"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 25, 2012

A TAL "SOBRIEDADE E FOCO" EM AÇÃO OU "AJEITANDO E LIMPANDO" RASTROS : Fernando Cavendish e Carlos Pacheco deixam comando da Delta. Novo presidente da Delta apresenta defesa da empresa na CPI do Cachoeira


O novo presidente da Delta Construção, o engenheiro Carlos Alberto Verdini, protocolou na tarde desta quarta-feira documentos para a defesa da empreiteira na CPI do Cachoeira, que vai investigar as relações do bicheiro Carlos Augusto Ramos com políticos e empresas.

Em comunicado, a empresa atribuiu o envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira ao ex-diretor da construtora no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, preso nesta quarta-feira, em Goiânia, em operação da Polícia Civil com o Ministério Público do Distrito Federal.

- Vamos colaborar com as investigações. Nosso interesse é preservar nossos 35 mil colaboradores e a continuidade da empresa, que tem meio século. É interesse da empresa que tudo seja apurado a fundo - afirmou Verdini, acompanhado do advogado José Luiz de Oliveira, que também tem como cliente o ex-ministro José Dirceu.

Em nota, a construtora já havia limitado as ações suspeitas na companhia a Cláudio Abreu e negou ter conhecimento da ligação do ex-diretor, afastado em março, com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Mesmo colocando tudo na conta de Abreu, escutas telefônicas da Polícia Federal sugerem que Carlos Pacheco também sabia dos negócios do ex-diretor da construtora no Centro-Oeste.

Sobre a prisão do diretor da empreiteira no Centro-Oeste, Verdini afirmou apenas que o assunto está sendo tratado pelos advogados da empresa. Ele não especificou quais documentos protocolou na CPI. Afirmou apenas que eram os documentos "necessários".

Apesar de deixar a presidência do Conselho Diretor, Fernando Cavendish é, de fato, dono da empreiteira. Levantamento feito pelo GLOBO revela que ele responde por 42,1% da construtora. O empresário também detém 83,7% da empresa DTP que reúne quatro companhias do grupo Delta, entre elas a Delta Construção.

A auditoria que a empresa havia iniciado no escritório centro-oeste da Delta será estendida a todos os escritórios. A empreiteira tem 300 contratos em 23 estados e no Distrito Federal.

A empresa assegura que continuará a cumprir seus contratos, obrigações e compromissos assumidos com seus fornecedores e clientes. E informa que o objetivo da auditoria interna é verificar, com base nos dados imediatamente disponíveis à empresa, em que extensão ações foram executadas, burlando os procedimentos de controle praticados pela companhia.

A Delta se compromete ainda a colocar o resultado da auditoria à disposição das autoridades competentes. A Delta assume o compromisso de prestar toda e qualquer informação que venha a ser solicitada pelas autoridades.

SEM "MARQUETINGUE" : Impostos: o país asfixiado

De tão rotineiro, já passa quase despercebido nos jornais: a arrecadação de impostos federais bateu mais um recorde em março. Se a notícia não está nas primeiras páginas, cala fundo, porém, no bolso de cada brasileiro.

E mostra quão pífia é a política de desoneração fiscal adotada pelo governo nos últimos tempos.


A Receita divulgou ontem que os brasileiros pagamos R$ 256,8 bilhões em tributos federais no primeiro trimestre do ano. Isso significa um crescimento de 7,3% no período, já descontada toda a inflação destes três meses.

Ressalte-se que a base de comparação é muito elevada, e mesmo assim o bolo não para de crescer. Só em março foram recolhidos R$ 82,4 bilhões ao fisco.


O governo comemora: é "o melhor resultado para o primeiro trimestre da história". O cidadão lamenta:
paga cada vez mais, e percebe cada vez menos qualidade nos serviços que o poder público lhe presta. O céu é o limite para a sanha petista: até o fim do ano, devem jorrar nos cofres do fisco mais de R$ 1,1 trilhão em tributos.


Na média, em cada dia do ano até agora, os contribuintes recolheram R$ 2,8 bilhões ao leão. Isto considerando apenas os tributos federais:
quando se leva em conta tudo o que pagamos em impostos, taxas e contribuições também a estados e municípios, o valor chega a uns R$ 4 bilhões diários, conforme o Impostômetro.


O governo começou o ano prevendo um crescimento "modesto" na arrecadação federal deste ano: 4,5%, o que seria um alívio e tanto ante os 10% registrados em 2011. (Ambos os percentuais já descontam a inflação, ou seja, são aumentos reais.)

Mas, apenas com o desempenho do trimestre, a equipe econômica já começa a falar em percentual maior:
segundo o Valor Econômico, a previsão será revista para 5,5% nos próximos dias. A se considerar a velocidade atual, ninguém garante que irá parar por aí.


Os resultados polpudos do fisco põem a nu as limitações da desoneração tributária que o governo Dilma Rousseff tem anunciado como tentativa de fazer frente ao processo de encolhimento acentuado por que passa a indústria nacional.

No "pacote" anunciado no início de abril, o alívio dado ao setor foi estimado em R$ 3,1 bilhões, isto é, cerca de um dia de arrecadação do leão. Na média, segundo cálculos da Fiesp, todo o oba-oba em cima de impostos menores para a indústria representa mero 0,1% do PIB, ou seja, nada vezes nada.

Aliás, uma análise mais detida sobre o comportamento de alguns tributos federais no primeiro trimestre fornece perfeito retrato do que está acontecendo no lado real da economia:
a produção nacional só encolhe, empurrada pelos importados. Para isso, a gestão atual não parece capaz de fornecer respostas.


Entre janeiro e março deste ano, o imposto de importação e o imposto sobre produtos industrializados (IPI) vinculado à importação renderam R$ 10,8 bilhões aos cofres federais. O resultado representa aumento real de 15,2% em comparação com igual período do ano passado.

Na outra ponta, e nas mesmas bases de comparação, o IPI recolhido pela indústria nacional exibiu queda real de 7,2%.


O que está acontecendo é uma verdadeira asfixia imposta pelo governo do PT ao setor produtivo e aos contribuintes. Enquanto a economia como um todo mal respira - o crescimento do PIB no trimestre deverá ter sido próximo de zero - o leão avança com força sobre o dinheiro cada vez mais curto dos cidadãos e das empresas.

Como explicar que, numa situação de semi-estagnação, a arrecadação federal esteja crescendo mais de 7%?

A resposta é simples:
o cidadão brasileiro está pagando caro pelas escolhas dos governos petistas, cuja opção preferencial pelo gasto explosivo demanda cobranças crescentes de tributos.

Não são migalhas, de resto distribuídas apenas aos amigos do rei, que vão aliviar o contribuinte.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Impostos : país asfixiado

ELES SE " ACHAM" - OCIOSIDADE DEMAIS PRODUZ : Deputados querem placa especial para seus carros

Um grupo de 11 deputados planeja uma mordomia a mais para o exercício do mandato parlamentar.

Juntos, eles são autores de um projeto que concede aos 513 deputados e 81 senadores o direito a uma placa especial de identificação para seus carros particulares, nas cores verde e amarelo.

Com essas placas, querem transitar livremente em seus estados e também em Brasília.


O projeto está na pauta para ser votado hoje na Comissão de Viação e Transporte. O relator, o deputado e ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso (PMDB), deu parecer favorável.

Os autores da proposta dizem que a placa especial de identificação é necessária pela dura carga de trabalho que exige seus mandatos, dia e noite.

"Poderá facilitar (a placa) o deslocamento de um parlamentar, permitindo que ele possa participar de eventos programados e atender às demandas que lhe são impostas diuturnamente pela comunidade que o elegeu", diz a justificativa do projeto.

O Globo

MANIFESTO DA BAIXARIA : " Acabemos com a frescura dos lenços de seda - sejamos igualitários. Olhemos os fatos que estão nas manchetes e enxerguemos o que dizem. "

Um fantasma ronda o Brasil:
o fantasma da falta de educação e da baixaria.
Juízes do Supremo,
parlamentares,
ministros,
altos empresários
e governadores - perderam o senso luso-brasileiro e ameaçam um bate-boca generalizado.

Alguns tentam conjurar essas brigas anti-aristocráticas que pegam mal porque revelam muito do que não pode ser mostrado.


- I -

Aqui se faz um apelo aos leitores.
Sejam sinceros e tirem a honestidade da zona cinzenta dos pecados e dos malfeitos. Façam o contrário dos diplomatas e dos populistas:
proclamem o que pensam e sentem.

Seremos todos acusados de intrigantes e boquirrotos pela direita
(a dona da bola e, por isso mesmo, corrompida),
pela esquerda (revolucionária, é claro, mas no poder e com vastos limites)
e pelo centro que sempre foi o berço do nosso moralismo que diz que vai mas não vai antes de saber pra onde a coisa está indo e, por isso mesmo emudece porque a sinceridade que iguala é o maior pecado de um sistema desigual.


Critique abertamente e não se esconda no anonimato.
Seja grosso com os pulhas que roubam o nosso dinheiro e discorde.
Não escolha a pusilanimidade dominante.


- II -

Contrariando frontalmente a visão geral do escândalo que cobre o nosso país de egrégios gregos gregários - de Deltas aDemóstenes - envolvendo governantes e governados, eu afirmo que quando o bate-boca ocorre nas altas esferas temos um sinal delucidez, de democracia e de progresso.

No contexto da hipocrisia nacional uma discussão entre ministros do Supremo, é algorevolucionário.


Todo tribunal é feito de conflitos, denuncias e busca da verdade. Exceto no Brasil onde ainda se tem o direito de mentir e se é obrigado a engolir choro. São os conflitos verbais que deixam surgir a Verdade com sua nudez transparente e escandalosa.

Chega de botar a poeira debaixo do tapete em nome de uma ética aristocrática. Vivemos um momento no qual o igualitarismorompe nossas portas e, como um hóspede imprevisto e não convidado, demanda - acima de tudo - um mínimo de sinceridade.

E a sinceridade só surge quando nos entregamos a forças maiores do que nós.
Como foi o caso do ministro do Supremo que, criticado pelo colega, reagiu numa veemente e histórica entrevista.


Esse manifesto discorda da opinião segundo qual o Supremo fica menor quando seus membros discordam. Pois o seu autor estáabsolutamente seguro ao dizer que quanto mais os agentes públicos ficarem putos uns com os outros, mais democracia igualitária cairá, como chuva de verão, sobre todos nós.

O imprevisto é o centro da vida democrática.
E o imprevisto maior do Brasil no qual vivemos é a descoberta do papel do estadonão como fulcro de igualdade de oportunidades, mas como uma fonte de aristocracia e de enriquecimento ilícito.

Só a baixaria pode liquidar a perversão de combinar até mesmo as discórdias.

Temos que reformar a nossa boa educação de senhores de engenho que leva à mentira e ao agrado do governante para pegar o contrato sem discutir mérito ou eficiência. Mesmo - pasmem - quando isso pode existir.

O bate-boca no Supremo, não diminui a Corte magistral. Muito pelo contrário, ele torna essa corte mais honrada e democrática.
O Brasil precisa ser desmascarado e posto a nu para si mesmo.
É hora de ver o fantasma.


- III -

Democracia é partejada por igualdade (todos podem falar, mesmo errado) e individualismo (todos tem o direito de querer) - esses valores que produzem conflito.

O conflito revela o lado vivo do Supremo Tribunal Federal. Ele mostra que os nossos super-magistrados são humanos e suscetíveis de raiva, ressentimento e vingança. Por isso a discussão não é só mais do que bem-vinda:
ela é fundamental.


- IV -

Sem opinião não há sinceridade. A medida da honestidade jaz no que realmente pensamos de algum assunto ou pessoa.
É, pois, imperioso acabar com as luvas de pelica.
Discutir não é ser mal-educado, é afirmar que - finalmente! - podemos concordar em discordar.
O Brasil precisa ver as suas meias furadas.


- V -

Acabemos com a frescura dos lenços de seda - sejamos igualitários. Olhemos os fatos que estão nas manchetes e enxerguemos o que dizem.

O bom-mocismo nacional é uma simpatia e uma gracinha como dizem os grã-finos, mas é também o modo de obter altos faturamentos não só em obras, mas em projetos do governo.

Essa coisa personalizada e com dono mas sempre isenta, sempre ausente, sempre vendo o debate como uma baixaria e, por isso, sempre inocente porque não se mete ou é responsável por coisa alguma!


Irrompamos respeitosamente com dona mamãe. Ela diz:
seja paciente com o tio Fulano ou com o Dr. Sicrano.
Eu vos digo: seja mmal-educados e profiram o que pensam.

O Brasil precisa de bate-boca - esse cerne da oposição! Mande o professor às favas, denuncie o prefeito, o senador, o empresário, o chefe e o presidente - caso eles sejam mentirosos, incompetentes e desonestos.


- VI -

Desvende o Brasil. Seja um mal-educado dizendo o que pensa. Só assim realizaremos a nossa tão atrasada revolução igualitária obrigando que esta CPI promova um desmascaramento geral.
Rezemos para que todos botem a boca no mundo e sejam sinceros.

Se isso ocorrer, faremos o inusitado:
não vamos certamente acabar com a corrupção mas iremos ferir de morte esta republica que aristocratiza seus altos funcionários e torna milionários os seus sócios.
 

Mal-educados do mundo, uni-vos!

Roberto DaMatta O Globo

abril 24, 2012

" SOBRIEDADE E FOCO " - CPI do Cachoeira: Veja nome de membros indicados para comissão

Todos os partidos já indicaram seus representantes para integrarem a CPI do Cachoeira.

Há 16 deputados titulares e igual número de suplentes.
Há também 16 senadores titulares e o mesmo número de suplentes.

Criada para investigar as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e agentes públicos e privados, a CPI deverá ser instalada na quarta-feira, dia 25, no Congresso Nacional.

Terá como presidente o senador Vital do Rego (PMDB-PB) e como relator o deputado Odair Cunha (PT-MG).
Os vices-presidente deverão ser eleitos na reunião de instalação da comissão.

O relator Odair Cunha (MG) e os deputados Cândido Vaccarezza (SP) e Paulo Teixeira (SP) foram indicados pelo PT, assim como Íris de Araújo (GO) e Luiz Pitiman (DF) representarão o PMDB.
Já Carlos Sampaio (SP) e Fernando Francischini (PR) receberam indicação do PSDB.

Também foram indicados por seus partidos para integrar a CPMI os deputados Filipe Pereira (PSC-RJ),
Gladson Cameli (PP-AC),
Maurício Quintella Lessa (PR-AL),
Miro Teixeira (PDT-RJ),
Onix Lorenzoni (DEM-RS),
Paulo Foletto (PSB-ES),
Rubens Bueno (PPS-PR)
e Silvio Costa (PTB-PE).
O deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP) foi indicado como represente dos partidos que não têm direito a cadeira na CPMI devido ao pequeno número de suas bancadas.

No Senado, os indicados como titulares para a CPI mista são os senadores José Pimentel (CE) e Humberto Costa (PE) pelo PT,
Álvaro Dias (PR) e Cássio Cunha Lima (PB) pelo PSDB.

O PMDB indicou Vital do Rego (PB), Sérgio Souza (PR) e Ricardo Ferraço (ES). Vanessa Graziotin (AM) foi indicada pelo PcdoB, Ciro Nogueira (PI) pelo PP.

O ex-presidente Fernando Collor (AL) representará o PTB,
Jayme Campos (MT) o DEM,
Lídice da Mata (BA) o PSB,
Paulo Davim (RN) o PV,
Pedro Taques (MT) o PDT
e Vicentinho Alves (TO), o PR.
A senadora Kátia Abreu (PSD-TO) ocupará a vaga destinada aos pequenos partidos.

O Globo

CACHOEIRA : COMISSÃO DE ÉTICA PODE INVESTIGAR ALEXANDRE PADILHA .

O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, Sepúlveda Pertence, afirmou nesta terça-feira que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pode ser investigado por ter sido citado em gravação da Polícia Federal (PF) na operação que revelou a ligação entre o empresário Carlos Cachoeira e políticos.

O ministro teve o nome citado em uma conversa telefônica como tendo autorizado o grupo do bicheiro a dar sequência a um negócio na área da saúde, após reunião em Brasília.

“É passível [de investigação], ele é ministro de estado e é sujeito à atuação do Conselho de Ética”, disse Pertence. O presidente da comissão disse que, como o caso teve repercussão na imprensa, pode ser incluído na pauta da próxima reunião do grupo, no dia 14 de maio. Segundo Pertence, não há pressa para apuração do caso.

“Parece que não é uma questão de homicídio, que nós tenhamos que tomar uma providência hoje”, disse. “É mais uma acusação de possível corrupção.”

Denúncia
Na gravação feita pela Polícia Federal, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, Wladimir Garcez, ex-vereador do PSDB de Goiânia e auxiliar de Cachoeira, conversa com o chefe. “Teve a conversa com o Padilha, todos os outros lá, o chefe de gabinete, e [ele] achou interessante:
faz o projeto, mostra o que que é, ele fala o que que é possível lá dentro e dá para nós um veredito lá. Mas que autorizou a gente a tocar pra frente o negócio, que eles têm condição de ajudar”, diz Garcez a Cachoeira, em março de 2011.

A conversa não deixa claro qual é o interesse de Cachoeira - que, segundo a PF, é dono oculto de um laboratório e controla um instituto que reúne grandes empresas da área farmacêutica. Três meses depois, o empresário telefonou para outro auxiliar, Gleyb Cruz, e o orientou a acionar o primo do assessor do Palácio do Planalto Olavo Noleto, o designer Fernando Noleto Rosa, a respeito de assunto na área da saúde. “Encontra com ele pessoalmente”, orienta Cachoeira.

Documentos da Junta Comercial mostram que Fernando é sócio de Alan Silva, chefe de gabinete de Padilha quando ele era ministro de Relações Institucionais. Fernando confirmou ter se encontrado com Gleyb, Garcez e Cachoeira, que, diz ele, queriam abrir um canal de diálogo com Olavo.

Segundo ele, o pedido não foi atendido.

Veja

"SOBRIEDADE E FOCO" : Gurgel vai pedir abertura de inquérito contra Agnelo no STJ. No Supremo, Lewandowski decide desmembrar inquérito sobre relações de Cachoeira

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai pedir para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) abrir inquérito para investigar se o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), tem relações com as atividades ilícitas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

O governador foi mencionado no inquérito que hoje tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a ligação entre Cachoeira e quatro parlamentares entre eles, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

O bicheiro foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás por chefiar quadrilha de jogo ilegal. Há nos autos 19 escutas que o ligam a políticos e outras pessoas. Investigações da Polícia Federal apontaram o elo entre assessores de Agnelo e Cachoeira. O governador admitiu ter sido apresentado ao bicheiro, mas negou que sua administração mantivesse qualquer negócio com ele.

Nesta terça, o ministro Ricardo Lewandowski, relator do inquérito do STF, autorizou o desmembramento do inquérito. No principal, deixou apenas Demóstenes. Abriu outros três no STF para investigar os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO), Sandes Júnior (PP-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ). A relatoria será do mesmo ministro.

Sandes Júnior e Leréia também respondem a processo na Corregedoria da Câmara por quebra de decoro parlamentar.

Lewandowski também enviou de volta a Gurgel cópias da investigação referentes a pessoas sem direito de foro no STF. É o caso de Agnelo. Segundo a Constituição Federal, o foro para governador é o STJ. Caberá ao procurador pedir abertura de inquérito contra ele lá.

O procurador também deverá enviar para a Justiça Federal em Goiás pedido de abertura de inquérito contra Carlinhos Cachoeira, Cláudio Abreu, Enio Andrade Branco, Norberto Rech, Geovani Pereira da Silva e Gleyb Ferreira da Cruz.

Essas pessoas também estavam mencionadas no inquérito que hoje é voltado apenas a Demóstenes. As providências foram tomadas a pedido do próprio Gurgel.

O procurador também tinha pedido a inclusão no inquérito de Demóstenes de indícios contra o procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres, irmão do senador. Lewandowski negou o pedido.

Na semana passada, a corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) abriu uma reclamação disciplinar para apurar suspeita de que Benedito atuou junto ao Ministério Público de Goiás em favor de interesses do bicheiro Carlinhos Cachoeira.


O ministro também negou solicitação da Corregedoria do Ministério Público de Goiás para ter acesso aos autos do inquérito contra Demóstenes.
A investigação tramita sob sigilo.

O Globo

PSDB-SP divulga manifesto contrário à doação de terreno ao Instituto Lula

O diretório do PSDB em São Paulo criticou em manifesto, divulgado nesta terça-feira, 24, a doação de um terreno da Prefeitura de São Paulo ao Instituto Lula.

A área, localizada na região central, próxima à cracolândia, é avaliada em R$ 20 milhões. A proposta criada pelo prefeito Gilberto Kassab foi aprovada em primeira votação na Câmara, na semana passada.

"Está claro que um imóvel desapropriado por utilidade pública, deve receber destinação pública, geradora de benefícios concretos e claros para a sociedade e, em hipótese alguma, poderá favorecer pessoas de direito privado, ou seja, não pode favorecer o Instituto Lula", diz o manifesto.

O diretório entende que é preciso debater publicamente alternativas possíveis para o uso da área e as contrapartidas exigidas.

O terreno de 4,4 mil metros quadrados vai abrigar o Memorial da Democracia, uma espécie de museu em homenagem ao ex-presidente. A proposta de Kassab, apresentada em fevereiro, ocorreu num momento em que o prefeito buscava se aproximar do PT na tentativa de articular alianças políticas para as eleições municipais.

O manifesto questionou ainda as intenções políticas do instituto:

"Além de um argumento legal deveras consistente, devemos considerar também a falta de moral, a pretensiosidade e a usurpação da história que estão por trás da criação de um Instituto que se propõe nascer como 'Memorial da Democracia', sendo que privilegiará a mitificação de uma só pessoa, o senhor Luis Inácio da Silva".

Na semana passada, após a sessão de votação, o prefeito afirmou que a concessão não fere regras administrativas e que o instituto terá de apresentar as contrapartidas necessárias para ter direito à concessão. "Não existe nenhuma vinculação partidária, nem ideológica nessa questão", afirmou.

O Globo

Perillo e Agnelo serão chamados para depor na CPI do Cachoeira

Os deputados Fernando Francischini (PSDB-PR) e Carlos Sampaio (PSDB- SP) vão apresentar um requerimento para ouvir na CPI do Cachoeira o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o do Distrito Federal, Agnello Queiroz (PT).

Os dois deputados decidiram apresentar o requerimento depois de conversarem por telefone com Perillo.
Na conversa, o próprio governador teria pedido aos seus correligionários para que fosse convidado a prestar depoimento na CPI que irá investigar as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com empresários e políticos.

Segundo um deputado, que não quer ser identificado, Perillo disse que quer ser ouvido, independentemente de qualquer outra pessoa que for interrogada pela CPI.

Deputado pede ao TCU que analise contratos da Delta no Rio


O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) entrou nesta terça-feira com representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que sejam analisados os contratos da prefeitura e do estado do Rio de Janeiro com a Construtora Delta.

A empreiteira aparece na investigação da Polícia Federal na Operação Monte Carlo, que apura as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários.

- O fato é que a prefeitura do Rio de Janeiro e o Estado do Rio de Janeiro têm contratos milionários com a Delta, financiados com recursos federais. Logo, acionei o Tribunal de Contas da União para que se promova uma auditoria em todos esses contratos. É preciso apurar, pois licitações fraudulentas podem estar ocorrendo em todo o Brasil - destacou Otavio Leite.

Na representação, Leite pede que seja fiscalizada a aplicação de recursos federais na execução das obras e serviços do projeto da Transcarioca, no Rio, estimado em R$ 1,6 bilhão. A obra estaria incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana.

O deputado também indica, em seu requerimento ao TCU, notícia publicada no GLOBO, que aponta que investigação da Polícia Federal mostra que a empresa Delta tem mais de R$ 1 bilhão em contratos com o município do Rio.