"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 05, 2013

brasil maravilha da GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) : PETEBRAS,Valor da companhia ficou US$ 106,7 bi menor desde a capitalização E Estatal cai para 8º lugar.


Pressionada por fracos resultados e pelo mau desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a Petrobras perdeu neste ano mais uma posição no ranking das maiores petroleiras globais, pelo critério de valor de mercado, desta vez para a francesa Total.

Ontem, a empresa brasileira ocupava a oitava posição no ranking, com US$ 117,8 bilhões de valores de mercado, atrás da empresa francesa, que valia US$ 122,9 bilhões. No fim de 2012, a estatal já tinha perdido uma posição para a colombiana Ecopetrol, que vale atualmente US$ 130 bilhões, segundo a base de dados da agência Bloomberg News.

Desde que realizou a maior capitalização da História, em outubro de 2010, a Petrobras perdeu US$ 106,74 bilhões em valor de mercado, a maior queda entre as petroleiras. Com a capitalização, a empresa tinha passado a ocupar o terceiro lugar entre as maiores petroleiras do planeta, com um valor de US$ 223,54 bilhões, o que foi amplamente comemorado pelo governo na época. Desde então, a queda das ações da companhia chegam a 36%.

Segundo Luiz Otávio Broad, analista de petróleo da Ágora Corretora, o ano foi positivo para a maioria das petroleiras pelo mundo, ajudadas pelo valorização do preço do barril de petróleo no mercado global.

- As empresas no exterior repassam as oscilações do preço do barril de petróleo. Então, quando o petróleo fica mais caro, isso ajuda as empresas - explica Broad. - Na Petrobras, no entanto, esse efeito é contrário, já que a companhia não repassa o preço do combustível para distribuidoras.

O ranking segue liderado pela americana Exxon Mobil (US$ 410,5 bilhões). Logo atrás vem a Petrochina, com US$ 272 bilhões; a americana Chevron, com US$ 228 bilhões; e a anglo-holandesa Royal Dutch Shell, com US$ 223 bilhões. Em seguida, em quinto lugar no ranking, está a britânica BP.

Entre as grandes petroleiras que divulgaram seus resultados do quatro trimestre de 2012, os resultados foram positivos na Exxon Mobil, Royal Dutch Shell e Chevron, que tiveram crescimento de lucratividade de 5,8%, 3% e 41%, respectivamente.

Bruno Villas Bôas O Globo

E NO "CONGREÇU" DA REPÚBLICA DOS TORPES, AS NULIDADES SAIRAM DO ARMÁRIO.

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O congressista bateu no peito e me disse, em alto e bom som:
Vocês não sabem o que é a mente de um deputado ou senador.

Durante muito tempo, fomos criticados como os mais corruptos soldados do atraso nacional, porque os brasileiros vivem angustiados, com sensação de urgência. Problema deles:
apressadinhos comem cru.
Nosso conceito de tempo é outro.

E doce morar lentamente dentro dessas cúpulas redondas, não apenas para "maracutaias" tão "coisas nossas", mas porque temos o direito de viver nosso mandato com mansidão, pastoreando nossos eleitores, sentindo o "frisson" dos ternos novos, dos bigodes pintados, das amantes nos contracheques, das imunidade s para humilhar garçons e policiais.

Detestamos que nos obriguem a "governar".

Inventaram as tais "fichas limpas", nos xingavam de tudo, a ponto de nossa credibilidade ficar realmente abalada.
Pensamos muito no que fazer para limpar o nome do Congresso.
Mas a pecha de traidores colou em nós.

Não podíamos ficar expostos à chacota da opinião pública, nem ser admoestados pelo Supremo Tribunal Federal, que resolveu se meter em política, principalmente depois que aquele negão pernóstico (bons tempos em que chamávamos mulatos cultos de "pernósticos"), resolveu pegar em nosso pé.

Tivemos então a grande ideia, graças a nosso eterno líder Sarney, de fazer algo impensável! Ele já tentara votar 3.000 MPs em um só dia, lembram?

Aquilo nos inspirou e resolvemos então:
vamos sair do armário! Resolvemos assumir o que dizem de nós.
Vocês não imaginam o alívio que isso despertou em todos nós.
A gente andava cabisbaixo nos corredores, humilhados nas ruas, vaiados em restaurantes, até que veio a ideia genial.

A vitória de Renan e Henrique Alves será uma bofetada na cara dos moralistas de direita, essa UDN difusa como bem denunciou nosso companheiro Dirceu. Como foi simples a ideia!

Foi oriunda do próprio Renan, e apoiada pelos companheiros peronistas do PT.

É isso mesmo, qual é?
Não somos santos coisa nenhuma.
Somos cobras criadas.
Nós somos escolhidos entre os mais espertos dentre os mais rombudos.

A estupidez nos fornece uma estranha forma de inteligência, uma rara esperteza para golpes sujos e sacos puxados. Nós somos fabricados entre angus e feijoadas do interior, em favores de prefeituras, em pequenos furtos municipais, em conluios perdidos nos grandes sertões.

Nós somos a covardia, a mentira, a ignorância.

Nós somos a torta escultura feita de gorjetas, de sobras de campanha, de canjica de aniversários e água benta de batismos.
Somos mesmo, e daí?
Para nós, "interesse nacional" não existe.
Estamos aqui para lucrar - se não, qual a vantagem da política?
Vocês não imaginam a delícia de sermos chamados de "canalhas", o prazer de se sentir acima da ridícula moralidade de classe média.
O PMDB está de parabéns - assumiu que nossa bandeira eterna é a visão de mundo do Sarney, nosso guia.

Vocês viram como ele chorou no dia em que passou a presidência para o Renan?
Ele chorou por sua vida de lutas para manter nossa doce paralisia, a cordial tradição de patrimonialistas e oligarcas.
Ele não chorou pelo Maranhão, que domina há 60 anos - chorou por si mesmo. Que alívio!

Não lutaremos mais para demonstrar boa conduta.
Ao contrário, queremos o descrédito popular para sempre.
Assim, esses jornalistas metidos a vestais terão o que merecem, pois o povo vai desistir de nós. Não julgarão mais nossos atos, pois saberão que é inútil.

Queremos que o público perca qualquer esperança de mudanças.
Queremos a desesperança do povo, queremos uma opinião pública angustiada e enojada de nós. Assim, teremos o sossego da irresponsabilidade total!

E o inesperado poder que isso nos deu?
É maravilhoso.

Estamos unidos por nossa verdade, como um movimento de minorias, como gays, sei lá. Podemos apoiar e bloquear o Executivo sem hesitar, principalmente porque contamos com o apoio incondicional de nossos companheiros peronistas do PT. Como não pensamos nisso antes?

Por exemplo, outro dia, o companheiro Gilberto Carvalho, da Casa Civil de d. Dilma Rousseff disse:
"Em 2013, o bicho vai pegar!"
Que será que ele quis dizer?
Vai pegar em quem?
E que bicho?
A cobra urutu-cruzeiro, o bicho de sete cabeças ou o chupa-cabras?

Eu acho que ele deu uma dica de que o bicho vai pegar na liberdade de expressão... Por quê?
Porque nos últimos dias, houve indícios de um desejo antigo dos companheiros do PT:
o controle da mídia.

Isso.
Para eles é uma questão "ideológica", mas, para nós, um feriado luminoso. Imaginem o descanso de Jucá, Lobão Pai e Filho, Renan - que brilhantemente glosou a máxima de que "fins justificam meios" com a frase imortal:
"Ética é um meio, não um fim" ou a bela bravata do Lobinho:
"O último que quis serves- tal aqui foi desossado!"
(assim como os bois imaginários do Renan e Jucá).

Eles querem a imprensa?
Nós topamos tudo.
Podem levar.

Aliás, houve várias mensagens cifradas do PT.
Em Cuba, o nosso Lula, que foi lá para ver se o Chávez ainda está vivo, declarou na ilha que a imprensa é inimiga do povo, que ele é atacado pelos capitalistas do mal, etc...

O Rui Goethe Falcão repetiu a lengalenga. No outro dia, o Dirceu fez um discurso conclamando a "militância" a lutar contra a direita da imprensa e o heróico ex-jornalista Franklin Martins está se encontrando com a presidente.

Se for esse o bicho que vai "pegar", contem conosco.
Seria maravilhoso não só para os comunas esse muro de Berlim, mas para nossos malandros da "mão grande", melhor ainda.

A Dilma andou dizendo que nunca permitirá a censura à imprensa...
Vamos ver.

Ela é brava, mas não vai resistir ao cerco político de seus stalinistas e de nossos puxa-sacos bem treinados, num país onde a oposição se suicidou por burrice e preguiça, o bicho pode mesmo pegar.

Estamos às ordens.
Parabéns Renan e Henriquinho, vocês são nossos vingadores.

Arnaldo Jabor
O Congresso saiu do armário 

LÁ E CÁ ! Ética, política e álcool

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Uma discussão interessante ganhou corpo entre nossos irmãos portugueses. Flagrada em uma blitz da lei seca no início de janeiro, a deputada socialista Glória Araújo encontra-se no furacão de uma polêmica que envolve ética, política e responsabilidade civil.

Às 3h20, no centro de Lisboa, os policiais da Operação Stop pararam o veículo conduzido pela parlamentar, que naquela madrugada retornava da festa de aniversário de 37 anos.

Ao que consta, Glória Araújo não se recusou a soprar o bafômetro, medida largamente utilizada por muitos motoristas brasileiros, sob a alegação de que não se deve produzir prova contra si próprio. O teste no etilômetro acusou 2,41 gramas de álcool no sangue, medida que configura crime segundo o Código da Estrada português.

Esta semana, Glória Araújo comentou o episódio ao jornal i. E lançou sua defesa. Admite que cometeu um erro, mas entende que um flagrante de crime de trânsito não é suficiente para perda de mandato parlamentar.

“A análise que faço do que se passou e do erro que cometi não me leva a concluir que isso me obrigue a renunciar ao meu mandato ou a tomar qualquer outro tipo de atitude para além daquela que já tomei.(...) Serei julgada e a sentença que me for atribuída, cumpri-la-ei como qualquer outro cidadão”, disse Glória Araújo. Não é assim que pensam os leitores do Público.

Em enquete proposta pelo site do jornal, até ontem à tarde, 65% dos internautas afirmavam que a deputada deve renunciar, por dois motivos:
a) Cometeu um crime;
e b) Quem votou no Partido Socialista poderá não se sentir representado pela senhora deputada.

Na outra ponta, 35% dos participantes não viam razão em haver uma punição na esfera política para Glória Araújo.

É de se perguntar se os políticos brasileiros — e os deputados e senadores em particular —, enfrentariam esse gênero de debate por conta de um delito que não tem relação direta com a atividade parlamentar.

Na Câmara dos Deputados que acabou de eleger Henrique Eduardo Alves, segue forte a pressão para a casa legislativa confrontar a sentença condenatória do Supremo Tribunal Federal contra três parlamentares envolvidos no mensalão.

E o novo presidente do Senado acredita que a ética é tão somente um instrumento para se buscar um bem maior, chamado interesse nacional.

Eis aí mais uma das peculiaridades do nosso país.

Carlos Alexandre Correio Braziliense

fevereiro 04, 2013

E SOB O "DOMÍNIO" DA GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) BRASIL REAL VAI EMERGINDO E O B.maravilha SEGUE "MUDANDO" : Petrobras decepciona e lucro recua 36% em 2012


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Aconteceu o que os investidores mais temiam: o resultado da Petrobras foi decepcionante. O que eles não imaginavam, porém, é que o desempenho seria tão ruim como mostrou o balanço. O lucro líquido de 21,2 bilhões de reais no ano passado foi 36% menor do que os 33,3 bilhões de reais de 2011.

O resultado de 2012 é o menor desde 2004, quando a empresa registrou lucro líquido de 17,8 bilhões de reais, segundo levantamento da consultoria Economatica.

O maior problema da Petrobras é o controle de preços praticado pelo governo federal sobre os combustíveis. No ano passado, o governo ignorou a diferença entre os preços praticados no Brasil e no mercado internacional e não autorizou nenhum reajuste. O motivo principal era evitar uma pressão sobre os índices de inflação.

Mesmo assim, foi preciso uma mudança na metodologia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para a inflação encerrar 2012 em 5,84%, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central.

No início do ano, o Planalto assumiu que havia uma defasagem de aproximadamente 7% no preço da gasolina. Para evitar perdas maiores para a companhia neste ano, a gasolina foi reajustada em 6,6% e o diesel em 5,4% nas refinarias na semana passada.

"A continuidade da política de preços prejudicou demais a empresa e a ação da Petrobras. O aumento de preços anunciado foi positivo, mas o porcentual é insuficiente para 'zerar' a diferença com o mercado externo", afirmou Luiz Caetano, analista da corretora Planner em relatório sobre a empresa.

O temor com a divulgação de resultados da Petrobras nesta segunda-feira influenciou o desempenho da bolsa de valores de São Paulo. O Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, caiu 1,28% e refletiu as vendas da ação preferencial da Petrobras, que perderam 2,49% de seu valor no dia.

Outra empresa de petróleo, a OGX, do empresário Eike Batista, também teve um dia ruim:
queda de 3,13% no valor da ação.

"O mercado estava preocupado com os resultados da Petrobras e com a gestão da companhia, que está prejudicando as ações da empresa", disse Pedro Galdi, estrategista-chefe da SLW.

Continua : 

O reino da sucata

A primeira prévia oficial de quão ruim foi o desempenho da economia brasileira em 2012 foi conhecida na sexta-feira. A indústria nacional terminou o ano com desempenho sofrível, no nível mais baixo desde o auge da crise mundial, em 2009. 

Se algo não for feito para recolocar o país nos trilhos corretos, em breve seremos o reino da sucata.

Segundo o IBGE, a produção industrial caiu 2,7% no ano passado. A indústria brasileira naufragou em bloco. Foi uma queda generalizada, registrada em todas as categorias de produtos (bens de capital, duráveis, de consumo e intermediários) e em 17 dos 27 setores pesquisados. 
O mais grave é o que acontece com o segmento de bens de capital, ou seja, a fabricação de máquinas e equipamentos. Este foi o setor com o pior desempenho no ano passado, com redução de 11,8% na produção, também a menor marca desde 2009.
 

A produção destes itens caiu ao nível de meados de 2007.

Tamanha baixa projeta dificuldades à frente para a economia brasileira, uma vez que sinaliza pouco apetite dos empresários para realizar novos investimentos. Sem que seja despertado o "espírito animal" dos empreendedores, a retomada do crescimento do PIB neste ano fica perigosamente comprometida.

Esta é uma situação que já vem de longe. A produção dos bens de capital cai de forma seguida desde setembro de 2011, ou seja, há 16 meses consecutivos. Isto significa que, dada o paradeiro geral e a concorrência dos importados, o empresário brasileiro não tem se animado a fazer novos investimentos para atender a demanda interna.

Numa palavra, falta confiança na saúde da economia brasileira e na competência do governo petista para tomar as iniciativas de que o país precisa. De pouco adianta reduzir juros, ampliar crédito e baixar impostos (mas só para setores eleitos), se as condições gerais para produzir continuam ruins.

"Os investimentos não têm sinais de retomada. É um início de ano bastante preocupante", adverte Silvia Matos, da Fundação Getúlio Vargas. "O cenário ruim está bem disseminado", admite o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo - ambos ouvidos por
O Estado de S.Paulo.

Quando o IBGE divulgar as contas nacionais de 2012, o que está previsto para ocorrer em 1° de março, deverá ser constatado que a chamada formação bruta de capital fixo, ou seja, os investimentos, cai há seis trimestres consecutivos. Miriam Leitão também mostra que a utilização da capacidade instalada do país para produção de máquinas está no nível mais baixo em 40 anos e o déficit comercial do setor continua altíssimo: 
US$ 16,9 bilhões.

Outra face da mesma moeda da fraqueza da indústria nacional e das dificuldades da economia brasileira são os resultados da balança comercial. Também na sexta-feira, o governo federal
divulgou que janeiro registrou o maior déficit mensal da história, de US$ 4 bilhões. 

Até então, o pior resultado tinha sido o de dezembro de 1996, com saldo negativo de US$ 1,8 bilhão.

As estatísticas foram distorcidas pela contabilização tardia de importações feitas pela Petrobras ainda no ano passado: US$ 1,6 bilhão foram registrados em janeiro e outros US$ 2,9 bilhões ainda serão computados nos próximos meses. 

A mesma manobra já havia ajudado a evitar que o superávit comercial de 2012, de US$ 19,4 bilhões, fosse ainda menor.

Entretanto, mesmo sem o efeito Petrobras, o Brasil teria registrado importações recordes para janeiro, com alta de 5,5% sobre o mesmo mês do ano anterior. Incluídas as operações da estatal, na mesma base de comparação as importações brasileiras subiram 14,6%, para US$ 20 bilhões, e as exportações caíram 1,1%, para US$ 16 bilhões.

Tanto o desempenho da indústria quanto os resultados da balança comercial indicam que o produto nacional encontra sérias dificuldades para competir com os artigos importados, que, livres do custo Brasil, entram com força no mercado local.

O desafio é recuperar a competitividade do produto brasileiro, dando-lhe condições de concorrer não só aqui como em qualquer parte do mundo. Mas, apesar das promessas, o governo Dilma Rousseff não tem conseguido cumprir esta agenda a contento. 

Em parte porque há resistências ideológicas à maior participação privada nos investimentos, em parte porque falta competência para tirar projetos do papel. Se demorar demais, vai tudo enferrujar.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
O reino da sucata

PRÉ SAL ! O BILHETE PREMIADO DO CACHACEIRO PARLAPATÃO : Apesar do aumento do preço da gasolina…..

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PETR4 
Leia mais no Mansueto Almeida :

PETEBRAS DA GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) : Petrobras produz 2,35% menos em 2012 ante 2011, diz ANP

A produção da Petrobras caiu 2,35% em 2012, para 1,974 milhão de barris por dia (b/d), contra 2,022 milhões b/d no ano anterior, informou nesta segunda-feira a Agência Nacional do Petróleo (ANP). O recuo ficou acima do que se esperava.

A atual diretoria da companhia havia admitido que a produção poderia flutuar dentro de uma margem de erro de 2% para cima ou para baixo. No entanto, o diretor de Exploração e Produção (E&P), José Miranda Formigli, havia garantido que o resultado ficaria dentro de uma retração máxima de 2%.

Em termos nacionais, em 2012, foram produzidos cerca de 754 milhões de barris de petróleo e 26 bilhões de metros cúbicos de gás natural, com média de produção diária de 2,067 milhões barris de petróleo e 71,7 milhões de metros cúbicos de gás.

Em dezembro, a produção da companhia ficou em 1,958 milhão b/d, uma queda de 1,68% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Segundo a ANP, o campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o que mais produziu petróleo e o segundo com maior produção de gás, apresentando média de 346,3 mil barris de óleo equivalente por dia. A produção do pré-sal aumentou 7,5% em relação a novembro de 2012, marca de 292,5 mil barris de óleo equivalente por dia.
 
 SABRINA VALLE/Estado

É preciso discutir o papel do BNDES


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Recentemente foram divulgados os resultados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para 2012.

No todo, foram desembolsados quase R$ 156 bilhões, alta de 12%, em termos nominais, e de 54%, se descontada a inflação, em relação a 2011. Também cresceram expressivamente as consultas e as aprovações de operações, principalmente no z.° semestre.

Para alguns analistas, isso sinalizaria incremento significativo do investimento em 2013. Em meio a esses números, uma pergunta se impõe:
Se os desembolsos do BNDES aumentaram, o que explicaria a queda da taxa de investimento em 2012? A resposta mais óbvia e imediata é que, sem a intervenção do BNDES, a taxa de investimento seria ainda menor.

No entanto, existem evidências que contradizem essa conjectura. O primeiro conjunto de evidências diz respeito à evolução da taxa de investimento da economia brasileira e o recente aumento da importância do BNDES no crédito ao setor privado.

De fato, a taxa de investimento pouco variou nos últimos anos (desde 2008, gira em torno de 19%), a despeito do vigoroso incremento dos desembolsos do BNDES (crescimento de quase 896 ao ano no mesmo período, descontando a inflação).

A propósito, continuamos longe da meta para o ano de 2010 (taxa de investimento de 21% do PIB), estabelecida há pouco mais de quatro anos no lançamento da Política de Desenvolvimento Produtivo. De todo modo, ainda que houvesse uma correspondência entre os desembolsos do BNDES e a taxa de investimento, não se poderia inferir uma relação de causa e efeito entre as duas variáveis econômicas.

Assim, para além das evidências mais superficiais, a literatura econômica indica que os empréstimos e a compra de participações societárias do BNDES têm tido pouco efeito sobre o nível de investimento das empresas.
Na verdade, sua atuação, apesar de reduzir o custo financeiro, não implicaria aumento dos investimentos.

Estes seriam feitos de qualquer modo, só que com outras fontes de financiamento (privadas, principalmente). Nq jargão dos economistas, trata-se do efeito crowding ont, em que a atuação do BNDES deslocaria outras formas de financiamento, sem afetar significativamente a taxa de investimento.

Ademais, diversos artigos apontam que, na melhor das hipóteses, a atuação do BNDES somente aumentaria a produtividade das empresas de maior porte e das que já se encontram entre as mais produtivas.

Mas esses são justamente os agentes econômicos que conseguiriam se financiar por outros meios. Muitas dessas empresas teriam capacidade, inclusive, de acessar o mercado internacional de crédito ou de capitais.

Cabe lembrar que os recursos que o BNDES usa em suas operações não caem do céu. São obtidos pela contribuição compulsória dos agentes econômicos (no caso de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador) ou dos contribuintes em geral (no caso de aportes feitos pelo Tesouro).

Em outras palavras, são recursos obtidos pela tributação da atividade econômica - o que reduz a eficiência e a propensão a investir - usados para subsidiar um grupo de empresas.

Se os ganhos de produtividade sào pequenos ou o investimento pode ser financiado de outra forma, é difícil justificar tanto a perda gerada pela tributação como a transferência de recursos da sociedade para esses agentes econômicos. Idealmente, há espaço para atuação do governo em casos nos quais se manifestam extemalidades.

Em outras palavras, investimentos em que o empresário não se apropria de todos os benefícios gerados e, pois, investe menos do que o desejável para a sociedade. São projetos em que o retorno privado é mais baixo do que o social. Nesse caso, o resultado vai além da mera substituição da fonte de financiamento, e a atuação do banco de desenvolvimento incrementa, de fato, o nível de investimento.

Ressalte-se que nem sequer foi enfatizada a recente tendência de usar os recursos do BNDES para fomentar a criação dos chamados campeões nacionais. Nesse caso, não há dúvida de que o efeito na taxa de investimento é nulo. Ademais, além dos benefícios privados que são apropriados pelas empresas envolvidas, é bastante difícil enxergar benefícios sociais adicionais.

Definitivamente, este não é o caso para a atuação de um banco de desenvolvimento. Avaliações periódicas e transparentes têm sido um dos segredos do sucesso das experiências bem-sucedidas de política industrial em outros países.

O mesmo deve ser feito com relação ao BNDES, cujo sucesso não pode ser medido somente pelo volume de desembolsos. É preciso avançar no entendimento dos efeitos do BNDES na economia brasileira, em geral, e na taxa de investimento, em particular, bem como da necessidade de certos tipos de intervenções.

É necessário avaliar os instrumentos e programas do BNDES, reforçando aqueles que, de fato, geram benefícios sociais (que certamente existem) e descontinuando aqueles que são meras transferências de renda do contribuinte para alguns empresários privilegiados.

O Estado de S. Paulo

No brasil maravilha da GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) : Após reajuste, Petrobras perde espaço nas carteiras de ações


A Petrobras frustrou os investidores na semana passada ao anunciar um reajuste nos preços dos combustíveis — de 6,6% na gasolina e de 5,4% no óleo diesel — abaixo do necessário para realizar seus pesados investimentos nos próximos anos, como a exploração e produção do pré-sal.

O resultado foi a perda de R$ 18 bilhões de valor de mercado da companhia na Bolsa, efeito da queda de 5,86% na ações preferenciais (PN, sem voto) e de 6,75% nas ordinárias (ON, com voto) na semana. Sem perspectiva de novos reajustes nos combustíveis este ano, a petroleira foi colocada de lado nas apostas de analistas para fevereiro.

Em dez carteiras de ações recomendadas pelas corretoras aos clientes, os papéis da estatal aparecem em apenas duas.

Este é o menor número de indicações desde fevereiro de 2011, quando as carteiras das corretoras começaram a ser publicadas pelo GLOBO. Naquele ano, ela chegou a ter oito recomendações. No mês passado, eram quatro.

Segundo analistas, o reajuste aquém do necessário cria uma lógica perversa: quanto mais gasolina e diesel a empresa vende no país, mais dinheiro ela perde. Isso porque a petroleira precisa importar combustíveis, já que suas refinarias não produzem o suficiente para abastecer o mercado nacional. O problema é que a Petrobras tem um custo para importar os produtos maior do que a receita ao vendê-los no país.

Essa diferença, chamada defasagem, é de 13% na gasolina, segundo o Credit Suisse, já após o reajuste anunciado na terça-feira passada. No diesel, a diferença seria de 24%.

— A empresa vende mais barato por imposição do governo, que teme que o repasse do custo acelere a inflação — explica Rafael Weber, analista da Geração Futuro. — Isso afetou os resultados da empresa no ano passado e tem afastado os investidores das ações.

Os analistas que acompanham o dia a dia da Petrobras estimam que a empresa deve registrar um lucro líquido de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões em 2012, o pior resultado em oito anos. O balanço da petroleira será divulgado hoje, após o fechamento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).


fevereiro 02, 2013

Tapa na cara, por Marli Gonçalves

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Que semana, que dias horrorosos, quanta tristeza, lamento, dor, vergonha. Ainda olhamos no espelho as nossas faces rubras de tantos os tapas na cara que levamos, tantas as bordoadas. 

Nem sendo religioso e virando o outro lado do rosto. 
Já viraram por nós e o espancaram também

Corrupção, pouco caso, impunidade, leis não cumpridas, falta de ordem, de fiscalização, distribuição de propinas, cegueira generalizada, bandidos elegendo bandidos, fortes esmagando vozes, volta triunfante dos enxotados. 

Aqueles corpos estendidos no chão, queimados sem vela, envenenados em meio à alegria, e a simples menção da cena das centenas de celulares tocando em seus bolsos, procurados que eram naquela madrugada por quem pressentia que não mais os veria ou ouviria, não são coisa para se esquecer. 

E , assim como os sobreviventes e os feridos que ainda conseguirem escapar, lembrarão da terrível noite de Santa Maria para sempre, o resto de seus dias - inclusive porque certamente ainda sofrerão suas consequências - nós também não devíamos esquecer.

Mas esquecemos sempre, e sempre, como se nunca aprendêssemos nem com os nossos erros nem com os erros dos outros. Chega o Carnaval no país do próprio. Salões inseguros novamente estarão cheios de palhaços e colombinas com dedinhos para cima jogando álcool para dentro de si próprios, insanos, dormentes, banalizados e totalmente bananizados.

A serpentina, o confete, a música das bandas e trios elétricos, as piadas sem graça das musiquinhas axé-quentes-sensualizantes já transborda no país que esquece. Esquece de si. De seu papel, de suas possibilidades grandiosas de futuro. 

Tudo para viver um momento, um papel reles, pequenino, momentâneo, que acreditam histórico e infindável, com parceiros mal escolhidos, mal ajambrados. Com as névoas da propaganda maciça.

Não, não queremos luto eterno. Nem somos oposição por prazer. Queremos apenas que sirva para algo a alegria apagada daqueles cérebros que jamais veremos frutificar; assim como queremos, tinhosos que somos, que os feitos e a luta das milhares de pessoas perseguidas ou mortas lutando pela liberdade e democracia tenham valido.

Mas na mesma semana recebemos mais outros muitos tapas na cara. Murros. Descobrimos estupefatos que sempre pisamos todos em solos inseguros quando o pó da estrada baixa, após os cavaleiros passarem em garbo buscando culpados, tomando providências, batendo os cascos. 

Descobrimos, ainda, todos, que o idealismo morreu - vigoram agora os interesses, a divisão, a discórdia, as mentiras, e a desgraça de uma classe média que ainda ousa pensar, tentar reagir, se organizar, mas que dispõe de canetas apenas para abaixo-assinados ou para mostrar a boa marca em eventos sociais. 

Corajosa, mas apenas atrás da tela de um computador, de um pseudônimo; preguiçosa e egoísta demais para ir às ruas bater bumbo.

Isso é para a gente deixar de ser bobo, inocente, acreditar em pasteis de vento, que comemos ainda lambendo o leite derramado. Se festejamos alguma vitória, percebemos logo como elas eram apenas miragens no deserto ético. 

Ainda por cima, todos os dias ouvimos quietos que tripudiem em cima do pouco que achávamos ter conquistado, e eles o fazem de forma bruta, deselegante, terrivelmente avassaladora inclusive em nossas relações sociais - se não pensa como eles inimigo é. 

Criam exércitos de zumbis, usam robôs eletrônicos, amealham a ignorância, semeiam a discórdia, implodem ou manipulam os fatos, e quanto mais velhos vão ficando mais distantes estarão do que chamo de atingir o bom senso, como diria Tim Maia em seu Universo Racional. 
 São guerrilhas desinteligentes e obtusas.

Não consigo ver passar esse rio em nossas vidas sem me chatear. Não tenho mais preferência de margem para pescar - nem direita, nem esquerda. Até porque não há nada mais antigo e burro do que definir o mundo assim de forma tão maniqueísta. Prefiro apenas navegar com meu barquinho.

Já pensei diferente, não esqueço não - e a margem esquerda sempre foi a minha predileta, porque tudo o que eu queria e almejava para mim e para o meu país estava lá.

Agora não está mais, quase nada de bom está ali - até ao contrário, infelizmente.

Do meu morrinho de observação vejo reunidas ali só umas pessoas muito chatas e transformadas, além de um monte de piranhas famintas pelo poder, dinheiro e alguma carne nova para triturar.

São Paulo, 2013, o ano que começou com o ferro e o fogo

Marli Gonçalves é jornalista - - Anda difícil escrever, ser voz ou dar voz à razão. Agora, ainda por cima, andam querendo destruir e desacreditar a imprensa. Não conseguirão. A gente sempre vai usar o jornal para embrulhar o peixe, incluindo essas piranhas que ora ocupam a margem esquerda. Nossos cães ainda ladrarão muito e farão xixi em cima das fotos deles, sempre flagrados em suas falcatruas.
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