"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

julho 18, 2010

DA RIBALTA DO PODER À LUTA DA ANGÚSTIA COM A SOMBRA

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O Estado de S.Paulo
De Brasília para o mundo

Nosso presidente dá cada vez mais sinais de que a perspectiva de apear do poder dentro de seis meses o deixa angustiado. Ele já declarou várias vezes que não pretende "aposentar-se", mas sim transferir sua liderança do plano nacional para o plano mundial.(sic)

É o que começa a ensaiar desde já. Fala em tom professoral sobre assuntos variados e formula julgamentos sem apelação. Segundo disse ele na quinta-feira, os americanos ainda não haviam contido o vazamento de óleo no Golfo do México por incompetência.

No dia anterior, sua crítica havia fulminado não os incompetentes de Washington, mas os despreparados da Europa, incapazes de cuidar da economia. Sua sentença foi proferida depois de uma exposição do presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, sobre medidas para estabilização econômica.

Depois de ter consentido em escutá-lo, cobrou ações para evitar uma desaceleração econômica na Europa e deu lições sobre como a crise foi enfrentada no Brasil.

"Preferimos confiar em políticas anticíclicas", disse Lula, como se os governos europeus não houvessem aplicado políticas desse tipo em escala muito maior, com enormes custos fiscais.(sic)

Tudo isso já foi discutido e publicado, mas o presidente brasileiro não perderia a chance de iluminar o mundo. Ele também mencionou a regulação bancária brasileira, mais estrita que a adotada na Europa e nos Estados Unidos.

Tem razão quando valoriza o sistema brasileiro.

Mas essa maior disciplina foi implantada no Brasil depois da crise bancária dos anos 90, quando foi necessário, como primeira medida, socorrer parte dos bancos para evitar uma quebradeira.

Para isso foi criado o Proer, apontado pelo presidente Lula, na pior fase da atual crise internacional, como exemplo para os americanos.

Mas o Proer foi ferozmente atacado pelo PT, na época de seu lançamento, como se fosse uma bandalheira. Esse mesmo partido, com Lula como porta-bandeira, resistiu à criação de todo o aparato necessário à reabilitação da economia brasileira, incluída a Lei de Responsabilidade Fiscal. Detalhes desse tipo, no entanto, são omitidos pelo presidente brasileiro em suas lições ao mundo.

Mas seus ensinamentos têm produzido até agora resultados modestos.

A maior locomotiva da economia mundial, a China, dá sinais de perda de força, embora seu avanço continue impressionante. No segundo trimestre, o PIB foi 10,3% maior que o de um ano antes.

No primeiro trimestre, a diferença havia sido de 11,9%. Analistas citados por agências de notícias começam a reestimar o crescimento deste ano. As projeções ficam entre 8% e 9,5%. Em qualquer caso, ninguém terá uma boa razão para se queixar do crescimento chinês, mas muitos governos continuarão denunciando a subvalorização do yuan.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os chineses apenas fizeram sua moeda acompanhar a depreciação do dólar o verdadeiro problema, em sua opinião.

Falta o presidente Lula pronunciar-se a respeito do assunto.

julho 17, 2010

NAVEGAÇÃO BAIXA MAS DE CUSTOS ALTOS : A NOSSA INTERNET.

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Além de lidar com problemas frequentes de baixa velocidade e instabilidade nas conexões, o brasileiro que navega na internet tem que encarar preços altos para ter acesso a serviços de banda larga de má qualidade.

Essa é a constatação de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com as principais prestadoras de acesso de seis capitais do país.

A falta de concorrência no setor é apontado pelo Idec como um dos principais vilões da história.

Além de influenciar a questão do preço, a competição entre as empresas ajuda a construir serviços de melhor qualidade”, defendeu a advogada da entidade, Estela Guerrini.

De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 94,5% dos municípios brasileiros cobertos por banda larga a operadora líder no fornecimento de acesso à internet tem mais de 80% de participação, o que demostra a baixa competição.


Comparação
O estudo do Idec demonstrou também que o valor pago é bastante elevado quando comparado ao de outras nações.
Além de o serviço ser ruim, ele é caro, o que compromete o acesso de pessoas de baixa renda aos serviços on-line”, acrescentou.

Para o brasileiro, o preço(1) da banda larga corresponde a quase 10 vezes o valor pago por consumidores de países desenvolvidos.

Carga tributária
Além da pouca concorrência no mercado, Abdala lembra que a alta carga tributária incidente sobre o serviço e a baixa renda da população também comprometem o acesso à web.

“Para se ter uma ideia, os impostos cobrados pelo governo aumentam, em média, 42% o valor cobrado pelo serviço.
Ou seja, para cada R$ 100 pagos por uma conta de internet, o usuário tem que pagar mais R$ 42 em tributos.

Nos Estados Unidos, essa taxa é de apenas 8,5%”, comparou.

1 - Alheios à rede
Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2009, realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), dos 32 milhões de residências no Brasil que têm computador, 15,6% não acessam a internet por causa do custo elevado da contratação do serviço.

Ou seja, apesar de o número de casas conectadas ter crescido 35% entre 2008 e 2009, ainda existem quase 5 milhões de computadores alheios à rede mundial no país.

RELAÇÃO DIRETA
A taxa de acesso à banda larga é diretamente relacionada ao nível salarial do usuário.
De acordo com estudo do Ipea, apenas 4,6% das famílias que vivem com um a dois salários mínimos contam com o serviço em casa.

Quando a renda do trabalhador cresce, o interesse pela internet de alta velocidade também aumenta.

Cerca de 14% dos domicílios com ganhos de dois a cinco mínimos são conectados, enquanto a participação para aqueles que recebem entre cinco e 20 salários sobe para 48,3%.
Das casas administradas com mais de 20 salários mínimos, 83,5% têm conexão rápida. (FB)

O DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA .

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O Estado de S. Paulo
O déficit da previdência dos funcionários públicos federais atingiu R$ 47 bilhões, em 2009, superando o do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de R$ 42,9 bilhões, relativo aos trabalhadores do setor privado, como mostrou reportagem de Edna Simão, no Estado de sexta-feira, exibindo dados da Secretaria do Tesouro Nacional.
A tendência para os próximos anos é de aumento do rombo, devido aos reajustes reais de vencimentos do funcionalismo concedidos pelo governo Lula.


O déficit da previdência pública só cresceu nos últimos anos:
de R$ 31,9 bilhões, em 2004, passou para R$ 33 bilhões, em 2005; R$ 35,1 bilhões, em 2006; R$ 38,1 bilhões, em 2007; e R$ 41,1 bilhões, em 2008; quando, pela primeira vez, superou o déficit do INSS, de R$ 36,2 bilhões.


O que torna ainda mais ominoso esse déficit é o fato de ele se referir a 937.260 aposentados e pensionistas do setor público, enquanto o déficit do Regime Geral da Previdência Social (ou seja, do INSS) se refere a 27.048.356 de trabalhadores da iniciativa privada, entre os quais 8.142.125 da área rural, que muito pouco ou nada contribuíram para a Previdência Social.

O valor máximo da aposentadoria no INSS é de R$ 3,4 mil, enquanto o valor médio das aposentadorias e pensões no Judiciário e no Legislativo supera R$ 13 mil por mês.
Por beneficiário, o déficit na esfera privada foi de R$ 1.586,00 e na esfera pública, 31,6 vezes mais, R$ 50.146,00.


Nem o presidente Lula nem o Congresso parecem dispostos a corrigir as discrepâncias entre a previdência pública e o INSS. É verdade que, em 2007, pelo Projeto de Lei 1.992, o Executivo propôs a criação da previdência complementar dos funcionários públicos.
(...)
Mas o projeto está desde então parado na Comissão de Trabalho da Câmara e, segundo o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), não será votado neste ano. Ou seja, o governo não tem interesse em mobilizar sua base parlamentar para aprová-lo.
(...)
O déficit do Regime de Previdência dos Servidores Públicos é de tal magnitude que o governo emprega artifícios contábeis para não deixá-lo à mostra.

O Ministério da Previdência, por exemplo, informou, em fevereiro, que o déficit de 2009 foi de R$ 38,1 bilhões, quase R$ 9 bilhões inferior aos R$ 47 bilhões citados pelo Tesouro.
Explicação:
a Previdência contabilizou em dobro a contribuição patronal para todos os serviços, ativos e inativos, civis e militares.


Como notou o economista Marcelo Caetano, pesquisador do Ipea e especialista em previdência, o regime de previdência pública favorece os funcionários com vencimentos mais elevados à custa de um alto grau de regressividade fiscal, uma vez que o déficit do sistema é custeado, na maior parte, por tributos sobre o consumo, que oneram mais a população de baixa renda.

O déficit dos servidores federais retrata, pois, uma situação iníqua.

SÓ NOS RESTA UMA ALTERNATIVA : A EXPURGAÇÃO. E A HORA É AGORA.

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Abaixo uma "fala" da adestrada pelo ébrio, aquela escolhida para a sucessão do dito cujo.
Só uma pergunta : o que é pior, um presidente dissimulado ou um destrambelho mental?

O Brasil(poder), precisa se depurar, se exorcizar desta camarilha que se instalou no poder.
Os membros do "pudê" de hoje precisam ser expurgados definitivamente.

A fala (?) :
Tudo isso resulta em não mais do que quinhentas mil vagas, quinhentas mil… Se eu não me engano 500 mil vagas disponíveis no Brasil, que é pouquíssima! Me desculpa, resultem 250 mil vagas, eu estou errada.

E aí, o que eu acho que é fundamental que nós façamos?
É fundamental que nós façamos o seguinte no próximo ano, que é o meu plano:
é a construção de novas escolas técnicas, que garantam a capacitação profissional para o mercado de trabalho, que você me perguntou e aí seriam mais…

A construção de mais 250 mil.
Então hoje nós temos construídas o total de 500 mil e seriam mais 250 mil que nós construiríamos, atingindo 750 mil.
Em um esforço muito grande, a gente pode tentar a um milhão de novas vagas, chegar que tenham vagas, um milhão de vagas.


CAMINHADA E COMÍCIO DOS "SEM" MIL.

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Por Elvira Lobato, na Folha

Nem a anunciada presença do presidente Lula animou os moradores da Baixada Fluminense a enfrentar a distância e a chuva para participar do comício da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, e do governador Sérgio Cabral (PMDB), que concorre à reeleição.

Por volta das 15h, dois ônibus estacionaram na praça do Eucalipto, em Queimados (55 km do centro do Rio), para levar moradores gratuitamente para o comício. Eles estavam a cerca de 100 metros da prefeitura. Durante uma hora, não apareceu nenhum interessado.

Aos poucos, chegaram 18 empregados da prefeitura. Com ar cansado, alguns torciam para que a viagem fosse cancelada e que os ônibus voltassem para a garagem.

Mas o compromisso foi mantido. Um ônibus voltou para a garagem, por falta de passageiros; o outro seguiu viagem, semivazio.

O prefeito de Queimados, Max Lemos (PMDB), tinha convocado moradores para o comício com carros de som. No dia anterior, ele afirmara que dez ônibus sairiam de lá em direção ao Rio.

A viagem começou com os funcionários preocupados com a reação do prefeito quando soubesse que não havia funcionários em número suficiente nem para lotar dois ônibus.

A reportagem da Folha soube dos ônibus, com um telefonema para o gabinete do prefeito, no início da manhã. O funcionário que atendeu a ligação deu o local e a hora de partida.

A repórter acompanhou a viagem sem se identificar como jornalista.

Se fosse um convite para churrasco, com cerveja, estaria lotado de gente em pé”, disse uma funcionária da Secretaria de Cultura.
Não havia galhardetes, bandeiras nem cantos de hinos partidários.

Foi uma viagem silenciosa, de empregados que seguem para um serão extra após a jornada normal de trabalho.

ENFIM , A DESMITIFICAÇÃO DO ÉBRIO. O RETORNO AO SAPO BARBUDO

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Por Denise Chrispim Marin, no Estadão:
O presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Alejandro Aguirre, qualificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos “falsos democratasda região.

Ao fim de uma reunião do comitê executivo da SIP, que agrega 1.300 meios de comunicação, ele argumentou que Lula se omitiu diante da censura ao Estado.

A censura foi imposta ao jornal pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) e está em vigor desde 31 de julho do ano passado. A proibição de veiculação de notícias sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, foi motivada por um pedido do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PDMP-AP).

“(A censura ao jornal) não foi denunciada pelo governante”, acusou Aguirre, que também representa na SIP o Diário Las Américas, de Miami.

Vínculos.

Aguirre afirmou que o caráter de “falso democrata” de Lula não se limita a esse episódio. Essa condição, argumentou, tornou-se evidente com a estreita relação do presidente brasileiro com os irmãos Fidel e Raúl Castro, de Cuba.

Também é justificada pelos vínculos de Lula com líderes eleitos democraticamente, mas que “estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas”.

Esses governos não podem continuar a se chamar de democráticos. O voto é componente sumamente importante na democracia, assim como a atuação dos governantes, afirmou.

Eu vi governantes com uma grande delicadeza com o presidente Castro, o que representa um grande apoio moral a esse governo, que violou os direitos humanos por meio século”, completou Aguirre, ao ser questionado especificamente sobre sua avaliação de Lula.

O presidente da SIP ainda incluiu o governo Lula na lista dos que “atacamos meios de comunicação, composta originalmente pelas administrações de Hugo Chávez, da Venezuela; de Cristina Kirchner, da Argentina; de Rafael Correa, do Equador; de Evo Morales, da Bolívia; de Daniel Ortega, da Nicarágua, e de Porfírio Lobo, de Honduras.

Esses governos usaram leis no Congresso, ameaças, subornos, publicidade oficial, atos judiciais sumamente arbitrários. Esses fatos são públicos, declarou.

Até o fechamento deste edição, o governo brasileiro não tinha se manifestado sobre as declarações de Aguirre.

julho 16, 2010

PAGANDO MILITANTES PARA TER PÚBLICO. É "ELA"

foto dilma chegando para caminhada e comício no rio 3
Dilma chega à Candelária para caminhada até a
Cinelândia, onde faz comício (Foto: Aluizio Freire/G1)

Enquanto aumentava a expectativa para realização do comício de estreia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha da ex-ministra Dilma Rousseff, na noite desta sexta-feira, militantes contratados desembarcaram de vans e ônibus para assegurar um reforço de público à festa.

De baixo de chuva, uma das militantes, que não se identificou, disse ter recebido R$ 1.200 para "trabalhar na campanha" durante a eleição.

No entanto, ela não especificou se a ajuda de custo era mensal ou se referia-se a um pacote para todo o período da campanha eleitoral.

As vans vieram de Niterói, na metropolitana do Rio. Sobre a ajuda de custo, Rogério Santos, que se identificou como um dos organizadores do comício, disse que os militantes recebem entre R$ 300 e R$ 400 ao mês.

Todos vestiam camisetas verdes. Segundo Santos, cada um dos militantes pagou pela peça.

A contratação de militantes para reforçar o público de comícios e festas eleitorais se transformou em prática recorrente nas grandes campanhas. Dirigentes partidários costumam justificar a prática como uma mera ajuda de custo, para aqueles que se dedicam em tempo integral à campanha.

Em geral, os partidos pagam aproximadamente um salário mínimo por mês a esses militantes, desde a abertura oficial da disputa até a realização do pleito.

A festa de Dilma e Lula começou no início da noite, com uma caminhada. A candidata do PT ao Planalto, entretanto, não usou o jipe reservado para ela pela organização.

Seguiu a pé por apenas um trecho do percurso, despistando até mesmo parte da militância.

Reportagem de Andréia Sadi, enviada ao Rio de Janeiro, e Sâmia Mazzucco, iG Rio de Janeiro

CRIME ELEITORAL : É O MODUS OPERANDI DO PARTIDO TORPE

UM PRESIDENTE BUNDÃO, BEIÇUDO, DESBOCADO E DESRESPEITOSO.

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Nada de anormal, pau que nasce torto morre torto, o infeliz presidente jamais terá uma conduta condizente com o cargo que ocupa, é sem dúvida uma "autoridade" boçal. Cada vez que esse cachaceiro abre a boca nos ofende com o seu linguajar chulo, é um asqueroso contumaz, cretino.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (16), em Diadema (SP), o Estado de São Paulo, governado pelo PSDB, pela demora em conceder licenças ambientais.

"Eu falei para o Mauro Reali (PT, prefeito de Diadema), que ele deveria ter feito crítica à pessoa do Estado que tem de dar licença ambiental para fazer as coisas aqui. Não é apenas em Diadema que licenças não saem, mas em vários locais deste estado ", afirmou. "Me parece que tem uma pessoa, que não sei quem é, que cria dificuldade com a licença ambiental para a gente fazer as coisas", completou Lula.

"A gente no governo federal briga muito. A passagem nossa pela vida é curta e a gente não pode ficar a vida inteira esperando a vontade de um burocrata, que tá com a bunda na cadeira, sem se preocupar com o povo desse país (...) Eu sei que a gente é governo, que a gente tem que ter diplomacia, tem que ter um linguajar adequadado, mas estou quase deixando de ser presidente e vou voltar a falar do jeito que eu sempre falei".

O FINAL APOTEÓTICO NO ANO ELEITORAL, A OBSESSÃO PELO PODER E O RISCO DAS CAMUFLAGENS.

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Até o fim deste processo, será um risco iminente.


A divulgação do Índice de Atividade Econômica, elaborado pelo Banco Central, levou à conclusão de que havia sinais de desaceleração da economia e, portanto, podia-se prever menor alta do juro.

Convém dizer, em primeiro lugar, que não houve queda no índice do Banco Central em maio, mas apenas uma estabilização.

Quando se consideram os dados dessazonalizados (139,55), ele está exatamente no mesmo nível do mês anterior, que foi o mais elevado do ano.

Estabilização num nível elevado não significa desaceleração, mas apenas interrupção do curso de alta, que já se considerava exagerado, na medida em que podia desencadear um processo inflacionário.

Há que se acrescentar, também, que não se avalia uma tendência a partir do resultado de um mês.

Aliás, é provável que o resultado de junho seja pior que o de maio, levando em conta as perturbações que a Copa na África do Sul criou nos horários de trabalho.

O normal é examinar a tendência na média de três meses.

Parece-nos muito importante levar em conta o peso de cada um dos setores para medir o rumo da atividade.

Ora, nestes últimos meses estamos assistindo a uma profunda mudança na vida econômica com o programa da construção civil: é normal que uma família que se endivida com a compra de uma casa procure reduzir outras despesas para honrar seus compromissos em relação ao crédito imobiliário.

Isso não significa que a atividade global tenha sofrido uma retração.