"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

novembro 16, 2010

STM LIBERA O PROCESSO DA (D) ELINQUENTE DE (R) APINA. FICA A PERGUNTA : NA ÍNTEGRA?

O Superior Tribunal Militar (STM) liberou nesta terça-feira (16) o acesso do jornal “Folha de S.Paulo” ao processo que, durante a ditadura militar, levou à prisão a presidente eleita, Dilma Rousseff.

Por 10 votos a 1, o plenário concedeu o pedido feito pelo jornal, que havia sido impedido de conhecer os autos.

Com a decisão, o jornal poderá consultar e fazer cópias do processo, mas somente após a publicação da decisão no "Diário da Justiça", o que deve ocorrer na próxima segunda (22).

A advogada da "Folha de S.Paulo", Tais Gasparian, lamentou que a decisão tenha saído apenas depois das eleições.

“Foi uma vitória da sociedade, mais que uma vitória da 'Folha de S.Paulo'. Esses documentos históricos jamais poderiam ser subtraídos. É lamentável que o pedido tenha sido deferido pós eleições”, disse.

O julgamento sobre o caso havia sido interrompido em 19 de outubro, com placar de 2 votos a 2, por um pedido de vista da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o coordenador de Assuntos Militares da AGU, Maurício Muriack, a União deveria ter sido citada na ação.

O relator do caso no STM, ministro Marcos Torres, foi o único a votar contra o acesso do jornal aos autos. Ele entendeu que isso fere o direito à privacidade da presidente eleita. Segundo o ministro, não houve pedido de autorização a Dilma para ter acesso ao processo.

No início do julgamento, Torres propôs que fossem citadas na ação também a presidente eleita e outras 71 pessoas envolvidas no processo, instaurado durante a ditadura militar. A sugestão foi rejeitada pela maioria dos ministros.

O ministro relator citou ainda em seu voto a legislação que trata do acesso a arquivos públicos e que, segundo ele, justifica o sigilo do processo no caso.

“Acho que só com o consentimento dela [Dilma Rousseff] e dos outros deverá haver o afirmativo ou não para que seja reproduzido ou colocado à sociedade [o processo]”, afirmou o relator.

A maioria dos ministros, no entanto, entendeu que o acesso do jornal ao processo deve ser irrestrito, até porque os autos já estiveram disponíveis por anos nos arquivos militares.

“Uma pessoa que deseja servir a Pátria como homem ou mulher pública não pode desejar que fatos históricos relacionados à sua vida sejam subtraídos da informação do povo. Assim como não pode subtrair do público fatos personalíssimos de sua vida, como a saúde”, afirmou o ministro José Coêlho Ferreira.

A ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha deferiu em parte o pedido do jornal. Ela sugeriu que fosse mantido o sigilo apenas de alguns trechos de 3 dos 15 volumes do processo. Segundo ela, é importante preservar relatos degradantes de torturas sofridas pelos envolvidos.

Para o ministro Cerqueira Filho, a imprensa deve utilizar as informações do processo com responsabilidade.

[Negar o acesso] é voltarmos ao período das cavernas, é conduzir a humanidade às trevas. No momento, a solicitação tem relevância política, e os impetrantes terão o discernimento de não atingir a honra e a imagem das pessoas. Que se abram os arquivos”, disse.

Débora Santos Do G1, em Brasília

Lucro da Caixa cai 14,6% no 3º trimestre para R$ 749 mi

O lucro líquido da Caixa Econômica Federal somou R$ 749 milhões no terceiro trimestre de 2010.

Segundo balanço divulgado hoje pelo banco federal, o resultado é 14,6% menor que o observado em igual período de 2009, quando a instituição obteve ganho líquido de R$ 877 milhões.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2010, o lucro líquido da Caixa atingiu R$ 2,417 bilhões, cifra 18,7% maior que a observada no mesmo período do ano passado.
O balanço mostra que o resultado operacional do terceiro trimestre caiu 19,8% na comparação anual e somou R$ 637 milhões no período entre julho e setembro de 2010.

Entre as componentes do desempenho trimestral, o resultado da intermediação financeira subiu 8,6% na comparação entre os terceiros trimestres, para R$ 2,902 bilhões. A receita com prestação de serviços avançou em ritmo ainda mais forte, de 13,4% em um ano, e garantiu R$ 2,690 bilhões ao banco estatal.

O que se destaca nas receitas é o salto no resultado obtido em operações de crédito, cujo valor saltou 43% na comparação anual e atingiu R$ 5,223 bilhões no terceiro trimestre de 2010. Por outro lado, as provisões para créditos de liquidação duvidosa caíram 4,2% e atingiram R$ 941 milhões.

Já as despesas administrativas cresceram 11,2%, para R$ 3,988 bilhões.

FERNANDO NAKAGAWA - Agencia Estado

AS VERDADES OCULTAS OU O GATO POR LEBRE.


Foi apenas o fechar das urnas, e as verdades começaram a aparecer.

A CPMF reaparece com a presidente eleita e alguns governadores falando dela com uma sinceridade que lhes faltou na campanha.

O governador do Rio entrou no STF dizendo que o sistema de partilha do petróleo prejudica o estado. O sistema é ideia de Dilma Rousseff, a quem Sérgio Cabral deu seu entusiasmado apoio.

Tenham compostura senhores e senhoras da política: nós não somos bobos.

Quantas vezes vocês acham que podem nos enganar mudando de tom, discurso e propósitos entre o pré e o pós-urnas?

O banco PanAmericano estava quebrado antes das eleições, mas as informações sobre isso apareceram apenas alguns dias depois.

O que torna o caso inegavelmente uma questão de interesse e dinheiro públicos é a compra extemporânea de 49% do banco pela Caixa Econômica Federal e a cegueira coletiva que atingiu comprador e fiscalizadores.

PT e PMDB, os dois maiores partidos da coalizão, começaram a se engalfinhar em público pelos cargos, como se fosse uma disputa do butim de uma batalha que eles venceram.

Ficase sabendo que o consumidor — e não as empresas como Itaipu e Furnas — é que pagará pelo custo do apagão que em 2009 deixou 18 estados sem luz. Nove empresas receberam multas de R$ 61,9 milhões e recorreram.
Ainda nenhum tostão saiu do caixa delas. Mas o distinto público que ficou sem luz pagará R$ 850 milhões a mais em suas contas em 2011. O TCU informa que 32 obras de investimento do governo, 18 delas do PAC, deveriam ser paralisadas porque têm graves irregularidades e sobrepreço.

Entre elas, algumas que foram exibidas na propaganda eleitoral da presidente eleita, como a Refinaria Abreu e Lima. O financiamento do trem-bala não terá apenas dinheiro subsidiado, terá subsídio direto de R$ 5 bi nos primeiros anos.

A lista das más notícias neste breve período pós-eleitoral é grande e está em várias áreas; em comum o fato de terem sido dadas em momento muito conveniente para o governo.

O Brasil tem um longo histórico de verdades ocultas durante o período em que encantadores candidatos tentam atrair o voto do cidadão pintando o mundo de cor-de-rosa e prometendo só alegrias.

Continua :
Mirian Leitão: Verdades ocultas

R$1BI EM CRÉDITO PODRE.

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Os executivos do PanAmericano promoveram um verdadeiro festival de irregularidades na instituição controlada por Silvio Santos.

Segundo técnicos envolvidos na investigação, quanto mais se reviram as contas, mais problemas aparecem, o que tem tirado o sono do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ainda que, publicamente, ele garanta que “agiu a tempo e a hora” para evitar respingos no sistema financeiro nacional.

Há o temor de que mais bancos de menor porte tenham enveredado pelo mesmo caminho do PanAmericano, mostrando uma saúde que realmente não têm.

Do R$ 1 bilhão dado a consumidores sem perfil adequado, 46,83% estão em atraso há mais de 14 dias o equivalente a R$ 470 milhões.

O tamanho do buraco, porém, pode ser ainda maior, já que os administradores do banco maquiavam a contabilidade para dar bons resultados ao Grupo Silvio Santos.

Prejuízos

O temor do BC é de que esses créditos podres tenham sido vendidos a outras instituições que agora correm o risco de amargar prejuízo bilionário.

Se esses empréstimos arriscados não tiverem sido vendidos à outras instituições, o impacto no sistema financeiro será menor, mas, em contraponto, o PanAmericano pode perder ainda mais valor de mercado ao ser vendido — o que deve ocorrer rapidamente para que Silvio Santos possa arcar com parte da dívida de R$ 2,5 bilhões que fez com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e que impediu a bancarrota de seu braço financeiro.

Outra engenharia mirabolante dos executivos do PanAmericano fez o empresário mineiro Adalberto Salgado, de Juiz de Fora (MG), receber incríveis 27% anuais de rentabilidade em uma aplicação de R$ 386 milhões em certificado de depósito bancário (CDB).

O resultado obtido pelo empresário — de quase R$ 120 milhões ao ano — é praticamente o triplo da remuneração das taxas médias de mercado de 10,75% ao ano.

A suspeita é de que a operação era usada como um atalho para que os ex-diretores do banco desviassem dinheiro sem levantar suspeitas. Esse ex-executivos foram intimados pelo BC e deverão ser ouvidos até a sexta-feira.

A corda só estica

Ninguém sabe dizer onde vão parar as fraudes.

Dúvidas persistem

O caos instalado no sistema financeiro pelos executivos do PanAmericano exigem, além de medidas rápidas de contenção de impactos, respostas para a omissão ou cegueira do Banco Central, da Caixa Econômica Federal e das empresas que auditaram as contas do banco.

A primeira pergunta ventilada entre os analistas de mercado é como um sistema bancário que sobreviveu à crise de 2008 e era tido como um dos mais seguros do mundo deixou nascer esse monstro?

As suspeitas recaem sobre a possibilidade de vista grossa para obter vantagens tanto por parte da Caixa quanto das instituições que fizeram a análise. Mas, até o momento, ninguém foi chamado a depor.

O BC também deve justificativas, já que o PanAmericano operava irregularmente há pelo menos quatro anos sem que nenhuma autoridade incomodasse os executivos do banco em suas seguidas fraudes.

Victor Martins/Correio Braziliense

RECURSOS PÚBLICOS : FARRA POLÍTICA, INTERESSES PARTIDÁRIOS E ATÉ PESSOAIS

É conhecida a história do auditor que encontrou uma girafa pastando nos jardins do Palácio do Itamaraty. De imediato, solicitou explicações ao Ministério das Relações Exteriores, mas quando lhe mostraram que o animal havia sido adquirido em uma licitação, pelo menor preço, o assunto foi encerrado.

A piada ilustra a preocupação dos órgãos de controle com a legalidade — o que é essencial — e o desprezo da análise quanto à necessidade e à prioridade do gasto público.

Na realidade, existem diversas girafas nos gastos públicos. A bicharada começa a aparecer quando o Orçamento Geral da União (OGU) é aprovado no Congresso Nacional, contendo valor expressivo não detalhado para estados e municípios.

Como os ministérios são — há muitos governos — loteados entre os partidos políticos, alguns ministros de plantão costumam utilizar esses recursos das chamadas “transferências voluntárias”, de forma discricionária, possivelmente atendendo interesses partidários e até pessoais.

No Ministério da Integração Nacional, por exemplo, auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que, em 2008 e 2009, os municípios baianos ficaram com 65% dos R$ 175,3 milhões desembolsados pelo programa de prevenção e preparação para emergências e desastres.

Segundo o tribunal, houve uma “forte tendência de concentração de recursos nos municípios do estado da Bahia”, terra natal do ex-ministro e candidato derrotado em 2010 ao governo local, Geddel Vieira Lima.

O ministério justificou a preferência alegando que a Bahia apresentou maior demanda, o que nos leva a concluir que projetos de prevenção de desastres são como o acarajé e o vatapá, que os baianos fazem como ninguém.

No Ministério da Justiça, não foi muito diferente.

Em 2009, as prefeituras do Rio Grande do Sul receberam metade dos R$ 11,9 milhões do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) transferidos aos municípios — a chamada modalidade 40, no linguajar burocrático.

As cidades de Canoas, Cachoeirinha, Sapucaia do Sul e Novo Hamburgo conquistaram, juntas, R$ 5,9 milhões.

Vale recordar que no ano passado, o ministério era comandado pelo gaúcho Tarso Genro, recém-eleito governador.

Já nas transferências para os estados — modalidade 30 para os técnicos — o Rio Grande do Sul só perdeu para o Rio de Janeiro.

No Ministério do Esporte, outra enorme curiosidade. Em 2009, nos valores repassados aos municípios, a cidade mais favorecida (com R$ 10 milhões) foi a de Campinas, em São Paulo.

O secretário de Esportes e Lazer da cidade paulista, à época, era Gustavo Petta, cunhado do ministro do Esporte. Os recursos injetados no município não foram suficientes para eleger o ex-secretário ao cargo de deputado federal pelo PCdoB, casualmente o mesmo partido do ministro Orlando Silva.

A distribuição de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) envolve, também, significativo número de pessoas coincidentemente ligadas a um mesmo partido político.

Na ação de “orientação profissional e intermediação de mão-de-obra”, a Secretaria de Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná liderou os valores enviados pelo Ministério do Trabalho e Emprego aos estados.

A ONG favorita nesta mesma ação foi a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, presidida por um vereador de Curitiba, integrado à campanha do candidato do PDT, Osmar Dias, ao governo estadual.

Por acaso, à frente do Ministério do Trabalho, ao qual estão vinculados os recursos do FAT, está Carlos Lupi, expresidente do PDT.

Os repasses ao Paraná são curiosos visto que o índice de desemprego no estado, no ano anterior, foi um dos menores entre todas as unidades da federação.

Para dizer o óbvio, as verbas de prevenção deveriam ser canalizadas para as áreas de risco, as de segurança pública para as cidades e estados onde a violência é maior, as do esporte para os locais onde não existam equipamentos públicos e onde a integração social seja mais necessária.

No entanto, o discernimento passa ao largo.

A bem da verdade, essa prática acontece há muitos anos, há vários governos, com a tolerância do Congresso Nacional, do Ministério Público e dos órgãos de controle, preocupados, apenas, com a legalidade.

No início de um novo governo e de uma nova legislatura, espera-se que sejam discutidos critérios técnicos para as transferências voluntárias, de forma a eliminar a politização dos recursos públicos.

Do contrário, a girafa — desde que legal — continuará a pastar na Esplanada dos Ministérios.

Gil Castello Branco/O Globo

novembro 15, 2010

2011 O ANO DA BESTA E O DRAGÃO(INFLAÇÂO) ? ELA JÁ ESTÁ NO PODER O OUTRO PARECE QUERER "DIVIDIR" AS HONRAS..

"O Dragão entregou todo seu poder à Besta... e o povo se encheu de pasmo e adoração pela Besta, dizendo 'Quem é como a Besta?'"
(São João no Apocalipse)

A presidente eleita, Dilma Rousseff, está arriscada a tomar posse, em 1.º de janeiro, num ambiente de inflação em alta, um dos piores cenários para um novo governo.


Os preços agrícolas têm subido tanto no País quanto no exterior e as condições propícias à especulação com produtos básicos têm fortalecido essa tendência.
No Brasil, a contenção do custo de vida facilitou o aumento do salário real nos últimos anos e contribuiu para o bem-estar de milhões de famílias.

O governo com certeza não quer perder esse precioso ativo político e já mostra preocupação com o novo cenário.
No mês passado, o IPCA, o principal índice de preços ao consumidor, subiu 0,75%. Em oito anos foi a maior variação num mês de outubro.

A mais importante causa da aceleração do IPCA foi a alta de preços dos alimentos - 1,89% -, também um recorde para o mês desde 2002.

A primeira reação oficial às novas pressões foi a decisão de vender na próxima semana 317,6 mil toneladas de milho, um dos principais insumos da produção de carnes.

Também estão previstos leilões de feijão dos estoques federais. As últimas vendas de milho haviam ocorrido em abril. Vendas de feijão têm sido frequentes, em 2010, mas insuficientes para conter a disparada de preços.

O feijão carioca encareceu 109,78% neste ano, até outubro, segundo os dados do IPCA. No mesmo período as carnes ficaram 14,56% mais caras.

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, admitiu nessa quinta-feira haver uma pressão inflacionária no setor de alimentos e prometeu "medidas adequadas" para manter a inflação na meta.

Exibiu tranquilidade, no entanto. Segundo ele, as projeções da instituição já indicam o cumprimento da meta em 2011, com a taxa de 4,5%, no centro do alvo.

O Copom, responsável pela política de juros, ainda terá uma reunião neste ano. Pelas indicações disponíveis, deverá mais um vez manter os juros básicos. Então, poderá deixar um problema grave para ser resolvido no começo do próximo governo.

Os preços dos alimentos têm sido pressionados pelas condições efetivas da oferta e pela especulação financeira. A produção brasileira de milho na safra 2010/2011, estimada entre 51,84 milhões e 52,71 milhões de toneladas, deverá ser menor que a deste ano, com uma diferença entre 6,5% e 7%.

A oferta de trigo será maior.Também se prevê uma safra maior de feijão - com aumento de até 7% -, mas há muita insegurança quanto às condições do tempo, por causa do La Niña.

As condições de mercado nos Estados Unidos confirmam uma oferta mais apertada de produtos básicos, num mercado já pressionado, há meses, pela quebra de produção de trigo na Rússia.

Soma-se a essas condições a enorme expansão monetária, principalmente nos Estados Unidos, com juros próximos de zero. Um dos efeitos mais comuns desses fatores é o deslocamento de aplicações para os mercados de matérias-primas, incluídos os produtos agrícolas.

A especulação internacional nos mercados de alimentos é uma das consequências da intensa emissão de dinheiro nos EUA e em outras economias avançadas. Outra consequência é o barateamento de várias moedas, com destaque para o dólar. Esse efeito tem atenuado as pressões inflacionárias no Brasil.

Mas a especulação com os preços agrícolas tende neste momento a neutralizar o efeito anti-inflacionário do dólar barato.

Mas os preços agrícolas não são o único fator de pressão. O encarecimento de vários outros itens computados no IPCA superou 5% entre janeiro e outubro deste ano.

Serviço doméstico (9,55%),
passagem de ônibus urbano (7,18%),
dentista (7,14%),
colégios (6,64%),
móveis (6,44%),
calçados (6,23%)
e eletrodomésticos (6,07%) são alguns dos vários exemplos.

Há uma pressão de demanda, alimentada não só pelos salários e pelo crédito, mas também pelo aumento do gasto público.

A demanda aquecida já facilita a propagação dos aumentos e esse quadro poderá piorar nos próximos meses.
Não se trata, portanto, só de uma inflação da comida, e as autoridades não deveriam menosprezar esse fato.

O Estado de S.Paulo

novembro 14, 2010

TERCEIRO MANDATO.

Algumas pessoas me perguntaram se estava satisfeita pelo fato de uma mulher ter chegado à Presidência da República.
Respondi que isso me era indiferente.

Primeiro, porque seja homem ou mulher num cargo político o que interessa é se essa pessoa é competente, ética e tenha visão de bem comum.

Segundo, em postos elevados mulheres não são automaticamente modelos de perfeição e lisura.
Só para citar exemplo mais recente relembro a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que juntamente com a família se locupletou no cargo tendo saído ilesa por ser amiga da rainha.

Terceiro, quem ganhou de fato foi um homem, o presidente que age como se projetasse seu terceiro mandato, pois escolhe ministros e já tem diretrizes de governo para 2011.
A mulher, retocada fisicamente, fabricada em termos de imagem política, treinada pela propaganda teria qualidades que se imaginam intrinsecamente femininas.

Entre outras, amor maternal, desvelo familiar, doçura, capacidade de perdão.
Qualidades é claro, que nem todas as mulheres possuem, muito menos a candidata escolhida pelo homem.

Por ela ele foi cabo-eleitoral e animador de comícios de retórica violenta e rancorosa, boquirroto que debochava da lei eleitoral, autoritário que vociferava contra a imprensa e pregava o extermínio de partidos,

Antecipando a campanha em mais de um ano Lula da Silva colocou à disposição de Dilma Rousseff a máquina estatal e as polpudas contribuições das “zelites”.
Não apareceu oposição para condenar tais abusos.

Venceu, na verdade, o poderoso “coronel” Lula.
Conquistou um pouco mais da metade dos votos dos pobres agradecidos pelas bolsas-esmolas, dos ricos satisfeitos com os lucros, das classes médias inebriadas com as alegrias de consumidores capazes de comprar a felicidade em suaves prestações a serem pagas no além.

Entretanto, o final de mandato do popular Lula da Silva parece conturbado.
É emblemática mais uma trapalhada do Enem, cuja responsabilidade em última instância é do ministro da Educação.

Num país civilizado este pediria demissão ou seria demitido pelo presidente da República, mas, ambos, de modo arrogante insistem em não reconhecer o erro. Um péssimo exemplo para os jovens estudantes.

Na política externa, que acumulou perdas em todos os cargos pleiteados pelo Brasil, em repetidos fiascos, em apoios a governantes que afrontam os direitos humanos, o último golpe deve ter deixado estonteados o presidente da República, seu chanceler de direito, Celso Amorim, seu chanceler de fato, Marco Aurélio Garcia.

Isso porque, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu seu apoio expresso à inclusão da Índia como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, cargo perseguido de forma obsessiva pelo Itamaraty durante os dois mandatos de Lula da Silva.

Também pudera, “o cara” em sua linguagem antiamericana fez coro com as afrontas de Hugo Chávez aos norte-americanos. Além disso, o governo Rousseff pode significar a chegada do PT ao poder, como determinou José Dirceu. Considere-se ainda o fato da Índia ser estrategicamente bem mais interessante para os Estados Unidos do que o Brasil.

Para piorar, Lula da Silva quer de volta a famigerada CPMF e vai tentar desarmar no Congresso a bomba fiscal de R$ 30 bi.
Se conseguir a façanha no mês que lhe resta vai bater de frente com policiais civis, militares e bombeiros que perderão um piso salarial a ser criado por emenda constitucional. Afrontará governadores que reivindicam R$ 19,5 bilhões, a título de repasse, referentes a perdas que tiveram com a Lei Kandir.

Desgostará parlamentares que querem elevar a cota reservada a cada um deles para fazer emendas no Orçamento. Sobrará para Rousseff a espinhosa questão do salário mínimo, que no Orçamento é contemplado com um piso de R$ 538,14, sendo que as centrais sindicais que ajudaram elegê-la reivindicam R$ 589,00.

Outro fator polêmico é a obsessiva ideia do ministro Franklin Martins de “monitorar” ou exercer “controle social sobre a mídia”, o que traduzido significa cercear a liberdade de pensamento. Ele usa arabescos de linguagem para o que é simplesmente censura, aliás, prevista, entre outras coisas, no Plano de governo Rousseff sob o título PNDH3.

Enquanto tudo isso acontece, onde anda o PSDB?
Afinal, sem oposição não existe democracia. Ao PSDB falta militância, união, mística, coragem para vocalizar a parcela da sociedade que se sentir prejudicada pelos desmandos da situação. Sobra aos tucanos fascinação por Lula da Silva e vergonha de sua trajetória.

É necessário, então, que o PSDB deixe a torre de marfim e venha às ruas contra a CPMF, contra a censura, contra a inflação que Fernando Henrique derrubou, contra o ardiloso terceiro mandato de Lula da Silva.

Se fizer isso será seguido.
Caso contrário, morrerá de inanição política.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br

ESTAMOS VIVOS! E DE VOLTA !




CALADO FICAMOS POR 11DIAS APÓS O DESASTRE DE 31 DE OUTUBRO. CABE-NOS AOS BONS BRASILEIROS PEDIR AO BOM DEUS QUE AJUDE AO BRASIL E AO SEU POVO.

VAMOS ASSISTIR A IMPLANTAÇÃO DO PNDH – 3. A FOLHA DE SP DE 1º DE NOV. 2010 JÁ PUBLICA A DECLARAÇÃO DO MINISTRO FRANKLIN MARTINS QUE LEVARÁ À FRENTE A REGULAMENTAÇÃO DA MÍDIA.

VAMOS RIR QUANDO TIVERMOS OS REPRESENTANTES DO SINDICATO DENTRO DA EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO.

SERÁ A PRIMEIRA VITÓRIA, ANTES QUE A PRESIDENTA ASSUMA E NÃO FIQUE DESGASTADA.

ESTAMOS REPASSANDO O ARTIGO DO JORNALISTA PORTUGUÊS QUE ESPLEHA A VERDADE BRASILEIRA.
GRUPO GUARARAPES

João Pereira Coutinho
Os heróicos 3%

Passei meus últimos dias com a cabeça mergulhada no Brasil. As eleições, sim, as eleições: na TV ou nos jornais portugueses, a minha tarefa era explicar aos patrícios o que sucedia desse lado do Atlântico.

Li muito. Escutei bastante. Perguntei idem.

Mas de tudo que li, escutei ou aprendi, nada me perturbou tanto como saber que Lula deixa o Palácio do Planalto com 82% de aprovação popular.

Minto: o que me impressiona não são os 82%; o que me impressiona são os 3% de brasileiros que desaprovam o governo Lula e que não embarcam no entusiasmo geral.

Como são solitários esses 3%!
E como são heroicos!

É preciso coragem, e uma dose invulgar de realismo e sensatez, para não ser atropelado pela multidão desgovernada.
Quem serão esses 3%?
Gostaria de os conhecer, de os convidar para minha casa, de beber com eles à liberdade e à democracia.

Vou repetir, quase com lágrimas nos olhos: 3%!
Não nego:
Lula teve méritos econômicos evidentes.

Arrancar 20 milhões da pobreza não é tarefa insignificante; e ter um país com crescimentos anuais de 6% ou 7%, enfim, uma miragem para quem vive na Europa.

Se o Banco Mundial acredita que o Brasil será a 5ª economia do mundo no espaço de uma geração (obrigado, "The Economist"), Lula teve um papel nesse caminho.

Mesmo que o caminho tenha sido preparado por Fernando Henrique Cardoso.

Mas quando penso nos solitários 3% que desaprovam Lula; quando penso nessa gente residual, marginal, divinal, penso em todos os casos de corrupção que abalaram os governos petistas e que seriam intoleráveis em qualquer país civilizado do mundo.

Penso nos ataques e nos insultos que Lula desferiu contra a imprensa mais crítica.

Penso na forma como Lula usou o seu cargo para, violando todas as leis eleitorais (e do mero decoro democrático), eleger Dilma Rousseff.
E penso, claro, na política externa de Lula.

Sou um realista. Países democráticos não lidam apenas com democracias; por vezes, nossos interesses estratégicos ou econômicos exigem que sujemos as mãos com autocracias, teocracias, ditaduras e aberrações políticas.

Mas devemos fazer isso com decoro; envergonhados; como um cavalheiro que frequenta o bordel e não faz publicidade de seus atos.

Os 3% que desaprovam Lula, aposto, desaprovam a forma indigna como ele elegeu Ahmadinejad seu amigo; como manteve relações amistosas com Chávez; como foi displicente perante os presos políticos cubanos.

Acompanhei as eleições brasileiras.
Comentei-as. Escrevi a respeito.

Mas, nessa hora em que Lula sai para Dilma entrar, os meus únicos pensamentos estão com os 3% que não perderam a cabeça e mantiveram-se à tona da sanidade.
Nessa noite fria de Lisboa, um brinde a eles!

Publicada em: 13/11/2010
Estamos Vivos!
Grupo Guararapes!
Personalidade Jurídica sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza.

novembro 12, 2010

DENTRO OU FORA DO PAÍS SEMPRE PARLAPATÃO, APRENDIZ DE DÉSPOTA E CACHACEIRO ASQUEROSO.ELE É A PRÓPRIA HERANÇA MALDITA.

No último dia de reuniões da Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias do mundo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (12), em discurso, que ao contrário dele e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a presidente eleita Dilma Rousseff não receberá uma “herança maldita”.
Segundo Lula, a sorte de Dilma é outra porque ela ajudou a construir o que há hoje no Brasi
l.


- A presidenta Dilma não vai fazer discurso algum dizendo que recebeu uma herança maldita do presidente Lula porque ela ajudou a construir tudo que nós fizemos até agora.

Ontem (11) à noite, o presidente apresentou Dilma aos líderes mundiais como sua sucessora na Presidência da República.

- O Obama recebeu uma herança maldita, que foi uma crise financeira sem precedentes.

E eu recebi uma herança maldita, que era um país andando para trás. Nossa geração não terá herança maldita.

Segundo Lula, ao assumir o governo em 2002, não havia financiamentos para a agricultura.

De acordo com ele, atualmente o país dispõe de autossuficiência e caixa em várias áreas, como gás. Ele lembrou que com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o país vai precisar de muitos investimentos.

Durante o discurso, Lula fez um balanço da situação econômica no Brasil. De acordo com o presidente, o país vive o “melhor momento [econômico]” das últimas quatro décadas.

Segundo ele, em, no máximo, cinco anos, todas as metas do milênio definidas pela ONU (Organização das Nações Unidas) serão cumpridas no Brasil.

Da Agência Brasil

COM DÍVIDAS EM DÓLAR PETROBRAS TEM LUCRO ABAIXO DO ESPERADO

Estatal ganhou R$ 1,4 bilhão com queda da moeda americana.
Resultado foi 8% maior

A desvalorização do dólar impulsionou o lucro líquido da Petrobras no terceiro trimestre, que alcançou R$ 8,5 bilhões.

Desse montante, R$ 1,4 bilhão deveu-se a ganhos cambiais. Como a empresa aumentou sua dívida em dólar, e a moeda americana se desvalorizou em 6% no período, o resultado contábil acabou sendo positivo.

Apesar disso, o lucro veio abaixo do esperado por analistas, que projetavam ganhos de até R$ 9,5 bilhões. Também ficou abaixo do lucro da Vale, que bateu o recorde de R$ 10,5 bilhões entre julho e setembro de 2010.

Em relação ao terceiro trimestre de 2009, o lucro da Petrobras subiu 7,9%. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, quando a empresa registrou ganho de R$ 8,3 bilhões, o avanço foi de 3%.

No acumulado nos nove primeiros meses de 2010, o lucro líquido foi de R$ 24,6 bilhões, 10% maior que os R$ 22,4 bilhões em igual período de 2009.

No ano, o impacto cambial foi positivo em R$ 910 milhões. Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, a empresa captou US$ 35 bilhões em dívida em 2009 e US$ 13 bilhões este ano.

A projeção é que sejam contraídos mais US$ 3 bilhões até o fim de 2010.

Ele reconheceu que o ganho cambial teve forte impacto sobre o resultado, mas minimizou sua importância: — As flutuações cambiais existem, mas o que sustenta o resultado da empresa é a área operacional — disse.

Além do ganho cambial, as vendas no mercado interno também contribuíram positivamente para o resultado financeiro. Elas subiram 10% em relação ao segundo trimestre deste ano e 15% sobre o terceiro trimestre de 2009.

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Para analistas, assim como aconteceu nos trimestres anteriores, o forte aquecimento da economia tem impulsionado os negócios no mercado interno.

— O mercado interno continua aquecido e tende a impulsionar os resultados — diz Erick Hood, da SLW.

Mesmo assim, a receita líquida também foi menor que o esperado pelo mercado: R$ 54,7 bilhões, levemente abaixo dos R$ 55 bilhões projetados por Osmar Camilo, analista da Socopa.
O resultado da Petrobras foi divulgado após o fechamento da Bolsa, mas a expectativa com os números fez as ações PN (sem direito a voto) da empresa recuarem 1,51% e as ON (com direito a voto) caírem 1,46%.


Barbassa também informou que a empresa vai perfurar em 2011 dois poços em Franco, área do pré-sal que será cedida pela União à Petrobras como previsto na cessão onerosa.

Ele estima gastos de US$ 8 bilhões na exploração das áreas que a União vai ceder à empresa.

Agencia o Globo