"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

julho 10, 2011

O BRASIL DA CORJA! DO CACHACEIRO NOJENTO E SUA CRIATURA : A NADA E COISA NENHUMA, A SUBSERVIENTE. TRATANTES.


Projetos inaugurados pelo ex-presidente e pela então pré-candidata petista durante a corrida eleitoral do ano passado estão parados ou apresentam uma série de problemas. A maioria desses empreendimentos faz parte do PAC

Buritizeiro
"Não sei se ainda no meu governo, mas o que posso dizer para vocês é que a gente não vai deixar a obra pelo meio", prometeu o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a moradores de Buritizeiro, na região norte de Minas Gerais, que acompanhavam a visita oficial com a expectativa de se verem livres de fossas no quintal de casa.
Era 14 de outubro de 2009, ano pré-eleitoral, em que a Justiça não permite campanha.

A ponderação de Lula sobre a chance de não honrar o compromisso em seu mandato foi ouvida por uma espectadora especial.
Assistia ao "comício", como deixou escapar o próprio Lula, a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência da República.


Mas quem votou na petista com o sonho de ver a rede de esgoto implantada no município de cerca de 30 mil habitantes está decepcionado.
A caravana presidencial se foi e, desde junho do ano passado, o empreendimento está parado.


O caso de Buritizeiro não é único.
Obras inauguradas por Lula e Dilma na corrida eleitoral estão paralisadas ou caminham a passos lentos. Outras mal foram entregues e já apresentam problemas.


As visitas oficiais às obras, a maioria do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foram intensificadas em 2008. Na época, Lula abusou da estratégia de vinculá-las a Dilma, ministra de perfil técnico e desconhecida pelo eleitorado.

Sempre ao lado do ex-presidente, a campanha antecipada pela "mãe do PAC" rendeu a Lula seis multas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 6 de julho de 2010, quando a corrida pelo voto começou oficialmente.
Hoje, as promessas caíram no esquecimento oficial e se converteram em indignação da população.


"As ruas estão completamente esburacadas. Ninguém consegue parar o carro em frente à minha casa e ao comércio. Se Dilma continuar assim, não votamos nela nem para vereadora de Buritizeiro", reclama a comerciante Maria Madalena Rodrigues, 68 anos.

Ela se lembra do dia em que Lula e Dilma visitaram a obra, em outubro de 2009, mas sua maior recordação é o dia em que a obra parou, oito meses depois, em junho do ano passado.

"Não aguento mais limpar fossa. Além disso, agora tenho lama e buraco na porta de casa."
Segundo o prefeito do município, Salvador Raimundo Fernandes (PT), a empresa vencedora da licitação das obras declarou falência depois de gastar cerca de R$ 4 milhões na rede de esgoto.


"Estamos sofrendo as consequências até hoje, com ruas esburacadas e valas abertas. Agora, o governo federal liberou mais R$ 15 milhões para finalizarmos a obra."

Falta de verba
Buritizeiro foi uma das cidades visitadas na caravana de Lula e Dilma para ver as obras de transposição do Rio São Francisco — a rede de saneamento faz parte da revitalização do Velho Chico, que recebe o esgoto da cidade.
A comitiva passou também por Pirapora (MG),
Barra (BA),
Custódia (PE),
Floresta (PE)
e Sertânia (PE).


Na última, Lula e Dilma viram 2,7 mil operários trabalhando na construção de um canal para a passagem do curso d"água. No fim do ano passado, todos foram demitidos e as obras, paralisadas. Segundo o vereador Junhão Lins (PSDB), a cidade virou um "cemitério".

"Estávamos em pleno crescimento. Os comerciantes investiram para atender os trabalhadores das obras. Agora, todo mundo está aperreado. A impressão que se tem é de que apenas fez parte da campanha eleitoral."

A prefeita de Sertânia, Cleide Ferreira (PSB), diz que a previsão é de as obras voltarem no mês que vem, mas não sabe apontar o motivo da paralisação.
Segundo ela, os "boatos" são de que as empreiteiras responsáveis pela obra pediram mais dinheiro ao governo federal.


Na hora de comentar a situação, o governo se esquiva. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, responsável pelo PAC, a execução das obras é de competência de estados e dos municípios. À pasta, cabe somente "o repasse de recursos".

Amanda Almeida Correio Braziliense

julho 09, 2011

"PARA O BRASIL CONTINUAR MUDANDO" : Petrobras perde US$5,7 bi em valor de mercado e cai da 3ª para 5ª no ranking do setor

O mau desempenho das ações da Petrobras na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - efeito da ingerência política sobre o reajuste do preço da gasolina nos postos - fez a companhia cair da terceira para a quinta posição no ranking das maiores empresas de petróleo do mundo.

O valor de mercado da estatal encolheu US$5,77 bilhões desde 24 de setembro de 2010, data da sua megacapitalização (a maior da história), para US$207,33 bilhões ontem.

A companhia ficou, assim, menos valiosa pelo critério valor de mercado (que consiste em multiplicar as ações da empresa pelo seu preço) em comparação à anglo-holandesa Royal Dutch Shell (US$220,47 bilhões), agora a terceira no ranking.

E também foi ultrapassada na listagem pela americana Chevron (US$211,54 bilhões), que assumiu a quarta posição.

Especialistas lembram que a perda de valor não foi maior porque as ações da estatal são negociadas em reais e a moeda americana, usada no ranking, desvalorizou-se 8,42% de 24 de setembro do ano passado até ontem.

Desde o fim da capitalização, as ações preferenciais (PN, sem voto) caíram 9,71% na Bovespa e as ordinárias (ON, com voto), 11,82%.

Segundo Osmar Camilo, analista da corretora Socopa, além da interferência do governo, outros fatores afetaram as ações da empresa nos últimos meses, como a "digestão" da capitalização de R$120 bilhões e as incertezas sobre o plano de negócios da companhia.

- A empresa tem um desafio muito grande pela frente, que é fazer caixa para financiar o desenvolvimento do pré-sal - explica o analista.

- No longo prazo, no entanto, esperamos que os investimentos realizados agora se mostrem benéficos, já que a produção de petróleo pode dobrar nos próximos dez anos.

O ranking segue liderado pela americana Exxon Mobil, com valor de mercado de US$402,21 bilhões.
Em setembro, a Exxon valia US$314,93 bilhões.

O aumento foi provocado pelo alta do preço do barril de petróleo.

Na segunda posição aparece a Petrochina, com valor de mercado de US$265,92 bilhões.

Bruno Villas Bôas O Globo

Pagot: Paulo Bernardo recebia as empreiteiras

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Luiz Antonio Pagot, um dos pivôs do escândalo no Ministério dos Transportes, diz ter provas de que empreiteiras eram recebidas pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), antes de procurarem o ministério.

Ameaça

Luiz Antonio Pagot é o homem-bomba do momento.

Ele vai depor terça-feira no Senado.

E confirma ter provas de que empreiteiras se reuniam antes com o ministro Paulo Bernardo e iam a ele já com o pacote pronto.

Se verdadeiras as denúncias, Pagot estará dando um tiro no coração do governo.


Nhenhenhém ::Jorge Bastos Moreno O Globo

O playground da ineficiência


O Ministério dos Transportes é o melhor exemplo de como, na prática, o discurso do PT é outro. O partido de Dilma e Lula costuma dizer que nunca se fez tanto pelo país como nos últimos anos; que nunca o futuro foi tão bem planejado; que nunca se investiu tanto. Puro marketing: há dinheiro saindo, literalmente, pelo ladrão, mas realização que é bom quase nada.

A pasta que foi transformada em feudo do Partido da República (PR) tem um dos maiores orçamentos do governo. Para este ano, foram reservados R$ 17,1 bilhões apenas para investimentos.
Mas, do orçamento de 2011, míseros R$ 1 bilhão foram aplicados até agora. São 6% do previsto para o ano, já transcorrida metade do exercício.

O governo pode argumentar que está tendo que honrar obras contratadas na gestão passada e que, por esta razão, a execução do orçamento deste ano é baixa. OK, porém falso:
o desempenho pretérito é tão sofrível quanto o de agora.

Desde 2007, o Ministério dos Transportes obteve dotação orçamentária total de R$ 67,8 bilhões. Mas, deste valor, somando tudo o que foi investido em todos esses anos, somente R$ 36,6 bilhões foram gastos até ontem, de acordo com informações do Siafi.

Trocando em miúdos, significa que, ao longo de quatro anos e meio, a pasta transformada em cobiçada moeda de troca na relação entre o PT e seus aliados só conseguiu investir 54% do que tinha à disposição.
Ou seja, quase metade dos recursos reservados no Orçamento para investimento da União em estradas, portos, ferrovias e hidrovias ficou guardada no cofre.

Será que nossa zelosa gerentona de plantão não percebeu tão pífios resultados enquanto amamentava o PAC? Nunca se deve esquecer que Dilma Rousseff sempre foi apresentada aos brasileiros como o suprassumo da eficiência gerencial, o que, cada vez mais, fica claro que é uma balela.

O Ministério dos Transportes tem a missão de cuidar da infraestrutura do país, mas isso é tudo o que ali não se faz. Aquilo é uma espécie de playground da ineficiência. Na era petista, a pasta que deveria zelar pelos transportes serve para outros fins, como ilustram as suspeitas de corrupção que envolvem a turma "republicana" que conduz a pasta junto com o PT.

"É óbvio que há relação entre a situação deplorável das estradas brasileiras e o regime de descalabro instalado na pasta responsável pelo assunto. Este é um ministério em que as políticas públicas são também, ou sobretudo, oportunidades de negócios privados, lícitos ou ilícitos, para dar de comer à corriola", comenta Fernando Barros e Silva na Folha de S.Paulo.

Enquanto o dinheiro mofa no caixa ou escorre pelos ralos da corrupção, a infraestrutura do país agoniza. É por causa da péssima gestão nos Transportes que convivemos ainda com rodovias da morte espalhadas por todos os estados: a BR-381 em Minas, a BR-470 em Santa Catarina, a BR-163 em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a BR-324 na Bahia, apenas para ficar em poucos exemplos.

Melhorar estas estradas é absolutamente necessário para o desenvolvimento do país e para a segurança dos usuários, mas as obras continuam na geladeira. Algumas até pareciam que agora sairiam do papel, mas foram novamente abortadas pelo escândalo da hora, como informaram os jornais Estado de Minas e Zero Hora.

O ministério dominado pelo PR em consórcio com o PT também concentra as maiores diabruras do PAC, mostra hoje O Estado de S.Paulo.
Obras cujos contratos somam R$ 3 bilhões tocadas pelo Dnit e pela Valec, ambas no centro das ilegalidades ora conhecidas, são as que mais apresentam indícios de irregularidades, conforme levantamento do TCU.

Não custa lembrar que o Ministério dos Transportes foi a mais vistosa moeda de troca da negociação que levou o então PL a apoiar Lula e ainda indicar-lhe o vice em 2002. Pelo ingresso de José Alencar na chapa, o PT também pagou em cash R$ 10 milhões ao partido controlado por Valdemar Costa Neto. A história, todos sabem, desaguou no mensalão, cujos 36 réus tiveram condenação pedida ontem pela PGE.

Como se vê, dinheiro para pavimentar a trajetória do país rumo ao futuro existe. Mas os dutos da corrupção continuam a drená-lo para bolsos privados, alegrados com a farra de aditivos contratuais, sobrepreços e licitações fraudadas.

Desse jeito, a autoestrada do desenvolvimento brasileiro continuará esburacada.

Fonte / ITV


Bastidores: Depoimentos deixam Planalto sob ‘tensão pré-Pagot’

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O Palácio do Planalto está muito preocupado com o que Luiz Antonio Pagot vai dizer no Senado, na terça-feira, 12, e na Câmara, na quarta, 13.

O ainda diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem feito afirmações que o governo entende como claras ameaças, uma espécie de antecipação do que poderá dizer no Congresso na semana que vem. Formalmente, Pagot está de férias e só deverá ser afastado assim que voltar ao trabalho, no mês que vem.


Entre as declarações do diretor do Dnit que têm deixado o Planalto com uma espécie de tensão pré-Pagot estão as insinuações de que todas as obras tocadas pela estatal eram aprovadas antes pelo Ministério do Planejamento, cujo titular é o hoje ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, um dos homens de confiança da presidente Dilma Rousseff.

Diante do receio do que poderá dizer Pagot, ontem a presidente Dilma Rousseff tinha dúvidas sobre quando poderá nomear o novo ministro dos Transportes.
Ela quer efetivar o interino, Paulo Sérgio Passos, e até já tem alguns acenos do PR para que faça isso.

Mas teme que Pagot fale alguma coisa a respeito de seu preferido nas audiências que terá no Senado e na Câmara, o que poderá provocar constrangimentos e aumentar a crise nos transportes.


Outra preocupação diz respeito à própria estrutura do Dnit.
Pagot tem afirmado que nada do que o Dnit fazia era fruto de uma decisão solitária, mas de uma aprovação da diretoria colegiada.
E que o diretor de Infraestrutura Rodoviária, Hideraldo Caron, mandava tanto quanto ele.


Caron é filiado ao PT do Rio Grande do Sul desde 1985. Trabalhou com Dilma Rousseff em Porto Alegre e foi posto no Dnit pelo PT.

Quando a presidente da República decidiu afastar a cúpula do Ministério dos Transportes, entre eles Luiz Antonio Pagot, chegou-se a falar no nome de Caron para substituir o diretor-geral.
Mas, diante da reação do PR, partido que dá sustentação a Pagot, Dilma recuou e desistiu de insistir na nomeação do petista para o Dnit.


De acordo com informação de bastidores do governo, a esperança do Planalto era de que o senador Blairo Maggi (PR-MT) aceitasse o convite para ser o ministro dos Transportes, em substituição a Alfredo Nascimento (PR-AM), que não resistiu no cargo após denúncias de cobrança de propina divulgadas no fim de semana.
Maggi é padrinho de Pagot e, uma vez no ministério, poderia aconselhar seu afilhado a ficar de boca fechada.


Acontece que Blairo Maggi recusou o convite para entrar no governo de Dilma Rousseff. Maggi está magoado com os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais), por considerar que foram desleais em relação ao PR, a Pagot e a ele próprio quando a crise no setor de Transportes estourou.

Para Maggi, os ministros preferiram condenar Pagot, sem aguardar sua primeira defesa.

julho 08, 2011

Com 4ª queda seguida, Ibovespa encerra a semana com perda de 3%

Com queda do início ao fim do pregão, o Ibovespa alongou a sequência dos últimos dias, ao marcar a quarta baixa consecutiva. O índice, que começou a semana próximo dos 64 mil pontos, perdeu a linha dos 62 mil pontos.

O "payroll" americano pesou sobre o humor dos investidores. Foram criadas apenas 18 mil vagas de trabalho no país em junho, número muito inferior às expectativas.

Além disso, os dados de geração de postos de emprego em abril e maio foram revistos para baixo e a taxa de desemprego aumentou para 9,2%, em junho.


Os dados surpreenderam, já que o setor privado havia reportado ontem a criação de 157 mil vagas em junho, segundo a Automatic Data Processing (ADP).
O indicador reacendeu a preocupação com o frágil ritmo de recuperação da economia americana e seu impacto global.


No Brasil, o Ibovespa mostrou hoje desvalorização de 1,12%, aos 61.513 pontos.
O giro financeiro atingiu R$ 5,227 bilhões.

Na semana, o índice perdeu 3%, mesma baixa apurada entre os dias 11 e 15 de abril. No ano, o Ibovespa acumula queda de 11,2%.

No mercado americano, o índice Dow Jones caiu 0,49%, para 12.657 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 0,45%, aos 2.859 pontos, e o SP 500 perdeu 0,70%, aos 1.343 pontos. Na semana, que foi mais curta devido ao feriado do Dia da Independência na segunda, Wall Street teve ganho.
O Dow Jones subiu 0,6%.


Ainda nos Estados Unidos, o pessimismo ganhou força com a alta de 1,8% dos estoques no atacado de abril para maio.
A previsão de analistas era de um aumento abaixo de 1% na comparação mensal.


"O caminho da retomada americana ainda é longo", pontua o diretor da Máxima Corretora, José Costa Gonçalves, repetindo as palavras do presidente americano, Barack Obama.

Ele avalia que o mercado segue com pouca liquidez, diante da ausência de "tomador" final. O início das férias no Hemisfério Norte também prejudica a movimentação da Bolsa brasileira.
"Estamos vivendo um período de paciência para o investidor", ressalta.


Costa ainda chama atenção para a aposta contra a Bovespa.
Os últimos dados da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF) revelam que a posição "vendida" do investidor estrangeiro sobre o Ibovespa futuro segue elevada, em 81.373 contratos.


Empresas

A queda do Ibovespa foi embasada pela trajetória negativa da maior parte de suas ações, o que inclui as "blue chips" Vale PNA (-0,88%, a R$ 46,10), com giro de R$ 433 milhões
e Petrobras PN (-0,80%, a R$ 23,44), com volume de R$ 318 milhões.


As principais quedas do índice partiram das ações MRV ON (-3,51%, a R$ 11,82), Braskem PNA (-3,54%, a R$ 20,4)
e Telemar Norte Leste PNA (-3,66%, a R$ 48,65).


Já as poucas altas partiram de papéis como Gol PN (3,5%, a R$ 19,77)
e TIM Participações PN (2,95%, a R$ 7,66)
e ON (2,73%, a R$ 9,03).

O mercado reagiu bem às negociações da Gol para comprar a Webjet.
Além disso, a TIM adquiriu a empresa de telecomunicações controlada pela Brasiliana Energia, a Atimus, por R$ 1,6 bilhão.


Fora do Ibovespa, destaque para a queda dos recibos de ações da Agrenco (-8,24%, a R$ 0,89) e da Laep (-7,69%, a R$ 1,08).

No sentido oposto, as ações PN (9,95%, a R$ 2,32) e ON (56,53%, a R$ 5,87) da Mundial voltaram a disparar.

(Beatriz Cutait | Valor )

COPA 2014 NO BRASIL SEM LEI : Ricardo Teixeira chama imprensa brasileira de "vagabunda" e disse estar "cagando" para as denúncias.

Em entrevista à edição mais recente da revista "Piauí", o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse que pode fazer "todo tipo de maldade" na Copa do Mundo de 2014 para atingir inimigos.
Ricardo Teixeira na sede da Fifa, em Zurique. Foto Steffen Schmidt - 11.mai.2011/Efe

"Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Porque eu saio em 2015. E, aí, acabou."

O credenciamento de jornalistas, o acesso a estádios e instalações do Mundial e o cronograma de partidas são decididos pelo COL (Comitê Organizador Local), presidido por Teixeira, e pela Fifa.

Representantes da entidade máxima do futebol não foram encontrados ontem para comentar as declarações.

O cartola classificou a imprensa brasileira como "vagabunda" e disse estar "cagando" para as denúncias. "Que porra as pessoas têm a ver com as contas da CBF?"

A assessoria da confederação não comentou a reportagem, mas reafirmou todas as declarações de Teixeira.

À revista João Havelange, ex-presidente da Fifa e ex-sogro de Teixeira, diz entender que Belo Horizonte será a cidade escolhida para abrir a Copa devido à amizade de Teixeira com o senador Aécio Neves, ex-governador de MG.

Jornal Integração Brasil

DISSIMULAÇÃO EM PARIS : BUFÃO E MELIN NO AUTÊNTICO ESTILO ME ENGANA QUE EU GOSTO.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem em Paris que seria "inadmissível" uma atuação política do BNDES no projeto de fusão do gigante francês Carrefour com o Grupo Pão Açúcar.

- Não há uma atuação política do BNDES. É uma decisão comercial. É preciso que o BNDES justifique sua atuação nesta questão, uma questão que é eminentemente comercial. É inadmissível uma atuação política do BNDES nesta questão. Não há possibilidade de pressão - afirmou Mantega na capital francesa, onde participou de evento com investidores sobre o programa de reformas da presidente Dilma Rousseff.

"É uma questão comercial provada", disse o ministro

Respondendo aos críticos que dizem que o papel do BNDES é financiar infraestrutura no Brasil e não empresas privadas do varejo, Mantega afirmou:

- O BNDES pode financiar muitos setores no Brasil. É uma decisão do BNDES. Não é uma decisão do governo. O governo não se mete nesta questão. É uma questão comercial privada.

Em um seminário da influente revista britânica "The Economist", o diretor-executivo do BNDES Luiz Eduardo Melin defendeu a fusão Carrefour-Pão de Açúcar, dizendo que trata-se de um "projeto que cria valor para todos os envolvidos" e gera ganhos no mercado interno e externo.
Melin argumentou também que a fusão permitiria a penetração de produtos brasileiros em mercados de mais de 30 países.


Mas, na França, uma pessoa próxima das negociações entre Carrefour e Pão de Açúcar, que falou na condição de anonimato, engrossou o coro de especialistas, que não acreditam que isso vai possibilitar a entrada de produtos brasileiros nas prateleiras francesas.

- É prematuro dizer isso. O projeto não é para isso. É um projeto para criar um campeão brasileiro - afirmou a fonte.

O francês Casino argumenta que uma fusão com o Carrefour é estrategicamente errada por dois motivos:
o forte do grupo rival é hipermercados, que é uma tendência de consumo em baixa. Além disso, o grupo está fortemente implantado na Europa, que está vivendo uma grave crise econômica.


Sobre essa questão, Melin afirmou que o BNDES não tem nada a dizer.

- Isso é estritamente assunto do setor privado. Não temos que ter qualquer posição. Que o negócio no Brasil vai bem, vai bem, obrigado. Precisamos sair do pensamento local e pensar globalmente:
estamos falando da possibilidade de penetração em mercados no planeta - afirmou o diretor-executivo do banco de fomento brasileiro.


BNDES será imparcial, diz diretor do banco

Melin disse, ainda, que a polêmica em torno do projeto de fusão entre Carrefour-Pão e Açúcar "é mais fumaça do que fogo".

O BNDES - insistiu o diretor-executivo do banco brasileiro - teria agido de forma exclusivamente técnica.
Se o Casino apresentar projetos nesta direção nós avaliaremos com a mesma isenção técnica.

Deborah Berlinck O Globo

RISCO DE TOMBO : Economia brasileira é "bicicleta difícil de pedalar", diz 'FT'

A forte valorização do real e o aumento da disponibilidade de crédito como consequência do grande fluxo de capitais para o Brasil ameaçam interromper o ciclo de crescimento econômico do País, segundo adverte um editorial do jornal britânico Financial Times publicado nesta sexta-feira.

Em um texto intitulado "Feridas brasileiras", o jornal compara a economia brasileira a uma bicicleta.

"Ela funciona enquanto estiver em movimento", diz o editorial.
"Agora, porém, está ficando mais difícil pedalar."


O jornal observa que o real se valorizou 40% em termos reais desde 2006 e que no mesmo período as importações brasileiras quase dobraram, enquanto as exportações cresceram apenas 5%.

"A única razão pela qual o déficit em conta corrente brasileiro não explodiu são os altos preços das commodities. Mas esse 'boom' pode não durar para sempre", alerta o jornal.


Crédito
O editorial comenta ainda que a liquidez em abundância também ajudou a impulsionar o crédito doméstico, mas que os consumidores brasileiros agora parecem estar sobrecarregados, gastando mais que um quarto de suas rendas para o pagamento de empréstimos - nível superior ao verificado nos Estados Unidos no período anterior à crise de 2008.

Para o jornal, o crescimento do crédito no Brasil somente pode ocorrer se a renda também continuar a crescer.


"É aí que a bicicleta econômica se depara com a trincheira da guerra cambial", afirma o jornal, observando que o aumento da renda eleva a demanda e a pressão inflacionária, exigindo o aumento dos juros, que atraem mais capital externo, elevando ainda mais a cotação da moeda, aumentando com isso a atração das importações e prejudicando a competitividade das exportações.

"O resultado é um déficit em conta corrente mais amplo, e um limite no crescimento exigido nos salários para manter o crédito doméstico crescendo com segurança", diz o jornal.


Soluções
O editorial afirma que uma das maneiras de contornar o problema seria conter a valorização da moeda, mas observa que o governo brasileiro já tentou medidas como controles parciais de capitais e grandes intervenções no mercado cambial, mas sem sucesso. Outra possibilidade seria o corte de gastos públicos, dificultados pelo Congresso.

Um terceiro caminho seria a elevação dos impostos sobre o setor de commodities, mas o texto observa que mesmo outras economias ricas em commodities e com melhor administração, como o Chile e a Austrália, estão sofrendo com problemas semelhantes e que os problemas no Brasil são mais agudos por causa do tamanho da economia do país.

O editorial conclui dizendo que "a bicicleta brasileira ainda não está arriscada a parar". "Mas está balançando", finaliza o texto.

BBC Brasil

ORÇAMENTO FEDERAL E A ILHA DA FANTASIA DO BNDES :Chegou a hora de acionar os freios.

Na esteira do ruidoso caso Pão de Açúcar, o BNDES não sai das manchetes. E não se pode dizer que a mídia esteja dando destaque a aspectos positivos da instituição.

O episódio, altamente desgastante para o governo, enseja reflexões sobre a lamentável trajetória do BNDES nos útimos anos. É preciso entender como as coisas chegaram a esse ponto e as correções que se fazem necessárias.

Desde 2008, o Tesouro tem feito transferências maciças de recursos ao BNDES, bancadas por emissão de dívida pública. Aos R$230 bilhões transferidos entre 2008 e 2010, somaram-se agora mais R$55 bilhões em 2011. O valor total - R$285 bilhões - é quatro vezes maior do que o da gigantesca operação de capitalização da Petrobras do ano passado.

Corresponde a cerca de 24 vezes o valor dos recursos do Tesouro canalizados ao PAC no primeiro semestre deste ano. Tais transferências, feitas por fora do processo orçamentário e sem contabilização nas estatísticas de dívida líquida e de resultado primário, têm permitido ao governo manter farto orçamento paralelo no BNDES, principal canal da expansão fiscal observada nos últimos anos.

Na gestão das contas públicas federais, convivem hoje dois mundos completamente ditintos. De um lado, tem-se a dura realidade do Orçamento Federal, onde tudo é escasso e se contam os centavos.

De outro, tem-se a Ilha da Fantasia do BNDES, mantida com emissões de dívida pública, onde parece haver recursos para tudo.


Não é surpreendente que esse ambiente de tanta fartura tenha fomentado um clima de megalomania e dissipação, fundado na presunção de que dinheiro público é o que não falta.
Ganham força as agendas próprias, multiplicam-se as missões inadiáveis e os investimentos grandiosos e voluntaristas, com custo a ser debitado ao contribuinte.


Disseminou-se a ideia de que não há projeto, por mais dispendioso e injustificável que pareça, que não possa ser financiado pelo BNDES.
E os que podem, ao banco, acorrem.


O que chama a atenção no caso Pão de Açúcar são a extensão e o vigor da resistência da opinião pública ao envolvimento do BNDES na operação.
Foi muito mais que reação da mídia.

É impressionante que até mesmo formadores de opinião que não perdem oportunidade de tecer elogios ao governo tenham manifestado estranheza com o despropósito da operação.


O caso parece ter sido a última palha diante do crescente desconforto com o destino pouco defensável que recursos públicos vêm tendo no BNDES. Os jornais de quarta-feira, 29, já não deixavam dúvidas sobre a extensão da indignação.

Mas o governo levou algum tempo para notar que o caldo tinha entornado. No dia 30, o BNDES ainda tentou enrolar-se na Bandeira Nacional para defender a operação.


Só no dia 1º, quando o alarme soou no Planalto, a instituição se viu afinal compelida a tentar desfazer a trapalhada e conter danos.

O episódio pode vir a ser um divisor de águas.
Salta aos olhos que chegou o momento de acionar os freios no BNDES. Já corre no Senado a proposta de que a Lei de Diretrizes Orçamentárias exija que futuras transferências ao BNDES sejam incluídas no Orçamento.

Mas só isso é pouco.
O ideal seria simplesmente fechar de vez a ligação clandestina do BNDES ao Tesouro.


A nota dissonante - quem diria - veio do Banco Central. O Relatório de Inflação, publicado pela instituição em 29/6, inclui estimativas dos impulsos fiscais a que vem sendo submetida a economia brasileira, feitas de acordo com três metodologias distintas. Todas elas baseadas no resultado primário do governo.

Tendo em conta as três medidas, o BC concluiu que a política fiscal foi neutra em 2010! Como os R$107,5 bilhões transferidos do Tesouro ao BNDES foram omitidos da estatística oficial de resultado primário, o BC simplesmente não conseguiu detectar a farra fiscal de 2010.

Quem deve estar eufórico é o ministro Guido Mantega. Ganhou do Banco Central um atestado de que foi austero em 2010.
Com um BC desses, sim, dá gosto trabalhar, terá comemorado Mantega.

Rogério L. Furquim Werneck O Globo