"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 21, 2013

"Não é Carnaval, é o Brasil caindo na real" : 388 cidades fizeram ontem manifestações


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Ao todo, 388 cidades tiveram manifestos ontem no Brasil, incluindo 22 capitais e pequenos municípios. Mesmo com a redução de tarifas de transporte , motivo primário dos protestos, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas pelas mais diversas causas, principalmente contra a corrupção, a PEC 37, a cura gay e os altos custos de realização da Copa do Mundo no País.

No Estado de São Paulo, houve protestos em quase todo o interior. Em Campinas, depois de fazerem passeata pelo centro da cidade, cerca de 20 mil pessoas se concentraram na frente da prefeitura. 
Com pedras e bombas caseiras, algumas delas quebraram a fachada envidraçada do prédio e entraram em confronto com a Guarda Civil Metropolitana, que reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Em São José dos Campos, chegou a ocorrer a interdição da Rodovia Presidente Dutra.
 E a Anhanguera foi fechada na altura de Jundíai.

Em Vitória, aos gritos de "Não é Carnaval, é o Brasil caindo na real", cerca de cem mil pessoas compareceram àfrente da Universidade Federal do Espírito Santo. Depois de um ato pacífico, um pequeno grupo apedrejou prédios e entrou em confronto com a polícia.

Em Porto Alegre, também, houve atrito depois que a Brigada Militar bloqueou a passagem dà marcha de 15 mil pessoas que eguia do centro para o bairro Azenha. Foram jogadas bombas de efeito moral e alguns manifestantes depredaram lojas.


Em Santa Catarina, cerca de cem mil pessoas, em 39 cidades, saíram às ruas. Ninguém, saiu ou entrou na Ilha de Santa Catarina no período das 19h às 21h.


No que foi considerado o maior ato popular do Estado. Em Recife, mais de 50 mil pessoas fizeram na maior parte do tempo um protesto festivo, prejudicado por alguns furtos.

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