"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

dezembro 02, 2009

UMA RETROSPECTIVA - DO PRÉ-SAL



Postado em 08/12/09
O pré sal e o futuro do Brasil depende da luta do povo nas ruas contra o novo projeto de entrega do governo Lula

“Rifa-se mais uma vez o futuro do Brasil”

Veja o retrato 3X4 do novo projeto de entrega do governo Lula.
Nada
diferente do que ocorre no Equador e demais países das Américas Central
e Sul.
No congresso nacional, em Brasília, o governo Lula negocia os
ajustes nas propostas de entrega das reservas de petróleo do Brasil
para as Big Oil.

De 2001 a 2007, as cinco das principais Big Oil –ExxonMobil, Shell,
British Petroleum, Chevron e Conoco Philips– tiveram lucro de US$ 519
bilhões.
Aqui no Brasil, todas elas, e outras, estão associadas à Petrobras que é hoje uma das
grandes transnacionais do mundo, já incorporada ao grupo das Big Oil.

Pois, apenas 32% das ações da Petrobras pertencem à União, e que
ficarão ainda mais diluídas com a capitalização da Petrobras.

A capitalização da Petrobras será feita com 5,0 bilhões de barris de
petróleo retirados do povo brasileiro para beneficiar a burguesia
nacional e internacional.

Em termos apenas de reservas petrolíferas mundiais, as Big Oil estão no
Vermelho.

Elas têm sob seu poder somente 7% das reservas mundiais de
petróleo.

Enquanto que sob o domínio e controle estatal o percentual da
reserva global de petróleo é de mais de 77%.

As Big Oil passam a ficar
no azul aqui no Brasil, onde só do Campo de Azulão,
localizado na bacia de Santos, 80% pertence à ExxonMobil e Hess
(Estados Unidos), e 20% é da Petrobras (Brasil).

O campo de Azulão que
é parte de um conjunto de campos numa mega estrutura geológica do tipo
Ghawar, Arábia Saudita, pode ter até 12 bilhões de barris de petróleo.

Essa colossal estrutura é o filé mignon do pré sal ultraprofundo do
Brasil.

Todas as alternativas buscadas até agora pelos governos dos Estados democráticos burgueses caminham no sentido de encontrar saídas para o capitalismo e sustentação dos
mercados financeiros ao redor do mundo.

A nossa palavra de ordem é a
busca da solução para a humanidade (não para o capitalismo).

Pois, quanto mais cresce a renda petroleira das Big Oil e das empresas
estatais, cada vez maior fica instalada a miséria no planeta Terra.
A
crise social global é estabelecida e agravada pelo crescimento
econômico do capitalismo imperialista mundial.
Simultaneamente, o
crescimento do consumo de combustíveis fósseis cresce a crise
ambiental.

E é neste quadro que o governo Lula pretende manter o modelo de regime de concessão de FHC
para garantir o domínio e o controle das Big Oil sobre as reservas de
petróleo do Brasil.


Quem estabeleceu as concessões das reservas de
petróleo do Brasil para as Big Oil foi a lei 9.478.97 de FHC.

A lei 9.478.97 de FHC que permanece no governo Lula, determina que a
participação da União no produto da lavra é menor do que a metade da
média mundial, que é 84%, contra zero% a 45% no Brasil.
Os países da
OPEP, por exemplo, não abrem mão de 90% de suas participações no
produto da lavra.

Acontece que 29% do filé mignon do pré sal ultraprofundo já está sob o
domínio e o controle das Big Oil. E fora do pré sal ultraprofundo já
foi leiloado 9%, totalizando 38% das 24 bacias sedimentares do Brasil.

Esse é o real motivo da permanência do modelo de regime de concessão,
estabelecido pela lei 9.478.97 de FHC, no novo projeto de entrega do
governo Lula. O governo Lula apenas acrescenta o modelo de regime de
partilha.

No modelo de partilha de produção, o petróleo retirado de um bloco é
dividido entre o chamado “custo óleo”, que remunera todos os custos das
empresas do consórcio, e o “lucro óleo”, que é dividido entre as
empresas e a União.

O governo já disse que escolherá para cada bloco as
empresas que oferecerem a maior parcela do “lucro óleo” à União, com a
Petrobras tendo obrigatoriamente 30% de todos os blocos.

O funcionamento da concessão e da partilha é como fatiar uma pizza.
A
maior fatia, metade da pizza (65%), é das Big Oil –ExxonMobil, Hess,
Shell, BP, Chevron, Conoco Philips e outras (44%) e Petrobras (21%).

Outra fatia (cerca de 20%) é para o custo de extração que será
ressarcido com o lucro óleo. E o menor pedaço da pizza (15%) é a parte
da União.

Capitalização da Petrobras

Segundo a avaliação de reserva da USGS em 2001, a bacia de Santos
contém 41.761 bilhões de barris de óleo equivalente (bboe).
Ou seja,
48% do total (ainda para achar - 87.285 bboe) do Brasil.

O novo projeto de entrega do governo Lula é para todo o conjunto
constituído de 24 bacias sedimentares do Brasil, Vai funcionar para
todos os pré e pós sais terrestres e de águas rasas, profundas e
ultraprofundas.

A previsão de extração da Petrobras até 2020 é de 13,3 bboe que
representa 15% da reserva total ainda para achar calculada pela USGS em
2001.
“Coincidentemente”, os 5,0 bilhões de barris de petróleo para
capitalizar a Petrobras correspondem a 6% da reserva total calculada
pela USGS ainda para achar, totalizando 21%.

De toda a área do pré sal ultraprofundo, 29% já foi leiloada.
Sobra,
por tanto, 71%. E 30% de 71% é 21%, completado com os 5,0 bilhões de
barris de petróleo que serão usados para capitalizar a Petrobras.

Royalty significa superávit gordo e social magro

Conforme as propostas apresentadas, a batalha do governo Lula é para
acelerar a entrega do petróleo da bacia de Santos para as Big Oil.

Fonte: Governo
Como o modelo de regime de concessão, estabelecido pela lei 9.478.97 de
FHC, permanece, os royalties continuarão sendo distribuídos.
Nada mais
precisa ser acrescentado.

Esse é o retrato 3X4 do novo projeto de

entrega do governo Lula.
Logo,
o fortalecimento da Campanha Todo o Petróleo tem que ser do povo
brasileiro e Petrobras 100% Estatal é uma necessidade urgente.
[*] Dalton Francisco Dos Santos / Geólogo e Diretor do Sindipetro de Alagoas e Sergipe (ALSE), Brasil / Email: santos240@gmail.com

NORMAL, MUITO NORMAL




dezembro 01, 2009

DESREPEITO À BANDEIRA E A CONSTITUIÇÃO

 

.WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES 

A cada dia, o GRUPO GUARARAPES fica MAIS sem entender a falta de respeito à nossa Constituição, tão decantada em verso e prosa pelos que se dizem defensores da DEMOCRACIA. 
Ela já nasceu capenga. 

Foi falsificada por um deputado federal, que como prêmio, só pode ser, foi guindado ao STF e agora é Ministro da Defesa. 

Em qualquer País do mundo não teria mais condições de permanecer na vida pública.

O que diz a nossa CF, “querida” e longa.
Afirma o seguinte:

- Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:

I – preferência a finalidade educativas, artísticas, culturais e informativas;

II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;

III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;

IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

O GRUPO GUARARAPES, defensor intransigente da LIBERDADE DE IMPRENSA, e por isso mesmo apóia o movimento de 1964, que salvou o BRASIL de uma ditadura marxista, como afirmam os comunistas sinceros como JACOB GORENDER e outros, não compreende ser levada ao ar a vida de um cantor que nada produziu de positivo no campo da cultura.

Sabe-se que num momento de explosão artística tresloucada e, talvez, para se afirmar perante uma platéia desvairada pelo efeito de estimulantes chegou a cuspir na BANDEIRA NACIONAL no palco onde se encontrava.

Será que atos como estes engrandecem os valores éticos e sociais da pessoa e da família?

Será que incentivando a vida de pessoas que não tiveram comportamentos normais estamos formando a nossa juventude?

Será que promove a cultura nacional e regional?

Será que a CHINA, CUBA ou USA têm artistas que desrespeitem os símbolos nacionais e merecem palmas dos governos e do seu povo?

O que seria mais proveitoso para toda sociedade brasileira? 

Realizar um programa mostrando a viagem épica de Pedro Teixeira, que subiu o Rio Amazonas no século XVII ou jogar na tela cenas que denigrem a pessoa humana?

O GRUPO GUARARAPES pergunta: 
A nossa LEI MAGNA existe para ser respeitada ou é uma lei do faz de conta?


COM A PALAVRA o Excelentíssimo Senhor MINISTRO DA JUSTIÇA, o grande defensor de bandidos estrangeiros. 
Comunista perseguidor dos que cumprem o seu dever constitucional.

CONHECIMENTO DE CAUSA



Arruda foi flagrado em um vídeo, divulgado em primeira mão pelo iG, recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa que, segundo inquérito da Polícia Federal, mostra um esquema de corrupção que teria começado nas eleições de 2006 e que continuou até os dias atuais.


"As imagens não falam por si", disse Lula.


"O que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação.

Quando tiver toda a investigação terminada, a Polícia Federal vai ter que apresentar o resultado final do processo.

Aí quem vai fazer juízo de valor é a justiça.
O presidente da República não pode ficar dando palpite", acrescentou.


O PT envolveu-se em escândalo similar, em 2005, quando foi acusado de participar de um esquema de compra de apoio ao governo no Congresso.
O chamado mensalão do PT foi denunciado pelo então deputado federal, Roberto Jefferson.



Reforma política

Lula, durante a entrevista, ainda cobrou do Congresso Nacional a aprovação da reforma política e do financiamento público das campanhas para evitar crimes eleitorais.

Segundo a Polícia Federal, parte do dinheiro que Arruda teria recebido de forma não declarada de empresas privadas foi para sua campanha, em 2006.


Para Lula, a reforma política é condição para evitar escândalos como o que atinge o governo do Distrito Federal.
“Já mandei duas minirreformas políticas para o Congresso Nacional.
Mandamos agora uma reforma com sete pontos importantes para serem votados, entre eles o financiamento público.
 Espero que o Congresso tenha maturidade para compreender que grande parte dos problemas que acontecem envolvem a questão da estrutura partidária no Brasil", afirmou.

REFORMA POLÍTICA OU REFORMA NOS POLÍTICOS?


NÃO ESPEREM NADA DO CONGRESSO




A máxima de que "de onde não se espera nada é que não vem nada mesmo" foi usada com conotações de humor negro nesta segunda-feira pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), durante um debate sobre corrupção realizado na sede do GLOBO. 

A frase foi uma das conclusões do senador frente ao cenário cada vez mais assustador de casos de corrução envolvendo parlamentares, governadores e outros políticos de alto escalão, especialmente agravado este fim de semana, após a divulgação de vídeos mostrando o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) , assessores e deputados distritais de Brasília manuseando maços de dinheiro vivo com origens e destinos ainda não explicados.

- Temos um Congresso pobre, sem preparo técnico, sem formação, que se beneficia de um modo de governo calcado em interesses de grupos de influência. 

Também não percebo nenhum ação concreta no combate à corrupção. 

Não há interesse. 

Hoje, o político com problemas judiciais contrata um advogado para emperrar o andamento do processo até o crime prescrever. 

Se a população brasileira quer mudar a situação que aí está, deve se mobilizar, deve protestar, como já vi fazerem na época dos caras-pintadas, por exemplo. 
 Mas não esperem nada do Congresso. 

De onde menos se espera é que não vem nada mesmo - disse o senador.

Na saída do debate, o senador gaúcho também classificou o episódio envolvendo José Roberto Arruda de "mensalão do DEM" :

- Vinte quatro horas antes de a denúncia ser divulgada, eu era fã do governador, até então considerado um administrador exemplar. 

Mas as gravações de vídeo e áudio não deixam dúvidas de que existe um mensalão do DEM, que opera mais ou menos no mesmo estilo do que foi denunciado no episódio envolvendo o PT em 2005 - afirmou Simon, completando em tom de desânimo:

- É triste constatar que as denúncias que derrubaram o Fernando Collor hoje parecem brincadeira de criança frente ao que estamos vendo. Em vez de melhorar, as coisas andaram para trás.

Fórum sobre mazelas do país

O seminário do qual o senador participou é um desdobramento da campanha "Nós e Você. Já São Dois Gritando", na qual O GLOBO convida a população para um debate público sobre os maiores problemas do Brasil, por meio de um fórum na internet ( www.oglobo.com.br/doisgritando). 


A mediação do debate foi feita pelo jornalista Merval Pereira, colunista do GLOBO. 


Por cerca de uma hora e meia, os convidados debateram diversos aspectos da corrupção que grassa no serviço público e no cenário político brasileiro, especialmente sobre os mecanismos disponíveis para o cidadão comum fiscalizar a atuação dos políticos em seus mandatos. 

Apesar de algumas discordâncias a respeito das origens e das formas mais eficientes de combate ao problema, os quatro convidados concordaram que a apatia política, a falta de engajamento e de mobilização social por parte da maioria dos brasileiros também ajudam a aumentar os índices de corrupção registrados no Brasil.

- Fica difícil mudar a situação de verdade se o cidadão não mudar a sua postura. Não basta ir a passeatas, tem que fiscalizar o tempo todo. 

É importante que a sociedade acorde e assuma o seu compromisso sobre o que ocorre hoje na administração pública no Brasil. 

Temos o poder de tirar os parlamentares que aí estão, com o nosso voto. 

E isso é só uma parcela pequena do que a sociedade organizada pode fazer - defendeu Maria Apparecida Fenizola, arrancando aplausos da plateia.

O diretor da Transparência Brasil procurou mostrar que, mais do que questão de ordem moral, corrupção é um problema concreto. 
E que pode ser medido.

- Quase 40% dos senadores em exercício respondem por crimes na Justiça. 
E na Assembleia Legislativa de Goiás, nada menos que 75% dos deputados são alvo de alguma denúncia nos tribunais - disse ele, arrancando expressões de espanto na plateia.

- A corrupção é uma dimensão da ineficiência do Estado. 
Ela não pode ser reduzida a uma questão moral. 
E, na hora de enfrentá-la, devemos ser objetivos. 

O fato é que a corrupção anula a possibilidade de o Estado alocar seus recursos com eficiência e, desta forma, ela só será combatida quando mexermos nas leis e combatermos certos vícios da administração pública, ponto a ponto - disse Abramo, ao ressaltar os dados levantados pelo projeto Excelências, que disponibiliza na internet informações detalhadas e atualizadas sobre os gastos de todos os parlamentares em exercício no país (www.excelencias.org.br).

As questões levantadas pelos colunistas do GLOBO contribuíram para esquentar ainda mais o debate. 

A jornalista Flávia Oliveira, titular da coluna Negócios e Companhia, questionou as fronteiras existentes entre o que seria o lobby legítimo promovido por empresários, que não constitui crime, e as pressões políticas pela aprovação de emendas em projetos de lei.

Leia mais:

È TEMPO DE DEFINIÇÕES

Por Mauro Santayana

O tempo começa a exigir as definições políticas.

Dentro de um ano, os eleitores irão escolher os chefes do Poder Executivo da União e dos Estados, parte dos senadores e todos os outros membros do Poder Legislativo.

Na história republicana brasileira, a partir de 1922, quase todos os processos sucessórios têm sido traumáticos.

A exceção se deu com as duas reeleições, de Fernando Henrique e de Lula.

Como ocorre também nos Estados Unidos, é preciso ser muito incompetente para perder uma reeleição.

Por mais correto seja o chefe de um Poder Executivo, a sua força é quase natural.

Sua personalidade é imposta ao imaginário popular em todas as horas.

É difícil que seu nome não seja pronunciado, pelo menos uma vez ao dia, por todos os cidadãos, quer o admirem, quer o detestem.

O grande trunfo da democracia republicana está na alternância de homens no exercício do poder.

Por mais honrado e correto seja um governante, a sua permanência no poder por muito tempo compromete o Estado e acaba por comprometê-lo.

A rotina do mando, o ácido das lisonjas, o conforto que o cerca, tudo isso implica em uma mudança de personalidade, se o escolhido não dispuser de um caráter inabalável.

Uma das graves consequências disso é a dificuldade de avaliar bem as circunstâncias e agir com prudência.

Como muitos já disseram, a melhor forma de administrar o êxito é não acreditar nele.
Isso é válido em todas as situações e mais ainda quando se trata da ação política.

Quando se inicia o processo sucessório, voltamos a algumas verdades que ficam em segundo plano depois que o pleito se realiza.

Uma dessas verdades é a de que não temos partidos nacionais.

Os partidos são agremiações estaduais e, em alguns casos, municipais.

Eles se organizam em torno de certas pessoas destacadas em suas comunidades, e nas quais exercem algum grau de liderança.

São essas pessoas que se organizam em alianças políticas, e quase sempre decidem os pleitos.

Mesmo quando um candidato parece irresistível, por detrás de sua campanha vitoriosa há toda uma maquinaria política em ação.

Ela se manifesta na reorganização dos diretórios municipais, na acomodação das ambições pessoais, nos compromissos que podem ser de interesse geral – como a construção de hospitais e escolas – ou de natureza menos nobre, quando não claramente ignóbil.

Em muitos casos, trata-se de conciliábulos repulsivos, mas isso não é o comportamento geral dos homens públicos.

Queixa-se o presidente Lula da dificuldade em acomodar as bases aliadas dos estados em torno de candidatos em comum, o que ajudaria sua candidata, Dilma Rousseff, na campanha.

Ela teria, na situação ideal, um só grupo em que se apoiar e a que apoiar.

Se houver dois candidatos a governador e a senador que a apoiem, a prudência lhe recomenda não dar suporte decisivo a nenhum.

Isso, como é óbvio, favorecerá o candidato adversário.
Mas também esse estará sujeito às mesmas dificuldades.

A solução, já encontrada em situações semelhantes no passado, está em desvincular as campanhas.

A campanha para a Presidência é uma; a campanha para os governos estaduais é outra, e outra ainda a campanha para o Senado.

A candidata oficial é senhora de incontestável trunfo eleitoral, que é o apoio do presidente da República.

Mas não bastará esse apoio, por mais importante ele seja (e é) para deixar de subir o elevador privativo como ministra e passar a subir simbolicamente a rampa do Palácio do Planalto, como chefe de Estado.

Ela terá que costurar, pessoalmente, as alianças estaduais, e isso implica ter muita paciência e tolerância para suportar choros e gemidos, patrocinar reconciliações, avalizar compromissos.

Sua principal dificuldade, embora não pareça aos leigos, está no próprio Partido dos Trabalhadores.

A fidelidade do PT a Lula é sólida, mas não se pode dizer o mesmo do entusiasmo do partido em arrimar uma candidatura recomendada pelo líder.

Ela vencerá a convenção, mas deverá trabalhar muito, nos próximos meses, a fim de reunir o ânimo guerreiro das correntes petistas para a campanha.


Se não houver alternativas claras de uma sucessão que garanta a continuidade do processo de afirmação nacional, a ideia de que o sucessor de Lula seja Luiz Inácio não parecerá descabida – e isso não interessa ao país, nem ao respeito da posteridade que o presidente almeja.

PRINCÍPIOS DA DOMINAÇÃO PELA PROPAGANDA”


A reta que Dilma seguirá .


Durante quatro eleições presidenciais o PT tentou elevar ao cargo máximo da República o pernambucano Lula da Silva. 


Por que só na quarta eleição conseguiu? 
Por que finalmente o ex-sindicalista foi considerado carismático, gênio da raça, “luz do mundo”? 

A resposta é simples:
porque nas três eleições perdidas a propaganda do PT era fraquíssima. 
Só quando Duda Mendonça entrou em cena foi que as coisas mudaram. 

O eleitorado cativo de 30% foi ampliado e eleitores antes avessos ao discurso incendiário do líder sindical se rederam à barba aparada, ao terno Armani, ao discurso conciliador que nada tinha mais a ver com o prometido e nebuloso socialismo petista que, diga-se de passagem, nunca foi esclarecido.
 

Na propaganda da quarta eleição e, sobretudo, na manutenção do poder petista o marqueteiro real colocou em prática alguns princípios que serão usados na "caminhada" da Dilma, veja alguns exemplos  para melhor compreensão das técnicas empregadas.
 

1 – Simplificação ou inimigo único. – 

É importante ter um símbolo e transformar o adversário em um único inimigo. 
Os símbolos tem se sucedido: 
Fome Zero, pré-sal, PAC, etc.

 O adversário é a “elite”, apesar de Lula e companheiros serem hoje a elite do poder, econômica e política.

Faz tempo que o PT largou o macacão e veste Armani. 
Mas para efeitos externos, elite é inimiga e coisa ruim .
 

2 – Método de Contagio – 

Imprescindível reunir vários adversários numa só categoria. 
Por isso se fala em “oposição” que não deixam o coitado do Lula governar.
A realidade mostra que não existe oposição para valer ao governo petista. 
Tudo está comprado, cooptado, dominado.
 

3 – Transposição – 

Carregar sobre os adversários os próprios erros e responder ataque por ataque faz parte da dominação, é importante. 
Assim, os outros são corruptos, imorais, inimigos da pátria. 
O PT é o único partido ético e sabe reagir ao menor esbarrão.  
Truculência é antiga lição aprendida em sindicatos e dá medo.     
 
4 – Exagerar e Desfigurar – 

Quem já não ouviu que o impeachment de Lula da Silva, a defenestração de Sarney, a CPI da Petrobrás põem em perigo a governabilidade? 
Mais uma mentira em que se acredita piamente
 

5 – Vulgarização –   

Pela boca de Lula o discurso é adaptado ao nível dos menos instruídos. 
O PT sabe que a capacidade receptiva da massa é limitada, que o povo tem                             grande facilidade em esquecer e um mínimo de esforço mental, que uma mentira repetida vira verdade e que quanto maior a mentira  nela acredita.

6 – Orquestração – 

Repetir um numero reduzido de idéias é importante. 
Para isso se cria um bordão: 
“nunca antes nesse país”, que vem acompanhado das realizações que só Lula fez    desde o descobrimento do Brasil, algo que converge personalidade do presidente,

7 – Renovação –

Informações e argumentos devem seguir ritmo rápido de modo que quando o 
 adversário criticar , o público já está interessado em outro fato,  Isso tem acontecido, inclusive, com a sucessão de escândalos de corrupção do governo, de tal forma vertiginosa que quando surge um o outro já está esquecido.

E até as eleições de 2010 vamos ouvir muito o canto da sereia nos ouvidos dos beneficiários do Bolsa Família, das reduções de Ipi etc. 

Será a hora de cobrar a conta para a eleição da Dilma  


novembro 30, 2009

MENINO DO MEP


HONDURAS - ELEIÇÕES FINAL



                             Tegucigalpa.                                  

Con una abrumadora ventaja sobre el liberal Elvin Santos, el candidato del Partido Nacional Porfirio "Pepe" Lobo es el virtual presidente de Honduras.

A las 8.20 de la noche, el Tribunal Supremo Electoral registra 1 millón 111,694 votos contabilizados; de ellos, Pepe Lobo lleva casi 200 mil votos de diferencia con 620,304 votos a su favor; Elvin Santos tiene 422,535 votos.

El nacionalista estaría alzándose con la victoria con el 58% del favor del pueblo en unas históricas elecciones que tuvieron una participación de más de dos millones de votantes, según los datos preliminares.

La tercera fuerza política sería el Partido Innovación y Unidad, Pinu con 35,986 votos; la Democracia Cristiana obtiene 21,2678 y la izquierdista Unificación Democrática logra 20,191 votos

Pepe Lobo gana en Cortés y FM

Medios de comunicación dan la victoria en las elecciones presidenciales hondureñas al candidato del Partido Nacional, Porfirio Lobo, con una amplia ventaja de 16 a 17 puntos sobre su principal rival, Elvin Santos, del gobernante Partido Liberal.

Radio América, que cita datos del Tribunal Supremo Electoral (TSE), señala que Lobo ganó con un 55,86% de los votos, frente al 38,24% del liberal Elvin Santos, mientras que la emisora HRN da a Lobo el 55,46% y a Santos el 39,19%.

Radio América, en base a datos del Tribunal Supremo Electoral (TSE), señala que Lobo ganó con un 55,86% de los votos, frente al 38,24% de Santos, mientras que la emisora HRN da al candidato opositor el 55,46% y al oficialista el 39,19%, en base a 150.000 consultas a boca de urna realizadas a lo largo de la jornada.

Ninguno de los medios ha ofrecido hasta el momento cifras de participación en unos comicios a los que la gran mayoría de la comunidad internacional ha dado la espalda por considerar que se desarrollaron en un marco de ruptura constitucional por la destitución de Manuel Zelaya el 28 de junio pasado.

De acuerdo a estos medios, el resto de candidatos a la Presidencia: Felícito Ávila, de la Democracia Cristiana; Bernard Martínez, del Partido Innovación y Unidad-Socialdemócrata (PINU-SD), y César Ham, de Unificación Democrática (UD, izquierda) no superan el 2 por ciento de los votos.

Los comicios se desarrollaron hoy en un clima de aparente tranquilidad, aunque se produjeron enfrentamientos entre la Policía y seguidores de Zelaya en San Pedro Sula, la segunda mayor ciudad y capital económica del país, en el norte.

Ver fotogalería: Candidatos votan

Pepe: 

Dios es el que manda

En entrevista con LA PRENSA dijo que se siente muy tranquilo, pero advirtió que el resultado de hoy será lo que Dios mande. 

Es más, indicó que, luego de ir a votar a Juticalpa y acompañar a su esposa Rosa Elena en la aldea El Chimbo, al nororiente de la capital, no hará ninguna aparición pública hasta que el Tribunal Supremo Electoral, TSE, oficialice los resultados.

Desde muy temprano estuvo en un hotel capitalino en el que atendió a tres corresponsales internacionales durante 25 minutos.

Luego se reunió con miembros de la Organización de Estados de América, OEA. También tuvo citas con observadores internacionales y miembros de diversas organizaciones.

Respecto a cómo le fue en anteriores comicios, Lobo expuso: “La vez pasada tuvimos dudas de los resultados, pero los aceptamos, aunque muchos correligionarios querían que protestáramos en las calles, pero ningún cargo de elección vale el derramamiento de una sola gota de sangre”, dijo Lobo Sosa.

“Estamos listos. Tenemos confianza en que el pueblo hondureño saldrá a votar”, añadió. 


Previsão de Marco Aurélio : 
Acontecerão severos acontecimentos, dançou.
Junto os pares,  Lula o filho...(do Brasil), Celso Amorim e o País.


VERBAS PÚBLICAS - ABUSO SEM FIM


Local onde será contruída a fábrica da Hemobrás, em Goiana (PE): obras foram paralisadas e, por enquanto, só há um terreno terraplanado - (Inês Campelo/DP/D.A Press )

 Local onde será contruída a fábrica da Hemobrás, em Goiana (PE): obras foram paralisadas e, por enquanto, só há um terreno terraplanado

VERBAS PÚBLICAS

Hemobrás: uma fábrica de viagens Idealizada para produzir hemoderivados, a Hemobrás ainda nem tem sede. 


  Seus dirigentes, porém, já gastaram R$ 129 mil em diárias de viagens, a maior parte em Paris. 

Isso sem somar o valor das passagens
Lúcio Vaz


A Hemobrás ainda não saiu do papel, cinco anos após a sua criação. 

Mas já rendeu muitas viagens internacionais aos seus diretores, a maioria delas a Paris. 

Num período de dois anos, em 2007 e 2008, foram feitas 40 viagens ao exterior, sendo 26 à capital francesa. 

Somados todos os diretores, foram 173 dias no exterior. A despesa com diárias alcançou R$ 129 mil. 

E ainda falta contar o preço das passagens, todas na classe executiva. 

O então presidente, João Baccara, e o diretor-técnico, Luiz Amorim Filho, foram sete vezes a Paris. 

Estiveram ainda em Madri, Bruxelas, Caracas, Kyoto, Hilden e Washington, percorrendo quatro continentes. 


Oficialmente, as viagens à França tiveram por objetivo a negociação do contrato de transferência de tecnologia para fracionamento de plasma fechado com o Laboratório Francês de Biotecnologia (LFB), no valor de R$ 16 milhões. 

Mas o procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas da União (TCU) Marinus Marsico contesta a real necessidade dos deslocamentos: 

“Acho despropositado. 
O que nos chama a atenção é que são justamente as pessoas que ocupam as funções de confiança. 
Não observo viagens de técnicos. 

Vejo viagens de dirigentes, o que não me parece muito lógico numa viagem com o objetivo de se fazer uma transferência de tecnologia”. 

Ele disse que vai requisitar a documentação à estatal para verificar exatamente o motivo das viagens e quais os resultados. 

“Vamos verificar o mérito disso”, completou. 


No Diário Oficial da União, está expresso o “objetivo” das viagens autorizadas pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. 

Os temas são recorrentes: 
avaliação do projeto básico da planta, discussão e conclusão da planta, avaliação final do projeto básico, discutir projeto executivo. 

Depois de toda essa discussão, o TCU apontou sobrepreço e fraude em licitação no projeto da fábrica da Hemobrás, em Goiana (PE), e paralisou a obra. 

O objetivo do empreendimento é tornar o Brasil autossuficiente na produção de albumina, imunoglobulina e dos fatores de coagulação 8 e 9.

Seminários

As viagens dos diretores da Hemobrás tinham várias motivações. 

Além de participar das negociações em Paris, eles visitaram fábricas em Bruxelas e Ieper, na Bélgica, e em Chitose, no Japão. 

Também estiveram em congressos em Madri e Kyoto, no Japão. Baccara acompanhou ainda uma comitiva do governo de Pernambuco a Washington, para “buscar parceiros” para o polo farmacoquímico do estado. 

Esteve também em Caracas, duas vezes, discutindo parcerias com o governo da Venezuela. 

A diária para viagens à Europa fica em R$ 788. Para os demais países, em R$ 553. 
Ele deixou a presidência da estatal em agosto deste ano.