"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

março 15, 2010

E EM KNESSET...

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Por Barak Ravid e Mazal Mualem, Haaretz Correspondents, e Haaretz Service

Avigdor Lieberman, ministro dos Negócios Estrangeiros na segunda-feira boicotaram discurso o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva à Knesset Israel para protestar contra a recusa do líder visitando para colocar uma coroa de flores no Monte Herzl.

Lieberman também boicotou uma reunião entre Lula eo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, reivindicando o presidente brasileiro slighted Israel, recusando-se a visita diplomáticos usuais para o Monte Herzl eo túmulo de Theodore Herzl, líder sionista.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse hoje que Lieberman queria mostrar o líder brasileiro que Israel leva a sério o seu despedimento de protocolos diplomáticos.

Anteriormente, Netanyahu congratulou-se com Lula à Knesset e pediu-lhe para se juntar ao esforço para impedir o Irão de desenvolver armas nucleares.

"Eu acredito que as autoridades iranianas representam valores totalmente diferentes do que você faz", disse Netanyahu enfrentar Lula.

"Eles representam a tirania ea crueldade, que representam a abertura ea tolerância. Honram você comemora a morte ea vida. Irã nega o Holocausto, apela para a destruição de Israel, está a desenvolver armas nucleares e apóia organizações terroristas", acrescentou Netanyahu.

Lula também está definido para visitar os territórios palestinos ea Jordânia, durante sua viagem ao Oriente Médio. Em maio, ele deve viajar para o Irã.

Presidente Peres na segunda-feira se reuniu com o presidente brasileiro e pediu-lhe para entregar uma mensagem ao presidente palestino, Mahmoud Abbas ao encontrá-lo ainda esta semana.

"Israel é sério sobre a obtenção da paz - que é do interesse de Israel que um Estado próspero e bem sucedido palestino será estabelecido e crescer", disse Peres Lula. "Nós apoiamos dois estados para dois povos e não procuram o sofrimento dos nossos vizinhos."

Sobre a questão do Irã, Peres disse a Lula que o Irã não é inimigo de Israel.

"Nosso inimigo é o extremista, fanático liderança de Ahmadinejad, que fala abertamente sobre a erradicação de Israel", disse Peres. "É claro para nós, para além de qualquer dúvida, que o Irão está a construir armas nucleares para o extermínio em massa e não para as necessidades de energia pacífica. Da mesma forma, continua a apoiar e armar as organizações terroristas como o Hamas eo Hezbollah, o primeiro dos quais, debilita a paz com os palestinos e os últimos de que divide o Líbano ".

PARLAPATÃO QUESTIONADO NOS BASTIDORES.

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SILVIA SALEK
enviada especial da BBC Brasil a Jerusalém

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, rejeitou nesta segunda-feira a avaliação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha sido alvo de uma espécie de "rolo compressor" no Parlamento israelense (Knesset), em referência a três discursos no Parlamento nos quais a iniciativa brasileira de buscar o diálogo com o Irã foi questionada de forma contundente.

"Eu não acho que houve um rolo compressor. Isso era uma coisa esperada. Sabemos que as posições eram essas", disse Amorim.

Antes de iniciar seu discurso no Knesset, Lula ouviu discursos do presidente do Parlamento, Reuven Rivlin, do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e da líder da oposição, Tzipi Livni, contra a aproximação entre Brasil e Irã.

Amorim disse que não houve nenhum tipo de ataque contra a posição brasileira, apenas uma expressão franca de opiniões "entre amigos".

Continua...

BANCOOP - PROMOTOR DIVULGA NOTA

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Folha Online

O promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, chamou de tentativa de intimidação as reações de dirigentes do PT às investigações do caso Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo).

"Os ataques pessoais e campanhas difamatórias representam um claro sinal de desrespeito e uma tentativa de intimidação", afirma o promotor em nota divulgada nesta segunda-feira.

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), afirmou na semana passada que a ação do promotor faz parte de uma "articulação política mal engendrada".

Blat afirma que analisou mais de 8.000 páginas de documentos do processo que envolve o desvio de recursos e concluiu que a direção da Bancoop movimentou R$ 31 milhões em cheques para a própria cooperativa. Esse tipo de movimentação é uma forma de não revelar o destino do dinheiro.

"Exerço uma carreira de Estado e não de governo e não estou investigando pessoas ligadas a partidos políticos, mas sim dirigentes e ex-dirigentes de uma cooperativa habitacional que lesou milhares de famílias", afirma Blat.

Mais...

O FALAZ E A HIPOCRISIA .

IPCA 8ª ALTA CONSECUTIVA

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O mercado financeiro elevou a projeção de inflação pelo IPCA em 2010 pela oitava semana consecutiva, mas manteve a estimativa para a Selic no final deste ano em 11,25% ao ano, mostrou o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira.

As previsões para o IPCA deste ano subiram a 5,03% na semana passada, ante 4,99% na semana anterior. Para 2011, a estimativa de IPCA também aumentou, de 4,5% para 4,6%.

A projeção de Selic no encerramento do próximo ano recuou de 11,23% para 11% ao ano.

As estimativas para outros indicadores de inflação, como o IGP-DI e o IGP-M, subiram fortemente.

29.839 CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.

A Polícia Federal investiga 29.839 crimes contra a administração pública, aponta relatório da corporação enviado ao Ministério da Justiça e à Casa Civil.

Os delitos detectados são corrupção, peculato, tráfico de influência, fraudes em licitações, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação e concussão (extorsão praticada por funcionário público).

As informações são da edição deste domingo do jornal O Estado de S. Paulo.

Os quase 30 mil inquéritos estão distribuídos pelas 27 superintendências regionais da PF. Seu objetivo é identificar fraudadores do Tesouro em oito modalidades previstas no capítulo do Código Penal que trata dos crimes contra a administração.

O acervo é relativo a investigações iniciadas, em sua grande maioria, a partir de 2003. Nesse período de sete anos, a PF deflagrou 1.023 operações, nas quais prendeu 13.024 suspeitos.

O maior volume de inquéritos foi instaurado entre 2008 e 2009, quando os federais executaram 523 missões que culminaram com a prisão de 5.138 investigados, "envolvidos em vultosos desvios de recursos federais".

O relatório da PF pede a criação e estruturação de duas divisões com atribuições específicas, uma para reprimir desvios de recursos e outra para investigar servidores e políticos envolvidos em malversação.

Continua...

março 14, 2010

BRASIL REFÉM DAS NEGOCIATAS.

Documentos que constam de inquéritos da Polícia Federal indicam que empreiteiras repartem, à margem das licitações, a execução e o pagamento de obras públicas, informam Renata Lo Prete e Leonardo Souza, em reportagem publicada na Folha (disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo os documentos, as construtoras acertam quem vai executar uma obra. Depois, participam separadamente da licitação.

Escolhida a vencedora, a partilha é feita por fora, num "consórcio paralelo".
Esse esquema, relata a PF, operou nas licitações dos metrôs de Salvador e do Rio, entre outras.
Ao todo, 12 construtoras são investigadas por suposta formação de cartel; juntas, têm receita anual de R$ 20 bilhões.


Esse valor equivale ao que o país estima gastar na realização da Copa-2014. Governos envolvidos negam fraude.

Cinco empresas não quiseram falar, entre elas Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Quatro empresas, entre as quais a OAS, não ligaram de volta.


A construtora Queiroz Galvão disse que não se manifestaria por não ter conhecimento das acusações, e a Odebrecht negou irregularidades.
Leia a reportagem completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.



PAC, O ENGODO !

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Moradores do condomínio Itaoca 1.174, erguido no complexo do Alemão (zona norte do Rio de Janeiro) e inaugurado pelo presidente Lula, tiveram os apartamentos alagados nos temporais de janeiro por causa de erros na construção e decidiram recorrer à Justiça em busca de indenização

Outra favela beneficiada pelo PAC, a da Rocinha (zona sul), tem as obras atrasadas.
A comunidade se queixa de que o projeto não prevê melhorias na rede coletora de esgoto, que corre a céu aberto pela favela.
O Itaoca foi inaugurado em maio. Menos de um ano depois, já passa por reformas -obras para melhorar a impermeabilização do condomínio.

RELATOS :

Muitos dos 56 apartamentos foram inundados.

O apartamento de Raphaele Natcha, 20, tem as paredes cobertas por infiltração. Ela também quer ser indenizada.

"Minhas roupas estão mofadas por causa da umidade das paredes. O mau cheiro no apartamento é horrível", reclamou

Parte do teto do apartamento 210 do 5A ruiu quando a água invadiu o forro de gesso.
ENERGIA ELÉTRICA :
As queixas no Pavão-Pavãozinho/Cantagalo passam ainda pelo valor das contas de luz. Segundo os moradores, nos dois meses após a inauguração, a cobrança não superou R$ 20.
Agora, está em R$ 200 ou mais.

"Paguei R$ 245 e só tenho geladeira e TV. Se não mudar, vou à Justiça", disse Antônio Pinheiro, 31, morador do condomínio Donga.

Qualidade :

Romero da Silva, 24, gastou R$ 2.000 para colocar piso no 408 do Pixinguinha, pois a construtora entregou as unidades com o chão cimentado, sem acabamento.

Como os moradores são pobres, muitos não puderam instalar pisos, como o motoboy Darcy Menezes, 33, do Donga.
"Temos que pisar no chão frio", lamentou.

Na Rocinha, só 25% das obras estão prontas. Como nos demais morros com obras do PAC, tudo terá que estar pronto até setembro, conforme orientação do governador. As eleições serão em outubro.

"Na Rocinha não há obra de esgoto. No Alemão é muito pouco. Isso incomoda muito a população",

MEIRELLES, REUNIÃO/COPOM, ÚLTIMA?

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Fabio Graner e Fernando Nakagawa
Presidente do Banco Central que mais tempo ficou no cargo sete anos , Henrique Meirelles poderá participar nesta semana de sua última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e dar início a um novo ciclo de alta na taxa básica de juros (Selic).

Não bastasse o ingrediente político inédito - a possibilidade de saída do seu presidente para uma disputa eleitoral, o encontro do Copom ocorre em meio à pressão do Ministério da Fazenda para manter a Selic em 8,75%.

Na Fazenda, as apostas são de que o BC vai aguardar para obter mais elementos sobre o aquecimento da economia.

"O BC não baixou os juros em dezembro de 2008 (auge da crise) para ter uma ideia mais clara do quadro. Agora pode esperar mais um pouco", disse uma fonte.

Nas últimas semanas, diante da alta recente da inflação e dos indicadores que mostram atividade econômica forte, o mercado financeiro tem consolidado as apostas de que a alta da Selic está próxima.


A equipe da Fazenda enxergou no Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre um fator a mais para justificar a manutenção dos juros.


Segundo uma fonte, a alta de 4,3% do PIB nos três meses finais de 2009 sobre igual período de 2008 (o pior momento da crise) mostra expansão "moderada" da atividade.

Continua : Reunião do Copom

AUMENTO DA "DESAPOSENTAÇÃO"









Uma onda de ações judiciais contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) invadiu os tribunais do país para garantir aos aposentados o direito de se desaposentar, informa Julianna Sofia, em reportagem da Folha publicada neste domingo ("[íntegra]": disponível para assinantes do UOL e do jornal).

No ano passado, esse tipo de causa chegou a representar, só em São Paulo, mais de 40% dos processos distribuídos nas varas previdenciárias do Estado.

A "desaposentação", como está sendo chamada, permite a quem permaneceu trabalhando após se aposentar renunciar ao benefício que recebe para obter um novo benefício de maior valor.

Com a permanência na atividade, o aposentado continua contribuindo para a Previdência e consegue reduzir o impacto negativo do chamado fator previdenciário, mecanismo que reduz o valor dos benefícios de quem se aposenta mais cedo, premiando quem passa mais tempo no mercado.

Especialistas ouvidos pela Folha estimam que 40 mil ações sobre "desaposentação" já estejam em análise no Judiciário.

O Ministério da Previdência calcula que exista atualmente 1,6 milhão de aposentados no mercado de trabalho contribuindo para o INSS. Em tese, esse é o universo de trabalhadores que poderiam pedir a "desaposentação".

Os gastos com sentenças judiciais têm sido uma preocupação crescente do Ministério da Previdência. Neste ano, o governo deverá desembolsar o valor recorde de R$ 7,1 bilhões com o pagamento de todos os tipos de ações que o INSS perdeu na Justiça.

Confira como se "desaposentar" :

A Segundo Rezende, a tese da “desaposentação” se baseia no princípio de que a Constituição não traz nenhuma restrição à pratica. “Se a lei não proíbe, o decreto não tem poder para isso”, defende.

Segundo o advogado, as contas devem ser feitas caso a caso mas, em geral, a desaposentação é vantajosa para quem se aposentou proporcionalmente, ou seja, com 70% do salário vigente à época.