"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 20, 2010

O SUPERLULA - POR AUGUSTO NUNES

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Na entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta sexta-feira, o presidente da República esforçou-se para controlar o recordista mundial de improviso em palanque.

Mas quem fala mais que leiloeiro, mente tanto quando Dilma Rousseff e se considera o Estadista de Deus não chega ao fim da travessia de mais de duas páginas sem danos severos, escorregões constrangedores e escoriações generalizadas.


Confiram alguns dos melhores-piores melhores momentos do falatório, seguidos de observações em branco:

“Olha, somente quem não conhece a Dilma pode falar uma heresia dessas (a heresia é dizer que a candidata foi escolhida pela fidelidade ao presidente).

Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher alguém para ser vaca de presépio”.


(Vaca de presépio, como sabem até as vacas de presépio, é gente que concorda com tudo o que o chefe diz, pensa ou imagina. Dilma Rousseff vai mais longe. Além de dizer amém a tudo que ouve do padrinho, além de elogiá-lo no começo, no meio e no fim de cada discurseira, a afilhada resumiu há semanas seu programa de governo: “Vamos seguir o caminho que o presidente Lula nos ensinou”. Na entrevista, o chefe ensinou aos adversários, de graça, a expressão que define com precisão a sucessora que escolheu. Dilma é uma tremenda vaca de presépio.)


“Quando aconteceram todos os problemas que levaram o companheiro José Dirceu a sair do governo (…)”

(”Depois do episódio do mensalão”, poderia ter resumido o entrevistado. Mas o herói brasileiro conhece e protege seu calcanhar de Aquiles. Entre as quase 2.700 palavras ditas por Lula, “mensalão” não aparece uma só vez.)


“Quem me conhece há mais tempo sabe que eu nunca gostei de um segundo mandato”.


(Pena que os entrevistadores não conheçam há mais tempo a metamorfose ambulante. Embora deteste um segundo mandato, Lula elegeu-se em 1975 presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, reelegeu-se em 1978, elegeu-se em 1980 presidente do PT e, graças a sucessivas reeleições, permaneceu no cargo até 1994. Virou presidente de honra do partido, posto que continua a acumular com a presidência da República.)


“Não penso em voltar à presidência”.


(”Presidência da República, certo?”, deveriam ter especificado os jornalistas. Quando formalizar a candidatura ao terceiro mandato em 2014, Lula vai alegar que, ao ouvir a pergunta, supôs que os entrevistadores se referissem à presidência do sindicato. Ou à presidência do PT.)


“O Collor foi eleito senador da República pelo voto livre e direto do povo de Alagoas. (…) Se eu encontrar o Jarbas Vasconcelos amanhã, vou cumprimentá-lo como cumprimentei o Collor. Não pense que vou agir diferente, porque quem está cumprimentando não é o Lula. É o presidente”.


(Na campanha eleitoral de 1989, Fernando Collor referiu-se a Lula como “analfabeto”, “ignorante”, “desqualificado” e “farsante”. No horário gratuito da TV, apresentou ao país uma ex-namorada de Lula que o acusou de ter tentado “assassinar a filha com um aborto”. A declaração publicada pelo Estadão contém três informações relevantes. Primeira: Lula não vê diferenças entre quem diz essas coisas e um oposicionista como o senador Jarbas Vasconcelos. Segunda: quem é eleito pelo voto direto não tem prontuário. Terceira: Lula e o presidente da República não são a mesma pessoa.)


“O Sarney teve uma postura muito digna em todo esse episódio. Das acusações que vocês publicaram, nenhuma se sustenta juridicamente”.


(Numa só resposta, Lula aprovou o desempenho de José Sarney no Senado, absolveu o homem incomum de todas as acusações e ensinou que, até o julgamento em instância superior, a censura ao Estadão é muito justa. Chefe do Executivo por decisão das urnas, chefe do Legislativo por malandragem da base alugada e chefe do Judiciário por deferência de cinco ministros do Supremo Tribunal Federal, Lula exerceu durante a entrevista, ostensivamente e com muita animação, a presidência dos três Poderes.).


“Eu acho que tem coisa que tem que investigar. E eu quero investigar. (…). Eu quero saber de algumas coisas que que eu não sei e que me pareceram muito estranhas ao longo de todo o processo”.

(Foi assim mesmo, em dilmês perturbado, que Lula tentou explicar por que prometeu “passar a limpo” o caso do mensalão ─ que, neste trecho da entrevista, apelidou de “processo”. Ele não enxerga nada de errado, estranho ou criminoso na ação dos 40 bandidos de estimação denunciados pela Procuradoria Geral da República e a caminho do julgamento pelo STF. Prometeu descobrir tudo depois que deixar a presidência e virar detetive. O Filho do Brasil não matou ninguém de tristeza. A versão piorada do Inspetor Clouzot vai fazer o país sensato morrer de rir.)


“O Irã não é o Iraque e todos nós sabemos que a guerra do Iraque foi uma mentira montada em cima de um país que não tinha as armas químicas que diziam que ele tinha”.


(Releiam a frase e raciocinem comigo. Lula diz que o Iraque foi atacado sem motivos, já que não existiam as armas químicas que serviram de pretexto para a guerra. Certo? Também diz que o Irã não é o Iraque. Certo? Se o Irã não é o Iraque, então o projeto nuclear dos aiatolás existe de verdade, ao contrário das armas químicas. Certo? Se é assim, os leitores ficariam gratos aos entrevistadores se um deles perguntasse ao entrevistado por que, então, apoia o Irã. Ou ao menos avisasse a Lula que achar explicações para a aliança com uma teocracia dirigida por psicopatas complica a cabeça de qualquer um.)


“A Venezuela é uma democracia. (…) O Brasil é uma hiperdemocracia”.


(O que Lula chama de “hiperdemocracia” é um país cujo governo, por não ter conseguido estabelecer o “controle social da mídia”, ainda não fecha emissoras de TV ou jornais independentes. “Democracia” é qualquer regime autoritário, despótico e tirano dirigido por um companheiro.)


Tão revelador quanto o que disse foi o que deixou de dizer.

Pela primeira vez neste século, o presidente despejou mais de 2.600 palavras sem mencionar em nenhum momento “Fernando Henrique Cardoso”, “FHC” ou “meu antecessor”.

O SuperLula descobriu que é melhor ficar longe da kriptonita.

Via Augusto Nunes

O LULA BABÁ E O CONGRESSO PTRALHA



Na cerimônia de posse da nova direção do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um ato de desagravo ao partido que fundou há 30 anos.

PT NÃO ROUBA, ERRA !

Ao abordar a crise do mensalão, que dizimou o governo e a cúpula petista, em 2005, Lula disse que a legenda não tem medo de turbulência.
"Errar é humano", afirmou o parlapatão cachaceiro.


Os ex-presidentes do PT Zé Dirceu e Zé Genoino, réus no processo do mensalão, integram o novo diretório petista e foram quase tão aplaudidos quanto Lula quando tiveram os nomes anunciados.

O presidente afirmou que compreende o ódio destilado contra o PT por parte dos adversários.


Mostrando a mão sem um dedo, em harmonia com a falta de caráter e vergonha na cara, explica:

"A gente tinha medo de ser abocanhado, mas o máximo que conseguiram foi tirar um pedaço do dedo", afirmou, sob aplausos da plateia, mostrando sua mão esquerda sem o dedo mínimo.


Aumentar a quadrilha , objetivo ptralha, quanto mais ladrões, maiores as facilidades :

A presença do PT na Câmara dos Deputados, principal medida da representação partidária, de acordo com cientistas políticos, passou de 91 parlamentares na eleição de 2002 para 83 em 2006.

Para o ex-ministro, o objetivo é levar o PT dos cerca de 18% que detém na Câmara para algo próximo de 30%.


Entre uma foto e outra solicitadas por centenas de petistas durante o 4º Congresso Nacional do PT, o deputado cassado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu encontra tempo para prever o futuro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apostar no incremento da representação da legenda no Congresso.

"Quando deixar o governo, Lula terá outras tarefas além de ser ex-presidente da República.

Uma delas, que vou defender, é participar da construção do PT, do fortalecimento do PT", disse Dirceu durante o encontro deliberativo da legenda, na sexta-feira.

IR/ 2010 SIMPLES OU DETALHADA ?


Quando optar por uma ou outra forma de declaração?
A declaração simplificada e a completa diferem entre si, principalmente, em relação à comprovação das despesas dedutíveis da base de cálculo do imposto.

Na declaração simplificada, o contribuinte poderá deduzir, sem qualquer comprovação, 20% do rendimento bruto limitado a 12.743,63 reais.

Na declaração completa, toda e qualquer dedução deverá ser comprovada por documento hábil.

A opção por uma ou por outra declaração deve levar em consideração o fato de o contribuinte ter ou não comprovantes das despesas que pretende deduzir da base de cálculo do imposto.

Dessa forma, se o contribuinte tiver comprovantes que superam a importância de 12.743,63 reais, é recomendável efetuar a declaração completa.

Por outro lado, se os comprovantes somarem valor inferior, é recomendável que o contribuinte apresente sua declaração no modelo simplificado.

Quando transferir parte do imposto devido para incentivos fiscais?
Em qualquer hipótese é interessante fazer essa transferência, pois o contribuinte poderá ter seu imposto a pagar menor.
Além disso esta opção poderá fazer com que o valor do incentivo chegue a seu destino em tempo menor.

Há limite para dedução do IR relativo a despesas?
Sim, os limites são os seguintes:


a) Instrução = 2.708,94 reais
b) Dependente = 1.730,40 reais
c) Previdência Privada (PGBL) = 12% do rendimento bruto
d) Doação - Estatuto da Criança e do Adolescente = 1% do imposto devido
e) Incentivo à cultura = 4% do imposto devido
f) Atividade audiovisual = 4% do imposto devido
g) Incentivo ao desporto = 1% do imposto devido
h) INSS - empregado doméstico: Normal = 719,40 reais; e São Paulo = 761,40 reais
Observação:
No conjunto, os incentivos das letras “d” a “g” não poderão ultrapassar 6%.
Veja.Com
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fevereiro 19, 2010

"CONTINUIDADE APERFEIÇOADA"??????



A palavra continuidade vem dando o tom ao programa de governo que o PT pretende oferecer para a aliança partidária a ser formada em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, cujo nome deve ser confirmado neste sábado para concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo partido.

Os petistas, no entanto, buscam associar o conceito de "aperfeiçoamento" ao programa.
A manutenção da política econômica e o incremento dos programas sociais são propostas que permanecem na pauta do PT.

"Continuidade significa aperfeiçoar.
Temos o desafio de integrar mais as políticas sociais", disse o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, que conduziu o Bolsa Família, um dos principais programas de distribuição de renda do governo.

As mudanças aprovadas nesta sexta-feira no programa referem-se a políticas para afirmação de direitos das mulheres, reforma agrária, redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salários, apoio incondicional e explícito ao Plano Nacional de Direitos Humanos, além mudanças na política tributária, com o objetivo de taxar especialmente grandes fortunas.

O programa do PT, de acordo com Walter Pomar, que preside a tendência Articulação de Esquerda, se tornou mais "radical" na defesa de pontos considerados "de esquerda".

O texto será encaminhado pelo partido para a comissão a ser formada com os demais partidos que se unirão em torno da candidatura de Dilma.

"Não houve mudanças.

O que houve foi um processo de radicalização.

Que a coalizão fará um programa mais ao centro nós temos certeza, mas não por causa nossa.

Nossa posição como partido na coalizão será mais à esquerda".

ATÉ QUANDO DILMA ?


Amparada por uma economia forte e pela popularidade de Lula, Dilma diminuiu a distância mantida nas pesquisas de opinião pelo líder o governador do Estado de São Paulo, José Serra, do oposicionista PSDB.

Analistas argumentam, no entanto, que a corrida ainda tem de começar de fato e Dilma, cuja candidatura será lançada pelo PT no sábado, ainda precisa sair da grande sombra de Lula para consolidar uma imagem própria e definir suas políticas a fim de vencer a eleição de outubro.

"Ela ainda tem de se apresentar ao eleitorado brasileiro", disse Christopher Garman, analista para América Latina da consultoria Eurasia Group, de Nova York.
"E ela ainda precisa aprender a fazer isso de forma convincente."
O primeiro desafio dela será convencer os militantes do PT de que é tão boa quanto Lula diz.

O presidente praticamente impôs a candidatura de Dilma, ao qual ela se filiou apenas em 2001.
"Eu não sei muito sobre ela, mas ela seria uma continuação do Lula", afirmou o taxista José Silva dos Santos, 52 anos, no centro de Brasília

Mesmo assim, há especulações nos meios políticos de que Dilma, 62 anos, seria apenas uma "presidente interina" até que Lula possa concorrer de novo em 2014, intenção negada por ele em uma entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo publicada na sexta-feira.
"Tenho total confiança em Dilma, de que ela saberá como fazer as coisas certas para este País", disse ele.

O antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso, também do PSDB, depreciou publicamente Dilma este mês como um mero boneco do chefe, prenunciando um tema provável da campanha que está por vir.

Risco político
"Essa conversa de crescimento induzido pelo governo e grandes estatais tem nos preocupado. 
Já fracassou no passado", disse Rodrigo Nogueira, sócio da construtora JC Gontijo Engenharia, com sede em Brasília. 
"Ela precisa tratar dessas preocupações logo."

Dilma, no entanto, ainda é uma novata na política que geralmente se esforça para se ligar ao público, uma deficiência que mesmo seus partidários reconhecem.
A aprovação e as habilidades políticas já comprovadas de Lula por certo agirão a favor dela na campanha.
Mas Dilma enfrenta um forte concorrente com Serra, e a posição dela em algumas questões polêmicas poderá representar problemas.

Parlamentares da oposição a convocaram para uma audiência sobre o plano de direitos humanos que, trata entre outro tópicos, sobre a legalização do aborto, e eles querem questionar a ministra sobre seu apoio à medida, uma questão delicada numa sociedade de maioria católica.

Analistas afirmam que a falta de carisma e de jogo de cintura político de Dilma talvez não custem a sua eleição, mas, se ela vencer, poderiam dificultar o seu governo.
"Ela tem dificuldade em lidar com políticos - os eleitores não perceberão, mas seus aliados poderão se aproveitar disso", disse Cristiano Noronha, diretor da empresa de consultoria Arko Advice.

"O maior risco de Dilma é tornar-se refém de seus aliados."
Continua...

DEPOIS DA VALORIZAÇÃO DE 35.000% ...

  • Por Renato Cruz

lula

Em entrevista ao Estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala sobre a reativação da Telebrás:

“O governo só vai conseguir fazer uma proposta para a sociedade se tiver um instrumento. Não quero uma nova Telebrás com 3 ou 4 mil funcionários. Quero uma empresa enxuta, que possa propor projetos para o governo.

Nosso programa está quase fechado, mais uns 15 dias e posso dizer que tenho um programa de banda larga.

Vou chamar todos e quero saber quem vai colocar a última milha ao preço mais baixo.

Quem fizer, ganha; quem não fizer, tá fora.

Para isso o Estado tem de ter capacidade de barganhar.”

Foto: Agência Brasil

DESCAMUFLANDO DADOS FAJUTOS PRÓ LULA

A Boca da Verdade.

A Serra o que é de Serra

Roberto Macedo, O Estado de S. Paulo, 18/02/10

Duas recentes matérias de jornais afirmaram que Serra e Lula têm desempenho fiscal semelhante (Valor, dia 10, e este jornal, dia 11).

Surpreso com seu teor, vi como fonte um estudo do economista-chefe do Santander, Alexandre Schwartsman, muito crível no setor financeiro e na área acadêmica.

Perguntei-me:

como veio essa conclusão, a contrariar o que até aqui diziam a imprensa e, na área federal, vários estudos de autores igualmente críveis?


Em Brasília está Lula, gastador-mor por convicção e pela ocasião dada pela bonança externa que marcou seu governo até 2008, a qual trouxe mais crescimento, mais tributos e evitou crises externas mais sérias.

E opera também sem limites para o endividamento federal.

Mais recentemente, fez do PAC e dos seus maiores gastos o carro-chefe para ter a ministra Dilma como sucessora.

É um baita empregador, pois já admitiu perto de 110 mil servidores, e elevou fortemente os salários da ampliada elite do funcionalismo federal.

Segundo estudo do economista Raul Velloso, os gastos (deflacionados) de Serra com pessoal subiram 11,3% entre 2006 e 2009 (seu mandato começou em 2007); os de Lula, no mesmo período, quase três vezes mais (29,6%).


Com fortes atrativos, os concursos federais atraem milhões de interessados, e há os muitos admitidos na corte sem concurso.


Em São Paulo, Serra enfrenta a crônica carência de recursos típica dos Estados, para o muito que - mais que a União - têm a fazer em áreas como educação, segurança pública e saneamento, com limites rigorosos ao endividamento.

Carência essa que o levou a aceitar a federalização do Banco Nossa Caixa.


E segue segurando daqui e dali, inclusive a arrecadação de ICMS, com a tal “substituição tributária”, impopular entre muitos empresários, e a Nota Fiscal Paulista, esta muito “pop” (tem 7,2 milhões de inscritos e já lhes creditou a enorme cifra de R$ 2,09 bilhões!).

Buscando dinheiro aqui e acolá, toca um enorme programa de obras, algumas saltando aos olhos, como o Rodoanel e o Metrô paulistano, e muitas mais, como a recuperação e ampliação de estradas vicinais e dezenas de escolas técnicas.

Assim, procurei ver para crer o estudo do Santander, gentilmente enviado pelo próprio autor, com o título A fria realidade dos números.

Da Fazenda estadual e no site www.fazenda.sp.gov.br obtive mais dados, e confirmei o que imaginava.


De início, ainda que sem enfatizar isso, o próprio estudo do Santander faz justiça a Serra como grande investidor público.

Assim, na formação de capital, como estradas e outras obras, os números (que excluem as empresas estatais, mas incluem transferências a estas para tal finalidade, como ao Metrô) revelam que passou de 0,9% do PIB estadual em 2006 para 1,7% do PIB em 2009, ou seja, quase o dobro.

Enquanto isso, no governo Lula subiu de 0,7% do PIB nacional para 1,1% no mesmo período.

Schwartsman, contudo, põe maior ênfase nas despesas correntes (com pessoal e outras não-financeiras) e concluiu que as estaduais passaram de 7,8% a 9,1% do PIB entre 2006 e 2009, um acréscimo de 1,3% do PIB.

Isso o levou a concluir que cresceram mais que os investimentos, estes em 0,8% do PIB (1,7% menos 0,9%, já citados).


Ainda assim, deixou de acrescentar que, relativamente ao ano-base, mesmo com esses números o aumento dos investimentos foi maior (89%) que o das despesas correntes (17%).

Em relação a essas despesas correntes, há a conclusão maior, e que levou às manchetes de jornais citadas.

Sempre de 2006 a 2009, no governo Lula tais despesas passaram de 16,2% do PIB a 17,1% (mais 0,9% do PIB), aparentemente crescendo menos do que em São Paulo, pois aqui o aumento teria sido de 1,3% do PIB, conforme o parágrafo anterior.


Ora, isso surpreende quem sabe dos apertos do governo Serra, inclusive reclamações de funcionários, exceto dos que vão para cargos federais, onde prevalece o silêncio dos muito satisfeitos.

Entretanto, essa conclusão resultou de uma tecnicalidade envolvida, mas não percebida, a qual funcionou como uma armadilha em que eu também, talvez, cairia, exceto pelo fato de que minhas convicções fariam mais perguntas aos dados para me convencer do que mostravam.

Além de gastos de pessoal, há nessas despesas correntes o item “outras”, que surpreendentemente cresce 1,8% do PIB no mesmo período, sendo 1,7% do PIB apenas entre 2006 e 2008!

Ora, em 2007 surgiu a São Paulo Previdência (SPPrev), mudando a forma de contabilizar os encargos previdenciários do Estado.

Progressivamente, ela passou a receber as contribuições dos servidores e do Estado e a fazer os vultosos pagamentos devidos a aposentados e pensionistas, sendo fortemente deficitária.

A tecnicalidade surge porque isso leva a uma dupla contagem de despesas pelas regras contábeis aplicáveis, conforme se vê no site citado.

Ou seja, uma vez como obrigações patronais da administração direta, mais o déficit; outra, como outras despesas da SPPrev, da administração indireta - o que não foi percebido pelo estudo do Santander.


Feitos os ajustes, conforme calculados pela Fazenda estadual, o aumento das despesas correntes foi de 6,57% do PIB em 2006 para 6,61% em 2009 e, portanto, insignificante, o que muda radicalmente as conclusões do estudo do Santander.

Escrito em inglês e distribuído aqui e no exterior, ele também entra pelo terreno eleitoral e especula quanto à firmeza fiscal de Serra e de Dilma, o que levou as citadas reportagens a propagar que sob este aspecto não se deveria esperar mais do primeiro do que da segunda.


Contudo, com essa revisão dos dados, o que se conclui mesmo é que Serra é fiscalmente mais firme do que Lula e que Dilma é uma incógnita, na melhor das hipóteses.

Na pior e mais verossímil, seguiria a cartilha de seu chefe, da qual também é redatora.(?)


Roberto Macedo, economista (UFMG, USP e Harvard), professor associado à Faap, é vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo

CHARGE : UM ESTRANHO NO NINHO.

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A ÉTICA DA "OTORIDADE"

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JB Online

BRASÍLIA -

Há mais de três meses o STF (Supremo Tribunal Federal) aguarda respostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a perguntas sobre o conhecimento dele dos fatos apontados na ação penal do mensalão e sua relação com os réus no processo.

A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

As questões foram elaboradas pelo Ministério Público Federal, que é o autor do processo em andamento no STF sobre a suposta compra de apoio de partidos e políticos pelo PT entre 2002 e 2005.

UM PAPO DE BOTEQUIM.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ter escolhido Dilma Rousseff como candidata presidencial para apenas um mandato, com o objetivo de voltar ao poder em 2014.


As informações são da edição dessa sexta-feira do jornal O Estado de S. Paulo que publicou uma entrevista com Lula.

"Todo político que tentou eleger alguém manipulado quebrou a cara", afirmou.

( E com você não será diferente, manguaça.)

O presidente disse que ele não escolheria uma pessoa para ser "vaca de presépio", pois ninguém aceita isso.

(Com certeza, é uma vaca presepeira, idealizada por um presepista, bebum)


Para o presidente, a eventual gestão Dilma não será mais à esquerda do que seu governo. Lula disse ao jornal que a ministra terá "o ritmo dela, o estilo dela".

( A "coisa" não fala coisa com coisa nenhuma, como seria?)

O petista avaliou que as diretrizes do programa do partido podem ser mais "progressistas", pois o partido pode defender coisas que o governo não pode.


Na entrevista, o presidente defendeu ainda a presença do Estado na economia e refutou críticas de que em seu governo houve um "inchaço" sobre a máquina pública. "A cada 100 mil habitantes, o governo federal tem 11(blá,blá,blá) cargos comissionados.

O governo de São Paulo tem 31 cargos por 100 mil habitantes", disse, comparando seu governo ao de José Serra, possível candidato do PSDB à Presidência.