"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 17, 2010

ELEIÇÃO " VITAMINADA " , POIS É !

As duas principais candidaturas presidenciais podem consumir, juntas, quase R$ 1 bilhão até outubro. A estimativa de tesoureiros e coordenadores é de que as eleições de 2010 sejam as mais vitaminadas da história brasileira.

Somente os recursos destinados diretamente às campanhas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) somariam cerca de R$ 500 milhões.

Outros R$ 500 milhões seriam repassados aos estados e ao DF para candidaturas majoritárias que garantam palanques aos dois principais postulantes ao Planalto.

Para ter alguma chance de vitória, o patamar mínimo de gastos seria de, pelo menos, R$ 100 milhões, valor almejado pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE).

Capilaridade

O dinheiro gasto nas duas campanhas também servirá para coordenar os trabalhos em comitês regionais. A campanha de Dilma terá um responsável por estado e no Distrito Federal, subordinados ao coordenador nacional.
O comitê central ainda não foi definido.

A estrutura da campanha à Presidência dos tucanos terá oito coordenadores regionais distribuídos pelo país. Cada centro de comando ficará responsável, em média, por três estados.
Maior colégio eleitoral do país, São Paulo terá escritório próprio, responsável por coordenar também as ações no Rio de Janeiro.
O quartel-general será instalado no DF.


1 - Cargo explosivo

Função com maior potencial de polêmica nas campanhas eleitorais, a Tesouraria é a responsável pela arrecadação e controle dos gastos.

2 - Colégio por colégio

Nos estados menores, uma campanha para governador deve ser orçada em até R$ 10 milhões. Nos maiores colégio eleitorais do país, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, as principais candidaturas consumirão valores que devem ultrapassar os R$ 30 milhões.

Cifras milionárias

R$ 250 milhões
Gastos estimados das candidaturas de Dilma Rousseff e de José Serra à Presidência

R$ 168 milhões
Custo da campanha de Lula à reeleição em 2006

R$ 161 milhões
Valor declarado por Geraldo Alckmin em 2006

R$ 50 milhões
Previsão de gastos para a produção do horário eleitoral

R$ 3,5 milhões
Custo mensal do aluguel de um jato particular para campanha

Matéria completa...

DEDICAÇÃO AOS IGUAIS, OS BANDIDOS.

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O presidente Lula conduz o Itamaraty da mesma maneira que o bispo Romualdo conduz a Igreja Universal. Os dois recomendaram procurar os bandidos nas cadeias e negociar diretamente com eles, dizendo:

“Pô, a gente está fazendo um trabalho tão bacana. Pô, todo mundo armado. Pô, a gente é companheiro ou não é?”.

O bispo Romualdo, de acordo com a Folha de S.Paulo, resumiu candidamente o espírito desse seu empenho diplomático bilateral: “Nosso problema não é o bandido, nosso problema é a polícia”. É o que Lula tem repetido insistentemente nos últimos anos, em todos os encontros internacionais.

Ele recomenda procurar os bandidos em suas cadeias e negociar diretamente com eles. Porque o problema, segundo Lula, não é o bandido de Cuba, o bandido de Gaza, o bandido da Coreia do Norte, o bandido da Guiné Equatorial, o bandido da Venezuela - o problema é a polícia.

Em 16 de maio, o bispo Lula emulará o presidente Romualdo e dará o passo mais ruinoso de sua carreira. Ele procurará Mahmoud Ahmadinejad em sua cadeia iraniana e negociará com ele “olho no olho”, prometendo ajudá-lo a escapar da polícia dos Estados Unidos e da Europa.

Lula retribui assim a visita de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil, no fim do ano passado. Um de seus acompanhantes naquela visita foi Esmail Ghaani, que entrou anonimamente no país. Ele era comandante interino das Forças Quds, a unidade de elite da Guarda Revolucionária iraniana.

A caminho do Brasil, Mahmoud Ahmadinejad e Esmail Ghaani fizeram uma escala no Senegal. O jornal Al Qanat, publicado no Líbano, em árabe, relatou que Esmail Ghaani usou sua passagem por Dacar para adquirir uma série de docas no porto local, em nome da companhia de fachada IRISL.

Nessas docas, a Guarda Revolucionária iraniana pretende armazenar os produtos triangulados da América Latina, a fim de furar o bloqueio comercial imposto pela ONU.

O contrabando é apenas uma das bandidagens praticadas pelas Forças Quds. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos denunciou-as por treinar, financiar e armar terroristas. O chefe de Esmail Ghaani, Qassem Suleimani, foi punido pela ONU, que congelou seus bens.

A Europa acusou a Guarda Revolucionária de comandar o programa nuclear iraniano e passou a perseguir seu conglomerado de empresas por “proliferação de armas de destruição em massa”.

O que Esmail Ghaani fez no Brasil?

Com quem ele se encontrou?

Empresas nacionais negociaram com as empresas de fachada das Forças Quds?

Para Lula, nenhuma dessas perguntas importa. Afinal, a gente é companheiro ou não é?

Olho no olho com Mahmoud Ahmadinejad, em maio, Lula poderá dizer mais uma vez:

“Nosso problema não é o bandido, nosso problema é a polícia”. Pô.

Via Reinaldo Azevedo : Diogo Mainardi - O bispo Lula e a polícia;

DATAFOLHA 17/04/2010

http://jangadeiroonline.com.br/blogdajanga/uploads/2010/01/candidatos-Ciro-Dilma-Serra-e-Marina.JPG
Pesquisa Datafolha mostra José Serra (PSDB) com 38% das intenções de voto ante 28% de Dilma Rousseff (PT). É a primeira enquete após o lançamento da candidatura tucana, no sábado passado. No fim de março, Serra e Dilma tinham, respectivamente, 36% e 27%.

Pela primeira vez Ciro Gomes (PSB) 9% aparece numericamente atrás de Marina Silva (PV) 10%, embora do ponto de vista estatístico ambos estejam empatados.

Veja a pesquisa completa na edição deste sábado da Folha (íntegra disponível somente para assinantes do jornal ou do UOL).

A pesquisa, registrada sob o número 8.383/2010, foi realizada nos dias 15 e 16 de abril.A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Acesse o Gráfico : Editoria de Arte/Folha Imagem

PAC: SÓ SUSTENTA CORRUPÇÃO E POLITICAGENS, OBRAS NÃO.

Click a imagem

Em menos de um mês, três obras em portos fluviais
do Amazonas, incluídas no Programa de Aceleração de Crescimento, deram problemas.

Um deles, o de Humaitá, foi entregue pela ainda ministra Dilma Rousseff, no dia 25 de março.

Não foi o único incidente envolvendo obras desse tipo na região. Quatro dias depois, foi a vez de ocorrer problemas no terminal fluvial de Manaquiri, a 64 quilômetros de Manaus, quando uma passarela rachou justamente quando seria feita a ligação entre a balsa flutuante da ponte com a rampa de concreto.

O primeiro problema com terminais hidroviários do PAC tinha acontecido no dia 23 de março, na cidade de Itacoatiara, a 177 quilômetros da capital amazonense.

Nesse caso, a plataforma do porto cedeu durante a passagem de uma pá mecânica (uma espécie de trator), pesando 18 toneladas. O terminal, que está passando por reformas, deveria suportar um peso de 50 toneladas.

As obras nesses terminais fluviais têm sido capitalizadas politicamente no Estado.

Amiga e aliada do então ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, que será candidato ao governo do Amazonas, Dilma fez questão de prestigiar a inauguração da obra do PAC em Humaitá.

Foi uma de suas últimas participações em eventos desse tipo antes de deixar a Casa Civil para concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As obras do porto de Humaitá têm um custo estimado em R$ 15 milhões. As de Itacoatiara somam R$ 7 milhões, enquanto as de Manaquiri somam R$ 4,9 milhões.

NO PIAUÍ, MAIS UM CALOTE DO PAC.

Agência Senado

As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Piauí não passam de promessas.

Nenhuma obra anunciada pela ex-ministra Dilma Rousseff foi concluída e outras, a exemplo do Porto de Luís Correia, estão em "estágios ridículos" de andamento.

O desabafo foi feito nesta sexta-feira (16) pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), em discurso no plenário.

O parlamentar lembrou ainda que a foto que ilustra a cartilha do PAC de número 8, destinada à divulgação do programa no Piauí, não diz respeito a uma obra no estado, mas sim à transposição das águas do rio São Francisco na Bahia.

Heráclito também cobrou do Ministério Público do Piauí que investigue os contratos de locação de veículos utilizados pelas repartições públicas do estado.

Segundo ele, a terceirização ultrapassa aos R$ 5 milhões por mês, "o que é um absurdo para um estado tão pobre como o Piauí".
E elogiou a intenção do atual governador do estado, Wilson Martins, de cancelar os contratos.


- Pode ser o primeiro dos muitos escândalos do ex-governador Wellington Dias - previu o senador.
Dias deixou recentemente o governo para disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

LDO DIRECIONA RESTRIÇÃO AO TCU.

http://arquivos.cdlanapolis.com.br/old/obstaculo.jpg
Tiago Pariz/CorreioBraziliense

O governo acirrou a briga com o Tribunal de Contas da União (TCU). O projeto para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2011 prevê que obras irregulares não podem ser interrompidas, consolidando o esforço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de evitar que projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sejam parados por ordem do TCU.

A proposta impõe uma série de dificuldades para a paralisação de uma determinada iniciativa, incluindo até questões subjetivas.

“A paralisação de obras somente deverá ocorrer depois de esgotadas todas as medidas administrativas cabíveis, considerados os aspectos sociais, econômicos e ambientais decorrentes do atraso na execução; os riscos à população local; os riscos de depreciação da obra e as despesas necessárias à conservação”, ressalta o Ministério do Planejamento na explicação do projeto.

No começo do ano, Lula vetou um artigo do Orçamento e liberou R$ 13,1 bilhões para quatro obras da Petrobras com irregularidades graves apontadas pelo TCU. Um desses empreendimentos é a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

O texto do projeto da LDO também implementa uma mudança em relação à norma aprovada no ano passado.
Caso o Orçamento de 2011 não esteja sancionado até 31 de dezembro, todos os investimentos deste ano — incluindo obras com início previsto para 2011— não serão interrompidos.

No ano passado, a lei permitia apenas a continuidade de projetos já iniciados.

A LDO também mantém a flexibilização na política fiscal que permite ao governo excluir os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento da meta de superavit primário, estabelecida em 3,3%. Esse dinheiro é separado para pagar os juros da dívida pública.

Leia o resumo do texto da LDO produzido pelo Ministério do Planejamento

abril 16, 2010

GENTE QUE MENTE/REPASSANDO

Gente que Mente »

MENTIRA:

“As palavras de Tancredo não podem ser esquecidas. Elas têm e devem nos inspirar. O governo Lula realizou na prática o sonho de Tancredo Neves.”

(Pré-candidata do PT Dilma Rousseff, em São João Del Rey (MG),06/04/10.)

A VERDADE:

As palavras do partido de Dilma Rousseff também não podem ser esquecidas:

PT DECLARA GUERRA A TANCREDO, manchete do Jornal da Tarde de 11 de fevereiro de 1985.

Click/amplia

Agora que você já sabe quem é o lobo em pelo de cordeiro desta eleição, repasse estas imagens para os seus amigos e conhecidos.

Não deixe a mentira vencer.

CARGA TRIBUTÁRIA,A IMPOSTORA(ES) E O IMPOSTÔMETRO.

Ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil

“A minha proposta está assumida em documento, porque a reforma [tributária] é a que eu estou dando mais importância. Nós temos que reduzir os impostos nas exportações, na produção, para que o nosso Brasil possa ser mais competitivo. E somente alguém com o meu perfil pode fazer isso.” (Candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em debate na TV com José Serra, nas eleições de 2002.)

No governo do cachaça, a carga tributária bateu recorde. Em 2008, chegou a 36,56%, ultrapassando a casa de R$ 1 trilhão.
E o manguaça já avisou que vai manter os impostos
em alta “Falta um ano para de eu sair do governo, não existe possibilidade de abaixar imposto.”
(Fonte/Gente que Mente)

Agência Estado


A ex-ministra e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta que "a hora da reforma tributária chegou" durante palestra a 130 empresários na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). No discurso, também defendeu que "o Brasil precisa de desoneração fiscal", ao relembrar medidas adotadas para enfrentar a crise financeira mundial.

No contexto de combate à crise, Dilma citou que "provamos e sentimos na carne", numa referência à experiência de desoneração. "Mudou a visão de cada um de nós a respeito da importância da desoneração tributária", relacionou.

Em seu discurso, Dilma considerou fundamental a existência de um fundo de compensação aos Estados que serão afetados pela reforma tributária e defendeu que o contexto é favorável à mudança, citando as previsões de crescimento econômico. "Nós teremos mais dinheiro para poder fazer reforma tributária", analisou.

Mais...

O BARCO E A LUTA PELA LIBERDADE COMO A DE CUBA?

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Autor(es): Agencia O Globo/ NELSON MOTTA

Usar de todos os meios para derrubar a ditadura e convocar eleições gerais livres e abertas a todos os partidos.

Seria patriótico e democrático, se não fosse mentira. O objetivo da luta armada no Brasil era trocar uma ditadura por outra, baseada na revolução cubana.

Zé Dirceu, Dilma e Tarso Genro se orgulham disto. Cegos de fé, juventude e generosidade, sonhavam com uma ditadura legitima, do bem, porque do povo, do proletariado.

Também acreditei nisto, como muitos jovens oprimidos e ingênuos, até que a razão, os fatos e a história me convenceram do engano.

Mas uma loba guerrilheira nunca vai admitir que, além de um erro estratégico e político, a sua luta e o sacrifício de tantos companheiros eram para instituir uma ditadura socialista no Brasil.

Dirá que foi pela liberdade do povo. A mesma que os cubanos têm hoje? Ninguém ousa lhe perguntar.

Muitos dos seus ex-companheiros de armas, graças à democracia, ocupam postos importantes no governo, e reconhecem que a luta armada foi um erro de avaliação, talvez por excesso de juventude e generosidade.

Mas ela nunca reconhecerá, nem que a vaca tussa.

Ela não abandonou o barco nem fugiu da luta, não avaliou que seu sacrifício e de tantos companheiros poderia se voltar contra eles, como uma greve de fome, e até atrasar o processo de redemocratização.

Mas, para versões bolcheviques de velhos hippies de rabo de cavalo, parece que o sonho não acabou. Cordeiro em pele de lobo, Lula, o raposão, jamais sonhou com uma cubanização do Brasil.
Cresceu e se desenvolveu como sindicalista por sua inteligência e capacidade de negociação.

Loba em pele de loba, ela se acostumou a planejar e a mandar — e obedecer ao chefe — no que deve ser competente: é condição indispensável a uma gestora de gestores.

Lula também tem um lado lobo, quando esbraveja e bravateia nos palanques, mas deve as maiores conquistas do seu governo, e sua popularidade, à sua formação e aptidão de grande negociador, que o levou a harmonizar partidos, corporações e interesses conflitantes para o sucesso de seus programas econômicos e sociais.

Mas a loba ama a luta.

SETOR ELÉTRICO E A EXEPCIONAL ADMINISTRADORA ENÉRGICA.

http://www.unicentro.br/graduacao/deadm/administracao.jpg

O modelo Rousseff

Rogério L. Furquim Werneck - O Estado de S.Paulo

A ruidosa licitação da Usina de Belo Monte permite perceber com clareza em que, afinal, redundou a reforma do setor elétrico, comandada nos últimos sete anos por Dilma Rousseff. Para assegurar a expansão da oferta de energia, o governo se vê obrigado a aplicar doses maciças e crescentes de dinheiro público em cada novo projeto de investimento.

Quando assumiu o Ministério de Minas e Energia em 2003, Dilma anunciou que seu objetivo fundamental na remodelagem do setor elétrico era garantir a modicidade tarifária.

Objetivo mais que defensável. O desafio estava em remover entraves à expansão da oferta de energia e estabelecer regras e práticas de regulação bem concebidas, capazes de reduzir a incerteza regulatória e atrair sólido fluxo de investimento para o setor.

Não há melhor forma de assegurar tarifas módicas do que manter ambiente propício à expansão da oferta de energia em compasso com o crescimento da demanda. Infelizmente, não foi esse o programa de ação escolhido pela ministra.

A proposta que apresentou em meados de 2003 deixou o setor elétrico horrorizado. Entre "pontos inegociáveis" e delírios voluntaristas, o documento que veio a público mostrava total descaso por incentivos e riscos que condicionam decisões de investimento no setor.

Foi preciso bem mais de um ano para que, com a ajuda de especialistas de fora do governo, o documento inicial fosse convertido em algo que servisse de base para uma proposta menos rudimentar de reforma do setor elétrico.

Mas o vezo voluntarista e o desprezo por forças de mercado que marcaram a formulação da proposta original jamais puderam ser completamente eliminados. E afloraram agora, de forma clara, na licitação da usina de Belo Monte.

A preocupação central com a modicidade tarifária permanece. O problema é que, sem poder contar com um ambiente de investimento que engendre tarifas módicas de forma natural, o governo vem tentando assegurar a modicidade tarifária na marra, despejando nas novas usinas todo o dinheiro público que for necessário.

O ponto de partida em Belo Monte foi um esquema de financiamento que permitisse fixar em nível arbitrariamente baixo a tarifa máxima, que poderá ser exigida na licitação.

Feito o orçamento preliminar do projeto, constatou-se que tarifa tão baixa só seria viável se 49% dos investimentos fossem bancados pela Eletrobrás, que se contentaria com uma remuneração "patriótica" dos recursos investidos.

Na verdade, a Eletrobrás nem conta com tais recursos.
(...)
Salta aos olhos que há algo de profundamente errado em tudo isso. Ao fim e ao cabo, o que se vê é a modicidade tarifária viabilizada por gigantesco e demagógico programa de subsídio à energia elétrica, bancado por recursos públicos que poderiam ter utilização alternativa incomparavelmente mais nobre.
Continua...