"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

maio 02, 2011

IPC-S : NO ANO ALTA DE 3,42% E EM 12 MESES 6,05%

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), divulgado nesta segunda-feira pelo Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), fechado em 30 de abril, apresentou variação de 0,95%, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação.
Com este resultado, o indicador acumula alta de 3,46% no ano e 6,05% em 12 meses.

Após duas semanas em recuo, a taxa do grupo Alimentação (0,91% para 1,04%) voltou a apresentar aceleração.
Entre os destaques estão:
hortaliças e legumes (3,71% para 4,20%),
panificados e biscoitos (-0,43% para -0,22%),
laticínios (2,12% para 2,51%)
e carnes e peixes industrializados (0,74% para 1,16%).
Também houve aumento na taxa de alimentação fora de casa.
Os custos nesse item subiu de 0,70% para 0,89% até o fim de semana.


Também apresentaram acréscimos em suas taxas de variação os grupos:
Transportes (1,82% para 2,10%),
Despesas Diversas (0,53% para 0,81%),
Vestuário (1,06% para 1,34%),
Saúde e Cuidados Pessoais (0,87% para 1,10%)
e Habitação (0,38% para 0,47%).

Nestes grupos, os destaques partiram dos itens:
gasolina (4,66% para 5,98%),
cigarro (1,57% para 2,30%),
roupas (1,11% para 1,51%),
medicamentos em geral (1,71% para 2,82%)
e tarifa de eletricidade residencial (0,45% para 1,00%), nesta ordem.


Em contrapartida, o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,36% para 0,32%) registrou decréscimo em sua taxa de variação.
A principal influência para este movimento partiu do item passagem aérea, cuja taxa passou de 3,08% para -1,04%.

O BRASIL DOS FATOS E DAS VERSÕES.

Tem sido assim desde o começo da nossa História.
É incrível como nossa trajetória é contada!
Quem se debruça sobre os fatos fica escandalizado com a diferença entre eles e as suas "consagradas versões".


Esse comportamento fraudulento faz com que, em nosso país, todo historiador seja levado a trabalhar como um arqueólogo, que tem de cavar, raspar poeiras, decifrar hieróglifos e tentar entender os obscuros textos dos pergaminhos. Sempre na busca da verdade dos fatos.

Para alegria nossa, o Brasil tem sido presenteado com obras estupendas, realizadas por excelentes pesquisadores. Eles têm conseguido divulgar um conhecimento cada vez mais correto dos fatos da nossa História. E essa tarefa saneadora de desmitificação das versões tem alcançado enorme sucesso de vendas para as editoras.

Está claro que obras desse padrão não constarão jamais da lista dos livros adotados pelos técnicos ideológicos do Ministério da Educação (MEC). Para eles, quanto mais os brasileiros forem enganados pelas versões oficiais, melhor para a turma que comanda o atraso de nossa formação cultural.

Mas não é apenas nos livros "oficiais" que a nossa História é deturpada. Fazem parte dessa lavagem cerebral os demais instrumentos de comunicação dependentes do governo. Rádios e TVs, oficiais ou agregados. Todos subvencionados generosamente, à custa dos nossos impostos.

No nosso dia a dia somos bombardeados pelas versões que o Planalto divulga sem cessar. Informações erradas, dados falsificados, episódios distorcidos, explicações mentirosas, enfim, um povo tratado como se todos fossem idiotas e sem nenhum espírito crítico.

Veja-se agora o que está acontecendo com o famoso episódio do mensalão do PT. Já está quase esquecido! Foi, no entanto, o mais vergonhoso episódio ocorrido em nossa História recente. Um plano frio, cínico, típico de um grupo que só tinha um objetivo em suas supostas lutas pela ética e pela moralidade:
chegar ao poder e se vingar. Vingar de quê?
Os autores desse plano eram, e ainda são, indivíduos ressentidos, cheios de raiva contra as "elites" - letradas, bem alimentadas, patrões e chefes. Para eles, chegar ao poder era a suprema desforra.

Esse tem sido sempre o sentimento da esquerda sem estudos, valores e visão do mundo. Entre uma esquerda raivosa e uma direita sem escrúpulos, o entendimento sempre se dá muito bem.

A chegada de Lula ao poder mostrou que essa é a mentalidade deles. Para ganhar a eleição tinha de mudar o discurso? Era preciso mudar a rota? O PT não teve dúvidas: mudou.

Mudou, mas chegou ao Planalto com as mesmas disposições de antes. E mesmo usando as receitas do governo anterior, tratou de vender ao País a ideia de ter recebido uma "herança maldita". Sempre o mesmo processo de criar versões, apagar os fatos e vender uma "nova História" ao Brasil.

Quando foram apanhados rou

A desenvoltura dos integrantes da quadrilha do mensalão e da quadrilha do dossiê contra José Serra já vem despertando muitas suspeitas. Os réus andam muito à vontade nos palácios. Muitas declarações, muitas aparições públicas, muitas articulações, enfim, muita recuperação de terreno.

Tudo isso leva a crer que está em marcha uma grande manobra para tornar vitoriosa a versão criada pelo então presidente Lula: "O mensalão não existiu. Foi tudo armação da oposição"!


Colocar o mensaleiro João Paulo Cunha na presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados é mais do que um acinte, é uma ameaça para constranger o Supremo Tribunal Federal.

A presença desenvolta de José Dirceu nos acontecimentos recentes e o seu evidente prestígio junto à ocupante da Presidência da República, tudo isso é uma sinalização mais do que evidente.
Das tentativas feitas para apagar fatos e divulgar versões, essa de Lula é a mais ousada de quantas têm marcado o comportamento dos líderes petistas.


Há dias a Polícia Federal conseguiu terminar o seu relatório a esse respeito. Entregou o penoso e bem feito trabalho ao procurador-geral da República. Está, pois, nas mãos dele ajudar na luta entre os fatos e as versões.

Tenho medo.
O mês de agosto não me traz boas recordações.
A tentativa de assassinar Carlos Lacerda.
A morte do major Rubens Vaz.
O suicídio de Getúlio Vargas.
Anos depois, também em agosto, a renúncia jamais explicada, e jamais entendida, de Jânio Quadros.

Renúncia que abriu para Brizola e Jango a tentação de, por golpe e com o apoio de pequeno grupo militar, implantar aqui uma República sindicalista, com a ajuda de Cuba e da Rússia.

Se não fosse o patriotismo da maior parte das nossas Forças Armadas, em 31 de março de 1964 o Brasil teria dado um dos passos mais tristes de sua História.

Mas a tradição de criar versões e negar os fatos não muda. A mídia tem passado os últimos tempos divulgando exatamente o contrário da realidade. Na maioria das reportagens, os fatos cederam às versões.

Os golpistas Jango e Brizola são saudados como legalistas.
Os legalistas, que seguiram Castelo Branco e impediram o golpe, são apontados como golpistas.
As Forças Armadas nem podem mais comemorar o 31 de Março!


Que agosto não nos traga desgosto. Vamos ver o que acontece com os "heróis" do mensalão...

Sandra Cavalcanti O Estado de S. Paulo

maio 01, 2011

UM NOVO BRASIL

(...)
Por trás desse novo Brasil estáo "espírito de empresa".

A aceitação do risco, da competitividade, do mérito, da avaliação de resultados.
O esforço individual e coletivo, a convicção de que sem estudo não se avança e de que é preciso ter regras que regulem a economia e a vida em sociedade.

O respeito à lei, aos contratos, às liberdades individuais e coletivas fazem parte deste novo Brasil.
O "espírito de empresa" não se resume ao mercado ou à empresa privada.

Ele abrange vários setores da vida e da sociedade.
Uma empresa estatal, quando o possui, deixa de ser uma "repartição pública", na qual o burocratismo e os privilégios políticos, com clientelismo e corrupção, freiam seu crescimento.
Uma ONG pode possuir esse mesmo espírito, assim como os partidos deveriam possuí-lo.


E não se creia que ele dispense o sentimento de coesão social, de solidariedade:
o mundo moderno não aceita o "cada um por si e Deus por ninguém".

O mesmo espírito deve reger os programas e ações sociais do governo na busca da melhoria da condição de vida dos cidadãos.

Foi para isso que apontei em meu artigo na revista Interesse Nacional, que tanto debate suscitou, às vezes a partir de leituras equivocadas e mesmo de má-fé. É inegável que há espaço para as oposições firmarem o pé neste novo Brasil.Ele está entre os setores populares e médios que escapam do clientelismo estatal, que têm independência para criticar o que há de velho nas bases políticas do governo e em muito de suas práticas, como a ingerência política na escolha dos "campeões da globalização", o privilegiamento de setores econômicos "amigos", a resistência à cooperação com o setor privado nos investimentos de infraestrutura, além da eventual tibieza no controle da inflação, que pode cortar as aspirações de consumo das classes emergentes.

Para ocupar esse espaço, entretanto, é preciso que também as oposições se invistam do espírito novo e sejam capazes de representar este novo Brasil, tão distante do pequeno e às vezes mesquinho dia a dia da política congressual.

Original/Íntegra...

abril 30, 2011

NO DIA DO TRABALHADOR, A FESTA DOS PELEGOS DE POLÍTICOS "TRABALHISTAS".

Houve tempo em que dirigentes sindicais responsáveis faziam do dia 1.º de maio um momento de reflexão sobre os problemas que atormentavam os trabalhadores.
Em muitos países, a data foi transformada no Dia do Trabalhador para homenagear aqueles que dedicaram a vida à defesa dos direitos de seus parceiros de trabalho.

Nos últimos anos, porém, as centrais sindicais brasileiras transformaram o Dia do Trabalhador num pretexto para festas e discursos demagógicos, desvirtuando seu significado original.


Dinheiro para festejar não lhes falta.
Além da generosa fatia a que têm direito na partilha do dinheiro extraído anualmente do bolso dos trabalhadores na forma de imposto sindical, o que lhes garante mais de R$ 100 milhões por ano, as centrais obtiveram patrocínio de empresas estatais e de algumas companhias privadas para realizar sua festança deste domingo.


Estima-se que as duas grandes festas das centrais sindicais em São Paulo - uma liderada pela Força Sindical, com o apoio de outras quatro entidades, outra preparada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) - custarão R$ 5 milhões.

Alguns artistas renomados, outros nem tanto, políticos e sindicalistas se apresentarão para cerca de 2 milhões de pessoas, atraídas não para discutir as grandes questões que afetam o mercado de trabalho e angustiam os trabalhadores, mas para ver seus artistas prediletos e concorrer a prêmios valiosos, como 20 automóveis novos.

Seria muito bom se a realidade justificasse tanta festa.
As condições de trabalho e de vida no Brasil e no mundo mudaram radicalmente em relação àquelas que prevaleciam no fim do século 19, quando a data foi escolhida para homenagear os trabalhadores.
E continuam a mudar para melhor. Mas problemas novos surgiram.


Nos últimos anos, o avanço da tecnologia na indústria e no setor de serviços e a internacionalização das atividades econômicas e financeiras impuseram mudanças profundas nas relações do trabalho, num processo de desregulamentação que enfraqueceu os vínculos formais entre empregador e empregado.

Com muito raras exceções, os líderes sindicais não entenderam as transformações no mundo do trabalho, no exterior e no Brasil.
Continuam presos a velhas palavras de ordem, que repetem como se quisessem ter a sensação do cumprimento de seu dever.

Há dias, os dirigentes das centrais sindicais apresentaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), a lista do que consideram prioritário. Os pontos são velhos conhecidos:
redução da jornada de trabalho, eliminação do fator previdenciário e regulamentação do trabalho terceirizado.


Nada disseram sobre problemas graves do mercado de trabalho, que não lhes parecem causar preocupação. Alguns são tão antigos como o Brasil e outros são bastante recentes.
Mas as lideranças sindicais parecem alheias às mudanças que ocorreram diante de seus narizes.


Pretendendo representar os trabalhadores em nome dos quais dizem atuar, na realidade as centrais representam, no máximo, metade dos brasileiros que vivem de seu trabalho.
Dados recentes mostram que a informalidade no mercado de trabalho vem diminuindo, mas, ainda hoje, 51,5% das pessoas que vivem de seu trabalho não têm registro em carteira.
Não contam com nenhum direito trabalhista e, por omissão dos sindicatos, não têm direito nem mesmo à sindicalização.


Os que mais precisam de apoio dos sindicatos são por estes inteiramente ignorados, como mostra o fato de terem sido surpreendidos pela recente onda de revoltas nos canteiros de obras de usinas hidrelétricas.
Não sabiam o que ocorria em algumas das maiores aglomerações de trabalhadores do País.


Além disso, eles nada têm feito para treinar os trabalhadores de suas bases para as novas demandas do mercado de trabalho. Há empregos, mas é cada vez maior a falta de trabalhadores qualificados para ocupá-los.

É preciso preparar os trabalhadores, mas, para os sindicatos, esse não é problema deles, como não são muitos outros. Por isso, a festa de Primeiro de Maio deixou de ser a festa dos trabalhadores para virar a festa das lideranças sindicais.

- O Estado de S.Paulo

abril 29, 2011

A INCÓGNITA DOS AEROPORTOS.


Ninguém sabe ao certo o que esperar da proposta do governo de privatizar os aeroportos do país. A intenção - correta - foi anunciada pelo ministro-chefe da Casa Civil numa sessão solene, a primeira reunião do Conselhão, ocorrida anteontem.

Mas os detalhes, onde o diabo se esconde, só serão conhecidos nas próximas semanas ou meses. O modelo pode demorar mais do que o desejável para sair e pode, também, resultar em um monstrengo em que ao contribuinte restará pagar a conta.
Possivelmente, a privatização dos terminais magnetizará a atenção da opinião pública nos próximos meses.

O assunto interessa à classe média que hoje pena nos nossos caóticos aeroportos. Interessa a companhias e empresas atraídas por negócios bilionários. Interessa ao governo, doido para se livrar do ônus dos atrasos e da má organização que hoje impera no setor sob a égide da Infraero, mastodonte de 20 mil funcionários.


O foco atual recai em especular qual, ou quais, sistema será adotado pelo governo Dilma Rousseff. Por ora, conhece-se apenas o elogiável propósito de fazer as concessões, que, especula-se, podem vir por meio de distintos modelos de exploração.

Mas desconfia-se que o PT, viciado por décadas de cacoete antiprivatista, claramente não saiba como agir. Aí é que mora o perigo: o governo tende a improvisar onde não cabe.
Uma empreitada desta envergadura destina-se a ser um marco na evolução econômica do país.

Como aconteceu, por exemplo, nas comunicações. O governo de Fernando Henrique Cardoso percebeu a exaustão do decadente modelo estatal e partiu para enfrentar o desafio de alterá-lo.
Diante da constatação, montou um arcabouço legal abrangente e criterioso.

Tudo foi feito com metas de qualidade e atendimento, incumbências aos investidores. O resultado foi uma verdadeira revolução, não só no setor como na economia como um todo. Onde estaríamos hoje sem celulares e internet - cuja expansão o governo federal agora quer novamente avocar para si, mas cuja implementação foi, mais uma vez, adiada ontem?


A mudança no setor aéreo exige fôlego semelhante. É preciso instituir-se um marco legal que exprima regras claras e estáveis para que o investimento venha, mas, principalmente, para que o usuário tenha seus direitos respeitados na forma de atendimento de qualidade.

Mas, na pressa com que se vê obrigado a agir, o governo federal poderá acabar atendendo um dos interesses, mas relegando o outro.
Por ora não se sabe, por exemplo, se as concessões abrangerão somente a construção de terminais de passageiros ou também pistas e áreas de estacionamento.

Não se sabe se irão estender-se às estruturas já existentes nos aeroportos ou apenas às novas expansões. Sabe-se apenas que agora o governo quer fazer tudo rápido, para tentar remediar a lambança das deficiências que já existem e de atrasos que se avizinham.


Não foi por falta de aviso que os problemas nos aeroportos vicejaram. A oposição sempre defendeu a exploração privada como melhor alternativa para o bom funcionamento dos terminais aéreos do país. Disse isso com todas as letras na campanha eleitoral do ano passado.

O mesmo PT que então achincalhou a proposta apresentada agora a acolhe. Fosse honesto, pediria desculpas aos eleitores que enganou.
Resta a dúvida de como o cristão novo se comportará na missa. Premido pela pressa, o governo tende a lançar mão de remendos.

Em lugar de terminais duradouros, os puxadinhos, como preveem os planos atuais da Infraero. Na mais provável das hipóteses, o custo irá às alturas: quando se paga com urgência, como na situação à qual a inércia e os dogmas do PT nos conduziram, o preço sai bem mais caro.


O governo promete soltar os editais referentes às concessões dos cinco principais aeroportos brasileiros - Cumbica (SP), JK (DF), Confins (MG), Viracopos (SP) e Galeão (RJ) - até julho. Pelo grau de improviso que se viu até hoje, pode ser que não consiga: em São Gonçalo do Amarante (RN), primeiro aeroporto concedido à iniciativa privada no país, a Casa Civil levou seis meses para publicar o decreto com o modelo a ser adotado, primeiro passo do cronograma; até hoje a licitação ainda não saiu.

É bom ficar atento ao que o governo federal fará doravante. Bem administrados, aeroportos tendem a ser excelente negócio - só a exploração comercial das instalações já produz receita de monta para as empresas que os operam.

O risco maior é o filé ir para as empresas e o osso sobrar na mão do Estado, que, a depender do arcabouço montado, ainda pode arcar com custos de obras, manutenção e melhoramentos em vários aeroportos.

De boas de intenções, o inferno está cheio.


Fonte: ITV

SETOR PÚBLICO : GASTO COM JURO SOMA R$ 58,9 bi NO 1º TRIMESTRE


O setor público registrou em março gasto com juros de R$ 20,549 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Banco Central.
O governo central teve, no período, despesa de R$ 13,645 bilhões;
os governos regionais, de R$ 6,487 bilhões,
e as empresas estatais, de R$ 417 milhões.

No primeiro trimestre de 2011, a despesa com juros do setor público somou R$ 58,945 bilhões, o equivalente a 6,30% do PIB.

Mais uma vez, o governo central se destaca, com gastos de R$ 40,876 bilhões (4,37% do PIB), seguido dos governos regionais, com R$ 17,072 bilhões (1,83% do PIB) e das estatais, com R$ 996 milhões (0,11% do PIB).

Nos 12 meses encerrados em março, a conta de juros do setor público registra gasto de R$ 208,913 bilhões, o correspondente a 5,53% do PIB.

Até fevereiro, o saldo em 12 meses era de R$ 205,373 bilhões (5,50% do PIB).
O governo central teve nos 12 meses terminados em março gasto de R$ 134,778 bilhões (3,57% do PIB),
os governos regionais, de R$ 71,182 bilhões (1,89% do PIB),
e as estatais, de R$ 2,953 bilhões (0,08% do PIB).

Célia Froufe e Fabio Graner/Agência Estado

IGP-M DE ABRIL SOBE 0,45%.

Quem for renegociar o contrato de locação de imóveis nos próximos meses deve preparar o bolso. A inflação medida pelo Índice Geral de Preços — Mercado
(IGP-M) em abril subiu 0,45%, segundo os dados divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Nos últimos 12 meses, o indicador acumula avanço de 10,60%, patamar considerado alto para os segmentos que utilizam o parâmetro em suas negociações.
Embora tenha desacelerado em relação aos 0,62% registrados em março, o índice totaliza alta de 2,90% no ano.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,29% em abril de 2011.
No mês anterior, a taxa foi de 0,65%.
O índice relativo aos Bens Finais variou 0,71%, em abril.

Em março, este grupo de produtos mostrou variação de 0,77%.
Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 7,37% para 4,68%.
Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,24%.
Em março, a taxa foi de 0,10%.


O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,58%.
Em março, a taxa foi de 0,57%.
O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou acréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,56% para 0,79%, sendo o principal responsável pela aceleração do grupo.

No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou -0,57%, em abril.
Em março, o índice registrou variação de 0,61%.
Os principais responsáveis pela desaceleração do grupo foram os itens:
algodão (em caroço) (8,81% para -3,96%),
laranja (5,00% para -13,65%)
e café (em grão) (11,58% para 2,39%).

Ao mesmo tempo, registraram-se acelerações em itens como:
soja (em grão) (-6,20% para -2,85%),
suínos (-9,73% para 7,89%)
e cana-de-açúcar (1,25% para 3,88%).


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,78%, em abril de 2011. Em março, a variação foi de 0,62%.
Cinco dos sete grupos componentes do índice registraram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para Transportes (1,15% para 1,75%).

As principais influências partiram dos itens:
gasolina (0,89% para 4,32%)
e álcool combustível (6,73% para 13,45%).


Também apresentaram avanços em suas taxas de variação os grupos:
Alimentação (0,69% para 0,87%),
Vestuário (0,78% para 1,02%),
Saúde e Cuidados Pessoais (0,62% para 0,86%)
e Educação, Leitura e Recreação (0,18% para 0,39%).

Nestes grupos, os destaques foram:
carnes bovinas (-2,47% para 0,08%),
calçados (0,07% para 1,20%),
medicamentos em geral (0,33% para 1,56%)
e passagem aérea (-9,28% para 2,64%), respectivamente.


Em sentido oposto, apresentaram decréscimos em suas taxas de variação os grupos:
Habitação (0,47% para 0,37%)
e Despesas Diversas (0,49% para 0,45%).

Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos preços dos itens: aluguel residencial (0,75% para 0,08%)
e mensalidade para TV por assinatura (0,19% para -0,15%), respectivamente.


O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em abril de 2011, variação de 0,75%, acima do resultado de março, de 0,44%.
Dos três grupos componentes do índice, apenas Mão de Obra apresentou aceleração, tendo a taxa avançado de 0,27%, em março, para 1,16%, em abril.

Em sentido inverso, a taxa do grupo Materiais e Equipamentos passou de 0,64% para 0,40%, enquanto o grupo Serviços recuou de 0,46% para 0,21%.



Cálculo
Com o reajuste atrelado ao IGP-M, um imóvel alugado por R$ 1 mil até abril passa a custar R$ 1.106 a partir de de maio e pelos próximos 11 meses.
Se o aluguel era, por exemplo, de R$ 800, passará a valer R$ 884,80.


De acordo com o Secovi-SP (sindicato da Habitação), uma forma simples de realizar o cálculo é a utilização do fator de reajuste que, multiplicado pelo valor de locação vigente, indicará o valor do novo aluguel.


Para contratos com aniversário em abril e pagamento em maio, considera-se 1,1095 como fator, como pode ser observado na tabela abaixo:



Reajuste de contratos
AniversárioPagamentoFator
JaneiroFevereiro1,1132
FevereiroMarço1,1150
MarçoAbril1,1130
AbrilMaio1,1095
MaioJunho1,1060




Correio e Gestor Imobiliário

abril 28, 2011

DOIS MANDATOS DE MUITA CACHAÇA, APADRINHAMENTO, APARELHAMENTO, EMPREGUISMO CLIENTELISTA, PARTIDARIZAÇÃO. ENFIM, ASSENHOREAMENTO.ACABOU? NÃO!

O grande crescimento do contingente do funcionalismo público é uma das marcas dos dois mandatos de Lula.
Em servidores concursados, houve 115 mil admissões, elevando o quadro total para a faixa do milhão de pessoas.
Uma das justificativas foi a substituição de empregados terceirizados.


Mas, a julgar pela evolução de despesas com este tipo de prestação de serviços, aconteceu o oposto:
por exemplo, apenas com terceirizados contratados para o trabalho de copa e cozinha, nestes oito anos, o gasto subiu 245% acima da inflação.

As cifras em valores absolutos não são grandes dentro de um Orçamento contabilizado às centenas de bilhões, mas o percentual é sugestivo e coerente com uma política de rápida e desbragada expansão de gastos com pessoal.

O inchaço foi em todas as máquinas burocráticas dos três poderes.
Enquanto em 2002 a folha de salários dos servidores foi de R$75 bilhões, no ano passado atingiu a R$184 bilhões, mais de 80% de crescimento real.

Outra justificativa:
ampliação e melhoria dos serviços públicos.

Não se tem notícia nem de uma, nem de outra.
A oferta de serviços continua deficiente, assim como a qualidade.

Há informações de ampliação de quadros em áreas de fato vitais, como a Educação - escolas técnicas e universidades federais - e Saúde.

Mas, principalmente neste último setor, o governo continua deficiente, enquanto volta e meia há quem insista com a volta da CPMF, como se o problema pudesse ser resolvido pela injeção de mais dinheiro do contribuinte numa estrutura mal gerenciada, regida por normas esclerosadas e inspiradas no corporativismo.


Outra válvula da gastança com pessoal são os chamados "cargos de confiança", preenchidos, em geral, por apadrinhamentos, vínculos pessoais e/ou ideológicos e políticos.
Eram 18 mil em 2002, aproximavam-se dos 22 mil no final da Era Lula.
A estatística fornece a medida do aparelhamento, em alguns casos, e da conversão de áreas do governo em cabides de emprego a serviço do clientelismo, em outros.

Da equipe da Pasta do Desenvolvimento Agrário, convertida em capitania hereditária de "movimentos sociais", 63% são de servidores comissionados, nomeados sem concurso, numa canetada, ou 330 pessoas com remuneração quase sempre superior à dos funcionários de carreira.


No Ministério da Pesca, outro bunker companheiro, os cargos ditos de confiança são quase 60% do quadro total de 602 pessoas.

Em Minas e Energia, sob influência de José Sarney, os postos comissionados são 68% do total de cargos da Pasta.

Esta é outra faceta da má administração de pessoal e despesas nestes últimos oito anos.

Não houve preocupação com a qualidade do atendimento às demandas da sociedade, em todos os campos, e bilhões serviram para consolidar alianças político-eleitorais com corporações sindicais do funcionalismo, além de partidarizar ministérios e órgãos subordinados.

O Globo

"As leis são como as teias de aranha que apanham os pequenos insetos e são rasgadas pelos grandes." (Sólon) . POIS É, NADA DEMAIS!

A gente não pode querer o padrão japonês, pelo qual o dirigente político ou empresarial se suicida quando é apanhado fazendo alguma coisa muito errada.

A verdade é que nem os japoneses de hoje seguem essa regra.

O comportamento em geral anda mais frouxo.
Mas os nossos políticos inventaram algo radical nessa linha, o "não tem nada de mais".


O senador Requião arranca o gravador das mãos de um repórter porque se sentiu ameaçado pelas perguntas.
O presidente da Casa, José Sarney, explica mais ou menos assim:
pois é, melhor que não tivesse acontecido, mas também não vamos exagerar, o Requião ficou nervoso, é assim mesmo.

Restrição à liberdade de imprensa?
Imagine! Que é isso?
Um assalto com violência física?
Imagine!
Só arrancou um gravador, nem deu um soco, nem nada.

De onde se pode concluir:
se um repórter se irritar com um pronunciamento de Sarney e achar que o senador está incomodando, fica autorizado a arrancar-lhe o microfone.

Violação à imunidade parlamentar?
Imagine!

A pergunta que irritou Requião era sobre sua aposentadoria como ex-governador do Paraná - assunto que também está na categoria "não tem nada de mais".

O sujeito fica no cargo quatro anos ou, vá lá, cansativos oito anos, e leva uma aposentadoria integral.
Nenhum trabalhador comum consegue isso, mas, e daí?

Reparem:
o beneficiado acha que nem precisa justificar a vantagem obtida às custas do dinheiro dos cidadãos. Toma o gravador de quem pergunta e ainda se diz vítima de uma ofensa pessoal.

Passo seguinte, o repórter tenta levar o caso para a Corregedoria do Senado, mas não vai dar.
Sabe o que é, explica Sarney, ainda não deu para nomear o corregedor, então não há quem possa receber a denúncia.


Atenção, portanto, senadores:
o jogo está inteiramente liberado, os senhores e as senhoras podem tomar microfones, agredir fotógrafos, roubar o quanto quiserem, mas, cuidado, tem limite, é só enquanto não tem corregedor.
Isso aqui é sério!


Se ela pode

A chefe da Polícia Rodoviária Federal, Maria Alice, perdeu a carteira de motorista. Estourou o limite de 30 pontos.
E só entregou a carteira depois de notificada e denunciada.


Qual o problema?
Entre outras explicações, disse que o carro em nome dela, e que foi apanhado na série de infrações, é usado por outros membros da família.
Daí o acúmulo de multas.


Ou seja, não tem nada de mais.

Mas, reparem:
estão nos dizendo que a chefe da PRF e mais seus familiares não cumprem as leis do trânsito.
E que, mesmo assim, ela tem condições de chefiar a polícia cuja função é cuidar para que os cidadãos respeitem aquelas regras.


Isso tudo em um país cuja cultura de trânsito reza o seguinte:
você decide se pode passar um sinal vermelho, estacionar em baixo da placa de proibido, parar na fila dupla etc.

O argumento:
não pode, certo, mas, sabe como é, eu estava atrasado, precisava pegar uma encomenda ali mesmo, a criança não pode ficar esperando na porta da escola.

Não tem nada de mais.

Multado?
Denuncie a indústria de multas.
Há um novo excelente argumento:
se a chefe da PRF cometeu mais de 30 pontos...

Se ele pode

O senador Aécio Neves foi apanhado numa blitz no Rio, de madrugada. Sua carteira estava vencida. E os policiais estavam aplicando o bafômetro nos motoristas interceptados.

A assessoria do senador explicou, primeiro, que ele não sabia que a carteira estava vencida.
Ah!, então está tudo bem.
Se ele soubesse que a carteira estava vencida, aí sim, seria grave.


Portanto, se a polícia lhe apanhar com a carteira de outra pessoa, você pode alegar: puxa, seu guarda, não sabia que não era a minha.

Carteira de motorista vale por cinco anos, de modo que é até normal uma pessoa menos organizada não perceber que está vencida.
Mas um senador da República tem que fazer tudo direitinho, não é mesmo? E, apanhado no erro, dizer que não sabia só piora a situação.


E por que não fez o teste do bafômetro?
Não foi necessário, explica sua assessoria, porque o senador contratou um motorista para dirigir o carro a partir daquele momento.


Tudo considerado, e se Maria Alice, ela mesma, a chefe da PRF, apanhá-lo em excesso de velocidade, você explica:

1) não sabia qual era o limite de velocidade;
2) não é mais necessário multar porque você voltou a rodar abaixo do limite;
3) o carro é da família;
4) todo mundo desrespeita a regra, inclusive a senhora sabe quem.

E, se ela insistir na multa, sinta-se ofendido, arranque o talonário e a processe por bullying.
Se ainda assim for multado, peça aos senadores Sarney e Requião um projeto de lei de anistia para reparar essa injustiça.

Não tinha nada de mais.

Carlos Alberto Sardenberg O Globo

abril 27, 2011

A DISTÂNCIA ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA NO GOVERNO DA "FRENÉTICA E EXTRAORDINÁRIA"

É bem-vinda a disposição do governo Dilma de combater "diuturnamente e noturnamente" a inflação, conforme afirmado ontem pela presidente da República perante o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

É também mais que bem-vinda a decisão,
anunciada ontem, de conceder os principais aeroportos do país à exploração privada. O problema é a distância entre o discurso petista e a prática.

O governo aproveitou a primeira reunião do Conselhão - um balaio de gatos que junta dezenas de lideranças empresariais, sindicalistas, artistas e gente de todo o tipo - para reafirmar o compromisso com o combate à inflação.

O que mais espanta é que, nesta altura do campeonato, com os preços em franca disparada, ainda se esteja tendo de perder tempo em tentar convencer o público com o gogó, ao arrepio de ações concretas.


Mais grave ainda é que Dilma, Fazenda e Banco Central agora se manifestam em uníssono, atribuindo a inflação a fatores globais.
Apontam todos para o culpado errado.

Guido Mantega chegou a dizer que não estamos tão "mal na foto", embora os próprios dados que apresentou ontem indiquem que a escalada de preços no Brasil só perca para as da Índia, Rússia e Argentina.


O diagnóstico é equivocado porque o país sofre com uma inflação diretamente resultante da leniência do governo passado, que disparou os gastos públicos e incentivou crédito e consumo além da conta para eleger a atual presidente.

Ou seja, ao fator global, que efetivamente existe, juntam-se razões absolutamente domésticas. Paga-se hoje o que poderíamos chamar de "custo Dilma", vitimando principalmente os mais pobres e quem vive de salário em geral.


Isso é fato, que até a presidente enfim admitiu ontem, embora meio a contragosto: "Além dessas pressões internacionais, hoje, nós sabemos também - e não vamos esconder esse fato - que a nossa inflação subiu devido a choques internos", registrou a Folha de S.Paulo.
A postura contrasta com o que ela vinha defendendo - inclusive em sua mais enfática manifestação recente sobre o assunto, na entrevista que deu ao Valor Econômico em março.


Os números oficiais confirmam o peso desproporcional e fundamental do gasto público na atual disparada de preços.
Mantega escancarou-os ao Conselhão ontem. No ano passado, em que o país crescia vigorosamente, foi praticada uma política fortemente expansionista e as despesas públicas subiram quase 20%.


A maior parte dos diagnósticos sugere que é preciso desacelerar gastos e, consequentemente, a economia para conter a inflação, unanimemente tida como o mal maior a ser evitado.
Mas neste ano as despesas do governo voltarão a crescer com força:
mais 7,1%, ou quase o dobro do que o crescimento projetado para o PIB. Segundo Mantega, é para "não matar a galinha dos ovos de ouro".
Desdenha ele que a inflação é capaz de dizimar todo o galinheiro.


A distância entre a preocupação com a inflação e as ações da equipe econômica também pode ser verificada por outro aspecto:
os juros, principal arma para debelar preços.
Cristiano Romero mostra hoje no Valor Econômico que o último aumento, decidido na semana passada, na realidade resultou numa taxa de juro real mais baixa do que a que vigorava dois meses atrás.


Em princípio de março, a taxa real estava em 6,88% ao ano e agora caiu para 6,65%, considerando os juros futuros de 360 dias e as expectativas de inflação para os próximos 12 meses.
A despeito de a inflação só ter aumentado, o juro de hoje é praticamente o mesmo de janeiro. "Em resumo, o quadro é este:
enquanto os agentes do mercado acreditam que a inflação será maior neste e no próximo ano, o BC pratica juro real menor para enfrentar o problema".


As contradições petistas também se manifestam na intenção de conceder os aeroportos à iniciativa privada, agora oficializada. Trata-se de medida tão aguardada quanto sistematicamente postergada pelo PT ao longo dos últimos oito anos.
As concessões sempre foram demonizadas na gestão Lula, com aval da então chefe da Casa Civil e hoje presidente da República.


A pressa de agora justifica-se pelo cenário de caos que já se vive nos aeroportos brasileiros e que só tende a aumentar.
Dos 67 terminais administrados pela Infraero, cinco já deverão ser concedidos até julho, com investimento de R$ 4 bilhões.
Mas, mesmo quando estiverem prontas, as obras de reforma dos terminais já chegarão defasadas:
daqui até a Copa, o fluxo de passageiros deve crescer 45%, superando em muito as projeções da Infraero.


Tanto no caso da inflação quanto no dos aeroportos, o PT está tendo de dobrar-se aos fatos. O partido está vendo seu discurso ser superado pela dura realidade.
Tanto melhor para o país que dogmas perniciosos para a sociedade brasileira sejam abandonados em favor dos interesses da população.
O importante é que este novo discurso seja incorporado à prática cotidiana do governo.


Fonte: ITV