"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

janeiro 20, 2014

Oito em cada dez dívidas atrasadas são de até R$ 2.500, aponta SPC Brasil


Oito em cada dez dívidas não pagas têm valor inferior a R$ 2.500, de acordo com levantamento divulgado pelo SPC Brasil nesta segunda-feira (20) e relativo a dezembro do ano passado.

Houve leve queda em dezembro na comparação com o mês anterior, quando o percentual de dívidas abaixo desse valor era de 81,2%, ante os 81% de dezembro. No entanto, a faixa com dívidas superiores a R$ 7.500 passou de 8,27% em novembro para 8,39% em dezembro.

Segundo Luiza Rodrigues, economista do SPC Brasil, nos próximo meses deve haver novas quedas na participação de dívidas de valores mais baixos, influenciadas, principalmente, pela inflação e crescimento da renda do brasileiro.
Por gênero, as mulheres representavam 55,53% dos consumidores que estavam com o nome negativado em dezembro, enquanto os homens completavam os 44,47% restantes.

Os consumidores de 25 a 49 anos totalizam 62,6% dos casos de nome sujo. "São pessoas que tendem a se encaixar no perfil de chefes de família, responsáveis por gastos maiores como aluguel, mensalidades escolares, água, luz e telefone, e que, nem sempre realizam planejamento financeiro", diz Rodrigues.

 

CRÉDITO
Pesquisa realizada pela empresa de informações financeiras Serasa Experian mostra que os consumidores que ganham até R$ 500 por mês lideraram o aumento da demanda por crédito em 2013.

Nessa faixa salarial, a demanda cresceu 8,4%, contra 3,7% daqueles que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais, de acordo com o levantamento. A quantidade de pessoas que buscou crédito cresceu 1,8% no acumulado do ano passado, em relação a 2012. Foi o segundo ano consecutivo de fraco desempenho nesse setor, já que, em 2012, a demanda recuou 3,1% na comparação com 2011. 


Folha

ENQUANTO ISSO NO BRASIL REAL SEM O MARQUETINGUE DOS VELHACOS... Inflação dispara e carro ‘coletivo’ é opção


A inflação dos transportes disparou em 2013 mesmo sem o reajuste das tarifas públicas na maioria das capitais. O impacto do grupo foi quase multiplicado por sete no IPCA, passando de 0,48% em 2012 para 3,29% no ano passado. Os transportes, que também incluem as passagens aéreas, têm atualmente o segundo maior peso no orçamento das famílias, atrás apenas de alimentação e bebidas, segundo o IBGE. Em São Paulo, onde o trânsito compromete a qualidade de vida, compartilhar o automóvel pode ser mais barato do que ônibus ou metrô, dependendo da distância e do número de pessoas que dividirão a conta. Isso é o que mostra a Calculadora da Mobilidade Urbana, publicada pelo Estadão.com.br. A ferramenta compara os custos de deslocamentos com carro, táxi, moto, 
transporte público e bicicleta na capital.

Um dos mitos derrubados é exatamente o de que o carro é sempre mais caro que o transporte público. Para um percurso de até 20 quilômetros, dividir os gastos de um automóvel popular por quatro pessoas é mais vantajoso do que ônibus ou metrô. No caso do Gol, o trecho por pessoa custará R$ 2,99, contra R$ 3 da tarifa única. Com o carro cheio, o valor seria ainda menor: R$ 2,39. Já em um veículo de luxo, como o Porsche Cayenne, o custo será quase dez vezes maior (R$ 28,43).
(Veja a simulação completa e entenda como a ferramenta funciona)


"A depreciação é o principal peso para o carro de luxo. Já para o popular, a maior pressão vem do combustível", diz Nelson Beltrame, professor da FIA e um dos autores do estudo.

A inflação dos transportes deveria ter sido até maior em 2013, avalia o coordenador do Laboratório de Finanças do Insper, Michael Viriato. "Os preços das tarifas e da gasolina estão represados e devem voltar a subir com força depois das eleições", diz. Mesmo após o reajuste de 4% em dezembro, o combustível segue subsidiado pelo governo.

Além dos carros, a lógica da carona pode ser aplicada aos táxis. Após analisar o itinerário de 600 clientes corporativos, a empresa de gerenciamento de táxis Wappa concluiu que muitas corridas saem de lugares próximos e vão para o mesmo destino. A partir disso, lançou uma função para organizar caronas. "Individualismo e correria ainda são grandes entraves", avalia César Matias, diretor de tecnologia da Wappa.

Para o presidente da WTS BRA e professor da FGV, Fernando Zilveti, a eficiência é o principal desafio. "Quando se fala em administração pública e empresarial, a questão do transporte não envolve apenas o cálculo de custos, mas também saber otimizar os recursos", diz.

Reverter a lógica individualista do transporte é prática que ganha cada vez mais adeptos. Na Europa, estudo da consultoria Frost & Sullivan prevê que a adesão ao compartilhamento de veículos vai saltar de 700 mil pessoas em 2011 para 15 milhões em 2020. Ou seja, mais gente disposta a combinar os meios de locomoção em prol da mobilidade.

Atualmente, diversos aplicativos e sites tentam promover o transporte solidário. Lançado em 2011, o site Caronetas é um exemplo. Para facilitar a divisão de custos entre quem dá e quem pega a carona, o site lançou uma moeda virtual que gera flexibilidade nos pagamentos.

Desafios. Na prática, contudo, nem sempre é fácil combinar várias modalidades de transporte. A média de ocupação dos automóveis em São Paulo continua perto de 1,4 pessoa. "Carro lotado a gente só vê em dia de velório, casamento ou jogo de futebol. No dia-a-dia, até dentro de uma mesma família é difícil conciliar os horários e montar uma grade de caronas", avalia o consultor de trânsito e mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP), Horácio Augusto Figueira.

Ele alerta que a maioria das pessoas só lembra do custo do combustível na hora de computar o gasto diário com um carro, mas a despesa é muito maior e abarca itens como depreciação e manutenção. Ao incluir o estacionamento, para deslocamentos curtos, o táxi pode ser imbatível frente ao carro. Além da conta econômica, ele lembra que questões como segurança, conforto e tempo de deslocamento - ou mesmo se é um percurso eventual ou cotidiano - são variáveis importantes. 
Bianca Pinto Lima e Mariana Congo - O Estado de S. Paulo 

janeiro 17, 2014

"PRESIDENTA" DA RABEIRA E GERENTONA DE "ALAMBIQUE" DOS FARSANTES E EMBUSTEIRA 1,99: País perde espaço


A participação do Brasil nos estoques globais de investimentos caiu nos últimos anos, aponta estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A fatia brasileira, que era de 1,96%, em 1990, recuou para 0,99%, em 2012, quando as empresas nacionais tinham no exterior ativos de US$ 266,2 bilhões. Na avaliação da entidade, a queda é resultado da falta de políticas coordenadas pelo governo para incentivar a internacionalização das companhias.

Enquanto as transnacionais brasileiras reduziram os investimentos lá fora, outras economias elevaram a participação no estoque global. No mesmo período, a China aumentou de 0,21% para 2,16%, a Rússia passou de zero para 1,75%, e o Chile, de 0,1% para 0,41%. “O Brasil está na contramão do que tem ocorrido com outros emergentes”, afirmou o especialista em política e indústria da CNI, Fabrizio Panzini.

Entre as sugestões apresentadas no estudo, a CNI defende que o Brasil deve fechar acordos para evitar a dupla tributação com países como Estados Unidos, Colômbia, Austrália, Alemanha e Reino Unido. O documento também afirma que é preciso acabar com a insegurança jurídica do modelo brasileiro de tributação dos lucros obtidos no exterior e negociar acordos de proteção a investimentos, para reduzir o risco político, com Argentina,
 China, 
México, 
Moçambique e Angola. 

Motivação
Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, o acesso a novos mercados é apontado pelas empresas como principal motivação para investimento no exterior. Isso dá a elas a oportunidade de diversificar o risco quanto ao ciclo econômico no Brasil, reduzir custos de produção para enfrentar a concorrência internacional, acessar novas tecnologias de produção e gerenciamento, ter acesso a insumos mais baratos, e alcançar mercados com os quais o país de destino tem acordos de livre comércio, além de driblar barreiras comerciais.

A pesquisa também indica que os Estados Unidos são o país prioritário para a celebração de acordos para evitar a dupla tributação. Em seguida, aparecem Austrália e Colômbia. Foram ouvidas 28 empresas, responsáveis por um terço das exportações do país em 2012. 

ANTONIO TEMÓTEO Correio Braziliense

janeiro 16, 2014

DESAVERGONHADAMENTE ! TRAPAÇA/TRAMOIA/TRAMBIQUE É A "contabilidade" DA GERENTONA EMBUSTEIRA 1,99 E SEU P artido T orpe : Governo segura repasses do SUS em dezembro e ajuda superávit primário

O governo federal reduziu os repasses financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS) a Estados e municípios na virada do ano, revelam dados levantados pelo Estado. O expediente, que "poupou" R$ 2,66 bilhões do Tesouro Nacional em dezembro de 2013 na comparação com mesmo mês de 2012, ajudou o governo Dilma Rousseff a cumprir a meta de economia para pagar juros da dívida pública, o chamado superávit primário.

Dados do Fundo Nacional de Saúde (FNS), agente financeiro do SUS vinculado ao Ministério da Saúde, evidenciam o recuo, em dezembro, nas transferências cujo repasse é automático pelo modelo "fundo a fundo": em 2012, foram repassados R$ 8,6 bilhões. Em 2013, R$ 5,94 bilhões. As principais reduções ocorreram nas parcelas de procedimentos de média e alta complexidade, atenção básica e gestão do SUS. 


São recursos para financiar ações como saúde da família, agentes comunitários, saúde bucal, serviço de atendimento móvel de urgência, pronto atendimento, cirurgias, radioterapias, transplantes, próteses e aquisição de medicamentos, além de monitoramento e auditoria do sistema. 

Em seu programa como candidata à Presidência em 2010, Dilma Rousseff prometeu universalizar a saúde e garantir a qualidade de atendimento do sistema. "Acredito que o SUS é uma estrutura ainda incompleta, com falhas, que nós temos obrigações de sanar, até porque, apesar das suas limitações, é uma conquista inestimável da democracia brasileira", disse, em março de 2011.

Secretários estaduais da Fazenda e da Saúde apontam a redução da parcela de dezembro como uma tática para adiar gastos e reforçar a meta de superávit de R$ 75 bilhões, cujo anúncio de cumprimento foi antecipado de maneira inusual pelo ministro Guido Mantega, no início de janeiro.

O represamento da parcela tem sido "compensado" nestes primeiros dias de janeiro. Até esta quinta-feira, R$ 3,82 bilhões foram transferidos aos Estados - 80% para média e alta complexidade. Em todo o mês de janeiro de 2013, a conta somou R$ 1,209 bilhão, segundo o FNS. Essa diferença de R$ 2,61 bilhões repõe quase todo o valor represado.

Nos últimos 15 anos, em valores atualizados pelo IGP-DI, só houve registro de redução substancial de transferências automáticas em relação a dezembro do ano anterior em 2000 e 2009, ambos períodos pós-crise econômica, mostram estatísticas do FNS compiladas pela ONG Contas Abertas.


O mais afetado pelo represamento no fim do ano passado foi São Paulo, que recebeu R$ 538,4 milhões abaixo da parcela de 2012. Em Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro, foram R$ 200 milhões a menos nos cofres. Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Paraná tiveram "perda" acima de R$ 150 milhões no período.

Explicação. 
O Ministério da Saúde atribui a "diferença nas transferências" nos meses de dezembro à antecipação do pagamento no último mês de 2012. Em 2011, informa o ministério, houve procedimento semelhante. Foram antecipados R$ 1,8 bilhão em 2011 e R$ 3,1 bilhões em 2012. No ano passado, teria havido retorno ao fluxo normal de repasses.

Consultada, a Secretaria do Tesouro Nacional informou que o tema deveria ser tratado pelo Ministério da Saúde.

As estatísticas do FNS mostram elevação nas transferências de dezembro, em valores correntes, em quatro ocasiões - 2007, 2008, 2011e 2012. Nas demais, os pagamentos foram distribuídos de maneira uniforme ao longo do ano. "É uma nova face: a contabilidade postergada, irmã da criativa", avalia Gil Castelo Branco, do Contas Abertas, em referência às reiteradas manobras fiscais batizadas de "contabilidade criativa" pelos críticos do governo.

Em nota, a Saúde rejeitou relação entre represamento e afirmou ter cumprido "obrigação legal". "O Ministério da Saúde esclarece que não houve demora no pagamento dos repasses a Estados e municípios para compor o superávit primário e que cumpriu a obrigação legal de efetuar o repasse de 12 parcelas anuais."

O ministério admite as diferenças, mas ressalva o crescimento das transferências. "Pode haver diferença quando se compara meses, mas não há, de forma alguma, redução de valores do conjunto do ano. Isto porque, se comparado janeiro a dezembro de 2013 com o mesmo período do ano anterior, os repasses cresceram em R$ 1,9 bilhão", afirmou a nota.

E faz referência aos resultados do investimento federal na saúde pública, cujo valor "mais que dobrou na última década", para R$ 92,7 bilhões em 2013. "Entre 2010 e 2012, o Ministério da Saúde executou R$ 325,4 bilhões em ações e serviços públicos de saúde." 
 
Mauro Zanatta - O Estado de S. Paulo

BRASIL REAL ! NO brasil maravilha DOS DESAVERGONHADOS : Inflação: o bom, o ruim e o feio

Relatório de banco europeu conclui que a carestia no Brasil é uma dor de cabeça maior do que se imaginava

O retrato do Brasil no exterior não para de piorar. Relatório feito pela equipe de pesquisa em América Latina do BNP Paribas, um dos maiores bancos da Europa, classifica a inflação brasileira como ruim e preocupante, por se manter teimosamente acima da meta oficial. Há quatro anos, a alta de preços no país extrapola, e muito, o índice de 4,5%, estipulado pelo governo como ideal. E para 2014 a expectativa é de, novamente, uma carestia longe desse patamar.

Ao analisar o cenário econômico dos principais países do continente, o documento diz que a inflação no Brasil tem demonstrado ser uma “dor de cabeça” muito pior do que a maioria das pessoas imaginava. Previsões de consenso do mercado e do próprio Banco Central para este ano, lembra o relatório, indicam um aumento constante dos preços. “A carestia permanece teimosamente acima da meta e com uma composição preocupante”, alerta o texto.

Em tom pessimista, o banco europeu lembra que os preços administrados — como tarifas de energia, ônibus e combustíveis — estão sendo segurados artificialmente pelo governo, enquanto a inflação do mercado se firma em “dígitos altos”. Para a instituição, estratégias como essa podem até aliviar o cenário momentaneamente, mas, cedo ou tarde, as pressões voltam como “vingança”.

Parodiando o título de um famoso filme do diretor italiano Sergio Leone (The Good, the Bad and The Ugly), o BNP Paribas dividiu países latino-americanos em três blocos: os de inflação boa, ruim e “feia”. No primeiro grupo, figuram Chile, Colômbia, México e Peru, todos com índices de preços contidos. Do lado “feio”, amargam descontrole da carestia (na casa dos dois dígitos) e políticas ultraintervencionistas Argentina e Venezuela. No meio do caminho, e sozinho, está o Brasil, cujas expectativas de inflação têm aumentado, na contramão dos outros países do continente.

Ao comparar os índices, o documento deixa claro que o país, após um longo período em consonância com a maioria de seus vizinhos, tem se desviado do
bloco, nos últimos anos, permanecendo desde 2010 longe do centro da meta. “A inflação tem ficado mais perto da marca dos 6%, o que, por si só, já a faz ser considerada alta para os padrões internacionais”, comenta o banco. Em 2013, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou em 5,91%.

No ano passado, o Chile cravou a meta da inflação no país: 3%. 
A Colômbia conseguiu um índice de 1,9%, consideravelmente abaixo da meta de 3%. México e Peru — os outros dois países do grupo com inflação boa, segundo o BNP Paribas — superaram a meta, mas com uma discrepância bem inferior à observada no Brasil: 
as taxas ficaram em 4% e 2,9%, contra metas de 3% e 2%, respectivamente.

Filme queimado
Quadro inflacionário no Brasil é um dos piores da América Latina 

Situação boa            Situação ruim            Situação feia

Chile, Colômbia,               Brasil                 Argentina e 
México e Peru                                            Venezuela

Os números
Custo de vida brasileiro supera a meta oficial e apresenta composição preocupante 

Indicadores       Brasil        Chile        Colômbia        México        Peru
Meta                  4,5            3,0             3,0                3,0       2,0
Índice geral         5,9            3,0             1,9                4,0        2,9
Inflação dos     
alimentos             8,5            4,9            0,9                 4,0       2,2
Inflação dos 
combustíveis        6,2            6,6           -1,4               10,2       7,4  


Correio Braziliense

janeiro 15, 2014

ENQUANTO ISSO NO brasil maravilha DOS FARSANTES E EMBUSTEIRA 1,99 DESAVERGONHADA... "0,35 ponto percentual, pergunta-se: se é tão pequena, por que negá-la?" OU : Aposentado paga a conta



Incapaz de manter a taxa básica de juros (Selic) em níveis civilizados por tempo que mereça comemoração, já que o Banco Central vem sendo obrigado pela ameaça da inflação a devolvê-la aos dois dígitos, o governo acaba de fazer mais uma vítima de sua necessidade de repor os prejuízos do dever de casa não cumprido. 

Não faltaram avisos, nos últimos anos, de que a não realização de reformas estruturais nos tempos das vacas gordas cobraria, mais tarde, o preço político do controle mais severo dos gastos públicos, sob pena de o governo passar o vexame de não cumprir as metas de superavit primário, único remédio viável para reduzir a dívida pública e evitar que ela crescesse.

Os tempos de aperto vieram com a crise financeira mundial de 2008, que tornaram tudo mais difícil e, mesmo com os animadores sinais de retomada na maior economia do planeta (a dos Estados Unidos), ninguém de juízo se arrisca a definir a velocidade das melhoras.

Esse cenário já era conhecido no fim de 2012 e aconselhava a adoção de política fiscal mais apertada em 2013, para chegar ao fim do exercício demandando criatividade para fechar as contas e, mais grave, para não pressionar a demanda e, com ela, os preços internos.

O resultado da não obediência a esse caderno primário da política econômica foram os arranhões na credibilidade do país por causa dos arranjos contábeis para fechar o ano fiscal e a retomada dos aumentos da taxa de juros, para impedir que a inflação escapasse para muito longe da meta de 4,5%.

Como não fez o dever de casa do controle do gasto em 2013, o governo terminou o ano e inaugurou 2014 em desabalada carreira para não começar tão mal o ano das eleições. Nessa corrida para produzir dinheiro, o risco de fazer cortes imperfeitos e a vítimas injustificáveis aumenta.

O primeiro a ser atingido foi o turista brasileiro, surpreendido com as malas prontas pelo aumento de R$ 0,38 para R$ 6,38 no imposto sobre os cartões de débito pré-pagos. Agora, a punição de inocentes pela má administração fiscal pegou o mais indefeso e sacrificado dos consumidores: o aposentado ou pensionista que ainda ganha acima de um salário mínimo.

Impossibilitados de fazer greve e sem quem os defenda sem demagogia e sonhos irrealizáveis, esses 9,5 milhões de brasileiros acabam de sofrer mais um golpe do governo. Terão o poder de compra de suas aposentadorias um pouco mais diminuído, já que, em vez da inflação oficial de 2013, de 5,91%, terão reajuste de 5,56%.


Este ano, alguém pode pensar que foi menos ruim do que dar apenas os 4,5% do centro da meta de inflação. Mas esse é o falso alívio da ida e da volta do chicote. Serve apenas para acelerar a chegada do dia em que todas essas pessoas receberão apenas um salário mínimo. Aos que argumentam que a diferença no índice de correção foi de “apenas” 0,35 ponto percentual, pergunta-se: se é tão pequena, por que negá-la?

O certo é que, com a repetição de pequenas mordidas como essa, o governo empobrece e humilha milhões de brasileiros que cometeram o “crime” de trabalhar honestamente no setor privado, ajudando a manter os privilégios de inativos do serviço público federal. Injusta no presente, essa política é cega quanto ao futuro de um país que envelhece rapidamente. 
A questão é que, para o governo, o futuro só virá depois das eleições.

Correio Braziliense 

E NO PAÍS DA "COPA DAS COPAS" DOS DESAVERGONHADOS... Orçamento do Ministério do Turismo cai quase pela metade no ano da Copa


No ano em que o Brasil vai receber turistas de todo o mundo, devido ao Mundial da Fifa, o orçamento do Ministério do Turismo foi reduzido em quase 50%. A dotação autorizada para as ações do órgão passou de R$ 2,7 bilhões em 2013, para R$ 1,5 bilhão este ano, caracterizando retração de quase R$ 1,3 bilhão.

O Ministério do Turismo foi o segundo órgão com maior percentual de queda perante a Esplanada, perdendo apenas para a Pasta de Comunicações. O orçamento aprovado no Congresso Nacional ainda não foi sancionado pela presidente da Dilma Rousseff.

Entre os programas do ministério, o que obteve maior diminuição foi o intitulado “Turismo”, com decaída de R$ 1,3 bilhão em relação ao orçamento de 2013. Em 2014, os valores para o programa totalizaram em R$ 1,3 bilhão e no ano passado chegaram a R$ 2,6 bilhões.

Confira tabela

Dentro do programa, praticamente todas as ações sofreram com a diminuição, sendo que apenas duas permaneceram constantes. É caso da ação “Participação da União na Implantação do Programa de Desenvolvimento do Turismo – Prodetur”, voltada para gestão do turismo por meio de fortalecimento institucional, capacitação, elaboração e implementação de Planos Municipais, e também, quando necessário, financiamento de obras de infraestrutura em áreas de potencial turístico. Essa iniciativa permaneceu com seu orçamento em R$ 147 milhões.

Outra ação que manteve seu orçamento constante em R$ 2 milhões foi a referente a promoção de investimentos privados e financiamento no setor de turismo. Esta iniciativa é responsável pelos estudos, pesquisas e divulgação de informações acerca das oportunidades de investimento e financiamento no setor turístico.

Em contrapartida, a ação de apoio a projetos de infraestrutura turística terá cerca de R$ 1,1 bilhão a menos para serem aplicados. O orçamento da iniciativa passou de R$ 2 bilhões no ano passado, para R$ 887,1 milhões neste exercício. O resultado será a dificuldade para investimento em obras nas áreas turísticas dos municípios brasileiros, em plena época da Copa do Mundo.

A promoção turística do Brasil no exterior também foi bastante afetada. Ao todo R$ 30 milhões foram reduzidos na dotação orçamentária deste ano, tendo em vista que o valor do ano passado para esse fim chegou a R$ 147,4 milhões e esse ano passou para R$ 117,4 milhões.

A assessoria de imprensa do Ministério alega que o orçamento de 2013 foi atípico, devido aos recursos destinados para a preparação turística do Brasil para os megaeventos esportivos. O valor empenhado investido pelo Ministério do Turismo em 2012 foi de R$ 885 milhões, subindo para R$ 1,8 bilhão em 2013. “Como os recursos da ação “Adequação da Infraestrutura Turística Pública para os Grandes Eventos Esportivos” já foram empenhados, a ação foi retirada do orçamento”, explica nota.

O órgão ainda complementa dizendo que as emendas parlamentares também foram responsáveis por essa diferença, passando de R$ 1,9 bilhões em 2013 para R$ 800 milhões em 2014.

Outros programas

Embora o orçamento geral do ministério tenha diminuído em 2014, programas menores do órgão tiveram acréscimos nas dotações. Um dos programas mais incentivados, foi o de gestão e manutenção do próprio Ministério. O orçamento em 2014 é de R$ 134,1 milhões. Esse valor significa um aumento de 7% em relação ao ano passado, em que a dotação inicial foi de R$ 125,9 milhões.

Os recursos destinados ao Ministério do Turismo para a previdência de inativos e pensionistas da União também aumentou, passando de R$ 19,8 milhões em 2013 para R$ 20,2 milhões em 2014.

Expectativa de turistas neste ano 
Segundo pesquisa da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), são esperados 600 mil estrangeiros para a Copa de 2014. Os turistas devem injetar R$ 6,8 bilhões no Brasil. A estimativa foi feita com base no histórico de fluxo de turistas para o país e na procura por ingressos na agência da Fifa.

Porém, a maior parcela das despesas previstas para a Copa de 2014 é de turistas brasileiros. A projeção é que 3 milhões de viajantes nacionais vão gastar R$ 18,3 bilhões, nas 12 cidades-sede do evento.

No ano passado, outra pesquisa da Embratur com turistas estrangeiros que vieram à Copa das Confederações mostrou que apenas 55,6% dos entrevistados consideraram que o país está preparado para o Mundial de 2014. Outros 29% disseram que não está, e 15,4% responderam que não sabiam.

Para o presidente da Embratur, Flávio Dino, a avaliação dos turistas foi impactada pelas manifestações de junho, mês em que ocorreu o evento prévio à Copa. As principais reclamações dos turistas estrangeiros na Copa das Confederações e na JMJ foram em relação ao transporte urbano e aos serviços de internet e telefonia.

Thaís Betat  
Contas Abertas

BRASIL REAL ! A GERENTONA FAJUTA E EMBUSTEIRA 1,99 E SEU brasil maravilha : Contra inflação, consumidor retoma 'compra de mês' em supermercado


Depois de sentir no bolso a escalada da inflação nas compras do supermercado ao longo de 2013, o consumidor começa a adotar estratégias para compensar o aumento dos preços e evitar novas surpresas neste ano.
A terapeuta Maria Elisa Gothardi Soares, 71, tem apostado em compras uma vez por mês para tentar reduzir o impacto das altas em seu orçamento doméstico. "Quando acaba algum item, eu até apelo para o mercadinho do bairro, mas tento agora comprar tudo de uma vez", afirma.
Outra tática da terapeuta é comprar alguns itens em atacadistas, que geralmente cobram mais barato pelo volume de produtos iguais adquiridos pelos clientes. De olho nos preços, ela também varia o cardápio quando percebe que um produto está ficando mais caro. "Se a carne está cara, vou para o peixe ou o frango", diz.

A aposentada Ivanir Sonner, 66, que fazia compras semanais com o marido, também passou a ir apenas uma vez ao mês ao supermercado. "Faço agora compras mais pesadas para economizar", afirma a aposentada, que sentiu principalmente o aumento do preço dos laticínios.

Além disso, Ivanir resolveu substituir algumas marcas por similares mais baratas. "Não me arrependo. Às vezes você está tão acostumada com uma marca que nem percebe que há outras melhores", diz.

Ana Lúcia Pais, 51, é outra que apostou na substituição de alguns produtos.  "Com a inflação, fiquei mais atenta aos preços. Troquei algumas marcas, como a do sal e do óleo de cozinha, e me surpreendi, pois a qualidade era bem próxima à dos produtos mais caros", diz a dona de casa, que vai ao supermercado semanalmente.

"Assim ajusto a lista de compras de acordo com as necessidades de cada semana e evito desperdícios em casa", diz.

MENOS ITENS NO CARRINHO
De setembro para cá, a representante comercial Regina Aparecida Martins Minha, 49, também viu suas compras ficarem mais caras. "Os produtos de limpeza e de higiene pessoal subiram muito em pouco tempo, mais até do que os artigos de primeira necessidade", afirma. Para não se enrolar financeiramente, Regina resolveu reduzir a quantidade de itens comprados.

"Se eu comprava cinco litros de leite para durar uma semana, agora compro quatro. Mas não abro mão de marca de qualidade", afirma a representante comercial, adepta das compras mensais.

Foi a mesma decisão tomada pelo aposentado Tarcísio Dorotheu Silva, 61. "Todo mês eu via um aumento de 5% no total das compras. Então decidi cortar supérfluos e estou comprando apenas coisas básicas. Estamos comprando menos para não inflacionar o orçamento", diz.

Essa tendência é confirmada por Paulo Marcos Gomes dos Santos, responsável pela área administrativa da loja do supermercado Extra em Perdizes. "Eles estão segurando mais o dinheiro, tentando economizar. Estão focando mais nos produtos essenciais", diz.

Pesquisar é outra das armas dos consumidores para enfrentar a alta dos preços. A diarista Elenilda Almeida da Silva, 41, costuma checar o preço em vários supermercados antes de ir às compras.


"Faço uma pesquisa para saber onde os produtos estão mais baratos. No final do mês a diferença compensa", diz.

ORIENTAÇÕES
Para Celso Grisi, coordenador de projetos da FIA, entidade privada ligada à USP, a redução do número de idas ao supermercado é uma das principais estratégias contra a inflação. "Se a pessoa comprava quatro vezes ao mês, deve considerar comprar duas, uma no início e outra no meio do mês. É uma forma de tentar não ser vítima da inflação, pois os preços estão subindo rapidamente", diz.

Mas vale lembrar que essa regra não vale para todos os produtos. "É preciso fazer uma compra consciente. Há produtos com data de validade bem curta. Não adianta ir ao mercado e comprar alface para o mês inteiro. Não vai dar certo", afirma o planejador financeiro Valdir Valdir Carlos Jr.

Para ele, pesquisar é sempre válido, mas o consumidor deve evitar compras muito "pingadas". "Veja os preços nos supermercados, mas, antes de comprar um item em um e outro item em outro, coloque na ponta do lápis gastos com gasolina, ônibus ou táxi. Até porque ir a muitos locais consome um tempo desnecessário", diz.

Além disso, a substituição de produtos mais caros por similares mais em conta também é indicada.

O planejador financeiro também lembra que, embora os atacadistas geralmente ofereçam preços mais competitivos, é preciso ter espaço para estocar os produtos e saber se eles serão consumidos antes de expirar seu prazo de validade.

"O momento de inflação que a gente vive não requer atitudes desesperadas. O risco de uma inflação maior sempre vai existir, mas é pouco provável que vejamos aquele cenário de inflação da década de 1980. Vejo um cenário inflacionário, mas não de superinflação", diz.

Segundo Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper, instituto de ensino e pesquisa, é interessante que cada um calcule sua própria inflação para que saiba quais itens podem ser cortados.

Para isso, basta anotar todos os gastos e os da família em uma planilha ou caderno e verificar a variação de preços de cada item ao longo dos meses.

Dessa forma, fica mais fácil reorganizar as finanças por meio de substituições simples de produtos e hábitos que não afetam radicalmente a rotina.

Manter uma reserva de emergência na poupança ganha mais importância em época de escalada de preços. "Não são recursos para comprar algo, mas para administrar o orçamento do ano em caso de surpresas, como um conserto em casa ou um tratamento médico", diz Rocha, do Insper.

DANIELLE BRANT/DE SÃO PAULO 
Folha
Editoria de Arte/Folhapress
 

janeiro 14, 2014

Inadimplência cresce 2,33% em 2013; vendas no varejo também tiveram alta

As vendas a prazo no varejo cresceram, em média, 4,12% em 2013 ante 2012, de acordo com informações divulgada nesta terça-feira, 14, pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Sistema de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O resultado ficou abaixo da expectativa da CNDL, que era de um crescimento de 4,5% no ano.

Em dezembro, houve crescimento de 28,65% ante novembro. O SPC Brasil considera o número "fraco" para o período porque em dezembro de 2012 as consultas para vendas a prazo haviam crescido 32,28% em relação ao mês anterior. Na comparação com dezembro de 2012, o aumento das vendas no varejo no último mês de 2013 foi de 2,9%. A CNDL aponta que o resultado é reflexo de um resultado modesto do Natal e da alta de juros, que impacta no custo dos financiamentos de bens no comércio.

De acordo com as informações da CNDL e do SPC Brasil, a inadimplência aumentou, em média, 2,33% em 2013 ante 2012. O resultado ficou acima da expectativa da CNDL, que era de um crescimento de 2%, nessa base de comparação.

Em 2012, o crescimento foi de 12,18% em relação a 2011. Em dezembro, houve queda de 4,44% na inadimplência ante o mesmo mês de 2012. Em relação a novembro, o recuo foi de 1,73%.

Projeção. A CNDL projeta para 2014 uma taxa de inadimplência semelhante a de 2013, de 2,33%, mas "com viés de alta". "Pela primeira vez em vários anos a perspectiva é de uma inversão no panorama positivo do mercado de trabalho", justificou a entidade em nota.

A CNDL e o SPC Brasil esperam um crescimento de 4% nas vendas a prazo no varejo em 2014, menor do que os 4,12% de 2013. "É uma expectativa otimista. Estamos inclusive com viés de baixa", afirmou a economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues. Segundo ela, a massa salarial continuará crescendo menos ao longo de 2014 porque o cenário econômico "é ligeiramente adverso para o comércio", devido à inflação alta e às taxas de juros elevadas.

A Copa do Mundo deste ano, que será realizada no Brasil, terá impactos diferentes entre os setores do varejo, de acordo com Luiza. Setores como o de bebida e alimentos serão beneficiados, mas não impactam o indicador de vendas a prazo. Em relação à compra de televisões, há "grande fôlego" para este ano, porém já foi registrado um crescimento.

A CNDL e o SPC Brasil esperam um aumento de 0,25% da taxa Selic e, depois, estabilidade. "Com poucas contratações, taxas de juros elevadas e inflação alta, há desestímulo para o comércio", disse Luiza. Sobre o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros, a economista do SPC Brasil afirmou que a entidade espera queda nas vendas ao longo de 2014, mas não tem um dado próprio. Para a linha branca, que também teve o IPI recomposto, a expectativa é de estabilidade nas vendas.

Laís Alegretti, da Agência Estado

E no brasil maravilha DOS FARSANTES A "PRESIDENTA" GERENTONA DA RABEIRA SEGUE BATENDO RECORDES DE INCOMPETÊNCIA : Indústria tem em 2013 déficit comercial de US$ 105 bilhões, o maior da história


 
A balança comercial brasileira de produtos industrializados teve no ano passado o maior rombo da história. O déficit dos manufaturados atingiu US$ 105,015 bilhões, resultado de exportações de US$ 93,090 bilhões e importações de US$ 198,105 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em 2012, o déficit de manufaturados foi de US$ 94,162 bilhões.

O déficit do grupo dos produtos industrializados começou a ser registrado em 2007 e aumenta a cada ano desde 2010 (ver quadro). O rombo da indústria mostra que nem mesmo a desvalorização do real em relação ao dólar no ano passado - mais de 15% - e o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) foram suficientes para ajudar na competitividade da produção brasileira.

"Há um consenso de perda da competitividade da indústria brasileira. São problemas em grande medida provenientes dos custos adicionais de logística e falta de inovação", diz Ricardo Markwald, diretor-geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). As transações da indústria também perderam espaço por causa dos poucos acordos comerciais firmados pelo governo brasileiro, afirma Markwald.

Os acordos assinados pelo Brasil são com países pequenos, como Palestina, Israel e Egito. Outros países foram mais ativos nessa assinatura de acordos e têm benefícios tarifários em diversos mercados."

Como reflexo do momento ruim da indústria, os produtos manufaturados perderam representação na pauta de exportação do Brasil. A participação desse grupo de produtos cai desde 2005. Em 2008, ano anterior à crise global, os manufaturados representavam 46,8% do total exportado pelo Brasil para o resto do mundo, mas em 2013 responderam por 38,4% das vendas totais.
"A presença dos manufaturados na pauta de exportação do Brasil é muito baixa para um país que tem um parque industrial como o nosso", diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Prejudicados. O rombo da balança comercial da indústria pode ser exemplificado pelo péssimo desempenho dos setores químico e eletroeletrônico.

Os números da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) mostram que o déficit no setor não para de crescer - no ano passado, foi de US$ 32,2 bilhões, acima dos US$ 28,6 bilhões de 2012. Em 1991, era apenas de US$ 1,5 bilhão. "O déficit aumentou porque não existem investimentos. Se me perguntar sobre 2014, a resposta é que o déficit vai crescer outra vez", diz Fernando Figueiredo, presidente executivo da Abiquim.
A fraca demanda pelos produtos brasileiros fez com que a capacidade utilizada da indústria química ficasse em 82% no ano passado - o ideal é que esteja próximo de 90%.

O déficit em eletroeletrônicos também avançou entre 2012 e 2013 - passou de US$ 32,5 bilhões para US$ 36 bilhões. "Esse número vem crescendo de maneira expressiva ao longo dos anos", afirma Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O grande entrave desse setor é que as importações acabaram superando as exportações porque é preciso comprar componentes de fora do País para abastecer a indústria local.

O setor eletroeletrônico ainda foi afetado pela queda nas exportações de produtos de telecomunicação, sobretudo de aparelhos celulares. Em 2013, o recuo em relação a 2012 foi de 20%, para US$ 457 milhões. "É uma queda assustadora. Os países que eram os principais mercados brasileiros, como Argentina e Venezuela, colocaram barreiras contra as importações brasileiras", diz Barbato.

O Brasil foi um grande exportador de celulares.
As fábricas foram instaladas no País para abastecer o mercado latino-americano.


Renata Veríssimo e Luiz Guilherme Gerbelli - 
O Estado de S.Paulo