo antecessor de Dilma Rousseff, deu descontos de 45% aos devedores de autarquias que se dispusessem a pagar seus débitos à vista.
Feita sob medida para a turma da bancarrota.


A lei permitiu que as dívidas dos antigos Nacional. Econômico, Mercantil de Pernambuco e Banorte com o Erário caíssem de 43 bilhões de reais para 23,6 bilhões de reais. Apesar do abatimento, o valor ainda era alto para que as massas falidas pudessem quitá-la.


A saída apareceu agora.
A MP Frankenstein obriga o governo a receber moedas podres, papéis que estão nas mãos dos ex-banqueiros, pelo seu valor de face, como se fosse dinheiro vivo.

Emitidas contra o Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), essas moedas podres são negociadas com enormes descontos por investidores privados. No mercado, todos os FCVS somados valem 25.1 bilhões de reais.

Seu valor de face, porém, é 33,8 bilhões de reais - justamente o valor pelo qual a MP obriga o governo a recebê-las.
Espeta, assim, uma coma de 8,7 bilhões no Erário.
Somado ao desconto dado pela Lei n° 12249.


O benefício aos ex-banqueiros sobe para 28,1 bilhões de reais, quase 1% do produto interno bruto. Quem pôs esse horror na MP foi o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que leva Marcos José Magalhães Pinto, do extinto Nacional, para reuniões de governo.

Se o texto for sancionado, Magalhães Pinto sairá da falência com 6 bilhões de reais no bolso
. Cunha disse que inseriu na MP um texto preparado pela Advocacia Geral da União (AGU) e que lhe foi enviado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

A AGU nega que tenha algo a ver com o parto do monstro.


Felipe Patury/VEJA

CATÁSTROFES ANUNCIADAS?

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Ao contrário da Alemanha, que resolveu desativar suas usinas nucleares, o Brasil constrói a terceira usina, em Angra dos Reis, a 150km do Rio, para produzir energia elétrica, numa enseada que os indígenas chamavam, em tupi-guarani, de Itaorna, ou seja Pedra Podre, em português.

Na Amazônia, bastante devastada, inundamos 500km² do território paraense, para construir a usina hidrelétrica de Belo Monte, contra a qual estão os ambientalistas responsáveis, não só os que pensam em travar o desenvolvimento nacional.

Perfuramos o oceano, levados pela miragem do pré-sal, sem avaliar os danos que isso nos pode causar, apesar do recente vazamento de óleo no litoral do México, em poços menos profundos que os nossos.
Livre de Palocci, Dilma, agora, terá de resolver esses problemas.

Na semana passada, um programa da NatGeo mostrou perfurações petrolíferas nos oceanos ou em terra, à procura de minérios, além da construção de barragens na China e noutros países.
Tudo isso resultou em terremotos e fenômenos devastadores para seus povos.

A portuguesa Maria Luisa Pedroso, em estudo de 2008, sobre o terremoto de Lisboa, em 1755, muito antes do documentário da NatGeo, contou o desespero das vítimas, cujos desregramentos morais foram responsabilizados pelo ocorrido, por muçulmanos, protestantes e católicos.

Enquanto Pombal reerguia Lisboa, pastores, sacerdotes de Alá, e o padre Malagrida aumentavam as dores do povo, atribuindo-lhe a tragédia.
O rei D. José I pediu ao papa a indicação de santo protetor contra terremotos e foi atendido. Mas a natureza do país, até então intacta, após o terremoto, vindo do mar, teve mais um ano de 500 tremores de terra.

Nos projetos acima citados, que envolvem a natureza, há o risco de ocorrer isso. Portanto, os brasileiros devem cobrar do governo mais do que ele faz e que acha seguro, pois tais iniciativas não têm segurança absoluta.

Pela importância do assunto e até por possíveis implicações suspeitas, no caso, Dilma, agora livre, devia propor ao Congresso, para esses projetos, consultas ao povo. Este, grato à presidente e sem nenhum interesse escuso, diria se os aceita ou não.

Rubem Azevedo Lima Correio Braziliense

PETROBRAS : AÇÃO CAI AO NÍVEL DA CRISE/2009 E VIRA INVESTIMENTO A PERDER DE VISTA.

Quando se achava que as ações da Petrobras tinham chegado ao fundo do poço no mês passado, os papéis da estatal voltaram a surpreender na última semana.
Na terça-feira, as preferenciais (PN, sem direito a voto) atingiram R$23, o menor nível desde 3 de março de 2009, quando fecharam a R$22,75.

A ação acabou se recuperando levemente e fechando a semana a R$23,72, mas ainda há cautela e dúvidas sobre o desempenho do papel a curto prazo e especialistas se dividem sobre a melhor decisão a tomar:
reduzir a exposição à Petrobras, manter os papéis, ou aproveitar os preços mais baixos para comprar.

Em relação ao bom potencial de longo prazo, no entanto, há consenso, já que a exploração do petróleo da camada do pré-sal começará a trazer resultados para a companhia.


- É uma ação que está com preço atraente e a companhia tem fundamentos econômicos fortes. Mesmo com as incertezas globais, há uma curva de demanda crescente de petróleo, puxada principalmente por países emergentes.
Mas, sem dúvida, o investimento em Petrobras é para médio e longo prazo - afirma o analista do Banco Geração Futuro de Investimentos Lucas Brendler.


Futuro brilhante, mas
com desafios pela frente

Com uma visão um pouco mais crítica, o analista da Ágora Corretora Luiz Otávio Broad diz que sua recomendação é manter o papel, mas lembra que desde o ano passado as ações da estatal não estão mais no portfólio da corretora:
- Existe atratividade das ações, mas não a ponto de estar nas recomendações. A produção da Petrobras está crescendo a um ritmo fraco e os investimentos são ou de baixo retorno ou de longo prazo. Não vemos a geração de caixa crescendo de forma significativa, o que prejudica o retorno para o acionista no curto prazo.

Se já não bastassem os fatores que afetam as ações da Petrobras, o próprio Ibovespa segue em desempenho fraco e, no ano, cai 9,53%.
A visão de Broad é compartilhada pelo analista da Planner Corretora Henrique Ribas.

Neste ambiente de produção com fraco desempenho, lembra ele, volta a pesar a questão da operação de capitalização de R$120 bilhões feita pela empresa no ano passado, que ampliou o número de acionistas:

- Havia uma expectativa de crescimento do lucro em 2011, mas a produção não está avançando. E, com a capitalização, é preciso que a empresa lucre mais porque seu resultado é dividido por mais acionistas.

Desde o início do ano, a Planner reduziu a participação da Petrobras em sua carteira recomendada de 8% para 5%.
- A curto prazo, a expectativa é de volatilidade, até pela exposição a qualquer variação brusca no preço do petróleo - diz Ribas.

Oswaldo Telles, analista-chefe do Banif, defende que, quando se deixa para trás os problemas da capitalização, a Petrobras tem "um futuro brilhante":
- A questão com as ações de Petrobras é que às vezes os investidores lembram do futuro brilhante e às vezes das dificuldades para se chegar lá.

O analista da Spinelli Corretora Max Bueno acrescenta que os investimentos feitos agora no pré-sal só vão se traduzir em geração de caixa daqui a três anos:
- O investimento agora é elevado e, até que o caixa comece a entrar, demora.

Lucianne Carneiro O Globo

junho 12, 2011

DOMINGO : OREMOS...

O núcleo duro do governo Dilma Rousseff agora é formado pela própria presidente, por Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, e por Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais.

Juntaram-se o neurônio solitário, a normalista oradora da turma e um berreiro à procura de uma ideia.
Todas dependentes de Lula, também dependem dos humores do PT e do PMDB.


É como entregar o comando de um Boeing a três comissárias de bordo, orientadas por um controlador de voo que se promoveu a melhor piloto do mundo sem saber onde fica o manche e atarantadas com o bando de passageiros que não param de berrar pedidos.


Oremos.


- Da Coluna do Augusto Nunes/Veja -

junho 11, 2011

CASO PALOCCI SALVA MUAMBEIRO DE IR PARA A CADEIA.

Palocci ainda estava ministro da Casa Civil, quando foi invocado como a principal alegação de um sacoleiro em processo por crime de descaminho, numa audiência na 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo, na manhã desta terça-feira (7/6).

O réu era duramente denunciado pelo representante do Ministério Público pela irregular importação de muambas no valor de pouco mais de R$ 12 mil.
Eis senão quando, ao ser interrogado, o muambeiro reclama que está sendo injustiçado:

"Pois o Palocci fez coisas bem pior e teve suas vultosas consultorias arquivadas pelo procurador-geral da República", lamenta.

Pairou na sala de audiências um pesado e constrangedor silêncio até que o ilustre representante do Ministério Público Federal, com um misto de ironia e vergonha, informou que na rede interna do parquet todos exclamavam que "o Gurgel ‘brindeirou’ geral" (para os mais jovens vale esclarecer que a neologismo é uma referência a Geraldo Brindeiro, o procurador-geral da República no governo Fernando Henrique Cardoso que entrou para a história com o singelo epíteto de "engavetador geral").

E continuou o nobre procurador a dizer que depois da "brindeiragem" de Gurgel cresceu na comunidade a torcida para que a candidata Ella Wiecko venha a ocupar a cadeira de procurador-geral em substituição ao próprio, que está em fim de mandato.
Gurgel é candidatíssimo a ficar no posto — a lei permite a recondução —, daí sua intenção de agradar quem nomeia o procurador-geral com sua atuação no caso Palloci. Mas segundo a interpretação do procurador, o tiro do Gurgel saiu pela culatra.

Depois desse forrobodó nos debates orais, o membro do MPF pediu a absolvição do muambeiro, no que foi prontamente atendido pelo juiz.

Jornal Integração Nacional
www.conjur.com.br

junho 10, 2011

MÁGOAS ANTIGAS.

A crise envolvendo o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci trouxe à luz uma guerra que o PT trava desde a posse da presidente Dilma Rousseff.

Naquela época, um grupo tentou fazer de Cândido Vaccarezza ministro de Relações Institucionais, mas, numa operação para contentar o Rio de Janeiro, que estava fora do governo, o ministério terminou nas mãos de Luiz Sérgio. Vaccarezza, então, seria candidato à Presidência da Câmara.

Ocorre que, depois de perder o ministério de Relações Institucionais e todos os outros que consideram de "primeira linha" para o grupo que gravita na órbita da tendência Construindo Um Novo Brasil (CNB), o PT ligado ao ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia optou por dar um basta na disputa.

E assim se deu a eleição de Marco Maia para o comando da Câmara. Embora seja do CNB, Maia não era da "patota" de João Paulo Cunha e de Luiz Sérgio. A Vaccarezza restou o papel de líder do governo na Câmara.

Essa disputa deixou reflexos e ressentimentos no PT, que afloraram com a crise sobre Palocci. E há um consenso de que, se Dilma não apaziguar o PT, não haverá ambiente de governabilidade para votação de textos polêmicos.

Esse é considerado o X para o fim da crise e o próximo passo de reorganização da articulação política será dado hoje com reuniões internas do partido. A bola da crise está hoje na sigla da presidente Dilma.

Correio Braziliense

41,7% das famílias não têm condições de quitar contas atrasadas e mais da metade assume estar muito endividada. Em maio, a inadimplência cresceu 8,2%


CONSUMIDOR

Inadimplência sobe pelo 4º mês e 41,7% das famílias não têm como pagar as contas atrasadas

O encarecimento do crédito e a inflação alta estão assustando os brasileiros, que estão cada vez mais pessimistas com relação ao atual cenário socioeconômico do país e à capacidade de pagar suas dívidas.

As taxas de inadimplência registraram alta pelo quarto mês consecutivo, conforme levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC/Brasil). O atraso no pagamento das dívidas foi 8,2% maior em maio deste ano em relação ao mesmo mês de 2010.

Preocupadas com o orçamento apertado, 41,7% das famílias declararam em maio não ter condições de quitar as contas atrasadas — a exceção foi o

Centro-Oeste, onde apenas 20% alegaram o problema, apontam dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em abril, havia menos brasileiros (41,2% dos entrevistados) preocupados com as dívidas no país. Para piorar o quadro, tem diminuído o número daquelas famílias que achavam que dariam conta de honrar os compromissos totalmente, de 21,2% em dezembro último para 14,7% no mês passado.

Conforme a pesquisa, 51,6% dos entrevistados assumiram estar muito endividados. Diante do aperto no orçamento, os brasileiros estão menos confiantes em relação à economia.
O Índice de Expectativas das Famílias, medido pelo Ipea, recuou pelo oitavo mês seguido, registrando 62,9 pontos. Em dezembro passado, estava em 67,2 pontos.

A pesquisa consultou 3.810 domicílios em mais de 200 municípios de todo o país.

Em 2011, a inadimplência apurada pelo SPC/Brasil acumula alta de 3,61%, após iniciar o ano em baixa de 10,09%, por conta do aperto no crédito e das seguidas elevações da taxa básica de juros (Selic).

"A luz, que já estava amarela, passou a laranja", alertou o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior.
Ele reforçou que os lojistas deverão ter mais cautela na concessão de crédito, avaliar mais detidamente a capacidade de pagamento e orientar o consumidor sobre as várias opções de taxas de juros.


Deterioração
Os números do Ipea mostram que a maior preocupação nos lares brasileiros é com a economia de curto prazo, refletida principalmente nas compras de itens do supermercado.
A pesquisa mostrou que 52% dos entrevistados acreditam que os próximos 12 meses serão positivos.

Em abril, essa mesma impressão era de 59,1%. A maior deterioração da confiança foi detectada nas famílias que recebem até um salário mínimo por mês.


Além da percepção de piora no cenário econômico, os brasileiros também estão preocupadas com a renda.
O Ipea descobriu que, em maio, 23,1% das famílias declararam estar em situação financeira pior que no mesmo período do ano passado. No mês anterior, eram apenas 22,6% dos entrevistados nessa situação.

A insegurança com relação ao emprego também colabora com a mudança de humor dos domicílios.
No mês passado, 76% revelaram estar tranquilos com relação ao trabalho atual, ante 78% em abril.

Fábio Monteiro e Vera Batista Correio Braziliense

DOGMA DA VAGABUNDAGEM NO GOVERNO DO pARTIDO tORPE : NÃO É ILEGAL.É APENAS IMORAL...

"Quando atacam um companheiro nosso, temos que defendê-lo. Nem que depois a gente o chame num canto e diga que ele está errado."

A frase poderia ser de um chefão mafioso para a quadrilha, ou de um lobo para a matilha, mas é a mais perfeita expressão do conceito lulista de ética, que se aplica tanto a Delúbio e Zé Dirceu como a Sarney, Renan e Severino.


Claro que depois Lula os chamou num canto e disse que eles estavam errados, nós sabemos como Lula é rigoroso. Na ética companheira o mais importante não é fazer errado, é não ser flagrado. Falar com a língua presa não é nada, o problema é ter preso o rabo.

Assim como os livros do MEC ensinam que 10 - 7 = 4, e que falar errado é só um preconceito linguístico, o lulismo trouxe conceitos éticos inovadores, como o que aceita o roubo e a corrupção, desde que seja para o partido.

Mas se for em causa própria, basta chamar o partido para defender o companheiro e salvá-lo da cadeia. Depois será chamado de lado para ouvir que estava errado.


No Brasil pós-Lula ninguém se envergonha de ser eleito para defender os interesses do país e dos seus eleitores — e tambem dar consultas para empresas privadas que só têm interesse em seus lucros.

Mas não é ilegal, gritam.
É apenas imoral.
Em países sérios seria, mas aqui nunca será, porque os deputados jamais vão legislar contra seus próprios interesses.
É só uma afronta a homens e mulheres honestos que lutam para ganhar a vida e pagar impostos para sustentar essa gentalha.
O traficante de influência é pior do que o de drogas, porque vende o que não lhe pertence.


Mesmo assim eles não conseguem viver com o salário de 25 mil — maior do que o de parlamentares americanos e japoneses — e por isso precisam manter outro emprego, como Palocci e outros "consultores".
São deputados part time, que servem mais a seus clientes do que ao país.


Com todo respeito pela minoria que ainda resiste, atualmente a deputança parece apenas uma boquinha meio período, um trampolim para subir na vida e nivelar por baixo.
Como diz a velha piada, mais atual do que nuca, eles estão fazendo na vida pública
o que fazem na privada.


Nelson Motta
Lição de pornopolítica