"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

novembro 07, 2013

Nas asas do Samu

Ideli Salvatti tem tudo para ser personagem menor em qualquer trama política que se preze. Mas, num governo com tão poucos atributos como o de Dilma Rousseff, ela ganhou uma das principais salas do Palácio do Planalto. Como produz quase nada como ministra de Relações Institucionais, tornou-se agora símbolo-mor de como os petistas abusam da máquina do Estado em proveito próprio. É a síntese de um governo em campanha.

Ideli é radicada em Santa Catarina e pretende conquistar novo mandato de senadora nas eleições do ano que vem. Por isso, dedica parte preciosa do seu tempo a fazer campanha política. O problema é quando faz isso usando equipamentos públicos que deveriam estar salvando vidas: em pelo menos três ocasiões neste ano, ela voou em helicópteros do Samu - o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - catarinense.

O caso foi descoberto no início de outubro pelo Correio Braziliense. Na ocasião, a assessoria da ministra disse que as aeronaves do Samu, utilizadas pela Polícia Rodoviária Federal, também servem para "transporte de autoridades" em "agendas oficiais". Será difícil agora explicar por que o helicóptero estava levando Ideli para passear enquanto vítimas de acidentes de trânsito nas estradas catarinenses poderiam estar sendo socorridas e salvas.

Segundo investigação do Ministério Público, divulgada hoje pelo Correio, nas três datas em que Ideli voou nas asas do Samu foram registrados 52 acidentes com 73 feridos e dois mortos nas rodovias de Santa Catarina. É possível que alguns dos casos demandassem a presença do helicóptero. Mas, nas três ocasiões, a ministra de Relações Institucionais ocupava a aeronave com frenética agenda eleitoral, metendo-se em cerimônias que nada têm a ver com sua área.

Ideli voou nas asas do Samu para lançar editais de obras viárias em 25 de janeiro, para encontrar-se com prefeitos em 25 de março e para reunir-se com empresários em 24 de agosto. Em suma: a ministra usou um equipamento público para turbinar sua agenda de campanha. Será ela a única que faz isso no governo de Dilma? Claro que não.

A Esplanada está coalhada de gente que só pensa nas eleições de 2014. Muitos ministros deixarão seus cargos, possivelmente, até o fim deste ano para lançarem-se sem amarras na luta por novos mandatos. Até aí nada demais. A questão é que a estrutura do governo federal já vem sendo flagrantemente utilizada nos últimos meses para campanhas. Brasília caminha em ritmo de eleição.

Os exemplos se sucedem. 
Ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, por exemplo, dedica vários dias de seus expedientes para entregar retroescavadeiras e motoniveladoras em Minas, onde pretende disputar o governo. Quem deveria estar cuidando disso é o Ministério de Desenvolvimento Agrário, responsável pela distribuição do maquinário. Será que Pimentel se confundiu?

A cada nova leva de médicos estrangeiros que desembarcam nos rincões do país, os ministros-candidatos de Dilma entram em êxtase. Rumam para seus estados de origem, suas "bases eleitorais", para aparecer nas fotos recepcionando os enviados pelo Mais Médicos, seguindo estratégia traçada por Brasília, como mostrou O Globo recentemente. Não importa se deveriam estar cuidando de assuntos que não têm nada a ver com a saúde dos brasileiros. O que conta é fazer campanha.

Os auxiliares da presidente agem com toda esta desenvoltura porque o exemplo vem de cima. Dilma dedica dias e dias de seu mandato a voar pelo Brasil fazendo campanha, a pretexto de estar entregando alguma coisa, ainda que seja meia dúzia de diplomas ou um par de chaves de caminhões. Até meados de outubro, a presidente passara 51 dias do ano em deslocamentos pelo país - média de um dia por semana, segundo a Folha de S.Paulo.

A presidente acha "um absurdo" quando afirmam que o que ela está fazendo é pré-campanha, como disse em entrevista ao grupo RBS, publicada hoje pela Zero Hora e pelo Diário Catarinense. 

Mas não há meias-palavras para descrever o que se passa hoje nos gabinetes de Brasília, a começar pelo mais importante deles, situado no terceiro andar do Palácio do Planalto:
 não existe mais governo - se é que um dia chegou a existir; existe é um bando de gente em plena campanha eleitoral.

ITV

Hora de dar fim ao dilema da PETEBRAS


A equação do preço dos combustíveis ficou difícil de resolver.
O governo adiou excessivamente os reajustes, a defasagem em relação ao mercado internacional fugiu do controle, a Petrobras teve o potencial de investimento prejudicado, e criou-se uma pressão inflacionária represada cujas comportas já não podem ser mantidas fechadas.

A questão é como e quando abri-las.

Especula-se que o assunto seja o objeto da reunião extraordinária do Conselho Administrativo da petroleira, convocada para amanhã, sob o comando do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Embora a presidente da companhia, Maria das Graças Foster, negue, não há assunto mais urgente em pauta.
E, como reunião ordinária estava agendada para duas semanas à frente, é razoável dar crédito às especulações.

O risco é novamente prevalecer a demagogia.
Significaria agravar problema já complexo.

Ao usar a Petrobras como instrumento de política econômica, para segurar a inflação, o governo descapitalizou e desacreditou a empresa, sem resolver a questão do custo de vida, apenas atenuada. Hoje, a companhia perde dinheiro quando vende gasolina, o transporte individual cresce, em detrimento do sistema coletivo, e outras distorções vão se acumulando.

Quanto mais rapidamente se desfizer esse nó, melhor para todos.
Na pior das hipóteses, que a decisão seja tomada já, ainda que para aplicação pouco mais adiante. Essa possibilidade é ventilada, tendo em vista, por um lado, que a correção não influenciaria tanto a inflação do ano se passasse a valer a partir de meados de dezembro; e, por outro lado, que restabelecer a certeza é exigência de primeira hora.

Aliás, mais do que compreensível, é desejável, a esta altura, que as comportas não sejam totalmente abertas de forma repentina. Vai ser mesmo preciso programar reajustes escalonados. Mas é também fundamental que se respeite o mercado. A fórmula em discussão, com a criação de espécie de gatilho a ser acionado toda vez que os preços internos e os externos se desalinharem, tem boa chance de funcionar. Só não pode é eternizar-se nem ganhar ares de indexação, mal dos tempos da hiperinflação até hoje não exorcizado de todo pelo Brasil.

Por fim, basta de ingerência na Petrobras.

A companhia chega praticamente asfixiada a etapa fundamental da sua história: a da exploração do pré-sal. O governo deve aprender a conter o custo de vida e a enfrentar as variações do câmbio com corte de despesas de custeio, construindo superavits primários e reservas suficientes para contar com um colchão de proteção para a moeda, não manipulando bem precioso para todos os brasileiros e, em particular, para acionistas que apostam suas economias no bom desempenho da empresa

Correio Braziliense
Hora de dar fim ao dilema da Petrobras

brasil maravilha dos EMBUSTEIROS II : SEM "MARQUETINGUE"! O fluxo de dólares está no vermelho há cinco meses consecutivos : País perde US$ 6,2 bilhões

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A perda de credibilidade tem levado investidores a evitarem o Brasil. 
O fluxo de dólares está no vermelho há cinco meses consecutivos, movimento atribuído ao pessimismo com as ações do governo. Em outubro, segundo o Banco Central (BC), o saldo das transações financeiras com outros países ficou negativo em US$ 6,2 bilhões, o pior resultado do ano. 

Parte disso se deve à queda nas emissões de títulos no exterior por empresas brasileiras. “Como a avaliação do país piorou bastante, as companhias têm evitado o mercado porque sabem que vão ter de pagar um prêmio de risco maior. Além disso, o pessimismo acaba afetando a demanda por papéis nacionais”, disse Eduardo Velho.

Boa parte da desconfiança se deve ao mau desempenho crônico da política fiscal do governo. Sem contar o gasto com juros, as contas públicas tiveram em setembro um rombo de R$ 9 bilhões — o pior resultado para o mês em toda a história. Somando todas as receitas e despesas, o resultado acumulado no ano atingiu o recorde de R$ 155,5 bilhões.


Tendência


A tendência é que esse descontrole produza mais inflação. 
Dessa forma, o BC terá de elevar a taxa básica de juros muito acima do patamar atual de 9,5% ao ano, caso queira colocar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na meta de 4,5%. A cotação do dólar também deverá seguir o mesmo caminho.
“O investidor, quando decide trazer seu dinheiro para o país, espera um ambiente melhor. Se não enxerga isso, passa a desconfiar”, disse Jaime Ferreira, superintendente de câmbio da Intercam Corretora. “O que forma a cotação do dólar é o humor do investidor, e esse está com um pé atrás com o Brasil.”

Correio Braziliense

ENQUANTO ISSO NO brasil maravilha dos EMBUSTEIROS... Minha casa invadida. Minha casa, meu drama.




As 150 casas de bairro criado em Planaltina de Goiás para receber beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida sofrem a ação de invasores.
 A ocupação ilegal começou mesmo com os imóveis inacabados

Famílias sendo arrancadas à força de casa por bandidos. 
Pessoas que se dizem donas dos imóveis expulsando gente à bala. Portas arrombadas, cadeados e cachorros para garantir a posse. Recados pintados na fachada com alertas intimidadores. Roubos de água e de energia elétrica. Tudo em meio ao cerrado, sem asfalto, sem esgoto canalizado e sem iluminação nas ruas enlameadas pelas chuvas. Um bairro criado para abrigar beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida tem cenas de faroeste.

Há pouco mais de um mês, pessoas de todos os cantos do DF e do Entorno começaram a ocupar e a disputar as edificações, ainda em construção, no Jardim das Palmeiras 2, periferia de Planaltina de Goiás, a 40km de Brasília. Ninguém pagou nem paga por nada e há quem anuncie a venda daquilo que não lhe pertence, erguido com dinheiro público.

A invasão das 150 casas inacabadas teve início em 3 de outubro. Em duas semanas, todos os imóveis estavam ocupados. Foram levantados por duas construtoras, com R$ 5 milhões financiados pela Caixa Econômica Federal (CEF). Cada um tem 39 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Mas faltavam piso, pias e vaso sanitário, além de instalações de energia e de água.

Ameaças de morte

Os invasores têm feito todo tipo de gambiarra. Puxam a eletricidade diretamente da rede pública, erguida nos postes das quatro ruas do bairro, ainda sem as lâmpadas de iluminação das vias. Para ter água em casa, emendam canos à rede da companhia goiana de abastecimento, a Saneago. E, como ainda não há esgoto, furam fossa no quintal. Há cerca de 40 casas ocupadas por inscritos em duas cooperativas organizadas para receber as residências por meio do Minha Casa, Minha Vida (leia Para saber mais). Elas teriam decidido entrar nas residências quando se espalhou a notícia da invasão.

Ana Lúcia dos Santos, 35 anos, diz ser uma das pretensas beneficiárias do programa do governo. Alega que quem está cadastrada é a mãe, Tereza Barbosa dos Santos, 56. “Como ela tem onde morar, combinamos que, quando a casa fosse entregue, ela ficaria comigo ou com uma das minhas duas irmãs. Aí, quando soube que elas estavam sendo invadidas, viemos correndo”, conta a desempregada, mãe de dois adolescentes e duas crianças. Ana Lúcia mandou o filho pintar na fachada a mensagem: “Esta casa tem dono”.

Recados parecidos aparecem na frente de pelo menos 20 imóveis. Há quem ameace até matar, caso o cadeado seja arrombado. Invasora declarada, Smênia Medeiros da Silva, 35 anos, promete “muita briga” se alguém pedir para ela sair da casa ocupada há 15 dias, a segunda na qual ela e quatro dos cinco filhos se instalaram. Primeiro, a família entrou em uma residência sem construções vizinhas.

“A dona (suposta beneficiária do Minha Casa, Minha Vida) falou que eu poderia ficar lá, pois a localização era muito ruim. Bastava eu pagar as prestações. Mas não gostei do lugar porque era muito isolado”, conta.

Smênia fez “gato” na energia elétrica e na rede de água. Também instalou as pias do banheiro e da cozinha, além do vaso sanitário. “Essa casa devia ter um dono, mas, agora, é minha. Tenho família”, afirma ela, que ganha uma pensão vitalícia de R$ 678, mais R$ 244 referentes ao Bolsa Família, programa do governo federal.

Tiros na rua

Smênia mora ao lado de uma casa sem as duas portas de acesso e toda pichada com imagens de revólveres. Ela e os vizinhos dizem que o imóvel foi invadido em 3 de outubro por um homem que costumava dar tiros na rua. “Aí, um dia, apareceu outro, que diz ser o dono da casa, e jogou na rua os móveis do invasor. Estamos esperando para ver o fim dessa história”, comenta a invasora.

As casas são oferecidas por meio de placas e no boca a boca.
“Tem gente que pede até R$ 500, pois invadiu só para ganhar dinheiro”, revela a desempregada Maria de Lurdes Oliveira, 47 anos, três filhos. Além dos R$ 200 da pensão de um dos filhos, mais os R$ 130 do Bolsa Escola, ela ganha trocados com a venda de sorvete e de açaí, anunciados na frente da nova casa, ao lado do recado “Tem dono”. 

Correio Braziliense 

Murchando


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Dia após dia, murcha o saldo das contas públicas. Nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu, como nos anos anteriores, que pode não entregar o que deixou combinado no início deste ano. 

E isso é um complicador a mais.
Ele se referiu a um superávit primário (sobra de receita para pagamento da dívida) de 2,3% do PIB, mais ou menos R$ 110 bilhões. Mas a meta fixada no início do ano não foram esses 2,3%. Foram 3,1% do PIB.

Foi só em junho, quando ficara claro que o governo federal vinha gastando demais, que o ministro Mantega passou a trabalhar com números mais baixos.

A medição em porcentagem do PIB já escondia um fiasco: 
o de que o PIB também ficara mais nanico. Não haveria mais o crescimento anteriormente alardeado, de 4,0% (PIB de R$ 4,9 trilhões), mas algo mais modesto, que também foi murchando e recalculado agora em R$ 4,7 trilhões. Mais ainda, o ministro nem mesmo está garantindo os tais 2,3% do PIB. 

Botou a culpa na falta de disciplina fiscal de Estados e municípios. Como até setembro, antes mesmo do pagamento do 13.º salário dos seus funcionários, Estados e municípios só perfizeram menos da metade da parte deles, refixada para todo o ano em R$ 38 bilhões, não será no resto deste 2013 pré-eleitoral que farão a lição de casa.

Mantega rebate reclamações de que o governo perdeu o controle de suas finanças: “Não há nenhum descontrole”, disse ele nesta quarta aos jornalistas que o cobraram no quebra-queixo à entrada do Ministério da Fazenda. “Tivemos apenas um ano um pouco mais difícil, porque a atividade econômica está se recuperando só agora e porque as desonerações (de encargos trabalhistas) diminuíram temporariamente a arrecadação”, completou ele. 

Enfim, há mais culpados pelo mau desempenho das contas públicas, além de governadores, prefeitos e fraudadores do seguro-desemprego. É também o ano ruim, como falta de chuva e ataque de lagartas, como se queixam os agricultores quando a colheita decepcionou.

Descontrole ou não, segue-se uma lista de consequências, como as que acontecem quando o caminhão roda com pneu murcho. Aqui vão apenas duas. 

Primeira, insegurança. 
Se a confiança na condução da política econômica já não era tanta, a crescente incapacidade do governo de fazer acontecer o que planejou tende a derrubá-la ainda mais. E isso pode desembocar no adiamento de investimentos, nas remarcações defensivas e na má vontade de avaliadores, credores e fornecedores externos do Brasil.

Segunda consequência: 
sobrecarga do Banco Central. 
Se o governo federal, governos dos Estados e prefeitos, seja lá por que motivo for, não fazem sua parte, o Banco Central tem de fazer. Ou, então, não fará e terá de deixar que a inflação avance mais solta e corroa o poder aquisitivo.

Isso é como carga mal distribuída no caminhão, que, no mínimo, desgasta o eixo traseiro. Mais juros também é mais despesa, porque o serviço da dívida aumenta.

O mais grave não é nem o estouro das despesas do governo. É a falta de disposição de consertar os estragos e de tomar providências para que o rombo não aumente ou não se repita.


Celso Ming

ENQUANTO ISSO NO brasil maravilha DA EMBUSTEIRA 1,99 : SOB CONTROLE ! Inflação oficial acelera para alta de 0,57%. O tomate voltou a liderar alta entre alimentos, avançando 18,65% em outubro, diz IBGE



A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,57% em outubro, ficando 0,22 ponto percentual acima da taxa verificada em setembro, de 0,35%. No ano, o IPCA acumula alta de 4,38% e em 12 meses, de 5,84%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta em outubro, de 0,57%, é a maior desde fevereiro de 2013, quando a taxa havia ficado em 0,60%. Desde fevereiro, a inflação vinha se mantendo abaixo do patamar de 0,60%, chegando próxima a zero em julho. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam uma taxa entre 0,53% e 0,64%, e abaixo da mediana, de 0,60%

Em outubro, o tomate voltou a liderar a alta da inflação, com o aumento de 18,65% nos preços. No Rio de Janeiro, o tomate subiu 52,69%. Entre os principais impactos individuais no IPCA, porém, aparece no topo do ranking o item carnes, que deteve 0,08 ponto percentual do indicador.

O grupo de alimentação e bebidas foi responsável pelo maior impacto no IPCA de outubro. A alta dessa classe foi de 1,03%, ante 0,14% no mês de setembro. Com isso, a contribuição ficou em 0,25 ponto porcentual dos 0,57% de alta do IPCA. O avanço do grupo Vestuários foi maior (1,13%), mas o impacto final no IPCA foi de 0,07 ponto porcentual.


Entre os grupos, o segundo maior impacto veio da Habitação, com 0,08 ponto porcentual, apesar da desaceleração na passagem do mês, para 0,56% (ante 0,62%). Também aceleraram em outubro os preços de artigos de residência (de 0,65% em setembro para 0,81% em outubro), despesas pessoais (de 0,20% para 0,43%) e comunicação (-0,04% para 0,08%). Na contramão, tiveram recuo na taxa os grupos transportes (0,44% para 0,17%), saúde e cuidados pessoais (0,46% para 0,39%) e educação (0,12% para 0,09%).

Preços livres
A consultoria Rosenberg & Associados faz a divisão do IPCA entre os preços administrados pelo governo e os preços livre. No grupo de itens com preços livres, o ritmo de alta se intensificou e atingiu 0,7%, contra 0,41% em setembro. Foi a maior taxa desde fevereiro deste ano, quando os preços livres haviam subido 1,13%. Quanto aos preços administrados, a Rosenberg informou que houve suave desaceleração, com a taxa passando de 0,16% em setembro para 0,14% no mês passado.

Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios
(Com Idiana Tomazelli e Maria Regina Silva , da Agência Estado)


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novembro 06, 2013

"Guvernu-bomba"



Bateu o pânico no governo, diante da constatação da evidente piora das condições econômicas do país, em especial a deterioração das contas públicas, cada vez mais deficitárias. Ministros se esgoelam para tentar provar o improvável: que a situação vai bem. Inútil. Contra fatos não há argumentos.

A mais nova onda de pessimismo foi detonada na semana passada, com a divulgação dos resultados fiscais de setembro. Ato contínuo, os agentes de mercado reagiram elevando os juros futuros e impulsionando a alta do dólar - foram 4% nos últimos dias. Tais preços são os principais termômetros de febres altas na economia.

O déficit de R$ 9 bilhões é o maior para meses de setembro desde que o país começou a aferir com seriedade o desempenho das contas do governo. No ano, o superávit já caiu pela metade na comparação com o mesmo período de 2012, para R$ 45 bilhões. Ninguém crê que, em apenas três meses, o governo consiga poupar os R$ 66 bilhões necessários para cumprir a meta de 2,3% do PIB anunciada em maio.

O superávit acumulado em nove meses - 1,3% do PIB - é o mais baixo dos últimos 15 anos. Mas a situação pode ser ainda pior: expurgado de truques contábeis e receitas extraordinárias para engordar as receitas, o resultado é de magro 0,7% do PIB, segundo cálculos de Alexandre Schwartsman, na Folha de S.Paulo. Há uma evidente incapacidade de poupar e produzir os resultados fiscais necessários para segurar o endividamento público do país.

A gestão Dilma quer fazer crer que os gastos sobem por uma opção preferencial do governo pelo social, conforme sustenta hoje o Valor Econômico. Trata-se de explicação a posteriori, na tentativa de dourar a pílula da expressiva piora nas contas. Na realidade, o governo não faz a menor ideia do que está acontecendo. Há claro descontrole.

As despesas em geral subiram 13,5% no ano, bem acima do previsto, superior à alta das receitas e muito além do pibinho. As desonerações fiscais também estão maiores do que se estimava: há apenas seis meses, dizia-se que a conta ficaria em R$ 70 bilhões, mas já se sabe que está beirando R$ 80 bilhões. A questão é: que resultados produziram, além de benefícios localizados e pontuais?

O que ninguém do governo consegue explicar é por que os investimentos não acontecem. Porque esta tem sido a promessa desde o início da gestão Dilma, e fora reiterada no início do ano como a pedra de toque de 2013. Já estamos em novembro e nada aconteceu. Cadê?

Em termos nominais, os investimentos cresceram somente 2,9% neste ano; se descontada a inflação, diminuíram. Em números: enquanto as chamadas despesas primárias subiram R$ 79 bilhões no ano até agora, os investimentos aumentaram apenas R$ 1,3 bilhão.

Para fazer frente a tão acachapantes constatações de desvirtuamento da política econômica, ministros como Guido Mantega, Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti se esfalfam para, numa ação articulada, dizer que a situação está sob controle. Arno Augustin, secretário do Tesouro, vai mais longe e diz que os críticos estão produzindo um "ataque especulativo" contra a proba gestão Dilma. Só pode ser piada.

O Planalto também gasta energia denunciando uma "pauta-bomba" do Congresso destinada a inflar ainda mais os gastos públicos, mas quem está explodindo as contas é o próprio governo. É a própria gestão da presidente, na sua maneira irresponsável e voluntarista de enfrentar os problemas do país, que dá margem para propostas perdulárias.

"O governo Dilma se comporta como se tivesse sido surpreendido. Nenhum dos figurões de Brasília esperava pela trombada na área fiscal (receitas e despesas públicas), que parece consumada. E reagem como baratas tontas que tivessem levado esguichada de inseticida", sintetiza Celso Ming n'O Estado de S.Paulo.

Estamos assistindo os estertores de uma tentativa fracassada de inventar uma nova fórmula de política econômica no país. A leniência fiscal, o incentivo desmesurado ao consumo e o descompromisso com a inflação produziram uma onda de desconfiança e perda de credibilidade. Foram para o lixo conquistas tão arduamente alcançadas pelo Brasil depois da estabilização da moeda com o Plano Real e da adoção dos preceitos da responsabilidade fiscal. 
Temos um governo-bomba prestes a explodir.

ITV 
Governo-bomba

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO ! A NADA E COISA NENHUMA FAZENDO "ISTÓRIA" E PROVANDO INCOMPETÊNCIA - DEU NO FT : Brasil pode ser primeiro Bric a perder grau de investimento já em 2014.


O Brasil pode ser o primeiro Bric a perder o grau de investimento. A avaliação consta de texto publicado nesta quarta-feira, 6, pelo jornal britânico Financial Times com o título "As chances do Brasil de um downgrade". Ao citar analistas do banco britânico Barclays em São Paulo, a publicação diz que "muito possivelmente" o País pode ser o primeiro entre os quatro grandes emergentes (Bric é o acrônimo para o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) a perder o título. Se a economia nacional não crescer rapidamente e a situação fiscal continuar em deterioração, dizem os economistas, o downgrade poderia vir no início de 2014.

O Brasil obteve o grau de investimento em abril de 2008, pela Standard & Poor's (S&P). Em maio de 2008, foi a vez da Fitch Ratings e em setembro de 2009, a Moody's também deu uma nota grau de investimento para o País.

"Os resultados fiscais de setembro vieram muito mais fracos que o esperado. O surpreendente resultado foi impulsionado principalmente por um forte aumento das despesas extraordinárias durante o mês, mas as receitas menores que o esperado também ajudaram a intensificar o déficit", disseram os analistas Bruno Rovai e Marcelo Salomon, citados no texto da coluna "Beyondbrics" publicado na página 30 do jornal. "Continuamos céticos de que essa tendência poderá ser revertida especialmente considerando que as eleições serão realizadas em outubro do próximo ano", completaram os analistas.

Como os demais economistas do mercado, os analistas do Barclays apontaram a queda do superávit primário e o aumento da dívida líquida do setor público como sinais de preocupação. Para Rovai e Salomon, o quadro "pode pavimentar o caminho para o rebaixamento da classificação soberana no início de 2014". "Um rebaixamento de qualquer uma das agências de rating colocaria o Brasil à beira do status de 'junk'", diz o jornal, ao lembrar que a Standard & Poor's e a Moody's pioraram a perspectiva para a nota brasileira nos últimos meses.

"A boa notícia para o Brasil é que ele não é o único Bric que está andando sobre o gelo fino. A Índia também é vista amplamente como uma candidata para o rebaixamento dos ratings", diz a reportagem do FT. 

Fernando Nakagawa, correspondente da Agência Estado

PARA REGISTRO ! AOS "ADORMECIDOS E BONS DE COPO" : = A PÁTRIA SOMOS TODOS NÓS =



Importante : 
RESPOSTA DE UM CORONEL A UMA CARTA ABERTA ÀS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS.

Realmente quem tem de resolver os efeitos do voto mal dado são os civis ( pois que é certo que a maioria dos militares não votou nesses patifes!). Nem adianta olhar para o nosso lado a pedir ajuda.

O QUE DIZER DIANTE DE FATOS?


Meu Caro ...
Sou CORONEL da RESERVA do EXÉRCITO BRASILEIRO.
No dia 18 DEZ 1965, às 10 hs, em solenidade pública e aberta, com a presença obrigatória do Presidente da República, diante do PAVILHÃO NACIONAL desfraldado, fiz um Juramento de defender a Pátria com a própria vida se preciso fosse.


Ano passado e este ano a Presidente descumpriu a LEI e não foi às Solenidades Militares. Após 31 MAR 64, até disfarçado tive que sair à rua. 
Os CIVIS nos agrediam de todas as formas e usando todos os meios.

OS CIVIS elegeram LULA e reelegeram. 
Não satisfeitos, elegeram a Dilma. 
Tenho absoluta certeza que irão eleger um ou outro em breve. 
Portanto, venho pedir ao brilhante amigo virtual, que não coloque o pedido para que as FORÇAS ARMADAS resolvam o que os CIVIS é que fizeram e irão ter que resolver!!!

Nós existimos para DEFENDER A PÁTRIA e não para resolver as besteiras que os CIVIS fazem e ainda se dão ao desplante de querer que nós façamos algo.

O Brasil está tendo o que pediu e votou livremente para ter. Queriam DIRETAS, achincalharam o atentado do Rio Centro e NADA fizeram com relação ao atentado estúpido do Recife. Lamarca nos traiu e o fuzilamos.

Cortamos nossos males na carne!
Mas os CIVIS ficam em barezinhos da vida tomando cerveja de forma livre e cômoda, defendendo um pústula do Che Guevara, um frustrado frouxo e assassino, ou Fidel, comprando no Paraguai, apoiando Comunismo que faliu e deixou a Rússia e seu Povo na maior baderna mundial e com um estado mafioso impressionante. Os CIVIS, foram fundo na infeliz propaganda do Gerson, um jogador ímpar, "levando vantagem em tudo". Beleza!!!!

O que é feito de Tiradentes, Rui Barbosa, Barão do Rio Branco e tantos outros do passado? Ah! agora é o copista Paulo Coelho, o pústula do Jorge Amado! Os CIVIS deveriam se olhar no espelho e, se não o tem, peçam emprestado, e tomar VERGONHA NA CARA!!! Se fizeram besteira, vão lá e concertem!!!

Por que tem que ser as FORÇAS ARMADAS????

Para começar, vão estudar e ver que não existimos para isto. E mais: cometemos um grande erro em 1964, mais pelo motivo de nossos Generais à época terem ido à II Grande Guerra e terem no sangue a execração pelo que viria.
Mas os tempos mudaram!!!

Acordem!!!
Agora nossos Generais se aprontam para defender a Pátria de um ataque de um poder externo. Não de um câncer pútrido,
cachaceiro,
vagabundo,
safado, 

aliado a ladrões,
 incompetentes e prostitutas ladras de banco.

Isto é responsabilidade do POVO (CIVIS!!!) que devem ser tão ou mais valentes que nós. Nós damos, por opção, nossa vida à Pátria, em qualquer lugar, a qualquer hora, de qualquer forma.


Os CIVIS exigiram que a Academia Militar passasse a 4 ou até 5 anos, por causa das Universidades. Mas na AMAN, nosso regime é integral!!! 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês!!!

E no curso de nossa vida, temos que pagar nossos uniformes.
Eu tenho 71 anos e meio de idade. Fiz 19 mudanças na vida militar, sendo 4 em 1 ano!!! Descontam, na fonte, 27% de Imposto de Renda, para pagar certos cartões corporativos que aí existem, verdadeira pornografia!!!
Agora, como se não bastasse o Legislativo e Executivo em disparada roubalheira e insanidade, o Judiciário(!!!!!) entrou no esquema. 


E aonde estão os CIVIS? 
Tomando chopp, água de coco, na praia ou nos estádios vendo futebol e à noite novelas?????!!! Ohhhh, meu!!!!! Nós temos hombridade, dignidade, abnegação. Todos os anos, recebíamos mais de 3 milhões de jovens "mocorongos" e a ferro e fogo, como se nossos filhos fossem, os transformávamos em HOMENS, com TODOS os documentos. Cansei de chorar aos prantos com eles e os familiares, ao fim do ano, quando davam "baixa".


Estou cansado de ouvir as maiores asneiras sobre fronteiras, amazônia e falta de água e oxigênio. Em minha vida, o que mais odiei, foram os BURROS, que são impossíveis de endireitar.

Eu era Ajudante de Ordens de um General de Exército e, quando findou meu tempo na função, poderia escolher o melhor lugar para servir. 
Pedi (e quase fui preso) para ir Comandar o 4º Pelotão de Fronteira, à margem esquerda do Rio Negro, que divide a Colômbia da Venezuela e entra no BRASIL. Era DEUS no Céu e Eu na Terra! Era uma área Militar, com 850 habitantes.

Além de Comandante, era Diretor e Professor do Colégio (do Maternal ao final do 2º Grau). O Padre fugiu na véspera de São Sebastião, sagrado para o lugar. Quem "Teria que conduzir a Missa???..." Sou Espírita Kardecista! Houve um "CULTO". Os Homens falavam o que o Padre deveria falar e as Mulheres o que cabia aos fiéis. Eu fiz o Sermão e li o Evangelho.

Todo mundo estava lá.
Foi a Missa mais linda do lugar.
Ah!!! Não posso ler o Evangelho?
Pois em Brasília eu gostava de ir à Missa da Igreja de São Judas Tadeu na Asa Norte. O Padre Roberto era Gaúcho... Quem lia o Evangelho? ÉHHH!!!

E ao ser interpelado por um CIVIL, o PADRE ROBERTO respondeu:
- A Igreja é minha; o Padre sou eu; e ele é que lê o Evangelho!!!
Um dia perguntei por que? E ele disse:
Você nos leva àqueles tempos com sua voz e eu sou gaúcho grosso!

E a Amazônia tem floresta, água e oxigênio a dar com o pau. NUNCA ACABARÁ!!!! Se for num jato 747 de Brasília a Manaus, passará 4 HORAS vendo SELVA e RIO, a 900 Km/h!!!!! Tem muito CIVIL tomando cerveja ao invés de ESTUDAR e procurar AMAR E CONHECER NOSSA PÁTRIA. É!!! NOSSA!!! Não é quintal para as FORÇAS ARMADAS. Cada macaco no seu galho!!!

A PÁTRIA somos todos nós. E quem fez a besteira, agora, vá concertar. NÓS, NÃO!!! Quiseram até pederasta em quartel!!! Que que é isto???!!! Pederastia é CRIME!!! E se fosse acatável, DEUS teria criado Adão, Eva e Ivo.... E viver na Amazônia só para os FORTES. É maravilhoso, mas não é fácil.

E a riqueza de lá é inimaginável e NOSSA!!! As FORÇAS ARMADAS garantem-lhes isto! Nunca se preocupem. Mas, agora, vocês que são CIVIS (pois esta separação vocês a querem...) providenciem dar fim ao que fizeram. Até mais ver! Minha saudação Militar a todos (Continência),

Sérgio Augusto Pinto De Campos - Cel Inf R/1

Extraído do blog : 

EMBUSTE II ! Custo para explorar pré-sal de Libra pode chegar a US$ 400 bilhões. Valor foi estimado por consultoria internacional e é quatro vezes superior à projeção da ANP



A exploração do prospecto de Libra custará US$ 400 bilhões ao longo dos 35 anos do contrato de partilha, incluindo o bônus de assinatura de R$ 15 bilhões, que deverá ser pago no dia 19, de acordo com o que anunciou nesta terça-feira, 5, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Por esse cálculo, a Petrobrás, líder do consórcio vencedor do leilão realizado em outubro, teria de arcar com 40% do total ou US$ 160 bilhões. O contrato de partilha será assinado entre 10 e 17 de dezembro.

Os valores foram estimados em estudo da IHS, maior consultoria internacional do setor. Em outro relatório, a consultoria estima em 11,8% a taxa interna de retorno (TIR) do projeto, assegurando 77,5% dos recursos gerados para a União. 


A maior parte dos US$ 400 bilhões é custo operacional (opex), pois o investimento em capital (capex) exigirá cerca de US$ 100 bilhões. Ao longo dos anos, o pico de investimentos em capital seria 2019, para quando está prevista a extração do primeiro óleo de Libra, com cerca de US$ 18 bilhões. O primeiro ano de investimento relevante seria 2016, com cerca de US$ 4 bilhões.

As projeções já incluem o "custo-Brasil", exigências de conteúdo local e inflação relativamente pressionada. Os valores da IHS são bem superiores aos da ANP, que projeta custo total de R$ 200 bilhões (cerca de US$ 100 bilhões). O investimento mínimo fixado pela ANP na fase de exploração é de R$ 610,9 milhões.
Riscos. 
O estudo da IHS foi distribuído a um conjunto de clientes, antes do leilão de Libra, e ressalta que o valor é elevado demais para um projeto sobre o qual as empresas privadas têm pouca influência. "Para uma companhia com ações negociadas em Bolsa é muito difícil justificar um investimento tão grande", diz uma apresentação do estudo, produzida por consultores da IHS baseados no Rio. O relatório expõe os riscos, para investidores, do modelo de partilha da produção e das exigências de conteúdo local.

A partir dos dados levantados pela equipe brasileira, a área de análise macroeconômica da IHS, sediada nos Estados Unidos, elaborou um relatório incluindo diversas variáveis, como preço do petróleo, câmbio, inflação e crescimento. A reportagem teve acesso aos principais dados do relatório.

Segundo o documento, caso o leilão fosse decidido com o lance mínimo, com oferta de 41,65% de óleo lucro para a União - o que de fato ocorreu, com o consórcio formado por Petrobrás, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total e as estatais chinesas CNPC e CNOOC -, a TIR do consórcio explorador de Libra seria 11,8%, considerando o preço médio do barril de petróleo a US$ 80,00.

Também nesse quadro, o "government take", ou quanto o governo fica com a renda gerada pela exploração (incluindo a partilha, royalties, impostos etc.), seria de 71,3%. A renda destinada à União ("State take") sobe para 77,5%, pois considera os dividendos da Petrobras. Simulações apontam que seria possível a União obter o mesmo patamar de renda com o modelo de concessão.


Para o consultor John Forman, ex-diretor da ANP, a fase exploratória é mais crítica. "O desafio atual é medir as reservas, ou medir o volume recuperável necessário para justificar os investimentos", diz Forman. Por isso, no momento a incerteza ainda é muito grande. Falta definir números de poços a serem perfurados, quantidade de plataformas, distância entre poços, entre outras variáveis. Conforme uma fonte ouvida pela reportagem, uma das principais incertezas em relação ao investimento necessário, seja em capital, seja na operação, é a produtividade dos poços do pré-sal, ainda pouco conhecida, mas que determinará a quantidade a ser perfurada.

No cenário de US$ 400 bilhões de investimentos, o estudo da IHS considera a perfuração de 144 poços, com a recuperação média de 55 milhões de barris por poço, apontando para reservas totais de 7,5 bilhões de barris. Seriam usadas 13 plataformas flutuantes (FPSOs). Se a produtividade dos poços for inferior, porém, seria preciso perfurar mais, elevando tanto o custo de operação (com mais perfurações) quanto os investimentos em capital (com mais plataformas).
Vinicius Neder - Agência Estado