"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

outubro 22, 2010

A REPÚBLICA DA CACHAÇA E A DESFAÇATEZ DO PORCO FALANDO DO TOUCINHO.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWV30D4QH407jRKWuJD-7QA5DAN99R7NwVwoeT64RlK-8VG7KQakBeP2IdN177JVNUKodLo9cP25wSdcxp3WxKzvZiIWTh8oxm4RtB8RFHC51RBEW5qfTQFwvNEINyKH1N1RfVgdQL3pWz/s400/origem.jpg

Em primeiro lugar, o presidente Luiz Inácio da Silva é a última pessoa com autoridade moral para falar em farsas ou em "mentira descarada", visto que é protagonista da maior delas: a falácia segundo a qual recebeu uma "herança maldita" e que estabilidade econômica, a abertura do Brasil para o mundo, o crescimento e a entrada de milhões do mercado consumidor deve-se exclusivamente ao seu governo.

Há pouco seu governo inteiro junto com sua candidata à Presidência produziram "mentiras descaradas" ao repudiarem as denúncias de que havia na Receita quebras de sigilo fiscal de adversários políticos e que um esquema de tráfico de influência e corrupção estava montado a partir da Casa Civil.

Lula também se precipitou ao atribuir as quebras de sigilo a uma "briga de tucanos". Baseava sua tese no fato de o mandante ser repórter do Estado de Minas sem saber que à época Amaury Ribeiro estava em férias a serviço de outrem.

O presidente da República dá razão ao antecessor que o chama de "chefe de uma facção", quando escolhe insuflar a violência no lugar de contribuir para apaziguar os ânimos.

É o que faria um estadista.

Justiça se faça, Lula não ficou só em sua tentativa de ridicularizar o episódio. Muitos na imprensa partiram para ironias, achando um exagero a reação de José Serra atingido, afinal, só por "uma bolinha de papel".

Foram duas imagens captadas em dois momentos diferentes, comprovou-se ao longo do dia.

Mas, ainda que o candidato tucano tenha feito drama, continuam sendo inaceitáveis os ataques de militantes contrariados com a passagem do tucano pelas ruas de Campo Grande (RJ). Brincar com isso é má-fé, tratar como banal a violência eleitoral e, sobretudo, não entender o valor em jogo.

Impedir um ato de campanha com tumultos é violência.

Bem como foi violência atirar um balão cheio de água sobre o carro onde estava a candidata Dilma Rousseff ontem em Curitiba.

O balão não a atingiu, mas poderia ter atingido. Ainda assim resta a intenção: agredir.

O presidente da República condenará uma violência, mas aprovará a outra?

Ou dirá que estava apenas condenando o "teatro" do adversário? Nisso não é crítico autorizado.

É partícipe e mesmo condutor de uma caminhada em direção ao retrocesso: a nos tornarmos permissivos com o uso da violência na política, assim como já estamos no rumo de revogar a integralidade do preceito do livre pensar.

Ovos da serpente.

É assim que começa: a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou projeto de um conselho para atuar entre outras funções no "exercício fiscal sobre a prática da comunicação".

Em Goiás, a TV Brasil Central, do governo do Estado, não pode entrevistar adversários políticos.

O projeto de controle da mídia foi iniciativa de uma deputada estadual do PT cearense, aprovado por unanimidade, e ainda precisa passar pelo crivo do governador Cid Gomes.

A censura foi denunciada, num gesto inédito, ao vivo pelo jornalista Paulo Beringhs, proibido de entrevistar o candidato ao governo Marconi Perillo (PSDB), chamado no dia anterior de "mau caráter" pelo presidente Lula em palanque.

Liberdade e luta. Já que Chico Buarque puxou o assunto ao manifestar seu encanto com o fato de o governo Lula "não falar fino com Washington nem falar grosso com Bolívia e Paraguai", vamos ao fato: o governo brasileiro não deveria é falar fino com ditaduras.

Aliás, o mundo da cultura, que sofreu pesadamente os efeitos da durindana local, nos últimos anos não se incomodou - se o fez não foi em voz alta - com a maleabilidade das vértebras do presidente Lula diante de tiranos.

A complexidade das relações exteriores não cabe em um jogo de palavras.

Já a condenação aos crimes das ditaduras às quais o Brasil se dobra para espanto do mundo requer apenas dois atributos: coerência e solidariedade.

Independentemente da opinião eleitoral.

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Brincadeira tem hora.

outubro 21, 2010

RELUZIU ! AS TREVAS DO PARTIDO TORPE "BABAM" PARA ASSENHOREAR, POBRE VALE.

O presidente da Vale, Roger Agnelli, atribuiu a grupos do PT a nova onda de rumores sobre sua substituição, no caso de vitória da candidata governista Dilma Rousseff.

É tudo parte do "jogo político, jogo de eleição", segundo o empresário. Há muita gente, disse, empenhada em ganhar uma cadeira na diretoria da empresa.

"E é geralmente gente do PT", acrescentou.


Como em outras ocasiões, Agnelli, mesmo apontando interesses de setores petistas e defendendo as privatizações, esforçou-se para evitar o confronto com o presidente Lula e com sua candidata à sucessão presidencial.


Mas o caso não se limita à ambição de alguns correligionários do presidente da República nem a rumores passageiros.

As pressões sobre a administração da Vale, a maior empresa privada do Brasil, vêm de longe e seu principal articulador tem sido sempre o presidente da República.

Agnelli mencionou a existência de petistas inconformados com as privatizações, mas descreveu como "boa" sua relação com o partido. Sua atitude é compreensível.

Mas os fatos são conhecidos.


O conflito ganhou notoriedade quando a empresa, no pior momento da crise econômica, em 2008, anunciou a demissão de 1.300 empregados.


Na mesma época, a Embraer, outra grande empresa privatizada, decidiu reduzir o quadro de funcionários.

Do Palácio do Planalto partiram censuras e pressões sobre as duas companhias.

Foram claras tentativas de interferência na gestão de duas empresas com maioria de capital privado e ações negociadas em bolsa.

Sem dar a necessária atenção a esses fatos, o presidente da República tentou orientar os diretores das duas companhias e cobrar-lhes explicações por seus atos. Não se trata, portanto, apenas de grupos do PT.

Também o presidente Lula ainda mostra dificuldade em aceitar a desestatização de grandes - e hoje muito mais eficientes - empresas brasileiras.

Além de criticar as demissões, ele pressionou a presidência da Vale para aumentar os investimentos no Brasil e, particularmente, para ampliar a atuação do grupo na siderurgia.

Também quanto a esse ponto o executivo Roger Agnelli tenta "pôr água na fervura", dizendo compreender o empenho do presidente da República em promover a expansão da indústria do aço.
Mas nenhuma quantidade de "água fria" mudará os fatos.

Um presidente da República pode manifestar desejos e até convidar dirigentes de empresas para a discussão de planos, mas não tem o direito de tentar interferir em suas decisões estratégicas e de pressioná-los para que aceitem seu comando.

Como não conseguiu intervir tanto quanto pretendia, o presidente Lula manobrou para substituir o presidente da Vale.
Também essa manobra foi amplamente noticiada.

Mas o governo não tem ações suficientes para derrubar o presidente da empresa. Somando as participações da BNDESPar e dos fundos de pensão de estatais, o governo conseguiria 61,51% dos votos, mas seriam necessários 67% para a destituição de Roger Agnelli.


Um grande empresário tentou comprar uma fatia importante das ações, para facilitar a substituição do presidente da Vale. Não conseguiu, mas mostrou até onde vai sua disposição de agradar a um chefe de governo.


O presidente Lula não conseguiu assumir o comando da Vale nem o da Embraer.
Seus companheiros não deixaram, no entanto, de fazer campanha pela reestatização das duas empresas.


Mas o presidente da República pelo menos conseguiu assumir a chefia de fato da Petrobrás, determinando seus planos de investimento e contestando publicamente os dirigentes da empresa.


Eles só decidiram investir em refinarias no Nordeste, disse Lula, porque ele mandou. Não o teriam feito, se fossem guiados pelos critérios empresariais.

Nenhum desses dirigentes mostrou desconforto por ter sido criticado.

O presidente Lula e seus companheiros decerto gostariam de ter executivos com a mesma disposição em outras grandes companhias, a começar pelas privatizadas.

Será uma de suas prioridades, se o PT continuar instalado no Palácio do Planalto.

O estado de São Paulo

FORMAÇÃO DE QUADRILHA, ESTELIONATO, FALSIDADE IDEOLÓGICA E LAVAGEM DE DINHEIRO. O BRASIL DO BEM PRECISA SE LIVRAR DO PARTIDO TORPE E SUA CORJA.


Quatro anos depois das primeiras evidênciaslevantadas pelo Ministério Público do Estado sobre graves irregularidades na Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários de São Paulo (Bancoop), o promotor José Carlos Blat denunciou à Justiça, na terça-feira, o atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e cinco outros possíveis envolvidos.

Vaccari presidiu a entidade entre 2005 e fevereiro último, depois de participar de sua diretoria desde a sua fundação - por Ricardo Berzoini, ex-presidente do PT -, em 1996.

O promotor pediu abertura de processo criminal contra o petista por formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Dos principais escândalos que enlaçam companheiros do presidente Lula, é o segundo a chegar ao Judiciário. O primeiro foi o do mensalão, que tramita a passos lentos no STF.

Outros mais recentes ou descobertos há pouco - a quebra do sigilo fiscal de aliados e familiares do tucano José Serra e as traficâncias da família da então ministra Erenice Guerra, a sucessora de Dilma Rousseff na Casa Civil - estão em fase de investigação ou sindicância.

Pelo que parece ter sido apurado há suficiente material para levar os casos aos tribunais. O conjunto da obra retrata os padrões de atuação da máfia que se guia pela mentalidade do "é tudo nosso" - ou seja, do PT.

Desses múltiplos delitos, o da Bancoop foi o que fez mais vítimas diretamente - os 3 mil cooperados que caíram no conto da casa própria a preços 40% inferiores aos do mercado e mais 5 mil que não conseguem quitação ou escritura.

Eles compraram na planta e foram pagando a prestações imóveis que jamais lhes seriam entregues, ou foram entregues sem condições de serem ocupados ou revendidos.

Dos 55 empreendimentos oferecidos pela cooperativa, apenas 14 foram concluídos.

Dezoito nem saíram do papel.

Mas o dinheiro entrou. Os dirigentes da Bancoop, a começar de Vaccari, são acusados de deixar um rombo de R$ 168 milhões nas contas da entidade.

"Uma parte foi para o PT", sustenta Blat.

Assim como o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, chamou a turma do mensalão de "sofisticada organização criminosa", o seu colega paulista concluiu que "a quadrilha que se estabeleceu na direção da Bancoop contava com sofisticada manipulação de dados dos balanços contábeis".

Empresas fantasmas, por exemplo, teriam sido criadas para transferir dinheiro da cooperativa - sugado dos incautos mutuários - para bolsos pessoais e campanhas eleitorais petistas.

No que deve ser a ponta de um iceberg, Blat identificou um repasse de R$ 200 mil para o PT.

Provavelmente não se chegará a saber o total, parte dele provindo de saques em dinheiro na boca do caixa, somando R$ 31 milhões.

O escândalo da Bancoop voltou à tona enquanto surgiam novas informações sobre a tentativa de montagem de um dossiê contra o candidato José Serra - para o que se destinariam, afinal, as cópias das declarações de renda extraídas do Fisco - e o alcance das movimentações do grupo de Erenice Guerra no âmbito do governo.

Segundo a Folha de S.Paulo, a Polícia Federal apurou que um jornalista ligado à pré-campanha de Dilma Rousseff, Amaury Ribeiro Júnior, encomendou a um despachante, por R$ 12 mil, a compra de dados sigilosos de parentes de Serra e membros do PSDB.

O PT custeava a hospedagem do jornalista em Brasília. Fim da fábula de que ele servia a rivais tucanos de Serra.

Já a sindicância do governo sobre o grupo de Israel Guerra, filho da ex-ministra, parece ter feito algum progresso, embora não fique pronta antes do segundo turno.

Verificou-se que a patota de Israel usou também funcionários e equipamentos da Secretaria de Assuntos Estratégicos e do Gabinete de Segurança Institucional, ambos da Presidência da República, em suas operações de lobby.

Um novo nome suspeito de envolvimento com o esquema é o do assessor da Casa Civil, Gabriel Laender.

Procurador de Justiça no Espírito Santo, advogara para a empresa da qual o marido de Erenice era diretor.

No ano passado, passou a trabalhar no governo.

Quem o nomeou foi Dilma Rousseff.

O Estado de S.Paulo

BRASIL QUAL É O SEU NEGÓCIO? PARTE II - EIKE BATISTA/ NUNCA FOI TÃO FÁCIL"ENRICAR"


O procurador do Ministério Público Marinus Marsico protocolou na última terça-feira uma representação pedindo que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue "possível ato antieconômico" por parte dos gestores da BNDESPar - braço de participações do BNDES - em um contrato firmado em abril de 2009 com a LLX Logística, do megaempresário Eike Batista. Marinus suspeita de favorecimento, diante das cláusulas fixadas.

Ele analisou a operação, que envolveu a compra de novas ações emitidas pela LLX por R$150 milhões (contrato de promessa de subscrição de ações).

E concluiu que os acionistas da LLX obtiveram ganho de R$89,2 milhões valendo-se da opção de recompra das ações pelo valor original corrigido, sem considerar o valor de mercado, alternativa que não é usual em operações semelhantes do BNDES.

O procurador analisou 17 operações com características semelhantes entre o BNDES e empresas privadas, e em apenas duas havia opção de recompra das ações, sendo uma delas o contrato com a LLX.

- O que se observa é que a cláusula era desnecessária, não fazia sentido - diz Marsico.

Em abril de 2009, as ações foram entregues ao BNDES pelo valor unitário de R$1,80.

Cinco meses depois, a BLLX exerceu exerceu o direito de recompra de 50% do total e pagou R$2,30, quando no mercado os papéis já valiam, em média, R$4,44, destaca o procurador.
O ganho estimado decorre dessa diferença.

"Ao oferecer o direito de compra aos referidos acionistas, o sistema BNDES arcou com o custo de oportunidade correspondente a R$90 milhões.
(...) não havia qualquer tipo de cláusula estabelecendo direito semelhante ao banco no caso de o valor das ações decair para um patamar abaixo do preço de compra. Ao que tudo indica, todo o risco da operação foi assumido pela entidade governamental. Aos acionistas contratantes só havia a possibilidade de ganho", afirma o procurador.

LLX nega favorecimento. BNDES afirma ter tido lucro

Marinus aponta outros indícios de favorecimento à empresa de Eike pelo BNDES. Ele se refere "à possível sobreposição de medidas de apoio do banco ao grupo LLX", citando a compra de ações e empréstimos concedidos pelo BNDES à empresa, aparentemente para o mesmo fim.

"Tais informações levam-nos a (...) indagar sobre possíveis prejuízos ao princípio constitucional da impessoalidade na concessão das medidas de apoio à sociedade empresária", afirma.

A LLX nega qualquer tipo de favorecimento. Segundo a empresa, os acionistas tinham interesse em adquirir todas as ações ofertadas, mas o banco teria colocado a subscrição das ações como condição para a concessão de novos empréstimos:

"O BNDES nos procurou e pediu para participar da operação. Era o pior momento possível para fazer a capitalização. O BNDES colocou a capitalização como condição para financiar projetos da empresa. Cedemos o direito de preferência sob a condição de recompra de 50% pelo valor original".

O BNDES defendeu que a operação proporcionou "um lucro significativo para o Sistema BNDES".

"Cabe ressaltar que os acionistas da LLX cederam gratuitamente à BNDESPar seu direito de prioridade na subscrição das ações no aumento de capital da companhia. Em contrapartida, a BNDESPar cedeu a opção de compra sobre 50% dos papéis adquiridos, permitindo que o banco recebesse remuneração de IPCA, mais 15% ao ano, além de prêmio adicional de 20%, em aproximadamente quatro meses, resultando em cerca de 27% de retorno no período, sobre metade do investimento".

Regina Alvarez O Globo

O BOTECO DOS SOFISMAS, AMBIENTE DOS PARLAPATÕES EBRIOSOS


Como sofisma não é palavra de uso corrente, recorro ao Dicionário Houaiss para defini-la:
"Argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa".

Sofismas também podem vir de "apoteoses mentais" e de egolatrias que contagiam quem assim argumenta.

(...)

Lula e seu séquito, em que neste momento se destaca a companheira Dilma, costumam argumentar dessa forma sobre questões econômicas.

Sinteticamente, o argumento é: antes de Lula a economia era assim; depois que ele chegou ao governo, ela melhorou; logo, foi ele quem fez isso e deve receber todo o crédito correspondente.

Débitos são convenientemente escondidos por baixo de tapetes.

Exemplos dessa prática são encontrados nos seus discursos e nos programas eleitorais da sua candidata à Presidência.

Um muito comum é quando se afirma: "Nós criamos quase 14 milhões de empregos formais."

Explicitada, a falácia é assim construída: depois que Lula assumiu, vieram esses 14 milhões de empregos; logo, foi Lula que os criou, e sua criatura Dilma também assume o crédito.

O que o Executivo Federal criou por si mesmo foram uns 100 mil empregos de funcionários públicos civis, muitos claramente desnecessários, mas indispensáveis para acomodar partidários carentes de uma boquinha, no que às vezes se excedem e passam às mordidas.

Entre os demais contratados, há também os de necessidade discutível, tudo a pretexto de "fortalecer o Estado".

Mas quem mesmo empregou os milhões fora do governo foi a economia na sua dinâmica, e aí a grande benesse do período Lula, mas não resultante de sua pessoa, veio de fora para dentro do País, na forma de um forte crescimento da economia mundial.

Não posso afirmar que nunca antes no mundo esse crescimento foi o mais forte de um período com a mesma duração, mas seguramente foi um dos mais robustos.

Entre as consequências no Brasil, merece destaque uma nem sempre devidamente enfatizada.

O fato é que dessa benesse também veio, com a melhoria das contas externas e acumulação de reservas cambiais, o fim do fantasmagórico problema no passado conhecido como escassez de divisas, que recorrentemente trazia grandes sofrimentos à economia brasileira.

Não fossem essas reservas, o efeito da última crise externa, a de 2008, teria sido devastador, provavelmente se teria prolongado até hoje, e Lula não estaria debitando a conta à sua gestão, pois o sofismar se restringe à acumulação de créditos.

Como nos milhões de empregos, o "post hoc ergo propter hoc" é também usado para dizer que "retiramos 28 milhões da miséria" e que 36 milhões foram elevados à classe média.

Números esses, aliás, que também precisariam ser discutidos quanto aos conceitos de miséria e de classe média utilizados, e sua métrica.

No fundo, o raciocínio lulo-dilmista ignora que a História é um processo moldado pela força de circunstâncias e por decisões humanas que as influenciam.

Quanto a essas decisões, entretanto, é muita pretensão assumir pessoalmente o mérito por todos esses milhões. Nem o mitológico Hércules daria conta do recado.

Centenas de milhões de chineses e outros atores da economia mundial, que passaram a demandar mais nossos produtos, tiveram maior influência sobre a melhora da economia brasileira, e foi também uma tributação ainda mais onerosa em cima dela que permitiu a expansão dos gastos sociais de que a dupla tanto se vangloria.

Mas, se for para olhar também as ações presidenciais, outro elemento que muito pesou foi a maturação de medidas de governantes que precederam Lula.

Para não ir muito longe no passado, Collor, Itamar e FHC.

Entre outras coisas, trouxeram a maior abertura da economia, o programa de privatização, outros ajustes nas contas públicas e o surgimento do real como moeda digna do nome.

Olhando apenas quem passou a faixa presidencial, pode-se dizer que Lula também herdou de FHC a prancha adequada para surfar na boa onda da economia mundial.

É sabido que o presidente Lula tem formas de ver as coisas e de argumentar que muitas vezes causam perplexidade a quem procura analisá-las na sua lógica e sustentação factual.

Seu recurso mais comum é ao método Nanp (nunca antes neste país), em que faz afirmações precedidas dessas quatro palavras.

É uma variante do referido sofisma, simplificada e ampliada, pois está a dizer que tudo a que se refere veio depois dele.

Quem o ouve ou aceita o dito num ato de fé ou tem de olhar toda a História do País para verificar se o que foi afirmado vale ou não.

(...)

Os debates pela televisão, que nesse meio de comunicação poderiam ter maior alcance, além de serem poucos, têm também uma sistemática a limitar o papel de jornalistas ao de cronometristas, com quase ou nenhum espaço para suas perguntas.

(...)

Como sempre neste país, os eleitores votarão em condições de informações e de percepções muito limitadas.

Roberto Macedo - O Estado de S.Paulo

Lula, Dilma e seus sofismas

ECONOMISTA (UFMG, USP E HARVARD), PROFESSOR ASSOCIADO À FAAP, É VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO

outubro 20, 2010

ANTIPRIVATISTA E COM ARROUBO ESTATISTA E SOB O DOMÍNIO DE UMA "COISA" É ISSO QUE O PT QUER PARA O NOSSO FUTURO?

O enfraquecimento da economia venezuelana, em boa parte devido à política de estatização que o governo socialista de Hugo Chávez intensificou nos últimos anos, é um exemplo do que poderia acontecer com a economia brasileira se fossem transformadas em política de governo as teses antiprivatistas defendidas por militantes do PT e que vêm marcando a propaganda eleitoral da candidata Dilma Rousseff.

É contínua, e em alguns casos avassaladora, a perda de eficiência das empresas cujo controle foi transferido para o governo bolivariano de Chávez, que só em raras situações ressarciu adequadamente os antigos controladores.

O mau desempenho da grande maioria das empresas estatizadas contribui para manter a atividade econômica do país no atoleiro e os preços em alta - a Venezuela tem o pior desempenho econômico da região desde o início da crise mundial.

A produção da siderúrgica Sidor, antes controlada pelo grupo argentino Techint, caiu 28% desde sua estatização em 2008, de acordo com reportagem do jornal Valor.

A fabricante de alumínio Venalum, que gerou lucro de US$ 60 milhões no último ano sob controle privado (2005), agora estatal só gera prejuízos.

A Bauxilum, que quando privada chegou a produzir 5,6 milhões de toneladas de bauxita por ano, em 2010, como estatal, só produzirá 3 milhões.

No campo, dos 350 mil hectares desapropriados pelo governo em 2009, só 9,4 mil hectares estão sendo cultivados - ou seja, 97,3% continuam improdutivos, de acordo com um instituto de pesquisa privado.

Num curto, mas denso balanço da situação de seu país em 2009, o presidente da Federação das Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela, Noel Álvarez, afirmou: "O ano termina com um colapso nos serviços públicos de água, luz, transporte e infraestrutura viária, uma queda na produção, um aumento no desemprego, intervenções em propriedades rurais e expropriação de empresa e aumento da insegurança pessoal e jurídica."

Era, na época, o retrato de um país cujas bases econômicas vinham sendo solapadas por uma política populista destinada a garantir a perpetuidade do caudilho no poder.

Em 2010, essa política foi intensificada e, com a apertada vitória da situação na eleição de setembro - Chávez perdeu a maioria de dois terços necessária para a aprovação de mudanças legislativas importantes -, foi estendida com mais vigor para outras áreas, especialmente a de alimentos, politicamente muito sensível.

Inversamente proporcionais ao avanço do Estado venezuelano sobre a economia, os resultados globais são cada vez piores.

Em 2010, só até agosto, as desapropriações do governo chavista atingiram 174 empresas privadas, a maior parte das quais pertence ao setor de fornecimento da indústria de petróleo e gás.

Mas - como dissemos - a onda atual inclui também empresas da área de produção e distribuição de alimentos.

A explicação do governo para a ampliação da intervenção também nessa área foi a necessidade de evitar o desabastecimento, em razão da retenção indevida de estoques.

Pode ser mera coincidência, mas o fato é que, em meados do ano, milhares de toneladas de alimentos importados pelo governo apodreceram nos contêineres parados nos portos controlados pelo Estado bolivariano, o que afetou a popularidade do caudilho e de seu partido.

(...)

Essa política estatizante, além de reduzir investimentos públicos em áreas como saúde, educação e segurança pública - pois, quando paga, o governo desvia recursos para áreas em que o setor privado é mais eficiente -, gera insegurança jurídica.

Temerosa, também a iniciativa privada deixa de investir, o que retarda a recuperação da economia.

É sobre isso que conviria aos eleitores brasileiros refletir.

O Estado de S. Paulo

FAZENDA ELEVA PREVISÃO DE DÉFICIT EXTERNO.

Por causa do processo de valorização do real, o Ministério da Fazenda elevou suas projeções para o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos neste e no próximo ano, segundo informou uma fonte ao "Estado".

Os novos números dessa conta que registra todas as operações de comércio exterior, serviços e rendas do Brasil com o exterior serão divulgados ainda nesta semana pela Fazenda no boletim Economia Brasileira em Perspectiva, documento que o ministério produz sobre a evolução dos principais indicadores macroeconômicos e com projeções para a economia.

Para este ano, a nova projeção de saldo negativo na conta corrente é de US$ 49,5 bilhões, equivalente a 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB).

Antes, a Fazenda projetava déficit de US$ 45,9 bilhões (2,3% do PIB).

Para 2011, a nova previsão é de saldo negativo de US$ 58,8 bilhões, ou 2,73% do PIB. No boletim anterior, a estimativa era de US$ 56 bilhões de déficit, ou 2,6% do PIB.

A trajetória de rápida piora nas contas externas do País desde meados do ano passado tem causado preocupações na equipe econômica.

Afinal, o agravamento do déficit externo significa que a indústria nacional não está conseguindo atender os consumires brasileiros e pode estar perdendo espaço para seus competidores estrangeiros.

Além disso, com a constante e rápida deterioração das contas externas, o risco de uma crise cambial no futuro aumenta, o que, se ocorrer, pode provocar, entre outros problemas, uma alta da inflação.

Diferencial.

Para o Ministério da Fazenda, o movimento da conta corrente reflete não só um crescimento mais forte da economia brasileira em comparação com os países desenvolvidos (que gera mais importações do que exportações), mas também o câmbio sobrevalorizado, que estimula não só a compra de bens importados, mas também remessas de lucros e viagens ao exterior.

Essa avaliação explica por que o governo está com uma postura bem mais agressiva no câmbio, adotando medidas para conter a valorização do real.

Para o Banco Central, por sua vez, o diferencial de crescimento econômico é o principal elemento que explica o crescente déficit externo.

(...)

No cenário desenhado pelo Ministério da Fazenda para as contas externas do País em 2010, a conta de viagens internacionais deverá ter saldo negativo superior a US$ 9 bilhões (antes estavam previstos US$ 8,9 bilhões) e a de remessas de lucros e dividendos deverá ter déficit se aproximando de US$ 35 bilhões (no documento anterior estava em US$ 33 bilhões).

Segundo a fonte, essas duas contas têm forte influência da taxa de câmbio valorizada.

(...)

PIB.

O ministério está mantendo em U$S 35 bilhões a projeção de ingressos de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado à produção, em 2010, segundo a fonte.

Para o ano que vem, a estimativa é de US$ 45 bilhões em ingressos de IED.

O boletim Economia Brasileira em Perspectiva do Ministério da Fazenda trará também oficialmente a nova projeção de crescimento da economia para 2010, agora em 7,5%.

No documento anterior, a previsão era de 6,5%.

Para 2011, o governo manteve a projeção de alta do PIB em 5,5%.

Saldo negativo

US$ 49,5 bi
é a previsão do Ministério da Fazenda para o déficit da conta corrente neste ano (equivalente a 2,49% do PIB)

US$ 58,8 bi
é a previsão do Ministério da Fazenda para o déficit da conta corrente em 2011 (2,73% do PIB)

Fabio Graner O Estado de S. Paulo

POBRE SUPERÁVIT PRIMÁRIO

Depois de ter emitido dívida pública para conceder empréstimo ao BNDES e de ampliar o antigo Projeto Piloto de Investimentos (PPI), incorporando todo o orçamento do PAC às possibilidades de abatimento da meta fiscal, o governo agora acena com mais uma medida para aumentar artificialmente as receitas primárias.

Trata-se de nova emissão de dívida pública para ajudar no cumprimento das metas, conforme veremos.

Com esse jogo contábil o governo conseguirá prejudicar ainda mais a transparência e a previsibilidade no âmbito fiscal.

Hoje, o sistema de metas para o superávit primário já não traz informação relevante para a avaliação fiscal.

Isso porque permanece a evolução do gasto e o primário, mesmo assim, aumenta via maquiagem dos resultados a fim de apresentar uma pseudoausteridade.

No curto prazo funciona, mas em prazo maior a credibilidade conquistada nos últimos anos, com a ajuda deste mesmo governo, será convertida em riscos, aumento da taxa básica de juros e redução do potencial de crescimento.

A meta fiscal já não fornece mais informações relevantes.

O resultado primário do setor público consolidado precisará passar, a cada divulgação, por uma "limpeza" para poder ser analisado.

No último resultado primário do governo central, por exemplo, referente a agosto, seria conveniente descontarmos R$ 1,4 bilhão de receitas advindas da venda de dividendos futuros da União junto à Eletrobrás para o BNDES.

A justificativa é evidente, uma vez que se antecipou uma receita para elevar resultados. Contabilidade. E só isso.

Assim como este, vários outros artificialismos precisarão ser isolados para se chegar ao primário efetivo.

Conforme mencionado, o jogo contábil será, agora, "coroado" com a operação que envolve Petrobrás, BNDES e Tesouro, refletindo-se já no resultado de setembro, com cerca de 1% do PIB emitido em dívida transferido ao Tesouro e pago à Petrobrás (compra de ações), que, por sua vez, o repassará ao Tesouro como forma de parte do pagamento das reservas do pré-sal (rubrica concessões).

Essa contabilidade criativa é danosa às finanças públicas, principalmente pela perda de transparência, e é também prejudicial, no médio prazo, à credibilidade conquistada no campo fiscal, um dos sustentáculos da atratividade ao capital externo.

Se Fernando Henrique Cardoso foi o presidente da estabilidade, tendo liderado o Plano Real, ainda como ministro de Itamar Franco, e Lula foi o presidente da distribuição de renda, o que se espera do próximo presidente é a elaboração de uma estratégia que permita ao País ampliar, efetiva e solidamente, as taxas de crescimento.

Tal necessidade - único caminho para ampliar emprego e renda - passa pela adoção de uma nova política fiscal, mais austera, mais transparente e menos onerosa à sociedade.

O setor público ainda sustenta um déficit nominal de 3,4% do PIB, muito distante do necessário "zero".

É verdade que grande parte desse déficit nominal é explicada pelo pagamento de juros, da ordem de 5,4% do PIB, mas este, por sua vez, não é um problema em si.

Isto é, ele é fruto de uma taxa básica de juros elevada, sim, mas que se explica pela própria incapacidade do governo em reduzir o peso de seu consumo sobre a demanda agregada da economia.

Gastando em excesso, o governo acaba pressionando os juros, que precisam ser elevados para conter a inflação.

O problema fiscal, assim, é causador de um dos principais entraves ao crescimento e ao desenvolvimento, que é o baixo investimento no Brasil, resultante de juros ainda relativamente altos, que desestimulam o investimento produtivo.

O próximo presidente, assim, terá à frente a tarefa central de reorganizar as finanças públicas e adotar uma estratégia fiscal que auxilie o crescimento e divida com a política monetária o ônus do controle inflacionário.

Em outras palavras, a meta já não vale mais nada e as regras do jogo estão em aberto.

Restará ao próximo jogador redefini-las.

Felipe Salto O Estado de S. Paulo

PETROBRÁS EM BUSCA DE MAIS US$ 33 bi


O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou ontem que, mesmo após sua recente capitalização, a estatal precisará buscar no mercado entre US$ 32 bilhões e US$ 33 bilhões para fazer frente ao seu programa de investimentos previsto para o período 2010-2014, de US$ 224 bilhões.

Pelos cálculos de Gabrielli, o volume de recursos necessários para bancar os investimentos e pagar a dívida de US$ 38 bilhões, que vence no mesmo período, chega a US$ 262 bilhões.

Descontada a geração de caixa, em torno de US$ 155 bilhões, e os recursos que entraram no caixa da empresa por meio da capitalização (US$ 25 bilhões), ainda ficariam faltando pouco mais de US$ 30 bilhões para fechar a conta.

O valor é a metade do que o próprio Gabrielli havia projetado no início do mês.

Apesar da discrepância nos números, Gabrielli disse que a empresa não terá dificuldades para levantar esses recursos por meio de endividamento, uma vez que o seu nível de alavancagem (dívida em relação ao patrimônio) caiu para 18% depois da capitalização.

Antes desta, esse indicador era de 34%, muito próximo do limite de 35% estipulado pela própria Petrobras.

— Essa taxa (de 18% de alavancagem) é extremamente confortável — disse Gabrielli, em entrevista logo depois de participar da abertura da quarta edição da Santos Offshore Oil & Gas Expo.

Gabrielli:

Tupi foi antecipado por custo de equipamento Gabrielli também estimou o total de recursos que serão aplicados pela companhia na exploração dos cinco bilhões de barris de petróleo cedidos pela União em troca da capitalização.

Segundo ele, os investimentos devem ficar abaixo dos US$ 10 bilhões.

Sobre a antecipação, anunciada anteontem, do início da exploração comercial do présal na área de Tupi para 27 ou 29 de outubro, portanto às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, Gabrielli disse que a data foi definida há mais de um ano e não tem qualquer motivação eleitoral.

A Petrobras, porém, sempre divulgou que a data para a entrada em operação de Tupi seria até o fim deste ano. Gabrielli criticou a manchete de ontem do GLOBO sobre o assunto.

— Não tenho culpa se eles (os editores) acham que é uma relação eleitoral (a antecipação da data).
A opinião do editor que lança na manchete de primeira página uma especulação eleitoral é responsabilidade do GLOBO.
Não é da Petrobras — afirmou.

Segundo Gabrielli, outra razão que levou à antecipação da produção foi o custo do aluguel dos equipamentos utilizados para retirar o petróleo do pré-sal, que chega a US$ 370 mil por dia.

— Estamos antecipando por razões técnicas e econômicas.

A cada três dias temos que pagar US$ 1 milhão, só de aluguel. Portanto, quanto mais cedo produzirmos, melhor — afirmou.

Lino Rodrigues O Globo

COMO VOVÓ JÁ DIZIA : QUEM NÃO TEM COLÍRIO USA ÓCULOS ESCURO, OU : QUEM TEM TEMER NÃO DEVE USAR PAULO PRETO.

Retrospectivas :


Documentos indicam suposta mesada de empreiteira a políticos e partidos A Polícia Federal concluiu a Operação Castelo de Areia - investigação sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo executivos da Construtora Camargo Corrêa e anexou ao relatório documento que pode indicar suposto esquema de pagamentos mensais a parlamentares e administradores públicos e doações "por fora" para partidos políticos.
O dossiê é formado por 54 planilhas que sugerem provável contabilidade paralela da empreiteira.

Elas registram dados sobre 208 obras e contratos da Camargo Corrêa entre 1995 e 1998, espalhados por quase todo o País e também no exterior - Bolívia e Peru.

Os repasses teriam ocorrido naquele período em favor de deputados federais, senadores, prefeitos e servidores municipais e estaduais.

Em quatro anos a empreiteira desembolsou R$ 178,16 milhões.

Em 1995, segundo os registros, ela pagou R$ 17,3 milhões. Em 1996, R$ 50,54 milhões. Em 1997, R$ 41,13 milhões.

No ano de 1998, R$ 69,14 milhões.

O Ministério Público Federal poderá requisitar à Justiça o envio à Procuradoria-Geral da República dos dados referentes a autoridades que detêm prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal (STF).


Outra medida será a abertura de vários inquéritos para investigar as obras.
O Estado de S. Paulo


Fotomontagem “thepassiranews”


O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), reagiu com indignação à citação de seu nome no arquivo secreto da Construtora Camargo Corrêa, que sugere uma contabilidade paralela da empreiteira, investigada na operação Castelo de Areia, da Polícia Federal.

Lidar com cafajeste é uma coisa brutal.
Estou indignado.
É uma infâmia sem tamanho, disse Temer.

Ele informou que soube que não se trata de um papel oficial, que fala de um período em que ele era presidente da Câmara, e observou que seu nome está grafado de forma errada:
"Themer".

"Quero dizer enfaticamente, em letras garrafais, que se trata de uma infâmia. Coisa vil, de gente vil, que se utiliza disso para chamuscar o nome dos outros", declarou o presidente da Câmara.

Temer disse que amanhã apresentará uma petição para obter os documentos nos quais seu nome é citado e que, quando receber os documentos, responsabilizará os que os produziram.

Ele é citado 21 vezes no arquivo entre 9 de outubro de 1996 e 28 de dezembro de 1998, ao lado de quantias que somam US$ 345 mil.

As planilhas constam dos autos da Castelo de Areia, operação integrada da polícia Federal (PF) e da Procuradoria da República.

DENISE MADUEÑO - Agencia Estado

Clique: